PRÊMIO NOBEL

O BRASIL, O NOBEL E AS MEDALHAS OLÍMPICAS
(Paulo Cesar Bastos - 10/12)


PAULO CESAR BASTOS
paulocbastos@bol.com.br





O Brasil está no G20, é um dos mais fortes emergentes do BRIC (Brasil-Rússia-India e China), possui uma das maiores populações e território no mundo, tem uma economia dinâmica, diversificada e articulada com o mercado global.

Com tudo isso, nunca conseguimos um Prêmio Nobel e o nosso desempenho olímpico é sempre inferior ao dos países que mais receberam o Nobel. Existem razões? É claro que existem.

Precisamos do programa nacional de desenvolvimento científico e tecnológico cada vez mais forte e adequado à sociedade contemporânea, integrando a pesquisa com o desenvolvimento, levando as noções empreendedoras, inovadoras e vencedoras para as instituições de pesquisa e de educação superior. Pesquisar para utilizar. Mais ação e menos locução. Interação com as empresas e as demandas da sociedade.

No Brasil, somos pródigos em incorporar tecnologia, mas temos dificuldades em gerá-las. O nosso "balanço comercial" tecnológico é negativo, importamos quase toda a moderna tecnologia que utilizamos. Esse cenário precisa ser modificado com uma estratégia moderna e inovadora no sentido de um novo tempo de desenvolvimento, sustentável e duradouro.

A mudança deve começar com uma maior produção do conhecimento além do ambiente público. A sociedade do conhecimento exige, também, o fortalecimento de um sistema privado para a produção científica e tecnológica. Para ser competitivo, todo o país precisa ser criativo.

Quanto às medalhas olímpicas, é notória e urgente a necessidade de colocar o esporte como fator motivador da juventude, incentivando a prática nos bairros, nos clubes, nas escolas e nas universidades, com acompanhamento e monitoramento de treinadores, médicos e paramédicos.

Esporte é cultura, mas hoje, também, é ciência. Essa compreensão é fundamental para a construção não só das quadras poliesportivas, mas, sobretudo, de um projeto nacional para a melhoria do nível do nosso esporte, com o rigor tecno-científico necessário para ser competitivo, não só para disputar, mas para vencer.

Enfim, para ser vencedor de Prêmio Nobel e de medalhas olímpicas o Brasil precisa ingressar de fato e direito na sociedade e economia do conhecimento. Estabelecer metas e desenvolver uma visão de futuro. Melhorar o insumo básico para o acesso a essa sociedade moderna: a educação. Valorizar os sábios e não os sabidos.

Não podemos, no entanto, continuar com a visão de esperar tudo da máquina do Estado. Precisamos fazer a nossa parte, exercer o direito, mas, também, o dever de cidadão. Capacitação, cooperação, comunicação, compromisso e confiança. O tempo não pára. Participar e inovar é preciso, pois a nossa hora para avançar é agora. Não se constrói nada sozinho.





PAULO CESAR BASTOS nasceu em Feira de Santana-BA. É engenheiro civil pela Escola Politécnica da UFBA, 1973. Profissional com mais de 40 anos de atuação em diversas áreas da engenharia civil.

Nesta série que estamos publicando em 2014 teremos 12 artigos que serão publicados todas as sextas-feiras.

Faça um contato com o autor: paulocbastos@bol.com.br

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