Notas de "ESCRITÓRIO DE ARQUITETURA/ENGENHARIA"

17/03/2020

É PRECISO ENTENDER DE GERENCIAMENTO DE OBRAS E PROJETOS



(Publicado em 16/03/2020)



ATENÇÃO:
Este é um artigo 3 em 1. Para não ser repetitivo, vou pedir que você interrompa a leitura e leia o conteúdo dos links que serão disponibilizados.
É importante:




GERENCIAMENTO DE PROJETOS E OBRAS não é um assunto que interessa apenas aos arquitetos ou engenheiros que tocam obras. Interessa também aos que fazem apenas projetos e nunca tiram o pé do escritórios (os famosos profissionais com alergia a cimento)

Já publicamos aqui no site o artigo POR QUE ARQUITETOS DEVEM SER ADMINISTRADORES DE OBRAS onde apresento o link para outro artigo ainda melhor: "O ARQUITETO COMO ADMINISTRADOR DE OBRA: VAMOS UNIR O ÚTIL AO AGRADÁVEL" cujo autor é a arquiteto Iberê M. Campos, um sujeito com múltiplas habilidades e conhecimentos (Veja AQUI).

Eu sou coordenador de um curso de especialização em Gerenciamento de Projetos de Engenharia e Arquitetura e, portanto, posso parecer suspeito para fazer esse tipo de recomendação. Por outro lado, justamente o fato de eu conhecer tão bem a área me coloca na condição de de poder dizer com segurança que ARQUITETOS E ENGENHEIROS, não importa se trabalham com obras ou se apenas fazem projetos, devem entender muito bem o assunto Gerenciamento de Obras e Projetos. Sabe por quê? Porque em algum momento de cada um dos seus trabalhos esses conhecimentos poderão deixá-lo em uma posição melhor diante do seu cliente ou dos seus interlocutores no processo.




www.eniopadilha.com.br

PADILHA, Ênio. 2020

Deixe aqui seu comentário

17/03/2020

PARA APROVEITAR A QUARENTENA



(Publicado em 17/03/2020)



COISAS QUE ARQUITETOS E ENGENHEIROS PODEM FAZER
NESSAS SEMANAS DE ISOLAMENTO SOCIAL




ESTRATÉGIA GERAL



• Conceber e executar (ou revisar) a identidade visual do Escritório bem como todos os instrumentos de comunicação direta



• Planejar e Executar (ou revisar) ambientes de trabalho no que diz respeito ao impacto que eles terão na percepção que os clientes podem vir a ter sobre o Escritório e seus produtos




ORGANIZAÇÃO PESSOAL



• Ler os dois ou três livros que estão atrasados



• Organizar os catálogos, Normas Técnicas e outros itens da biblioteca do escritório



• Organizar os aplicativos no celular



• Atualizar, incluir e excluir contatos no celular e nos aplicativos de mensagem.




MARKETING NEGOCIAÇÃO E VENDAS



• Elaborar ou atualizar os modelos de propostas comerciais e dos Contratos de Prestação de Serviço



• Conceber estratégias de obtenção de Diferenciais Competitivos (que terão como decorrência a vantagem competitiva)



• Planejar os impressos de comunicação institucional do Escritório (Cartão de Visitas, Folder, Portifólio, etc).



• Atualizar o cadastro de clientes, fornecedores e parceiros



• Discutir ou aprimorar as estratégias de mercado para o escritório




PRODUTIVIDADE



• Fazer pesquisas sobre novos materiais ou tecnologias



• Desenvolver os Algoritmos (sistematizar os procedimentos de produção)



• Desenvolver os Manuais Internos de Procedimentos Operacionais



• Elaborar protocolos de entrega de serviço



• Estabelecer as estratégias de controle de material de consumo;




GESTÃO DE PESSOAS



• Planejar o plano de cargos, funções e remunerações no escritório



• Planejar e organizar os treinamentos para o pessoal




GESTÃO FINANCEIRA



• Providenciar abertura de alternativas de recebimento (exemplo: adquirir uma maquina de cartão de crédito)



• Fazer atualização nos registros do Controle Financeiro



• Atualizar o inventário patrimonial da empresa



• Determinar (ou atualizar) o Custo Fixo Operacional do Escritório (custo mensal)



• Determinar (ou atualizar) os preços dos serviços oferecidos ao mercado pelo Escritório




www.eniopadilha.com.br

PADILHA, Ênio. 2020

Deixe aqui seu comentário

08/03/2020

ENCONTRO OITONOVETRÊS 2020 (Relatório Final)



(Publicado em 08/03/2020)



A terceira edição do ENCONTRO NACIONAL DE ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA E ENGENHARIA foi realizada com sucesso em Balneário Camboriú, nos dias 5, 6 e 7/MAR/2020, contando com a participação de 24 inscritos de 7 estados brasileiros (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Brasília e Acre)





Clique AQUI e veja as imagens e detalhes do evento

03/02/2020

CARGOS E FUNÇÕES NUM PEQUENO ESCRITÓRIO DE ARQUITETURA
OU DE ENGENHARIA



Não importa quantas pessoas efetivamente trabalham no seu escritório. A primeira coisa que você precisa fazer é organizar os Cargos e Funções para distribuir as tarefas e responsabilidades de forma inteligente e produtiva.

Os cargos e funções típicos de um pequeno escritório de Arquitetura ou de Engenharia são:

• Diretor
• Gerente de Produção (gerente técnico)
• Gerente Financeiro
• Gerente de Marketing (comunicação, negociação e vendas)
• Gerente de RH
• Projetista (Arquiteto, Engenheiro, Designer)
• Assistente de projetista
• Assistente administrativo

Mesmo que o seu escritório seja apenas você e uma secretária, esses cargos e funções estão ali. Se tiver dois ou três sócios mais dois ou três empregados, melhor levar essa lista bem à sério, pois isso poderá facilitar muitas decisões.

Para cada um desses cargos ou funções existe um conjunto de atribuições (tarefas e responsabilidades). E, igualmente, para cada um desses cargos ou funções deve ser estabelecida uma remuneração.

Numa empresa pequena, com apenas duas ou três pessoas trabalhando, todos terão de assumir tarefas e responsabilidades correspondentes a mais de um cargo ou função. Portanto, esses cargos ou funções são a primeira base para a definição da remuneração do profissional, seja ele sócio ou apenas empregado.

Em 2014 eu escrevi e publiquei aqui no site o artigo TAREFAS E RESPONSABILIDADES EM UM ESCRITÓRIO DE ARQUITETURA E ENGENHARIA. Naquele artigo as tarefas e responsabilidades do escritório foram divididas em dois grandes grupos: tarefas técnicas e tarefas administrativas. E, em cada um desses dois grupos, as tarefas foram identificadas como tarefas de nível superior, nível médio e operacional.
Agora aquelas mesmas tarefas são reapresentadas aqui, numa distribuição por cargos e funções. Isto ajuda melhor a entender quem é quem e quem faz o quê num escritório de Arquitetura ou de Engenharia.


DIRETOR
O Diretor é a pessoa responsável pela administração da empresa. Responde legal e juridicamente pela organização. Assina os documentos e os contratos. Decide as estratégias da empresa, conduz a execução do plano de negócio e tem a palavra final nas questões em que a sociedade esteja dividida.

Cabe ao diretor as seguintes tarefas e responsabilidades:
Assinar os documentos legais da empresa
Assinar os contratos que as empresa celebra com clientes, fornecedores e parceiros comerciais
Assinar os cheques e outras ordens de pagamento.
Ser o guardião das senhas das contas bancárias e cartões de crédito
Definir o escopo dos serviços oferecidos ao mercado: o que está incluído (elementos principais e acessórios) e o que não está incluído;
Implementar o plano de cargos, funções e remunerações;
Determinar os clientes de interesse do Escritório
Determinar os serviços que serão disponibilizados ao mercado pelo Escritório;
Determinar as Parcerias Comerciais
Determinar as Parcerias Técnicas
Elaborar os relatórios de prestação de contas para os sócios e investidores.


GERENTE DE PRODUÇÃO (Gerente Técnico)
O gerente de produção é responsável por desenvolver a capacidade produtiva da empresa e tornar idiossincráticos os recursos de capital humano no processo produtivo. Cabe a ele organizar o trabalho, distribuir as tarefas e conectar as competências para que os serviços sejam realizados com a maior eficiência e eficácia. Ele não é necessariamente, o operador da produção. Ele simplesmente concebe, determina e controla o processo produtivo, em sintonia com as estratégias da empresa.

Cabe ao Gerente de Produção as seguintes tarefas e responsabilidades:
Fazer pesquisas sobre novos materiais ou tecnologias;
Desenvolver os Algoritmos (sistematizar os procedimentos de produção);
Desenvolver os Manuais Internos de Procedimentos Operacionais;
Elaborar o Manual de Uso e Manutenção dos produtos fornecidos;
Elaborar protocolos de entrega de serviço;
Assumir a Responsabilidade técnica pela execução (sua própria, de empregados ou de terceiros) das tarefas que resultem nos produtos que o escritório disponibiliza ao mercado;
Negociar Parcerias Técnicas
Fazer os contatos técnicos pós-venda.
Definir, em sintonia com o Gerente de Recursos Humanos, o perfil das pessoas que farão parte da equipe de trabalho do escritório;
Distribuir e coordenar as tarefas da equipe de projeto;
Definir os arranjos de espaço físico e equipamentos para que os serviços sejam adequadamente produzidos;
Assumir a Responsabilidade civil e comercial pelos produtos que a empresa disponibiliza ao mercado;
Determinar (medir) o tempo necessário para a execução de cada serviço disponibilizado pelo Escritório ao mercado;
Estabelecer as estratégias de controle de material de consumo;


GERENTE DE RECURSOS HUMANOS
O gerente de RH é responsável pela montagem e manutenção da equipe de trabalho do escritório. Cabe a ele criar as estratégias de captação e fixação de recursos de capital intelectual para a empresa, fortalecendo esse importante potencial de Diferencial Competitivo.

Cabe ao Gerente de Recursos Humanos as seguintes tarefas e responsabilidades:
Planejar o plano de cargos, funções e remunerações;
Planejar e executar os processos seletivos
Planejar e organizar os treinamentos do pessoal
Negociar férias, feriados e folgas com os empregados;
Negociar o dia-a-dia com os empregados
(atrasos, faltas, folgas, adiantamentos, férias...)
Distribuir e coordenar as tarefas da rotina do dia-a-dia dos empregados (Ordem do Dia);


GERENTE FINANCEIRO
O Gerente Financeiro é responsável pela elaboração das estratégias de registro e controle dos recursos financeiros da empresa desde sua captação até as formas de pagamento adotadas. Cabe a ele criar facilidades para o acesso aos recursos financeiros e desenvolver os melhores e mais eficazes método de registro e controle do dinheiro da empresa, para garantir que os resultados sejam sempre muito positivos.

Cabe ao Gerente Financeiro as seguintes tarefas e responsabilidades:
Administrar o contato com os bancos e outros órgãos financiadores;
Controlar o movimento das contas bancárias;
Providenciar abertura de alternativas de recebimento
Controlar o Fluxo de Caixa;
Fazer análise financeira das propostas comerciais emitidas pelo escritório;
Fazer análise financeira dos orçamentos recebidos;
Aprovar os investimentos.
Fazer atualização nos registros do Financeiro
Manter atualizado o inventário patrimonial da empresa
Determinar o Custo Fixo Operacional do Escritório (custo mensal);
Determinar os Custos Diretos de Produção de cada Serviço disponibilizado pelo Escritório ao mercado;
Determinar os preços dos serviços oferecidos ao mercado pelo Escritório;
Providenciar os pagamentos (nos bancos ou diretamente aos credores)


GERENTE DE MARKETING
O Gerente de Marketing é a pessoa responsável por administrar a relação da empresa com o seu mercado. Isso requer visão, inteligência e pensamento estratégico. Não se trata apenas de fazer a divulgação dos produtos ou desenvolver técnicas de vendas. Tampouco cuidar apenas da comunicação da empresa com os potenciais clientes.
O Gerente de marketing deve se preocupar com todos os aspectos e políticas da empresa que possam impactar a percepção que as pessoas, no mercado, possam ter da empresa ou de seus produtos.
O Gerente de Marketing deve ser capaz de analisar o mercado de forma ampliada, considerando todos os stakeholders da empresa e dimensionar os efeitos das ações (e omissões) da empresa sobre cada um dos segmentos analisados.

Cabe ao Gerente de Marketing as seguintes tarefas e responsabilidades:
fornecer à empresa, permanentemente, uma analise atualizada do mercado, considerando a relação da empresa com todos os seus stakeholders
Analisar e definir os clientes de interesse do Escritório
Analisar os serviços que serão disponibilizados ao mercado pelo Escritório;
Planejar e executar os impressos de comunicação institucional do Escritório (Cartão de Visitas, Folder, Portifólio, etc)
Conceber e executar a identidade visual do Escritório bem como todos os instrumentos de comunicação direta.
Planejar e Executar os ambientes de trabalho no que diz respeito ao impacto que eles terão na percepção que os clientes podem vir a ter sobre o Escritório e seus produtos;
Planejar e Executar as campanhas de Promoção do Escritório e dos Serviços oferecidos ao mercado.
Planejar e executar os contatos de prospecção de novos Clientes
Negociar Parcerias Comerciais
Planejar e executar as negociações com os clientes, desde a prospecção até o fechamento dos contratos;
Elaborar as propostas comerciais
Definir o modelo geral para os Contratos de Prestação de Serviço
Conduzir as Negociações (comerciais) com os clientes
Manter registro e controle das Negociações em andamento
Elaborar os Contratos de Prestação de Serviço (a partir do modelo geral)
Conduzir as ações de pós-venda.
Conceber as estratégias de obtenção de Diferenciais Competitivos
(que terão como decorrência a vantagem competitiva);
Administrar os canais de comunicação do escritório com o mercado
(Telefones, website, e-mail, etc)
Fazer os contatos de pós-venda.


PROJETISTA (Arquiteto, Engenheiro, Designer)
Numa metáfora futebolística, o projetista seria o centroavante. É o jogador para o qual todo o time joga. É o jogador do qual se espera a finalização certeira. O chute a gol, sem defesa.
O projetista é o profissional que realiza, tecnicamente, o trabalho que é oferecido ao mercado e pelo qual o cliente paga à empresa. Todas as tarefas técnicas ligadas à produção dos serviços do escritório são atribuições do projetista.

Cabe ao Projetista as seguintes tarefas e responsabilidades:
Manter-se atualizado sobre as novidades da ciência e tecnologia ligadas aos serviços oferecidos pelo escritório;
Analisar tecnicamente os problemas apresentados e propor as soluções adequadas.
Fazer os estudos preliminares e/ou consultas prévias;
Fazer os estudos de viabilidade técnica
Entrevistar os clientes;
Fazer os levantamentos de campo;
Definir as soluções para os projetos. Tomar as decisões técnicas
Fazer as especificações dos materiais a serem utilizados nas obras projetadas
Definir os desenhos, quadros, diagramas, planilhas, tabelas e relatórios;
Redigir as memórias descritivas
Fazer o levantamento quantitativo das Listas de Material


ASSISTENTE DE PROJETISTA
O assistente do projetista é um profissional que deve ter ótimos conhecimentos técnicos sobre o trabalho que está sendo feito. Caberá a ele assumir as tarefas que exigem mão de obra qualificada mas que não exigem responsabilidade técnica nem demandam decisões de projeto.
Eventualmente, mas sempre supervisionado por um profissional, a função de Assistente de projetista pode ser assumida pelo estagiário (um estudante de graduação para o qual a empresa oferece uma oportunidade de obter conhecimento prático sobre o funcionamento do escritório e do processo de produção de serviços. Ele deve passar por todos os setores do escritório para entender o processo completo do serviço).

Cabe ao Assistente de Projetista as seguintes tarefas e responsabilidades:
Fazer desenhos;
Montar planilhas e tabelas;
Adaptar as memórias descritivas;
Montar cronogramas de projetos e obras;
Fazer orçamento de obras;
Elaborar modelos e bases para a biblioteca do software de desenho (CAD);
Elaborar modelos e bases para a biblioteca do software de modelamento (BIM);
Fazer os registros da obra, em fotografias ou vídeos
Providenciar as cópias e montar os projetos/relatórios para entrega ao cliente;
Montar as pastas de serviços realizados;
Digitar formulários técnicos;
Digitalizar dados de levantamentos de campo


ASSISTENTE ADMINISTRATIVO (secretário/a)
Geralmente, nos escritório a assistente administrativa é conhecida como "secretária". Esta denominação, no entanto, deve ser evitada, uma vez que SECRETARIADO é uma profissão regulamentada, de nível superior, com implicações sindicais muito importantes. Em outras palavras, só chame a sua assistente administrativa de secretária se ela for, de fato, uma secretária. Converse com o seu contador sobre esse assunto.

O assistente administrativo é o empregado responsável pelas tarefas e responsabilidades ligadas à rotina do dia-a-dia do escritório. Pode estar, e geralmente está, à serviço de todos os gerentes da área administrativa (produção, RH, financeiro e marketing).

Cabe ao Assistente Administrativo as seguintes tarefas e responsabilidades:
Manter a organização e a ordem no escritório
Receber e-mails e despachar urgências
Fazer registro e atualização no cadastro de clientes, fornecedores e parceiros
Acionar e administrar os fornecedores operacionais (cartucho de impressora, suporte para os computadores, serviços de cópias, limpeza, encanador, eletricista, etc)
Atualizar registro de serviços em andamento
Controlar e providenciar documentação dos veículos
Controlar e providenciar licenças dos softwares
Organizar e dar suporte aos computadores
Controlar a folha de pagamentos (e encargos sociais correspondentes)
Fazer o controle do extrato das contas de telefone, da água e da Energia;
Organizar documentos para enviar ao Contador
Fazer o controle da contabilidade (fluxo dos documentos);
Fazer eventuais contatos para cobrança
Abrir o escritório, fazer a limpeza diária, retirar o lixo, etc
Atender telefone e anotar recados
Levar e trazer documentos nos órgãos públicos
Preencher ART ou RRT
Providenciar a documentação necessária (ART, Cartas, Formulários, Protocolos)
Providenciar a manutenção dos veículos (lavação e abastecimento, troca de óleo)
Verificar estoque de materiais de consumo (fazer lista para compras)
Emissão de Notas Fiscais e Recibos;
Fazer os lançamentos de Contas a receber e Contas a pagar;
Despachar encomendas e correspondências
Enviar cartões de Aniversário, Natal e outras congratulações;


UM EXEMPLO:
Digamos que dois engenheiros, Pedro e Paulo (podem ser dois arquitetos ou um engenheiro e um arquiteto) sejam sócios em um escritório. Eles tem uma secretária (assistente administrativa), um cadista (assistente de projetista) e um estagiário.

Por acordo entre eles, Pedro é o Diretor da empresa (esta função pode ser alternada. Por exemplo, cada um deles permanece diretor por três anos e então o cargo é repassado ao outro sócio). Pedro, portanto, assume todas as tarefas e responsabilidades de diretor. E recebe, também, a remuneração correspondente a este cargo (essa remuneração é definida pelo acordo da sociedade - anexo do contrato social)

Os dois, Pedro e Paulo, fazem projetos e outras atividades técnicas. Portanto, os dois assumem as tarefas e responsabilidades de projetista. Recebem, também os valores correspondentes a essas tarefas e responsabilidades.

Paulo é um bom negociador e tem boas noções de marketing. Por isso ele assume as tarefas e responsabilidades de Gerente de Marketing.

Pedro, por sua vez, entende de contabilidade e economia. Por isso assume as tarefas e responsabilidades de Gerente Financeiro.

As tarefas de Gerente de Recursos Humanos ficam com Paulo. As de Gerente de Produção ficam com Pedro. Para cada grupo de tarefas e responsabilidades, cada um recebe a remuneração correspondente (acordo da sociedade).

O cadista faz uma parte do trabalho do assistente de projetista, mas Pedro e Paulo também precisam assumir algumas dessas tarefas.

O estagiário assume as funções de estagiário (não esqueça que o estagiário está ali, no seu escritório, para aprender. Não para produzir)

A assistente administrativa (secretária) cuida das tarefas de nível médio e operacionais da administração do escritório.

Você já deve ter percebido que existem muitos cargos e funções, muitas tarefas e responsabilidades para pouca gente. É isso mesmo. É importante ter em mente que o IDEAL seria ter mais gente trabalhando no escritório, dividindo tarefas e responsabilidades. Mas, enquanto isto não acontece, essas tarefas precisam ser divididas com muita inteligência entre as pessoas disponíveis

RESUMINDO: distribuir as tarefas e responsabilidades do escritório com inteligência e critérios é o primeiro passo para alcançar o estado de plena qualidade e produtividade. E este é um dos objetivos da boa Administração




ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




DIVULGAÇÃO





Para copiar e reproduzir este artigo, conheça nossas REGRAS PARA PUBLICAÇÕES




--Padilha, Ênio. 2015 ---administraçao ---tarefas ---Responsabilidades

Comentários?

15/01/2020

O ESCRITÓRIO DE ENGENHARIA / ARQUITETURA

(Publicado em 13/03/2013)



Abrir um escritório é uma das opções que se apresentam para os engenheiros e arquitetos em qualquer momento de suas carreiras (e não apenas por ocasião da formatura).
Mas esta empreitada geralmente é precedida de muito sonho e pouca luz. E, por conta disso, a maioria dos escritórios de Engenharia e de Arquitetura passa por momentos muito duros nos primeiros anos de vida.
Muitos desses momentos difíceis podem ser evitados com algum conhecimento técnico e planejamento racional.

A primeira coisa a fazer quando se pensa em abrir um escritório de Engenharia é decidir qual é a forma legal da constituição da empresa.
Um profissional de Engenharia ou Arquitetura pode se estabelecer no mercado com um Escritório Profissional sob a forma de Profissional Liberal Autônomo, ou em sociedade com outras pessoas.

A Firma Individual é constituída apenas por uma pessoa, sendo que a Razão social dessa é o Nome do proprietário. Essa forma de constituição é usada quando a pessoa abre uma loja, por exemplo, e não tem sócio. Porém, em algumas atividades de profissão regulamentada (é o caso da Engenharia e da Arquitetura) não é aceita esse tipo de empresa.

No caso de se estabelecer como autônomo o profissional deve se registrar na Prefeitura e no Crea.

Não existe limite quanto ao rendimento mensal ou anual e nem quanto ao número de empregados ou seja: não existem impedimentos para que o profissional contrate trabalhares como empregados, desde que respeite as determinações legais.

As contribuições sociais previdenciárias são:
• 20% sobre a remuneração paga aos empregados e trabalhadores avulsos;
• RAT de 1%, 2% ou 3% sob a remuneração dos empregados, conforme CNAE/Fiscal da atividade principal;
• Terceiros sob a remuneração dos empregados, conforme o FPAS;
• 20% sobre a remuneração paga aos contribuintes individuais;
• 15% sobre o valor bruto da nota fiscal da prestação de serviços de cooperados; devendo ainda reter e recolher as contribuições previdenciárias dos segurados empregados (8%, 9% ou 11%).

Como comprovante (de recibimento de valores) ele deverá fornecer aos seus clientes um RPA (Recibo Profissional Autonomo)

O Profissional autônomo que prestar serviços a outras pessoas físicas deverá fazer Livro Caixa, lançando as receitas e despesas. O calculo do Imposto de Renda será feito sobre o lucro, seguindo a tabela da Receita Federal e deverá ser apresentada na Declaração de Imposto de Renda Pessoa Fisica do ano seguinte, recolhendo o Imposto de Renda através do Carne Leão, conforme tabela estipulada pela Receita Federal. Para ajustar, se preciso for, recolhe-se mais imposto, ou recebe as restituições devidas, quando for o caso.

Caso o profissional opte por abrir o escritório em Sociedade, ela poderá ser uma Sociedade Simples ou uma Sociedade por Cotas Limitadas.

Sociedade Simples é constituída por dois profis-sionais de áreas afins, a tributação é igual a uma sociedade empresaria Ltda. Na Sociedade Simples há a possibilidade de os sócios serem casados em comunhão universal de bens. Por outro lado devem ser profissionais de áreas afins (ex. Dentista e médico, engenheiro e arquiteto etc)

No caso de Sociedade Ltda., os sócios não podem ser casados em regime universal de bens, os outros tipos de regime não tem impedimentos.

Nesse caso, a sugestão de Marcos Zittei, pelo menos um dos sócios deve ser arquiteto/engenheiro e, pelo Novo Código Civil, se os sócios forem marido e mulher devem necessariamente ser casados com separação total de bens.

Estabelecida a sociedade, é hora do levantamento de toda a documentação dos sócios e do imóvel que servirá de sede (RG, CPF, escritura ou contrato de locação, IPTU, registro do Crea, etc). Os passos seguintes são (1) a contratação de um contador e (2) a elaboração do contrato social.

Por último, quero deixar claro aqui que eu acredito e recomendo para Engenheiros e Arquitetos o modelo de negócios baseado em sociedade de profissionais. Basta escolher com critérios objetivos os futuros sócios: Veja detalhes no artigo PECADOS COMETIDOS POR ENGENHEIROS E ARQUITETOS NA ESCOLHA DE SÓCIOS



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




DIVULGAÇÃO

Deixe AQUI o seu comentário

16/12/2019

A CRIAÇÃO DO ESCRITÓRIO (EMPRESA) DE ARQUITETURA
OU DE ENGENHARIA (O Plano de Negócio)



Antes de iniciar o processo de abertura do escritório é importante definir o Modelo do Negócio que é a decisão sobre como a empresa será constituída: escritório de autônomo, associação de profissionais, sociedade com outros profissionais ou outras formas de organização que atendam os interesses e as condições materiais dos interessados (veja detalhes na página 39 do livro ADMINISTRAÇÃO DE ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA E ENGENHARIA)

Uma vez que o modelo de negócio já esteja definido, que os sócios (se for o caso) já estejam bem entendidos sobre as questões de princípios (derivados de crenças e valores) e que (isso é importante) já se tenha decidido sobre quem irá assumir as tarefas de administração do escritório... pode-se seguir em frente e buscar os passos seguintes:
• Contratar um Contador para orientar a confecção do Contrato Social;
• Providenciar os documentos necessários;
• Relacionar os custos de instalação do escritório, considerando os primeiros meses de atividade;
• Elaborar um PLANO DE NEGÓCIO simples e exequível;
• Incluir no Plano de Negócio o Plano de Marketing, privilegiando um plano agressivo de comunicação e vendas para os primeiros meses.


O PLANO DO NEGÓCIO
O Plano do Negócio é o projeto da sua empresa. Abrir uma empresa sem fazer um Plano de Negócio é como construir uma casa sem fazer um projeto. É possível, mas, com certeza irá ficar mal feito e os custos serão mais elevados (sem contar uma série de outros problemas que poderão surgir pela falta do planejamento).

O Plano de Negócio é um documento (que pode ter de 10 a 100 páginas, dependendo do nível de detalhamento) que descreve o planejamento global da empresa, incluindo motivações, instalações, equipamentos, conhecimentos, tecnologias, custos, além de um esboço do Manual de Operações.
O Plano de Negócio é composto dos seguintes itens (ou partes):


INTRODUÇÃO, onde é descrito o mercado para o produto típico da sua empresa e as razões pelas quais, de uma maneira geral, pode-se acreditar que uma empresa que atenda a este mercado tem chances de sucesso.
• Breve discussão sobre o NOME DA EMPRESA. Esta discussão deve dar uma explicação para a escolha.
• Definição dos ATRIBUTOS DA MARCA. (as promessas). Características dos produtos que serão disponibilizados ao mercado.


CUSTOS
(1) Custo de Instalação;
(2) Custo de Manutenção e
(3) Custo de produção de cada unidade (considerando o número provável de unidades vendidas por mês)


REMUNERAÇÃO (dos sócios e dos operadores).
Deve-se atribuir um valor ao trabalho de cada um dos agentes operadores da empresa.
• Administrador (Administração Financeira, Administração de Pessoal)
• Técnico (o trabalho de produção em si)
• Administração de Mercado (Marketing) - o que inclui a elaboração de orçamentos, as negociações e o fechamento dos negócios;


EQUIPE DE TRABALHO (Descrição detalhada)
Quantos empregados são necessários? para que funções? e quais as características e atribuições de cada empregado?)
Também é interessante que o Plano de Negócio já faça menção à forma como os empregados deverão ser selecionados e treinados


ANEXOS:
(1) Minuta do Contrato Social;
(2) Estudos Económicos que serviram de referência para o Plano de Negócio;
(3) Leis que regem o negócio;



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




DIVULGAÇÃO




Leia aqui, na segunda-feira, dia 21/07/2014, o artigo A RELAÇÃO ENTRE O ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA E ENGENHARIA E O ESCRITÓRIO DE CONTABILIDADE




Este artigo é baseado no capítulo 11 do livro ADMINISTRAÇÃO DE ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA E ENGENHARIA. 2ª ed. Balneário Camboriú: 893 Editora, 2014. pág. 45 - 47



---Artigo2014 ---Administração

Deixe AQUI seu comentário:

24/06/2019

PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL EM ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA E ENGENHARIA

(Publicado em 16/08/2017)





Uma das coisas muito importantes de uma empresa prestadora de serviços é o seu Patrimônio Imaterial. Em alguns casos ele pode valer mais (muito mais) do que o patrimônio físico.

Pode-se dizer que o patrimônio total de uma empresa é o conjunto dos recursos que a empresa possui ou controla. Esses recursos podem ser

RECURSOS DE CAPITAL MATERIAL
● Instalações
• Equipamentos
• Ativos Financeiros

RECURSOS DE CAPITAL HUMANO
● Talentos
● Conhecimentos
● Habilidades
● Redes de Relacionamento

RECURSOS DE CAPITAL ORGANIZACIONAL
● Estrutura Empresarial
● Documentação e Registros
● Valor de Marca
● Capacidade Produtiva
• Capacidade Gerencial
• Capacidade Comercial

NESTE ARTIGO vamos nos deter nos talentos, conhecimentos e habilidades pessoais e de como isto pode resultar em Capacidades pessoais e empresariais.

Talentos, conhecimentos, habilidades e capacidades são conceitos nem sempre muito claros. Pode haver alguma confusão. Por isto vamos tentar esclarecer umas coisinhas abaixo:

TALENTO pode ser definido como uma habilidade natural para fazer algo melhor do que a maioria das outras pessoas. Essa habilidade pode ser específica, como jogar basquetebol, correr, cantar, desenhar, esculpir, falar em público, pilotar carros de corrida, compor músicas, fazer filmes, calcular... ou genérica como o talento para as artes plásticas, para os esportes, para a música, para línguas ou para a ciência.

Talento é inato. Nasce com a pessoa. E aparece cedo (como que pedindo para ser explorado e desenvolvido).
Não existe maneira de adquirir talento! Por isso é que o termo "Talento Natural" soa como uma redundância, posto que não existe "Talento Artificial" E é importante dizer que são raríssimas as pessoas totalmente desprovidas de qualquer talento. Todos temos algum tipo de talento. É preciso identificá-lo e desenvolvê-lo para que possamos capitalizar o nosso potencial.

Uma empresa de engenharia ou de arquitetura que tenha entre seus associados ou empregados uma ou mais pessoas com talentos extraordinários (carisma, criatividade, fluência verbal, sensibilidade artística, inteligência presente, senso estético, boa memória, domínio da lógica matemática) tem um patrimônio imaterial importante.


CONHECIMENTO é uma alternativa ao talento. Talento é sorte, conhecimento é resultado de dedicação e disciplina. Conhecimento é a conexão de conceitos, o entendimento aprofundado de técnicas e tecnologias.

O conhecimento se obtém com estudo (em cursos e palestras), leitura de livros e revistas técnicas, realização de pesquisas e experiências e compartilhamento de resultados com outros interessados.

O domínio do conhecimento é o domínio da teoria.


HABILIDADE é o domínio da prática. É o que se consegue ao fazer a mesma coisa muitas, muitas e muitas vezes.
Aristóteles dizia que "você é aquilo que você repetidamente faz. Excelência não é um evento. É um hábito". Isso vale para o exercício de qualquer profissão.
Um profissional que deseje se tornar um especialista numa determinada área e obter um desempenho diferenciado precisa praticar sistematicamente aquela atividade por muito tempo.

Mas, atenção, A EXPERIÊNCIA NÃO SE OBTÉM APENAS COM A PASSAGEM DO TEMPO E O EXERCÍCIO DA ATIVIDADE. Dois profissionais com o mesmo tempo de atividade na mesma área podem apresentar desempenhos muito distintos.

O exercício da prática precisa ser sustentado pela boa teoria (o conhecimento). Imagine que dois jogadores de futebol com o mesmo nível de talento, treinem cobranças de faltas durante uma hora, todos os dias. Depois de um ano, com certeza os dois serão cobradores de falta melhores do que a média dos jogadores. Porém, digamos que o jogador A cobre 20 faltas por dia e o jogador B cobre 50; O jogador A cobra as faltas sempre com a mesma posição da bola e da barreira, enquanto o jogador B cobra as faltas de posições diferentes tanto da bola quanto da barreira; O jogador A apenas cobra a falta e verifica se a bola entrou ou não. O jogador B, auxiliado por um treinador, registra cada cobrança e, antes de cada treino faz uma avaliação das cobranças do dia anterior, definindo novos parâmetros para as cobranças daquele dia (distância da corrida até a bola, posição do pé no chute, força na bola)… é claro que, ao final do ano, o jogador B obtém melhor performance, você não concorda?

No exercício profissional da Engenharia ou da Arquitetura, cada dia, cada novo cliente, cada novo serviço deve ser registrado, analisado, e servir de base para o ajuste da performance seguinte. É assim que se faz um campeão.

Se você quer ficar (realmente) bom em alguma coisa, se quer atingir o nível de excelência, precisa aceitar o fato de que precisa praticar diariamente. Repetir os gestos e práticas por mais vezes do que o confortável. E preciso ir muito além da zona do prazer. É preciso ter disciplina. É claro que se a repetição disciplinada de uma determinada atividade é contemplada com o talento o efeito é a excelência total.


Talento é dom. Conhecimento é teoria. Habilidade é prática.

CAPACIDADE = Talento + Conhecimento + Habilidade + Estrutura

Esta nova variável introduzida na nossa equação (estrutura) nos remete a uma conclusão importante: capacidade é sempre um recurso do escritório (e não das pessoas). A manifestação das capacidades dependem de ambiente, instrumentos, equipamentos, organização, enfim, estruturas. As capacidades do escritório são sempre combinações de recursos de natureza física, organizacional e humana. E, o mais importante: são as capacidades que geralmente representam Recursos Valiosos e que resultam em Diferenciais Competitivos

Um profissional pode ser excelente em programação de computadores, mas, para desenvolver um software ele precisa de um bom computador, ambiente adequado, internet de qualidade e outros recursos da organização. Assim como o melhor cirurgião não poderá fazer um trabalho de excelência sem os instrumentos, o ambiente e os auxiliares adequados.

Quando talento, conhecimento, habilidade e estrutura se encontram as capacidades se manifestam. Mas isso, infelizmente, não é uma coisa que se vê todo dia ou em qualquer lugar.

Na próxima semana vou publicar aqui outro artigo, com alguns exemplos de recursos que representam patrimônio imaterial em escritórios de Engenharia



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



PADILHA, Ênio. 2017

Deixe AQUI o seu comentário

28/11/2018

TEMPO INTEGRAL

(Publicado em 01/05/2007)



Um colega arquiteto, no interior de Minas Gerais (vamos chamá-lo de Andrade), me manda um e-mail pedindo "um conselho" para resolver seu problema: ele não tem tido muito sucesso na quantidade dos clientes e acredita que seja porque não tem tido tempo para se empenhar em algum tipo de publicidade ou talvez por causa da grande quantidade de profissionais atuando na cidade onde ele mora. Ele trabalha em casa, depois das 16 horas, pois é arquiteto contratado em um banco estatal. A pergunta que ele me faz é: "qual é a melhor estratégia para conquistar novos clientes potenciais?"

Eu recebo muitos e-mails pedindo informações, sugestões e até conselhos (procuro responder a todos. Nem sempre tenho uma boa resposta mas sempre dou a melhor que eu tiver). Esse tipo de situação descrita pelo nosso amigo Andrade é muito comum, por isso resolvi compartilhar a resposta com os demais colegas.

Amigo Andrade: acredito que você não vai gostar de ler o que eu tenho que lhe dizer: o mercado de arquitetura (e de engenharia), nos dias de hoje, exige dedicação em tempo integral!

É muito difícil imaginar uma estratégia de sucesso se você não tem o dia todo para atender seus clientes. Engenharia e Arquitetura são duas profissões essencialmente móveis. Isto significa que engenheiros e arquitetos não exercem seu ofício em um ponto fixo (como normalmente acontece com um dentista, um médico, um mecânico de automóveis ou um cabeleireiro). Isso dá uma dimensão diferenciada à noção de ponto comercial quando aplicada ao nosso caso. Vai além do endereço físico do nosso escritório. Inclui, certamente, todos os canais de comunicação que nos permitem manter os contatos com os clientes.

Ser disponível e acessível significa ter uma política inteligente de utilização para cada um desses recursos como o telefone, o fax, o celular, a internet, a secretária eletrônica, a caixa postal de correio... Entender cada um desses equipamentos como uma PORTA aberta para o mercado nos dá a visão correta dos objetivos mercadológicos (marketing) de cada um deles.

O trabalho de Arquitetura (e de Engenharia) depende fortemente da disponibilidade do tempo que o profissional pode dispensar para colocar os seus conhecimentos a serviço da solução de um determinado problema. E quem tem emprego fixo precisa administrar os interesses do seu patrão, seja ele quem for (ou não será um bom empregado). Isso toma tempo, energia, atenção... Difícil manter um negócio paralelo no mesmo nível de qualidade.

Pronto Atendimento/Disponibilidade é o tempo de resposta do fornecedor à chamada do Cliente. Não implica, necessariamente, a realização do serviço, mas a identificação do problema e a elaboração do orçamento. A capacidade de prontidão de um fornecedor de serviços está diretamente ligada ao tamanho da sua estrutura de pessoal em relação ao tamanho do público que pretende atender.

Quando um cliente precisa de um serviço, não pode ficar esperando até que o seu fornecedor tenha tempo para fazer um orçamento.

Disponibilidade e acessibilidade são duas características fundamentais. Se o seu celular está sempre desligado, se os seus e-mails não são prontamente respondidos, se o telefone do seu escritório toca e ninguém atende (ou, se alguém atende, é pra dizer que o profissional não está no escritório)... fica difícil pedir que o cliente seja compreensivo e lhe dê a preferência...

Esta coisa de ser inacessível e ausente aborrece tanto antes quanto durante e também depois da prestação do serviço. Este defeito é grave em todas as fases do relacionamento entre o profissional e seu cliente. É preciso entender que o cliente (e com razão) detesta ser ignorado ou tratado como alguém de importância menor ou secundária. Saber dar ao cliente a devida importância e fazê-lo sentir-se relevante é uma coisa simples e vital (ou mortal, dependendo do caso).

Portanto, amigo Andrade, só temos duas soluçòes para o seu caso: ou você larga o emprego e dedica-se em tempo integral ao seu escritório ou esquece o escritório e dedica-se completamente ao seu emprego. Nos dois casos é possível se realizar profissionalmente e ser feliz. Tentar misturar as duas coisas só vai trazer angústia, tristeza e problemas.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




DIVULGAÇÃO






Nosso site é atualizado todos os dias à meia noite.
Veja AQUI os conteúdos publicados hoje.




---Artigo2007 ---Administração

Comentários?

22/10/2018

MODELO DE NEGÓCIO E PLANO DE NEGÓCIO



Quando eu comecei a estudar os conceitos de Plano de Negócio e Modelo de Negócio uma coisa me chamou atenção: o fato de que muitos consultores confundem uma coisa com a outra. Pior: ensinam que é possível, por exemplo, substituir o Plano de Negócio pelo Modelo de negócio, como se fosse a mesma coisa (ou coisas semelhantes)

Isso é, na minha opinião, apenas mais uma das muitas manifestações dessa praga do Consultor Analfabeto e Preguiçoso. Aliás, é bom que se diga: é analfabeto justamente porque é preguiçoso. Incapaz de ler os livros com teorias mais elaboradas, prefere se alimentar em blogs de outros Consultores igualmente analfabetos e preguiçosos. Este círculo não tem fim. E todo dia tem gente desprevenida caindo nesse poço.

Existem, sim, diferenças cruciais entre Modelo de Negócio e Plano de Negócio.

Modelo de negócio é um conceito descritivo: define a forma como a empresa se organiza e funciona, com o objetivo de cria valor para os seus stakeholders.

stakeholder é um termo usado, principalmente em estudos organizacionais (mas também nas áreas de gestão de projetos, administração e arquitetura de software) e se refere às pessoas ou instituições que têm (em relação à empresa) níveis relevantes de interesse, influência ou poder. Os stakeholders devem estar de acordo com as práticas de governança corporativa executadas pela empresa, uma vez que, segundo o filósofo Robert Edward Freeman, os stakeholders são elementos essenciais ao planejamento estratégico de negócios. O sucesso de qualquer empreendimento depende da participação de suas partes interessadas e por isso é necessário assegurar que suas expectativas e necessidades sejam conhecidas e consideradas pelos gestores.

Já o Plano de Negócio é é uma abordagem prescritiva. Em palavras simples podemos dizer que é o projeto da sua empresa. Trata-se de um documento que procura descrever com a maior quantidade possível de detalhes o processo de criação, implantação e funcionamento da empresa.

Abrir uma empresa sem fazer um Plano de Negócio é como construir uma casa sem fazer um projeto. É possível, mas, certamente, irá ficar mal feito. E os custos, com certeza, serão mais elevados.

O Plano de Negócio é um documento (que pode ter de 10 a 100 páginas, dependendo do nível de detalhamento) que registra o planejamento global da empresa, incluindo motivações, instalações, equipamentos, conhecimentos, tecnologias, custos, além de um esboço do Manual de Operações.

O Plano de Negócio é composto dos seguintes itens (ou partes):
• Introdução
• Discussão sobre o nome da empresa
• Determinação dos Atributos da Marca
• Custos de instalação da empresa
• Custos de manutenção da empresa
• Custos de produção
• Remuneração dos Sócios
• Descrição da características da Equipe de trabalho
Anexo: Minuta do Contrato Social
Anexo: Estudos Econômicos
Anexo: Legislação pertinente

Portanto, a elaboração do Plano de Negócio se dá depois da escolha (ou criação) do Modelo de Negócio. É possível ser inovador na concepção do Modelo de Negócio. Mas é preciso ser conservador na construção do Plano de Negócio.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



Este artigo é discutido com maior profundidade no módulo de introdução do nosso curso de ADMINISTRAÇÃO DE ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA E ENGENHARIA




DIVULGAÇÃO




---Artigo2015 ---Administração





Para copiar e reproduzir este artigo, conheça nossas REGRAS PARA PUBLICAÇÕES





Deixe AQUI seu comentário:

23/07/2018

A RELAÇÃO ENTRE O ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA E ENGENHARIA
E O ESCRITÓRIO DE CONTABILIDADE


(Publicado em 10/01/2014)



A constituição de um escritório de Arquitetura ou de Engenharia como uma Sociedade Ltda segue, em linhas gerais, os mesmos caminhos da constituição de qualquer empresa. O primeiro passo é a contratação de um contador.

Responsabilidades do Escritório de Contabilidade:
(Ao contratar o contador, o profissional deverá garantir que os seguintes serviços sejam cobertos pelo valor a ser pago mensalmente)

A - Instalação da Empresa
1) Registro da empresa na Junta Comercial
2) Registro da Empresa no Ministério da Fazenda (CNPJ);
3) Obtenção de todos os alvarás e licenças
4) Providenciar impressão dos blocos de notas fiscais
5) Providenciar documentação para abertura de conta em banco

B – Manutenção Mensal
1) Elaboração da folha de pagamento
2) Fazer o Registro Contábil das Notas Fiscais emitidas pela empresa
3) Emissão das guias e Formulários para pagamentos de impostos e obrigações sociais e trabalhistas
4) Pagamento dessas contas, nos bancos, com dinheiro previamente fornecido pela empresa

C - Manutenção Anual
1) Declaração do Imposto de Renda da Empresa
2) Providências para renovação de alvarás e licenças

(Ao contratar o contador, o profissional deverá garantir que os seguintes serviços sejam fornecidos, ainda que o pagamento seja feito como extra ao contrato mensal)
1) Declaração do Imposto de Renda dos Sócios
2) Montagem de livros e protocolos

O profissional de Engenharia ou Arquitetura deve ter em mente que o contador (o Escritório de Contabilidade) é um FORNECEDOR. Um dos PRINCÍPIOS da empresa deve tratar da maneira como deve ser o relacionamento com os fornecedores. Sugiro cuidado para não APERTAR demais os fornecedores, forçando-os a fazer negócios que acabarão sendo ruim para eles. Os negócios devem ser bons para todas as partes envolvidas.

O Escritório de Contabilidade é um fornecedor estratégico e deve ser escolhido com essa visão. Em outras palavras, tudo deve ser bem combinado, mas as condições de contrato devem ser interessantes pra o Escritório de Engenharia/Arquitetura e também para o Escritório de Contabilidade.

A declaração de imposto de renda (pessoa física), por exemplo: esse é um momento (a época da declaração do imposto de renda) em que os escritórios de contabilidade podem ter uma renda extra. Por isso, entendo que é obrigação do Escritório de Contabilidade aceitar esse serviço e até dar prioridade aos seus clientes regulares. Mas entendo que é razoável que esse serviço seja cobrado como extra e não incluído como parte do contrato.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




Este artigo é baseado no capítulo 11 do livro ADMINISTRAÇÃO DE ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA E ENGENHARIA. 2ª ed. Balneário Camboriú: 893 Editora, 2014. pág. 48 - 49



---Artigo2014 ---Administração

Deixe AQUI seu comentário:


1 2 3 4 5 6 »

Desenvolvido por Área Local