ENGENHARIA

CHEGA DE RACIOCÍNIO BINÁRIO

(Publicado em 22/01/2018)



Nas últimas semanas recebi pelo menos três contatos de colegas pedindo (diretamente ou deixando nas entrelinhas) que eu facilitasse o contato deles com o novo presidente do Confea, Joel Kruger.
Imagine a surpresa deles com a minha resposta: "Eu não conheço o Joel Kruger. Estive com ele uma ou duas vezes. Nem somos amigos."





"Como assim? Vocês não se dão bem? Você não é da turma dele? Mas você tem escrito coisas a favor dele no seu blog. Não tem feito críticas a ele... Diz que acredita nele..."

"Nos damos bem, sim. Apenas não faço parte do seu círculo de amigos próximos. E não, amigo. Eu não estou escrevendo a favor dele. O que eu escrevi é que tenho esperança de que ele faça um bom mandato. Confio nas boas intenções dele. E acredito que ele esteja muito bem cercado de gente honesta e competente. Isso eu posso afirmar, pois conheço bem alguns dos amigos dele."

Durante a campanha não apoiei nenhum dos candidatos. Apoiei e me manifestei sempre pelo VOTO. Queria que mais gente participasse do processo.

Joel Kruger, evidentemente, tem o meu voto de confiança. E terá o meu apoio, sempre. Eu tenho profundo respeito pela posição que ele ocupa. E lamento que, nos últimos seis anos essa posição não foi engrandecida pelos seus ocupantes. Espero e confio que "agora a coisa vai"

Eu sempre tive (e me orgulho disso) uma relação muito positiva com o Confea e com os Creas. Já fiz trabalhos para o Confea e para os Creas. Já tive projetos meus aprovados por eles, e foi muito bom. E nunca (NUNCA!) nenhum presidente de Crea ou presidente do Confea pediu pra eu escrever ou falar sobre isso ou aquilo. E nunca me pediram pra deixar de falar sobre qualquer coisa. Sempre respeitaram minha independência, que é um patrimônio pessoal valioso para o meu trabalho.

O que aconteceu, em alguns momentos, foram algumas retaliações, que geralmente eram iniciativas de Conselheiros, não dos presidentes. Passei longos períodos na geladeira, sem nenhum apoio ao meu trabalho. Paciência.

Isso me ajudou a buscar e desenvolver outras frentes de negócios e hoje, felizmente, não preciso do sistema para pagar minhas contas.

É claro que eu acho que o nosso Sistema Profissional precisa deixar de ser rancoroso e vingativo. Precisa aceitar melhor as críticas honestas. E precisa aprender a valorizar os caras que, como eu, conseguem ver o Sistema com um olhar "de fora". Nós não temos compromisso eleitoral nem financeiro com a instituição. Temos um trabalho que interessa aos profissionais do sistema. Os conselheiros deveriam ver isso em primeiro lugar.

E, quando eu digo "nós" me refiro aos professores, palestrantes e autores e pensadores que não têm uma ligação direta com o sistema profissional (Manuel Henrique Campos Botelho, Luis Antônio Salatiel, Sérgio dos Santos, José Roberto Bernasconi, Weber Figueiredo, entre tantos) que têm, em comum um trabalho consistente e um profundo amor pela engenharia. O Confea precisa ter um olhar pra essa gente.

Chega de dividir o Sistema Profissional em A e B, Preto e Branco, FNE e Fisenge, Grupo do Fulano e Grupo do Sicrano. A Engenharia, a Agronomia e as demais profissões do sistema são muito mais do que isso.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2018

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