Notas de "BLOG DO ÊNIO PADILHA"

13/09/2019

CRENÇAS, VALORES, PRINCÍPIOS
E AS SOCIEDADES ENTRE PROFISSIONAIS

(Publicado em 25/04/2012)



Você já deve ter ouvido (ou mesmo dito) coisas assim: "Eu voto em Fulano de Tal porque ele é uma pessoa de princípios!"; "Eu seria incapaz de cometer essa ou aquela desonestidade. Eu tenho princípios!"
Da maneira como falamos, muitas vezes, alimentamos a falsa crença de que ter princípios é uma coisa própria de pessoas boas, honestas e bem intencionadas.

Não é bem assim.
Ter princípios não é privilégio (ou virtude) apenas de pessoas boas, honestas ou bem intencionadas

Nada impede um bandido, um traficante ou um político corrupto de ter princípios? E eles geralmente os têm. Muitas vezes, de forma até mais clara do que a maioria das outras pessoas.

Porque Princípios são definições prescritivas. São ditames morais. São regras pessoais. Leis de caráter individual. Preceitos.

Em palavras simples, Princípios são REGRAS que uma pessoa estabelece para si mesma e para os que lhe são subordinados ou liderados. São decisões que servem de base para o comportamento do indivíduo. Definem como a pessoa vai agir ou reagir diante de determinadas circunstâncias. É uma predisposição a fazer as coisas de uma determinada maneira, encarar de determinada forma ou assumir uma determinada atitude diante de determinadas situações.

Princípios sempre se manifestam em circunstâncias específicas, ou seja: um princípio se manifesta quando o indivíduo é posto à prova.


Os princípios de uma pessoa, geralmente, são conseqüência do conjunto das suas crenças e dos seus valores.
Todos temos nossas crenças e valores. Mas nem sempre nos damos conta disso (nem sempre nossas crenças e valores estão no nível consciente).

Crença é uma convicção profunda e sem justificativas racionais. É uma disposição meramente subjetiva para considerar algo certo ou verdadeiro por razões meramente subjetivas. Uma crença não é (não precisa ser) racionalmente comprovada. Logo pode não ser fidedigna à realidade e representa o elemento subjetivo do conhecimento.
Crença pode ser entendido como sinônimo de fé!

Já os Valores são as medidas variáveis de importância que se atribui a alguma coisa. Nossos valores representam as qualidade (de natureza física, intelectual ou moral) que nos despertam admiração ou respeito.

São as coisas que usamos como critérios para avaliarmos nossas ações (e as ações dos outros) como boas ou ruins

As pessoas organizam (arranjam) seus valores em camadas, de forma hierárquicas. Muitas vezes fazem isto de forma inconsciente.

A sua escala de valores responde a importante pergunta: "o que é mais importante para mim em relação à vida? Quais são as conquistas que valem a pena?"

Abaixo há uma lista de valores, dispostos em ordem alfabética. Para ter uma idéia sobre qual é a sua escala de valores, atribua um valor DIFERENTE (entre 0 e 100) para cada um dos itens.

(__) Aparência física
(__) Ascenção na carreira profissional
(__) Atividades de distração e recreação (jogos, festas)
(__) Autoridade Hierárquica
(__) Autoridade Moral
(__) Aventura
(__) Competição esportiva
(__) Competição intelectual
(__) Convivência com a família
(__) Ética (não fazer aos outros o que não quero que façam a mim)
(__) Ganho financeiro
(__) Lealdade (aos amigos, aos colegas)
(__) Obtenção de Conhecimentos
(__) Patrimônio físico/financeiro (imóveis, bens, posses)
(__) Popularidade ou Fama
(__) Privacidade
(__) Reconhecimento (dos pares)
(__) Saúde da família
(__) Saúde física
(__) Saúde mental
(__) Segurança financeira da família
(__) Segurança no trabalho
(__) Sexo
(__) Tranquilidade (paz)

A sua escala de valores cria a vida que você vive. Geralmente este roteiro foi montado por seus pais, professores, pela TV e pela sociedade em geral (quando você era uma criança)

Fazer mudanças na sua escala de valores requer um esforço persistente e, freqüentemente, muita coragem.


A APLICAÇÃO PRÁTICA DESSES DITAMES FILOSÓFICOS
Uma carreira profissional e mesmo a constituição de uma organização profissional se sustenta em Princípios, que são decorrentes das Crenças e Valores. Mesmo os profissionais que nunca se preocuparam em pensar sobre o assunto, possuem suas crenças e valores. E delas decorrem seus princípios que estão sempre norteando seus comportamentos pessoais, profissionais e empresariais.

Por isto considero importantíssimo que os profissionais tragam esta questão para o nível consciente. Que tentem racionalizar sobre esta questão e tenham melhor domínio sobre essas coisas. Isto é particularmente importante quando organizações profissionais são constituídas sob a forma de sociedade, o que é muito comum na Arquitetura e na Engenharia.

É preciso que os sócios se perguntem: "no que acreditamos?" "O que valorizamos? o que consideramos importante?" e, finalmente possam ter claro "quais são os nossos princípios? como fazemos as coisas? como agimos e reagimos em determinadas circunstâncias?"

A principal aplicação prática do conhecimento das crenças, valores e princípios numa sociedade entre profissionais é justamente evitar que ela seja feita entre pessoas com crenças e escalas de valores distintas, pois isso seria um importante obstáculo para o estabelecimento de PRINCÍPIOS harmoniosos para a empresa



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




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---Padilha, Ênio. 2012 ---Administração

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11/09/2019

COMO ESTAR PREPARADO PARA
O PRIMEIRO CONTATO COM O CLIENTE?



O sonho de consumo de 10 em cada 10 engenheiros/arquitetos é não ter de vender o seu serviço. Ter uma fila de clientes ansiosos por nos contratar é o que a gente, no fundo, mais deseja.

Infelizmente isto é uma quimera. Na vida real nós precisamos convencer as pessoas de que vale a pena contratar nossos serviços e (mais do que isto) pagar por ele o preço justo.
Então, antes mesmo de saber o que dizer quando estivermos frente a frente com o nosso cliente potencial devemos providenciar essa circunstância. Ou seja: temos de conseguir um primeiro encontro.

Os clientes potenciais precisam saber que nós existimos e existem diversos mecanismos de divulgação da nossa existência.

Tudo passa, em alguma medida, por investimentos em propaganda ou publicidade ((O livro MARKETING PARA ENGENHARIA E ARQUITETURA, tem um capítulo inteiro dedicado a esse tema: propaganda e publicidade. (8ª ed. pág.131-142)).

Não tenha ilusões: o cliente não tem bola de cristal. Ele não tem como saber quem você é, o que você faz e para o que serve o seu trabalho (a menos que você diga de forma muito clara)

O cliente não sabe o que você faz, se você é competente ou não, onde você tem o seu escritório, nem se o seu preço é razoável. Na verdade, um número muito maior de clientes do que você imagina acaba contratando seus concorrentes apenas porque nunca ouviu falar de você.

Então é o seguinte: invista algum tempo, dinheiro e energia em ações de comunicação com o mercado. Faça com que o maior número possível de pessoas (especialmente os potenciais clientes) tomem conhecimento de que você existe. Isto é fundamental. E é também a parte mais difícil.

Uma das formas de se fazer conhecer no mercado (num mercado que não é de produtos de consumo de massa) é o contato pessoal. A visita pessoal.

Eu repito sempre que a visita pessoal aos clientes potenciais (com os quais ainda não tivemos nenhum contato) é uma estratégia de comunicação com o mercado que deve ser desenvolvida pelo profissional como principal caminho para criação de novos negócios.

Recomendo que o profissional faça uma visita por semana (não precisa mais do que uma visita por semana) a um cliente potencial novo. Essa visita pode ser agendada por telefone ou por e-mail. É provável que algumas tentativas de marcar essas entrevistas sejam mal-sucedidas, mas isso não deve ser motivo de desânimo. Continue ligando e agendando esses primeiros encontros com clientes potenciais.


A IMPORTÂNCIA DO PRIMEIRO CONTATO
Quando o primeiro encontro foi agendado (por telefone, por e-mail ou seja lá como for) já ficou mais fácil. O passo seguinte é tirar o melhor proveito possível desse primeiro contato pessoal.

Aí começamos a responder a segunda questão: como se comportar no primeiro contato com o cliente?

A primeira vez que você conversa com o seu potencial cliente é um momento crucial e representa um percentual considerável da possibilidade de fazer ou não um bom negócio.

Por isso é importante prestar atenção em uma coisa:
Não vá para esse encontro despreparado. Por incrível que pareça, muitos profissionais tem grande dificuldade para fazer bons negócios porque perdem, logo no primeiro contato, a admiração do potencial cliente. E isto acontece por que o profissional se apresenta de forma muito amadora.
Se um arquiteto ou engenheiro apresenta-se despreparado para um primeiro encontro com um cliente potencial ele pode nunca mais ter a oportunidade de apresentar certas informações.

Nesse primeiro encontro você precisa se apresentar de forma completa e fazer com que o seu cliente tenha de você uma boa impressão. É preciso que, no final dessa primeira conversa você consiga fazer com que o cliente tenha confiança no seu potencial.

Você pode conseguir isto apenas com uma boa conversa. Mas é difícil e arriscado.

O melhor é ir preparado. Levar algumas armas (uma coisa que eu chamo de “Caixa de Ferramentas”). Coisas que ajudam a demonstrar (ou provar) que você é CAPAZ de resolver os problemas de Engenharia ou de Arquitetura que o cliente tem (ou possa vir a ter)

Nessa “caixa de ferramentas” (que, na verdade, é uma pasta, em forma de catálogo, portfólio, book...) devem estar documentos, listas de clientes atendidos, relação de serviços já executados, fotografias de obras, instalações e serviços, croquis, desenhos, listas de material... Enfim, tudo o que pode impressionar positivamente um cliente potencial. Esse material deve ser bem produzido e deve estar organizado de tal maneira que seja, para o cliente, uma apresentação limpa, dinâmica, esclarecedora e convincente.

Pense em algo que tenha a forma de um catálogo. Um portfólio encadernado que possa ser folheado facilmente (ou seja, com folhas de papel mais pesado e de boa qualidade gráfica). Neste material deverá constar:
a) Uma página com a presentação formal do profissional e da empresas (nome, endereço, canais de contato oferecidas aos clientes e, em linhas gerais, os produtos oferecidos;
b) Apresentação das parcerias comerciais, profissionais e tecnológicas do profissional e da empresa;
c) Apresentação (comercial) dos produtos oferecidos ao mercado (uma página para cada produto);
d) Fotografias dos serviços realizados (fotografias profissionais, com uma ficha técnica e comercial);
e) Lista dos clientes atendidos.

Este material é muito importante pois tem a capacidade de provocar no potencial cliente uma percepção de profissionalismo, competência, qualidade e segurança. Fica mais fácil conversar assim do que com um cliente cheio de dúvidas.
Esta “caixa de ferramentas” é o que facilitará as argumentações necessárias para viabilizar a negociaçào pretendida.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




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Este artigo é baseado no capítulo 4 do livro Negociar e Vender Serviços de Engenharia e Arquitetura. 3ª ed. Balneário Camboriú: 893 Editora, 2009. pág. 68 - 71



---Artigo2014

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09/09/2019

UMA ENTREVISTA PARA ESTUDANTES DE ENGENHARIA



(Publicado em 26/08/2014)



Atendendo ao pedido de um professor, que é meu amigo, respondi (de bate-pronto) algumas perguntas feitas pelos seus alunos, estudantes de Engenharia no início do curso. Dá uma olhada:



1. Qual a maior dificuldade na área da engenharia?
A maior dificuldade é a responsabilidade objetiva. Engenheiros são contratados para entregar uma solução objetiva. Não podem apenas "tentar" ou "fazer o melhor possível". A coisa tem de acontecer, efetivamente. O prédio tem de ficar de pé, o avião tem de voar, o navio tem de flutuar, a instalação elétrica tem de funcionar... simples assim.

2. O que despertou o interesse na profissão?
O desejo de dominar áreas de conhecimento que pouca gente consegue entender.

3. Qual o prazer que a profissão lhe oferece?
O conhecimento.

4. Sendo alguém que já atua na área, qual a visão para o mercado de trabalho a longo prazo?
O mercado de trabalho para engenheiros é muito amplo, pois não se limita aos campos da Engenharia propriamente dita. Os conhecimentos adquiridos na faculdade permitem ao engenheiro conquistar espaços em muitas outras áreas. E se dar bem em todas. Nesse sentido, o mercado de Engenharia, no longo prazo, sempre será muito bom.

5. Qual o maior obstáculo já enfrentado em uma obra?
No meu caso, o problema de altura. Tenho vertigem e trabalhar em altura sempre foi um grande problema para mim.

6. Qual a maior dificuldade no inicio da carreira?
Não tive, felizmente. Tive uma boa formação na faculdade. Quando saí da faculdade disputei 6 vagas de emprego (em São Paulo) e fui chamado em 5. Então, não tenho do que me queixar.

7. Quais vertentes da engenharia você projeta ser mais promissora?
As clássicas: Engenharia Civil, Elétrica, Mecânica e Química. Todas as outras, de certa forma, derivam dessas clássicas.

8. Como o bim tem influenciado no mercado?
A tecnologia BIM alterou o processo produtivo nos escritórios de projeto de uma forma que o AutoCad nunca nem chegou perto. Muda o conceito de projetar e elimina a figura do desenhista que depois se tornou cadista. Não existe nem existirá um BIMista. Nos escritórios de projeto o AutoCad era (ou poderia ser) operado por uma pessoa que podia não ser o projetista. Poderia não ser um arquiteto ou engenheiro. Com o BIM isso não ocorre porque os softwares de tecnologia BIM não são softwares de desenho e sim de projeto. Isso muda TUDO.

9. O que pretende fazer para diferenciar-se no campo?
Estudar muito na minha área de especialidade. É preciso estudar muito para estar sempre um passo à frente dos concorrentes.

10. Comente 2 maiores experiências já vividas na área da engenhara.
As melhores experiências que eu tive como profissional de engenharia foi ver uma obra ser realizada (ficar pronta e funcionando ) quando eu tinha aplicado nessa obra alguma inovação no projeto ou no processo. Ver que uma coisa nova funcionava como tinha sido prevista na minha cabeça era uma grande satisfação.

11. Qual deve ser a postura de um engenheiro perante um problema?
Escrevi um artigo sobre isso: http://www.eniopadilha.com.br/artigo/231

12. Se pudesse patentear uma obra/invenção já conhecida, qual seria?
O carro elétrico.







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PADILHA, Ênio. 2014












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03/09/2019

O QUE PODEMOS APRENDER COM A HISTÓRIA DA ESCRAVIDÃO?



(Publicado em 04/09/2019)



Na primeira página do livro deveria estar escrito, com letras bem grandes: "Antes de entrar, liberte-se de todo e qualquer anacronismo. Não faça qualquer julgamento dos personagens baseado em valores do século XXI. O livro tratará de coisas que aconteceram há quase 600 anos. Os fatos ocorreram nos séculos XV, XVI e XVII (entre 1444 e 1695). Eram outros tempos. Os padrões morais eram outros. O que era aceito como razoável pelas pessoas era diferente.



Dito isto, é importante também um outro alerta, agora aos militantes de toda ordem, que estão esfregando as mãos achando que vão encontrar no livro alimento para as suas próprias convições: os fatos são o que são. É a história. Não importa se vai agradar ou desagradar a igreja, os movimentos de direita, os movimentos negros, os portugueses, os angolanos, paulistas, cariocas ou baianos. É apenas a história. E precisa ser bem contada, ponto.



O livro de Laurentino Gomes consegue cumprir esse objetivo de forma magistral. Como em todos os outros trabalhos do autor, o texto flui límpido, rápido e envolvente. Quando o leitor se dá conta, já conhece os personagens pelos nomes, já identifica os lugares e relaciona as datas. A história é contada como se fosse uma reportagem de revista semanal. Mas a grande diferença é a profundidade e a chuva de dados e números (alguns inéditos na literatura brasileira).

Trata-se um trabalho de pesquisa que durou 6 anos, com viagens ao redor do mundo e a contribuição de muita gente. Uma superprodução da literatura de não ficção, com certeza. E irá se juntar aos outros livros do autor, no podium de Clássicos da Literatura do Brasil.

A escravidão é um tema sensível, especialmente para os afrodescendentes (como eu) que sofreram e sofrem as consequências explícitas ou veladas daquele trágico período. Sem uma boa explicação é muito difícil entender o que aconteceu e por que aquelas coisas aconteceram.

O livro tem momentos tensos em que o relato é chocante e apresenta o que há de pior na natureza humana. Faz a gente lembrar do poema de Castro Alves: "Senhor Deus dos desgraçados! / Dizei-me vós, Senhor Deus! / Se é loucura… se é verdade / Tanto horror perante os céus?!"

Mas não fica nisso. Vai além. Aborda a questão da maneira mais abrangente, usando a mesma técnica já utilizada pelo autor nos livros 1808, 1822 e 1889, que é o de falar do mesmo fato diversas vezes, adotando pontos de vista ou analisando circunstâncias diferentes. O resultado é um livro que dá ao leitor um certo conforto e, por incrível que pareça, certa esperança na humanidade.

Conhecer a história é fundamental. Entender o que aconteceu e por que aconteceu é crucial, especialmente em questões como a escravidão, que produziu tantas consequências para a sociedade brasileira. Porém, por mais tocante que sejam as memórias (e as cicatrizes ainda vivas). É preciso lucidez para fazer desse passado um futuro melhor. Nisso eu não tenho dúvidas de que esse livro contribui de forma incontestável.





PS.1: Muito difícil escrever a resenha deste livro sem dar spoiler, o que é estranho, pois se trata de um livro de história. Mas existem muitas revelações ou abordagens que são surpreendentes e isso acontece em praticamente todo o livro. É só o que eu posso dizer.

PS.2: O livro termina com "requintes de crueldade". Nos últimos parágrafos, como se fosse o último capítulo de uma série de TV, o autor introduz o tema da próxima temporada, digo, do próximo livro da trilogia. A sensação do leitor é de abandono: "agora o que resta é esperar um ano até o lançamento do Volume II".




REFERÊNCIAS:
1) GOMES, Laurentino. ESCRAVIDÃO - do primeiro leilão de cativos em Portugal até morte de Zumbi dos Palmares. Rio de Janeiro: Globo Livros, 2019. 480p.
2) ALVES, Castro. O NAVIO NEGREIRO. Biblioteca Virtual de Literatura – http://biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/CastroAlves/navionegreiro.htm. Disponível em 03/09/2019




Imagem (fonte): Capa do Livro - Globo Livros






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PADILHA, Ênio. 2019

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30/08/2019

SE VOCÊ QUER, REALMENTE, APRENDER A ADMINISTRAR O SEU ESCRITÓRIO ESCOLHA MELHOR SEU CONSULTOR.



(Publicado em 26/08/2014)



Um dos erros mais comuns e que mais atrasam o desenvolvimento dos escritórios de Arquitetura e de Engenharia é o falso conhecimento de Administração e de Gestão. A equivocada convicção de que Administrar um escritório é fácil e que depende apenas de criatividade, bom senso e de ter lido dois ou três livros de gestão (desses que a gente compra em aeroportos) e mais uns dois ou três livros de motivação e auto ajuda (desses que a gente vê nos caixas de supermercados).



Nos últimos dez anos, engenheiros e arquitetos no Brasil despertaram para a necessidade da administração correta dos escritórios. A cada dia, mais e mais profissionais se dão conta de que é preciso buscar algum conhecimento de como gerir os seus negócios.

Na esteira dessa demanda surgem os aventureiros e aproveitadores. Gente que mal aprendeu o bê-a-bá da gestão e já sai dando aulas, consultorias, coachings, mentorings e outras novidades da moda. E não falta público. Existe uma legião de profissionais despreparados, sem nenhum conhecimento de Administração, Economia, Contabilidade, Finanças, Estratégia Empresarial, Marketing, etc, etc. Para essas pessoas, infelizmente, qualquer um que tenha lido um livro do Kotler já está muitos degraus acima.

O que eu tenho visto é lastimável. As palestras e cursos de Gestão e Empreendedorismo são de um nível tão primário que me dá vontade de acordar o palestrante/consultor para o fato de que ele mal chegou à sobreloja do edifício, embora pense que já está no vigésimo andar (e está tentando convencer a plateia de que já está na cobertura).

O que eu tenho visto, só não pode ser classificado como estelionato porque não existe, efetivamente, a intenção de enganar. O palestrante/consultor realmente acredita que o seu conhecimento é genuíno e que o que ele sabe é mais do que suficiente para ensinar os colegas a administrar seus negócios.

O QUE ESSES CONSULTORES/PALESTRANTES TÊM EM COMUM?
• Não têm uma formação sólida na área de administração ou Gestão (na verdade, a maioria nem sabe a exata diferença entre Administração e Gestão)
• Nunca estudaram Administração em cursos de longa duração (graduação, especialização, mestrado, doutorado);
• Nunca conduziram nenhuma pesquisa (com algum rigor acadêmico) na área de Administração ou Gestão;
• Nunca publicaram artigos científicos na área;
• Não têm uma publicação regular de conteúdo técnico ou executivo sobre Administração e Gestão (geralmente, quando escrevem, seus textos se limitam a um apanhado de Dicas e Truques sobre isso ou aquilo)
• Desconhecem a Teoria Geral da Administração. A maioria nem faz ideia do que seja isso ou pra que serve. Pior: alguns acham que as Teorias da Administração são bobagens acadêmicas sem valor na vida prática dos escritórios;
• Não têm livros publicados sobre Administração e Gestão. Porque publicar um livro significa se debruçar sobre um tema e se aprofundar o bastante para escrever alguma coisa que ainda não tenha sido publicada antes. E isso dá muito trabalho.
• Baseiam suas aulas, palestras ou consultorias apenas nas suas próprias experiências e na certeza de que os erros que tenham cometido no passado e as correções que tenham feito exprimem a última palavra sobre Administração e Gestão.

Mas, como eu disse, não lhes falta plateia. A maioria dos colegas engenheiros e Arquitetos preferem as soluções enlatadas desse tipo de consultor, porque, como já dizia um grande amigo que eu tive (o saudoso Edno Vallim) "tem gente que só aprende o que já sabe". Essas pessoas querem (preferem) acreditar que Administrar um escritório é tarefa fácil, que qualquer um pode fazer, que não é preciso mais do que vontade, bom senso, criatividade e motivação.

Então, se me permite, eu vou deixar aqui minha sugestão a você Arquiteto, Engenheiro, Designer que já se deu conta de que o seu escritório precisa ser melhor administrado: você precisa buscar ajuda e orientação em alguém que tenha feito a lição de casa. Que tenha estudado e pesquisado na área, para poder oferecer a você as melhores alternativas de Estratégia, Administração e Gestão.
Você não precisa de um psicólogo ou de um analista (não para esta questão). Você não precisa de um ombro amigo. Você precisa de alguém com capacidade e visão para identificar o seu problema e propor a melhor solução.

Você consegue identificar os problemas de Arquitetura e de Engenharia e propor as melhores soluções (justamente porque estudou essas coisas com muita profundidade).
Então, acredite numa coisa: ensinar ou dar consultoria em Administração não é para principiantes. Exige preparo, conhecimento aprofundado e experiência que não se obtém de forma tão simples como querem fazer crer esses neo-consultores, palestrantes coachings e mentorings que você encontra por aí.







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PADILHA, Ênio. 2014

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28/08/2019

COMO É O PROCESSO DE PRODUÇÃO DAS MINHAS PALESTRAS



(Publicado em 28/08/2019)



Não. Não vou apresentar aqui o passo a passo para você criar e apresentar uma palestra. Acho que cada um encontra o seu próprio caminho e ajusta seus próprios processos.

Mas vou contar aqui como é que EU faço para produzir e apresentar as MINHAS palestras:



No meu caso, existem dois tipos de processos: as palestra que já existem como tópicos de cursos ou aulas e as palestras novas

Acontece, algumas vezes de um determinado tópico de uma aula ou curso ser muito interessante e ter um começo, meio e fim num tempo de aproximadamente uma hora, ou seja, pode ser apresentado independentemente do contexto do curso ou da aula em si. Nesse caso é necessário apenas separar aquele material como uma palestra para ser apresentado como conteúdo independente.

É o tipo de palestra fácil de produzir, pois todo o processo de construção do conteúdo e outras preparações já está pronto (já foi feito), inclusive os eventuais problemas de apresentação já foram corrigidos nas inúmeras vezes que aquele tópico já foi apresentado em cursos ou aulas.

O segundo tipo de palestra (o mais difícil) é aquele que surge de uma ideia minha ou da sugestão de algum amigo ou de alguém da OitoNoveTrês sobre um tema que pode ser explorado e que resultaria em uma palestra interessante. Esse tipo de palestra tem um processo produtivo bem diferente, que eu vou contar agora.


A DEFINIÇÃO DO CONTEÚDO
Esse processo é dividido em 5 etapas: a primeira etapa é a definição do conteúdo. Eu penso a respeito daquele tema e me pergunto “o que EU, como espectador, gostaria de saber? Que informações eu gostaria de receber numa palestra sobre o assunto? Que perguntas eu gostaria de ver respondidas numa palestra como essa?”

Aí eu elaboro uma lista de perguntas que vão me orientar durante o processo de busca de informações sobre o tema. E (isso é importante), para cada uma dessas perguntas, é preciso ter uma resposta com certo grau de profundidade. Não pode ser uma resposta rasa, que não resista a uma réplica. Essa primeira etapa define o que eu preciso estudar antes de apresentar a palestra. Nessa etapa eu defino quais livros eu preciso ler e verifico se estão disponíveis na minha biblioteca ou se preciso adquirir ou pedir emprestado de algum amigo. É muito raro uma palestra estar sustentada em apenas um único livro.


A PESQUISA NA LITERATURA
Na segunda etapa, pesquisa na literatura, podem surgir alguns insights e outros tópicos podem ser incluídos no conteúdo da palestra. Esses tópicos são então divididos em 4 grupos (atenção para esse detalhe): todo o conhecimento que será apresentado na palestra é dividido em 4 grupos pois isso facilita o entendimento geral, a memorização e o controle do tempo da palestra.

Acontece, às vezes, nesse processo de pesquisa, de eu entender que preciso conversar com pessoas que são especialistas naquele assunto ou que, de alguma forma podem me ajudar de forma importante. Felizmente eu tenho muitos amigos que são bons em muita coisa e quase sempre consigo me valer deles. Envio e-mail, faço contato pelo whatsapp ou mesmo faço uma visita para uma boa conversa. Esse tipo de “socorro” muitas vezes é fundamental para a qualidade da apresentação.

À medida que eu vou desenvolvendo algumas convicções intermediárias do conteúdo, eu começo a escrever pequenos ensaios, textos curtos de 5 ou 6 mil caracteres. Tipicamente, um artigo desses que eu publico no meu site. Esses artigos poderão ser, mais tarde, incorporados ao texto/roteiro da palestra.


O ROTEIRO DA PALESTRA
Essa segunda etapa (pesquisa na literatura) demora algum tempo, dependendo da complexidade do tema. Geralmente, de 3 a 5 semanas. Termina quando eu me sinto em condições de partir para a terceira fase do processo: elaborar o roteiro para a palestra.

O roteiro é dividido em duas partes: o sumário e o texto propriamente dito. No sumário eu simplesmente divido o conteúdo em tópicos e subtópicos. O texto, evidentemente, é o desenvolvimento desse sumário.

É muito importante definir como será a abertura da palestra, que define a abordagem que darei ao tema. Da mesma forma, o tópico de encerramento é importante, pois define as conclusões que eu pretendo que os espectadores da palestra tenham.

Nessa etapa eu estou produzindo não apenas o texto da palestra mas também, simultaneamente, os slides da apresentação, uma vez que já está muito clara a sequência em que as informações serão colocadas na palestra. Geralmente, tanto para o texto quanto para os slides eu copio a estrutura de uma palestra já existente. Assim não tenho de perder tempo fazendo a formatação dos arquivos.

Minha autoapresentação faz parte da palestra, embora eu não tenha o hábito de contar a história da minha vida na abertura de cada palestra. Muitos palestrantes hoje em dia fazem isso. Eu não acho legal (à menos que a palestra seja biográfica, ou seja, sobre a vida do palestrante). Em alguns casos até pode funcionar, mas é muito raro que a história da vida do palestrante seja realmente mais importante do que o conteúdo que ele se propõe a mostrar. Minha autoapresentação geralmente dura 2 ou três minutos, no máximo.

Evidentemente, a produção do texto da palestra leva em conta o meu principal recurso didático, que é a abordagem conceitual com o uso de metáforas, símbolos e infográficos. Geralmente não utilizo o recurso de contar histórias (storytelling), embora reconheça que é um recurso interessante, quando bem aplicado (o que é raro). O que eu faço é apelar para (e contar com) a inteligência e o raciocínio abstrato da plateia.

Às vezes eu escrevo um texto e crio um slide que apresente aquele conteúdo. E, algumas vezes, eu tenho a ideia de um slide que lida com aquele conteúdo e, a partir do slide eu escrevo o texto. Não existe uma fórmula perfeita e rápida para essa construção.

Quanto aos slides, alguns palestrantes utilizam apenas imagens (ou conjuntos de imagens). Outros utilizam apenas palavras chaves ou frases curtas. Eu não acho que isto seja errado. Mas a construção dos slides das minhas palestras geralmente é feita com infográficos, conceitos ou definições. Na minha concepção, os slides não devem servir apenas para ajudar e orientar a mim (como palestrante) mas também ao espectador. Devem servir para levar conteúdo aos espectadores.

Esse processo de escrever o texto da palestra e os slides leva muito pouco tempo. Geralmente uma semana a 10 dias, trabalhando duas ou três horas por dia nessa tarefa. É bom lembrar que uma boa parte do texto já foi produzida naqueles artigos escritos na fase de pesquisa.


LAPIDAÇÃO
Concluído esse processo, se houver tempo, eu passo pelo menos uma semana sem lidar com essa palestra, sem trabalhar no material (cuidando de outros assuntos). É como se estivesse deixando a massa do pão crescer naturalmente, sossegada.

A quarta fase: a primeira coisa que eu faço ao retomar esse trabalho é LER O TEXTO com o arquivo dos slides aberto. E vou corrigindo qualquer coisa, à medida que apareça. Esse processo (de ler o texto inteiro e alterar alguma coisa, se necessário) eu repito três ou quatro vezes.

Nesse momento eu volto às perguntas que eu anotei lá na primeira fase (definição de conteúdo). Verifico se todas as questões foram abordadas e esclarecidas.

A palestra está pronta! Já poderia ser apresentada, se o tempo é curto ou tem um evento naquela semana. Mas, claro, a palestra ainda está crua. Se eu tiver algum tempo, faço algumas coisas: primeiro, a leitura do texto em voz alta, no ritmo e tom de voz da apresentação, para testar o tempo;

Segundo, se eu tiver oportunidade, fazer uma apresentação piloto para uma, duas ou três pessoas dispostas a ouvir a apresentação. Aí já não mais lendo e sim falando normalmente, com o apoio apenas dos slides no monitor.


A APRESENTAÇÃO DA PALESTRA
Finalmente, a apresentação da palestra para o público. Isso é uma das coisas que mais me dá prazer. Talvez por isso eu me empenhe tanto em produzir a palestra com muito cuidado. Gosto tanto e tenho tanto prazer em me apresentar para uma plateia que não gosto de correr o risco de que algum despreparo atrapalhe esse momento. Geralmente me sinto muito seguro quando pego o microfone para começar uma palestra.

Um detalhe (quem me conhece já sabe disso): eu nunca fico nervoso nem apreensivo diante de uma plateia, seja de 5 ou de 500 pessoas. Me sinto em casa. No entanto, eu fico muito, muito pilhado. Muito concentrado. Algumas vezes no dia seguinte, me dou conta de que não consigo lembrar do que aconteceu nos minutos imediatamente anteriores à palestra começar (isso já acontecia quando eu era atleta. Eu me esquecia completamente dos minutos que antecediam a largada. Essas memórias voltavam somente algumas semanas depois).

Durante a apresentação de uma palestra eu estou atento a várias coisas ao mesmo tempo: presto atenção nas minhas palavras, nos meus gestos, na sequência do conteúdo que está sendo apresentado, no relógio que marca o tempo (na tela do monitor de retorno), nos olhos dos espectadores, nos seus movimentos e nas reações a cada novo conceito apresentado. Esse processo iterativo automático vai ajustando o tom e o ritmo da palestra. É um exercício muito estimulante. Depois de mais de 30 anos apresentando palestras (e eu tive de ler alguns livros sobre o assunto) acho que eu aprendi a ler a plateia, pelo menos o suficiente para evitar incidentes e percalços.

Ainda assim, se eu apresento uma palestra entre 20 e 22 horas, por exemplo, dificilmente vou conseguir dormir antes de 1 hora da manhã. Leva algum tempo pra desligar. E não importa se eu já apresentei aquela mesma palestra 5 ou 50 vezes e nem se o evento é menos ou mais importante. É sempre a mesma coisa.

Essa sensação de euforia e alegria é o que me motiva. Gosto muito disso. E espero produzir e apresentar palestras ainda por muitos anos.







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PADILHA, Ênio. 2019

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14/08/2019

VALE A PENA PARTICIPAR DE ENTIDADES DE CLASSE?



(Publicado em 29/01/2011)



Em 2010 aconteceu (em Cuiabá) o 7º Congresso Nacional dos Profissionais do Sistema Confea/Crea.

Centenas de eventos preparatórios (locais, regionais e estaduais) foram realizados no Brasil inteiro, envolvendo todos os profissionais interessados em participar do processo. Para orientar as discussões desses eventos preparatórios o Confea elaborou um caderno com Textos Referenciais relativos aos diversos temas do Congresso.

Um desses textos foi escrito por mim, para o Eixo Referencial EXERCÍCIO PROFISSIONAL e tem o título "O EXERCÍCIO PROFISSIONAL E A SUSTENTABILIDADE DAS PROFISSÕES: UMA ABORDAGEM MERCADOLÓGICA" (16 páginas). O tópico 5 deste artigo relaciona "Dez Elementos para o Exercício Profissional Sustentável". E aqui está um desses elementos:





5.3 ENVOLVER-SE NAS ATIVIDADES DAS ORGANIZAÇÕES PROFISSIONAIS

Ninguém questiona o fato de que a valorização profissional e o engrandecimento da marca profissional no mercado passa pelo fortalecimento das Entidades de Classe.

Mas o que é uma Entidade de Classe Forte? Se um dirigente pretende fortalecer as entidades de classe, como podemos avaliar o seu desempenho nessa missão? E por que existe esse consenso de que Entidade de Classe Forte é igual à profissão forte e valorizada?

Vamos por partes. E começamos pela última questão: Entidades de Classe são organizações que, geralmente, são bem acolhidas pela sociedade. Em geral, são vistas como uma manifestação coletiva dos indivíduos que a compõem. Uma espécie de representante do pensamento do grupo na sociedade. Por serem organizações que brotam de dentro pra fora (e de baixo pra cima, fruto da vontade de seus integrantes originais) são, geralmente, consideradas mais legítimas do que organizações que existem para dar suporte a determinações legais (como os conselhos e sindicatos).

Em outras palavras, as entidades de classe são a parte, digamos assim, pura, das organizações do sistema. Ou, pelo menos, é assim que são vistas pela sociedade. Se elas forem fortes e determinantes a profissão que ela representa tende a ser considerado forte e determinante também.

E o que é ser uma entidade forte e determinante? É ser percebida, pela sociedade, como uma instituição que precisa ser ouvida e respeitada nas questões que envolvem o objeto da profissão representada. Se, numa determinada cidade, a prefeitura promove uma discussão sobre saúde pública e dela não participa, de forma determinante, a Associação Médica local, podemos ter certeza de que essa entidade de classe não é forte. Da mesma forma, uma Entidade de Classe de Engenharia, de Arquitetura ou de Agronomia, para ser considerada forte, precisa estar presente, de forma determinante, em todas as discussões da região que envolvem os objetos de interesse dessas profissões (isto significa praticamente toda a atividade social da região).

Por isso, ser presidente, membro da diretoria ou participante ativo da sua entidade de classe é tão interessante e constitui uma contribuição tão relevante para o engrandecimento da categoria e a valorização profissional.

Participar da Entidade de Classe e trabalhar pelo seu funcionamento e crescimento, tarefa que geralmente consome tempo e energia sem nenhuma contrapartida direta é um gesto de desprendimento que caracteriza os profissionais que desejam verdadeiramente que a profissão seja valorizada e que a marca profissional permaneça viva (e forte) na mente das pessoas.






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(Leia o artigo completo, baixando o arquivo no link abaixo)

O EXERCÍCIO PROFISSIONAL E A SUSTENTABILIDADE DAS PROFISSÕES: UMA ABORDAGEM MERCADOLÓGICA
(arquivo .PDF - 15pág)



PADILHA, Ênio. 2011

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25/07/2019

VAMOS DEFINIR OS TERMOS?

(Publicado em 25/07/2019)



Os meus livros tiveram prefácios de pessoas importantes, que sempre foram escolhidos por um critério específico: eram potenciais leitores do livro.

• Wilson Lang (Presidente do Confea - 1998 e 2000)
• Mauro Faccioni (Engenheiro e professor universitário)
• Comandante Rolim Amaro (Presidente da TAM - 1999)
• Luiz Lanznaster Júnior (Administrador e Comerciante)
• Sebastião Lauro Nau (Engenheiro e professor universitário)
• Osvaldo Pontalti (Arquiteto e Urbanista)
• Francisco Maia Neto (Presidente do IBAPE)
• Manoel Henrique Campos Botelho (autor do clássico “Concreto Armado Eu Te Amo”)
• Rodrigo Bandeira-de-Melo (Engenheiro, professor na FGV)
• Carlos Alberto Kita Xavier (Presidente do Crea-SC)
• Osvaldo José Maba (Professor universitário)
.
Agora, neste último trabalho, convidei meu querido amigo ALBERTO COSTA, consultor empresarial e palestrante. E convidei por uma razão muito importante. Ele é O SENHOR DAS PALAVRAS. É uma pessoa que respeita o significado das palavras e gosta dos termos corretamente definidos e bem aplicados. Então é a pessoa certa para ser o primeiro leitor deste livro, cujo objetivo é definir, explicar e exemplificar 40 dos conceitos mais importantes da Administração (especialmente aplicadas aos escritórios de Arquitetura e de Engenharia).

Com vocês, VAMOS DEFINIR OS TERMOS? o prefácio do Alberto Costa para o livro FUNDAMENTOS DE ADMINISTRAÇÃO PARA ESCRITÓRIOS DE ENGENHARIA E ARQUITETURA.



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18/07/2019

NELSON MANDELA É O CARA!
(o cara que os Líderes da Arquitetura e da Engenharia
deveriam conhecer e seguir)

(Publicado em 18/07/2013)





Se você não sabe quem é Nelson Mandela posso afirmar uma coisa: você está prestando atenção nas pessoas erradas.
Nelson Mandela é o cara!

Líder Sul-Africano, Prêmio Nobel da Paz em 1993 e eleito presidente da África do Sul em 1994. Só isso, por enquanto.

Em 1996, quando ele ainda era presidente, publicou sua autobiografia, na qual contou com a colaboração de Ahmed Kathrada (seu companheiro de prisão) e Richard Stengel (editor e escritor). Naquele livro, por razões óbvias, as palavras tinham de ser medidas e nem tudo podia ser dito sem o risco de comprometer as estratégias de um governo ainda frágil e incipiente.

Em 2010, já "livre" do cargo de Presidente, lançou outro livro, "Conversas que Tive Comigo" (com prefácio de Barack Obama).
Neste livro a coisa é diferente. Ele foi concebido com o objetivo de dar aos leitores acesso ao Nelson Mandela por trás da figura pública, a partir do seu arquivo pessoal, composto de escritos e registros de conversas privadas com seus melhores amigos. O resultado são 415 páginas de luzes sobre um personagem do qual muitos conheciam as atitudes e ações mas poucos conheciam as motivações.

Fascinante!

O que Mandela tem de tão especial? Por que ele é tão amado, respeitado, reverenciado por tanta gente no mundo inteiro?
É que ele conseguiu, numa situação de extrema dificuldade, dar forma concreta à belíssima frase do pensador francês Jean-Paul Sartre: "Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim".
O conceito é gigantesco, mas os casos em que ele foi aplicado na prática são muito raros.

Mandela era um advogado, militante e líder de causas sociais e combatente do Apartheid, regime de segregação racial adotado pelos governos da Africa do Sul de 1948 a 1994.
Ele foi preso, em 1962 e mantido preso por 27 anos (sendo que mais de metade desse período em condições desumanas, sofrendo todo tipo de humilhações, restrições físicas e psicológicas).
Ele enfrentou esses duros anos com paciência e sabedoria, sem ter abandonado, em momento algum, suas convicções ou cedido a pressões ou acordos que não garantissem a chegada ao futuro desejado: o fim do Apartheid.

Vencida a luta, extinto o Apartheid, Mandela foi eleito Presidente da África do Sul. Estava agora em posição de dar o troco. Vingar-se de tudo e de todos os que haviam roubado 27 anos da sua juventude. O revide estava servido e Mandela tinha os meios, a força e as justificativas para devolver aos seus opressores todo o sofrimento que lhe fora imposto por quase três décadas...

O que ele fez então é justamente o que o torna grande: ele liderou uma inimaginável transição pacífica na África do Sul. Conteve, com sua ascendência moral, os companheiros belicosos que queriam simplesmente inverter os papéis e impingir aos antigos opressores o gosto da submissão.

Numa região (num continente) em que a maioria dos países vive em constante gerra civil, Mandela garantiu à África do Sul uma caminhada firme em direção ao progresso de TODOS e não apenas dos que estão no poder. Baseado em princípios sólidos e noção clara de que o objetivo não pode ser trocado por pequenas vitórias efêmeras, ele venceu as próprias vaidades e fez da sua vida um grande exemplo de dignidade valor.

O livro de Mandela deveria ser lido por Engenheiros e Arquitetos que estão em posição de liderar seus companheiros nos Creas, no Confea, no Cau e no IAB e nas dezenas de Entidades de Classe de Engenharia, de Arquitetura e de Agronomia.

Os colegas deveriam aprender com Mandela, por exemplo, que "fazer concessões é a arte da liderança e as concessões são feitas ao seu adversário, não ao seu amigo" (página 375); e que "É bom presumir que os outros sejam pessoas íntegras e honradas, porque você tende a atrair integridade e honra se olhar dessa forma para as pessoas com que trabalha." (página 249)

Mais importante: deveriam ler os Princípios Fundamentais que deveriam motivar todo líder (página 375)

a) Existem bons homens e mulheres em todas as comunidades. O dever de um verdadeiro líder é identificar estes bons homens e mulheres e atribuir-lhes tarefas que sirvam à comunidade;

b) Um verdadeiro líder deve trabalhar arduamente para diminuir as tensões, especialmente quando está liderando com questões delicadas e complicadas. Extremistas normalmente vicejam quando há tensão, e a emoção pura tende a sobrepujar o pensamento racional;

c) Um verdadeiro líder usa todas as questões, por mais sérias e delicadas que sejam, para assegurar que, ao fim do debate, emerjamos mais fortes e mais unidos do que antes;

d) Em toda disputa, finalmente se chega a um ponto em que nenhuma das partes está totalmente certa ou totalmente errada. Em que fazer concessões é a única alternativa para aqueles que desejam seriamente a paz e a estabilidade.


Que tal?



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




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03/07/2019

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(Publicado em 03/07/2019)



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