JOGOS OLÍMPICOS RIO 2016

REMINISCÊNCIAS OLÍMPICAS



MUNIQUE - 1972


"E agora, as notícias dos Jogos Olímpicos, diretamente da capital mundial da notícia esportiva - Munich, urgente!"
Era assim que Cid Moreira iniciava, no Jornal Nacional, naqueles dias de setembro de 1972, os cinco ou seis minutos de cobertura da TV brasileira para os jogos da primeira olimpíada que eu tive conhecimento.

Em 1968 nós ainda não tínhamos televisão em casa. Eu já tinha 10 anos de idade, mas não lembro de absolutamente nenhuma movimentação na escola ou na vizinhança sobre a realização dos jogos. Mas, em 1972 os jogos de Munique eram um acontecimento de destaque. Além dos cinco ou seis minutos do Jornal Nacional a Globo exibia, por volta de 23h um "Boletim Olímpicos" com duração de uma hora, mostrando os resultados do dia.

Eu trabalhava na Fundição Estrela, num horário bem puxado (das 6h30 da manhã até 18h30). O trabalho era muito pesado eu geralmente dormia cedo (lá pelas 21h30). Então, nem sempre conseguia ficar acordado até meia noite para ver as competições, mas eu me esforçava. Com 14 anos de idade eu já era um apaixonado por esportes.

Somente depois do décimo dia de competição, por conta do sequestro dos atletas de Israel e toda a confusão que se seguiu, os jogos ganharam mais destaque e muito mais tempo na TV. Assim, durante muito tempo as minhas memórias sobre aqueles Jogos Olímpicos ficaram muito mais marcadas pela tragédia daquele ato terrorista do que pelos resultados esportivos.

Mas isso não me impediu de acompanhar muito de perto os Jogos de 1976. Falarei disso mais tarde.





MONTREAL - 1976


Nos Jogos de 1976 eu já era um espectador (telespectador) quase especializado. Já fazia parte da equipe de atletismo de Rio do Sul e o esporte já dominava completamente a minha atenção.
Os jogos de Montreal foram os jogos de Nadia Comaneci, de Neli Kim, de Alberto Juantorena, Lasse Viren e muitos outros. Foram muitas e muitas madrugadas a dentro para ver os boletins da TV com as imagens das competições numa TV Philco de 12 polegadas que a gente tinha em casa.







MOSCOU - 1980


Em 1980 a transmissão pela TV já era muito maior. E a minha TV também já era maior: tinha 16 polegadas. Mas ainda era em preto e branco. Muitas competições ao vivo, muitos boletins, uma festa.
Uma festa sem os EUA, mas com o encantamento de Misha, o mascote. A festa de Wladimir Salnikov, do cubano Teófilo Stevenson e de dois Britânicos que competiram sob a bandeira olímpica: Sebastian Coe e Steve Owett.
Eu estava no meu primeiro ano de faculdade e assisti o que pude numa TV preto e branco de 12 polegadas, no meu quarto, na Pensão da Albinha, em Florianópolis. Mas foi muito bom. Eu já era o que se poderia chamar de "louco por Olimpíadas".





LOS ANGELES - 1984


Em 1984 eu tive, talvez, a maior alegria como torcedor em Jogos Olímpicos: a vitória de Joaquim Cruz nos 1500 em Los Angeles. Interrompa a leitura e clique AQUI para ver uma matéria da BBC sobre aquela corrida.

Em retaliação ao boicote americano de 1980, a União Sovietica boicotou Los Angeles em 1984 (felizmente, para os 800 m isso não fazia nenhuma diferença. Todos os grande corredores do mundo estavam na pista. E Joaquim Cruz venceu todos.)
1984 foi também a primeira vez que uma maratona foi transmitida na integra, ao vivo, pela TV (Bandeirantes). E foi o ano de consagração para uma geração de atletas que fazia história no Volei brasileiro. A Geração de Prata.
E muita coisa transmitida ao vivo pela TV. Em cores. Uma beleza!





SEOUL - 1988


Dos Jogos de 1988 em Seoul eu lembro muito daquela abertura sensacional em que a tocha veio pelo rio. Seria, finalmente o tira-teima entre EUA e URSS, pois nenhum dos dois países boicotou os jogos. Venceu a URSS (132 medalhas no total).
Foram os jogos de Kristin Otto (nadadora alemã) e do Greg Louganis (que venceu a prova de saltos ornamentais, mesmo depois de ter batido a cabeça no trampolim na primeira eliminatória). E foi também o ano em que Serguei Bubka, da URSS ganhou sua única medalha olímpica no salto com vara.

De Seou eu tenho ainda a lembrança do velejador canadense Lawrence Lemieux, que estava próximo da medalha de prata quando abandonou a prova para ajudar outros competidores que estava se afogando depois de um acidente com o barco deles. Lemieux voltou para a prova mas terminou em 22º lugar. O COI então deu a ele a Medalha Pierre de Coubertin, honraria máxima do espírito esportivo em Jogos Olímpicos. Essa medalha só foi concedida duas vezes na história dos Jogos Olímpicos. Na segunda vez foi um brasileiro (aguarde. Falaremos dela quando chegarmos aos jogos de 2004)

Muitos jogos da Olimpíada de 1988 foram transmitidos ao vivo pela TV

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