Notas publicadas em 18/01/2018 - quinta-feira

Da Hora!

ENEAE - 2018
ENCONTRO NACIONAL DE ESCRITÓRIOS
DE ARQUITETURA E ENGENHARIA



2018 pode ser osso! ou filé... tudo depende de como você estiver preparado.
A OitoNoveTrês Produções criou um evento para reunir diretores e gerentes de escritórios de Arquitetura e de Engenharia de todo o país, para discutir estratégias de gestão, tecnologias de produção e conjuntura econômica do país.





Garanta sua inscrição. Venha trocar ideias e experiências com dirigentes de escritórios iguais ao seu em outros lugares do Brasil. Comece 2018 com o pé direito.

Presenças confirmadas de alguns dos melhores palestrantes do país:



Palestra principal - RICARDO BOTELHO
Sucesso: o segredo está na nova oferta de serviços
(por que sua oferta está parada no tempo e como mudar isso para atrair novos clientes e faturar mais)




Palestra de encerramento: LUIZ SALATIEL
Reforma Trabalhista Aplicada na Engenharia
(uma oportunidade para conhecimento da Reforma Trabalhista e entendimento das vantagens e oportunidade na Engenharia)




Palestra de Abertura - ÊNIO PADILHA
Crises econômicas e o mercado de Engenharia e Arquitetura
(o que você precisa saber sobre crises econômicas. Como sair dessa e como não ser surpreendido pela próxima)




Grupos de Discussão
Cenários (crise econômica e mercado de oportunidades)
Orientador: ALBERTO COSTA. As discussões terão como base textos fornecidos na noite anterior




Grupos de Discussão
Tecnologias (tecnologias de produtividade e tecnologias de Comunicação)
Orientador: CRISTIANO CHAUSSARD. As discussões terão como base textos fornecidos na noite anterior






CLIQUE AQUI PARA VER A PROGRAMAÇÃO e FAZER A SUA PRÉ-INSCRIÇÃO



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ENTRE ASPAS (www.eniopadilha.com.br)

"Os adversários acreditam que nos refutam quando repetem
a própria opinião e não consideram a nossa."

JOHANN WOLFGANG VON GOETHE

(1749-1832)
Escritor e filósofo alemão, no livro Obras de Goethe, página 136

ARQUITETURA

DEZ ARQUITETOS PROJETAM CAPELAS PARA O VATICANO
NA BIENAL DE VENEZA 2018

(Publicado em 18/01/2018)



Este ano, o Vaticano participará pela primeira vez da Bienal de Arquitetura de Veneza - e o fará através da construção de dez capelas projetadas por dez arquitetos de diferentes partes do mundo. A notícia foi confirmada pelos jornais paraguaios ABC e Última Hora, que revelaram o nome de Javier Corvalán, arquiteto paraguaio, entre os participantes.



Para obter mais informações visite archdaily

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ENGENHARIA

VAGAS PARA ENGENHEIROS E TÉCNICOS EM EDIFICAÇÕES

(Publicado em 18/01/2018)



A Companhia Saneamento de Goiás S.A. (Saneago) abriu concurso público para a seleção de 40 engenheiros civis e 22 técnicos em edificações, entre outros cargos.

Das 40 vagas para engenheiros civis, cinco são reservadas para pessoas com deficiência (PcD). Já das 22 oportunidades para técnicos em edificações, duas são para PcD.



Para obter mais informações visite techne.pini

Comentários

ENGENHARIA

NO FIM, A CULPA É DO ENGENHEIRO!

(Publicado em 18/01/2018)



Acidentes em obras de Engenharia, como este que ocorreu no dia 15/01/2018 (Ponte em construção desaba e dez pessoas morrem na Colômbia), sempre me deixam com o coração apertado. Essas notícias causam certa angústia. Impossível não pensar, imediatamente, nos profissionais de Engenharia envolvidos na tragédia.

Vai ter gente me enchendo o saco e dizendo que eu deveria, sim, era pensar nas vítimas. Nos operários, nas pessoas que morreram no acidente. Desculpem. Estou sendo sincero. Pensei mesmo (e penso sempre, em casos assim) no drama dos profissionais envolvidos no episódio.





Ninguém sonha com um erro profissional. E os engenheiros sabem que os seus erros profissionais produzem consequências para suas próprias carreiras.

Os médicos raramente são responsabilizados pela morte de seus pacientes que não receberam o melhor tratamento possível. Os advogados não vão presos com seus clientes que não receberam uma boa defesa. Um arquiteto não é condenado porque o prédio que ele projetou ficou feio, ou pega sol de mais ou vento de menos... Mas os engenheiros têm de viver com essa responsabilidade pela consequência. Seus erros são avaliados e medidos de forma OBJETIVA. O prédio ficou de pé, firme, forte? Ótimo! Polegar pra cima!

O Prédio teve rachaduras? inclinou para o lado? A umidade tomou conta? teve vazamento na caixa d'água? Caiu?!? Perdeu!!! Polegar para baixo, como Cesar, no coliseu.

A Engenharia raramente é tema central de um filme, de uma novela ou de uma série de TV. É uma atividade profissional sem glamour, sem sex appeal. Por isto recebi com boa vontade a notícia de que uma série da Rede Globo teria a Engenharia como protagonista.

TREZE DIAS LONGE DO SOL é um trabalho primoroso da O2 Filmes em parceria com os Estúdios Globo. Tem 10 episódios e foi escrita por Elena Soarez e Luciano Moura, com colaboração de Sofia Maldonado. A direção é de Luciano Moura e Isabel Valiente. Os protagonistas são Selton Mello, Carolina Dieckmann, Paulo Vilhena, Lima Duarte, Débora Bloch, Fabrício Boliveira e Enrique Diaz. O primeiro e o último fazem os papéis dos engenheiros Saulo Garcez (executor da obra) e Newton da Nóbrega (calculista estrutural).

A tragédia ocorre já no primeiro capítulo: a estrutura de um edifício em fase final de execução sofre um colapso e desaba produzindo muitas vítimas e alguns sobreviventes soterrados.

A partir daí o drama e o desespero tomam conta de todos os personagens, tanto as vítimas soterradas quanto os que não estavam no prédio, mas que têm alguma relação com o ocorrido.

Existem os dramas pessoais dos familiares das vítimas, as dúvidas dos bombeiros e socorristas e também a angústia dos executivos da construtora, responsáveis pela tragédia e que tentam se livrar da responsabilidade fazendo o que geralmente é feito nesses casos: culpar os engenheiros.

Isso é sempre um bom caminho, porque, por mais que eu me solidarize emocionalmente com o engenheiro de qualquer desastre dessa natureza, não podemos tentar enganar ninguém. Nesse tipo de ocasião (quando uma obra cai) a culpa é, sim, do engenheiro.

A construção de edifícios com estrutura de Aço, Concreto Armado ou Alvenaria Estrutural é tecnologia dominada. Em muitos lugares se projeta e constrói edifícios de 50, 80, 100 andares em regiões sujeitas a terremotos... e os prédios resistem. Portanto, quando um prédio (com menos de 30 andares) cai é porque alguma coisa (básica) não foi feita como deveria ter sido.

O problema pode ter sido na sondagem do solo. O estudo e análise do terreno pode ter sido negligenciado. Erro do Engenheiro ou do Geólogo responsável;

Se a sondagem do terreno foi bem feita e a análise do entorno foi correta, pode ter havido erro no projeto das fundações ou da estrutura do edifício. Erro do Engenheiro responsável!

Se o projeto das fundações foi bem feito e os cálculos estão corretos, pode ter havido erro de execução. As fundações ou as estruturas podem ter sido construídas de forma diferente do que estava no projeto. Erro do Engenheiro responsável pela execução da obra!

A execução da obra pode ter sido feita de acordo com o projeto, porém, utilizando-se materiais diferentes dos que foram especificados. Ou materiais de fornecedores duvidosos, que não estejam certificados por instituições confiáveis. Erro do Engenheiro Responsável!

Pedreiros, carpinteiros, armadores, encanadores, eletricistas, carregadores, ninguém, absolutamente ninguém, além do engenheiro tem responsabilidade sobre o que acontece numa obra. É tudo responsabilidade do Engenheiro. É tudo Culpa do Engenheiro!

No caso do Centro Médico (o edifício que desabou em Treze dias longe do Sol) existem muitos culpados. Mas não é preciso ser gênio pra saber quem, no fim das contas, vai se dar mal.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2018






LEIA:



Tudo o que o profissional precisa saber para construir uma carreira bem sucedida.

autor: Ênio Padilha
ilustrações: Sérgio dos Santos
prefácio: Carlos Alberto Kita Xavier
ISBN: 978 85 67657 01 1
Editora: OitoNoveTrês Editora
preço de capa: R$ 45,00

Clique AQUI para ler o primeiro capítulo do livro.

citar:
PADILHA, Ênio. Manual do engenheiro recém-formado. Balneário Camboriú: OitoNoveTrês Editora. 2015. 162p.






O presidente Joel Kruger já tem (como sempre tiveram todos os presidentes do Confea) uma legião de puxa-sacos e pedintes em volta dele. Não precisa de mais um. Precisa, sim de pessoas livres o bastante para serem honestas com ele e dizer o que precisa ser dito. Sem a intenção de ofender, sem a intenção de destruir. Apenas querendo o bem do Confea e da Engenharia no Brasil.

Leia o artigo CARTA AO RECÉM-ELEITO PRESIDENTE DO CONFEA ENGENHEIRO JOEL KRUGER

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ENGENHARIA

TRANSPARENTE. NÃO APENAS TRANSLÚCIDO
Proposta/Sugestão ao Confea - 2018/01

(Publicado em 17/01/2018)



Desde 2006 o Confea transmite suas reuniões plenárias ao vivo pela internet. Foi um dos primeiros (senão o primeiro) conselho profissional a fazê-lo, numa sincera intenção de tornar a instituição mais transparente. Aplaudimos a decisão do presidente Marcos Túlio, em 2006, assim como aplaudimos a manutenção dessa prática pelos que o sucederam.





No entanto, na média, menos de quinhentos profissionais (0,04% do público de interesse) assistem a plenária ao vivo no YouTube ou mesmo os vídeos que são mantidos no ar, depois que as plenárias são encerradas.

O que deveria fazer o Confea, já que, claramente, esse investimento para transmitir ao vivo as Reuniões Plenárias tem sido um dinheiro jogado fora? Interromper essa atividade? Parar de fazer essa transmissão ao vivo?

Não, não, não. De jeito nenhum! Não podemos dar esse passo para trás.

O que o Confea precisa fazer é se perguntar "por que ninguém assiste as transmissões ao vivo das reuniões plenárias na internet?"

Vou responder por mim: eu até assistiria (na verdade, tento assistir, algumas vezes). Sou um cara interessado nas coisas do Sistema Profissional. Gostaria de saber o que está sendo discutido e votado nas Reuniões Plenárias do Confea... Mas eu não tenho tempo para ficar na frente do computador assistindo a transmissão, muitas vezes sem saber o que está sendo discutido, quem está falando e, mais importante: o que já foi discutido e o que ainda será discutido no decorrer daquela reunião.

Ocorreu-me, então, uma coisa, que eu li no livro VIRANDO A PRÓPRIA MESA, do empresário paulista Ricardo Semler, publicado em 1984.
No livro Semler conta que quando assumiu a empresa determinou que os números da organização deveriam ser transparentes. Que todos, até o empregado mais humilde deveria ter acesso aos balanços e relatórios financeiros da empresa.

A decisão, em si, era formidável. Mas ele logo percebeu que, passada a euforia da novidade, os empregados perderam o interesse por aquilo, por uma simples razão: eles não estavam entendendo nada daqueles números e tabelas.

Semler, então, fez uma coisa importante: determinou que fossem ministrados cursos para os empregados que quisessem entender os balanços e relatórios. Em linguagem simples os empregados aprenderam a ler os balanços, a saber quais números realmente importavam e onde procurar (naquela floresta de números e tabelas) as coisas que realmente tinham significado. Foi um sucesso. Semler conseguiu seu objetivo: uma administração realmente transparente.

Publicar simplesmente os balanços (ou transmitir ao vivo as reuniões plenárias) não torna a organização realmente transparente. Apenas translúcida.

PARA MAIOR TRANSPARÊNCIA NAS REUNIÕES PLENÁRIAS eu proponho o seguinte:

(1) Que, na mesma página em que seja disponibilizado o vídeo com a transmissão ao vivo da Reunião Plenária o Confea disponibilize um acompanhamento da reunião em texto, atualizado de 10 em 10 minutos.

(2) Que seja disponibilizado a Pauta da Reunião, com a previsão dos itens que serão discutidos e os projetos que serão votados

(3) Que haja o registro dos assuntos que já foram discutidos e qual foi o resultado

Enfim, que o profissional, que trabalha, que tem um escritório para administrar e não dispõe de dois dias inteiros para acompanhar um evento dessa natureza possa saber
• O que está acontecendo
• O que já aconteceu
• O que ainda vai acontecer (e quando)

Do ponto de vista logístico, tenho certeza de que isto não é difícil. É um trabalho que pode perfeitamente ser realizado por um dos assessores da Plenária ou mesmo por um jornalista do próprio sistema (o que seria mais interessante, pois a linguagem seria mais atraente para o público-alvo)

E, o mais importante: isto pode ser feito JÁ. Pode ser feito na próxima Reunião Plenária. E pode aumentar o número de interessados em assistir ao vivo essas transmissões.

Do jeito que está sendo feita a transmissão das plenárias a coisa tá translúcida. É preciso muito mais do que isso para obter a verdadeira (e desejável) transparência



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2018

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