Engenheiro, Professor e Autor de livros
sobre Gestão de Carreira e Administração de Escritórios
na Arquitetura e Engenharia
MONDRIAN - RELEITURA
(Fonte: experimentalphotoarts.blogspot)

Notas de "Autor Convidado"

19/09/2014

RIO MADEIRA: UMA SOLUÇÃO PRECÁRIA
(Edemar de Souza Amorim)


EDEMAR DE SOUZA AMORIM
edemarsamorim@gmail.com





A recente licitação para privatização da Usina Hidroelétrica de Santo Antonio no rio Madeira coloca em evidencia o processo bastante danoso, de mediocrização que assola o país, cuja tendência é se agravar no futuro.

Por pressão dos movimentos sociais e organizações ambientais fundamentalistas, o potencial energético do rio Madeira e de outros rios da Amazônia tem sido desperdiçados por critérios supostamente preservacionistas, cujos benefícios, se avaliados de forma realista, não se sustentam.

Toda a vez que se constrói um aproveitamento hidroelétrico cria-se um reservatório cujas dimensões definirão o benefício energético que se quer retirar do local. Assim, tanto a barragem quanto o reservatório têm algumas funções que são variáveis de projeto: a altura de queda que afeta diretamente a potencia do aproveitamento, o volume útil do reservatório, cuja função é regularizar a vazão efluente que promove o aumento da energia firme do local e dos demais aproveitamentos à jusante, além de armazenar água para distribuí-la pelos diversos fins em períodos desfavoráveis.

Em geral, os grandes reservatórios são projetados nos trechos iniciais dos rios, pois estes nascem em regiões montanhosas e não causam inundações muito extensas. Desta forma, o benefício da regularização se estenderá por todo o desenvolvimento do rio, havendo um ganho de energia em seu aproveitamento total.

Este parâmetro tem que ser confrontado com os demais critérios e usos que se possa fazer no local, como navegação, controle de cheias, irrigação, aspectos ambientais, ocupação e organização da área, terras indígenas, Unidades de Conservação, áreas prioritárias, ecossistemas aquáticos e terrestres, base econômica, etc.

No caso do Rio Madeira, o fanatismo conservacionista utópico, provocou o abandono da solução mais conveniente. E o projeto que previa a construção de reservatório com área inundada de 1550 km2, foi abandonado pela construção de duas usinas de baixa queda, UHE Santo Antonio e UHE Jirau, com 243 km2, praticamente a fio d’água.

Na fantasiosa mente dos ambientalistas brasileiros, as funções de reservatório e regularização foram substituídas por um maior número de turbinas, que ficarão paradas nas épocas de baixa vazão, turbinando-se apenas o volume de água da vazão natural.

Em termos práticos, graças à estupidez reinante nos gabinetes de Brasília, a energia correspondente a uma usina do porte de Ilha Solteira, fundamental para um país que tem vivido os últimos anos à beira de racionamentos por falta de planejamento e gestão adequada de seus recursos naturais, será desperdiçada em nome da floresta.

Ao que parece, para esta pequena parcela de iluminados, o fato de esta energia perdida ter de ser produzida por fontes bem mais caras e poluentes, como nucleares ou térmicas a carvão ou gás importado é irrelevante. Também é irrelevante o impacto na economia brasileira, ao distorcer nossa matriz e encarecer bens, serviços e produtos exportáveis.

Quanto aos risíveis argumentos ambientalistas, de que a redução de área inundada será compensada com preservação de floresta, manutenção de reserva indígena, ou atividades exploratórias reguladas, já se sabe o fim; serão perdidos na realidade do desmatamento e ocupação descontrolada da floresta, que tem levado à destruição pura e simples de grandes áreas da Amazônia, complementado pela perda definitiva de boa parte do potencial hidroelétrico brasileiro.





EDEMAR DE SOUZA AMORIM é engenheiro civil formado pela Escola de Engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e foi presidente do Instituto de Engenharia
abril de 2007 até abril de 2009.

Nesta série que estamos publicando neste segundo semestre de 2014 teremos 10 artigos que serão publicados todas as segundas-feiras.

Faça um contato com o autor: edemarsamorim@gmail.com

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18/09/2014

PALÁCIO ITAMARATY BRASÍLIA
(Alberto Ruy)


ALBERTO RUY
albertofoco@gmail.com





Projeto de Oscar Niemeyer o Palácio Itamaraty, também conhecido como Palácio dos Arcos é a sede do Ministério das Relações Exteriores. À sua frente, sobre a água, está o “Meteoro” de mármore que representa os cinco continentes, obra de Bruno Giorgi. Possui jardins internos e salas com obras de arte, o Palácio apresenta o paisagismo assinado por Roberto Burle Marx, painéis de artistas importantes como Athos Bulcão, Rubem Valentim, Sérgio Camargo, entre outros, e obras de arte diversas presenteadas por personalidades e embaixadas estrangeiras, como esculturas, quadros, mobília e tapetes.



PALÁCIO ITAMARATY - BRASÍLIA-DF




(clique sobre a imagem para vê-la em tamanho real)





ALBERTO RUY é fotografo profissional desde 1999. Trabalhou e trabalha com orgãos públicos, autarquias, agencias de noticias e de publicidade. Faz fotos institucionais, sociais, fotojornalismo e da natureza

Pode ser localizado em Brasília-DF pelo e-mail: albertofoco@gmail.com

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17/09/2014

ESPAÇOS HOSPITALARES
(Dorys Daher)


DORYS DAHER
dorysdaher@hotmail.com






Em um passado recente, a Arquitetura de um espaço hospitalar estava profundamente associada à experiência da dor, da doença, do sofrimento. Mesmo os ambientes que trazem a alegria, como o da maternidade, onde a mãe aguarda o momento de dar à luz, tinham a aparência triste, fria e impessoal.

​Atualmente, até a concepção rígida e sisuda de espaços técnicos como os centros cirúrgicos sofreu modificações. Embora o paciente não possa usufruir conscientemente dos benefícios dessas novas idéias já que ele está anestesiado, os novos ambientes são mais confortáveis e agradáveis para quem trabalha sob permanente tensão. A iluminação é melhor, o conforto térmico é adequado, os revestimentos são de qualidade, os materiais usados são mais resistentes e o design do mobiliário auxiliar é especialmente criado para gerar conforto e precisão, com o mínimo de esforço muscular e visual. Assim, instala-se um local de trabalho muito mais satisfatório, que propicia um desempenho profissional superior.

​As partes de internação e recepção do ambiente de saúde sofreram uma grande revolução. Há quem diga que o Hospital passou a ter aparência de hotel. Prefiro dizer que ele passou a ser mais acolhedor, receptivo como um hotel, resguardando a seriedade e responsabilidade diferenciada dos serviços hospitalares. Os quartos e apartamentos já permitem uma decoração de acordo com o gosto e os hábitos do paciente. Se a internação é por um tempo mais prolongado, ele poderá personalizar o ambiente com seus objetos pessoais com os quais estão acostumados em sua rotina do dia-a-dia, como, quadros, objetos decorativos passando pelos clássicos porta-retratos com fotografias de seus familiares.

As cores usadas não são obrigatoriamente o branco, o azul ou o verde hospitalar. Há possibilidades de optar-se por cores fortes ou suaves, papéis de parede com desenhos a gosto do cliente; cortinas de materiais especiais com tratamento antifúngico ou vidros com película protetora contra o sol; roupas de cama e banho com tecidos coloridos especiais para maior conforto ao usuário, televisão com canais a cabo e controle remoto, música ambiente, frigobar e local adequado para a estada do acompanhante. Nos banheiros, podemos encontrar todos os metais com design moderno e elegante, além das inúmeras vantagens que a tecnologia nos trouxe, beneficiando principalmente aos pacientes: a descarga automática, bacias sanitárias retráteis com duchinha e secadores automáticos para a higiene pessoal; iluminação automatizada; ducha farta que atende ao comando de voz com luzes coloridas para os que gostam de cromoterapia e várias outras facilidades.

​As recepções dos hospitais e clínicas atuais são projetadas a fim de proporcionar maior conforto ao paciente, onde trabalham profissionais treinados para serem atenciosos e sorridentes, cercados por uma decoração aconchegante e atualizada. Foi-se o tempo em que na recepção só havia um globo central iluminando o ambiente e um balcão de azulejo branco brilhante onde o público era atendido de pé. Além de diversas alternativas de iluminação, vários tipos de revestimentos, tapetes laváveis que aconchegam os espaços, sofás, poltronas e móveis projetados, são distribuídos, confortavelmente pelas novas recepções. Sem falar, do local apropriado para todos os tipos de mídia - jornais, revistas, televisão, internet.

​A área de convívio comporta bares abertos e restaurantes de bom gosto, onde é possível encontrar uma grande variedade de alimentação. Muito diferente daquelas antigas cantinas nos fundos do hospital onde, às dez horas da noite, o acompanhante não conseguia encontrar nenhuma alternativa para saciar a fome. Dispomos de verdadeiros bistrôs onde se pode tomar um café expresso com cremes e biscoitos enquanto esperam seus familiares serem atendidos.

​A tensão, o medo e a apreensão podem ser amenizados por um ambiente acolhedor. É possível jantar, assistir a um filme, disponibilizando assim, alternativas que propiciem bem estar para os acompanhantes e pacientes. Tudo isso somado às novas tecnologias, favorecem dentre outros, a medicina com novas técnicas e seus aparelhos modernizados a cada dia. A Arquitetura não cura, mas é parcialmente responsável por esse processo. Uma construção mal projetada é uma construção doente. E esta não pode ajudar na cura de ninguém.

Desde que comecei a trabalhar com Arquitetura Hospitalar, procuro adotar o novo conceito de ambiente hospitalar, ficando sempre atenta às mudanças rápidas da tecnologia, que certamente causarão impacto em nossas vidas e consequentemente aos ambientes hospitalares. Temos que dar atenção ao espaço criado como um todo, às aberturas integrando-os à natureza, às circulações mais amplas, às ventilações cruzadas, tendo sempre em mente o conceito de “humanização” dos espaços de saúde, termo que parece óbvio, já que lidamos com humanos. Este é um termo atual, utilizado para valorizar a relação do paciente, desde a sua entrada até a saída do espaço de saúde, passando por todos os profissionais com os quais ele se relacionou, incluindo evidentemente o espaço arquitetônico, o começo de tudo. A participação do usuário desde o início do projeto orienta os arquitetos em suas soluções. É quando poderemos ouvi-lo e atendê-lo às suas expectativas e anseios com relação ao espaço e ao atendimento que necessita. Isso é indispensável para a humanização do espaço de saúde.

Nosso escritório já projetou algumas unidades de quimioterapia, dentre outras especialidades médicas. Ouvir agradecimentos dos clientes e dos pacientes dizendo que estavam muito felizes com o novo espaço projetado é sem dúvida o momento mais gratificante da profissão. Dizem ter prazer trabalhar naquele ambiente. Os pacientes por sua vez, em ir à clínica para se submeterem a um tratamento, às vezes tão difícil. “O lugar está mais alegre, nos propicia momentos agradáveis com outros pacientes.” Ter à disposição todo o acesso à mídia, além de “liberdade” para levarem seus pertences, como um lanche especial, um tricô, um livro, colocados em mesinhas distribuídas estrategicamente no tratamento de quimioterapia, foi resultado da nossa participação com os usuários daquela unidade. Esse tratamento é longo e submete o paciente a horas de imobilidade. A transformação do ambiente amenizou o desconforto desse período. Não é necessário que haja uma decoração dispendiosa. Um cenário simples, mas alegre, pode causar uma sensação de prazer e relaxamento.

A Arquitetura Hospitalar é uma profissão complexa. Precisamos nos munir de muita informação técnica., conhecimentos específicos sobre hospitais, clínicas e consultórios. Definir a melhor implantação da unidade de saúde na cidade, analisar o seu entorno, conhecer os processos de cada uma das especialidades médicas, com todas suas particularidades, além de termos que cumprir legislações específicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA em conjunto com tantas outras legislações necessárias para quaisquer tipos de construção. Além disso, devemos acrescentar ainda o “Design de Interiores” tão requisitada atualmente. É bom saber que os pacientes reagem positivamente a essas pequenas mudanças propostas pela e Decoração de Interiores. Faz com que nós, profissionais, tenhamos um retorno importante para um trabalho que ajuda a proporcionar saúde física e mental a tantas pessoas. Impulsiona-nos a pensar em inovar sempre.






DORYS DAHER é arquiteta e urbanista. Dirige o escritório DG Arquitetura, no Rio de Janeiro e é autora do livro Cimento Batom e Pérolas - Quem tem medo de Arquiteto?

Nesta série que estamos publicando neste segundo semestre de 2014 teremos 10 artigos que serão publicados todas as quartas-feiras.

Faça um contato com a autora: dgarquitetura@dgarquitetura.com.br

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16/09/2014

CASA DE ANITA LAGUNA-SC
(Fernando Rebelo)


FERNANDO REBELO
rebelofa@gmail.com





A Casa de Anita é hoje um dos pontos turísticos mais visitados na cidade de Laguna, foi nela onde a nossa heroina Anita Garibaldi vestiu-se para seu primeiro casamento, com o sapateiro Manuel Duarte de Aguiar, em 1835. Localizada ao lado da Igreja Matriz Sto Antônio dos anjos e da praça Vidal Ramos, a casa faz parte de uma sequência de edificios que compõem a trajetória da história de Laguna, faz parte da paisagem histórica e cultural da cidade.




CASA DE ANITA LAGUNA-SC





(clique sobre a imagem para vê-la em tamanho real)





FERNANDO REBELO é acadêmico de Arquitetura e Urbanismo na Universidade do Estado de Santa Catarina. Atualmente se dedica ao meio acadêmico, mas nos tempos livres sai perambulando pela cidade e por vezes registrando no papel o que a cidade tem de oferecer de mais belo

Pode ser localizado em Laguna-SC pelo e-mail: rebelofa@gmail.com

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15/09/2014

EDUCAÇÃO E CULTURA - PARTE I
(Wilson Xavier Dias)


WILSON DIAS
wxdias@gmail.com





Muitos acham que a educação é a solução de todos os nossos problemas, panacéia para todos os males. Eu sou um deles.

É claro que dizer que é a solução de TODOS os nossos problemas é um exagero, ou elegantemente dizendo, um eufemismo. Mas que resolveria a maior parte dos grandes problemas que nos afligem, isso é certo. Não consigo pensar em um problema sério da nossa sociedade que se aprofundarmos em suas raízes não chegaremos à conclusão que poderia ser solucionado, ou pelo menos minimizado, se tivéssemos um melhor nível cultural em nosso país.

O assunto é muito complexo e, obviamente, este espaço e minha capacidade são insuficientes para esgotá-lo. Mas vou me atrever a dar alguns palpites.

Em primeiro lugar gostaria de fazer uma distinção entre o que entendo por cultura e educação. Cultura é conhecimento, saber, acúmulo de informações. Educação é o conjunto de valores, princípios, que vão determinar a maneira como eu uso o conhecimento que adquiro. Não é uma distinção muito precisa e provavelmente os especialistas discordem, mas me dou esse direito apenas para dar continuidade ao raciocínio. Normalmente essa distinção é feita de outra forma: educação é o processo de ensino, e cultura é um conceito mais ligado às expressões artísticas. Vou tentar dar algumas opiniões sobre alguns desses conceitos.

Em primeiro lugar, o lugar comum de que precisamos investir mais em educação. Educação aqui entendida como processos relacionados ao ensino formal, escolas, etc. Como falei, é um lugar comum. Ninguém, em sã consciência, mesmo que não concorde, terá coragem de discordar desse diagnóstico. Mas se todos concordam com isso, por que a mudança não acontece? Primeiro, porque quando se fala em aumentar o investimento em educação pensa-se só em dinheiro: aumentar os salários dos envolvidos, aumentar o número de escolas, melhorar as condições de ensino, equipamentos, etc. Tudo isso é necessário, é claro, mas restringir a solução a esse ponto de vista é muito simplório e reducionista. Sinceramente não acho que o maior problema da educação seja uma questão financeira. Basta ver que há grandes diferenças de investimento em educação em diversas áreas do país, o que não resulta necessariamente em diferenças de resultados nas mesmas proporções. Outra dificuldade reside no fato de que nossos recursos são finitos e nossas necessidades parece que infinitas. Não há cobertor para cobrir o corpo todo. Se cobrimos a cabeça, o pé fica descoberto, e vice versa. Não há como prover 100% das necessidades de todas as áreas, então cortes e um jogo difícil de divisão precisam ser feitos. E aí fica-se sujeito ao poder de pressão de cada segmento. E num país sem educação, não há educação para se exigir educação.

Mas voltando ao início do raciocínio, não creio que o problema maior seja falta de verbas. Mantendo o modelo atual, poderíamos fazer muito mais e melhor com o que temos. A grande questão é como usar o que há disponível. O primeiro passo seria deslocar o foco do "como" para o "quê". Primeiro temos que definir claramente o que queremos com a educação, onde queremos chegar, o resultado que queremos ter, para depois definirmos o que é necessário para se chegar lá. Depois precisamos cumprir fielmente os projetos elaborados e não serem os primeiros sacrificados no primeiro vendaval econômico que ocorrer. Precisamos encarar a questão da educação como prioridade absoluta, intocável, sagrada.

Bom, tudo isso mantendo o padrão atual, o que já representaria um progresso magnífico. Mas se chegarmos ao ponto de realmente encararmos, na prática, que a educação é A SOLUÇÃO para a maior parte de nossos problemas, então estaremos prontos para uma ousadia mais radical: uma mudança profunda no nosso padrão de educação e em nossos investimentos na mesma.

É como se de repente descobríssemos que estamos doentes e de um mal muito perigoso, cujo tratamento é muito caro. Mesmo significando um sacrifício de anos de trabalho e suor, estaríamos dispostos a vender casa, carro, etc, para financiar o tratamento, afinal o que está em jogo é a própria vida. Guardando as devidas proporções, com a educação é mais ou menos assim. Se quisermos ser o país que todos sonham, temos que investir radicalmente em educação. Investir radicalmente significa mudar o modelo e direcionar os recursos necessários. Direcionar os recursos necessários significa ter que sacrificar outras áreas em prol da educação. Isso só será possível quando todos entenderem e concordarem com essa necessidade, quando todos entenderem que o sacrifício de agora significa o bem estar de todos amanhã.

Sinceramente não acredito em nenhum projeto ou promessa de país, vindo de qualquer ponto do espectro político, da extrema esquerda à extrema direita, que não coloque a educação em primeiro lugar, radicalmente. É pura demagogia.

Tomemos como exemplos a Coréia do Sul e a Finlândia, países que tiveram o maior avanço em relação à educação nas últimas décadas e de como paralelamente aumentaram a riqueza e a condição social do povo no mesmo período.

Na Finlândia a carreira de professor do ensino básico é a mais disputada no país. Somente 10% dos concorrentes conseguem ingressar. Comparemos com o status e as condições dos professores em nosso país. Temos esperança se continuarmos da mesma maneira?

Discorremos aqui a respeito da educação, sob o ponto de vista de escolas, sistema educacional, como uma das condições fundamentais para o progresso do país. Mas, claro, não é a única.

Na semana que vem continuaremos com nossas elucubrações sobre o assunto, mas enfocando a questão da educação sob o ponto de vista de conjunto de valores e princípios.





WILSON XAVIER DIAS é engenheiro eletricista formado pela Universidade Federal de Itajubá, em 1981. Foi presidente da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Sumaré, SP, assessor do Confea e, atualmente é assessor da presidencia do Crea-DF.

Nesta série que estamos publicando neste segundo semestre de 2014 teremos 10 artigos que serão publicados todas as segundas-feiras.

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12/09/2014

A GUERRA DOS VENCIDOS
(Edemar de Souza Amorim)


EDEMAR DE SOUZA AMORIM
edemarsamorim@gmail.com





Por 90 meses, na mais longa guerra disputada pelos EUA em sua história, 58 mil soldados perderam suas vidas. Ainda hoje, mais de trinta anos depois de encerrados os combates, o país ainda sente os efeitos do conflito que mudou a sociedade americana.

Nosso país perde, numa eficiência aterradora, uma guerra do Vietnã a cada doze meses, matando indistintamente seus cidadãos enquanto dirigem-se para o trabalho, férias, escolas ou num passeio de final de semana. O trânsito brasileiro, que somente em acidentes, custa 26 bilhões de Reais anuais é o mais perfeito exemplo dos efeitos da irresponsabilidade e descaso da sociedade brasileira e a incompetência de suas autoridades ao tratar de forma pessoal um problema técnico.

O problema, iniciado ao entregar-se a gestão do trânsito das cidades às autoridades policiais, é agravado pela incapacidade de nossos legisladores e gestores públicos de distinguirem sua responsabilidade perante o cidadão e seu comportamento como motoristas. Produzindo uma legislação de padrão europeu, porém criando sistemas e barreira para sua aplicação digna de caricaturas hollywoodianas de autoridades africanas.

A crença brasileira na existência de uma indústria de multas, voltada unicamente para esfolar o cidadão e engordar os cofres públicos é também uma das principais barreiras culturais. Tão forte que políticos e autoridades parecem disputar uma competição de remendos legislativos e administrativos para suavizar o rigor da lei e impedir a aplicação das penalidades, num exemplo escancarado de desrespeito à lógica, ao bom senso e à inteligência.

O cidadão, assumindo a infantil posição de negar o óbvio, acreditando em sua excelência auto-creditada atrás de um volante, comporta-se como se as leis fossem criadas apenas para atrapalhá-lo em seus afazeres diários, que as multas são impostos disfarçados e que seu dever é evitá-las a qualquer custo sem cumprir a lei.

Soma-se a isto uma estrutura corrupta e ineficiente, derivada da entrega às autoridades policiais o que deveria ser da alçada administrativa (concessão de licenças de condução de veículos e registros de propriedade) e técnica (engenharia de tráfego e fiscalização veicular), e chegamos ao massacre diário que se tornou o exercício do direito de ir e vir do cidadão.

É hora de tratarmos o trânsito de forma séria e técnica, analisarem as séries históricas de acidentes e identificar as estradas, os veículos, os motoristas, as viagens, as condições meteorológicas, enfim todas as variáveis envolvidas desde um simples deslocamento para a padaria até uma viagem interestadual que terminaram de forma trágica. Encontrar os pontos comuns e, de forma séria, desenvolver, comunicar, incentivar, fiscalizar legislação adequada e rigorosa, punindo exemplarmente os motoristas infratores.

É também preciso tratar as causas físicas dos acidentes: sinalização inadequada, má conservação das pistas, manutenção deficiente dos automóveis. O estado de Minas Gerais, campeão em número de acidentes, é símbolo do nefasto efeito de estradas mal construídas, mal sinalizadas e mal conservadas. Viajar por Minas Gerais, coberto pela maior malha de rodovias federais, é muito mais arriscado do que nas movimentadíssimas estradas paulistas, privatizadas e mantidas sob um padrão internacional.

Enfim é hora de iniciarmos a verdadeira engenharia de transportes no Brasil. Substituir os delegados por engenheiros seria um bom começo.





EDEMAR DE SOUZA AMORIM é engenheiro civil formado pela Escola de Engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e foi presidente do Instituto de Engenharia
abril de 2007 até abril de 2009.

Nesta série que estamos publicando neste segundo semestre de 2014 teremos 10 artigos que serão publicados todas as segundas-feiras.

Faça um contato com o autor: edemarsamorim@gmail.com

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11/09/2014

TORRE DE TV DIGITAL - BRASÍLIA
(Alberto Ruy)


ALBERTO RUY
albertofoco@gmail.com





A Torre de TV Digital de Brasília é mais um belo monumento projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Conhecida como a “Flor do Cerrado” devido ao seu formato parecido com uma flor de duas pétalas, a torre foi inaugurada no dia 21 de abril de 2013, em comemoração ao aniversário de 53 anos da Capital Federal.



TORRE DE TV DIGITAL - BRASÍLIA-DF




(clique sobre a imagem para vê-la em tamanho real)





ALBERTO RUY é fotografo profissional desde 1999. Trabalhou e trabalha com orgãos públicos, autarquias, agencias de noticias e de publicidade. Faz fotos institucionais, sociais, fotojornalismo e da natureza

Pode ser localizado em Brasília-DF pelo e-mail: albertofoco@gmail.com

Comentário do Ênio Padilha

Belíssimo projeto. Belíssima obra. E fantástica fotografia. Parabéns ao meu amigo Alberto Ruy

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10/09/2014

COMO CONQUISTAR A CONFIANÇA DE UM CLIENTE
EM UM PRIMEIRO ENCONTRO?
(Dorys Daher)


DORYS DAHER
dorysdaher@hotmail.com






Na realidade nunca podemos ter certeza do sucesso do nosso primeiro encontro com um possível cliente. Se ele foi indicado por alguém que já conhece nosso trabalho, é fato que ele terá vindo com outra receptividade, mesmo assim não temos a certeza do sucesso desse encontro - entendendo-se como sucesso, nesse caso, o prosseguimento de uma negociação visando a contratação de nossos serviços.

Se por um lado a experiência nos ensina a lidar com a diversidade das pessoas, nos surpreenderemos com fatos em que nenhum raciocínio lógico pode explicá-los. São fatos emocionais. E se são emocionais não temos como compreendê-los. Percebemos que às vezes falamos “A” e o outro entende “B” ou vice-versa! Existem ditados populares que dizem que: “o Santo não cruzou” ou que “a química não deu certo” Não podemos deixar de considerar esses aspectos, talvez sobrenaturais e que não me sinto apta a desvendá-los, porém, sei da existência deles. O imponderável... no máximo podemos registrar a sua influência. Muitas vezes seguimos todos os itens de “como manda o figurino” e o resultado é péssimo!E o contrário também é verdadeiro!

Certa vez me dirigi a um possível cliente com um formal “Sr.” na frente do nome dele:“Como está, Sr. Willy”? E ele me respondeu com voz firme que eu havia o ofendido e que não gostou do meu tratamento formal a ele. Achou que foi feita uma brincadeira irônica com a idade dele!
Nem precisa dizer que nosso encontro acabou ali mesmo! Não houve nem primeiro, nem segundo encontro - houve apenas um início de encontro! Estranho, não? Pois é; coisas assim, por vezes, acontecem... paciência ... devemos prosseguir sem sentimento de derrota e sem questionar muito! Quando questionamos muito, talvez não encontremos respostas e a falta de resposta pode nos frustrar.

É evidente que quando vou ao encontro de um novo cliente, imagino como ele será e certamente ele pensa a mesma coisa de mim...Pensando nisso procuro seguir os mandamentos básicos com cuidado. Imaginar coisas não resolve muito, mas pode nos ajudar a fazer um breve exercício com base na PNL (programação neurolinguística).

Ensaiar determinadas situações, nos ajuda a diminuir a ansiedade. Por mais que tenhamos experiência, sempre temos alguma dúvida sobre o nosso comportamento, afinal de contas somos humanos e não podemos esquecer que por mais que nos apresentemos fortes, podemos fraquejar. Somos ora mais confiantes e ora menos confiantes. Estamos sujeitos a algumas variações no nosso dia-a-dia que fazem com que venhamos a agir de forma distinta da que gostaríamos. Querer se mostrar seguro é mais negativo do que mostrar-se realmente inseguro.

Acredito que não exista uma fórmula para o sucesso desse primeiro encontro. Como se portar nesse primeiro encontro? Sou adepta da espontaneidade, da honestidade nas palavras e da boa apresentação! São apenas três pontos, mas que reúnem tudo! Seja para recebê-lo em nosso escritório ou para ir ao encontro dele em outro local.

No primeiro encontro a gente pisa devagar num terreno que pode ser minado ou não, mas, aos poucos, vamos ganhando confiança e podemos nos soltar de forma segura sem perder a responsabilidade de um encontro profissional.

O relacionamento entre cliente e o profissional é uma questão muito delicada e também surpreendente. Às vezes temos absoluta certeza de que fomos perfeitos na nossa entrevista e nunca mais ouvimos falar daquele cliente. Nunca mais! Foi como se a entrevista não tivesse existido! O contrário também é verdadeiro. Saímos da entrevista certos de que o cliente não nos dará um retorno, pensando:“onde foi que errei, será que falei demais, será que falei de menos?” e já convencidos do insucesso, formulamos alguma frase de “auto ajuda”. Mas qual não é a surpresa ao recebermos um telefonema desse mesmo cliente dizendo que adorou o encontro e que quer receber uma proposta imediatamente para iniciar o trabalho. Entrevistas iniciais apresentam resultados imprevisíveis.

Hoje tenho adotado novos hábitos na primeira entrevista. Sei da minha obrigação de ir ao encontro do cliente e ver sua necessidade in loco. Porém, atualmente tenho procurado fazer o primeiro encontro em meu escritório, de forma que algumas questões importantes como credibilidade e empatia possam ser melhor avaliadas. Dessa forma, o cliente pode fazer uma “radiografia” da minha pessoa, do meu escritório, dos meus trabalhos e, da mesma forma, essa observação é feita por mim em relação a ele. Caso primeiro encontro tenha sido bem sucedido, aí então haverá uma reunião no ambiente a ser alvo do nosso trabalho.

Por vezes o cliente não está realmente interessado na contratação de um arquiteto. Quer apenas marcar um encontro para ver como é que é um “ arquiteto”. Como é que é essa “figura” do arquiteto, será que ele não poderá me dar umas dicas e eu, quem sabe, posso aproveitar a vinda dele aqui? Ou seja, é uma consultoria gratuita que o cliente quer. Aproveita a nossa visita para fazer um questionário de dúvidas que ele acumulou e muitas vezes já se basta com aquela “consultoria”, a qual não fui capaz de negar. A nossa paixão, dos arquitetos, por responder e tirar as dúvidas do cliente muitas vezes nos cega e nos faz perder a vez de uma consulta remunerada que em vários casos é mais do que suficiente. Era tudo que o cliente precisava!

Depois da conquista do cliente, não podemos esquecer dos outros encontros que virão e que serão vários. É comum ouvir de um cliente que o arquiteto no começo foi muito simpático, se mostrou bastante eficiente mas que, depois, abandonou o cliente! É uma situação bastante desagradável. Problemas sempre existirão e o que não podemos é fugir deles, mas, para evitar que o cliente venha a fazer esse tipo de comentário, o adequado uso do telefone celular e do e-mail são bons aliados – o que será objeto de outro artigo.

Muitas vezes nos surpreendemos com pessoas muito sorridentes e muitas vezes com pessoas extremamente sérias. Penso sempre que devemos esperar o cliente se manifestar para depois agirmos. Às vezes chegamos sorridentes e informais e somos obrigados a recolher nosso sorriso imediatamente ao percebemos que o cliente está sério e formal. A situação contrária também acontece. O cliente sempre tem razão! Seria da minha parte um pouco de falta de personalidade? Total! Aliás, aprendi que a melhor forma de termos personalidade é não tê-la! O que significa que os nossos próprios valores estão acima de quaisquer circunstancias.

Em geral acho que a situação comedida é sempre melhor, para que, num segundo encontro, tenhamos a chance de nos abrir um pouco mais, afinal de contas, aos poucos vamos ganhando liberdade para sorrir e contar histórias. Histórias tristes jamais devem vir á tona, devemos contar sempre histórias positivas e mostrar o nosso conhecimento para o objeto em questão, arquitetura, afinal estamos fazendo o encontro para discutir esse assunto; o que não impede que , no encerramento da reunião, não possamos descontrair, abordando outros assuntos interessantes, mas não esquecendo de, sempre, dar um toque de humor.






DORYS DAHER é arquiteta e urbanista. Dirige o escritório DG Arquitetura, no Rio de Janeiro e é autora do livro Cimento Batom e Pérolas - Quem tem medo de Arquiteto?

Nesta série que estamos publicando neste segundo semestre de 2014 teremos 10 artigos que serão publicados todas as quartas-feiras.

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09/09/2014

IGREJA MATRIZ SANTO ANTÔNIO DOS ANJOS LAGUNA-SC
(Fernando Rebelo)


FERNANDO REBELO
rebelofa@gmail.com





Bastante devoto do Santo Antônio, Domingos de Brito Peixoto, fundador da cidade de Laguna, trouxe consigo para a cidade uma pequena imagem do santo. Logo ao desembarcar, sua primeira preocupação era que fosse construida uma pequena capela de pau-a-pique em sua homenagem, em 1969. Em 1735 é que foi edificado o corpo da igreja em estilo barroco e com quatro altares laterais folheados a ouro. No seu interior há a Capela do Santíssimo, considerada a mais bela da arquitetura catarinense.
O Santo Antônio foi considerado o padroeiro da cidade e várias histórias de seus milagres até hoje ecoam sobre a cidade e são repassadas de geração em geração pelos mais velhos. No mês de junho é comemorado o aniversário do nosso padroeiro, onde durante algumas semanas a cidade recebe shows e eventos para comemorar a data festiva. Conhecido como o santo casamenteiro, a cidade nesta data recebe milhares de solteirxs a bater na porta da igreja matriz para pedir um casamento, alguns até apelam e colocam o santo de cabeça para baixo num copo d'água debaixo da cama. Vale de tudo!!




IGREJA MATRIZ SANTO ANTÔNIO DOS ANJOS LAGUNA-SC





(clique sobre a imagem para vê-la em tamanho real)





FERNANDO REBELO é acadêmico de Arquitetura e Urbanismo na Universidade do Estado de Santa Catarina. Atualmente se dedica ao meio acadêmico, mas nos tempos livres sai perambulando pela cidade e por vezes registrando no papel o que a cidade tem de oferecer de mais belo

Pode ser localizado em Laguna-SC pelo e-mail: rebelofa@gmail.com

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08/09/2014

SUASSUNA, RUBEM ALVES, JOÃO UBALDO E A ECOLOGIA
(Wilson Xavier Dias)


WILSON DIAS
wxdias@gmail.com





Num prazo de 5 dias perdemos Ariano Suassuna, Rubem Alves e João Ubaldo Ribeiro.

O que está acontecendo?

Que conspiração é essa, que resolvem nos deixar, todos ao mesmo tempo?

Parece que, como andorinhas, resolveram alçar vôo em bando...

Acho que isso tem a ver com a ecologia...

Porque desconfio que assim como existe uma ecologia do universo físico, deve existir uma ecologia do universo cultural, só que com uma lógica invertida.

No mundo físico o desequilíbrio acontece quando o consumo é maior que a capacidade da natureza em repor o que foi usado. No mundo da cultura, ao contrário, o desequilíbrio acontece quando não há consumo, ou ele é muito baixo.

No universo material o ideal é o consumo racional, comedido. No mundo das idéias o ideal é o consumo desenfreado, o desperdício.

Nos dois casos o desabastecimento pode ocorrer e é causado pela mesma razão: o esgotamento das fontes. No mundo material a natureza tem sido tão agredida, vilipendiada com desmatamentos, queimadas, ação predatória, falta de cuidado, poluição, etc, que está começando a negar seus recursos. Vide situação do Sistema Cantareira, de São Paulo, e tantas catástrofes naturais pelo mundo a fora. É um tipo de vingança involuntária.

No ecossistema cultural também as fontes devem ser bem utilizadas, preservadas, respeitadas, levadas em conta.

Como uma fonte de água, se não forem bem aproveitadas podem se desgastar até ao ponto de termos um desabastecimento.

Os três nomes que nos deixaram representam três das maiores fontes de pensamento e da cultura de nosso país. Mas quando vemos como eram utilizados, consumidos, aproveitados, sentimos um calafrio, pensando no futuro que nos espera. Quantos jovens, presente/futuro dessa nação, já os leram? Qual o impacto de suas idéias sobre as propostas de mundo novo que temos disponíveis?

Vivemos uma sinédoque perversa em que confundimos os meios com os fins. Toda a parafernália eletrônica criada nos últimos tempos, que poderia (e deveria) ser utilizada como instrumento de disseminação e circulação de idéias, acabou sendo confundida com a própria cultura. A posse dos equipamentos e aplicativos passou a significar status, mas se formos ver as idéias que disseminam...

Por isso a preocupação: se não utilizarmos as nossas fontes de cultura, se não as disseminarmos, corremos o risco de vê-las definhar até sumir.

Acho que Ariano Suassuna, Rubem Alves e João Ubaldo não morreram por causa de suas idades ou de doenças. Morreram por falta de uso.





WILSON XAVIER DIAS é engenheiro eletricista formado pela Universidade Federal de Itajubá, em 1981. Foi presidente da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Sumaré, SP, assessor do Confea e, atualmente é assessor da presidencia do Crea-DF.

Nesta série que estamos publicando neste segundo semestre de 2014 teremos 10 artigos que serão publicados todas as segundas-feiras.

Faça um contato com o autor: wxdias@gmail.com

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