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QUEM TEM MEDO DE ARQUITETO?

Se você é estudante de ensino médio e está pensando em fazer faculdade de Arquitetura não decida nada sem antes ler o belíssimo livro "CIMENTO, BATOM E PÉROLAS - Quem tem medo de Arquiteto?" de Dorys Daher (2007, editora 7 Letras, com ilustrações de Eduardo Rocha).

Estive no Rio de Janeiro, na semana passada, e comprei o livro por acaso. Apenas por se tratar de um trabalho sobre o dia-a-dia de arquitetos. O tema me interessou.

Tive uma surpresa muito agradável. Trata-se de um trabalho belíssimo.
Além de um acabamento gráfico de primeira qualidade, o texto é, certamente, o melhor trabalho que eu vi até agora sobre o que é ser arquiteto e como é o dia-a-dia do profissional.

Dorys Daher (a quem eu não tive ainda o prazer de conhecer) escreve com a leveza de uma ginasta, porém com a precisão de um lutador de Jiu Jitsu. Fala das relações nem sempre tranquilas e harmoniosas entre clientes e profissionais apontando efeitos e causas.

Não deixa pedra sobre pedra quando descreve os perfis mais comuns de clientes; ataca o mito de que Arquitetura é fescura de endinheirados; mostra o espaço do arquiteto no processo de construção e analisa as principais objeções dos clientes durante o trabalho do arquiteto (inclusive as objeções ligadas à questão dos custos);

Fala dos mitos do luxo, do kitsch (tipo pingoins de geladeira) e do medo que as pessoas têm de errar. Além de dedicar alguns capítulos sobre sobre reformas, tanto de espaços comerciais como residenciais.

Todo o livro é permeado de reflexões sobre a atividade profissional do arquiteto. Seus problemas, suas angústias, suas frustrações... mas também suas alegrias, orgulhos, satisfações e até o extase da criação ou da transformação do mundo (do mundo de cada cliente individualmente até a transformação do mundo mesmo! Num conceito mais amplo).

Trata-se de uma arquiteta apaixonada. Respira arquitetura. Vive arquitetura 24 horas por dia. O Brasil precisa de gente assim.

Para privilégio nosso, ela preocupa-se em transmitir essa paixão para seus colegas arquitetos. Seu livro deve ser encarado como uma ferramenta de reflexão para todos os profissionais que podem ter, a partir dele, uma visão mais clara, bonita e otimista sobre o seu trabalho.

Ênio Padilha

Comentários

#1Carime Daher, Funcionária Pública, Goiânia

segunda-feira, 29 de outubro de 2007 - 12h24min

Ola Sr.Ênio!
Ao contrário de voce eu ainda não tive oportunidade de ler o livro mas conheço bem a arquiteta Dorys Daher, aliás sou prima dela!!!....... (suspiro orgulhoso) e lhe asseguro que quando tiver esse prazer verá que essa leveza e garra são características natas da autora que vem ainda acompanhada de uma simpatia, humor e inteligência dada a poucos. Muito obrigada, Carime.

#2Eduardo s. Marcondes, eng. civil, pindamonhangaba

segunda-feira, 29 de outubro de 2007 - 15h07min

Desculpe-me, mas achei o texto um pouco fora de contexto e não entendo a relevância do tema. Ao ler o texto não consegui sequer entender qual a temática abordada no livro, além dos elogios rasgados ao texto (quase ufanistas).
Além do mais o que é "precisão de um lutador de Jiu Jitsu"?
Há inúmeros erros gramticais, ortográficos e de digitação no texto.
Acho que o Sr. Ênio deveria ser mais atento a esses detalhes, pois como um profissional especializado no marketing deve saber que esse tipo de falha pode comprometer a imagem da qualidade do texto e de seu próprio trabalho como um todo!
Tenho acompanhado seus trabalhos e sei que posso esperar muito mais do que isso!
Grande abraço!

Comentário do Ênio Padilha

Prezado Eduardo Marcondes

Vamos por partes.
Quanto aos erros gramaticais, o senhor tem razão. Esses textos publicados aqui no site estão quase sempre em primeiro tratamento. São publicados sem a devida revisão gramatical, o que seria interessante, mas é impraticável, devido à agilidade do veículo.
No texto do seu comentário também tem vários erros de digitação e de gramática, certamente pelos mesmos motivos.

Quanto aos "elogios rasgados"... o senhor tem razão também. Eu gosto disso (de elogiar os trabalhos dos outros). Acho mais interessante do que as críticas desnecessárias.
Mas posso garantir que os elogios ao livro não foram gratúitos. O livro é muito bom mesmo e eu tenho certeza que o senhor, quando o conhecer terá a mesma opinião.
A não ser, é claro, que o senhor seja daqueles engenheiros que têm implicância com arquitetos... aí a coisa é mais triste. Não vou poder fazer nada.

Quanto ao "fora do contexto", desculpe. Não vou poder concordar. O livro e o meu texto tem tudo a ver com tudo o que eu tenho escrito nos últimos dez anos. Se o senhor, como diz, tem acompanhado o meu trabalho, deveria ter percebido isso.

E, finalmente, quanto à "precisão de um lutador de Jiu Jitsu", foi apenas uma figura que eu usei, para contrastar a graça da ginasta, que apenas se apresenta, com a agressividade e "pontaria" de um lutador, que busca atingir o alvo com a maior força possível.
Mas agora fiquei me sentindo mal, porque lembrei do Mario Quintana que disse que "quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer é porque um dos dois é burro"
O burro, certamente, sou eu!

#3Ségio Nogueira, advogado, Rio de Janeiro

segunda-feira, 29 de outubro de 2007 - 15h36min

Assisti recentemente a uma palestra da arquiteta sobre o livro na Artefacto-Rj.
Seus comentários procedem, o livro é muito bem
feito e bem escrito.

#4sandra vergara, promoter, Niterói/RJ

segunda-feira, 29 de outubro de 2007 - 18h24min

Este livro pode ser adquirido através do site - www.arquitetosecia.arq.br ou e-mail contato@arquitetosecia.arq.br. Enviamos para todo Brasil.

#5reda kouzak, uma pessoa da familia kozak (mais novo ), brasilia

segunda-feira, 29 de outubro de 2007 - 22h45min

الف مبروك
انت فخر لنا على الدوام
والى الا مام دائما
تحياتي القلبية
رضا

Comentário do Ênio Padilha

Amigos leitores.
O recado de Reda Kouzak está escrito em árabe e por isso aparece como códigos em alguns computadores.
Trata-se de um elogio à autora do livro (segundo apurei no Tradutor do Google). Mas, se alguém da família puder fazer uma tradução mais correta ficaremos agradecidos.

#6vania daher, médica, Brasília

terça-feira, 30 de outubro de 2007 - 00h38min

Prezado Sr. Ênio,

Suas palavras, ao descrever o livro , tem a precisão do lutador, a leveza da ginasta finalizadas com a sua sensibillidade. É a primeira vez que tenho a oportunidade de ver o seu trabalho e gostei muito !
Quanto ao livro, pude me enquadrar em várias situações como cliente ,e me orgulhar muito como irmã e admiradora . Um livro gostoso de ler ,e muito divertido !


Parabéns Dorys !

#7Dorys Daher, Arquiteta, Rio de Janeiro

terça-feira, 30 de outubro de 2007 - 01h27min



Caro Sr. Ênio Padilha,

É muito bom chegar em casa, acessar meu e-mail pessoal, onde tenho um alerta google, e este, me trazer uma notícia tão agradável e gentil: sua manifestação tão calorosa e, notadamente, sem preguiça de tecer elogios ao meu livro!
Aliás, temos algo em comum, também gosto muito de elogiar o trabalho dos outros. Isso é uma prova de que estamos bastante satisfeitos com as nossas vidas. Gostaria de agradecê-lo e dizer que estou à disposição para dar a minha colaboração no que precisar. Gosto de dizer que devemos nos prestigiar, arquitetos e engenheiros, somos muito importantes uns para os outros, temos profissões complementares.
Ainda não li seus livros, mas certamente serão referências para o meu próximo trabalho!!!
Cordialmente,
Dorys Daher.

#8José Rodrigo Santana Pinho, Eng° Civil M. Sc., Belém

quarta-feira, 31 de outubro de 2007 - 09h45min

É sempre bom ver manifestações deste tipo, em que o(s) autor(es) relata(m) o nosso dia-a-dia. Parabéns ao Ênio pela sensibilidade e parabéns ainda maiores para a autora, Dorys Daher, que, quem sabe não gostaria de visitar Belém e nos promover uma palestra?
No mais, gostaria de adquirir o livro para consumo próprio e para presentear minha irmã, que é arquiteta.
Muito obrigado e até a próxima!

#9Maristela Macedo Poleza, arquiteto, rio do sul

segunda-feira, 05 de novembro de 2007 - 23h30min

Eu que também gosto de elogiar...quero também
ler este livro.

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