ELEIÇÕES CONFEA/CREA 2017

O QUE O PRESIDENTE DO CONFEA PODE (REALMENTE) FAZER?

(Publicado em 08/11/2017)





Li com atenção as propostas dos cinco candidatos à presidência do Confea (a eleição será no dia 15/12/2017).

Como sempre, algumas promessas são vagas, expressadas em termos que nunca poderão ser verificadas de forma objetiva. Um exemplo é a tal promessa de “criar ações para promover a valorização profissional”… onipresente em qualquer programa de candidato a presidente de Confea, de Crea ou de entidade de classe. Quer uma promessa mais vaga do que esta?

Mas tem também, aqui e ali, algumas promessas que são bem objetivas. E é dessas promessas que eu vou me ocupar aqui, com a pergunta do título: o que, exatamente, o presidente do Confea pode fazer, sem depender dos conselheiros, da estrutura administrativa, dos presidentes de Creas ou de outras lideranças constituídas? Até que ponto o presidente do Confea é livre para estabelecer a sua própria agenda de compromissos? Por que, há décadas, entra e sai presidente do Confea e a coisa muda tão pouco?

A verdade é que o presidente do Confea precisa fazer muitas concessões para estabelecer sua agenda. Ele pode muito pouco se não se alinhar com os interesses de muita gente. A não ser que...

Bem... a não ser que o presidente do Confea seja um líder cuja força seja externa ao sistema. Uma pessoa cuja liderança seja inquestionável pelas regras não escritas do grupo estabelecido.

Imagine, por exemplo, que o engenheiro Osires Silva fosse eleito o presidente do Confea. Quem teria peito pra fazer-lhe frente? Qual conselheiro faria birra? Qual presidente de Crea engendraria intrigas? Que outra liderança do sistema, sem uma gota de influência fora dos limites da confraria, ousaria estabelecer disputas?

Se o presidente do Confea tivesse uma liderança inquestionável e fosse reconhecido fora dos limites do sistema profissional, como um Antônio Ermírio de Morais (é só um exemplo, claro. Infelizmente ele já se foi), um Marcos Pontes, Alex Kipman ou Romero Rodrigues, cujos feitos, fora do sistema profissional são credenciais insofismáveis, ficaria mais fácil acreditar que a sua agenda de compromissos seria efetivamente realizada.

Bom... mas esta não é a nossa realidade. O que teremos, a partir de janeiro de 2018 (seja qual for o vencedor) será um presidente cuja liderança será de origem interna (e para consumo interno).

Caberá ao presidente eleito tornar-se um líder da Engenharia e da Agronomia do país. Terá de ser interlocutor das mais altas esferas do mundo político, empresarial e científico. Ele deverá nos representar além das fronteiras do sistema e não apenas ser o representante da sua turma no comando do sistema.

E então… qual dos cinco candidatos está melhor preparado para este desafio? Para você, que paga a conta do sistema profissional, quem está mais próximo de se tornar essa grande liderança nacional?

Escolha e Vote. Não vire as costas para o seu dinheiro. Faça o seu voto fazer a diferença.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




A ilustração deste artigo mostra os cinco profissionais que presidiram o Confea desde que eu me formei engenheiro, em 1986: Frederico Victor Moreira Bussinger, Henrique Luduvice, Wilson Lang, Marcos Túlio de Melo e José Tadeu da Silva.



---Artigo2017

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