DOIS ENGENHEIROS, OITO MILHÕES

(Este artigo foi publicado em 03/11/2009)




ÊNIO PADILHA
professor@eniopadilha.com.br






Três coisas me aborrecem muito: Um, quando se faz apologia do sucesso de quem não estuda menosprezando ou descrevendo como tolo aquele que estudou; Dois, quando uma história sem pé nem cabeça é "vendida" como verdade absoluta só porque "deu na internet"; Três, quando engenheiros ou arquitetos são ridicularizados em público por alguém que nunca sentou num banco de faculdade de Engenharia ou de Arquitetura e, portanto, não sabe do que está falando.

Assim, este artigo tornou-se inevitável, por ter sido provocado por esses três componentes ao mesmo tempo...

É o seguinte: em alguns vídeos disponíveis na internet um certo palestrante conta uma historinha para ilustrar e confirmar a sua linha de argumentação.

O palestrante não é nenhum Zé Ninguém. É graduado em Filosofia, Mestre e Doutor em Educação. Professor-titular de uma importante Universidade Brasileira, membro do Conselho Técnico Científico de Educação Básica da CAPES/MEC. Foi Secretário Municipal de Educação de São Paulo e é autor de diversos livros.

Na história contada pelo palestrante, que, como ele faz questão de repetir, é "clássica e verdadeira" uma grande empresa multinacional (que fabricava, entre outras coisas, pasta de dentes) tinha, há 15 anos, um grande problema para ser resolvido: na esteira final de embalamento algumas caixinhas vinham vazias, sem o tubo de creme dental. Isso era um problema pois poderia causar dificuldades comerciais para a empresa.

O que fez a multinacional? Contratou dois engenheiros para resolver o problema. Os dois engenheiros trabalharam por três meses, consumindo oito milhões de reais e chegaram a uma solução "estupenda": um programa de computador, acoplado à esteira de aço com uma balança ultra sensível. Quando passava uma caixinha vazia o sistema acusava a diferença de peso, parava a máquina, travava tudo, um braço hidráulico vinha e tirava a caixa vazia.

Depois de dois, três meses de funcionamento perfeito, foram olhar os relatórios e descobriram que havia dois meses que o sistema estava desligado. Chamaram supervisor, gerente e chefe e ninguém sabia de nada. Chamaram os operários e alguém falou: "a gente desligou isso, porque dava um trabalho danado. Travava o tempo todo". Então, como é que está funcionando sem defeitos? "A gente resolveu do nosso jeito: fizemos uma vaquinha, juntamos oitenta reais e compramos um ventilador grande e colocamos na esteira. Quando passa uma caixinha vazia o vento carrega!"

Gargalhadas incontidas na platéia. Palestrante feliz! Conseguiu demonstrar o seu ponto de vista: a melhor solução está onde está o melhor estoque de conhecimento.
Bravo, Doutor!

E onde é que entra a Engenharia nesse seu exemplo? Ah, sim. O senhor está demonstranto que engenheiros são obtusos, idiotas, sem noção de custos e incapazes de encontrar uma solução minimamente razoável (Acho que é isso). Portanto, se estamos falando de "estoque de conhecimento" inútil procurar no departamento de Engenharia. (é isso?)

É claro que essa história tem toda cara de ter sido inventada para ilustrar palestras de autoajuda e motivação, tipo de evento em que o objetivo é muito mais divertir e distrair a platéia do que ensinar coisas realmente úteis para a vida. Mas me incomodou o fato de que esse vídeo está reproduzido diversas vezes na internet, sempre seguida de comentários contra a obtusidade dos engenheiros envolvidos.

Fiz uma pequena busca. Mandei um e-mail para o palestrante, outro para a única empresa multinacional que se encaixa na descrição feita pelo palestrante e também para a Associação de Engenheiros de Valinhos. Recebi algumas respostas e, voilá... descobri o óbvio: a história é fake. Foi inventada para ilustrar alguma conversa fiada e acabou, por falta de filtro científico, chegando à palestra de um acadêmico (que deveria, por dever de ofício, ter o cuidado com todo o conteúdo de suas apresentações).

Será que esse palestrante coloca nos seus livros qualquer bobagem que ouve numa mesa de bar ou numa festa em casa de amigos? Imagino que não. Então por que incluiu essa história na sua palestra? E por que deu a ela o crédito de "clássica e verdadeira"?

Resposta: porque ele sabe que, nesse tipo de platéia ninguém desconfia do que é dito. As pessoas estão ali para se divertir, dar boas risadas e se sentirem melhor com a própria mediocridade. Se eu não sou alguém capaz de construir soluções elaboradas, científicas e tecnologicamente corretas, tudo bem. Eu posso me sentir melhor ridicularizando pessoas que fazem isso. Nesse país de analfabetos sempre foi esporte nacional menosprezar e ridicularizar as pessoas que estudam e se preparam.

Nas novelas da tv os personagens principais nunca estudam. Alguém aí se lembra de algum personagem que tenha vencido na vida ou progredido, por ter estudado, durante uma novela? Nem em "Malhação" (cujo cenário é uma escola) os personagens estudam ou têm suas vidas transformadas em função da dedicação aos livros e cadernos.

Nas novelas é muito comum o progresso (muitas vezes vertiginoso) por outras razões como beleza, simpatia, jeitinhos ou contatos com as pessoas certas.
Isso alimenta nas pessoas (nos telespectadores) a crença de que o sucesso está ao alcance de qualquer um: estar melhor preparado para as oportunidades não faz diferença. É tudo uma questão de "força de vontade".

No futebol (nos esportes, em geral) essa lógica também é forte. Em outros países, um atleta que se preparou muito e por alguma razão perde a competição não é desprezado pela torcida. Ao contrário, recebe os aplausos e o reconhecimento pelo empenho e preparo. A torcida sabe que aquele atleta tem maior chance de construir uma carreira de bons resultados.

No Brasil não. O brasileiro supervaloriza as conquistas casuais, as vitórias inesperadas, o campeão que surpreendeu a todos, o atleta que vence uma grande competição quando ninguém esperava nada dele.

Torcemos sempre pelo time mais fraco e pelo competidor mais despreparado. São os atletas e equipes que, no imaginário coletivo, chegam às conquistas por acaso, sem querer, sem ter planejado isto.

Pais e mães se orgulham de contar para os amigos que "meu filho passou no vestibular. E olha que ele nunca estudava para a prova".

Uma pessoa conquista um bom emprego e conta pra todo mundo, cheio de orgulho: "nem me preparei para a entrevista!"

O brasileiro vive procurando provas de que é possível vencer na vida sem preparo, sem investimentos e, principalmente, sem passar pelo caminho completo.

Nós, brasileiros, não acreditamos no treinamento. Não acreditamos no estudo. Não acreditamos que o desempenho é o resultado de uma estrutura (física, intelectual ou psicológica) planejada.

Torcemos contra o atleta favorito (aquele que treinou mais e por mais tempo). Torcemos contra os mais fortes (que são mais preparados e estruturados). Torcemos sempre para que haja uma queima inesperada de etapas com a surpreendente vitória do novato, daquele que não estudou ou que não se preparou direito.

E a vida segue.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




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Comentário #1 — 03/11/2009 14:52

Ênio Padilha — Engenheiro — Balneário Camboriú

Primeira pergunta: Você acha que são necessários oito milhões de reais para criar uma solução de engenharia para o problema descrito?
Se você respondeu SIM já sabemos uma coisa: você não é engenheiro!

Comentário #2 — 03/11/2009 15:14

Ênio Padilha — Engenheiro — Balneário Camboriú

Segunda Pergunta: Você acha que é permitido aos funcionários de uma grande empresa multinacional "fazer uma vaquinha" e comprar um ventilador para uso na linha de produção?
Se você respondeu SIM já sabemos outra coisa: você nunca trabalhou em uma grande empresa multinacional!

Comentário #3 — 03/11/2009 15:17

Edson Martinho — Eng. Eletricista — Salto - SP

Caro Enio,
Primeiramente parabéns pela coluna, tenho recebido algumas informações sobre sua atuação e vejo que tens uma visão ampla de todas as questões. O que você relata neste artigo é exatamente o que acontece em um país onde o candidato a presidente que tinha como única plataforma de governo "educação" fica em 5 ou 6 lugar em uma eleição onde quem vence é uma pessoa que não estudou e que se orgulha disso, mesmo tendo passano anos recebendo altos salários como deputado, o que não o colocava mais na condição de impossibilitado de estudar. Quanto a nós engenheiros, somos ridicularizados justamente por vagabundos que não foram estudar, pois hoje é muito fácil estudar, mas eles esquecem que o que temos poderá nos levar a muito mais ventiladores do que um computador.
Abraço
Edson Martinho
Eng. Eletricista e pós graduado em Marketing e Docência do Ensino Superior

Comentário #4 — 03/11/2009 16:28

Ênio Padilha — Engenheiro — Balneário Camboriú

Recebido por e-mail
----- Original Message -----
From: Luiz Antônio
To: ep@eniopadilha.com.br
Sent: Tuesday, November 03, 2009 5:24 PM
Subject: 2 Engenheiros e Oito Milhões.
Enio
Boa Tarde!

Belissimo comentário.
Gostei muito da abordagem, também sou da opinião de que devemos nos preparar para tudo principalmente no que diz respeito a nossa profissão.
Fiquei muito chateado outro dia quando fui representar os engenheiros num evento vestindo terno e alguem me falou " Tais parecendo um advogado",
respondi ao meu interlocutor que os engenheiros só não se vestem de terno diariamente porque muitas vezes estamos em meio as obras e aos equipamentos
e terno não é adequado nestes momentos mas quando representamos a classe estaremos sempre bem vestidos.

Abraços
Luiz Antônio Negri
Engº Eletricista

Comentário #5 — 03/11/2009 19:10

Élcio M. Persichitti — engenheiro civil — Valinhos - SP

Caro Ênio, parabéns por sua colocação, nos enfoques dos mais variados campos de atividades. Também pelo interesse em defender nossa classe, principalmente quando expostos à ridicularização.
Também parabenizo nossos colegas Luiz A. Negri de Jaraguá do Sul, SC e Edson Martinho de Salto, SP.
No mail enviado, dei-lhe minha opinião, baseada em 42 anos de atividades nessa área,automação e dispositivos de usinagens, embora sendo engenheiro civil, a 29 anos.
Abraços
Élcio M. Persichitti

Comentário #6 — 04/11/2009 06:08

José Roberto Scarpetta Alves — Eng Civil — Florianópolis

Caro Ênio, mais uma vez foste brilhante; direto ao ponto. Nesse país onde a maioria da população perde seu tempo vendo novelas, big brothers diversos, malhação etc e limita-se à versão noticiosa do Jornal Nacional, é lógico esperar-se que esse tipo de exemplo dado em palestrinhas de auto-ajuda se dissemine. O que esperar de um país onde o presidente se orgulha de dizer que não tem faculdade? E, pior, passou anos no governo e nem um curso (nenhum) à distância ele fez.
O que esperar de um povo que gasta boa parte do seu parco salário em cerveja e futebol para ver os "craques" ganhando fortunas, onde o único talento é saber rolar uma bola?. Dá para contar nos dedos os jogadores bem sucedidos que passaram do 2º grau e os poucos que têm faculdade.
O que esperar de um povo que vende sua opinião por bolsas-esmola? Viram quantos votos conseguiu o ilustre professor Cristhovam Buarque, defensor ferrenho da educação?
O povo se pergunta para que estudar e ter uma faculdade se até agora o governo me deu alimentação e me pagou para eu ter "freqüência" na escola? Para que estudar se os conselhos de classe vão me aprovar por que a escola "fica mal" perante a secretaria, se houver muitos repetentes?
Continuo me orgulhando, e muito, de ter estudado, e muito, e ainda, de ser engenheiro. Tanto meus pais como meus filhos viram e participaram do meu esforço e seguem meu exemplo.
Mais uma vez, parabéns Ênio.

Comentário #7 — 04/11/2009 08:06

Paulo Roberto Walter — Engenheiro — Rio de Janeiro

Prezado Enio,
Parabéns pelo texto e por seu trabalho como um todo. Gostaria de ter sua autorização para publicar esse material em meu Portal, o www.manutencao.net, dando ao publico da manutenção em todo o Brasil a chance de conhecer sua opinião e conceitos, bem como divulgar suas atividades.
Sds
Paulo Walter

Réplica de Ênio Padilha

Está autorizado, amigo Paulo
Só dá uma olhadinha AQUI antes, ok?
Abraço

Comentário #8 — 04/11/2009 08:07

Ricardo Rodrigues Gonçalves — Engenheiro Civil - Pós Graduando em Finanças FGV — Goiânia

Caro Ênio, como sempre você excepcional, com um texto tão pequeno descreve a realidade de um país de demagogos e hipócritas onde a mentira, o desconhecimento e o olhar para o próprio umbigo reinam. A grande verdade é que infelizmente essa sua magnífica colocação será objeto de entendimento para poucos nesse nosso Brasilsão de ignorantes (no sentido da palavra), pois poucos, chegam a uma graduação profissional e pouquíssimos se tornam ENGENHEIROS E ARQUITETOS.

Comentário #9 — 04/11/2009 08:07

Cauê Somenzi — Estudante - Engenharia Civil — Passo Fundo - RS

Bah Ênio! Que paulada cara!!! Parabéns! Sinto-me envergonhado pelo fato de anos atrás ter visto este vídeo e achado o máximo!
Hoje no sétimo ano de engenharia, com uma carreira inteira de aprendizado pela frente, desejo de coração que outros despertem da ignorância profunda que algumas crenças de nossa cultura criam no povo. Citando Sêneca: “Sorte é quando o preparo se encontra com a oportunidade.”!

Comentário #10 — 04/11/2009 09:06

Rodrigo Lott — Estudante - Eng. Produção/Civil — Belo Horizonte

Prezado Ênio, tudo bom?

Foi incrível, recebi seu artigo por e-mail 2 semanas depois de ter ouvido esse caso por um professor convidado na faculdade onde estudo em BH. Tem algumas diferenças entre as histórias, mas a essência é a mesma.

Mas o interessante é que nós, alunos, não rimos, nem achamos engraçado. Guardadas as devidas proporções e retirados os exageros, é um história para se refletir, mesmo sendo um fake. Acho que muitas vezes, nós, engenheiros, complicamos muito as coisas e damos soluções muito arrojadas para algo que pode ser mais simples, você não acha? Aproveitando o espaço, você conhece a história da NASA que conta a solução que os americanos deram ao problema que os astronautas tinham para escrever em ambiente sem gravidade? Mesmo sendo outro fake ou não, vale a pena refletir.

Um abraço.
Rodrigo

Réplica de Ênio Padilha


Prezado Rodrigo

Como palestrante eu procuro ser muito cuidadoso com essas coisas. É sempre possível passar a mensagem, demonstrar seu ponto de vista ou despertar a platéia sobre um conceito sem esse tipo de apelação.

Quando se dá nome aos bois a historinha pode até ficar mais divertida (os humoristas conhecem bem esta técnica) mas você corre o risco de fixar conceitos equivocados. A historinha da NASA, por exemplo, é fake, claro. Mas ela tem uma mensagem interessante. E essa mensagem continuaria sendo interessante se os personagens fossem, por exemplo, dois grupos de pesquisa da própria NASA e não a NASA e os Russos. Essa escolha dos personagens, na minha opinião, tem um caráter muito mais ideológico do que didático. (a mensagem que fica, no fim das contas é a seguinte: os americanos da NASA, com toda a sua ciência e tecnologia, são uns otários; já os Russos, pobrezinhos, são uns gênios!)

Da mesma forma, a escolha dos personagens do palestrante ao qual me referi é ideológica, como eu tentei demonstrar no meu artigo. Trata-se justamente dessa predisposição que os brasileiros têm (e que os palestrantes de autoajuda exploram muito bem) de menosprezar o conhecimento obtido nos bancos escolares e nos livros. A escola da vida é sempre colocada em primeiro lugar (mesmo que, como todo mundo sabe, nessa escola o dia da formatura coincide com o dia do enterro do formando!)

Comentário #11 — 04/11/2009 09:53

Paulo Roberto Walter — Engenheiro — Rio de Janeiro

Caro Enio,
Para melhor qualidade e efeito da publicação, solicito que me envie o texto em Word com uma foto sua e com seus créditos ao fim do texto, podendo incluir seu mini CV e dados para contato, incluindo o link do seu site.
Lhe mandei este texto por email mas voltou.
Sds
Paulo Walter

Réplica de Ênio Padilha

Comentário de Ênio Padilha
Prezado amigo
Os meus artigos são produzidos diretamente em PHP, para o nosso web site (considerado a versão oficial do texto). Não estão disponíveis no formato MSWord; quanto às fotografias e currículo, estão disponíveis ali em cima, no menu ("SOBRE ÊNIO PADILHA").
Grande abraço (e parabéns pelo site "manutenção.net". fiz uma visita e gostei muito. Tá cheio de coisa boa. Será uma honra participar)


Comentário #12 — 04/11/2009 10:17

ULYSSES PASSOS JUNIOR — Engenheiro e Sócio Diretor de empresa de Manutenção — Salvador/BA

Caro Ênio,

Vi este video e na ocasião a ração que tive foi a mesma que a sua, achei um absurdo a linha de pensamento do cidadão e os absurdos da história (8 milhões, ventilador em linha de produção, dois meses depois ..???!!!) enfim, lamentável saber que tem gente que fala isso e saber que tem gente que paga pra ouvir !!!

Grande abraço

Ulysses

Comentário #13 — 04/11/2009 11:25

Ênio Padilha — Engenheiro — Balneário Camboriú

Recebido por e-mail
----- Original Message -----
From: Marcos Vallim
To: Ênio
Sent: Wednesday, November 04, 2009 1:47 AM
Subject: Re: [Três Minutos] DOIS ENGENHEIROS, OITO MILHÕES

Caro Enio,

Tenho uma história veridica, que aconteceu comigo, durante um trabalho de consultoria em uma empresa aqui do Norte do Paraná. Na verdade a história não tem a ver com o assunto da minha consultoria na época, que era sobre automação do processo produtivo. Ocorre que eu ia a empresa toda quinta feira e almoçava lá. Certo dia, depois do almoço, o encarregado da manutenção, contou que o presidente da empresa em visita àquela fábrica observou que a lâmpada de segurança que ficava no alto da torre da produção para sinalizar aos aviões a altura do prédio em caso de nevoeiro estava queimada. O presidente da empresa, um japones muito zeloso, achou que aquilo representava um risco muito grande ao patrimonio da empresa e não bastava substituir a lampada, coisa que foi feito imediatamente. O presidente queria mais. Queria uma solução que indicasse que a lampada havia queimado e assim a substituição fosse imediata.
O encarregado da manutenção me narrou essa história e disparou em seguinda? O que voce faria? Era um teste, óbvio. O olhar completava a frase:" o que você, engenheiro, professor, acadêmico faria?"

Eu disparei a resposta numa velocidade que o deixou perplexo. Simples, disse eu, algunsegundos depois da pergunta: basta colocar aqui em baixo no circuito que alimenta a lâmpada, uma lâmpada néon. Ela estará acesa quando a lampada de segurança estiver acesa. O rapaz ficou decepcionado. Muito decepcionado. Só entendi p motivo depois que ele respondeu a minha inevitável pergunta: O que voces fizeram?

Ele baixou a cabeça e disse: "Instalamos um amperimetro no circuito da lâmpada".

Enio, voce sabe que sou um sujeito transparente, então não consegui esconder um sorriso de condescendência, típico de um professor quando ouve uma resposta errada de um aluno, mas quer estimulá-lo ao aprendizado. Eu apenas disse, é mais caro e mais complicado de se instalar. Ele ainda de cabeça baixa me disse: bem mais caro e complicado!

Conto essa história aos meus alunos da disciplina de introdução à engenharia para ilustrar o conceito que trabalho desde o primeiro dia com eles: engenharia é uma arte de resolver problemas fundamentada na ciencia e na tecnologia. Nós engenheiros somos imbativeis quando pensamos como engenheiros: com rigor, precisâo e bom senso.

abraço,
Marcos Vallim

Réplica de Ênio Padilha

Para saber mais sobre Marcos Vallim, veja ISTO

Comentário #14 — 04/11/2009 11:27

Ênio Padilha — Engenheiro — Balneário Camboriú

Recebido por e-mail

----- Original Message -----
From: 3L ENGENHARIA - LUCIANO
To: Ênio Padilha
Sent: Wednesday, November 04, 2009 8:14 AM
Subject: Re: [Três Minutos] DOIS ENGENHEIROS, OITO MILHÕES

Prezado Enio:
Até que enfim! Eu ficava incomodado pelo alcance das afirmações nesta "historinha" e, o que é pior, até "engenheiros"(aqueles que não se lembram no que se formaram) achavam correta a história, como a justificar a própria incompetência.
É preciso que se recupere no Brasil o valor de quem faz, e principalmente faz bem feito. O Brasil é mandado por quem tem boca e QI.

Aliás, podemos mudar aquele famoso ditado: " Quem tem boca(mesmo sem educação) manda no Brasil".

Atenciosamente,

Luciano José Varejão Fassarella
L-L-L ENGENHARIA, CONS., COMERCIO E REP. LTDA.

Comentário #15 — 04/11/2009 11:29

Ênio Padilha — Engenheiro — Balneário Camboriú

Recebido por e-mail

----- Original Message -----
From: Alvaro R. De Carvalho Filho
To: Ênio Padilha
Sent: Wednesday, November 04, 2009 8:06 AM
Subject: RES: [Três Minutos] DOIS ENGENHEIROS, OITO MILHÕES

Ênio
Parabéns pelo artigo.
Esta estória da caixinha de pasta de dente, já escutei no início da minha carreira profissional, no início dos anos 80.
Até poderia ser verdade. Porém, de eu for contar as idéias de engenheiros, que deram certo e os absurdos de opiniões de chutadores e despreparados, que ouvi ao longo da minha vida profissional, levaria a semana inteira.
Um grande abraço!

Alvaro R. de Carvalho Filho
Gerente do Depto. de Fabricação IV
WEG Equipamentos Elétricos S/A - Motores
www.weg.net

Comentário #16 — 04/11/2009 14:10

Leonardo Breviglieri — Tecnico Industrial Mecânico — São Paulo

Caro Enio, parabéns pelo artigo, muito oportuno em tempos de sêca de sêres pensantes e de talentos científicos, onde só se valoriza aparências (glúteos e glândulas mamárias proeminentes) e gente que deu certo parcialmente através de golpes.
Quero tecer um comentário a respeito da tal historinha.
Creio que o Gerente de Manutenção da pseudo "empresa multinacional" criada na mente do sofismante, quero dizer, do palestrante, só pode ser graduado em Filosofia (com todo respeito aos filósofos) para cometer a imbecilidade de "contratar dois profissionais e dispor de verba de 8 milhoes" para solucionar um problema que cabe ao fabricante da máquina.
Nem vou entrar no mérito da análise do procedimento que um Gerente de Manuteção que fosse engenheiro tomaria numa situação semelhante, pois todos sabemos qual seria.
O pior é que esse "cara" é professor universitário, mestre e doutor, foi ou é ligado a órgãos educacionais e mais, (ir)responsável pela Secretaria de Educação da cidade mais populosa do Brasil e cobra caro para incutir sofismas na mente de gente mediocre.

Comentário #17 — 04/11/2009 17:41

Egydio Hervé Neto — Engenheiro Civil — Porto Alegre

Amigo Ênio:

Esta mesma "balela" já ouvi sobre a questão de aumentar a venda e pasta de dentes aumentando o diâmetro da saída do tubo, fato atribuído a uma pessoa simples, da linha de produção, depois de consultadas as "sumidades".

Este preconceito existe por um fator muito bem apresentado pelo Engenheiro Quaresma, da Ordem dos Engenheiros de Portugal em recente discurso no Brasil e que circulou em nossa Comunidades TQS e Calculistas Bahia e que eu publiquei no PEABIRUS.

Cumprimentando-o recebi um e-mail onde ele usou a palavra "facilitismo" para descrever o motivo porque a sociedade atual despreza os engenheiros e a proliferação de engenheiros "facilitistas" (esta última, conclusão minha) a serviço de quem não deseja realmente fazer a coisa certa mas apenas uma solução tipo "quebra galho", mesmo em coisas tão complexas como uma construção ou em outras necessidades sociais que dependem de Engenharia.

Ultimamente concluí que o Brasil atravessou uma barreira muito perigosa quando, tendo concluído que um semi-analfabeto (na opionião do povo, pois esta é a "imagem" vendida) pode ser Presidente e agora vai se auto-eleger (refiro-me a um cidadão de mesmo tipo) eternamente, em oposição aos dirigentes anteriores, ditos "preparados e inteligentes" mas dos quais se concluiu que apenas roubaram, sem nada fazer. Eu chamo a esta terrível conclusão de "a decisão da maioria" e as consequências são funestas: a "maioria" é iletrada descobriu ser capaz de eleger quem quiser; vai daí, "vox populi, vox dei" o que podemos esperar é um massacre da cultura no País, agoras rotulada como coisa que "nada vale".

Em outras palavras, estamos vivendo sob o seguinte lema: "Milhões de moscas comem o quê? Siga a maioria...!!!!".

Para a Engenharia isto é a vitória do "canetinha", do "praticante do exercício ilegal da profissão, sob o aplauso do povão, da massa disforme e ignara que infelizmente se auto-alimenta da própria decadência.
Basta ver a Globo, o "cérebro" do Brasil: piorou sua programação pois o que é inteligente... não dá IBOPE. Simples assim.
Grande abraço!

Réplica de Ênio Padilha

Comentário de Ênio Padilha
Prezado Egydio.
Você não imagina o quanto eu lamento ter de concordar com você!
Mas é tudo verdade. Cada linha do seu comentário. Infelizmente!

Comentário #18 — 04/11/2009 22:18

Carlos Eduardo Althoff Pimpão — Engenheiro Eletricista — Blumenau - SC

Meu caro colega de turma, Ênio.

Excelente o assunto que você levantou. Pelos comentários já dá para ver o quanto ele mexe com o pessoal.
Gostaria porém de acrescentar uma visão um pouco diferente sobre o assunto.

Durante a minha vida profissional tenho percebido que temos que ter conhecimento. Quanto mais conhecimento, maior vai ser a capacidade potencial de tratar com um determinado problema. Nisto, todos concordamos, creio eu. O problema é, que as escolas teem, cada vez menos, fornecido conteúdo e qualidade de conhecimento.

Assim, quando o profissional, teoricamente repleto de conhecimento, vai desempenhar uma atividade, na prática, está despreparado.
Bem, todos nós, quando saímos da Escola, tenho certeza, nos achávamos de certa forma incapacitados. Certo? Falta de experiência nos assuntos técnicos e também nos relacionamentos pessoais dentro da empresa geravam um medo danado. Aos poucos, e com bom senso, humildade e muito estudo adicional, absorvemos, aí sim, o conhecimento aplicável na prática. Com a ajuda dos livros, colegas engenheiros e todos os demais. Independente do grau de estudo.

E então surge, na minha opinião, o maior dos problemas.

A deficiência de ensino já vem desde a escola primária. Falta de cultura geral, conhecimento do português etc... Isto faz com que, também, o aproveitamento universitário seja menor. Agregamos a esta realidade também o crescimento da indústria do ensino superior, onde tudo é válido, desde que dê lucro aos acionistas da Faculdade. A qualidade do professor, do equipamento, dos laboratórios etc.. é o que menos importa.
O resultado é uma grande leva de formados despreparados, não só tecnicamente, mas também filosoficamente. Não entendem que, quanto mais sabemos, mais sabemos que nada sabemos. Como já dizia o nosso querido Sócrates.

Parece que, tal como Sócrates, também atualmente sofremos os efeitos destrutivos das idéias sofísticas que estão tomando conta da sociedade. A mídia de massa, cada vez mais, crava no subconsciente popular estas idéias. Moral, política e relacionamento social são guiados conforme a conveniência individual. E desta forma destroem o fundamento de todo o conhecimento, já que, tudo passa a ser relativo e os valores, subjetivos.

A onda cada vez maior de profissionais, inconscientemente, sofistas, leva também ao próprio desprezo por parte dos que não pertencem ao grupo seleto.

E assim, o assunto tratado no seu artigo, seguirá cada vez mais sendo utilizado e encorajado.

Pessoal, temos que nos cercar de conhecimento mas também de moral, ética, bom senso e principalmente humildade. Só assim teremos novamente a valorização dos profissionais, não só de engenharia, como de todas as demais categorias.

Parabéns novamente pelo artigo. Grande abraço.
Carlos Pimpão

Réplica de Ênio Padilha

Comentário de Ênio Padilha
Querido amigo Pimpão
Que grande alegria recebê-lo aqui no nosso web site! E ainda por cima enriquecendo a casa com seu comentário inteligente.
Grande abraço e volte sempre.

Comentário #19 — 05/11/2009 07:42

Jean Paulo Carnieletto — Engenheiro Civil — Chapecó/SC

Prezado Sr. Ênio Padilha.

Parabéns pelo artigo "Dois engenheiros, oito milhões", pois é um relato triste da realidade brasileira que como foi muito bem colocado valoriza a ignorância.

Seu texto deve ser lido por todas as pessoas, independentemente da profissão ou cargo que exerce. Infelizmente nem todos tem acesso a este tipo de informação e o que é pior, para muitos falta o desejo de aprender, permanecendo tranquilos na própria ignorância.

Espero seu retorno à Chapecó o mais breve possível, pois em outras ocasiões não compareci em suas palestras porque ainda não conhecia o seu trabalho.

Muito sucesso pra ti.
Abraço.

Réplica de Ênio Padilha

Comentário de Ênio Padilha
Prezado Jean Paulo
Terei o maior prazer em retornar a Chapecó, que é uma das cidades mais interessantes e progressistas de Santa Catarina.
Fala aí com o presidente da AEAO e pode preparar o chimarrão!

Comentário #20 — 05/11/2009 18:19

VALDINEI BATISTA — Engenheiro Civil e Téc de Seg do Trabalho — Goiânia - Go

Sr. Ênio, mais uma vez parabéns pelo seu belíssimo e interessantíssimo texto. Nosso país precisa de opiniões como a descrita em suas palavras, pessoas que acredita na educação, lutam por ela e a tem como filosofia de vida.
As pessoas devem mesmos parar com isso, de que vencer da vida dando um jeitinho e muito melhor e mais fácil. Sou exemplo disso, pois sou de uma família muito humilde, não tenho muito mais o pouco que tenho foi conquistado do que aprendi em sala de aula, primeiro fazendo um curso técnico onde me dediquei muito ao aprendizado e posteriormente pude atuar com mais profissionalismo e competência, sem o chamado jeitinho, mais com muita transpiração.
Mas não parei por ai não, depois de atuar oito anos como técnico não me dava por satisfeito e achava (e acho) que poderia oferecer mais para o país, para as pessoas e porque não para mim mesmo, ingressei em uma faculdade de Engenharia Civil e a três meses conquistei meu tão sonhado diploma de engenheiro civil. Tenho certeza que serei um grande engenheiro e vou realizar todos meus sonhos não dando um jeitinho nas coisas, mais com profissionalismo, dedicação, esforço e muito estudo.
Só para terminar no dia sete do mês de novembro estou começando minha pós graduação em Engenharia de Segurança do trabalho. Acredito no estudo como você. Muito obrigado e estou aguardando seu próximo texto.

Réplica de Ênio Padilha

Comentário de Ênio Padilha
Parabéns, Valdinei, pela belíssima trajetória.
Sucesso, sempre!

Comentário #21 — 14/11/2009 20:01

Ênio Padilha — Engenheiro — Balneário Camboriú

Recebido por e-mail
----- Original Message -----
From: "Lígia Fascioni"
To: "Ênio Padilha [ep]"
Sent: Saturday, November 14, 2009 8:29 PM
Subject: Dois engenheiros e oito milhões

Oi!
Já tinha lido o seu artigo há alguns dias, mas somente hoje consegui tempo para postá-lo em meus dois blogs: www.atitudeprofissional.com.br/blog e www.ligiafascioni.com.br/blog. Tomara que muita gente leia e esse sujeito fique com vergonha de ficar repetindo isso em público.

Genial, brilhante, esclarecedor. É por isso que sou, cada vez mais,
sua fã!
Abraços,

Lígia Fascioni | http://www.ligiafascioni.com.br

Réplica de Ênio Padilha

Comentário de Ênio Padilha
Lígia, querida
O seu Blog é passagem obrigatória, diariamente.
Estive por lá hoje, por volta de 18h30 (quase mandei um recado por conta do post "Por que ninguém pensou nisso antes?" Certamente eu teria uma surpresa muito agradável amanhã, quando passasse por lá...
Fiquei muito feliz e honrado. Você é show!
Grande abraço

Comentário #22 — 19/11/2009 18:50

Emilio Mansur — Engenheiro Civil e Eletricista — Bagé/RS

Caro Enio , me desculpe mas um engenheiro perder tempo comentando um assunto deste é dar valor ao que não presta. Claro que é a mais pura mentira o assunto da palestra. Bobagem absoluta. Quando escrever um artigo, de ênfase as coisas que acrescentem .

Comentário #23 — 19/11/2009 21:16

Daniel Sales — Técnico Industrial em Engenharia e Economista/ Estudante de Engenharia — Manaus/AM

Caro Ênio.
Engenheiro tem sim que escrever, debater, pesquisar, criticar...
Parabéns pela ênfase que destes contra a mediocridade.
Realmente no nosso país, os valores estão sendo trocados da \"noite para o dia\".
Quando citaram aí a Rede Globo (formadora de opinião da massa, que mudou sua programação, dando mais valor à violência e ao escrachamento, isso é verdade, basta assistir aos seus programas. E a \"escola\" Malhação?
Ser analfabeto útil está em moda, infelizmente. Os que estudam de verdade são ridicularizados, em sua maioria.
Um abraço.

Comentário #24 — 21/11/2009 07:21

Patrícia Bilotta — Profa. Dra. no cursos de Engenharia e Gestão Urbana da PUC/Paraná — Curitiba/PR

Parabéns por conseguir expressar com tanta simplicidade e clareza o pensamento daquela minoria de brasileiros que não compartilha do \"ideal nacional\".

Comentário #25 — 23/11/2009 08:27

Alessandro Persichitti — Engenheiro Eletricista — São José dos Campos - SP

Prezados Srs:
Estou incrédulo que de fato dois Engenheiros trariam tal solução conforme descrito no texto em epígrafe; com certeza, num trabalho para análise de problema e tomada de decisão certamente eles passaram pela fase de análise de causa-raíz e uma vez claramente identificada, a "anomalia" seria eliminada para sempre, sem a necessidade de criar um dispositivo "paleativo". Sem sombra de dúvida que tal alusão tem por objetivo ridicularizar a nossa profissão. O grande problema da maioria das pessoas (não só do Brasil), é que elas "aprenderam" a não questionar mais nada, e assim cair na perdição da ignorância absoluta e acreditar em qualquer discurso de palestrantes-consultores que no mínimo, não possuem nenhuma propriedade sobre a responsabilidade acerca dos benefícios que a Engenharia nos provê.

Um grande abraço e parabéns pelas colocações no texto.

Comentário #26 — 05/12/2009 10:47

Vanderlei — Torneiro Mecânico — CAMPINAS

Saudações,

Achei o artigo bem interessante, indutivo à reflexão dos brasileiros para que corrijam e aperfeiçoem os pontos equivocados nessa cultura. Tenho o ensino médio, pretendo fazer em breve 2 cursos superiores, inclusive sendo um dele de engenharia mecatrônica. Não estou falando essas coisas referentes aos meus estudos pretendido e já realizados (tendo sido muitos em escolas técnicas, além de pesquisas e estudos diversos e contínuos por conta) para encher a \"minha bola\" como muitos fazem. Mas sei que tem pessoas graduadas que infelizmente só de ler que minha profissão é Torneiro Mecânico conforme descrito, nem leriam meu comentàrio, assim como tem muita gente pouco preparada que se sente mal diante dos seus oponentes formados, também tem gente formada, que por orgulho, inveja ou soberba atacam pessoas de pouco estudo quando estas, chegam a uma posição de grande destaque, embora sejam poucas. Mas existem sim pessoas super inteligentes que são analfabetas, pois não se deve confundir inteligência com formação de nível superior. Estudo nenhum concede inteligência, pois esta é uma capacidade natural e em outros casos até sobrenatural de indivíduos específicos que as possui. Estudo provê conhecimento e instrução, o que é importantíssimo sem dúvida para a questão do preparo. O que não se ouve mas é verdade, que existem pessoas formadas, pois tiveram capacidade em medida suficiente para se graduarem, mas em termos gerais, em aspéctos naturais ou sobrenaturais de capacidade mental, são pouco inteligentes. E isto também existe! O melhor ao meu ver è associar as duas coisas, inteligência e conhecimento(estudo e preparo). Pessoas super e pouco inteligentes, existem nas duas esferas, nos graduados em nível superior, e nos de pouco ou nenhum estudo!

O que acontece com o ser humano de uma maneira em geral, quer seja brasileiro, americano, europeu ou de qualquér outra cultura internacional, é que possui um \"EGO\" que sempre quér se sentir bem, por cima dos outros, quér se sentir melhor, mais isto ou mais aquilo. Quem tem estudo (e tem qualidades por isto, é claro) se gaba soberbamente (também não são todos, mas infelizmente a maioria) olhando com olhos altivos os que não tem, desprezando-os e substimando suas capacidades pessoais e naturais; embora que a maioria dos poucos estudados se gabam achando que são tão inteligentes e capazes mesmo sem estudo, o que é um grande equívoco do orgulho e da soberba destes últimos, pois e \"EGO INCHADO\" muitas vezes não permite ao homem se auto enchergar de forma realista, preferindo a fantasia e a ilusão de que como diz o ditado \"ele é o tal\", não sendo coisa nenhuma muitas vezes (forçando um pouco em sentido meio figurado). Mas existem seletos grupos de poucos estudados que se destacam por serem pessoas inteligentes acima da média, não me refiro ao presidente Lula, nem a mim mesmo e nem a ninguém em especial, mas estou convícto de que existem apesar de poucos. E é claro que não se deve trocar o certo pelo duvidoso!

Comentário #27 — 05/12/2009 10:56

Vanderlei — Torneiro Mecânico — CAMPINAS

Olá, não pude me despedir no comentário realizado anteriormente.

O brasil e o mundo precisam de pessoas totalmente imparciais, que tenham capacidade acima do normal existente, de despirem até de si mesmas, para falarem a verdade. Pois como a Bíblia Sagrado ensina, a Verdade Liberta e Edifica!!!...

Um grade abraço, que Deus vos abençoe, e muito sucesso!

Comentário #28 — 04/05/2010 11:45

Nelson Soares — Policial Militar — Brasília

Interessante sua abordagem, mas infelizmente, pelo que vejo em seu blog, é o tipo de discurso (nos comentários) que notamos em todos os grupos que defendem a causa própria,o corporativismo (inclusive no meu). Quando não sabemos ser suscetíveis a críticas, não teremos condições de progredir e nos aperfeiçoarmos. Não tinha analisado essa ilustração pela abordagem que fez, isso também serviu para ampliar meus conhecimentos.
Sinceramente não vejo problema em se utilizar exemplos como esse para atrair a atenção do público, até porque poderia ser plenamente plausível e exeqüível.
Ademais, se engenheiros fossem infalíveis, as obras públicas não custariam 4, 5 ou até mais vezes do que o previsto no planejamento.
Engenharia é uma atividade nobre, entretanto, tudo na vida é uma oportunidade para aprender e aperfeiçoar, não permitam que o orgulho os levem à soberba.

Réplica de Ênio Padilha

Prezado Senhor Nelson.
Infelizmente, por culpa nossa (engenheiros) muitas pessoas ainda têm a visão que o senhor apresenta ter da engenharia e dos engenheiros.
Vou fazer aqui uma réplica e espero que o amigo se sinta à vontade para treplicar:

1) Quando o Sr. diz: "Sinceramente não vejo problema em se utilizar exemplos como esse para atrair a atenção do público, até porque poderia ser plenamente plausível e exeqüível", o senhor está equivocado: não há nada de "plausível e exequível" no exemplo feito pelo palestrante. Observe os dois primeiros comentários (feitos por mim);

2) Quando o Sr. diz: "se engenheiros fossem infalíveis, as obras públicas não custariam 4, 5 ou até mais vezes do que o previsto no planejamento", o senhor não está de todo equivocado. Mas está apontando um problema que não é de competência técnica. As obras atrasam e custam mais caro não porque os engenheiros não saibam fazer no prazo ou prever os custos. O que os engenheiros não têm feito é se opor (como deveriam) às intervenções dos clientes e dos políticos, os verdadeiros culpados pelos atrasos e superfaturamentos.

Além do mais, Sr. Nelson, este artigo aqui não é sobre Engenharia ou sobre engenheiros e sim sobre esse PRAZER que os brasileiros parecem ter em menosprezar o conhecimento e as conquistas obtidas através do estudo. Essa postura que desestimula as pessoas a escolher a escola e os livros como estratégia de crescimento e vitória pessoal.
Esse é o verdadeiro tema deste artigo!

Comentário #29 — 05/05/2010 08:43

Nelson — Policial Militar — Brasília

Realmente Sr. Ênio, de fato eu nem deveria estar fazendo comentários numa página destinada a engenheiros, mas não resisti.
Bem, como me permitiu vou fazer algumas observações, principalmente porque percebo tratar-se de um blog sério.
1º Quanto à aplicação do método de ensino, vejo-o como interessante pois, diferentemente de vocês que lidam com ciências exatas, trato com um universo mais complexo chamado ser humano e, dessa forma, temos que nos adaptar a situações diferentes a cada momento. Penso ser por isso minha observação, já que na minha profissão por vezes você tem que ser padre, juiz, pastor, economista, etc; assim, a criatividade e o caminho mais curto para a resolução de problemas torna-se muitas vezes imprescindível.
2º Quanto aos custos de uma obra que citou: \" O que os engenheiros não têm feito é se opor (como deveriam) às intervenções dos clientes e dos políticos, os verdadeiros culpados pelos atrasos e superfaturamentos\". Reitero que o erro está nos cálculos da obra ou no Código de Ética que rege a profissão.
3º No que concerne ao desprezo do povo pelo conhecimento, concordo plenamente com o que disse, sem nenhuma contestação.
Todavia, continuo achando que o consciente coletivo do grupo ainda leva qualquer crítica para o campo do corporativismo.
Agradeço a atenção e peço desculpas por invadir uma seara que não me pertence.

Réplica de Ênio Padilha

Prezado Senhor Nelson.

Este web site é, de fato, destinado principalmente a engenheiros e arquitetos. Mas todas as pessoas que tem qualquer comentário a fazer sobre os temas aqui discutidos são muito bem-vindas. Especialmente quando (e é o seu caso) trata-se de pessoas bem intencionadas e que trazem contribuições inteligentes para a discussão.
Portanto, volte sempre e traga, quando quiser, suas contribuições para o nosso site. Poderemos eventualmente discordar delas, ou não concordar totalmente com elas. Mas tenha certeza de que elas sempre serão tratadas com muito respeito e a consideração que merecem.

No caso específico desse seu último comentário (a sua tréplica) creio que as suas ponderações são corretas. E nós, engenheiros e arquitetos, devemos nos preocupar com essas coisas, sim.
Agradeço pela sua contribuição.

Grande abraço

Comentário #30 — 05/05/2010 10:31

Nelson — Policial Militar — Brasília

Eu é que agradeço pela gentileza.
Obrigado e parabéns pelo site.

Comentário #31 — 24/07/2011 00:28

Luis Eduardo — Engenheiro Mecânico e MBA pela FGV — Maceió

Meu caro Ênio, prazer em revisitar seu site, e grato por aquela palestra aqui em Maceió no CREA anos atrás, realmente eu já vi essa palestra de auto-ajuda e com certeza o indivíduo é um idiota, não estou nem ai se ele vai ficar chateado, o que você comenta em seu artigo são verdades absolutas, enquanto China e Índia investem alto em ciência e engenharia e os países ditos potências são o que são por esses investimentos no que citei, nós aqui no Brasil insistimos em desprezar o conhecimento, se acham que este país vai chegar a algum lugar dessa forma estão redondamente enganados e quando todos descobrirem a verdade será trágico, aliás, essa verdade já está se instalando, mas os corruptos que nos governam, capatazes dessa grande fazenda a serviço das potências estrangeiras, que sempre nos explorou, vivem alardeando que já somos quase uma potência, é só vê a situação dos engenheiros no mercado de trabalho e dos salários dos mesmos e se comprovará a falsidade dessas afirmações!
Esses políticos, apesar de fingir incentivar a educação, jamais irão adotar a política existente no chamado primeiro mundo, pois vivem na mordomia por causa da ignorância do povo e daí surgem palestras idiotas como essa.
Espero estar errado, mas em breve se verá a real situação de uns pais idiota que insiste em não valorizar o que lhe pode dar o que todos esperam, mas não por milagre ou por sorte, lamento muito!

Comentário #32 — 18/03/2013 18:18

Adalberto de Souza — Autonomo — São José do Rio Preto

Caro Enio Padilha, primeiramente boa tarde. Percebi que você ficou bastante irritado com o que foi falado na palestra, só que você agiu da mesma maneira que palestrante. Você criticou a maneira como ele ridicularizou os "engenheiros", mas você também ridicularizou pessoas simples e sem muito estudo, só que o palestrante em momento algum usou termos pejorativos para criticar os engenheiros, mas você usou termos extremamente pejorativos para definir pessoas de pouco estudo, expressões como: "Rir da própria mediocridade" ou "neste país de analfabetos". Então você foi mais agressivo do que o palestrante propriamente dito. Do mesmo jeito que as pessoas estudadas merecem respeito, as pessoas simples também merecem. Você criticou o auditório todo com um preconceito imparcial.

Fica claro que o objetivo da "historinha", foi mostrar que as vezes existem soluções simples e eficazes, e nós não podemos ser mestres na teoria e deixar de dar soluções praticas para determinadas coisas.

Não creio que a história seja verdade, nem sei que é o palestrante propriamente dito, também entendo a sua indignação, mas menosprezando a outra classe você se torna semelhante a ele ou pior.

Réplica de Ênio Padilha

Prezado Sr. Adalberto
Lamento que o senhor tenha entendido dessa forma.

Comentário #33 — 11/08/2013 00:19

Reinaldo A. Schroeder Filho — orçamentista — timbó

NENHUMA das soluções apresentadas resolveu o problema verdadeiro da companhia, que não era embalar e despachar caixa vazia de pasta de dente, e sim PRODUZIR caixa vazia de pasta de dente. E haja caixa vazia para que a direção aprovasse um investimento de oito milhões de reais. Considerando que este investimento leve cinco anos para ser pago, são quase R$ 140.000,00 por mês que este sistema deve economizar. Vamos contar que cada caixinha custe para a empresa R$ 0,05. Então são mais de dois milhões e seicentas mil caixas por mês, ou sessenta e duas por minuto. Acho que nem um ventilador de R$ 500,00 ia conseguir fazer voar tanta caixa.
Num quadro de desperdício tão grande, onde você iria trabalhar? tirando as caixas vazias da esteira, ou impedir que houvesse caixa vazia?

Réplica de Ênio Padilha

Tem razão, Reinaldo.

E isso ajuda a demonstrar que a história em si não tem pé nem cabeça.

Comentário #34 — 30/08/2013 15:55

André Luis — Professor — Ribeirao preto

Acredito que o fato dessa história citada na palestra ser possivelmente "fake" como colocado aqui nao faz a menor diferença no que eu acredito ser o grande foco da questão: que na tomada de decisões e na gestão de problemas em qualquer ambiente profissional, seja ele de uma multinacional ou pequeno comercio, industria , tanto o pessoal ligado diretamente a produção, o núcleo operacional, quanto a "estrutura" técnica da empresa ( nesse exemplo, engenheiros) devem ser ouvidos. Discussões e debates com ambos os envolvidos no processo de trabalho sempre e a solução mais eficaz em um ambiente corporativo. O bom senso, logicamente nao deve excluir a presença de uma importante mão de obra qualificada e capacitada como o engenheiro. Talvez , o modo como o assunto foi colocado pelo palestrante foi infeliz, dependendo também de qual era sua real intenção quando externou isso.

Réplica de Ênio Padilha

Prezado André Luis

Os seus comentários já foram respondidos por mim no comentário #10, #28.

Dá uma olhada, por favor.

Comentário #35 — 20/03/2014 15:11

Paulo Alexandre Michelazzo — Técnico, Administrador e Professor — São Paulo

Caro Engº Enio,
Como professor trabalho com qualificação profissional em construção civil com alunos muitas vezes semi-alfabetizado ou alfabeto funcional, porém com muita experiência na área. Nas aulas de planejamento da produção conto tal estória para as turmas no intuito de afirmá-los como parte do processo de planejamento, no qual a mão de obra experiente traz consigo ideias muitas vezes simples e eficazes ou mais eficientes, por estarem livres de conceituação técnica deixando-os livres para criar, pois não sabem se é possível ou não, no entanto refriso que a figura da engenharia é fundamental para dar respaldo técnico e avaliativo à possível solução, e que mais "cabeças" com experiências distintas ajudam numa solução. Parabéns pelos seus textos. Muito obrigado.

Réplica de Ênio Padilha

Prezado Paulo
Como você mesmo diz, a historinha é contada "no intuito de afirmá-los como parte do processo de planejamento".
E para isso é necessário desqualificar o grupo da Engenharia?

Esse pessoal, como você diz, é "semi-alfabetizado ou analfabeto funcional, porém com muita experiência na área". Então eles devem ter algum valor para a empresa, não é verdade? Para que este valor apareça não deveria ser necessário inventar incompetências onde elas não existem.
Porque é disso que nós estamos falando. Ninguém aqui está negando a importância de cada grupo de empregados, independente da formação que tenham. O que está em discussão (na crítica à essa historinha horrorosa) é que, para que o valor dos operários apareça foi inventada uma improvável incompetência no departamento de engenharia. Ou você realmente acredita que o desempenho e o resultado dos citados dois engenheiros tem alguma coisa de realidade?
Por favor, dê uma olhada nos meus comentários acima, especialmente na minha resposta ao comentário #10.

Comentário #36 — 22/06/2014 11:26

Diego Pinheiro — servidor publico — belem

obrigado por esclarecer, apesar de tendenciosa, mostra a verdade sobre o fato, o problema do texto é a generalização cortella em sua palestra nao se referiu a classe dos engenheiros, muito menos desprezou o conhecimento acumulada.
O objetivo é mostrar que acima de engenheiros somos humanos sujeitos a cometer equivocos, uma pena esteja apoiada em uma mentira

Réplica de Ênio Padilha

Desculpe, Diego, mas ele generalizou, sim.
E outra coisa: todos nós cometemos erros. Errar é humano. Mas o erro (inventado pelo palestrante) é grosseiro demais para ser usado como exemplo.
Dá uma olhada nos meus comentários anteriores.

Comentário #37 — 14/07/2014 17:18

x — —

xxx

Réplica de Ênio Padilha

Desculpe. Comentários de anônimos não são aceitos no nosso site (uma pena, porque o seu comentário é até interessante. Veja AQUI nossas regras para comentários.

Comentário #38 — 29/08/2014 12:26

Arnaldo lima Braga — Professor do ensino fundamental — Manaus-Am

Gostaria de receber seus artigos com objetivo de adquirir conhecimento na área de administração.

Comentário #39 — 09/09/2014 11:58

Celio Angeloni — Aposentado — São Paulo

Permitam-me humildemente opinar sobre as críticas sobre o Prof Cortella, eu estava nessa palestra, na Fundação Getúlio Vargas, tive oportunidade de trocar algumas palavras com ele e ficou muito claro que a intenção do filosofo é causar a reflexão, em nenhum momento nos passou a idéia de "rebaixamento" de alguma profissão, para nós foi bem claro isso.
Mas sempre terá alguém que discorda, que deve ser respeitado e considerado, uma vez que faz parte reflexão! Penso...existo!

Réplica de Ênio Padilha

Prezado Célio
O palestrante em questão merece respeito pelo seu trabalho, cuja validade não está sendo discutida aqui. No entanto, se a intenção dele era apenas "causar uma reflexão" ele foi muito mal na escolha do exemplo utilizado. Não existe meios de ele dizer que essa historinha mentirosa não desmerece os engenheiros. Dê uma olhada nas minhas considerações nos outros comentários, especialmente #1, #2, #10, #28 #35 e #36

Comentário #40 — 12/09/2014 09:39

Dyonath Rodrigues. — Supervisor em gestão Logística — Curitiba PR.

Saudações,

Interessante sua abordagem do tema, e concordo plenamente com sua colocações. Eu escutei esta Historia através do orientador do meu curso, mas com outro enfoque, e ele não colocou com verdade, nem falou que era engenheiros, e nem em valores, apenas colocou como uma consultoria. Enfim ele somente disse que quando fazemos um projeto de melhoria devemos ouvir pessoas que fazem parte do processo que se pretende melhorar, pelo fato que as vezes essas pessoas as vezes podem ter soluções simples, pelo contato diário com o mesmo,e que devemos observar muito bem o processo, ter contato com todos stakeholders do processo, pois as vezes o que é um boa solução para um elo da cadeia, pode não ser para outro. e também que soluções podem estar dentro da própria empresa, e não fora.
At.te,

Réplica de Ênio Padilha

Perfeitamente, Dyonath
Como eu disse em diversas réplicas a comentários, acima: o conceito está correto. Os exemplos utilizados é que foram infelizes e desastrosos.
Como você mesmo demonstrou no seu comentário, é perfeitamente possível passar o mesmo ensinamento sem desmerecer o valor de nenhuma categoria.

Comentário #41 — 02/01/2015 12:18

luiz carlos nunes zanquim — TECNICO DE INFORMATICA — sao paulo

ANDEI ESTUDANDO A HISTÓRIA E DESCOBRI QUE REALMENTE É FAKE, NA VERDADE FORAM 8 BILHÕES E NÃO 8 MILHÕES E A VAQUINHA MENCIONADA TAMBEM É UMA FRAUDE, NA VERDADE UM FUNCIONARIO QUE POSSUIA CARTÃO DE CRÉDITO COMPROU O VENTILADOR E PARCELOU EM 12 VEZES NAS CASAS BAHIA CONFIANDO QUE OS AMIGOS AJUDARIAM A PAGAR MAS NA HORA H TODO MUNDO DEU PRA TRAZ, E O FUNCIONARIO QUE COMPROU O VENTILADOR SEM O AVAL DA MULTINACIONAL ACABOU SENDO DESPEDIDO NAO PODE ARCAR COM O VALOR DAS PARCELAS E SOMATÓRIA DA FATURA DE SEU CREDCARD APÓS ANOS DE JUROS FECHOU EM 8 MILHÕES, DAI A CONFUSÃO COM OS VALORES

Comentário #42 — 05/01/2015 17:23

Gabriel Telles — Estudante — Coronel Fabriciano,MG

De fato, o "estoque de conhecimento" não advém daquele que apenas estudou sobre algo qualquer que seja, o "estoque de conhecimento" provém daquele que possui a prática diária, daquele que convive com as situações, ou a grosso modo, provém daquele que "põe a mão na massa"... Por exemplo: um humilde operador de máquina com certeza tem muito mais conhecimento sobre seu trabalho do que qualquer engenheiro que, em muitos casos, nunca sequer entrou em uma linha de montagem. Foi isso que o Cortella quis dizer e pelo visto, poucos entenderam.

Assim como um dia desses procurei no google refrigeração e depois acabei procurando outros termos e cheguei em 2 sites bons,um era do governo da Austrália e tinha quase 2 dezenas de excelentes modos de se ter ventilação,refrigeração e aquecimento em casa(para inverno e verão) e outro site em que mostrava engenheiros e arquitetos usando de Termodinâmica básica para fazer alguns prédios e casas experimentais. E assim como vi sobre esses projetos de profissionais que estudam o tema e praticam,eu com apenas 19 anos e conhecimento básico de física do Ensino médio tento pensar em soluções simples para esfriar a minha casa aqui no verão (a última q pensei e não apliquei ainda,é colocar vários CDs do lado de fora da parede e tentar usar a parte reflexiva dele para desviar a luz,pelo menos será mais barato pois tenho dezenas de Cds em casa q não uso mais,e encher de vidro a parede que fica no 2º andar e de dificil acesso não é barato) e com isso só quero demonstrar o ponto que não é só o fato de ter conhecimento acumulado e trabalhar perto que influência,mas tem o fato de aplicar o que se sabe (aplicar o básico e fazer algo novo e não projetos prontos) e é claro,sempre tentar soluções inovadoras e mais baratas,e isso vale para qualquer pessoa,com ou sem formação,mas claro,quem trabalha exclusivamente na área tem um dever maior de seguir isso.

Mas claro,como dito a infelicidade dele foi a parte ideológica,mas aí acho que está um problema que poucos viram,na palestra que eu assisti no Youtube,continha o logo da Paraná Educativa,uma emissora do Paraná,e com isso logo se conclui que era uma palestra para a TV,logo é uma palestra para entreter e não para ensinar como temos tantas dele no Youtube também mas que são feitas em locais específicos e sérios.

Réplica de Ênio Padilha

Gabriel
Vale aqui a mesma resposta que eu dei no comentário #39

Comentário #43 — 15/04/2015 08:41

Paul Muller — Engenheiro de Proejtos — Lagoa da Prata

Faço de suas palavras as minhas, nosso pais vive de sonhos e expectativas infundadas. Eu cheguei a discutir esta fabula em sala de aula e quase fui crucificado ao dizer que isso era conversa fiada, meus colegas criticaram os engenheiros, acharam muito bonito a fabula e disseram que nunca cometeriam o mesmo erro.
Trágico.

Comentário #44 — 26/05/2015 19:48

Gabriela Barreto de Oliveira — Professora — Rio de Janeiro

Boa noite,

Ouvi essa história hoje, no Curso de MBA Gestão Empreendedora em Educação, como verdadeira, quando pesquisei a veracidade da história, me deparo com seu artigo. Parabéns pela bela análise feita sobre o tema.

Comentário #45 — 08/07/2015 14:01

Marcos Shigueyama — corretor de imóveis — SALVADOR

Caro Enio, essa crônica foi usada em uma sala de aula de um curso de administração de imóveis que estou fazendo, eu fiz administração de empresa e não me formei, e na minha vida já tive proposta de empregos muito boas, pela minha vivência e experiência no ramo da indústria automobilística, pois fiz um curso de Mecânica no Japão pela Toyota Motors, mas devido não ter uma faculdade me atrapalhou e acabei seguindo para outro caminho no qual estou numa posição confortável, claro que sou empreendedor e por isso talvez tivessem me contratado mesmo sem ensino superior, talvez estaria em outra área. Bom o que quero dizer é o seguinte sua posição é perfeita estou de pleno acordo, mas hoje a depender da faculdade que em que a pessoa se forma ela não sairá de lá com metade do meu conhecimento, incrível como o ensino superior foi banalizado a tal ponto que as pessoas não sabem nem escrever.
Veja não é orgulho pra mim não ter uma faculdade, pois as oportunidades surgem a todo momento e temos que estar preparados, mas valorizo hoje a minha profissão, assim como o senhor valoriza a sua! Por isso vim buscar maiores informações sobre tal história, e cada dia que a internet avança teremos que ter mais cuidado com esses contos.
Forte Abraço,

Marcos Shigueyama

Comentário #46 — 10/07/2015 14:29

Poliana — Contadora — Brasília

Parabéns pelo texto, estava buscando por um texto motivacional e cheguei ao seu blog agora decidir usar o seu texto para palestra que irei ministrar.
Não sou engenheira, sou contadora mas partilho do mesmo sentimento quando vejo alguém menosprezando alguma profissão, como contadora me parte o coração vê reportagens mostrando um caderno todo rabiscado onde dizem - essa é contabilidade do tráfico.
Há certas situações que é melhor ficar calado a falar bobagens.

Abraços.

Comentário #47 — 23/08/2015 16:18

Sergio Ricardo de Freitas Oliveira — Engenheiro de Telecomunicações, Cientista da Computação e empresário — Fortaleza-CE

Olá
Essa "estória" não existe só no Brasil: pode procurá-la no Google e o Sr. a encontrará escrita/contada em Inglês, inclusive em sites de universidades americanas. Então o fato de ela não ter acontecido no Brasil (será?) não elimina a possibilidade de ela ter acontecido noutro país... Na minha opinião o objetivo de passar adiante essa "estória" não é menosprezar/ridicularizar os engenheiros (eu sou um deles), mas sim de enaltecer o fato de que muitas vezes as ideias/soluções mais simples são muito mais eficientes do que as ideias/soluções complexas, e de que "é na simplicidade que reside a elegância".

Apesar de já conhecê-la, eu nunca usei essa "estória" em minhas palestras antes, mas sinceramente estou bastante tendencioso a usá-la de agora em diante, para enfatizar esse ponto.

Sds
-SR

Comentário #48 — 10/10/2015 15:40

Andre Luis — aaaaaaaaaaaaaaaaa — aaaaaaaaaaaaaaaaaaa

((comentário excluído))

Réplica de Ênio Padilha

Andre Luis
Você não acha mesmo que pode vir aqui e fazer comentários agressivos no meu site como anônimo, né?
Se liga! Identifique-se corretamente e aí poderá dizer o que quiser. (observe, acima, que alguns comentários discordam do meu ponto de vista. Este não é o problema. Nunca será.)

Clique AQUI e conheça NOSSAS REGRAS PARA RÉPLICAS (comentários do leitor) E TRÉPLICAS (comentários do autor)

Comentário #49 — 26/10/2015 11:22

Leonardo — Analista de sistemas — Minas Gerais

+Marcus Fernando - Que alívio encontrar alguém que percebe o quanto esse cara é embusteiro! eu acabei de comentar isso em outro vídeo dele. As palavras dele são pura utopia ideológica e vazias de sentido prático. Você disse muito bem - como é possível uma empresa gastar 8 milhões em 2 meses? e o cara ainda fala que tinha um software junto - eu sou analista de sistemas e sei que em 2 meses você não desenvolve um software que custe mais do que 50 mil. Um software de milhões costuma levar anos SOMENTE em contratos, antes mesmo de seu desenvolvimento.

Importante notar que ele, para dar ares de veracidade à mentira passa um bom tempo descrevendo a suposta empresa e criando um cenário imaginário.
Parabéns, enfiam alguém aqui percebendo que ele é um charlatão.

Réplica de Ênio Padilha

No entanto, meu caro Leonardo, como você pode ver em alguns comentários acima, não falta plateia e seguidores para o dito cujo.

Comentário #50 — 15/12/2015 07:07

Dan vivas — Militar — Rio de Janeiro

Parabéns!

Excelente artigo!

Denota realmente uma triste realidade.

Infelizmente, a nossa sociedade é manipulada pela mídia e pelas redes sociais. Acredito que nos últimos anos a nossa geração empobreceu intelectualmente. E isso é demonstrando em situações como essa.

As pessoas não se preocupam com a verdade. Saem reproduzindo e compartilhando tudo quanto é tipo de informação, sem comprovação da forte ou da veracidade desta.

No entanto, pessoas como eu e você ainda se preocupam com a gênese das informações que recebemos.

Comentário #51 — 15/03/2017 16:18

Jean Dellorto — Analista Administrativo — Cachoeiro de Itapemirim

Olá
Eu assisti o cujo dito e concordo e discordo da sua posição.
Eu concordo com o seu ponto de vista que no Brasil quem estuda e busca conhecimento acaba sendo ridicularizado, más o enfoque do palestrante não é este.
Eu discordo quando você se refere que o palestrante trata os engenheiros como "burros", não foi está a mensagem que ele quis transmitir, você no seu ego se sentiu ofendido e publicou este artigo, por que, por está razão que ele passou a mensagem, que temos que deixar o "EU" de lado e buscar informações onde elas realmente estão, não é por que você é um engenheiro em meio a 6,1 bilhões de pessoas ? então seja humilde e entenda a mensagem passada pelo palestrante sem ignorância ou achar que é melhor que alguém só por que tem um curso superior, é mais fácil quando assumimos isto e paramos para ouvir aquele funcionário que menos fala, pode ter certeza que ele pode ter uma ideá que ira mudar sua forma de pensar e agir.

Pense nisso como crescimento pro pio, pense menos no EU e mais no NÓS.

Jean Dellorto

Comentário #52 — 22/07/2017 18:53

Duarte — analista de sistemas — Rio de Janeiro

Por informações que vi, a história foi deturpada sobre o aperfeiçoamento do processo produtivo feito no Brasil em uma máquina trazida da Alemanha. Mas acho que a moral da história não é desincentivo ao conhecimento e sim em ser melhor observador dos processos e objetivos para aplicar teorias (no caso em questão tecnologia), aliás como manda o método científico.

Obs: O melhor engenheiro seria o que convencesse o departamento de marketing a eliminar a caixinha de papelão (ainda que trocasse a tampa por algo mais protegido. Traria ganhos de produtividade em toda a cadeia produtiva e de imagem com responsabilidade ambiental.

Comentário #53 — 19/08/2017 12:57

Lee Miranda — Professora de educação infantil — Curitiba

Respeito o ponto de vista sobre a tal reflexão da linha de produção. Mas acredito que tudo depende do ponto de vista. Quando assisti a uma palestra na qual foi mencionada esta história do ventilador, me pareceu querer fazer menção sobre a importância do operário, aquele que põe a mão na massa, que está diretamente ligado com a matéria prima. Pois como professora vejo muita chefia e pedagogos falarem: "trabalhe assim, assado". Mas eu que estou diretamente ligada com a criança sei das suas reais necessidades de aprendizagem e sei como devo trabalhar isso. Haja visto que também sou formada para tal função. Realmente me decepciono quando o " operário" é desprezado, pois na maioria das vezes ele sabe o que deve ser feito para melhorar sua produção, não digo que ele não precise de chefia imediata, mas esta chefia deve saber ouvir seu funcionário. Às vezes a solução do problema está ali na sua frente. Foi esta lição de moral que absorvi da história contada, independentemente de ser verídica ou não. Pois das próprias fábulas (que sabemos ser irreais) tiramos boas morais. Tudo depende do ponto de vista. Não devemos levar tudo ao pé da letra.

Comentário #54 — 20/02/2019 15:28

ALOISIO CORREIA — Bilingue Atendimento ao Cliente — Eldersburg, MD - USA

Professor Enio, seu artigo veio justamente quando acabei de assistir um video pelo o youtube mostrando uma campanha que esta sendo feito pelo mundo todo pela social-midia, sobre o \\\"por que de os fabricantes de pasta de dente terem que usar caixas para poder vender seus produtos nas prateleiras de supermercados do mundo todo. Aqui nos EUA onde moro, ja ha muito tempo empresas lideres no mercado de pasta de dente, ja vendem pastas de dente sem a CAIXA como embalagem. O tudo de pasta ja vem desenhado sem que haja a necessidade de custo com a fabricacao de caixas colocar os mesmos anuncios e conteudo nos tubos nas caixas. Se voce for no website de empresas grandes como a Colgate, Crest, etc, voce ja vera como eles estao fazendo apesar de manterem ainda a caixas, nao sabendo eu o porque. Mas fica a ideia para o mundo pensar mais em preservar o nosso planeta e o bolso dos consumidores como nos...! Abracos! Parabens pelo seu trabalho!

Comentário #55 — 31/10/2019 07:17

Lucas Rocha — Encarregado de Projetos — Novo Hamburgo

Muito bom seu artigo. Concordo com o que foi relatado e acredito que seja, de fato, algo enraizado em nossa cultura e que vai levar ainda um bom tempo até que haja perspectiva de mudança. Por enquanto o que temos é o tipo de atitude em relação a educação e preparação que você descreveu. Parabéns, torço para que mais pessoas leiam este artigo e reflitam.

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