ENGENHEIROS EMPREENDEDORES.
O DESPREPARO GERENCIAL PODE SER
O PRINCIPAL OBSTÁCULO


ARTIGO INÉDITO
(Publicado em 03/10/2013)



[IMG2;eniopadilha_avatar_email.jpg;E]Um dos principais erros cometidos por engenheiros ao abrir o próprio negócio é assumir o que Michael Gerber chama de “a suposição fatal”, que é a seguinte: \"entendendo o lado técnico de um negócio, você entende a empresa que lida com esta técnica\".
A fatalidade, segundo Gerber, reside no fato de que isso, simplesmente, não é verdade. E essa suposição é a causa da maioria dos fracassos nos negócios.


“O lado técnico de um negócio e uma empresa que lida com essa técnica são duas coisas totalmente diferentes! Porém, o técnico que inicia um negócio próprio não vê essa diferença. Para ele, um negócio não é um negócio, mas um local de trabalho.”


Essa visão distorcida e perigosa é resultado da formação dos engenheiros, no Brasil, que privilegia o conteúdo técnico e dá menos importância à formação gerencial e empreendedora. Mesmo nas escolas que incluem na grade curricular disciplinas da área das Ciências Sociais Aplicadas (Gestão de Pessoas, Administração Financeira, Marketing, etc) não existe uma orientação no sentido de dar ao aluno o senso de importância desses conhecimentos.

O resultado é que os profissionais formados (até mesmo nas melhores universidades) apresentam uma lacuna importante na sua formação: os conhecimentos da área de Administração e Empreendedorismo. Os profissionais são formados para o trabalho, mas não são formados para o mercado do trabalho. Não têm noções sólidas de Gestão da Carreira e menos ainda de como criar ou gerir empreendimentos.
Por conta disso, raramente uma empresa de Engenharia se torna lucrativa e bem sucedida antes de 10 ou 15 anos de existência. Nesses casos pode-se afirmar que o sucesso se deu muito mais como resultado de um processo de tentativas e erros do que como resultado de estratégias concebidas e implementadas à luz dos conhecimentos de Administração disponíveis para os gestores.

As Teorias da Administração (que é uma Ciência Social Aplicada) determinam que ela trata, basicamente, das funções do Administrador: prever (visualizar o futuro e traçar o programa de ação), organizar (constituir o duplo organismo material e social da empresa), comandar (dirigir e orientar o pessoal), coordenar (ligar, unir harmonizar todos os atos e todos os esforços coletivos).

Todas essas funções se referem às quatro grandes áreas da Administração: Administração da Produção; Administração de Pessoas; Administração Financeira e Administração do Mercado – Marketing).

Os engenheiros, via de regra, não possuem esses conhecimentos quando concluem seus cursos superiores. Mas nem por isso estão condenados a serem empreendedores despreparados e incapazes. Existem soluções nos MBAs, nos livros de Administração e nos treinamentos de formação continuada que podem ser encontrados facilmente no mercado.
O primeiro passo é reconhecer a deficiência. A correção não é tarefa fácil. Mas não é impossível nem distante.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




REFERÊNCIAS:
1) GERBER,M. O Mito do Empreendedor. 1.ed. São Paulo: Saraiva, 1990.pág.17

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