KAIUÁ - O DOM DA PALAVRA

Faz umas semanas, comprei um livro pela Internet. \"Kaiuá - O Dom da Palavra\"(*) dos professores Luiz e Cheila Schil (**). Ao receber o livro, carinhosamente autografado pelos autores (de quem tive o privilégio de ser aluno num dos seus cursos de Oratória, há 15 anos) recebi também um bilhete com um pedido para que enviasse um e-mail, manifestando minha opinião sincera e sem rodeios a respeito da obra. Uma avaliação, segundo eles, muito importante.

Quanta honra, querida Cheila. Quanta honra, querido Luiz Schil. Quem sou eu para avaliar o brilhante trabalho de vocês ? O máximo que eu posso fazer é, cheio de alegria, reconhecer a fantástica e trabalhosa obra que vocês fizeram e que há de se transformar em uma referência de literatura nesse universo maravilhoso da Oratória e da Liderança.

Os Professores Luiz Ivan e Cheila Schil ministram cursos de Oratória e Liderança há mais de 25 anos em todo o país. Possuem, além de uma legião de fãs que os adoram, uma capacidade enorme de ensinar coisas importantes e proporcionar aos seus alunos lições de vida e \"ferramentas\" para mudanças radicais de comportamento e ação.

Este livro, \"Kaiuá - O Dom da Palavra\" é uma grande inovação. Escrito sob a forma de um Glossário, apresenta todos os termos que representam conceitos, técnicas ou referências sobre o assunto.

Em alguns verbetes, eles escrevem verdadeiros artigos discorrendo sobre o tema e dando, como sempre, valiosas lições.

Trata-se de um livro importantíssimo para qualquer pessoa que queira (ou precise) melhorar sua capacidade de falar em público e se comunicar bem. Mas é uma obra absolutamente indispensável para quem (como eu) faz da palavra a profissão. Pois não se trata apenas de uma espécie de \"dicionário\". É, antes, um baú de preciosidades que o leitor deve manter sempre ao alcance das mãos para relâmpagos de leitura e aprendizados imediatos.

Nele você vai aprender, por exemplo, que \"somente os presunçosos acreditam poder falar inesperadamente (de improviso) sobre todos os assuntos...\" Aprenderá que \"Falar, falar e falar não significa comunicar. Fazer comunicação é partilhar, tornar comuns idéias, sentimentos ou ações.\" Além de aprender coisas importantes sobre a fisiologia da voz, do funcionamento do cérebro, da mecânica da gesticulação e dos mitos que permeiam o mundo da oratória. Sem contar o valiosíssimo anexo com os termos (em latim) da oratória forense.

Mas o que me deixou feliz mesmo foi quando cheguei à página 216 e encontrei uma discussão dos autores a respeito da célebre afirmação de W. O. Kryel: \"Ao enfrentar um auditório, imagine-se falando para uma horta cheia de pés-de-couve e ponha-se à vontade\". Eu nunca gostei dessa frase. Sempre achei fora de propósito comparar as pessoas em um auditório a couves ou repolhos. Sempre julguei patética a sensação de falar para seres inanimados com os quais eu não estivesse assumindo um compromisso ético e moral de comunicação (partilhar idéias, sentimentos e ações).

Aí vêm Sheila e Luiz Ivan em meu socorro, sustentando ser mesmo esdrúxula essa comparação. Ou como eles mesmos dizem: \"O medo de falar em público não se combate com um subterfúgio leguminoso que só servirá para mascarar a realidade. O medo de falar em público só pode ser eliminado com trabalho, trabalho e mais trabalho\". Valeu !!!

Recomendo aos meus leitores (que estão muito longe de serem repolhos, alfaces ou chicórias) que leiam o livro \"Kaiuá - O Dom da Palavra\". E agradeço aos professores pela dedicação e trabalho que tiveram para concretizar esta belíssima obra. Parabéns.

Ênio Padilha


(*) \"Kaiuá\" significa \"O Dom da Palavra\" em Guarani
(**) Luiz e Cheila Shil - www.comunic.com.br


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