Piet Mondrian/Pintura nº4/Composição 3 (1913)
(Fonte: Gemeentemuseum Den Haag, Holanda)

Notas publicadas em 26/07/2016 - terça-feira

Entre Aspas

"A cultura é aquilo que permanece no homem
quando ele já esqueceu tudo o resto."

ÉMILE HENRIOT

(1889-1961)
Escritor Francês, citado no Jornal do Oceano Índico Madagascar,
página 78 publicado por Comunicação e Mídia do Oceano índico

NA MINHA FRACA OPINIÃO

VEM AÍ A “COPA DAS COPAS” PARTE 2

(Publicado em 24/07/2016)



Escrevam aí. E podem me cobrar isso, mais tarde.

Assim que os Jogos Olímpicos começarem, no dia 5 de agosto, grande parte da imprensa irá focar sua cobertura (matérias e reportagens) nos personagens brilhantes, nos atletas simpáticos, nos torcedores estrangeiros deslumbrados e, principalmente, no desempenho da torcida brasileira e na fascinação que a hospitalidade e a alegria dos brasileiros exercem sobre os estrangeiros em eventos desse tipo. Será uma reedição da COPA DAS COPAS. Tá lembrado?

Aí, muita gente (do PSOL ao DEM, passando pelo PT e PSDB) querendo faturar politicamente, assumirá o “fato” de que os Jogos foram um sucesso, que tudo saiu melhor até do que a expectativa e que os pessimistas devem recolher seus maus prognósticos e aceitar o fato inexorável: as preocupações eram exageradas e sem sentido.

Eu não duvido que os jogos sejam sensacionais (tanto que até comprei ingresso e vou ao Rio, para ver um dia do Atletismo (dia 15. Dia da final dos 800 metros masculino). Não duvido que a torcida brasileira fará um belíssimo papel. Não duvido que a hospitalidade brasileira marcará os pontos positivos que sempre marca em eventos dessa natureza. O que eu digo é que NÃO É ESSE O PONTO.

Digo que o Brasil, infelizmente, perdeu esses Jogos Olímpicos. O Rio de Janeiro perdeu uma grande oportunidade de se reinventar. Perdeu a grande chance de voltar a ser uma cidade com status de capital nacional.

Não conseguiu nenhum progresso na questão da Segurança Pública. Não avançou um milímetro na questão da Saúde. Não fez absolutamente nada de relevante na questão do Saneamento Básico. Fez muito pouco na área de Mobilidade Urbana… isso sem falar no desenvolvimento da Educação e dos Esportes em Geral (e dos esportes olímpicos em particular). Depois de queimar os sete anos que tivemos para nos preparar para esses jogos, o saldo é, infelizmente, muito negativo.

Tudo o que se verá na cidade durante os Jogos Olímpicos é teatro. Será resultado de um esforço excepcional para garantir um padrão mínimo de segurança e conforto “para inglês ver”. Desde a Conferência Rio 1992 o Brasil se tornou especialista em fazer isso. Não importa o que seja dito na imprensa e nas redes sociais.

É uma pena! (E quem me conhece bem sabe que eu não fico nada feliz em dizer isso)



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2016 ---Jogos Olímpicos ---Rio2016


Comentário do Ênio Padilha

ALGUMAS COISAS QUE A GENTE ESTÁ LENDO NOS PORTAIS DE NOTÍCIAS

SEGURANÇA PÚBLICA
Milícia veta internet para soldados da Força Nacional
Agentes que vão realizar a segurança nos Jogos Olímpicos foram impedidos de instalar equipamentos para ter acesso à rede

CULTURA
A cerimônia de abertura dos Josog Olímpicos no Rio de Janeiro terá presenças de altíssimo nível na parte musical: Anitta, Wesley Safadão, Ludmilla.

ORGANIZAÇÃO E INFRA-ESTRUTURA
(1) Comitê olímpico australiano encontra péssimas condições nos apartamentos e diz que Vila dos Atletas está inabitável. Eles se recusaram a entrar nos apartamentos da Vila Olímpica e dizem que atletas de outros países estão enfrentando os mesmos problemas.
(2) As delegações dos EUA, da Itália e da Holanda pagaram funcionários por obras de acabamento em apartamentos da Vila Olímpica. Descontentes com o que viram, os países arcaram com serviços como ajuste de encanamento, colocação de lâmpadas e até limpeza.

Deixe AQUI o seu comentário

NA MINHA FRACA OPINIÃO

NA MINHA FRACA OPINIÃO

(Publicado em 29/06/2011)



De vez em quando utilizo nos meus textos um "chiste". Um bordão, antes de opinar sobre alguma coisa. Começo dizendo... "na minha fraca opinião..."

Esclareço: no divertidíssimo livro FATOS E RELATOS PITORESCOS DE SANTA CATARINA (infelizmente não está mais disponível para venda -- mas o leitor poderá encontrar nos sebos, no Mercado Livre e nas melhores bibliotecas), o autor, Luiz Antônio Soares, cita um conhecido comerciante e exportador da região de Tijucas.

Ele conta que "o velho João Bayer, a toda vez que desejava expressar o seu pensamento, especulando ao mesmo tempo o pensamento alheio, armava a seguinte pergunta:
--- Eu penso assim. O senhor, na sua fraca opinião, o que é que pensa?"


Quando li o livro, em 2003, me diverti muito imaginando a cara do interlocutor cuja opinião já havia sido antecipadamente desmerecida... a partir daí passei a utilizar essa frase "na minha fraca opinião" sempre que considero que ela possa ser discutível.

just for fun



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



Clique AQUI e leia os artigos da seção "NA MINHA FRACA OPINIÃO" que reúne os escritos da série "como vejo o mundo".

Artigos de Ênio Padilha

ENGENHEIROS E ARQUITETOS NÃO VENDEM PRODUTOS DE MASSA



Serviços de Engenharia e Arquitetura não são comprados ou consumidos por muitas pessoas, muitas vezes na vida. Portanto, nossos produtos não são de Consumo de Massa. Isso nos tira um conjunto muito grande de ferramentas e recursos do marketing tradicional (quase todo voltado para produtos de consumo de massa).

Se você tem uma loja de roupas e um cliente, por uma razão ou por outra, deixa de comprar na sua loja e compra na loja do concorrente, você ainda tem a chance de que o cliente se arrependa disso. E, da próxima vez, considere com mais carinho a possibilidade de fazer negócio com você. O mesmo ocorre se você tem uma oficina mecânica ou uma lavanderia.

Porém, se você é arquiteto ou engenheiro e o cliente preferiu contratar o seu concorrente, “já era”! Mesmo que ele se arrependa. É pouco provável que ele volte para refazer o negócio com você. De maneira geral, se você é um arquiteto ou um engenheiro, você só tem uma primeira e única oportunidade de conquistar o cliente.

Na sua cidade você, provavelmente, já foi a alguns bares ou restaurantes. Gostou de alguns, encontrou defeitos em outros e desenvolveu preferências. Essas preferências que o fizeram ser mais fiel a determinados estabelecimentos decorrem exatamente do fato de que você comprou muitas vezes o mesmo produto, desenvolvendo uma “experiência de cliente”.

Mas, quantas vezes você já contratou um arquiteto? E, se já contratou alguma vez, quando pretende contratar novamente?

Você pode até não ter dado a resposta padrão, mas sabe exatamente do que estamos falando. Um número muito reduzido de pessoas compra os nossos produtos. E um número ainda mais reduzido dessas pessoas volta a comprar os nossos produtos.

No nosso mercado não podemos contar com a experiência do cliente. Por melhor que seja um profissional, por mais satisfeitos que fiquem os seus clientes, é sempre pouco provável que existam compras ou consumos sucessivos.

Isso não dispensa a preocupação com a satisfação dos seus clientes (que poderão influenciar a decisão de futuros contratantes), mas, em última análise, ele sempre terá que conquistar novos clientes, o que, em certa medida, dificulta a estabilidade comercial.

Além disso, o fato de o nosso produto não ser “de consumo de massa” torna inútil todos os principais recursos de comunicação com o mercado (mídia aberta, recursos de promoção de vendas, etc.), disponíveis para os empresários que trabalham com mercadorias.

Sendo assim, essa característica (ser um produto de consumo restrito) remete a estratégias específicas de comunicação com o mercado. O fato de que os clientes potenciais de engenheiros e arquitetos não apresentarem a desejável “experiência de comprador” remete à necessidade de uma abordagem do mercado muito mais didática do que agressiva.

Engenheiros e arquitetos precisam ter em mente que não estão disputando um mercado maduro e claramente definido. Trata-se, antes, de um mercado que não existe.

Privilegiar o aspecto didático e a comunicação direta indica claramente a escolha de “mídias” muito mais simples e diretas do que as sofisticadas midias abertas (rádio, televisão, jornais e revistas).

Engenheiros e arquitetos devem dominar as técnicas de comunicação direta com os clientes, explorando recursos como visita pessoal, mala-direta e propaganda Boca-a-boca.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br

Comentários?

BLOG DO TOSETTO

O QUE VEM FÁCIL VAI FÁCIL


JEAN TOSETTO
www.tosetto.com





"a vida nos escorre pelos dedos, inexoravelmente."
Mas, nesse curto espaço de tempo entre o nascimento e a morte, muita coisa pode acontecer.
Meu amigo, arquiteto Jean Tosetto nos presenteia com alguns minutos de deliciosa leitura e reflexão.
Desfrute, lendo o artigo no BLOG DO TOSETTO:





JEAN TOSETTO é arquiteto e urbanista formado pela PUC de Campinas. Desde 1999 realiza projetos residenciais, comerciais, industriais e institucionais. Em 2006 foi professor da efêmera Faculdade de Administração Pública de Paulínia. Publicou o livro “MP Lafer: a recriação de um ícone” em 2012.

Visite o website: www.JeanTosetto.com
Faça um contato com o autor: jean@tosetto.net

Deixe AQUI o seu comentário

Engenharia

PONTE MERGULHA NO OCEANO PARA CONECTAR
DINAMARCA E SUÉCIA

(Publicado em 26/07/2016)



"Cercada pelo mar Báltico, a grande costa sueca parece, a princípio, impenetrável. Não existem vizinhos que façam uma conexão pelas estradas do Velho Continente e se arriscar pela Noruega ou Finlândia torna a missão ainda mais difícil – e distante. Porém, um pequeno trecho conhecido como estreito de Öresund parece ser uma luz no fim do túnel para concretizar esse desafio."



Para obter mais informações visite o Blog do Márcio Moraes

Deixe AQUI o seu comentário

Administração

SÃO PAULO - 07 e 08/OUT



Clique sobre a imagem acima para obter mais informações ou para fazer sua inscrição.

Deixe AQUI o seu comentário