O CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA ELÉTRICA

(Este artigo foi publicado em 16/02/2011)



Num grupo (comunidade) na Internet, formado basicamente por Engenheiros Eletricistas, já começou a ser discutida a possibilidade da criação de um Conselho Profissional próprio para os Engenheiros Eletricistas

Sou contra!!! Sou muito contra! E tenho muitos motivos.

Tenho convivido com Creas e com o Confea, há 25 anos e posso dizer algumas coisas à respeito:

1) Concordo que os Creas e o Confea poderiam ser muito melhores do que são. Ainda existe muito conservadorismo, muita burocracia, muita incompetência e muita lentidão.

2) No entanto, os Creas e o Confea não são, nem de longe, tão ruins quanto muitos colegas pensam. Os conselheiros e funcionários são, via de regra, honestos e bem-intencionados. Essa imagem negativa que o Crea e o Confea têm (junto aos profissionais) é muito mais fruto de uma comunicação muito ruim e de estratégias de marketing mal concebidas ou mal implementadas do que fruto de gestão condenável dos interesses da categoria;

3) Acredito que os profissionais engenheiros se beneficiam de um sistema maior (mais robusto) e com representantes em diversos pontos da cadeia produtiva nacional. A fragmentação da engenharia não beneficia os engenheiros. E, sinceramente, acredito que os colegas que defendem essa idéia o fazem por desconhecimento das consequências desastrosas dessa proposição;

4) As brigas internas do sistema (as disputas por atribuições profissionais) são um grande erro!!! Já abordei essa questão em diversos artigos. Mas acho que, obviamente, devo estar errado, pois ninguém está interessado, sequer em discutir o meu ponto de vista (apresentado no artigo O QUINTO MANDAMENTO.
Vejam que praticamente não houve nenhum comentário ao artigo, o que me leva a concluir que o tema é irrelevante.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br

Comentário #1 — 16/02/2011 23:33

Alexey de Abreu — Bancário / Eng. Eletricista / Eng. Seg. do Trabalho — Camaquã RS

Ênio,
O sistema CONFEA/CREA controla, possivelmente, mais de uma centena de categorias profissionais diferentes e, dentro deste quadro, tem prestado um serviço de grande valor a sociedade brasileira.
Mas é inegável que a normatização/regulamentação/fiscalização de tantas categorias é institucionalmente impossível (para não dizer humanamente impossível).
Não se pode atender os ânseios de uma categoria sem desagradar a outra.
Mas alguns detalhes me chamam a atenção: não possuímos praticamente nenhuma empresa nacional que produza produtos tecnológicos genuinamente brasileiros (celulares, televisores, computadores, etc.) e, ao andar pelas cidades, no interior do país, não encontramos nenhum escritórios de engenharia elétrica.
A maioria das engenharias (engenharia civil, elétrica, mecânica, etc.), além das disciplinas básicas de matemática e física, só possuem em comum o vocábulo "engenharia", pois apresentam mais diferenças do que semelhanças.
O sistema CONFEA/CREA teve décadas para propor mudanças no atual quadro tecnológico do país e os resultados são pífios, não por culpa do sistema em si, nem dos profissionais que o compõem, mas pelo seu gigantismo.
O Conselho Profissional de Engenharia Elétrica não busca enfraquecer a classe de engenheiros, mas sim reconhece que as diferenças existem e que precisam ser respeitadas.
A posição do CFEE não é a de enfrentamento ou confronto com as demais engenharias ou com o sistema CONFEA/CREA, mas o reconhecimento que as desigualdades existem e que a verdadeira justiça ocorre quando tais desigualdades são consideradas.
Como pode perceber faço parte deste grupo de engenheiros que querem que as mudanças ocorram e que sabem que quebrar paradigmas exige coragem. O modelo atual a décadas não serve para a engenharia elétrica e para as engenharias de áreas afins.
A pergunta que me faço é: para quem serve este modelo?
Ênio, respeito seu ponto de vista e gostaria de parabenizá-lo, sempre, pelos excelentes artigos, que suscitam, muitas vezes, um reposicionamento de idéias.
Atenciosamente,
Alexey de Abreu

Réplica de Ênio Padilha

Prezado Alexey

Antes de qualquer outra consideração, parabéns pela clareza e serenidade com que você defendeu seu ponto de vista. Dá gosto entrar numa discussão nesse nível.
Concordo com QUASE tudo o que você disse: concordo que é muito difícil ao Confea controlar, normatizar, regulamentar e fiscalizar tantas profissões; concordo que o Brasil tem muito poucas empresas de Engenharia Elétrica (eu tive uma, por muitos anos); concordo que o Brasil tem uma produtividade pífia em inovação tecnológica e que o desempenho do Confea nesse particular tem sido muito baixo; enfim, não concordo "apenas" com uma coisa: é quando você diz que as engenharia não têm nada em comum, à não ser o título.
Desde 2002 tenho me dedicado a uma pesquisa sobre Características Distintivas de Engenheiros e Arquitetos. Esta pesquisa, que ganhou metodologia e instrumentos científicos depois que passei pelo, já tem algumas conclusões parciais. Uma delas é justamente a de que Engenheiros formam, sim, um bloco. Um grupo distinto de pessoas, com mesmos hábitos, mesmos valores, mesma forma de ver e agir no mundo e, via de regra, mesmos comportamentos.
Somos, sim, muito diferentes dos Arquitetos, dos Geólogos, dos Geógrafos, dos Meteorologistas, dos Tecnólogos, dos Técnicos de nível médio. Muito diferentes, sem dúvida! Mas entre um Engenheiro Civil, um Engenheiro Eletricista ou um Engenheiro Mecânico as diferenças estão apenas no objeto de trabalho. A natureza do trabalho é a mesma.
Por isto defendo um Conselho único para a Engenharia. Aí, respondendo a sua pergunta? Acho que o modelo atual está equivocado (tenho dito isto sempre) mas a proposta de pulverizar, criando um conselho pra cada profissão não me parece adequada. Mas acho que o governo e as grandes empresas apostam nisso. Entidades isoladas e fracas são mais facilmente controladas e dominadas

Obrigado pela sua participação nessa discussão. fique à vontade para acrescentar mais lenha nessa fogueira.

Comentário #2 — 16/02/2011 23:39

Alexey de Abreu — Bancário / Eng. Eletricista / Eng. de Seg. do Trabalho — Camaquã RS

Apenas uma correção:
O nome correto é CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA ELÉTRICA - CFEE
Por tratar-se de um conselho profissional, foi feita, equivocadamente, esta substituição.
Nosso site é: www.cfee.eng.br
Sintam-se bem-vindos a participar.

Réplica de Ênio Padilha

Alexey.
Fiz a correção no título do post. Obrigado

Comentário #3 — 17/02/2011 16:32

Massa — Engº Eletricista e Segurança Trabalho — Curitiba

Prezados,
Sou também contra a fragmentação do CONFEA / CREA. E gostaria de fazer algumas considerações em relação ao CONFEA / CREA e também em relação à "briga" contra os Engº Civis.

1 - CONFEA / CREA:
a - Nós, os mortais e simples serem humanos vivendo esta vida na condição de engenheiros, só dependemos de nós (e DEUS) mesmos para sermos felizes e realizarmos os nossos sonhos. Não dependemos do CONFEA, nem do CREA, nem do governo,, nem da Dilma, nem do vizinho, nem da conjuntuira economica,....
b - Se hoje o sistema CONFEA / CREA tem defeitos e não atende a gregos e troianos isso ocorre meramente por culpa nossa, os mortais comuns, cheios defeitos. No futuro, se criarem o CFEE, será que não surgiriam descontentes dizendo as mesmas coisas que hoje dizem em relação ao CONFEA ?
(Obs.: Ainda não acessei o site da CFEE, poranto não o analisei, não estou julgando, nem citriticndo... Assim peço perdão desde já acaso esteja dizendo besteriras !)

2 - "BRIGA" CONTRA OS CIVIS:
1 - Uma reclamação frequente dos Engºs Eletricistas é relativo ao "dominio" dos Engºs Civis no sistema CONFEA / CREA - Isso é um fato que se explica por vários motivos:
a - A engenharia Civil é, entre os ramos da engenharia, a mais antiga. Na Roma antiga já haviam engºs construindo pontes, estradas,..
b - Infelizmente, nós os Engºs Eletricistas, somos pouos participativos. Eu, por exemplo, nunca participei de nehum órgão de classe...enquanto os Engº Civis estão empre lá, seja nos CREAs, seja nos Institutos de Engenharia, etc.
c - As maiores obras de engenharia, são pela própria natureza, da área civil : aeroportos, pontes, rodovias, usinas,.., que custam zilhõe, demandam milhares de Engºs Civis e sustentam gigantescas empresas de engenharia na área Civil (OAS, Odebrecht, CR ALmeida, Camargo Correa, etc)

Com isso quero dizer que é natural o dominio da "engenharia" pelos Engº Civis. Não quero dizer que, nós os Engº Eletricistas, devamos ficar quietos, omissos... Não ! Devemos sim, lutar, brigar por uma espaço maior!

2 - Outra reclamação frequente em relação aos Engº Civis se refere ao "direito" que eles tem para elaborar projetos elétricos...
Em minha opinião isso não prejudica o campo de trabalho dos Eletricistas. Acho que não é podando o outro que vamos ficar maiores. O Engº Eletricista pode fazer muito sem ser limitado pela ação do Engº Civil.

Creio que há muito espaço para o Engº Eletricista crescer. Há muitos serviços que podemos fazer e que o Engº Civil não pode.

Nas andanças Brasil afora vejo dezenas de empresas necessitando de soluções para problemas técnicos diversos e não encontram quem forneça as soluções !

Se eu tivesse tempo e "gana" pegaria gananciosamente todos esses sserviços... Porém já não tenho "tesão" para ficar ampliando o meu campo de trabalho e não estou disposto a sacrificar meu bem estar.

Mas dá vontade de perguntar : onde estão os Engº Eletricistas que não se apresentam para criar e oferecer soluções para essas empresas ?

São 50 mil empresas de porte com vários problemas, se "virando" como pode para produzir, empurrando problemas técnicos com a barriga,.... Só falta quem proponha uma solução inteligente, com o custo certo, e essas empresas topariam na hora fazer o serviço...

Enfim, há tanta coisa a se feita.. que não vale a pena ficar brigando só pelos projetos elétricos... Se os Engº Civis se sentem capazes de fazer, deixem que façam. Aliás já vi projetos elétricos feitos por Engº Civis que eram melhores que os feitos por Engº Eletricistas.

Comentário #4 — 17/02/2011 19:57

Alexey de Abreu — Bancário / Eng. Eletricista / Eng. Seg. do Trabalho — Camaquã RS

Massa,

Antes de mais nada, cordiais saudações.

Seria importante que você pudesse exemplificar, com casos reais, que tipos de problemas técnicos as empresas brasileiras de pequeno e médio porte enfrentam a ponto de necessitar de solução tecnológicas customizadas, elaboradas/projetadas por um engenheiro eletricista.

Digo isto porque praticamente todas as empresas que vendem máquinas e equipamentos utilizados nos processos de automação industrial, também oferecem o suporte técnico.

Em relação as demais demandas de tais empresas, de menor complexidade técnica, no dia-a-dia da empresa, o técnico e o eletricista acabam por dar conta sozinhos.

Com relação a citação de que os engenheiros civis talvez façam projetos elétricos melhores do que os engenheiros eletricistas, eu concordo. Mas a razão disto é que enquanto nós fazemos um único projeto, lá de vez em quando, eles fazem dezenas, quiçá centenas.

O mercado de construção civil, em obras de pequeno e médio porte, possivelmente movimente bilhões de reais por ano. A opção de ficar de braços cruzados e não tentar participar deste mercado me parece, no mínimo, insensata.

Como em tais obras a elaboração do projeto elétrico é relativamente simples, parece haver um consenso equivocado, por parte de alguns, de que profissionais de outras áreas da engenharia poderiam e deveriam fazê-lo. O resultado disto é que, como a grande totalidade das obras são de pequeno porte, a presença do engenheiro eletricista ficou plenamente dispensável.

Hoje pagamos um preço alto por isto: um país tecnologicamente atrasado.

Digo isto porque tiraram dos profissionais egressos da engenharia elétrica a capacidade financeira propiciada pelos projetos elétricos de pequeno e médio porte. Como esperar que profissionais economicamente fragilizados possam investir e empreender em setores tecnologicamente mais avançados.

Desculpem-me esta nova intromissão e garanto, desde já, não fazer mais comentários neste artigo do Ênio Padilha.

Atenciosamente,
Alexey de Abreu

Réplica de Ênio Padilha

Alexey e Massa

Aqui ninguém é intrometido, não. Vocês são todos muito bem-vindos, sempre!

Sintam-se à vontade e façam quantos comentários acharem necessários. As regras aqui são bem simples e estão disponíveis no seguinte LINK

Abraços a todos.

Comentário #5 — 18/12/2012 11:39

Renato Dias da Cunha — Engenheiro Eletricista — Tucuruí - PA

Já sou filiado ao CFEE - Conselho Federal de Engenharia Elétrica e, concordo com o colega Alexey. Assim como os arquitetos e urbanistas "racharam" com o CREA / CONFEA e criara o CAU/BR - Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil, acho que o caminho é regulamentar o CFEE e "dar a Cesar o que é de Cesar". Projetos elétricos são de competência de um engenheiro eletricista, assim como projetos estruturais são de competencia de um engenheiro civil, assim como um projeto de paisgismo é de competencia de um arquiteto, assim como um projeto de reflorestamento é de competencia de um engenheiro florestal e assim por diatnte.

Comentário #6 — 10/06/2014 22:12

Américo Farias — Engenheiro civil — Fortaleza

Senhores, encontrei o espaço de debate de vocês e resolvi participar. Concordo com vocês, mas gostaria de deixar meu pensamento. Se cada uma das engenharias resolver sair do confea, vai ficar algo estranho, onde cada conselho vai querer dar atribuição \"x\" e \"Y\" para cada membro e de certa forma vão surgir mais conflitos.

Quando os arquitetos saíram e de repente eles podiam fazer tudo o que todas as engenharias faziam juntas, além do que é inerente da própria arquitetura, eu pensei eu correr para cadeira e buscar uma vaga na faculdade de arquitetura.

Os creas ficaram sem uma boa \"mesada\" que vinham dos arquitetos inflacionados todas as taxas.

Quanto a elaborarmos projetos elétricos em baixa tensão, concordo com o amigo que falou que é possível a convivência, já que não temos conhecimentos para atuar acima da baixa tensão. Falo isso porque fiz uma cadeira na faculdade de instalações elétricas em baixa tensão, e me considero apto para tal.

Também concordo com outro que disse: deixo-se uma lacuna por muito temo vago e nós os eng. Civiis acabamos preenchendo. Mas confesso que da pra conviver numa boa.

Espero te contribuido

Comentário #7 — 10/07/2014 16:05

Cláudio Lopes de Sousa — Engenheiro Eletricista — Belo Horizonte/MG

Caros,
Primeiramente, gostaria de parabenizá-los pelo excelente nível do debate.
Se me permitem uma opinião, também endosso o corpo dos favoráveis a criação do CFEE. Desde os meus anos de faculdade, participo de seminários e reuniões no CREA - a discussão sobre as atribuições \"cruzadas\" dos Eng. Civis sempre é recorrente, mas nunca se toma nenhuma atitude concreta. Foi assim até que levou os arquitetos a saírem... E, sinceramente, duvido que mude, porque o CREA possui uma grande maioria de Eng. Civis, a quem não interessa mudar.
Sobre o comentário do colega Américo Farias, com a devida vênia, ouso discordar: também fiz cadeiras de resistência dos materiais e dinâmica dos fluidos, mas isto não me credencia a me aventurar no ramo de projetos de estruturas ou hidráulicos. Nem deveria! O foco é totalmente diferente do adotado no curso de civil, cujo conhecimento destas áreas é para sua atividade fim.
Finalmente, tenho quase 21 anos de atuação na área de eletroeletrônica e, frequentemente me deparo com instalações elétricas executadas a partir de projetos \"complementares\" (a prática atual e endossada pelos CREA\'s é: vende-se o projeto estrutural e o projeto elétrico é dado como brinde - dentro do pacote de \"projetos complementares\"); até hoje, nunca encontrei um que estivesse totalmente conforme as normas! Critérios de proteção, aterramento, agrupamentos de circuitos, dentre outros, são desrespeitados sistematicamente por quem desconhece a boa técnica das instalações elétricas - não por incapacidade, mas por não ser sua atividade fim.

Comentário #8 — 28/08/2014 01:03

José Fernando Batista Arantes — Eng. Eletricista — Santo André-SP

Inicialmente, boa noite a todos!
Aproveito para fazer uma complementação ao comentário bem colocado pelo meu colega de profissão, Eng.Cláudio Lopes de Sousa.
Primeiro: As instalações elétricas de baixa tensão atendem cargas em sua maioria do tipo não lineares (quem é Eng. Eletricista sabe o que estou dizendo, e com certeza quem é Engenheiro Civil, Arquiteto ou afins, não sabem e nem deveriam saber). Portanto é de suma importância a revisão para que a responsabilidade técnica em QUALQUER tipo de instalação seja atribuição EXCLUSIVA do Engenheiro Eletricista (modalidade Eletrotécnica) .
Segundo: A maioria dos acidentes (fatais inclusive) e sinistros patrimoniais ocorrem justamente com as instalações DE BAIXA TENSÃO, ou seja, existe real perigo nas instalações elétricas de baixa tensão (se tem dúvida, pergunte ao corpo de bombeiros de sua cidade). Portanto as inspeções para obtenção do AVCB (IT-41 do corpo de bombeiros) deveria ser de exclusiva competência dos Eng. Eletricista (mod. Eletrotécnica) e em conformidade com o prescrito na NBR-5410 , INCLUSIVE A VALIDAÇÃO dos dispositivos de proteção utilizados na instalação mediante ENSAIOS DE DESEMPENHO dos mesmos, GARANTINDO A SEGURANÇA DA INSTALAÇÃO (sem dizer do SPDA, Aterramento, Equipotencialização, banco de capacitores, etc.).
Espero que esta complementação ao comentário bem colocado do nobre colega também esteja claro para os que acreditam ter REAL CONHECIMENTO de instalações elétricas, pois para mim parecer que as leis / regulamentos do Sistema CREA / CONFEA pertinentes às instalações elétricas são escritas por leigos ou a Câmera Especializada de Elétrica foi e continua sendo omissa no assunto.

Comentário #9 — 19/11/2014 10:10

Ricardo J Catarino — MG — Governador Valadares

Srs. como dizia meu avô \" Lé com Lé, Cré com Cré\"... a Engenharia Elétrica tem que ser gerida por Engenheiros Elétricos ( esta é outra que quero mudar..a meu ver, sou Engenheiro Elétrico, e não Eletricista, que é outra classe, apesar de co-relata.).. mas, voltando ao CFEE: concordo plenamente com o desmembramento do Confea/Crea e criação de um conselho próprio, como fizeram Arquitetura, Geologia, e já são Advocacia, Medicina, etc. Temos interesses distintos tecnicamente falando, visões diferentes devido á formação, e isso fica \"travado\" a meu ver, num conselho onde \"somos liderados\" por alguém que não tem a nossa formação. Prova disso, é que hoje outras classes são também responsáveis técnicos por projetos elétricos, o Inmetro definiu o novo padrão de tomadas no país, a Aneel legisla, e o Confea/Crea..não diz nada. Quero saber coisas como para onde está indo o valor da minha anuidade paga, onde recebo em troca uma agenda e uns jornais apenas. Por que tenho que pagar além da minha anuidade ARTs, toda vez que faço um projeto, e outra classe, por exemplo, um médico não paga mais nada por consulta ao respectivo conselho? A Elétrica é muito maior do que pensa, não melhor ou pior que qualquer outra classe, mas imaginem o mundo sem eletricidade... Enfim, sou favorável ao CFEE, onde discutiremos o Setor Energético do País, nós-Eng Elétricos quem temos que opinar sobre Apagão, Normas de Eletricidade em geral, termos e fazermos cumprir uma tabela de valores de serviços de eletricidade, como é a da AMB, etc. É isso, já me filiei ao CFEE e aguardo ansiosamente seu sancionamento como conselho que me representa, sugiro que façam o mesmo, já visando também à correção de outra situação que tanto me incomoda em nossa classe: a desunião, a falta de ética profissional. Vejam os médicos, a decisão tomada pelo conselho é a final, nunca encontrarás uma consulta ou qualquer outro serviço sendo cobrado abaixo do que foi definido em conselho. É isso. Que venha a CFEE. Um eletrizante abraço a todos os Engenheiros Elétricos!

Comentário #10 — 18/09/2015 13:45

Ubratan Chagas Rodrigues — Eng. Eletricista — Itaquaquecetuba

Bom dia! muito bom os comentários e até concordo com muitos destes, mais a questão é um pouco complexa, resolver a questão é um pouco complicada mais por não se ter boa vontade em especial do CONFEA, esta briga vem de longe e levou aos arquitetos o de sejo de seu conselho próprio apenas por se sentirem monos presados o que não é verdade, em borá o sistema CONFEA CREA tenha responsabilidade por não saber digerir, o grande problema estar na Lei mau formulada, que dá super poderes aos civis, não sou contra desde que todas as classes tivessem a mesma oportunidade, agraduação em nenhum momento é suficiente para forma bons profissionais em áreas diversas, assim como a graduação em civil permite que o engenheiro civil tenha suas atribuições estendidas o s demais engenheiros deveriam ter suas atribuições estendidas com cursos de pós, este é um problema que deveria ser atacado por todas as classes e não fazer o que os arquitetos fizeram dividir uma classe e não podem fazer muito sem atribuições devidas, o sistema CONFIA CREA peca por inteiro em suas atribuições por não rever de forma satisfatória a atender as mais diversas áreas de atuação, a pós graduação tem seu potencial de instruções e é a única forma de contribuir para um conhecimento continuo e eficaz dos profissionais, cada um deve busca suas áreas de interesse própria, é ridículo por exemplo para um engenheiro eletricista não poder assinar uma coluna de concreto por se tratar da área de civil nem mesmo com uma pós em estruturas e um engenheiro civil com uma pós em elétrica ter grandes poderes, o conhecimento não deveria estar atrelada a apenas a graduação mais sim ter atribuições continua em função dos conhecimentos adquiridos. O o descontentamento tem levado a rachar instituições poderosas por falta de entendimento as torna cada vez nais fraca e geram tremenda confusão e como exemplo o conselho dos arquitetos enviou oficio as prefeituras proibindo os engenheiros de entra com projetos, canalizando e reservando um nicho para seus próprios associados um absurdo, portanto se alguém que realmente resolver deveriam pressionar o CONFEA a entender que a pós graduação na área da engenharia deveria dá atribuições e não engessá-las o caso de hoje, é um verdadeiro absurdo mas real. A pós graduação deveria complementar os profissionais das áreas de engenharia e arquitetura desde que a formação de graduação tenha as bases matemáticas adequadas, peso que me perdoem se não fui devidamente

Comentário #11 — 11/08/2016 15:26

Edson Vieira da Silva — Engenheiro eletricista — Campos Gerais-MG

Boa tarde a todos;muito boa as discussões ,concordo em partes com os colegas de profissão,visto que na minha região os engenheiros civis dominam quase tudo;principalmente os mais antigos de profissão,que tem mais atribuições no campo de eng . elétrica no ramo de baixa tensão. Como foi falado anteriormente por colegas de trabalho,o projetinho elétrico como os engenheiros civis tratam sai de graça no pacote fechado. ,e posso dizer com toda convicção que os projetos que eles fazem ou sejam ,que eles compram é uma verdadeira porcaria;circuitos mal dimensionados,disjuntores fora de norma,interruptores que não vão alugar nenhum ; e quando são questionados por eletricistas capacitados ,eles dizem com a maior cara de pau ,faz do jeito que vocês estão acostumados.Crea-MG não fiscaliza qualidade do projeto ,só carimba e arrecada dinheiro; e as taxas só vão subindo . E isto está acontecendo em nosso meio todos os dias; engenheiro civil bem situado financeiramente e engenheiro eletricista falido.concordo com o colega Claudio Lopes de Sousa sou favorável a criação do Cfee

Comentário #12 — 06/04/2017 15:55

Ubiratan — Engenheiro Eletricista, Pós graduado em estruturas e ambiental. — Itaquaquecetuba

Boa tarde a todos, observei a discussão, mais sou contra a separação mais as vezes se faz necessário devido a falta de compreensão de valores, e a busca excessiva por poderes além da capacidade e domínio pleno do assunto, o e podemos dizer que sem respeito ao próximo, como por exemplo: entendi-se que por ser engenheiro civil a parte elétrica também faz parte e é verdade, da mesma forma a parte civil faz parte da engenharia elétrica, afinal tudo depende de energia, é impossível se ter um prédio sem energia seja elétrica ou humana, mesmo assim o engenheiro civil briga por direito de assinar todo o conjunto com apenas algumas miseras horas (30 a 80 horas) já si acham capazes de elaborar projetos elétricos, podem sim fazer bons projetos pois hoje os software já fazem isto da mesma forma os que fazem cálculos estruturais, são a penas operadores, não sou engenheiro civil mais tenho um programa para calculo estrutural e sei operá-lo, e isto não me da habilitações para tal; é fato que 30 100 horas de projetos elétricos possa dar conhecimento para habilitar um engenheiro civil ou arquiteto a faze-lo, tornando-se claro que o domínio da engenharia civil venha revindicar tal posição e consiga como podemos ver nos diversos processo de reconhecimento como são capazes de faze-los de forma equivocadas, mais se o CREA não se der conta que as atribuições que permistão pular de uma área para outra se de por meio de pós graduação, com certeza a CFEE se consolidadora, assim como a CAU, isto causa transtorno não aos profissionais mais ao CREAs, o que me parece ser um caminho sem volta, lamentável, mais isto estar ocorrendo por falta de bom censo e a ganancia de muitos, assim este conselho perdi, e já e fato, acho que a CFEE vai ganhar peso, mais terá muito trabalho para que seja respeitados os direitos de cada classe, se fale bobagem me perdoem.

Comentário #13 — 02/08/2017 17:05

Ubiratan Chagas Rodrigues — eng. eletricista — Itaquaquecetuba

Boa tarde a todos.

Embora ter sido contra e ser contra a divisão, me parece cada vez mais necessário e urgente esta fratura, pois tenho percebido que os CREAs tem sido cada vez mais o misos com sues filiados, projetando cada vez mais a engenharia civil em detrimento de outras, profissões, um profissional de engenharia civil tem no máximo 80 horas de projetos elétricos e já recebe atribuições para tal mais outras profissões como engenheiros eletricista tecnólogos e outros mesmo que faça 400 horas de engenharia de estruturas não recebe nenhuma atribuição, comprovando o tendenciosismo e monopólio dos engenheiros civis, absurdo como 80 horas e mais relevante que qualquer outra horas de profissionais de outras áreas, já estar passada a hora de mudar este contesto horrível, o meu cesta é melhor então todas as baleias boas e graúdas para ele, enquanto as piabas para os outras, desta forma os CREAs, mantem todas as profissões sob seu jugo, sinceramente é ora de mudar este quadro, lamento ter sido contra a separação, mais os absurdos são muitos, é só ver a resolução 1010, o quanto foi mudada, para manter o monopólio e a arredação, e as pós graduações que deveriam dar atribuições nas áreas de engenharia de nada valem desde seu conceito primordial para o que é hoje, mas para os civis, não precisa nem de pós já fazem tudo desde a graduação ver o caso dos engenheiros eletricista, puro absurdo, é hora de um concelho serio e sem tendencias, é hora de mudar, e necessário para que haja equilíbrio, o CREA não aprendei a lição, o CRQ e a CAU deu uma lição, mais o CREA insiste em tendenciosismo barato fazendo força para não reconhecer as capacidades de outro profissionais, espero com isto ter mostrado a necessidade urgente do nascimento da CFEE, estar na hora de nascer, a jestação pode passa da hora, e o bebé não vingar.





viva a CFEE.

Comentário #14 — 23/08/2017 21:00

Alexandre dos Santos Fialho — engenheiro eletricista — Porto Alegre

A engenharia elétrica precisa urgentemente de um conselho próprio. Ao contrário do que alguns colegas falaram que separar vai enfraquecer, eu não concordo. Hoje não existe nenhuma união entre os engenheiros. Engenheiros discutindo que são melhores que outros engenheiros, são comuns em blogs do assunto. Pior do que existir dois conselhos é existir um CREA dominado por engenheiros civis que hoje fazem seus projetos civis, ganham dinheiro e dão de brinde projetos elétricos, como já foi dito aqui. Um projeto estrutural de um prédio é obrigado a ser aprovado e arquivado no município. Os projetos elétricos, nem sequer são exigidos. Canso de ver, mestres de obras, engenheiros civis, arquitetos, técnicos eletricistas que querem que um engenheiro eletricista “venda” ART ´s para seus projetos, e ainda pior, da execução dos mesmos. Ainda têm a cara de pau de oferecerem R$ 200,00 pelo “serviço”. Diga-se, de passagem, que é um serviço sujo. Acontece isso, porque algumas empresas exigem de seus empreiteiros, arquitetos, eng civis e instaladores, ART´s de “seus projetos elétricos” porque devido ao efeito “Tragédia da Boate Kiss” querem se proteger do risco de futuros processos. Com isso transferem esses riscos aos engenheiros eletricistas. Pior que isso, infelizmente alguns colegas engenheiros, que estão desempregados, sem ter como sustentar suas famílias, aceitam, prostituindo a profissão. Profissão de engenheiro eletricista/ eletrônico/ software/mecânico, etc, a meu ver já estão mortas nesse país. País que não investem em tecnologia não precisa desses engenheiros. O governo mente através da sua mídia que faltam engenheiros qualificados no Brasil. Pura mentira: existem milhares de engenheiros para minguadas vagas. Sem falar na crise econômica, engenheiros, quando são contratados, são contratados como analistas ou outros nomes bonitinhos ganhando às vezes R$ 2000,00, quando conseguem emprego. Cadê o CREA com seu piso de salário para engenheiros? Os grandes empregadores junto com a mídia, junto com o CREA, junto com o governo compactuam com tudo isto. Por que só os médicos podem exercer a medicina, ganhando muito bem para isso? Por que só os advogados podem representar as pessoas em um processo ganhando muito bem para isso? Por que qualquer um pode fazer um projeto elétrico e chamar o engenheiro eletricista só na hora de processá-lo? Com todo respeito aos colegas engenheiros civis, arquitetos, engenheiros mecânicos, advogados, médicos, técnicos instaladores e outros profissionais que citei aqui, precisamos lutar urgente, para criarmos o nosso próprio conselho para salvarmos a profissão do engenheiro eletricista. Além disso, temos que lutar por governos que invistam em tecnologia, porque é a única forma de desenvolver um país que importa toda a tecnologia que usa.

Comentário #15 — 04/12/2018 22:37

Bruno Dantas — Engenheiro Mecânico — Brasil

O CREA só funciona efetivamente para Engenharia CIVIL. As outras é so para aplicar multas e arrecadar anuidade, que qualquer orgão sem futuro faz isso com maestria no Brasil.

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