ENGENHEIROS NA POLÍTICA. ISSO É BOM?

(Publicado em 08/04/2022)



Você certamente conhece a famosa frase do filósofo Platão, que viveu 400 anos antes de Cristo:

"Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política. Simplesmente serão governados por aqueles que gostam"

Você pode não gostar de política e dos políticos, mas precisa saber uma coisa importante.

Bons políticos são responsáveis por progressos muito mais expressivos do que aqueles conseguidos por bons guerreiros.

Hoje eu quero falar aqui sobre a participação de muitos dos nossos colegas engenheiros como candidatos nas eleições deste ano. E já vou adiantando uma coisa: eles têm (em princípio)
meu total apoio.







ENGENHEIROS NA POLÍTICA. ISSO É BOM? (Canal 893)



Na semana passada (e nesta semana)
tivemos o anúncio de vários presidentes de Creas (e do próprio Confea) de que estavam se afastando dos seus cargos para serem pré candidatos às eleições de outubro. Até onde eu soube tivemos 4 colegas que se licenciaram:

• Carlos Alberto Kita Xavier, o presidente do Crea-SC
• Emanuel Maia Mota, o presidente do Crea-CE
• Vinícius Marchese, o presidente do Crea-SP
• Joel Kruger o presidente do Confea

Nem todo mundo gostou desse movimento. Alguns por convicções (ou princípios). Outros por birra mesmo... E muitos, porque simplesmente não sabem direito o que é política

Você certamente sabe que a palavra POLÍTICA é derivada do grego POLITIKOS
que designava os cidadãos que viviam na POLIS.

A palavra POLIS era usada para se referir à cidade e também, num sentido mais amplo à SOCIEDADE ORGANIZADA

A origem da política vem desde quando as pessoas começaram a conviver em sociedade.
Então podemos dizer que a política é a arte de resolver os problemas entre as pessoas DE FORMA CIVILIZADA.

Existem outras formas de resolver problemas entre as pessoas. Você sabe:
• as brigas
• as guerras
• as agressões materiais

Por isso a política exige que os seus praticantes tenham
• traquejo social
• empatia
• criatividade e, principalmente
• boa comunicação

Em TODAS as instituições democráticas (e isso inclui
• os centros acadêmicos
• o CreaJr
• os Creas
• o Confea
• os governos municipais
• estaduais
• e o governo do país)

... em todas as instituições democráticas as coisas precisam ser
• propostas
• discutidas
• contrapropostas
• e VOTADAS

E o resultado precisa ser aceito e adotado por TODOS.

Quanto mais sólido é o senso democrático de uma instituição, mais a coisa ocorre dessa maneira.

Quando a gente fala da gestão pública, no Brasil, a gente sabe que existem interesses de múltiplas origens.

• interesses corporativos,
• interesses empresariais,
• interesses econômicos,
• interesses religiosos,
enfim...

E todos os postulantes acreditam que os seus interesses são os mais importantes e que,
portanto, deveriam ser apoiados por todos os outros grupos. Mas não é assim que a banda toca.

E é por isso que muitas vezes questões importantes como as levantadas pelos Engenheiros e pelos Agrônomos são relegadas a um segundo plano, apesar de a gente ter a convicção de que a sociedade (e o governo) deveriam dar mais atenção àquela questão.

E isso acontece
• ou porque os políticos que defendem as nossas pautas estão em minoria;
• ou porque não têm sabido conduzir as negociações políticas;
• ou porque, simplesmente, estão se ocupando de outras pautas, alheias aos nossos interesses.

E é aí que chegamos ao ponto desse vídeo:
a candidatura de engenheiros EFETIVAMENTE COMPROMETIDOS com as nossas causas.
===========

A Câmara dos deputados tem cerca de 10 DEPUTADOS ENGENHEIROS
(o brasil tem mais de um milhão e 300 mil engenheiros).


Pra você ter ideia, são quase 70 deputados advogados e 30 médicos (e o Brasil tem menos de 500 mil médicos).

Percebe, aí, a desproporção?

E, além disso, esses poucos engenheiros que chegam ao Congresso Nacional, chegam lá por outros caminhos.

Você já conhece a frase de que ENGENHEIRO NÃO VOTA EM ENGENHEIRO.
Então...

Então esses candidatos engenheiros acabam indo buscar apoio político em outras bases e acabam assumindo outros compromissos e outras pautas. E acabam sendo deputados engenheiros, mas não deputados DA ENGENHARIA.

Precisamos mudar isso. Temos muitas coisas para reivindicar em nome da nossa categoria profissional.

E é por isso que eu vejo com bons olhos a disposição desses colegas Vinícius, Emanuel, Kita, Joel e outros (e outras) que forem candidatos

E estarei na torcida pela campanha de todos eles. E votarei no meu amigo Kita, aqui no meu estado.

Todos eles são políticos, dentro do nosso sistema. Exercem a política, na medida em que são representantes dos seus eleitores e precisam lidar com questões que são importantes também aos que não votaram neles.

Isso é DEMOCRACIA. É assim que tem de ser.

Por isto (e isso é importante)
Uma vez eleito, o ENGENHEIRO passa a ser um deputado (ou senador) da sua região, do seu estado, do seu partido.

Terá outras pautas a enfrentar e outros assuntos para ajudar a resolver

Então é importante que estejamos atentos TAMBÉM sobre o que pensa e como provavelmente votará o nosso candidato em questões que envolvem
• a educação
• a saúde
• o meio ambiente
• o desemprego
• a segurança
• os direitos humanos
e, principalmente
• o seu compromisso com a DEMOCRACIA

A política é importante.
A política é uma forma de resolver os problemas sem violência

A política É O CAMINHO DOS SENSATOS

Em outubro, antes de decidir o seu voto, verifique se existe, na sua região, algum colega candidato HISTORICAMENTE COMPROMETIDO com as causas da Engenharia.
• Apoie o colega
• Vote nele.

É um bom caminho






PADILHA, Ênio. 2022

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