Notas de "AUTOR CONVIDADO"

12/08/2014

OURO PRETO
(Fernando Rebelo)


FERNANDO REBELO
rebelofa@gmail.com





Croqui feito sentado em uma das várias ladeiras da bela cidade de Ouro Preto com uma maravilhosa vista da Igreja N. Sra. do Carmo. Sua construção se deu entre os anos de 1766 e 1772, com projeto de Manoel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho. Era frequentada pela aristocracia de Vila Rica




OURO PRETO





(clique sobre a imagem para vê-la em tamanho real)





FERNANDO REBELO é acadêmico de Arquitetura e Urbanismo na Universidade do Estado de Santa Catarina. Atualmente se dedica ao meio acadêmico, mas nos tempos livres sai perambulando pela cidade e por vezes registrando no papel o que a cidade tem de oferecer de mais belo

Pode ser localizado em Laguna-SC pelo e-mail: rebelofa@gmail.com

Comentário do Ênio Padilha

Este é o post de estreia do colega estudante de Arquitetura Fernando Rebelo. Ele nos presenteará, nas próximas dez semanas, com desenhos e croquis que ilustram, de certa maneira, a vida de um estudante de arquitetura (e quem vai dizer que este primeiro desenho não tá na memória afetiva de 9 em cada dez estudantes de arquitetura no Brasil?)

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11/08/2014

O LEGADO DA COPA
(Wilson Xavier Dias)


WILSON DIAS
wxdias@gmail.com





Uma das grandes discussões sobre a copa no Brasil é sobre o seu legado: o que ficará depois que tudo acabou.

Essa discussão, é claro, só acontece porque a copa foi realizada aqui. Se tivesse acontecido em outro país nossa preocupação seria apenas com a escalação, a preparação dos jogadores e outros detalhes que apenas nós, os 200 milhões de técnicos brasileiros, conseguimos ver e resolver. Mas como a copa aconteceu aqui, diversas outras preocupações nos envolveram: acompanhamos seu planejamento, a execução das obras, sentimos aquele frio na barriga ao percebermos que a data se aproximava e muito do que precisaria ser feito talvez não ficasse pronto a tempo, expondo nossa incompetência. Não tínhamos certeza se teríamos estádios, se nossos visitantes teriam aeroportos para chegar, se haveria transporte para todos, etc. Muitas denúncias e desconfianças de superfaturamento e corrupção nas obras, críticas sobre a construção de estádios suntuosos em cidades que sequer possuem times de futebol ou que se existem, conseguiriam abrigar seus torcedores em algumas barracas.

Felizmente a copa aconteceu e as desgraças anunciadas, não. No final parece que tudo deu certo. Problemas dentro do normal para um evento dessa proporção.

Mas a questão que ainda permanece é: e agora? O que vai acontecer? O que vai ficar? O que vamos aproveitar? Resumindo, nos termos em voga, qual será o legado que ficará da copa?

Penso que de tudo o que aconteceu o único legado genuíno que vai ficar dessa copa é a goleada que levamos de 7 a 1 da Alemanha. Vamos discutir por um certo tempo ainda sobre as obras superfaturadas ou inacabadas, sobre os hospitais e escolas que foram preteridos pelas obras da copa, sobre os aeroportos que vão continuar a atender, ou não, a demanda rotineira dos passageiros brasileiros, etc, mas em pouco tempo, talvez poucos anos, ninguém se lembrará que aquele estádio jogado às moscas foi construído por causa da copa, se aquele outro, muito bom e bem utilizado, foi um dos benefícios que ficou, mas, com certeza, NUNCA nos esqueceremos daquela goleada. Mesmo que esperemos 64 anos para nos vingarmos, nunca a esqueceremos. Mesmo que em algum dia batamos a Alemanha por um placar igual ou maior, o que soará como uma vingança, assim mesmo a referência será 2014. Esse será a única lembrança que se perpetuará, o verdadeiro legado que a copa de 2014 deixará.

Mas por quê?

Simples. Porque as obras falam para nossa racionalidade, ou no máximo para uma emoção rasa de constrangimento ou indignação, mas aquela goleada fala para nossa emoção pura, e profunda. Nossa alma de brasileiro é muito mais machucada por uma goleada vexatória do que por um hospital que deixa de ser construído.

E pergunto novamente: por quê?

O que faz a diferença é a paixão. O futebol está entranhado em nosso consciente coletivo como parte de nossa identidade. Ganhar no futebol é uma confirmação da nossa personalidade, do nosso jeito de ser. Por isso, perder e perder feio é como se negassem nossa identidade, rasgassem nosso RG, questionassem nossa filiação. Ficamos arrasados e isso se perpetua em nossa consciência, em forma de dor, ou vergonha. Pura paixão.

Já a situação política e social de nosso país nos incomoda, nos envergonha, mas não do mesmo modo. Não é motivo suficiente para marcar indelevelmente.

E aí está um possível caminho para solucionarmos os problemas de nosso país: nos apaixonarmos.

Se conseguirmos colocar nossos ideais de sociedade nesse nível de paixão, com certeza conseguiremos transformá-la.

Quando, ao pensarmos em um país em que todos terão acesso a um médico ou hospital quando for preciso, conseguirmos suspirar como um adolescente frente à possibilidade de sua primeira conquista; quando revirarmos os olhos quando imaginarmos que todas as crianças estarão sentadas em um banco de escola da melhor qualidade; quando praticamente tivermos um orgasmo ao imaginarmos que não veremos um irmão sequer dormindo pelos cantos das praças e ruas ou mendigando para poder comer, ou que uma situação de injustiça nos tire o sono como na primeira desilusão amorosa, então teremos toda a condição de mudar nosso país, quiçá o mundo.

Porque somente deixaremos de transferir a responsabilidade da mudança para outros, ou acharmos que a obrigação é dos políticos, dos estudantes, dos militares, dos mais engajados, ou de quem quer que seja, quando sonharmos com paixão. Ninguém delega a outrem a responsabilidade pela conquista do objeto de sua paixão.

Mas como conseguiremos gerar ou despertar essa paixão dos corações das pessoas? A mais eficiente delas é pela educação, mas isso é assunto para outra reflexão.

A verdade é que conseguiremos mudar apenas quando a situação atual nos doer como uma goleada de 7x1.





WILSON XAVIER DIAS é engenheiro eletricista formado pela Universidade Federal de Itajubá, em 1981. Foi presidente da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Sumaré, SP, assessor do Confea e, atualmente é assessor da presidencia do Crea-DF.

Nesta série que estamos publicando neste segundo semestre de 2014 teremos 10 artigos que serão publicados todas as segundas-feiras.

Faça um contato com o autor: wxdias@gmail.com

07/08/2014

DEZ SEMANAS COM CINCO AUTORES ESPECIAIS

Na próxima segunda-feira (11/08/2014) estreia aqui no nosso site a Temporada Primavera de Autores Convidados. Você deve estar lembrado do sucesso que foi a Temporada de Outono, com os amigos Jean Tosetto (arquiteto), Lígia Fascioni (engenheira eletricista), Sérgio dos Santos (engenheiro civil) e Paulo Cesar Bastos (engenheiro civil).

Agora chegou a vez de sermos presenteados com a inteligência, a criatividade, o bom humor e a excelência de outras feras do nosso universo profissional.

Senhoras e senhores, tenho a honra e a alegria de apresentar os nossos cinco convidados:




WILSON DIAS
wxdias@gmail.com





WILSON XAVIER DIAS é engenheiro eletricista formado pela Universidade Federal de Itajubá, em 1981. Foi presidente da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Sumaré, SP, assessor do Confea e, atualmente é assessor da presidencia do Crea-DF.

Nesta série que estamos publicando neste segundo semestre de 2014 teremos 10 artigos que serão publicados todas as segundas-feiras.

Faça um contato com o autor: wxdias@gmail.com








FERNANDO REBELO
rebelofa@gmail.com





FERNANDO REBELO é acadêmico de Arquitetura e Urbanismo na Universidade do Estado de Santa Catarina. Atualmente se dedica ao meio acadêmico, mas nos tempos livres sai perambulando pela cidade e por vezes registrando no papel o que a cidade tem de oferecer de mais belo

Nesta série ele nos apresentará desenhos e croquis que traçarão um panorama geral da vida de um estudante de arquitetura e sua visão de mundo. Seu trabalho estará aqui todas as terças-feiras.

Até dezembro de 2015 Fernando Rabelo poderá ser localizado em Laguna-SC, nas salas de aula ou no Centro Acadêmico de Arquitetura (ou ainda pelo e-mail: rebelofa@gmail.com)







DORYS DAHER
dorysdaher@hotmail.com






DORYS DAHER é arquiteta e urbanista. Dirige o escritório DG Arquitetura, no Rio de Janeiro e é autora do livro Cimento Batom e Pérolas - Quem tem medo de Arquiteto?

Nesta série que estamos publicando neste segundo semestre de 2014 teremos 10 artigos que serão publicados todas as quartas-feiras.

Faça um contato com a autora: dgarquitetura@dgarquitetura.com.br







ALBERTO RUY
albertofoco@gmail.com





ALBERTO RUY é fotografo profissional desde 1999. Trabalhou e trabalha com orgãos públicos, autarquias, agencias de noticias e de publicidade. Faz fotos institucionais, sociais, fotojornalismo e da natureza.

Além de excepcional profissional da fotografia, Alberto Ruy é ex-jogador profissional de futebol (foi goleiro do São Paulo Futebol Clube) e hoje é um Tri-Atleta, preparando-se para o Ironman 2015, em Florianópolis.

Durante as próximas semanas, todas as quintas-feiras, teremos aqui uma imagem de Brasília retratada pelas lentes mágicas desse verdadeiro artista.

Alberto Ruy pode ser localizado em Brasília-DF pelo e-mail: albertofoco@gmail.com







EDEMAR DE SOUZA AMORIM
edemarsamorim@gmail.com





EDEMAR DE SOUZA AMORIM é engenheiro civil formado pela Escola de Engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e foi presidente do Instituto de Engenharia de abril de 2007 até abril de 2009.

Sua carreira profissional brilhante e sua passagem marcante pela presidência de uma das instituições mais importantes da Engenharia do Brasil fizeram do colega Edemar de Souza Amorim um dos principais pensadores do nosso sistema profissional e um dos interlocutores mais inteligentes e importantes do meio.

Nesta série que estamos publicando neste segundo semestre de 2014 teremos 10 artigos que serão publicados todas as sextas-feiras.

Faça um contato com o autor: edemarsamorim@gmail.com






Aguardem:

Veja o que teremos na Semana de estreia:
Segunda-feira – 11/08/2014 - Wilson Dias (O legado da Copa)
Terça-feira – 12/08/2014 – Fernando Rebelo (Ouro Preto)
Quarta-feira – 13/08/2014 – Dorys Daher (Função e Estética)
Quinta-feira – 14/08/2014 – Alberto Ruy (Palácio do Planalto)
Sexta-feira – 15/08/2014 – Edemar Amorim (Equação Meio Resolvida)

Vai ser um sucesso!



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2014 ---Convidados


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05/08/2014

A ÉTICA DO ALUNO
(Claude Pasteur Faria)

Vivemos, no Brasil e em grande parte do mundo, tempos sombrios em termos de respeito a valores éticos e morais. O que mais impressiona nessa situação, lembrando uma frase atribuída a Martin Luther King, não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons. Quando estes se calam perante as injustiças e ignomínias praticadas por aqueles, abre-se a possibilidade de uma escalada sem fim de violência, corrupção e iniquidades.

O conceito de ética é – pelo menos para fins acadêmicos e de pesquisa – um pouco diferente e, poder-se-ia dizer, mais abrangente que o de moral, sendo esta entendida como o conjunto de práticas, usos e costumes vigentes em determinada sociedade. A ética é uma disciplina de índole científica, pertencente ao ramo das humanidades, que tem por fim pesquisar, investigar e explicar o porquê da existência de determinados comportamentos morais vigentes nos grupamentos que formam as comunidades humanas, das mais simples às mais complexas.

Penso que outra diferença entre ética e moral situa-se nos campos da objetividade e da subjetividade. Enquanto os costumes morais podem ser analisados de forma objetiva por quem quer que sobre eles se debruce, o comportamento ético é eminentemente subjetivo e individual – impossível falar em ética “coletiva”. Os coletivos não são dotados de racionalidade; diz-se que as massas são amorfas e ignorantes. Por outro lado, o comportamento ético exige reflexão e introspecção, próprias de um ser racional, que, no seu íntimo, analisa as situações e define os comportamentos mais adequados a cada uma delas.

O exercício de atividades profissionais, de modo geral, e, em especial, de profissões para as quais a lei exige habilitação e formação técnicas, está sujeito a constrições éticas. No Brasil, a fiscalização dessas profissões ditas regulamentadas é feita por entidades especiais denominadas Ordens ou Conselhos. Tais entes possuem natureza pública, apesar de não estarem sujeitos à supervisão ou controle do Estado; são geridos de forma autônoma pelos próprios profissionais que os constituem.

No caso das profissões de Engenharia, Agronomia, Geografia, Geologia e Meteorologia, bem como as das áreas de tecnologia e de nível médio que lhes são afins, a fiscalização da ética profissional é procedida pelos Creas – Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia, com base em Resolução publicada pelo Confea – Conselho Federal de Engenharia e Agronomia.

Contudo, o disciplinamento ético dessas profissões deve começar na base, ou seja, nas faculdades e universidades que formam os futuros profissionais. Muitas escolas se preocupam com essa formação e incluem nos seus currículos disciplinas ligadas à apresentação de conceitos éticos e morais relacionados com o exercício profissional.

Algumas universidades possuem seus próprios códigos de ética, com preceitos que devem ser seguidos por professores, alunos e servidores. Quanto aos alunos, a par de respeitarem esses códigos de conduta, é necessário que compreendam as implicações negativas que podem advir da prática de comportamentos antiéticos durante sua passagem pelos bancos escolares.

O ato de “colar”, infelizmente tão arraigado na nossa cultura, além de ser antiético, prejudicando os demais colegas, traz prejuízos ao próprio aluno e, principalmente, à escola, que não terá parâmetros efetivos para avaliar de forma eficiente a qualidade do ensino que fornece. Essa prática é duplamente enganosa: ilude os mestres, que acreditam estar fazendo um bom trabalho; e o próprio aluno, que pensa obter vantagem inexistente – é uma forma de autoengano.

Sendo a escola uma representação em escala menor da própria sociedade, os comportamentos éticos e morais vigentes nesta devem ser reproduzidos naquela, o que inclui o justo tratamento que se deve dispensar a todos os seres humanos, evitando provocar-lhes dor e sofrimento. Com isso, a verdadeira ética repudia os trotes violentos e as humilhações que são impostas aos calouros pelos veteranos.

Poderíamos discorrer sobre inúmeros outros comportamentos antiéticos condenáveis que são praticados no ambiente escolar, mas falta-nos espaço para tanto. A mensagem final que gostaríamos de transmitir é que a ética é um constructo, uma práxis, uma vivência, que não se aprende apenas nos livros, mas com a própria existência e condição humanas.

Viver eticamente é fazer o bem e evitar o mal. Alunos éticos provavelmente serão profissionais éticos. O inverso, infelizmente, também é verdadeiro.



CLAUDE PASTEUR DE ANDRADE FARIA
Engenheiro Eletricista e Advogado - Procurador Chefe do Crea-SC
claude@crea-sc.org.br

Comentário do Ênio Padilha

O colega Engenheiro (e advogado) Claude Pasteur apresenta A MELHOR PALESTRA SOBRE ÉTICA PROFISSIONAL QUE EU JÁ ASSISTI. Ele consegue com maestria conduzir a plateia pelo emaranhado de conceitos que muitas vezes nos deixam confusos, até nos levar à clareira do entendimento.
Quando você tiver oportunidade de assistir a essa palestra, não perca a oportunidade.

Na segunda-feira pedi a ele que escrevesse um artigo (para o site) sobre Ética direcionado a estudantes universitários de Engenharia e Arquitetura. Ele prontamente nos atendeu.
Espero que os nossos leitores universitários tenham desfrutado essa oportunidade.

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02/05/2014

ENGENHEIROS EXPERIENTES
(Paulo Cesar Bastos 12/12)


PAULO CESAR BASTOS
paulocbastos@bol.com.br





É notória a necessidade de profissionais para a engenharia em todas as atividades, como de petróleo, de transportes (rodoviária, ferroviária e naval) bem como de edificações.

Anos de recessão levaram à migração dos engenheiros para outras opções.

Agora, com a volta ao desenvolvimento, seria lógico um retorno maior à atividade desses engenheiros experientes e detentores de um conhecimento tecnológico, de um saber que não pode ser adquirido de um dia para uma noite. Isso, parece que não vem acontecendo de uma forma coerente e competente.

Nesta época de retorno ao crescimento,o Brasil não pode continuar perdendo para uma aposentadoria, diga-se "compulsória a partir dos cinquenta e poucos anos", muitos profissionais que não conseguiram aplicar uma parcela importante do seu conhecimento.

Experiência e conhecimento são patrimônios e valem muito. Para ilustrar, seguem três rápidos exemplos objetivos de tecnologias e práticas construtivas dominadas por profissionais de mais tempo de estrada:

1- Enfrentar, na Bahia, o super expansivo solo massapê, quase inviável sem um profundo conhecer.

2- Saber projetar e dosar, em São Paulo, camada de base de pavimentos em misturas com solos lateríticos com menores custos que os das britas graduadas.

3-Terraplenar com categoria e economia nas mineiras Alterosas, fazendo cortes seguros e aterros estáveis, sabendo onde e quando utilizar taludes de inclinações mais rigorosas.

Exemplos que valem dinheiro e economia para o contribuinte. É saber fazer mais por menos. É fazer o recurso público render. É a tecnologia junto à capacidade gerando prosperidade.

Posto isso, vale uma reflexão entre as grandes empresas da construção, os órgãos públicos contratantes e os profissionais e selecionadores dos recursos humanos. Algo precisa ser pensado e implementado. É preciso ação, não pode ficar na locução.

Engenheiros experientes, estamos prontos, no aguardo e ao dispor para a atuação como gestores, consultores, profissionais liberais e/ou no quadro fixo funcional, a depender dos níveis e necessidades dos serviços. Assim, esperamos colaborar, avançar e inovar na construção do progresso para um Brasil , sempre, melhor.





PAULO CESAR BASTOS nasceu em Feira de Santana-BA. É engenheiro civil pela Escola Politécnica da UFBA, 1973. Profissional com mais de 40 anos de atuação em diversas áreas da engenharia civil.

Nesta série que estamos publicando em 2014 teremos 12 artigos que serão publicados todas as sextas-feiras.

Faça um contato com o autor: paulocbastos@bol.com.br

Comentário do Ênio Padilha

Os artigos do do Engenheiro Paulo Cesar Bastos são publicados, frequentemente, em grandes jornais do Brasil. Por isso nosso site se sente privilegiado e agradecido pela oportunidade de estender esse privilégio aos seus leitores.
Os textos do colega Paulo Cesar, certamente, engrandeceram nosso site e alimentaram de conhecimento os nossos leitores.
Obrigado, amigo. Espero poder contar com a sua colaboração em outras ocasiões. Esteja certo de que o convite será feito.

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01/05/2014

CUIDADO COM OS FALSOS ELOGIOS
(Sergio dos Santos 12/12)


SÉRGIO DOS SANTOS
engsergiosantos.tumblr.com





É uma pena mas nem sempre quem nos elogia faz isto com sinceridade.

É vital, portanto, sabermos reconhecer bajuladores que tentam tirar alguma vantagem.




CUIDADO COM OS FALSOS ELOGIOS





(clique sobre a imagem para vê-la em tamanho real)





SÉRGIO DOS SANTOS é engenheiro civil formado pela UFC, mestre em Engenharia Civil pela mesma universidade, e Doutor pela UFC/University of New Hampshire-USA.
É Professor universitário, lotado no Departamento de Construção Civil do Instituto Federal do Ceará (IFCE) e consultor na área de Engenharia Estrutural.

Começou a desenhar desde criança inspirado pelo renomado artista brasileiro Daniel Azulay. Embora nunca tenha feito do desenho uma carreira, é bastante conhecido entre seus amigos como alguém espirituoso que conseque induzir outros à reflexão utilizando-se do humor.

Pode ser localizado em Fortaleza pelo telefone 85-3241-7777 ou pelo e-mail: sergio@ifce.edu.br

Comentário do Ênio Padilha

Meu querido amigo Sérgio dos Santos, Engenheiro, Coordenador do Curso de Engenharia no IFCE, gente boa... o professor mais querido do Ceará, com certeza.
Faz por merecer o carinho, o respeito e a consideração dos seus alunos e dos seus colegas.
Nessas 12 semanas ele deu um toque de graça, inteligência e humor crítico ao nosso site. Somos imensamente gratos. Esperamos tê-lo de volta muitas vezes.
(e esperamos tê-lo em Santa Catarina, em breve)

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30/04/2014

QUERO SER RICA
(Série Clássicos da Lígia Fascioni - 12/12)


LÍGIA FASCIONI
www.ligiafascioni.com.br





Você sabia que o brasileiro é o povo que mais consome celulares no mundo? O governo vende isso como vantagem (pois se até o recorde na compra de carros eles consideram sucesso em vez de ver que isso só reflete a falência do sistema de transporte coletivo, falar o quê, né?), mas a questão não é tão simples não, olha só porquê.



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Comentário do Ênio Padilha

Lígia Fascioni foi a primeira a ser chamada para esta Temporada de Autores Convidados. No caso dela fiz questão de pedir 12 artigos antigos e clássicos. Aqueles textos que, apesar de não serem recentes não são datados, ou seja, podem (e devem) ser lidos e re-lidos muitas vezes.
O entusiasmo da Lígia com este projeto foi o que me estimulou a ampliar a coisa e convidar os outros quatro colegas. Então ela é um pouco co-autora dessa empreitada.
Muito, muitíssimo obrigado. Sua participação foi inestimável. E eu só espero que você tenha se divertido com a repercussão bacana que alguns desses artigos tiveram aqui no nosso site durante essas semanas.

28/04/2014

OBRIGADO, MESTRE!
(Jean Tosetto 12/12)


A generosidade é um atributo de caráter que separa os profissionais ditos bem sucedidos daqueles que realmente contribuem para uma classe melhor.




JEAN TOSETTO
www.jeantosetto.com





(...) No começo de 2014 recebi um convite generoso e inusitado do Ênio Padilha. Ele me pediu autorização para republicar doze dos melhores artigos que eu havia escrito. Ele fez o mesmo com relação a outros profissionais da Engenharia e Arquitetura, criando uma série de três meses com autores convidados. Senti tamanha honra pelo convite que respondi declarando que tentaria entregar artigos inéditos. Seria um desafio e tanto.

Estreitamos nossa troca de mensagens a ponto de fazermos uma permuta. Enviei para o Ênio Padilha o livro “MP Lafer: a recriação de um ícone” e recebi dois títulos de sua coleção: “Ler e Escrever” e “Marketing para Engenharia e Arquitetura”. São livros excepcionais! Gostaria de ter lido eles há bem mais tempo, pois teria cortado um bom caminho para chegar onde estou hoje, agindo de modo intuitivo...

Comentário do Ênio Padilha

Hoje iniciamos a última da série de doze semanas com publicações de cinco autores convidados muito especiais.
Não tenho palavras para agradecer o empenho, a dedicação e a empolgação desses cinco grandes amigos.
Eu e meus queridos leitores (que desfrutam comigo este privilégio) só podemos dizer "muito obrigado" e, "parabéns".

Leia o artigo completo
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25/04/2014

BRASIL TEM O DESAFIO DE PRESERVAR E PROGREDIR
(Paulo Cesar Bastos - 11/12)


PAULO CESAR BASTOS
paulocbastos@bol.com.br





O Brasil já foi dito o país da construção interrompida, não poderemos ser o da oportunidade perdida. Essa chamada crise internacional decorreu da especulação, nada a haver com a produção. A nossa hora é, justamente, agora.

O nosso grande desafio brasileiro é garantir padrões e índices crescentes de desenvolvimento de modo moderno, inovador e sustentável, isto é: economicamente viável, ambientalmente correto e socialmente justo. A sustentabilidade não é utopia, ela é possível com ações lógicas, éticas e pragmáticas induzidas por uma gestão pública eficiente e uma ativa participação da sociedade.

Não existem soluções mágicas para o desenvolvimento. Escapar ao círculo vicioso do “não pode” e gerar o circulo virtuoso do “como pode” é a chave para liberar o potencial desenvolvimentista da sociedade brasileira. O país que queremos e precisamos é o que compete para vencer e não apenas para participar. A nossa meta olímpica é, também, a medalha do progresso.

Assim, é preciso preservar e produzir. Ao mesmo tempo em que é necessário preservar a floresta em pé é fundamental produzir alimentos, celulose, fibras e biocombustíveis para o país viver e, também, vender para crescer. Um caminho para a solução, uma vereda para a salvação, está na integração lavoura-pecuária-silvicultura. Compreender, também, que o semiárido brasileiro não é problema, mas, sim, uma das soluções.

Para isso precisamos de um programa decisivo, eficiente, eficaz e permanente de extensão rural e tecnológica para levar para respirar o puro ar da zona rural os diversos estudos já existentes e empoeirados nas estantes, prateleiras e computadores das instituições de pesquisa e ensino brasileiras. Ciência, tecnologia e inovação a serviço da produção para benefício do cidadão.

Continuar a estimular a pesquisa (P), mas, sobretudo acionar o desenvolvimento (D). Induzir a capacitação, cooperação, comunicação, compromisso e confiança (5C). Vale, assim, o estabelecimento e/ou fortalecimento de um Programa Nacional de Recuperação das Pastagens Degradadas, aumentando o suporte e conseqüentemente a produtividade. Conseguiremos produzir mais nas mesmas áreas já utilizadas, minimizando e tendendo a zerar o desmatamento.

Para isso, deve ser levado em conta que o Brasil é um país-continente e o programa deveria ser adequado aos diversos climas, culturas, níveis e portes das atividades produtivas, aliado a um crédito com taxas e prazos compatíveis com o segmento rural. Agronomia mais economia, geografia e sociologia. Colocar no contexto o que já estabeleceram no texto.

Não poderemos nunca sobreviver com uma estagnação inconseqüente. Enquanto os ditos desenvolvidos acendem o farol, querem que os emergentes alumiem com o fifó. Vamos avançar. Participar e inovar é preciso.





PAULO CESAR BASTOS nasceu em Feira de Santana-BA. É engenheiro civil pela Escola Politécnica da UFBA, 1973. Profissional com mais de 40 anos de atuação em diversas áreas da engenharia civil.

Nesta série que estamos publicando em 2014 teremos 12 artigos que serão publicados todas as sextas-feiras.

Faça um contato com o autor: paulocbastos@bol.com.br

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24/04/2014

O QUE OS OLHOS NÃO VEEM O CORAÇÃO NÃO SENTE
(Sergio dos Santos - 11/12)


SÉRGIO DOS SANTOS
engsergiosantos.tumblr.com





Supõe-se que estruturas sejam feitas para durar. Tome como exemplo as pirâmides que tem milhares de anos ou mesmo a Torre Eiffel, uma estrutura de aço que já possui mais de cento e vinte anos. Infelizmente muitas obras comuns tais como prédios residenciais ou mesmo comerciais não tem durado tanto. Materiais inapropriados, falhas de projeto e falta de manutenção tem feito com que muitas patologias se manifestem e lhes encurtem sua vida útil. O problema pode ser mais grave quando não é visivelmente detectado pelos ocupantes ao passo que silenciosamente destrói a estrutura. Realmente, o que os olhos não veem o coração não sente.



O QUE OS OLHOS NÃO VEEM O CORAÇÃO NÃO SENTE





(clique sobre a imagem para vê-la em tamanho real)





SÉRGIO DOS SANTOS é engenheiro civil formado pela UFC, mestre em Engenharia Civil pela mesma universidade, e Doutor pela UFC/University of New Hampshire-USA.
É Professor universitário, lotado no Departamento de Construção Civil do Instituto Federal do Ceará (IFCE) e consultor na área de Engenharia Estrutural.

Começou a desenhar desde criança inspirado pelo renomado artista brasileiro Daniel Azulay. Embora nunca tenha feito do desenho uma carreira, é bastante conhecido entre seus amigos como alguém espirituoso que conseque induzir outros à reflexão utilizando-se do humor.

Pode ser localizado em Fortaleza pelo telefone 85-3241-7777 ou pelo e-mail: sergio@ifce.edu.br

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