ATENÇÃO ARQUITETO: INFORME-SE BEM SOBRE SEUS CLIENTES

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Tenho uma certa preocupação com mentiras que circulam na internet. Por isto, num primeiro momento, essa história me pareceu muito mais para spam malicioso (desses criados para envolver o leitor e descarregar cavalos de tróia no computador) do que uma história verdadeira.

Só me dei ao trabalho de ler o texto inteiro por confiar na pessoa que me enviou, uma colega arquiteta de Florianópolis, que foi minha aluna num curso de pós-graduação. Ainda assim, mandei um e-mail de volta, questionando a história e manifestando a minha suspeita de que fosse apenas uma história inventada.

Mas não era!
Depois de algumas trocas de e-mails recebi o contato do próprio marido da vítima, um colega, engenheiro, muito indignado (naturalmente) com o acontecido e preocupado em ajudar que outros profissionais tomem precauções para não cair num golpe desses.

Publico aqui a história, com o objetivo de alertar nossos colegas (especialmente as mulheres) que fazem atendimento a clientes e levantamentos de campo em locais isolados. O fato está amplamente documentado com fotografias e documentos da polícia. Não estou citando aqui o nome completo, endereço e telefone da família por razões naturais de segurança.

Segue o relato, nas palavras da própria vítima:

O depoimento que segue abaixo serve para alertar todos os colegas que trabalham nessa área, arquitetos, designers de interiores, decoradores, corretores, atendentes de lojas que vão fazer demonstração de móveis na casa dos clientes, enfim, tomem muito cuidado, se cerquem de informações sobre as pessoas que estão atendendo, e de preferência vão em companhia de uma figura masculina, para que não passem pelo que passei, pois é muito traumatizante.

Relato:

Na última sexta-feira dia 10/09/2010 às 14:30, fui atender a um suposto cliente que estava comprando uma casa...

A história toda começa a partir da indicação de uma loja para o suposto cliente.

Ele (suposto cliente) procurou a loja e pediu se havia uma arquiteta ou projetista que pudesse fazer pra ele alguns projetos,
pois estava comprando uma casa na Pedra Branca...a vendedora da loja de móveis de decorações, lhe fez a minha indicação.
Depois me ligou passando a indicação do cliente, seu nome e telefone, disse que ele não era daqui, estava vindo de Curitiba.

Fiz o contato com ele por telefone e marcamos um horário na Pedra Branca para ver a casa. Dia 09/09/10 as 9:00h da manhã.
Ele me pediu que o esperasse no estacionamento da Unisul pois não sabia me explicar onde era a casa...já que não era daqui e tal...
O aguardei no local...e ele chegou à pé...disse que seu carro havia dado pane e que precisou vir de taxi até ali, então fomos até a casa
onde a corretora nos aguardava...Chegando lá havia mais um corretor, que me mostraram a casa e conversaram como se fossem fechar negócio naquela tarde.
O cliente disse que sua esposa estaria chegando naquela noite e no dia seguinte eu poderia conversar com ela pra decidir sobre os detalhes de projetos.

O cliente me perguntou se poderia de tarde ir a um galpão que iria alugar ou comprar para montar seu escritório, respondi que sim, e pedi que me ligasse confirmando.
Na mesma hora o corretor que estava acompanhando a corretora na casa, ofereceu ao cliente um galpão próximo a Pedra Branca, então eles foram de carro ver o galpão e eu fui embora.

Mais tarde o cliente me ligou e me disse que não havia achado o galpão conforme queria e que havia desistido da casa na Pedra Branca, pois havia encontrado outra casa no Cacupé e fechado negócio. Então me pediu que fosse no outro dia lá ver a casa...marcamos então para as 14:30h na casa Rod. Haroldo Soares Glavan,4449 Estrada Geral de Cacupé, em Florianópolis.

Chegando lá, perguntei de sua esposa e me disse que ela não havia conseguido vir na noite passada e chegaria na sexta-feira de noite. Disse também que havia fechado negócio com aquela casa e que tinha urgência no projeto. Disse que o dono da casa já estava a caminho com uma caminhonete para tirar uns restos de móveis velhos que tinha lá. Então entramos na casa e ele começou a falar que queria fazer, integrar a cozinha com a sala e no piso superior uma sala de estar bem confortavel e me pediu para olhar os quartos pois um deles seria transformado em escritório. Me dirigi aos fundos da casa onde havia os quartos, olhamos a suite do casal e ao lado uma outra suite que queria transformar em escritório.

Qdo estava me dirigindo a saída do quarto, ele me atacou com uma faca e me disse pra não gritar, porque senão me machucaria...falei apavorada que não iria gritar e que ele podia levar tudo que quisesse, mas que não me machucasse. Então me empurrou pra cima de colchão que estava no chão e me pediu pra anotar as senhas dos meus cartões...anotei as senhas e então começou a me dar choque, com uma maquininha e dizia, não aglomera porque senão vai ser pior...pedia pelo amor de Deus que não machucasse...ele pegou então umas cordas e começou a me amarrar. Amarrou minhas mãos, pés e com uma faixa de cortina, me amordaçou pra que eu não gritasse. Continuo me dando choques, então eu tentei fingir um desmaio, mas não consegui, porque tremia muito. Ele disse que eu não estava cooperando...e que se eu não cooperasse o outra pessoa que estava com ele lá fora iria me machucar ainda mais...Então pegou minha bolsa, meus cartões e senhas e disse que voltaria em uma hora pra me levar e me soltar em outro lugar...eu concordava com a cabeça e resmungava pra ele ir rápido e me soltar...Ele foi fora do quarto e fingia que falava com seu comparsa e dizia: se ela aglomerar podes entrar...percebi algo estranho porque a outra pessoa não respondia e também não havia barulho de passos de mais alguém além dos dele.

Foi então que saiu da casa com minhas coisas e fugiu com meu carro...Esperei por alguns instantes e tudo estava em silêncio. Foi então que consegui desamarrar meus pés, tirei os sapatos e caminhei pela casa até a porta da cozinha que estava aberta...saí correndo e gritando por socorro na rua em direção ao condominio ST Barth no Cacupé, onde os vigias do condomínio me socorreram e chamaram a polícia...

Depois fui à delegacia fazer o Boletim de Ocorrência e pedi pra ver algumas imagens pois lembrei que há alguns meses aconteceu isso a outras duas arquitetas no bairro Sta Monica. O investigador que me atendeu me mostrou a foto do fugitivo Jurandir Jose Apolinario e eu o reconheci. Trata-se de um homem de 1.70, gordo, pele morena, barba e cabelos grisalhos da cidade de Biguaçú. O mesmo que aplicou o mesmo golpe nas outras duas arquitetas. A polícia saiu imediatamente a sua procura, mas até agora não localizaram nem ele, meu carro e meus pertences.

Só tenho a agradecer à Deus por sair com vida e integridade.
Um abraço à todos e obrigada pelo carinho!
Cléia
engmaycom@gmail.com
(este e-mail é do marido da Cleia e poderá ser utilizado pelos profissionais que quiserem ter acesso aos documentos e fotografias disponíveis - inclusive fotografias do assaltante foragido)

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