OS PRESIDENTES DO CONFEA

(Publicado em 16/09/2020)



Quando eu me formei, em 1986, o presidente do Confea era o engenheiro civil Luis Carlos dos Santos. Nunca o vi, nem de longe.
Um engenheiro do interior (Rio do Sul) de um estado pequeno (Santa catarina) dificilmente teria a oportunidade de conhecer um presidente do Confea.

Eram outros tempos.





Imagem: OitoNoveTrês



Frederico Bussinger foi o primeiro presidente do Confea de quem eu tive notícias. Lia aqui e ali, alguma coisa sobre seus discursos durante o seu período como presidente (1988-1993). Mais tarde tornei-me admirador do seu pensamento e dos seus escritos. Mas só vim a conhecê-lo pessoalmente em 2018, durante a SOEA. Foi um imenso prazer conhecê-lo e tive a oportunidade de conversar com ele longamente. Tornei-me ainda mais admirador do seu trabalho e hoje, acompanho semanalmente seus textos publicados em diversos jornais.

O engenheiro civil Henrique Ludovice comandou o Confea entre 1994 até 1999, com um hiato administrativo (começava ali a longo império dos advogados no Sistema) em que o Confea esteve sob a gestão de Esdras Magalhães dos Santos Filho, que foi presidente do Confea entre 1997 e 1998. Desse eu nada tenho a dizer. Nunca ouvi falar nada dele, a não ser nos registros oficiais.

Ludovice, pelo contrário, eu conheci antes mesmo de ele ser candidato a presidência do Confea. Fui assistir a uma palestra dele em Blumenau, SC (na época eu morava em Rio do Sul). Fiquei muito bem impressionado com a sua articulação verbal e clareza de argumentos. Ele sempre foi um excelente orador e, até hoje, é um articulador importante no Sistema. Tenho o privilégio de ter, com ele um ótimo relacionamento, embora não sejamos amigos próximos.

Já, com o presidente seguinte minha relação era ótima. O engenheiro Vilson Lang havia sido presidente do Crea-SC (entre 1990 e 1996) no mesmo período em que eu cheguei a ser presidente de duas entidades de classe em Santa Catarina (A AEAVI, em Rio do Sul, em 1991 e a AEAJS, em Jaraguá do Sul, em 1994). Lang era um engenheiro prático, com um ímpeto modernizador. Levou para o Confea o mesmo espírito empreendedor que havia desenvolvido com sucesso no Crea-SC.

Foi sob a presidência de Lang que o meu trabalho teve a primeira oportunidade de fazer parte de um projeto do Confea. Naquele período vários autores e palestrantes receberam apoio para suas palestras e publicações. O meu livro MARKETING PARA ENGENHARIA E ARQUITETURA teve três edições realizadas pelo Confea e minhas palestras foram realizadas (com o patrocínio da instituição) em todos os estados do país, nos anos de 2000, 2001 e 2002. Embora o Confea tenha reconhecido que utilizar o meu trabalho foi bom para aproximar milhares de profissionais do sistema, eu também devo reconhecer que aquela oportunidade foi essencial para que eu me tornasse nacionalmente conhecido (e reconhecido). Todo mundo saiu ganhando, felizmente.

Lang fez um excelente primeiro mandato. Reelegeu-se com grande facilidade, mas, infelizmente, no segundo mandato, deixou-se cercar por um grupo de pessoas com pouca visão estratégica e com um ímpeto judicializante muito forte. Isto acabou alimentando um problema que se transformou em uma herança ruim para o sistema e que ainda produz efeitos até hoje: o excesso de demandas judiciais e a falta de diálogos construtivos.

Lang foi substituído, em 2006, pelo mineiro Marcos Túlio de Melo (2006-2011).

Marcos Túlio sempre gostou de mim e do meu trabalho. E a recíproca sempre foi verdadeira. Já no seu primeiro ano do seu mandato ele me convidou para assumir uma gerência no Confea. Infelizmente, na época, eu estava fazendo o meu mestrado e outros compromissos profissionais me fizeram declinar do convite. Para minha surpresa, em setembro de 2007 ele repetiu o convite e eu, então, pude aceitar. Fui morar em Brasília, assumi a Gerência de Marketing e Eventos do Confea e integrei (com muito orgulho) a equipe que organizou o Congresso Mundial de Engenharia em Brasília, em dezembro de 2008. Aqueles 14 meses entre a 8 e a 16 foram uma experiência inesquecível. Um aprendizado muito grande sobre o que é e como funciona o nosso Sistema Profissional.

Marcos Túlio é um profissional com um talento político muito grande. Educado, articulador e ótimo negociador é uma pessoa sobre a qual eu poderia escrever muitas páginas.

Em 2012 chegou ao Confea o Engenheiro Civil José Tadeu da Silva (2012-2017). Infelizmente não tenho boas lembranças daqueles 6 anos. Tadeu era, na minha fraca opinião, desarticulado, com um discurso confuso e uma liderança movida por interesses de poder absolutista. Naturalmente, cercou-se de pessoas do mesmo tipo e transformou seu mandato num período em que o Confea perdeu visibilidade na sociedade e tornou-se irrelevante junto às instituições.





PADILHA, Ênio.





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