ALIRUBIT

DESCULPA AÍ, MAS VOU FALAR
É sobre os rapazes e moças do CreaJr

(Publicado em 26/01/2017)



Todo mundo sabe o empenho que eu tenho em ajudar os movimentos de estudantes e jovens profissionais. Há mais de seis anos criamos aqui o PROJETO UNIVERSIDADES que cria imensas facilidades para que palestras minhas sejam realizadas em Semanas de Engenharia ou em eventos destinados para estudantes ou profissionais recém-formados.

Mas algumas vezes eu tenho visto coisas que me dão nos nervos. Nesta semana aconteceu de novo (e já aconteceu umas oito vezes!): o líder do CreaJr de um estado pediu uma palestra minha num evento da organização local. Por coincidência havia um curso meu programado para a cidade e isto permitiria fazer um aproveitamento de agenda.

O meu cliente do tal evento, que também apoia os movimentos jovens, além de estar bancando as passagens aéreas, resolveu também ceder o espaço físico para a realização do evento dos moços.

Para facilitar ainda mais, resolvi passar para o tal CreaJr apenas um custo simbólico (pra não dizer que a palestra seria totalmente de graça).

Funcionaria assim: eles (o CreaJr) comprariam da minha editora (com 11% de desconto) uma caixa com 30 exemplares do livro MANUAL DO ENGENHEIRO RECÉM-FORMADO. Só isso! E eu apresentaria a palestra, com o maior prazer.

Observem que, para recuperar o dinheiro de volta (com lucro) bastaria vender os 30 exemplares. Pronto. Tava resolvido. Com o lucro eles pagariam uma diária de hotel (que era o único custo extra que eles teriam).

((lembrando que, mesmo pelo PROJETO UNIVERSIDADES, o normal seria eles adquirirem 100 exemplares))

Pois bem. Ontem recebi a resposta: "infelizmente os nossos recursos para essa atividade não esta atendendo a suas solicitações, pois o creajr xx está começando suas atividades com uma nova coordenação, pois gostaríamos muito da sua presença em nossos eventos, peço desculpa pela demora, pois estávamos a procura de patrocinadores para esse workshop."

O que??? Não têm recursos? Como assim? Eu dei a vocês os recursos! Vocês só tinham que tirar a bunda da cadeira e vender 30 livros. Qual é a dificuldade? Os alunos não compram livros? Os amigos não compram livros? Os professores de vocês não compram livros? Vocês não têm amigos engenheiros? 30 livros! (ou vocês entenderam errado, e estavam pensando que eu falei 300 livros?)

Gente, liderança estudantil tem de ter um mínimo de espírito empreendedor. Espírito realizador. Tem de ser ágil, inteligente, articulado. Não é só ficar postando coisas bonitinhas no Facebook não. Tem de se levantar e fazer o trabalho.

Se é verdade que vocês "queriam muito" a minha presença no evento, desculpa aí, mas vocês não fizeram a lição de casa. E, se vocês não conseguem realizar um evento como este, "mamão com açúcar" vocês vão criar uma organização tutelada por provedores de recursos. E vocês sabem muito bem do que eu estou falando

#ProntoFalei!



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2017 ---CreaJr

Comentário do Ênio Padilha

TEM GENTE QUE SÓ APRENDE O QUE JÁ SABE
Mais cedo, pela manhã, publiquei aqui um texto sobre a falta de senso empreendedor do CreaJr de um certo estado.

Teve muitos comentários. Muitos à favor e muitos contra. Dos comentários contrários, muitos reclamavam do fato de eu ter generalizado o comportamento para todo o CreaJr.

É verdade. Cometi este erro. Peço desculpas.

Escrevi, depois, em dois comentários, uma correção, que faço questão de repetir aqui: "FELIZMENTE, não é um problema generalizado. Mas ocorre em 30 ou 40% dos casos, o que eu já considero alarmante."

Portanto, no CreaJr da maioria dos estados a coisa vai bem. Existem, sim, lideranças de qualidade e que são, de verdade, empreendedores, líderes, inovadores e operativos.

Mas a maioria desses bons líderes (com ou sem mandato atual) nem se manifestou. Leu, curtiu, entendeu a mensagem e seguiu na vida.

Dentre os que comentário, infelizmente, a maioria passou direto pelo que realmente importava e ocupou-se apenas em atacar o autor, como se isso resolvesse o problema (pior, como se o autor fosse inimigo do CreaJr). Essas pessoas, infelizmente, estão perdendo uma oportunidade de crescer como liderança empreendedora, inovadora e proativa.

Aí lembrei de um artigo que eu publiquei há 10 anos, sobre o mesmo tema, só que tratando das entidades de classe. (preste atenção moçada: os dois textos tratam do mesmo tema)

Naquela época houve o mesmo tipo de reação. Muitos presidentes de entidades ficaram de mal comigo.

O tempo passou. Hoje, dez anos depois, quase todas as entidades de classe, no Brasil inteiro, estão quebradas. Sabe por que? Porque ninguém levou à sério o que eu escrevi. Porque eu escrevi uma coisa que eles não queriam aprender. Porque tem gente que só aprende o que já sabe.

Leia AQUI o texto de 2007

Comentários

#1Paulo Roberto, Engenheiro Civil, Manaus

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017 - 00h56min

Não entendo a sua revolta professor?
Se 30 livros lhe gerou tamanha revolta e choro que é o que deu para entender, eu posso compra-los se está tão necessitado de vendas para expressar tão arduamente com acadêmicos, lugar que também passou.
Empreendedorismo nada tem haver com vendas de livros, pelo contrario, parabenizo estes que você explora fazendo verdadeiras maquinas de venda, para poder se apresentar e expor o seu próprio trabalho.
Sinto vergonha desse seu marketing exploratório!

Comentário do Ênio Padilha

Se você realmente acha que isso aqui é choro por causa de 30 livros, você ainda tem muito que aprender na vida.
Precisa aprender a ler e a interpretar texto. Entender o tema central e a mensagem. Deixar de ser infantil e simplista.
Todos os dias eu recebo solicitação de propostas. Evidentemente, a maioria não se concretiza. Portanto, eu perco negócios TODOS OS DIAS, pelos mais diferentes motivos.
É claro que eu não escrevo um texto reclamando de cada cliente que não me contrata. Se eu não faço isso quando estou tratando de muito dinheiro, porque faria isso por causa da miséria de 30 livros?
A discussão aqui não tem a ver com os 30 livros. Isso é irrisório.
A questão aqui é mostrar que o grupo está desenvolvendo uma visão completamente equivocada de liderança, inovação, empreendedorismo e independência.
Mas você preferiu engolir a primeira coisa que viu. Na verdade, o que você fez aqui foi o seguinte: encontrou um pé de morangos. Jogou fora os morangos e comeu as folhas e as raízes.
Só posso lamentar por você e pelos que pensam igual a você.

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