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Ênio Padilha

"Nosso trabalho é traduzir para o mundo executivo de Arquitetos e Engenheiros os mais recentes estudos e pesquisas sobre Administração, Estratégia e Marketing.
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Notas de "COPA 2014"

02/11/2011 0 Comentar

CONFIRA O PANORAMA ATUALIZADO DAS OBRAS DOS ESTÁDIOS
PARA COPA 2014

A 31 meses do início da Copa de 2014, o GLOBOESPORTE.COM volta a trazer um balanço atualizado das obras de reforma ou de construção dos 12 estádios que receberão os jogos do maior evento de futebol do mundo, realizado pela segunda vez no Brasil. As informações, passadas pelos respectivos comitês, serão divulgadas todo dia 1° de cada mês.

Leia a matéria completa no site
GLOBO ESPORTE

24/08/2011 0 Comentar

VUVUZELAS x CAXIROLAS












Durante a última copa do mundo, na África do Sul, eu escrevi, aqui, que eu esperava da torcida africana um verdadeiro espetáculo de sons e coreografias, pois trata-se de um povo em que o ritmo e a musicalidade estão no DNA.

Sonhei com os batuques, com as danças e com as cantorias tribais. E fui acordado com um barulho infernal de cornetas baratas sopradas freneticamente pela ala medíocre da torcida. Digo medíocre porque "tocar" vuvuzela não exige nenhum talento. E todos sabemos que talento artístico os africanos têm. E não é pouco.

Desde que eu me lembro de acompanhar competições esportivas, não me lembro de algo mais horroroso do que o som das vuvuzelas. Você ligava a TV e lá estava aquele zumbido monocórdico e interminável.
Se o time está na defesa a torcida faz BZZZZZZZ; se o time vai para o ataque, BZZZZZZZZZZZ; acontece um gol: BZZZZZZZZZZZZZZ; termina o jogo: BZZZZZZZZZZ. Você ficava sem saber pra quem o estádio estava torcendo. Ficava totalmente sem graça.

Interessante é que, olhando com atenção, percebíamos que menos de 10% dos torcedores utilizavam as malditas cornetas. E conseguiam suplantar toda a beleza que é o som de uma torcida num estádio de futebol.

A Vuvuzela foi, na minha opinião, a vitória da mediocridade sobre a criatividade!

Felizmente essa praga não veio para o Brasil!

Mas ontem fui surpreendido com a notícia de que o Brasil terá a sua Vuvuzela. Chama-se Caxirola. E foi inventada pelo músico baiano Carlinhos Brawn

Trata-se de uma adaptação do caxixi, instrumento percussivo de origem africana que acompanha o toque do berimbau nas rodas de capoeira. De acordo com o Carlinhos Brown, seu invento, uma espécie de chocalho, ainda está sendo aperfeiçoado, mas estará pronto para tomar os estádios daqui a três anos.

Então quero declarar aqui que a caxirola tem o meu voto de confiança. A minha confiança está no talento do seu criador. Tenho a esperança de que ela não será outra Vuvuzela. E que o Brasil possa dar uma lição ao mundo de como uma torcida pode fazer a diferença no espetáculo que é uma partida de futebol.

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