Engenheiro, Professor e Autor de livros
sobre Gestão de Carreira e Administração de Escritórios
na Arquitetura e Engenharia
MONDRIAN - RELEITURA
(Fonte: experimentalphotoarts.blogspot)

Sábado, 31/01/2015 – Veja todos os posts publicados nesta semana.

Entre Aspas

"Muitas vezes é melhor pagar a propina e não fazer a obra.
Sai mais barato para o contribuinte."

MÁRIO HENRIQUE SIMONSEN

(1935 - 1997)
Engenheiro, Economista e Professor

Entre Aspas

"No começo minha idéia é vaga.
Só se torna visível por força do trabalho."

ARISTIDE MAILLOL

(1861-1944)
Escultor e pintor francês citado no livro Gesto Inacabado: Processo de Criação Artística de Cecilia Almeida Salles, página 29

Entre Aspas

"Cada fracasso ensina ao homem algo
que necessitava aprender."

CHARLES DICKENS

(1812-1870)
Escritor inglês em seu folhetim Little Dorrit,
volume 1 página 284

Entre Aspas

"A gente quer se informar melhor sobre tudo, aprender outras coisas. O importante é a pessoa ser curiosa. Não é um interesse
de um intelectual, é um interesse de um sujeito normal que sente
a vida, que é solidário, que acha que o mundo pode ser melhor,
que um dia o homem possa ter prazer em ajudar o outro,
é isso que é a generosidade num certo sentido."

OSCAR NIEMEYER

(1907-2012)
Arquiteto brasileiro, em entrevista para Paulo Henrique Amorim

Entre Aspas

"A sabedoria da natureza é tal que não produz
nada de supérfluo ou inútil."

NICOLAU COPÉRNICO

(1473-1543)
Astrônomo e matemático que desenvolveu a teoria Heliocêntrica do Sistema Solar, citado em Humanidades Universidade de Brasília, página 33, edições 10-15

Artigos de Ênio Padilha

COMO ADMINISTRAR A PROPAGANDA BOCA A BOCA

(Publicado em 02/10/2011)



“A propaganda boca-a-boca é a melhor forma de divulgação para os serviços de Engenharia ou Arquitetura”. Você já deve ter ouvido essa afirmação inúmeras vezes.
E, acredite: é a mais pura verdade. Não existe nada que se compare (em termos de efeito positivo na cabeça do cliente) do que um elogio público, sincero e espontâneo partindo de alguém isento (um cliente satisfeito).

A decisão de compra de serviços é uma coisa que envolve muito risco percebido por parte do cliente. A diminuição desse risco (e o conseqüente aumento da disposição para a compra) se dá com a obtenção de informações que outro cliente pode dar a respeito do serviço avaliado.

Até aí, com certeza, estamos de pleno acordo. O problema começa aqui: a maioria dos profissionais acredita que “um cliente que recebe um serviço de ótima qualidade ficará satisfeito e falará bem dele, gerando novos contatos de potenciais clientes”.

Em outras palavras, basta ser competente e produzir serviços de qualidade que a propaganda boca a boca será mera consequência. Simples assim!

Triste ilusão! Produzir propaganda boca a boca não é tão simples assim.

Nem todo profissional competente e capaz realiza, SEMPRE, serviços de alta qualidade.
Algumas vezes algumas coisas podem sair errado. Competência absoluta não existe. Erros de avaliação podem ocorrer. E um trabalho que poderia ser excelente pode se perder.

Mas vamos desconsiderar essa possibilidade. Vamos partir do pressuposto de que você sempre fará serviços da mais alta qualidade. Ainda assim...

Nem todo cliente que recebe um serviço de boa qualidade fica satisfeito.
É verdade. Não é só a qualidade do serviço que conta para a satisfação do cliente. É preciso levar em conta o seu estado de espírito, a sua eventual expectativa exagerada, a sua natural propensão a não gostar de nada... enfim, muita coisa pode contribuir para que o cliente não fique satisfeito, ainda que tenha sido muito bem atendido;
Mas... vamos admitir que você é competente, fez um bom trabalho e o seu cliente ficou satisfeito. O que mais pode haver?

Nem todo cliente que tenha sido bem atendido e que tenha ficado satisfeito falará bem de você para outros clientes.
A coisa não é assim, tão automática. Muita gente não tem essa natural propensão a falar bem dos outros. Muita gente considera que receber um serviço de primeira qualidade é um direito natural e, portanto, nem precisa ser comentado. Além do mais, existe uma regra que parece ser universal: um cliente satisfeito talvez fale bem de você. Um cliente insatisfeito certamente falará;
Portanto, se você fez um bom trabalho e o cliente ficou satisfeito, sinta-se um afortunado caso o cliente fale bem de você. E, se ele falar, saiba que...

Nem todo cliente que recebe um serviço de boa qualidade, fica satisfeito e fala bem de você... fala da maneira correta.
Para convencer um potencial cliente é preciso falar as coisas certas, tocar nos pontos mágicos, abordar a coisa de modo exato. Se nós, que somos engenheiros e arquitetos já temos dificuldade para acertar esse alvo, imagine um cliente que não tem a nossa formação e a nossa experiência. É muito comum o cliente ficar satisfeito mas não saber explicar exatamente o porquê. Além disso...

Nem todo cliente que recebe um bom serviço, fica satisfeito, fala bem de você e fala da maneira correta... fala com as pessoas certas.
Não se vende comida para quem não está sentindo fome. É preciso “vender” para quem é potencial comprador. Um cliente satisfeito pode estar fazendo seu “discurso” para uma platéia de potenciais desinteressados; Se os interlocutores do seu cliente satisfeito não forem seus potenciais compradores, de nada adiantará os elogios que ele fizer. E tem mais:

Nem todo cliente que recebe um bom serviço, fica satisfeito, fala bem de você, fala da maneira correta e com as pessoas certas... é um bom formador de opinião.
Nem todo mundo é convincente. Nem todo mundo tem poder de influência ou credibilidade para ser um formador de opinião. Muitos clientes, por mais satisfeitos que tenham ficado e por mais que elogiem seus serviços, nunca produzirão um único novo contato para o seu escritório. Porque não são líderes. Não são convincentes. Não têm seguidores.


Em palavras simples: propaganda boca a boca é, sim, muito importante. Mas a sua ocorrência não é uma coisa tão “automática” como muitos pensam.
A propaganda boca a boca não é apenas conseqüência natural de um bom trabalho realizado. É preciso conhecer todo o caminho que vai de uma boa prestação de serviços até um novo cliente potencial batendo à sua porta. E agir nesse “caminho” para “fazer a coisa acontecer”.
A Política de Propaganda (e também a de Relações Públicas) deve estimular até mesmo provocar a propaganda boca a boca.

Como fazer isto? Não é uma coisa simples. Requer muita sensibilidade, senso de oportunidade e, fundamentalmente, humildade.

Quando um cliente bate à sua porta dizendo que o seu trabalho foi recomendado por Fulano de Tal você precisa entender que não está diante de uma situação corriqueira, natural e que isso é mera consequência natural do fato de você ser competente e capaz.
Você está diante de uma situação excepcional. Uma imensa linha de obstáculos foi vencida desde a conclusão do seu serviço e aquele cliente bater à sua porta.
Há duas coisa importantes a fazer:

Primeiro: atender da melhor maneira possível este novo cliente. Você não pode decepcionar nem comprometer a credibilidade do cliente que falou bem de você. Além do mais, esse novo cliente já chegou com a predisposição para acreditar na sua competência e capacidade. Será mais fácil fazê-lo ficar realmente satisfeito. Aproveite o vento à favor;

Segundo (mas não menos importante): você precisa entrar em contato com o cliente que indicou você. Faça isso por telefone ou pessoalmente (se puder, evite o e-mail). Tenha uma conversa bem franca com ele. Agradeça sinceramente pela ajuda recebida. Mostre a ele como, na sua atividade, a recomendação dos clientes é mais importante do que um anúncio num jornal ou revista. Mostre-se verdadeiramente agradecido.
Além disso, aproveite para encher a bola do cliente. Mostre que você sabe muito bem que não basta falar bem, elogiar e recomendar o serviço de alguém. Que a coisa só funciona quando a pessoa que elogia e recomenda tem credibilidade, liderança e influência. E que, se o cliente novo foi procurar pelo seu serviço isso prova que esse cliente antigo que o recomendou tem isso tudo.
Observe que você não estará bajulando o seu cliente. Nem fazendo elogios exagerados. Estará apenas reconhecendo qualidades que, como já vimos, o seu cliente realmente possui.

Com essa simples atitude (procurar pelo cliente, agradecer e reconhecer o seu valor) você estará estimulando este cliente a continuar falando bem de você. Um cliente que poderia ter falado para duas ou três pessoas agora está recarregado para continuar falando para mais cinco ou seis. Isto é produzir (provocar, estimular) a propaganda boca a boca.

Pense nisso, na próxima vez que alguém procurar pelo seu escritório, dizendo que o seu trabalho foi recomendado pelo cliente "A" ou "B".



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2011 ---Administração ---Marketing

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Artigos de Ênio Padilha

ENIO PADILHA, PAI

(Este artigo foi publicado em 26/01/2011



Quem me conhece apenas como escritor talvez não tenha o registro de que o meu nome completo inclui um "Filho" depois do "Ênio Padilha".
Isto mesmo: Ênio Padilha Filho.

Em 1998, no dia que foi decidida a capa para o meu primeiro livro (Marketing para Engenharia e Arquitetura), resolvi suprimir esse complemento do meu nome, por conta de uma recomendação do marketing pessoal (as pessoas guardam mais facilmente nomes com duas palavras). Mas essas recomendações do marketing pessoal são outro assunto (aliás, tratados no capítulo 8 do meu segundo livro "Marketing Pessoal & Imagem Pública").
O assunto aqui é, justamente, o outro Ênio Padilha. O original. O verdadeiro dono do nome: meu pai, que, se ainda estivesse entre nós, completaria 89 anos neste dia 26 de janeiro de 2011.

Meu pai nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, em 1922. Era o 2º filho do vô Argemiro (- Correia Padilha) e da vó Maria Luiza (- Pires Padilha). Viveu seus primeiros anos no Bairro Bonfim, na capital gaúcha, onde trabalhou como ajudante de padeiro, fazendo entregas com uma carroça. Nesse trabalho sofreu um grave acidente que lhe quebrou as duas pernas. Esse infortúnio o deixou, por toda a vida, com um defeito em uma das pernas, responsável por uma característica que o identificava, mesmo visto de longe, caminhando: era manco.

Na juventude morou por algum tempo em Caxias do Sul, trabalhando com o vô Argemiro, que era "calceteiro" (trabalhador que calça ruas e outros caminhos com pedras ou paralelepípedos). Lá conheceu Natalina Rodrigues (seis anos mais velha) com quem se casou, em 1941. Tinha, então, 19 anos. O casamento durou 11 anos e resultou, entre outras coisas, em dois filhos: Adão e José Carlos. A essas alturas Ênio Padilha já era, ele próprio, um calceteiro reconhecido e trabalhava por conta própria, prestando serviços para prefeituras de várias cidades.

Com a morte da mãe dele, (a vó Maria Luiza), acompanhou o pai (vô Argemiro) na mudança para Santa Catarina, em 1953. Estabeleceram-se em Rio do Sul, onde Ênio conheceu Mathildes Souza (quatorze anos mais nova) e com ela se casou, em 1954.

Com Mathildes (que virou Dona Ana, por sugestão do sogro, que considerava Mathildes um nome muito complicado), Ênio viveu por 26 anos e teve 7 filhos: Carlos Alberto, Ênio, Edson, Enoína, Eronilde, Eliane e Élcio.

A profissão de calceteiro, na qual iniciou-se aos 18 anos, foi sua ocupação durante toda a vida. Com ela criou seus filhos e tornou-se conhecido, principalmente em Rio do Sul, onde viveu por mais de 30 anos. Em Rio do Sul, foi o responsável pela pavimentação (com paralelepípedos ou lajotas de concreto) das principais ruas e avenidas da cidade. Muitas dessas ruas, como a Rua XV e a Aristiliano Ramos, hoje estão cobertas pelo bem-vindo asfalto.

Tornou-se tão conhecido e querido por tanta gente em Rio do Sul que existe, na cidade, uma rua com o seu nome. Homenagem feita pelos próprios moradores da rua, poucos meses após o seu falecimento, em março de 1989.

Mas os paralelepípedos não foram suas únicas ocupações. Ele também era músico, tocava bateria e pandeiro em bares e casas noturnas de Rio do Sul. Adorava dançar tangos, cantarolar boleros e torcer pelo Internacional de Porto alegre (com o rádio de pilha colado ao ouvido)

Sô Padilha, que hoje anima as festas do céu, ao lado do irmão Paulinho, outro músico e que também já partiu, certamente olha para cá e abençoa os 9 filhos (e muitas noras, genros, netos e bisnetos) que ainda sentem saudades e que se esforçam para cumprir seus sábios conselhos e construir vidas úteis, honestas e felizes.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br







Imagens:
• Na primeira foto (preto e branco), feita pelo fotógrafo Carlos Marzall, de Rio do Sul, provavelmente na década de 1960, meu pai aparece em primeiro plano, na sua inseparável bicicleta Monark;
• Na segunda foto (feita pela minha amiga Sônia Tomazoni, em 2007) o detalhe da placa da rua Ênio Padilha, no Bairro Taboão - Rio do Sul-SC;
• Na terceira foto (feita por mim) a entrada do nosso escritório, em Balneário Camboriú. Mandei fazer uma "ruazinha" em paralelepípedos, para homenagear o velho;
• As duas fotos maiores, depois do texto, foram feitas em janeiro de 2013 pelo meu irmão, Carlos Alberto Padilha e mostram algumas das casas da Rua Ênio Padilha.

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Anotações

CONSTRUÇÃO DE PARQUES E CASAS SOBRE AUTOESTRADAS

O Departamento de Ambiente e Desenvolvimento Urbano da cidade de Hamburgo, anunciou recentemente a construção de extensas plataformas que cobrirão partes da A7, a mais longa autoestrada da Alemanha e que promoverão a continuidade da malha urbana através da criação de áreas verdes e cerca de dois milhares de novas habitações. O projeto, que inclui a execução de várias dezenas de quilómetros de túneis, faz parte da chamada Rede Verde, um plano ambiental alargado que pretende, entre outras medidas, ocupar cerca de 40% da área urbana com zonas verdes.



Clique sobre a imagem ou AQUI para obter mais informações no site engenhariacivil

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PROJETO QUER USO DE EQUIPAMENTOS CONTRA CHOQUES EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 8110/14, do deputado Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC), que torna obrigatório o uso de equipamento contra choques elétricos (dispositivo de proteção a corrente diferencial-residual) em todas as instalações de baixa tensão.

Atualmente, essa obrigatoriedade está prevista na Norma 5410 da Agência Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Conforme o texto, a exigência deve ser cumprida por todas as edificações que começarem a ser utilizadas após dois anos da publicação da lei. Para os demais casos, o projeto fixa prazo de adaptação de cinco anos.

O deputado alerta que mais de mil pessoas foram vítimas de acidentes elétricos em 2013, conforme dados da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel). Desses acidentes, 765 foram causados por choque elétrico e 592 resultaram em morte, ou seja, em média quase dois óbitos por dia.

Segundo a pesquisa, as maiores taxas de mortalidade por choque elétrico atingem a faixa etária entre os 21 e 30 anos – foram 171 mortes em 2013. No entanto, Peninha Mendonça ressalta que muitas crianças e adolescentes também morrem nesses acidentes. Ele cita as estatísticas da pesquisa: na faixa etária entre 0 e 10 anos, foram 45 mortes; entre 11 e 15 anos, 37 mortes; e entre 16 e 20 anos, mais 44 mortes; totalizando 126.

Tramitação
O projeto será arquivado pela Mesa Diretora no dia 31 de janeiro, por causa do fim dalegislatura. Porém, como o autor foi reeleito, ele poderá desarquivá-lo. Nesse caso, o texto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.



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PRAZO PARA ADERIR AO SUPERSIMPLES TERMINA NESTA SEXTA-FEIRA

As empresas têm até a próxima sexta-feira (30/01) para decidir se querem ou não aderir ao novo regime nacional de cobrança de impostos, o Supersimples. Mais de 140 atividades do setor de serviços, entre elas os escritórios de Arquitetura e Urbanismo, podem participar do sistema de cobrança de impostos.

O Supersimples é um sistema de tributação diferenciado para as micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões, o que abrange um universo de 450 mil empresas em todo o País. O sistema unifica oito impostos em um único boleto e reduz, em média, 40% a carga tributária. No caso específico dos arquitetos, segundo simulações feitas pelo CAU/BR, só haverá vantagens para os escritórios que tiverem funcionários registrados – quanto mais, melhor. Apesar disso, há que se comparar a carga tributária vaga hoje com a prevista pelo Supersimples – na maioria dos casos pode não valer à pena.



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NY TERÁ PRIMEIRO PARQUE SUBTERRÂNEO DO MUNDO

A cidade de Nova York pode abrigar o primeiro parque subterrâneo do mundo, se o projeto dos arquitetos Dan Barasch e James Ramsey for aprovado pelo Comitê de Planejamento Urbano. A ampla área verde ocuparia o antigo terminal de Williamsburg Bridge Trolley, em desuso desde 1948.

Com apelo ecoeficiente, o programa tem angariado muitos entusiastas e apoiadores em diversas partes dos Estados Unidos. Para resolver o problema de iluminação e fotossíntese das plantas, um sistema foi desenvolvido especialmente para o local e utiliza claraboias para captar e armazenar a energia solar, que será transmitida para as espécies e visitantes em forma de luz e calor.

Com cerca de um hectare de área útil, o antigo terminal ganhará um novo teto, que simula a morfologia das copas das árvores, além de lagos artificiais, ciclofaixas, pistas de caminhada e pequenos estabelecimentos para a comercialização de alimentos.



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DIÁLOGOS ENTRE ESCOLA, MUSEU E CIDADE

Com o título Diálogos entre Escola, Museu e Cidade, a Casa do Patrimônio (PB), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), lança o 4º número do Caderno Temático de Educação Patrimonial.

Nesta edição, os artigos apresentam reflexões sobre práticas de Educação Patrimonial por todo o Brasil, que tomam os espaços educativos da escola e do museu como polos a partir dos quais se desenvolvem experiências sensoriais e interpretativas que extrapolam seus limites físicos e sua atuação institucional. A ampliação desse limite entre o dentro e o fora incorpora novos elementos às práticas educativas e revela como as referências culturais são palpáveis e acessíveis a qualquer um de nós, pois permeiam nosso cotidiano, nossa vizinhança, nossa cidade.

As abordagens apresentadas nos convidam a inovar nos projetos de Educação Patrimonial, perceber o patrimônio de outra forma, aguçar o olhar, e, não satisfeitos, olhar novamente, reinterpretar. No espaço convencional da sala de aula, na visita ao museu ou no passeio pela cidade, o desafio que está posto é conseguir uma aproximação entre patrimônio e população, compreendendo que o interesse comum da preservação está muitas vezes contido justamente nas referências mais preciosas e mais familiares, que povoam o bairro, a escola e a cidade.



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Anotações

PROJETO DA VILA OLÍMPICA TEM MAIOR MAQUETE
JÁ FEITA NO BRASIL

O projeto arquitetônico da Vila Olímpica a ser construída no Rio de Janeiro conta com a maior maquete já produzida no Brasil, com mais de 300 metros quadrados. A estrutura demorou 120 dias para ser finalizada – o equivalente a 18 mil horas de trabalho – e envolveu uma equipe multidisciplinar com mais de 80 profissionais.

Equipada com telas touch screen, iluminação em LED, som ambiente e um sistema de irrigação, a maquete apresenta o programa completo da Vila dos Atletas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

O bairro planejado de 800 mil metros quadrados será implantado na região da Barra da Tijuca, englobando 31 edifícios, áreas de lazer e um parque.



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Anotações

PROJETOS FINANCIADOS COM RECURSOS DO FGTS
TERÃO DE SER SUSTENTÁVEIS

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), em atendimento às diretrizes estabelecidas no seu Plano Estratégico para o período de 2012 a 2022, aprovou Política Socioambiental do FGTS, que regulamenta a autorização de financiamentos com recursos do fundo apenas a projetos que sigam os princípios de prevenção e mitigação de impactos ambientais, o uso responsável dos recursos naturais, além da proteção aos direitos dos trabalhadores e direitos humanos e da proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, paisagístico e arqueológico.



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Turista Acidental

UMA NOTA SOBRE O AEROPORTO SANTOS DUMONT, NO RIO DE JANEIRO.

(Publicado em 26/01/2015)



Desde 1565 há uma coisa que se sabe a respeito do Rio de Janeiro: o sol é forte. O calor é intenso. A expressão “Rio 40 graus” não surgiu por acaso.
Tendo isso como FATO, qual seria a melhor solução de arquitetura para um aeroporto? Os arquitetos responsáveis pelo projeto do novo aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro não tiveram dúvidas: uma estufa!

Talvez exista uma boa explicação, mas eu, sinceramente, duvido. A sala de embarque foi projetada como uma imensa estufa de vidro, sob o sol inclemente do Rio de Janeiro. Os condicionadores de ar até que se esforçam, mas não vencem. A temperatura ambiente fica na casa de 28 a 30 graus. Conforto térmico Zero!

Ficou bonito? Ficou. Mas será que, para esse tipo de obra a beleza é mesmo a única coisa que conta? Se alguém aí tiver uma boa explicação ou quiser fazer a defesa dos projetistas, ficarei feliz em ouvir (ler). Pode ser que eu aprenda alguma coisa.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br

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Pergunta do Leitor

O QUE FAZER SE A FACULDADE QUE EU FIZ ERA RUIM?

(Publicado em 28/01/2015)



Prezado professor Ênio Padilha.
Sou Técnico em Edificações por uma Instituição Federal e estudante do curso de Engenharia Civil de uma IES privada no meu estado, estou a caminho do quinto semestre e uma duvida tem tirado meu sono desde que passei no vestibular, sou bolsista do Programa Universidade para todos(ProUni) e também passei em outros dois vestibulares para o mesmo curso em Universidades Federais, optei por cursar em uma Instituição privada por influência de amigos que já cursavam em faculdades particulares e que me afirmavam ser o melhor pois poderia começar a estagiar desde cedo adquirindo mais experiência.

Só que de uns tempos pra cá comecei a ficar bastante preocupado com as possíveis oportunidades que posso ter perdido, depois que entrei na faculdade só escuto falarem que as empresas só escolhem aqueles com diplomas de Universidades públicas, que nas seleções aqueles com diplomas de particulares dificilmente são citados, devo admitir que as Universidades Públicas são excelentes com uma dedicação ao curso geralmente maior, com uma seleção de alunos mais exigente, com estrutura e laboratórios fantásticos, professores mais qualificados.

Falo isso por experiência própria já que fiz um curso técnico integrado ao meu ensino médio em uma dessas instituições. Comecei meu curso em São Paulo onde mais tarde consegui minha transferência para o meu estado, lá esses comentários eram quase inevitáveis

Acredito que seja pela existência de poucas universidades públicas e pelo grande número de faculdades particulares e sua facilidade de ingresso e formação de engenheiros, aqui no meu estado o número de universidades públicas com o curso de Engenharia Civil é quase o mesmo das privadas e existe essa diferença de nível entre elas mas não é tão sentida pois a matiz curricular e carga horária é praticamente a mesma, com muitos dos professores da rede federal e estadual dando aula nas particulares, mantendo um alto nível em ambas. Onde eu quero chegar é que Universidades Privadas podem sim ser muito boas e formar excelentes engenheiros.

Mas minha pergunta pro senhor é a seguinte, mesmo um diploma de Universidade Federal ou Estadual pesar tanto na hora de contratar e que exista um certo preconceito com as Faculdades Privadas, como superar um Engenheiro com diploma de Universidade Pública? Que tipo de cursos, concursos e atividades extra curriculares devo ter para ser um grande Engenheiro que consiga ser tão bem visto como um Engenheiro formado em Universidade Pública?

E depois de formado, uma pós-graduação e MBA em uma excelente Universidade Pública conta muito? Ou não importa o que eu estude ou faça, sempre ficarei um passo atrás?
Desde já agradeço pela atenção e pelo espaço.

João da Silva | Rio do Ouro-MA
(Nesta seção, o nome e a cidade são trocados sempre que solicitado pelo leitor)



RESPOSTA:


Prezado João da Silva. Metade da minha resposta está neste artigo aqui: VALE A PENA O SACRIFÍCIO DE ESTUDAR NUMA UNIVERSIDADE FEDERAL?

Depois escreverei (Aqui mesmo) uma segunda parte da resposta para a sua dúvida. Se você quiser, pode escrever um comentário (abaixo) antes da minha resposta definitiva



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br





Para mandar a sua pergunta clique AQUI. A pergunta será respondida na seção PERGUNTA DO LEITOR.




---Artigo2015 ---Pergunta

Arquitetura

CAU/UF: CONHEÇA OS NOVOS PRESIDENTES

Com a eleição do CAU/DF, no dia 22/01, terminaram as eleições das novas diretorias dos CAU/UF para o triênio 2015-2017 . Confira os novos presidentes:



Clique sobre a imagem ou AQUI para obter mais informações no site caubr

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Concursos de Arquitetura

PROJETO DE FAZENDA VERTICAL NA AVENIDA PAULISTA
VENCE O PRÊMIO AWA

O prêmio AWA (Archi World Academy), realizado durante a maior feira internacional de arquitetura e construção, a BAU 2015 - em Munique, Alemanha – consagrou um brasileiro entre os 12 vencedores.

Wallison Caetano, estudante de arquitetura e urbanismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), teve seu projeto selecionado entre cerca de 1400 inscritos, com a proposta de uma "Fazenda Vertical na Avenida Paulista". Como prêmio, Caetano foi convidado a fazer um estágio no escritório Mario Cucinella Architects, em Bolonha, na Itália.

“Quando li sobre o concurso e vi que o prêmio seria trabalhar com um dos arquitetos do júri, logo tive interesse, pois acho que não há prêmio melhor para um estudante. É uma oportunidade para aprender bastante além de criar novos contatos”, revela o estudante em entrevista para o ARCOweb.



Clique sobre a imagem ou AQUI para obter mais informações no site arcoweb


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Arquitetura

ARCHITECTS' JOURNAL DIVULGA LISTA DE FINALISTAS DO PRÊMIO 'ARQUITETA DO ANO'

O Architects’ Journal divulgou a lista de finalistas do seu prêmio anual Women in Architecture, nomeando 17 profissionais estabelecidas e emergentes que contribuíram com a profissão "em uma área em que as mulheres ainda sofrem uma alarmante discriminação."



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Arquitetura

ACORDO CAU-BR E CONSELHO DE ARQUITETURA DOS EUA

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) e o National Council of Architectural Registration Boards (NCARB) assinaram um acordo de cooperação para a troca de informações sobre a regulação do exercício profissional da Arquitetura e Urbanismo e o aprimoramento de padrões profissionais que garantam preservação da saúde, segurança e bem-estar da sociedade.

Para Haroldo Pinheiro, presidente do CAU/BR, a parceria com o NCARB possibilitará um intercâmbio de conhecimento entre as duas instituições com benefícios mútuos. “O acordo trará novos conhecimentos que poderão contribuir para o aprimoramento da regulamentação profissional e do ensino da Arquitetura e Urbanismo no país. Significa também mais um reconhecimento internacional da importância do CAU/BR”.



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Urbanismo

FAIXA DIAGONAL ENTRE AVENIDAS IPIRANGA E SÃO JOÃO

O cruzamento entre as Avenidas Ipiranga e São João, no Centro de São Paulo, recebeu na manhã desta segunda-feira (26) uma faixa de pedestres diagonal para facilitar a travessia. A esquina foi eternizada na música "Sampa", de Caetano Veloso.
A reportagem do Bom Dia SP esteve no local e constatou que logo que o pedestre inicia a travessia, o semáforo inicia o vermelho piscante e os pedestres correm na faixa diagonal com medo de ficar no meio do caminho.
Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), o pedestre consegue ter uma travessia segura, já que são 5 segundos de verde acrescidos de 32 segundos de vermelho piscante. Quando o semáforo parado no vermelho, a passagem será liberada para os veículos.
O tempo médio de travessia que, em duas etapas, é de 159 segundos, na diagonal, cai para 88 segundos, um ganho de 71 segundos para os usuários.
De acordo com a CET, o objetivo da faixa é "facilitar a vida dos pedestres". Ao invés de atravessarem as duas ruas para chegar à calçada oposta, será possível fazer a travessia de uma única vez.



Clique sobre a imagem ou AQUI para obter mais informações no site g1.globo

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Arquitetura

MEDALHA 25 DE JANEIRO HOMENAGEIA ARQUITETOS QUE MUDARAM A CARA DE SÃO PAULO

A cidade de São Paulo homenageou com a Medalha 25 de Janeiro neste domingo (25) três arquitetos que mudaram a cara de São Paulo por pensarem uma cidade mais democrática e mais comunitária. Ao entregar a medalha a Paulo Mendes Rocha e a representantes de João Batista Vilanova Artigas e de Lina Bo Bardi, o prefeito Fernando Haddad afirmou que São Paulo é a casa de toda a população paulistana e fez um convite à revalorização do espaço urbano.

“Ao reconhecer o trabalho realizado por estes grandes arquitetos e urbanistas o que nós queremos é convidar a todos a pensar a cidade como sua casa. Nós moramos em São Paulo, ninguém mora em uma residência, em um apartamento. Isso é uma ilusão que é fruto de uma visão privatista do morar. Você se situa no espaço público, é desse que nós temos que nos apropriar, é desse que nós temos que cuidar e é nesse que nós interagimos uns com os outros”, disse Haddad.

O capixaba Paulo Mendes Rocha, 86 anos, foi reconhecido com a medalha pela relevância de sua atuação na cidade, com obras como o Museu Brasileiro de Escultura (Mube), a reforma da Pinacoteca do Estado e o projeto do Museu da Língua Portuguesa. “Convocando a ideia belíssima de Vilanova Artigas de que a casa é uma cidade e a cidade é uma casa, faço votos de que possamos juntos efetivamente nesse lugar continuar a história e construir essa cidade com um projeto de que seja essencialmente uma cidade para todos”, disse Paulo Mendes da Rocha, ao agradecer pela homenagem.

Os arquitetos modernos Lina Bo Bardi (1914-1992), e João Batista Vilanova Artigas (1915-1985), receberam medalhas in memoriam. Renato Anelli, Diretor do Instituto Lina Bo Bardi, e Rosa Artigas, filha do arquiteto, representaram os homenageados. Suas obras, como o Museu de Arte de São Paulo, projetado por Lina, e o estádio do Morumbi, desenhado por Artigas, marcam a arquitetura da cidade.

“Todos tinham a convicção de que um projeto arquitetônico contribui para um projeto de cidade, para um país mais soberano e para uma humanidade mais justa”, resumiu o professor Carlos Martins, Diretor do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – Campus São Carlos.

Criada em 2009, a medalha homenageia anualmente no aniversário da cidade moradores da capital com relevância por sua atuação cultural, científica ou política.



Clique sobre a imagem ou AQUI para obter mais informações no site capital.sp.gov

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Arquitetura

ARQUITETOS FAZEM VISITA AO AQUÁRIO DO PANTANAL

Os arquitetos que participam da 147a Reunião do Conselho Superior do IAB (COSU), em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, deram uma pausa nos debates desta sexta-feira, 23 de janeiro, para fazer uma visita guiada ao Aquário do Pantanal com o autor do projeto, Ruy Ohtake.

Com uma área de 27 mil metros quadrados, o Aquário reunirá mais de 12 mil peixes, de 135 espécies diferentes. O projeto prevê ainda espaço para exposições, auditório com 250 lugares, biblioteca, uma área para quarentena dos peixes e filtragem da água, laboratórios e áreas técnicas, além de um setor administrativo.

Segundo Ohtake, o Aquário do Pantanal será um centro de convergência importante não só para o estado de Mato Grosso do Sul, como também para o país. “O aquário terá categoria mundial. Por essa razão, o espaço tem que ser um pouco surpreendente e inovador. A função não pode ser desarticulada da estética. Esses aspectos precisam funcionar juntos”, afirmou Ohtake.



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Starchitects

CONFIRA VÍDEOS DE EDIFÍCIOS PROJETADOS POR ZAHA HADID

Ícone da arquitetura desconstrutivista, a iraquiana Zaha Hadid é conhecida por projetos ambiciosos, linhas curvas e inovações tecnológicas. Estes e outros conceitos, além de detalhes estruturais e de criação, são apresentados nos vídeos de apresentação de cada projeto desenvolvido pelo escritório da arquiteta.

Confira treze vídeos de edifícios projetados por Zaha Hadid compilados pelo Architizer.



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Engenharia

PROIBIÇÃO DO USO DE CELULAR EM CANTEIROS DE OBRAS

Quem não cumprir as orientações será advertido e, em caso de reincidência, receberá as punições vigentes na legislação trabalhista

Já está em vigor a determinação do setor da Construção Civil referente à proibição do uso de aparelho celular nos canteiros de obras do Distrito Federal. Desde setembro de 2014, o não cumprimento da orientação acarreta em advertência. Em caso de reincidência, os trabalhadores receberão as devidas punições, vigentes na legislação trabalhista. A penalização é a mesma dada ao trabalhador que não segue as orientações de uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

A proibição foi acordada entre o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brasília (STICMB) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), , via Convenção Coletiva de Trabalho, em maio do ano passado, e tem como objetivo prezar pela segurança dos operários.

Durante 90 dias, o setor desenvolveu atividades educativas nos canteiros de obras, com palestras e distribuição de cartazes. Para o diretor de Politica e Relações Trabalhistas do Sinduscon-DF, Izidio Santos, a rotina dos canteiros pede um cuidado especial aos profissionais. “No DF, são mais de 90 mil trabalhadores. O uso do celular é unânime na sociedade moderna. A Construção Civil tem um cotidiano atípico, que pede esse cuidado. Essa proibição não busca privar o trabalhador de se comunicar, mas, sim, protegê-lo dos riscos que seu dia a dia profissional oferece”, destacou.



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Engenharia

CRISE ENERGÉTICA, APAGÕES E INSEGURANÇA
SÉRGIO LUIZ CEQUINEL FILHO

Os últimos acontecimentos no setor elétrico têm causado muita preocupação aos brasileiros. A luz amarela está acesa, principalmente pela falta de investimentos e atrasos nas decisões e execução de obras, que viraram rotina tanto na geração como transmissão de energia elétrica. O país precisará regredir com o crescimento e adotar novamente as medidas de racionamento de energia, espantando assim os grandes investidores estrangeiros? Por que o discurso dos governantes sobre a falta de energia é sempre o mesmo, culpando São Pedro? Como se explicam tantos atrasos em obras de linhas de transmissão e subestações de energia que já deveriam estar em operação? Infelizmente, são perguntas sem respostas.

Os cortes de energia, que as concessionárias são obrigadas a cumprir por decisão do Operador Nacional do Sistema Elétrico, começaram em menor escala em 2014. O importe de energia da Argentina é outro indício de que as coisas não vão bem. O risco de déficit é iminente desde o início do século. A forte dependência de chuva, a queda nos investimentos, os entraves burocráticos atrelados ao aumento de consumo de energia são os principais responsáveis por o país viver essa crise. As usinas térmicas passaram a atuar a pleno vapor, ocasionando reajustes nas tarifas, já repassadas aos consumidores.

Temos políticas e ações isoladas em eficiência energética que precisam ganhar fôlego. Uma delas é colocar em prática alguns itens do Plano Nacional de Eficiência Energética (Pnef). Além disso, criar uma cultura de economia com relação aos níveis de consumo. O consumidor brasileiro pode colaborar, mas precisa ser incentivado a economizar. Por outro lado, políticas públicas poderiam ser disseminadas para que novos empreendedores surgissem e ao mesmo tempo pudessem ter segurança em participar de um mercado com inúmeras oportunidades. Essas políticas devem ocorrer nas duas pontas, no lado do consumo e da geração de energia. É notório que existe um potencial enorme no setor energético, contudo inexplorado.

Uma possível ideia seria a criação de uma lei estadual que incentivasse as ações em eficiência energética e que fosse realmente atrativa, beneficiando alguns setores que são estratégicos para o desenvolvimento do estado. Com isso, seria iniciada uma proposta de redução na dependência de recursos federais e o Paraná estaria dando uma resposta imediata para espantar a crise e ao mesmo tempo servindo de exemplo para o Brasil em termos de desenvolvimento sustentável. Dentro desta visão, os governos municipais também poderiam se aproximar das universidades locais para o desenvolvimento e ações em resposta a problemas pontuais, mesmo que os resultados surjam no médio e longo prazo, porque precisamos mais do que nunca no Brasil de uma política e gestão de continuidade das boas ideias.

O Crea-PR vem discutindo eficiência energética para as cidades há algum tempo e fazendo o diálogo com o poder público. Diante de tantos cenários no setor de energia, a única certeza é a urgência para uma mudança de direção. Enquanto permanecer no ar a insegurança trazida por planejamentos ineficazes, ações lentas e não houver diversificação na matriz energética, o Brasil continuará acendendo velas e lampiões. É simples perceber que o grau de confiabilidade energética decresce exponencialmente e o nível de investimento de capital estrangeiro continuará despencando junto com o crescimento econômico. É preciso olhar para frente e estabelecer um diálogo frequente para criar um entendimento definitivo entre a engenharia e o poder público.

Sérgio Luiz Cequinel Filho, engenheiro eletricista, é diretor do Crea-PR e coordenador nacional das câmaras especializadas de engenharia elétrica do Confea.



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Engenharia

PRESIDENTE DA ABCE DEFENDE DESMONTE DA
CONTRATAÇÃO INTEGRADA

A exclusão da prática da contratação integrada da Lei de Licitações (Lei nº 8.666/93) e a defesa do Projeto Completo como base para licitação de obra pública não são reivindicações apenas das entidades nacionais de arquitetura e urbanismo, a exemplo do IAB, mas uma luta também de engenheiros. Nesta terça-feira, 27 de janeiro, o jornal O Globo publicou artigo do presidente da Associação Brasileira de Consultores de Engenharia (ABCE), Mauro Viegas Filho, que trata do assunto.



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