Notas de "BLOG DO ÊNIO PADILHA"

15/03/2019

EXCELÊNCIA APEDREJADA

(Este artigo foi publicado em 10/01/2014)





Sempre me incomodou a inclinação natural do ser humano (particularmente, eu acho, dos brasileiros) para torcer contra sucesso de quem é grande e poderoso.

Os líderes de mercado estão permanentemente sob suspeita. Empresas como por exemplo a Coca-Cola, McDonald's, Nike, Rede Globo e Apple sofrem ataques diários: boatos, calúnias, difamação geral. É impressionante!

Aí, na semana passada, li um artigo da Revista Superinteressante de Portugal (Edição 155, de 2011) sob o título "O ataque dos medíocres". A luz se fez.

Antes de falarmos mais sobre o artigo, uma palavrinha sobre as empresas citadas acima. Uma pergunta: qual é o elemento presente na estratégia de todas essas empresas? Resposta: a inovação e o senso de excelência!

Todas essas marcas foram construídas com estratégias baseadas na inovação, na excelência dos seus produtos e na atenção aos detalhes. Mesmo os detratores mais ferozes são obrigados a admitir que a qualidade técnica da Rede Globo é incomparável em relação a seus concorrentes, que o modelo de negócio desenvolvido pela McDonald's é copiado mundo afora ou que os gadgets da Apple "simplesmente funcionam" como a empresa diz em suas peças de publicidade.

Então, voltemos ao artigo da Superinteressante. O autor (que assina simplesmente L.G.R.) cita o espanhol Luís de Rivera (catedrático de psiquiatria) para definir a mediocridade como a incapacidade para valorizar, apreciar ou admirar a excelência.

Segundo Luíz de Rivera, existem três níveis de mediocridade: (1) a mediocridade comum, caracterizada pela hiper-adaptação, a falta de originalidade e uma normalidade tão absoluta que poderia ser considerada patológica; (2) a mediocridade pseudocriativa, que acrescenta à anterior uma tendência pretensiosa para imitar os processos criativos normais, e (3) a mediocridade inoperante ativa (MIA).

Este terceiro tipo de mediocridade é o mais prejudicial e agressivo. A maioria dos praticantes de assédio (de todas as naturezas) se enquadram nesse perfil. Enquanto os medíocres dos níveis (1) e (2) são simplesmente incapazes de reconhecer o gênio e a excelência, os do nível (3) também se propõem destruí-lo por todos os meios ao seu alcance. Eles desenvolvem uma grande atividade que não é criativa nem produtiva, e possuem um enorme desejo de notoriedade e influência.

A maioria das pessoas que reproduz o discurso destrutivo em relação às grandes empresas encontram-se nos níveis (1) e (2). Mas os MIA (nível 3) são os que criam as mentiras, divulgam as calúnias e incitam os demais.

Você, que está lendo este artigo com o nariz cada vez mais torcido, desarme seu espírito e pense comigo. Vamos tomar como exemplo a apedrejadíssima Rede Globo. A empresa tem muitos defeitos. Defende seus interesses comerciais e, muitas vezes, manipula a opinião pública. Mas a Band também tem defeitos e manipula, a Record também, o SBT... todas as redes têm os mesmíssimos defeitos da Rede Globo. Nada do que a Rede Globo faz de ruim não é feito também pelas demais redes no Brasil. Mas ninguém liga!

Na minha opinião, tem ainda um agravante: nenhuma das outras redes investe parte do seus recursos na produção de nenhum programa educativo ou cultural do nível do Globo Ciência, Globo Ecologia, Globo Educação, Globo Universidade, Globo Rural ou produções como as minisséries sobre Chiquinha Gonzaga, Euclides da Cunha, a Estrada de Ferro Madeira Mamoré, Barão de Mauá, Guerra de Canudos. Isto sem falar do Telecurso.

No entanto, nunca vi ninguém xingando o SBT ou a Record nem seus representantes. Parece que essas pessoas se sentem muito mais confortáveis xingando a Rede Globo do que questionando o nível da programação das outras redes. Aparentemente, não se sentem à vontade questionando a mediocridade. Preferem apedrejar a excelência.



ÊNIO PADILHA
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---Artigo2014

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13/03/2019

UM PECADO DE MARKETING: NÃO ESTAR PREPARADO
PARA DEFENDER AS SUAS DECISÕES TÉCNICAS



Muitas vezes as decisões tecnicamente corretas não são óbvias. Muitas vezes, inclusive, as decisões tecnicamente corretas parecem ser as decisões mais erradas.

Certa vez eu cheguei a uma obra cujo projeto elétrico havia sido feito pelo meu escritório. O cliente havia sido convencido pelo eletricista a substituir os eletrodutos (especificados) por tradicionais mangueiras, que eram mais baratas.

Perguntei por que havia sido feita a substituição e o cliente se antecipou, justificando que as mangueiras eram muito mais baratas e que o resultado era o mesmo.
--- Quem disse isso ?
--- Como assim ? Quem disse o quê ?
--- Quem disse que mangueira substitui eletroduto com os mesmos resultados ?
--- Ele ! (o cliente apontou o eletricista)

O eletricista então se aproximou, já cheio de si, sem esconder uma pontinha de orgulho, e foi completando a informação. Disse que a mangueira substitui bem os tais eletrodutos porque, além de ser mais barata, era também mais flexível, mais fácil de trabalhar. Não sem antes enunciar a famosa lei do eletricista (do pedreiro, do carpinteiro...), que é a seguinte “vocês sabem da coisa lá no papel, mas aqui, na prática, a coisa é outra, Dotô”

Eu falei então que a vantagem do eletroduto sobre a mangueira é que ele não é combustível. Não pega fogo. Por isso deve ser utilizado em instalações elétricas. Por segurança.

“Isso não é problema”, disse o eletricista. “A mangueira também não pega fogo.”. Disse isso e já foi pegando o liquinho com um maçarico ligado e apontou para uma ponta de mangueira. E não aconteceu nada, conforme a previsão dele. “Além do mais, a mangueira vai ficar embutida na parede. Como é que ela vai pegar fogo dentro da parede, se já não pega fogo aqui fora” ?

Estava feita a minha cama. O cliente assistia tudo e (naturalmente) torcia para que o eletricista tivesse razão. Afinal, ele já havia investido dinheiro na opinião do eletricista.

Aí eu perguntei: “Você acha mesmo que essa mangueira não pega fogo se houver um curto circuito dentro dela? Você sabe qual é a temperatura na chama desse seu maçarico ? Sabe qual é a temperatura de um curto-circuito ?”

Silêncio (mas ainda era um silêncio desdenhoso. Não um silêncio respeitoso, como eu gostaria.)

“Deixe-me mostrar uma coisa”, eu disse.
Lembrei dos tempos (no final da faculdade) em que eu trabalhei como iluminador de shows para bandas de rock. Eu era responsável por efeitos especiais. Explosões, relâmpagos... coisas que a gente conseguia com curtos-circuitos cuidadosamente planejados.

Preparei, rapidamente um curto-circuito conectado a um disjuntor. Coloquei o dispositivo dentro de uma mangueira, já instalada, dentro de uma parede. Mandei as pessoas se afastarem e bati o disjuntor. Houve uma pequena explosão. A parede rachou e a mangueira ficou exposta, com uma linda labareda amarelo-esverdeada. Linda para os meus olhos, evidentemente. O cliente ficou atônito e o eletricista procurava um buraco onde pudesse se enfiar.

Hora de pisar no pescoço do inimigo. Perguntei ao cliente: “E se a casa já estivesse pronta. E se, junto dessa parede, houvesse uma cortina? Como é que fica a economia feita na compra das mangueiras em vez de eletrodutos? O senhor sabia que, segundo os bombeiros, 95 por cento dos incêndios residenciais começam com um curto-circuito, uma mangueira e outras coisas por perto para propagar o fogo”

Silêncio... (agora sim, respeitoso !)

Hora de ser complacente e desarmar os ânimos. Hora de mudar de assunto. Fazer de conta que aquilo não é tão importante assim. Deixar que o cliente se entenda com o eletricista, mais tarde.

Só sei que, na visita seguinte as mangueiras não estavam mais lá.
Nem o eletricista !

---

Nem sempre é necessário um efeito pirotécnico para defender uma decisão técnica. Mas é sempre bom ter em mente os principais argumentos contrários às coisas que são tecnicamente corretas

Um mestre de obra pode, por exemplo, dizer que uma coluna ou uma viga está muito fraca, que não vai agüentar.
O cliente tende a acreditar nele, pois a tal viga ou coluna parece mesmo muito fina.

Como é que faz para provar ? Não adianta mostrar tabelas, fórmulas, gráficos, normas... O cliente não entende esta linguagem. A única coisa que pode salvar você, nessa hora, é encontrar exemplos. Outra obra semelhante em que vigas ou colunas com essas mesmas dimensões tenham sido usadas para suportar cargas semelhantes. Mostrar isso ao cliente resolve o problema.

Então, quando fizer o projeto, tenha em mente esses exemplos, para não estar desarmado quando o bicho pegar.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



REFERÊNCIA:
1) PADILHA, Ênio. Os Pecados de Marketing na Engenharia e na Arquitetura. 1.ed. Balneário Camboriú: OitoNoveTrês Editora, 2002. 128p.



Você pode obter o e-book com o texto integral do livro.
Basta clicar sobre a imagem no início deste artigo.
Boa Leitura




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---Artigo2002 ---Negociação ---Pecados

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12/03/2019

INSEGURANÇA x MARKETING PESSOAL

(Publicado em 25/10/2006)



A insegurança é um dos obstáculos que encontramos em nós mesmos para a implementação de uma estratégia positiva de Marketing Pessoal. É uma trava interna que “não deixa” você agir. O medo e a completa incerteza do sucesso se transformam em barreiras tão grandes que se tornam intransponíveis.

A insegurança tem uma ação interna que é devastadora para o indivíduo porque vai aos poucos impedindo de enfrentar desafios e conquistar posições.
Mais devastadora ainda, para a imagem pública, é a ação externa. Alguém que demonstre estar inseguro, muito rapidamente perde a confiança das pessoas que o cercam. Ninguém mais espera dele uma performance digna de admiração. Ninguém mais conta com essa pessoa para nada que seja, realmente, importante. Em palavras bem simples. Essa pessoa passa a ser percebida, pelas outras, como um “inútil”.
A pessoa pode até ser amada, ter o carinho e a compreensão das pessoas, mas não será admirada. Não será considerada importante. Não será, em última análise, interessante.

Assim, sendo, depois do que foi visto acima, pense duas, três ou mais vezes antes de dizer “eu não consigo” ou “eu não dou conta”. Veja se é mesmo verdade. Confirme consigo mesmo se você não está dando uma desculpa para não assumir uma tarefa ou uma obrigação.

E observe o seguinte: você não precisa fazer tudo o que lhe pedem. Nem precisa assumir todas as tarefas que passam pela sua frente. Apenas deve assumir claramente os motivos de não fazê-lo.
“Eu não vou redigir o relatório da festa do clube porque eu prefiro ajudar na devolução dos materiais e equipamentos que foram tomados por empréstimo a outras entidades...” e não “por que eu não sei escrever direito e não consigo escrever um relatório.”

A insegurança é a filha mais velha da incompetência. Uma pessoa insegura transmite a imagem de incompetente.
E o melhor antídoto contra a insegurança continua sendo o conhecimento e o desenvolvimento de habilidades específicas e gerais.



ÊNIO PADILHA
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06/03/2019

ACONTECEU POR AQUI, ANTES DO CARNAVAL



(Publicado em 06/03/2019)



Pra você que acha que o ano está começando só agora, depois que o carnaval acabou, dá uma olhada nos artigos inéditos que já foram publicados no nosso site nesses primeiros dias de 2019:




 O MUSEU DOS MUSEUS DO FUTEBOL



(#01 - 07/01/2019)



Muitas cidades do mundo mantêm museus do futebol. São Paulo, Rio de Janeiro, Santos, Madri, Barcelona, Buenos Aires, Mexico, Manchester, Milão... Mas nenhum desses museus pode apresentar um item extremamente valioso: o campo do jogo final da primeira Copa do Mundo de Futebol. Esse privilégio cabe ao MUSEU DO FUTEBOL DE MONTEVIDEO, no Uruguai.



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 O CAMINHO DAS PEDRAS PARA A PRODUÇÃO DE UM LIVRO



(#02 - 11/01/2019)



Um livro é um trabalho com algum nível de aprofundamento. Trata-se de enfrentar um assunto (ou tema) e tratar dele por 150 ou 200 páginas (sem ser abandonado pelo leitor antes da página 10). É um trabalho de muita responsabilidade. O autor não pode ser preguiçoso ou negligente. Tem de se aprofundar no assunto e entregar um conteúdo com algum grau de originalidade e relevância. Isso não é fácil. E é por isso que escrever um livro é sempre associado a obter uma vitória significativa sobre um desafio.



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 OS LÍDERES, SEGUNDO O OLHAR DO SISTEMA CONFEA/CREA



(#03 - 22/01/2019)



Antes que você ou alguém possa dizer que eu estou reclamando por mim ou advogando em causa própria, que fique claro: não é por mim. Eu sou um dos poucos profissionais de fora do sistema com amplo acesso e muitos amigos nos Creas de todo o Brasil, nas Entidades de Classe, nos sindicatos e na Mútua. O meu trabalho, até onde eu sei, praticamente não tem rejeição dentro do Sistema Profissional e, não raro, recebe apoios e, eventualmente, patrocínios. Portanto, não estou reclamando por mim, que fique claro.



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 TÁ TUDO CERTO, MAS TEM ALGUMA COISA ERRADA.



(#04 - 25/01/2019)



Eu estava ouvindo o Jornal da Band News FM e num dos intervalos entrou o programa de um minuto produzido pelo Sistema Confea/Crea, uma iniciativa que, por sinal, acho muito positiva.

Fiquei refletindo alguns minutos sobre o que eu acabei de ouvir e pensando sobre o fato de que a maior reclamação da maioria dos profissionais é justamente o fato de que o Crea não fiscaliza direito o exercício profissional da Engenharia, especialmente quando o assunto é o famigerado Acobertamento.



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 O QUE É ESTRATÉGIA E POR QUE ISSO É IMPORTANTE PARA A ENGENHARIA E AGRONOMIA DO BRASIL?



(#05 - 29/01/2019)



A sociedade brasileira não valoriza a sua engenharia. Não é o governo, não são os políticos, não são os empresários, nem os intelectuais... não. É a sociedade, como um todo, a maioria do povo brasileiro, que não valoriza a sua Engenharia.

Nenhuma pesquisa bem feita na sociedade brasileira iria apontar os investimentos em ensino de ciência e tecnologia como uma prioridade do povo, como uma coisa de importância estratégica o bastante para mobilizar pessoas e construir discursos que elegem prefeitos, vereadores, deputados ou senadores. Nenhum candidato se elegeria Presidente do Brasil se estabelecesse (de verdade) como meta principal do seu governo, o Ensino de Engenharia.



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 ESTRATÉGIA (2) — IDENTIDADE



(#06 - 01/02/2019)



O Sistema Confea/Crea decidiu que o tema central do 10º Congresso Nacional de Profissionais (CNP) que será realizado neste ano em Palmas, Tocantins será ESTRATÉGIAS DA ENGENHARIA E DA AGRONOMIA PARA O DESENVOLVIMENTO NACIONAL. Por isso esse tema será muito discutido aqui no Blog Enio Padilha neste ano.

Eu já disse, num artigo inicial (que você pode ler AQUI), que, para que a Engenharia possa propor uma estratégia para o país é necessário que ela (a Engenharia Brasileira) tenha uma estratégia para si própria.



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 A ENGENHARIA E O PROGRESSO DOS PAÍSES



(#07 - 05/02/2019)



O imperio Mongol, construído sob a liderança de Gengis Khan talvez seja um dos únicos exemplos de desenvolvimento e domínio de uma nação sobre outras e que não esteja diretamente ligado à Engenharia.

A estratégia do Gengis Khan não era baseada em ciência nem em tecnologia. Ele aterrorizava seus inimigos. Sua principal estratégia era vencer as batalhas sem ter de lutá-las. Os inimigos se entregavam quando se convenciam (pelo terror e medo) de que a derrota era certa e iminente. Ele usava o tempo, a escuridão e tropas montadas em animais grandes... Naquele idos de 1200 tudo isso era uma grande novidade. Imagine-se o horror. Ninguém queria estar na pele dos inimigos do povo mongol.



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 OS CAMINHOS DE UMA ESTRATÉGIA PARA A ENGENHARIA BRASILEIRA



(#08 - 07/02/2019)



Durante muitas décadas a concepção das estratégias nas organizações foi sustentada pelo paradigma SCP — Structure-Conduct-Performance (Estrutura-Conduta-Desempenho) proveniente da Teoria da Organização Industrial, desenvolvida inicialmente pelo economista norte-americano Edward Sagendorph Mason, que realizou trabalhos importantes na década de 1930 e foi sucedido por Joe Staten Bain, também economista e também norte americano, cujos principais trabalhos são das décadas de 1950 e 60.



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 QUE GRANDE FALTA FARÁ RICARDO BOECHAT



(#09 - 11/02/2019)



Que ano terrível, meu Deus. Que perda horrorosa!

Esta foi a minha primeira reação quando soube, na conexão de São Paulo, vindo para Fortaleza, da trágica morte do jornalista Ricardo Boechat

Nos últimos dois ou três anos, para me manter atualizado e ouvir muitos lados de todas as questões, estou ouvindo muito rádio e acompanhado alguns canais de informação no Youtube. Gente de motivações e abordagens diferentes. Augusto Nunes, Eduardo Bueno, Reinaldo Azevedo, Marco Antônio Villa, Vera Magalhães, Wilian Waak, Carlos Andreazza, Fernando Mitre, Luiz Megali, Mirian Leitão, Alexandre Garcia... e assim, ouvindo todos os lados de cada situação, vou construíndo minha própria opinião.



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 É PRA VALER OU SÓ PRA CONSTAR?



(#10 - 11/02/2019)



No fim, resta a dúvida: o TEMA CENTRAL escolhido pelo Confea para o 10º CNP será mesmo levado à sério? Ou é apenas um rótulo bonito para dar ao evento um lustro de erudição e comprometimento?
O tema será mesmo discutido? Será, efetivamente, objeto dos debates? Será a base das propostas apresentadas? O Congresso Nacional dos Profissionais apresentará uma proposta de Estratégia da Engenharia e da Agronomia para o Brasil?



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 A ENGENHARIA BRASILEIRA NO BANCO DOS RÉUS



(#11 - 11/02/2019)



No excelente artigo ENGENHARIA, A ESPINHA DORSAL PARA O DESENVOLVIMENTO HUMANO, publicado no website do Confea, o presidente, Engenheiro Joel Krüger faz uma observação muito importante. Diz ele:



"Para reverter todo esse quadro é preciso que a Engenharia Nacional volte a ser pensada sobre os quatro pilares fundamentais: planejamento, projeto, execução e manutenção. Não existe Engenharia sem essas fases, que estão diretamente interligadas. Não se faz Engenharia sem planejamento prévio, sem os diversos projetos, do básico ao executivo, sem uma execução minuciosa e, claro, sem a devida manutenção preventiva."



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 30 ANOS DOS LOCH PADILHA



(#12 - 16/02/2019)



Completei 60 anos no final do ano passado. E posso dizer que a minha vida foi dividida em duas metades bem distintas: os primeiros trinta anos e os trinta anos seguintes.

Os primeiros 30 anos eu passei trabalhando, estudando e me praparando para o que viria depois. Depois de Salete, uma pequena cidade no interior de Santa Catarina, onde morei por pouco mais de um ano e meio e encontrei o norte da minha vida.

Tive um novo começo de vida em 1989, quando me casei com a querida Áurea Loch e iniciamos a jornada de construção de uma família absurdamente linda. E esta família completa 30 anos neste 18 de fevereiro.



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 MEMÓRIAS DO ENCONTRO DE LÍDERES REPRESENTANTES



(#13 - 22/02/2019)



Ontem estive em Brasília, participando do segundo dia do ENCONTRO DE LÍDERES REPRESENTANTES DO SISTEMA CONFEA/CREA/MÚTUA. É sempre um grande prazer reencontrar bons amigos e colocar algumas conversas em dia. E já comecei muito bem, encontrando, no aeroporto, o grande parceiro, Engenheiro Líder, Luis Henrique Salatiel



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 O EINSTEIN DE ISAACSON



(#14 - 23/02/2019)



Você sabe que acabou de ler um bom livro quando chega na última página e volta à primeira, como se estivesse procurando por alguma coisa nova ou esperando que uma segunda leitura possa revelar algo inesperado.

Essa sensação eu experimento de vez em quando, e foi o caso com a maravilhosa biografia de Albert Einstein escrita pelo extraordinário Walter Isaacson.



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 MARKETING PARA ENGENHARIA E ARQUITETURA
(10ª edição — 2019)



(#15 - 22/02/2019)



Não. Não estou nem tentando disfarçar o meu orgulho. Afinal, não é todo dia que um autor independente escreve um livro (no Brasil) e vê o danadinho crescer durante 20 anos, em 10 edições sucessivas, com 24 mil exemplares vendidos.
• 20 anos!
• 24 mil exemplares vendidos!
• 10 edições!



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 PARABÉNS, DOUTORA!



(#16 - 27/02/2019)



Hoje, 27/02/2019, não encontro palavras para expressar o meu orgulho e a minha alegria pela minha filha Clara Padilha que conquista, aos 29 anos, o título de DOUTORA EM ODONTOLOGIA.

Por isto fui buscar num bilhete que escrevi para ela no seu aniversário de 14 anos, em 2003. Eu não estava na cidade (estava no Mato Grosso, ministrando um curso). Então deixei encomendado na floricultura umas flores e mandei entregar (com o bilhete) na escola onde ela estudava, no dia 14 de novembro. Dizia o seguinte:



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05/03/2019

LINHA DO TEMPO: OS MAIORES EDIFÍCIOS DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ
(Isaque De Borba Corrêa)

(Publicado em 05/01/2018)





Se você gosta de Balneário Camboriú e quer saber mais sobre a história da cidade, existe uma pessoa que você precisa conhecer: é o meu amigo Isaque De Borba Corrêa.

Ele sabe tudo sobre a cidade. É autor de vários e excelentes livros. E tem a curiosidade de um adolescente.

Hoje ele publicou um post no seu perfil do Facebook que é uma dessas coisas que não podem ser cobertos pela poeira de efemeridade das redes sociais. Por isto, com a permissão dele registro aqui o trabalho que ele fez, para que possa ser reencontrado sempre que você quiser.

Trata-se da linha de tempo das maiores construções de Balneário Camboriú. Dá uma olhada:






Clique sobre a imagem para ampliar



Obrigado, mestre. Continue trabalhando sempre e exercendo essa inteligência que Deus lhe deu.




ÊNIO PADILHA
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---Padilha, Ênio. 2018

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04/03/2019

VENDEDORES DE ESPERANÇA

(Publicado em 23/11/2006)



Vender serviços não é para qualquer um.
E ser muito bom em vendas de mercadorias não ajuda muito.
Durante muito tempo os autores de marketing (escritores, consultores, palestrantes...) tentaram adaptar os conceitos e as técnicas do marketing convencional (originalmente desenvolvidos para mercadorias) para aplicar ao marketing de serviços. Nunca deu certo.

E muita gente perdeu tempo, perdeu dinheiro, perdeu energia... e perdeu a fé no marketing.

Hoje sabemos que o marketing tradicional não se aplica (diretamente ou mesmo com algumas adaptações) ao marketing para serviços, por uma razão muito simples: serviços são produtos diferentes de mercadorias. Produzir serviços é diferente de produzir mercadorias. Comprar serviços é muito diferente de comprar mercadorias. Vender serviços é algo muito complexo pois exige do vendedor o entendimento das coisas que fazem com que serviços e mercadorias sejam produtos essencialmente DIFERENTES.

Coisas como a intangibilidade, a inseparabilidade, a variabilidade, a perecibilidade, a improtegibilidade e a precificação diferenciada.

Essas diferenças serão tratadas em artigos futuros. Hoje falaremos apenas sobre a primeira delas, talvez a mais importante e fundamental de todas: a intangibilidade.

Serviços são essencialmente intangíveis. Não podem ser experimentados antes de serem comprados.

Durante a negociação de venda/compra de uma mercadoria o produto já existe e está presente. Pode ser visto, tocado, sentido, enfim, pode ser experimentado antes da decisão de compra. Ao comprar uma mercadoria (uma roupa, um eletrodoméstico, um móvel...) o cliente reduz consideravelmente as dúvidas sobre o produto (o risco percebido) antes da compra.

Ao comprar um serviço (um tratamento odontológico, uma consulta técnica, um tratamento de beleza...) o processo de compra se dá sem a presença do produto. O produto não existe ainda. Ele só vai ser produzido depois de efetuada a compra.

Quando você senta na cadeira de um Dentista, por exemplo, você já comprou o produto (já decidiu que fará o tratamento com aquele profissional). No entanto, o produto (o tratamento odontológico) só vai ser produzido daí para diante.

Por isso, a compra de serviços se dá com um risco percebido pelo cliente ainda em níveis muito altos.

Os efeitos da Intangibilidade, esta característica tão crítica dos serviços, só podem ser reduzidos com cuidados e investimentos em Credibilidade.

Fornecedores de serviços precisam zelar pela sua imagem. Precisam construir e manter uma reputação profissional irretocável. Porque é para essa história passada, para essa reputação, que o cliente vai voltar os olhos, quando precisar reduzir os riscos de uma contratação.

Quem vende serviços vende uma coisa que não existe ainda. Vende esperança. Vende uma promessa de que aquilo que está sendo negociado será realmente executado conforme está sendo combinado.

Existe, portanto, uma necessidade muito grande de confiança do cliente no fornecedor.

Credibilidade é a palavra chave. Sem credibilidade um fornecedor de serviços não se estabelece nem obtém crescimento profissional ou empresarial.



ÊNIO PADILHA
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01/03/2019

INDICADORES DE DESEMPENHO NOS ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA
E DE ENGENHARIA



O que não pode ser medido não pode ser controlado, e o que não pode ser controlado não pode ser melhorado.

Esta frase é frequentemente atribuída a William Thomson, conhecido como Lord Kelvin (aquele mesmo, da escala de temperatura que mede o zero absoluto). Há quem diga também que a frase é de Peter Drucker, Jack Welsch, Benjamin Franklin, Leslie Willcocks... enfim... (se alguém souber o verdadeiro autor, agradecemos).
O importante, aqui, é observar como esse conceito é importante na gestão de um negócio. Qualquer negócio. E isso inclui, evidentemente, Escritórios de Engenharia e de Arquitetura.

E AÍ? COMO FOI O ANO QUE PASSOU? Seu escritório melhorou? Seus produtos se tornaram mais competitivos? A sua posição no mercado está melhor agora do que estava no final do ano anterior?

E para este ano? O que podemos esperar? Como poderemos saber (em dezembro) se o ano foi melhor do que os anteriores? Como poderemos dizer se nosso escritório melhorou ou piorou?

A resposta é óbvia. Mas, apesar disso, pouca gente parece levar isso à sério. A resposta é "Indicadores de Desempenho"!

Quando iniciamos nossos estudos de ciências (no meu tempo, em mil novecentos e guaraná com rolha, isso era feito na quinta série do primeiro grau) aprendemos que não podemos medir a temperatura usando a mão, porque a sensação de frio ou de quente varia conforme o calor contido na própria mão. Sem instrumentos de medição adequados e sem parâmetros bem definidos, ficaremos sempre com percepções subjetivas sobre os fatos e, nesse caso, cada pessoa dará sua interpretação de acordo com a sua própria sensibilidade, experiência ou conveniência.

Para chegar ao final de um ano e dizer que o ano foi bom é necessário definir (antes) o que é "bom". Quando falamos de negócios, algumas coisas precisam ser definidas em termos de números. E quais números interessam para a avaliação do desempenho de um Escritório de Arquitetura ou de Engenharia?

É aí que entram em cena os INDICADORES DE DESEMPENHO.
Indicador de desempenho é definido (pela Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade) como "qualquer medição de característica de produtos e processos, utilizado pela organização para avaliar e melhorar seu desempenho e acompanhar o progresso"

Ou... "são os meios pelos quais os objetivos são avaliados e que para serem significativos devem ser mensuráveis, pertinentes e importantes" (OAKLAND, 1994).

Vamos, aqui, propor alguns. O leitor poderá ser muito útil, propondo outros. Conforme as sugestões chegarem, posso até fazer uma revisão deste artigo logo depois.

É importante que cada indicador expresse uma quantidade (um número). Os números são mais fáceis de serem analisados e permitem uma avaliação mais fria da realidade. Indicadores subjetivos não são boas ferramentas.

Um indicador de Desempenho deve ser:

a) Mensurável - É a característica do que pode ser medido (quantificável, objetivo, tangível)

b) Pertinente - Que serve de ligação entre áreas específicas de responsabilidades e os objetivos individuais de desempenho

c) Importante - Que tem relação direta com as atividades com impacto relevante nos resultados principais

Alguns exemplos:

INDICADORES DE DESEMPENHO OPERACIONAL
• Número de funcionários;
• Número de trabalhos concluídos
• Número de trabalhos concluídos dentro do prazo previsto

INDICADORES DE DESEMPENHO COMERCIAL
• Número de clientes atendidos;
• Número de orçamentos (propostas) apresentados;
• Número de serviços contratados;

INDICADORES DE DESEMPENHO FINANCEIRO
• Faturamento (mensal, trimestral semestral ou anual);
• Lucro líquido;

Que outros Indicadores de Desempenho você utiliza no seu escritório? Como você faz a medição? Em que medida ele se relaciona com os objetivos gerais da sua empresa? Por que esse indicador é importante? (Deixe seu comentário abaixo ou Clique AQUI e mande-nos um e-mail)

Uma vez escolhidos os indicadores de desempenho você deverá criar um mecanismo de medição e registro (de outra forma não será possível obter informações confiáveis e, consequentemente, não haverá controle - nem melhoria no desempenho)

Por exemplo: digamos que você tenha estabelecido como um INDICADOR DE DESEMPENHO para o seu escritório o NÚMERO DE PROPOSTAS COMERCIAIS APRESENTADAS.
Nesse caso você deverá criar um mecanismo de registro das propostas elaboradas pelo seu escritório. Você poderá, por exemplo, dar um número (sequencial) para cada uma das propostas feitas. No final do ano saberá quantas foram apresentadas aos clientes. E assim, no final do ano que vem, poderá saber se melhorou, piorou ou manteve na mesma o desempenho. Com essa informação poderá traçar com maior clareza as estratégias para o ano seguinte.

Que tal?



ÊNIO PADILHA
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REFERÊNCIAS:
1) OAKLAND, J. S. Gerenciamento da qualidade total. São Paulo: Nobel, 1994.
2) FNQ - Fundação Nacional da Qualidade. Disponível em https://www.fnq.org.br/site/292/default.aspx acesso em 07/01/2011



---Artigo2011 ---Administração

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27/02/2019

PARABÉNS, DOUTORA!



(Publicado em 27/02/2019)



Hoje, 27/02/2019, não encontro palavras para expressar o meu orgulho e a minha alegria pela minha filha Clara Padilha que conquista, aos 29 anos, o título de DOUTORA EM ODONTOLOGIA.

Por isto fui buscar num bilhete que escrevi para ela no seu aniversário de 14 anos, em 2003. Eu não estava na cidade (estava no Mato Grosso, ministrando um curso). Então deixei encomendado na floricultura umas flores e mandei entregar (com o bilhete) na escola onde ela estudava, no dia 14 de novembro. Dizia o seguinte:





"Querida Ana Clara
Há uma história que eu nunca contei pra você. Só a Áurea sabe.
Em 1999, numa manhã, estávamos, a Mara, o Ireno e eu, tomando um café na Kuchen Haus, em Jaraguá do Sul... Conversa vai, conversa vem, não sei porque, surgiu um papo do tipo “qual foi o dia mais feliz da sua vida?”

O Ireno, pai coruja tanto quanto eu, disse que o dia mais feliz da vida dele fora o dia do nascimento da filha dele. A Mara falou também de alguma coisa ligada à sua família.

Eu, de minha parte, não tinha a menor dúvida quanto à maior alegria que eu tivera na vida, até aquele dia: tinha sido no dia 26 de setembro de 1998 (um dia depois de eu ter lançado o meu primeiro livro, em Florianópolis). Naquele dia, o grupo de dança “Corpo e Movimento” do Colégio Evangélico Jaraguá apresentou, no “Jaraguá em Dança” o clássico “Mexe a Cadeira” da Lisa Javorski, com você, na primeira linha, destacada, aos nove anos, fazendo tudo certinho. Lindo !!!

Pela primeira vez na vida a minha filha fazia uma coisa melhor do que eu próprio poderia fazer e que ela não havia aprendido comigo. Aquilo foi uma felicidade que não cabia em mim. Era a prova definitiva de que você tinha luz própria. E que luz!!!

Você nunca soube o quanto aquilo foi lindo. Como eu fiquei orgulhoso, feliz e realizado.
Na verdade, foi o PRIMEIRO dia realmente feliz da minha vida. Mais feliz do que o dia da minha formatura na faculdade. Foi um dia de plena realização.

Depois disso, você e a Maria Helena já cuidaram de superar essas marcas diversas vezes. Isso significa que eu sou uma pessoa muito feliz e agradeço a Deus todos os dias por isso.

Feliz Aniversário, Kakaua. Que você seja feliz neste 14 de novembro. E em todos os seus próximos 114 aniversários.

Em novembro de 1999, quando você tinha 10 anos, eu escrevi (na dedicatória do livro Marketing Pessoal e Imagem Pública) que você era um diamante, que o mundo estava aprendendo a conhecer e amar.

Hoje essa constatação está plenamente confirmada. Uma das maiores alegrias que eu tenho todos os dias é justamente ver como você é amada por todas as pessoas que a conhecem.

Você poderia ser tímida, retraída, problemática...
Poderia ser mal-humorada, viver reclamando da vida e culpando a própria sorte.
Mas você escolheu o caminho da alegria e dessa energia positiva que espalha em torno de si, fazendo com que todos se sintam felizes e seguros com a sua presença.
Você escolheu vencer. E está vencendo, todos os dias.

Você é a concretização dos meus melhores sonhos. Uma luz especial que brilha, todos os dias, para mim, para a Áurea e para a Maria Helena. E ainda sobra muita luz para distribuir aos seus amigos e professores.

Desejo que você seja, para sempre, essa Ana Clara que todos nós amamos tanto.
Eu amo você!

Um beijo. | Pai - 14/11/2003"





Como eu disse. Não tenho palavras. Mas essas aí de cima continuam valendo. Cada palavra, cada vírgula. Acrescentando que agora você é Doutora. A primeira doutora da nossa família Padilha.

Com apenas 29 anos você (além da Graduação, do Mestrado e do Doutorado)
• Tem duas especializações (Odontologia do Esporte e Endodontia);
• Já escreveu (e publicou) três livros;
• É a única especialista em Odontologia do Esporte em Santa Catarina e uma das
   únicas três mulheres especialistas no Brasil;
• Criou uma disciplina de graduação na área de Odontologia do Esporte em duas Universidades;
• Desenvolveu um produto novo (a linha de placas de EVA) para a produção de
   protetores bucais esportivos no Brasil.
• E, como dizem seus alunos, “é linda, magra e ma-ra-vi-lho-sa”

Cada uma dessas linhas já é, por si só, muita coisa. Por isto, Parabéns. Beijos. Eu te amo, e sei que posso dizer em nome da Áurea e da Maria Helena: NÓS TE AMAMOS.
A gente não se aguenta de tanto orgulho!







PADILHA, Ênio. 2019

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23/02/2019

O EINSTEIN DE ISAACSON



(Publicado em 23/02/2019)



Você sabe que acabou de ler um bom livro quando chega na última página e volta à primeira, como se estivesse procurando por alguma coisa nova ou esperando que uma segunda leitura possa revelar algo inesperado.

Essa sensação eu experimento de vez em quando, e foi o caso com a maravilhosa biografia de Albert Einstein escrita pelo extraordinário Walter Isaacson.

Isaacson é um grande autor de biografias sobre personagens do mundo da ciência.
Wise Men: Six Friends and the World They Made (1986) (não chegou ao Brasil)
Kissinger: A Biography (1992) (não li ainda. Mas está na lista.)
Benjamin Franklin: An American Life (2003) (Já li. Sensacional)
Einstein, Sua Vida, Seu Universo (2007) (Já vou falar dele)
Steve Jobs (2011) (Já li. Duvido que exista uma biografia mais completa)
Os Inovadores - Uma Biografia da Revolução Digital (2014) (Escrevi uma resenha: AQUI)
Leonardo da Vinci (2017) (Excelente. Escrevi uma resenha: AQUI)



Dezenas (talvez centenas) de livros foram escritos sobre Albert Einstein. Porque este livro seria diferente? Eu, por exemplo, já tinha lido uma biografia de Einstein (lá na década de 1980, nos tempos da faculdade), além de alguns livros escritos pelo próprio Einstein, do qual sempre fui fã.

O que este livro tem de especial é o fato de que ele utiliza como importante referência (e pela primeira vez) um dos mais importantes tesouros do século XXI: a correspondência de Einstein com seus amigos e parentes ao longo de décadas e que ficaram disponíveis somente em 2006.

Imagine que um biografo, no futuro, pudesse retratar um personagem do nosso tempo tendo acesso às suas conversas no Whatsapp. Pois foi isso que Walter Isaacson teve nas suas mãos, uma vez que a correspondência (por cartas) no início do século XX era intensa e praticamente diária. Em outras palavras, as cartas que Einstein escreveu e recebeu deixam sua história muito mais clara e preenche lacunas que nenhum outro livro sobre ele havia conseguido preencher.



Einstein foi contemporâneo e interlocutor de praticamente todas as pessoas importantes da sua época. Existem histórias interessantíssimas e Isaacson nos dá um panorama geral do desenvolvimento da ciência num dos períodos mais fascinantes da história da humanidade.

Ao mesmo tempo, desfaz muitos mitos sobre Einstein. O principal deles (que sempre me incomodou muito, por sinal) é o mito de que Einstein foi um aluno fraco e que tinha notas baixas na escola. Isso nunca foi verdade (sorry, bobalhões que divulgam com entusiasmo essas bobagens nas redes sociais). Só serve para garantir que certas pessoas se sintam confortáveis na sua mediocridade.

Einstein foi, talvez, o único cientista que era reconhecido como celebridade mundial. Um homem cuja opinião era levada à sério por muitos governos. Uma pessoa que era assediada na rua para dar autógrafos e posar para fotografias. Por isto é normal que várias coisas que "se sabe" sobre a vida dele sejam apenas fofocas ou mentiras criadas por múltiplos interesses.

Uma biografia sobre ele, escrita por um "Pelé" como o Walter Isaacson era tudo o que a gente precisava. Não deixe de ler. O Einstein de Isaacson não é um livro qualquer. É o livro. A biografia.






ISAACSON, Walter. Einstein: sua vida, seu universo. Tradução: Celso Nogueira... et. al. — São Paulo: Companhia das Letras, 2007



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PADILHA, Ênio. 2019

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22/02/2019

MEMÓRIAS DO ENCONTRO DE LÍDERES REPRESENTANTES



(Publicado em 22/02/2019)



Ontem estive em Brasília, participando do segundo dia do ENCONTRO DE LÍDERES REPRESENTANTES DO SISTEMA CONFEA/CREA/MÚTUA. É sempre um grande prazer reencontrar bons amigos e colocar algumas conversas em dia. E já comecei muito bem, encontrando, no aeroporto, o grande parceiro, Engenheiro Líder, Luis Henrique Salatiel




Juntou-se a nós no almoço o brilhante Wilson Dias, que vocês já conhecem dos textos publicados no nosso site. A conversa foi animadíssima (e muito instrutiva)



Tive um rápido, porém muito importante encontro com o presidente Joel Krüger, que está reconduzindo o Confea à condição de interlocutor de alto nível na esfera federal. Essa é uma grande conquista, especialmente quando analizamos os últimos anos.



Sérgio Becke, um grande amigo, de Santa Catarina.



Tive o prazer de participar do Seminário sobre Chamamentos Públicos do Confea, muito bem organizado pela engenheira Fabyola



Márcio Pernambuco, um pensador indispensável do nosso sistema profissional



O querido amigo Edison Macedo, patrimônio intelectual da nossa Engenharia.



Os jovens de Goias, capitaneados pelo engenheiro Áquila.




Engenheira Lenita Brandão, de Americana, São Paulo (nossa madrinha querida) e sua colega Lígia, presidente da Associação de Rio Claro



Outro querido amigo, Luisão, presidente do Crea-BA. Sempre um prazer reencontrá-lo.




Encontrei e conversei com muitos outros colegas e amigos. Infelizmente, não temos os registros fotográficos, mas o coração volta aquecido e a cabeça realimentada.





PADILHA, Ênio. 2019

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