Engenheiro, Professor e Autor de livros
sobre Gestão de Carreira e Administração de Escritórios
na Arquitetura e Engenharia
PONTE MAURÍCIO DE NASSAU - RECIFE-PE
(Fonte: Marcelo Fontes)

Notas publicadas em 29/08/2014 - sexta-feira

Imagem da Capa

PONTE MAURÍCIO DE NASSAU

(Publicado em 29/08/2014)



A famosa Ponte Maurício de Nassau é um marco na história da cidade de Recife e na história da Engenharia do Brasil.

A obra teve sua construção iniciada em 1640 pelo arquiteto Baltazar de Affonseca, por ordem do conde Maurício de Nassau, feita em madeira, e inaugurada em 28 de fevereiro de 1644, sendo considerada a primeira ponte de grande porte do Brasil e a mais antiga da América Latina.

Sua construção foi criticada pela Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais por ter sido considerada dispendiosa demais para uma côlonia. A inaguração se deu no dia 28 de fevereiro de 1643 e a ponte foi chamada à época de Ponte do Recife.

Nas suas cabeceiras havia dois arcos: o arco da Conceição, do lado do bairro do Recife, e o arco de Santo Antônio do lado do bairro homônimo.

A ponte sofreu reformas em 1683 e 1742 e foi substituída por uma ponte completamente de ferro em 1865 tendo recebido, no ato da reinauguração, o nome de Ponte Sete de Setembro. A segunda ponte teve pouca durabilidade, pois a maresia corroeu ferro da estrutura.

Em 1917, a ponte foi reconstruída, dessa vez com a estrutura de concreto armado. Durante a obra de reconstrução foram retirados os arcos que existiam na ponte original, e, no ato da reinauguração, recebeu o nome que tem atualmente.
(Fonte: wikipedia)

A ponte Maurício de Nassau (foto de Ênio Padilha), com seus 180 m de comprimento, tornou-se um recorde da engenharia estrutural brasileira àquela época. Os cálculos da ponte foram feitos por Emílio Baumgart e para executá-la Lambert Riedlinger mandou a Recife, em 1917, um de seus melhores homens: o jovem Emílio Odebrecht, que desde 1914 vinha se capacitando na nova técnica construtiva.
(Fonte: www.odebrechtonline.com.br)

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Entre Aspas

"Cheguei a um acordo com o fato de que a incerteza é um corolário inevitável da vida. Uma abundância de mistério é simplesmente parte do negócio - o que não me parece algo a lamentar."

JON KRAKAUER

Escritor e alpinista no livro Sob a Bandeira do Céu de 2003

Autor Convidado

COMPROMETENDO O FUTURO
(Edemar de Souza Amorim)


EDEMAR DE SOUZA AMORIM
edemarsamorim@gmail.com





Não é nenhum segredo que a engenharia brasileira vive seu pior momento. Pior, no entanto é saber que, se medidas extremas não forem tomadas, não é possível ser otimista sobre a melhora desta situação.

Vivemos um problema conjuntural, perdemos uma geração de engenheiros para o mercado financeiro, graças aos 25 anos de crise e falta de investimentos do governo, e estamos perdendo outra para a aposentadoria. Mas nada poderia ser pior do que perder uma terceira geração pela má formação universitária.

É claro que existem no Brasil grandes universidades, com cursos de excelência comprovada, mas graças à política de reconhecimento de cursos do Ministério da Educação e a inércia de Conselhos e Associações, cursos de engenharia com menos de quatro mil horas de aulas estão se tornando mais comuns do que a prudência e as boas práticas recomendam.

Também não se pode ignorar a enormidade de especializações reconhecidas pelos CREA’s. Formam-se engenheiros de telecomunicações, minas, automotivos entre uma centena de derivações dos cursos de Engenharia Civil, Mecânica, Elétrica, Química, Arquitetura e Agronomia. As matérias tornaram-se cursos completos para cobrir nichos de mercado.

O Brasil, nas últimas décadas, perdeu muitas oportunidades de desenvolvimento por falta de coragem ou visão de seus líderes. Assistiu passivo o despertar de nações que investiram na formação de seus cidadãos, enquanto modelos e investimentos passados eram abandonados por pura divergência política.

Hoje, com a velocidade propiciada pela tecnologia, as mudanças acontecem quase instantaneamente. Corremos o sério risco de perder mais esta chance por falta de profissionais qualificados, passando de produtor de conhecimento e tecnologia a mero importador de serviços técnicos.

É preciso intervir no processo de formação dos engenheiros, criando, como faz a OAB, um processo de classificação e seleção dos cursos e dos profissionais formados. Usando as leis de mercado para impedir a proliferação de Escolas e Faculdades inferiores, promovendo aquelas com grau de excelência reconhecido.

É preciso conscientizar empresas e contratantes que o custo de um mau engenheiro não se resume ao montante pago em salários ou por serviços realizados. Um mau projeto pode custar vidas, requerer manutenção ou readequação, comprometendo todo o investimento realizado. O desempenho do piloto Rubens Barrichello com o carro da equipe Honda são um excelente exemplo de mau projeto.

É preciso retardar a aposentadoria de engenheiros experientes e impedir a “juniorização” dos departamentos e empresas de engenharia por questões de custos. Exigindo também a atualização contínua por meio de cursos, estágios, visitas técnicas, intercâmbios e etc.

É preciso incentivar o compartilhamento do conhecimento técnico entre profissionais e empresas, criando uma malha que facilite a pesquisa, desenvolvimento e distribuição deste conhecimento da universidade para os profissionais e dos canteiros de obras, escritórios de projeto e fábricas para estudantes e professores.

Enfim é hora da engenharia ser retomada e Reconstruída pelos engenheiros, pois as autoridades estão empenhadas em levar-nos de volta ao Brasil agrícola do passado, priorizando seu novo Ciclo da cana-de-açúcar.





EDEMAR DE SOUZA AMORIM é engenheiro civil formado pela Escola de Engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e foi presidente do Instituto de Engenharia
abril de 2007 até abril de 2009.

Nesta série que estamos publicando neste segundo semestre de 2014 teremos 10 artigos que serão publicados todas as segundas-feiras.

Faça um contato com o autor: edemarsamorim@gmail.com

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Turista Acidental

RECIFE-PE

O Turista Acidental (Ênio Padilha) está em Recife-PE, para o curso ADMINISTRAÇÃO DE ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA E ENGENHARIA com organização do IPOG-Recife




O DESTINO


Recife é um município brasileiro, capital do estado de Pernambuco, com 1.546.516 habitantes. É sede da Região Metropolitana do Recife, a maior aglomeração urbana do Nordeste brasileiro e quinta maior do país, classificada pelo IBGE como uma metrópole regional. Superada apenas por São Paulo e Rio de Janeiro, além de possuir a quarta maior rede urbana do Brasil em população.

Veja as fotos desta viagem

Urbanismo

CIDADES AGRADÁVEIS: ENQUETE IAB

Confira enquete realizada pelo IAB-BR: "O que torna as cidades mais agradáveis para o pedestre".
Veja na opinião dos participantes da enquete, o que é uma cidade agradável. O resultado foi publicado no dia 13 de agosto.



Clique sobre a imagem ou AQUI para obter mais informações no site iab.org.br

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Arquitetura

CONGRESSO VIRTUAL DE ARQUITETURA

Comentário do Ênio Padilha

Recebi o convite e tive a honra de ser um dos palestrantes no I Congresso Virtual de Arquitetura.
Apresentei (dia 26/08/2014) a palestra TAREFAS E RESPONSABILIDADES EM UM ESCRITÓRIO DE ARQUITETURA.
A palestra foi vista por 1985 profissionais.
A página (no meu site) com informações sobre o conteúdo da palestra teve, em dois dias, mais de 2500 visitas.

Resumindo: um sucesso!

congressovirtual.org

Engenharia

PROGRAMA TRAINNES GERDAU 2015 PARA ENGENHEIROS

Estão abertas as inscrições para o Programa Trainees Gerdau 2015, que objetiva selecionar, entre outros profissionais, recém-formados ou graduados há até dois anos no curso de engenharia civil. Ao todo, são 43 vagas nos estados de Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Os candidatos precisam ter fluência em inglês e disponibilidade para atuar em outros estados. O processo de seleção será composto por testes de conhecimento gerais e de raciocínio lógico, dinâmicas de grupo, entrevistas individuais com gestores da empresa e exame de proficiência da língua inglesa.



Clique sobre a imagem ou AQUI para obter mais informações no site creadf.org.br

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