A CRISE NÃO É A EXPLICAÇÃO PARA TUDO

(Publicado em 04/08/2016)



[IMG1;0208-arquiteto.jpg;300;E;http://oglobo.globo.com/rio/sem-emprego-arquiteto-oferece-seus-servicos-na-praia-de-copacabana-19841495]O portal O GLOBO publicou no dia 03/08/2016 uma matéria sobre um arquiteto, de 75 anos, que tinha uma sala comercial no Centro do Rio e outra na casa espaçosa em que vivia em Niterói e que agora, \"por causa da crise econômica\", chegou à situação de oferecer seus serviços numa banca improvisada, na praia de Copacabana (você pode ler a matéria completa clicando sobre a foto aí do lado). Segundo ele, há três meses que vai lá, todos os dias e nada. Não consegue nenhum trabalho.

Há algumas semanas publiquei aqui um artigo sob o título CRISE: NÃO É A PRIMEIRA E NÃO SERÁ A ÚLTIMA. Naquele artigo, além de discorrer sobre todas as crises econômicas e políticas que eu enfrentei nos oito primeiros anos da minha vida profissional (de 1986 até 1994) eu quis mostrar também que as crises econômicas fazem parte do cenário e que a boa Gestão de Carreira precisa levar em conta que elas existem.

Eu disse lá, e repito aqui: \"A melhor coisa a se fazer, em relação a uma crise econômica, é não ser atingido por ela.\" É claro que nem sempre isso é possível e aí o negócio é fazer o melhor possível enquanto está no meio da tempestade, para evitar que os danos sejam maiores do que deveriam ser.

Eu disse também que a crise não atinge todos ao mesmo tempo nem com a mesma intensidade. A crise é como um tsunami. Uma onda gigante de coisas ruins que vai varrendo tudo o que consegue alcançar. Portanto, antes que a crise chegue o negócio é se distanciar o máximo que puder do seu campo de ação.

Eu não conheço o colega arquiteto mostrado na reportagem (e prometo publicar, aqui mesmo, todos as informações novas que possam demonstrar que eu estou errado), mas não é preciso ser gênio para saber que ele não se preparou para esta ou para qualquer outra crise. Esteve atuando perigosamente na área de ação da crise. Não fez o que tinha de fazer para ficar fora do alcance dela (ou, pelo menos, mais distante).

Está escrito na reportagem: ele é formado em uma excelente universidade, tem pós graduação, já teve um grande escritório, provavelmente um grande capital social em clientes e parceiros... Esse tipo de coisa não vira fumaça da noite pro dia. É preciso cometer uma série de equívocos para transformar todo esse potencial em perda total.

A crise não explica tudo. É preciso dizer isso aos jovens.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2016 ---Administração ---Valorização Profissional



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Comentário #1 — 04/08/2016 14:03

Ader — Estudante de Arquitetura e Urbanismo — Macatuba-Sp

Devo concordar com o senhor, nada acontece por acaso, tudo é produto de vários fatores, seria no mínimo ingenuidade atribuir a causa de um problema tão sério quanto a ruína profissional ao fator crise. Cada vez mais, pra conseguirmos obter um senso crítico mais acertivo, não devemos resumir os argumentos a idéias binárias.

Réplica de Ênio Padilha

O objetivo de escrever este artigo, Ader, foi justamente atingir pessoas como você, um estudante de Arquitetura (ou de qualquer outra área).
Fico feliz que a missão tenha sido cumprida. Você entendeu direitinho a mensagem. A crise pode, sim, explicar alguns percalços que você ou seus colegas tenham nos primeiros anos de exercício profissional. Mas, depois de uns 15 ou 20 anos... vocês estarão, simplesmente, colhendo o que plantaram. Simples assim.

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