LER SEM CULPA

(Publicado em 27/08/2020)



Nos meus cursos de Administração de Escritórios de Arquitetura e Engenharia há um tópico em que eu pergunto aos participantes "quem de vocês fez ou tem feito algum investimento (de tempo ou dinheiro) em Pesquisa e Desenvolvimento nos seus escritórios?"

Geralmente o que eu recebo como resposta é um silêncio envergonhado. A maioria dos profissionais conclui que não fez (ou não tem feito) investimento algum em pesquisa e desenvolvimento.

Nesse ponto da aula, eu faço uma revelação que deixa todo mundo feliz:





Eu digo: "Na verdade, a presença de vocês, aqui, neste curso, é a prova de que vocês estão dispostos e têm feito (estão fazendo, agora) investimentos em pesquisa e desenvolvimento."

Eu explico:

O departamento de Pesquisa e Desenvolvimento, em uma empresa de qualquer tamanho é uma unidade (um setor) no qual trabalham as pessoas cujo objetivo é:
(1) Desenvolver novos produtos para a empresa;
(2) Melhorar a qualidade de produtos já existentes ou
(3) Melhorar o desempenho na produtividade da empresa.

Pois muito bem. Quando um profissional, titular de um Escritório de Arquitetura ou de Engenharia se inscreve num curso, se matricula numa pós graduação, compra um livro ou despende algum tempo do seu dia para assistir um vídeo educativo ele está fazendo nada mais nada menos do que um investimento na capacitação para:
(1) melhorar a qualidade do trabalho que ele faz no escritório;
(2) aumentar a produtividade do seu escritório ou
(3) desenvolver novas habilidades e, portanto, novos produtos para o seu escritório.

Isto é exatamente INVESTIMENTO EM PESQUISA E DESENVOLVIMENTO.

Por isto, uma das mudanças de hábitos e comportamentos propostas (ou impostas) pelo Protocolo 89 é a da leitura. Durante as 26 semanas de duração do Protocolo 89 o profissional precisa ler (e discutir) 21 livros e dezenas de artigos selecionados pelo professor/consultor. Esta atividade tem muitos objetivos mas um deles é incorporar o hábito da leitura como ROTINA DE TRABALHO.

Temos insistido com os profissionais para que eles se acostumem com a ideia de ler DURANTE O HORÁRIO NORMAL DE TRABALHO. Abandonar a velha noção de que ler um livro é uma coisa pra se fazer depois do trabalho ou quando não tiver nada mais importante para fazer.

Para um profissional cuja atividade é essencialmente intelectual é inadmissível pensar que ler é uma atividade secundária ou periférica. LER É TRABALHAR. A leitura de livros (especialmente aqueles livros que dizem respeito à sua atividade profissional) é uma atividade importante de Pesquisa e Desenvolvimento. A leitura de livros melhora ou aumenta a sua gama de conhecimentos e habilidades e, portanto, prepara o profissional para ter uma melhor visão do trabalho e da empresa. Ajuda a desenvolver novos produtos ou melhorar a qualidade de produtos já existentes.

Por isto LER é uma coisa para ser feita DURANTE o horário de trabalho. O profissional deve reservar um horário para isso e incorporar esse hábito na sua rotina.

E assim, quando o profissional estiver sentado, lendo um livro (ou assistindo um vídeo de formação continuada) ele deve ter a consciência de que está trabalhando normalmente, como se estivesse fazendo um projeto ou atendendo um cliente.

Quando a atividade de leitura tiver se incorporado definitivamente aos seus hábitos operacionais, o profissional terá elevado o seu escritório a um novo nível. Ao nível dos escritórios que mantém, com eficiência, um departamento formal de Pesquisa e Desenvolvimento.





PADILHA, Ênio. 2020



Imagem de Free-Photos por Pixabay

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