EMPREENDEDORISMO E GESTÃO NA ARQUITETURA E ENGENHARIA (curso, 20 e 21/JAN)

(Publicado em 21/12/2020)



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Cada fracasso ensina ao homem algo
que necessitava aprender.

CHARLES DICKENS

(1812-1870)
Escritor inglês em seu folhetim Little Dorrit,
volume 1 página 284

APRENDENDO COM OS FREELAS

(Publicado em 02/08/2009)



No prefácio do livro "Marketing para Serviços Profissionais" (1984), Philip Kotler e Paul N. Bloom (dois ícones da área) escrevem que "os profissionais de uma área podem obter discernimentos úteis para seus próprios problemas lendo e aprendendo a respeito dos problemas de profissionais de outras áreas".
Nunca isso havia sido tão verdadeiro pra mim quanto na semana passada, quando recebi, o livro que havia comprado pela Internet, sobre gestão de negócios para... designers freelancers!

Isso mesmo: comprei o livro "Manual do Freela - quanto custa meu design? - gestão financeira para freelancers" de André Beltrão (editora 2AB). Foi uma agradável surpresa. O autor (a quem eu não conheço ainda) deve ser aquele tipo de sujeito que vale a pena convidar para um almoço. A conversa é boa. Ele tem bons argumentos e boas histórias para ilustrar todos os casos. E, além de tudo, escreve bem. O livro é ótimo! Recomendo, claro.

Sim, recomendo para engenheiros e arquitetos (meu publico-alvo, cuja atividade profissional é o objeto dos meus estudos). Recomendo sem medo de afirmar que o livro inteiro se aplica à nossa realidade. Basta ao engenheiro ou arquiteto, quando estiver lendo, toda vez que encontrar a palavra designer freelancer (ou freela) substitua por engenheiro/arquiteto (ou profissional autônomo). Tenho certeza de que não haverá perda de conteúdo.

O livro ensina o profissional a ter uma visão gerencial do seu negócio com lições de economia e de marketing. Mostra os custos "invisíveis" que acabam surpreendendo os profissionais no dia-a-dia do trabalho. Ensina a lidar com conceitos de receita, despesa, lucro, custo, benefício... essas coisas que não se aprende na faculdade (nem sempre por culpa da faculdade, é justo que se diga).
Apresenta, de forma detalhada (e didática) o caminho das pedras para a construção de ferramentas de gestão financeira como o controle dos custos e o fluxo de caixa, utilizando softwares convencionais, como o MS Excel.
E tudo com "um olho no padre e outro na missa" (ou seja: um olhar para o trabalho e para os custos e outro olhar para o marketing e a necessidade de se adaptar, conquistar e manter o mercado).

Trata-se de um trabalho magnífico. Gostei muito mesmo. Arrisco-me a dizer que era um trabalho que faltava para cobrir essa lacuna da literatura técnica. Eu tenho um curso que apresento desde 2007 que trata de "Como Organizar e Administrar Escritórios de Engenharia e de Arquitetura". Das quatro grandes áreas da Administração (Produção, Pessoal, Financeiro e Mercado) a parte sobre Administração Financeira era justamente a que eu tinha menos literatura qualificada disponível. Agora encontrei um bom trabalho para recomendar aos colegas que participam do curso.

Não foi escrito para Engenheiros e Arquitetos, mas eles poderão obter discernimentos úteis para os seus próprios problemas lendo e aprendendo a respeito dos problemas dos designers freelancers, graças ao talento de André Beltrão.





PADILHA, Ênio. 2009






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HAVERÁ MERCADO PARA ENGENHEIRO CIVIL
DEPOIS DA COPA E DOS JOGOS OLÍMPICOS?

(Publicado em 01/10/2013)



Olá,
Por favor preciso muito de sua ajuda. Pretendo fazer Engenharia Civil no próximo ano, porém tenho medo que o mercado de trabalho diminua já que as obras da copa e da olimpiadas já estão na reta final e também só me formo daqui a 5 anos...
Será que quando de formar o mercado estará fraco para essa profissão?

obrigada

Michelli Madureira | Guaratinguetá-SP
(Nesta seção, o nome e a cidade são trocados sempre que solicitado pelo leitor)



RESPOSTA:
Prezada Michelli

Já respondo a sua pergunta. Antes, deixa eu dizer uma coisa importante: existem várias questões que você deve levar em conta antes de decidir por este ou aquele curso (nesta ou naquela universidade).

A primeira (e, talvez, a mais importante) dessas coisas é conhecer o “tipo de vida” dos praticantes da profissão que está sendo analisada. Você não pode escolher uma faculdade baseada na sua preferência por determinados assuntos. Por exemplo, você não pode escolher ser veterinária apenas porque gosta de bichinhos. Você tem de escolher ser veterinário porque gosta, ou considera aceitável, o tipo de vida que um veterinário leva. Se você gosta de bichinhos mas não curte lidar com bichos doentes, estropiados e morrendo, ser veterinário seria a pior escolha.

Você não pode escolher Arquitetura só porque gosta de desenhar; não pode escolher ser engenheiro só porque gosta de Física e Matemática; não pode escolher fazer Biologia só porque gosta de plantas.

Tem de procurar saber como é a vida desses profissionais. Quais são os ossos do ofício. Quais são as dificuldades típicas do trabalho que eles realizam. Como é a relação com os clientes. Quais são as potencialidades do mercado.

Dito isto, vamos à resposta para a sua pergunta: a formação em Engenharia Civil é muito sólida e permite a você optar (depois de concluído o curso) por diversas áreas de atuação. Você pode ser empregado numa empresa pública ou privada, numa grande ou pequena construtora, pode ter o seu próprio escritório, pode abrir sua própria construtora... enfim, são muitas (mesmo) as possibilidades.

O Brasil, assim como outros países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) apresenta uma economia em pleno desenvolvimento e praticamente toda sua infraestrutura está por ser feita. Portanto, o mercado para Engenharia (Civil, em particular) estará aquecido, pelo menos nos próximos 30 anos (com um ou outro sobressalto natural de uma economia em desenvolvimento).

Ao escolher uma faculdade você estará escolhendo mais do que uma profissão. Estará escolhendo um estilo de vida. Um universo de atuação profissional no qual você atuará por 30, 40, 50 anos ou mais. Você não pode tomar essa decisão baseada apenas num fato específico como a conjuntura econômica no momento em que você está entrando na faculdade (ou a conjuntura prevista para quando você estiver saindo).

O conjunto de obras da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos é apenas um detalhe quando você lança um olhar para os 40 ou 50 anos da sua futura carreira profissional

A sua análise deve ser mais abrangente e mais longitudinal.

Boa sorte. E boa escolha





PADILHA, Ênio. 2013





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(Publicado em 20/01/2021)



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