Notas de "PERGUNTA DO LEITOR"

Neste ano de 2016 responderemos perguntas sobre ESCRITÓRIOS DE ENGENHARIA E ARQUITETURA, especificamente nos seguintes assuntos:

(1) Modelo de Negócio
(2) Composição de Sociedades
(3) Plano de Negócio
(4) Administração do Processo Produtivo
(5) Administração Financeira
(6) Administração de Recursos Humanos
(7) Administração do Mercado (Marketing)
(8) Diferencial Competitivo e Vantagem Competitiva

As respostas serão publicadas no nosso site, nesta seção PERGUNTA DO LEITOR.

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08/10/2014

CONHEÇA OS FINALISTAS DO PRÊMIO
TALENTO ENGENHARIA ESTRUTURAL

Está aberta, até 20 de outubro de 2014, a votação on-line para os projetos inscritos no 12º Prêmio Talento Engenharia Estrutural. Entre as cinco categorias do concurso, a comissão julgadora selecionou 25 finalistas. Basta clicar sobre o finalista e marcá-lo para voto.



Clique sobre a imagem ou AQUI para conhecer os projetos e votar

Comentário do Ênio Padilha

Ano passado cheguei a enviar um e-mail para a organização do concurso, mas, como não fui ouvido, não custa tentar de novo.
Creio que o processo de votação na internet (onde os eleitores não são, necessariamente, engenheiros) tem um problema: o eleitor é induzido a votar no projeto "mais bacana", "mais bonito visualmente". E não no "projeto estrutural mais interessante" ou "mais difícil" ou "mais inovador".
Assim o concurso acaba se transformando em um concurso para escolher o melhor projeto arquitetônico e não o melhor projeto estrutural.
A solução que eu sugeri no ano passado (e repito agora) é que as fotografias dos projetos sejam acompanhadas de uma ficha técnica com informações mínimas que permitam que um leigo possa avaliar o grau de dificuldade, ousadia, inovação e talento do projetista DA ESTRUTURA e não apenas o talento do projetista arquitetônico.
Estou errado?

17/06/2014

CAU/BR ELABORA REGULAMENTO ELEITORAL

No próximo dia 5 de novembro, os arquitetos e urbanistas brasileiros vão escolher seus representantes para o CAU/BR e os CAU/UF. Novo regimento eleitoral, aprovado na 31ª Reunião Plenária do CAU/BR, estabelece o calendário e as regras para a escolha dos conselheiros federais e estaduais (mais seus suplentes) para o mandato 2015-2017. No mesmo dia também haverá a votação para escolher o conselheiro federal representante das instituições de ensino superior de Arquitetura e Urbanismo. Toda a votação será realizada via internet, pelos sites do CAU/BR e dos CAU/UF. O acesso ao painel de votação se dará por meio da senha de acesso ao SICCAU. O voto é obrigatório para todos os profissionais registrados no CAU e com menos de 70 anos. Quem não puder votar deverá justificar sua abstenção junto ao seu CAU/UF em até 90 dias, sob pena de pagar uma multa equivalente ao valor de uma anuidade – R$ 413,21 – conforme determina a Lei 12.378/2010, que regula o exercício da Arquitetura e Urbanismo no Brasil.



Clique sobre a imagem ou AQUI para obter mais informações no site caudf.org.br

29/04/2014

VELHO DEMAIS PARA CURSAR ENGENHARIA OU ARQUITETURA?

(Este artigo foi publicado em 24/01/2013)




ÊNIO PADILHA
professor@eniopadilha.com.br





Muita gente me manda perguntas por email ou por mensagens no site www.eniopadilha.com.br. Algumas dessas perguntas são respondidas na seção de PERGUNTA DO LEITOR. Outras são respondidas diretamente ao leitor, por email. E existe uma outra categoria de pergunta que algumas vezes acaba sem resposta porque, na verdade, a pessoa quer uma consultoria (o que somente seria possível com uma analise muito mais aprofundada da situação do indivíduo).

Mas a pergunta mais recebida no site, a mais recorrente, é a seguinte: "professor, estou com 35 anos (ou, 40, 45) e comecei agora um curso de Engenharia (ou de arquitetura). Vou me formar com 40 anos (ou 45, 50 anos). Estarei muito velho para iniciar uma carreira nessa área? Pessoas com mais idade têm mais dificuldade como recém formado?"

Então aqui vai a resposta a todos esses leitores:

Primeiro: se você se formar engenheiro (ou arquiteto) com 40, 45 ou 55 anos a minha resposta será a mesma: não existe essa história de "muito tarde".
As profissões de arquiteto e de engenheiro não exigem juventude para ser exercida. Não precisa de força fisica ou resistência aeróbica. Precisa de energia mental, inteligência, criatividade e muita, muita vontade. Iniciar uma carreira de arquiteto aos 50 anos não será problema nenhum, acredite.

Segundo: o mercado de trabalho está cada vez menos restritivo a pessoas de mais idade, especialmente quando a atividade envolve conhecimentos técnicos. Veja esta matéria AQUI que fala sobre como profissionais mais maduros estão sendo cada vez mais procurados pelas empresas.

Terceiro (esta resposta eu recebi do meu grande amigo Sebastião Lauro Nau, que é Gerente de Pesquisa e Inovação Tecnológica de uma grande empresa em Santa Catarina): "não existe nenhuma regra (formal ou informal) nos setores de Recursos Humanos das empresas que defina a máxima idade para um recém formado. O que existe nas empresas é o bom senso, ou seja, a necessidade de avaliar os motivos pelos quais o recém formado não é mais um jovenzinho. Se, no Curriculum ou na entrevista isto ficar explicado, não há problemas, especialmente se o candidato tiver experiências em áreas correlatas. Pensando em uma carreira dentro de uma empresa privada, creio que começá-la com 40 anos pode ser, no mínimo, desafiador. Em resumo, pode atrapalhar mas não é excludente. Depende das habilidades, potencial e história de vida do recém formado."

Quarto (corolário do item terceiro): uma pessoa que se formou arquiteto (ou engenheiro) com 45, 50 anos certamente teve uma vida em outras atividades antes disso. Trabalhou em outras áreas, viajou, desenvolveu projetos pessoais, talvez tenha até feito um outro curso superior. Tudo isso faz parte do profissional que ele se tornou. Ele não tem a juventude dos vinte e poucos anos, mas tem, em contrapartida, alguns conhecimentos, habilidades e capacidades que podem (e devem) ser capitalizadas na nova carreira.

Conclusão: Ingressar na carreira de engenheiro ou de arquiteto aos 45, 50 anos é um desafio. Mas está muito longe de ser uma impossibilidade.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | ep@eniopadilha.com.br




Nosso site é atualizado todos os dias à meia noite.
Veja AQUI os conteúdos publicados hoje.




REFERÊNCIAS:
1) PROFISSIONAIS MAIS MADUROS ESTÃO SENDO RECRUTADOS POR EMPRESAS COMO MOSTRA O ENGENHEIRO AMBIENTAL ROBÉRIO BONFIM. Disponível em http://www.aneam.org.br acesso em 07/01/2011




Imagem (fonte): www.busquequalidadedevida.com.br



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Comentário do Ênio Padilha

Nesta semana de lançamento do novo site estamos reapresentando os artigos mais lidos do nosso site nesses últimos doze meses. Este artigo (VELHO DEMAIS PARA CURSAR ENGENHARIA OU ARQUITETURA?) está no topo dessa lista.


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05/03/2014

TÔ NO MEIO DA FACULDADE DE ENGENHARIA...
... COM VONTADE DE DESISTIR.

(Resposta publicada em 05/03/2014)



Professor Ênio Padilha.
Eu tenho 19 anos e estou cursando o 5º período de Engenharia Civil, mas nunca me sinto realmente realizado com o curso, inclusive com a profissão, não sei se continuar nesse caminho,se serei um um profissional realizado.

Desde o vestibular sempre tive muitas dúvidas em relação a essa escolha, que por sinal é e uma fase em que ainda não estamos preparados psicologicamente para tomar uma decisão que possa impactar talvez, para o resto de nossas vidas. Mas optei por Engenharia Civil, já que tinha uma certa facilidade com matemática no colégio, e por gostar de ver edificações prontas. E por mais que eu me dedique no curso, tire boas notas, acompanhe o dia-a-dia de engenheiros, mesmo assim, não consigo me ver neste meio.

Já pensei várias vezes em mudar de curso, outras opções não me faltam. Até mesmo porque faço estágio em um escritório de Arquitetura, e gosto bastante do dia-a-dia, acho mais tranquilo lidar com pessoas mais instruídas, onde se possa chegar a um resultado por meio do diálogo, e não da grosseria, e sem falar que na verdade é o arquiteto quem dá o ponto de partida para qualquer obra, é ele quem vai receber o maior reconhecimento depois de concluída a edificação. Mas por ser um curso menos difícil e mais trabalhoso, se formam mais profissionais, aumentando assim a concorrência profissional, claro que não pode ser fator primordial para uma escolha, já que quando se trabalha naquilo que gosta, nunca se trabalha, e o sucesso acaba virando consequência disso.

Já cheguei a pensar em mudar para Direito também, mas especificamente para concursos, atraído como a maioria de estudantes de Direito, pelos autos salários oferecidos em concursos. Já cheguei a fazer alguns e até gostei de estudar sobre esse área.

Esta é uma dúvida que me aflige diariamente, tenho vontade de mudar, mas fico indeciso entre qual das duas, e também senão seria melhor terminar Engenharia primeiro, já que estou no meio do curso, e por ser uma área de campo imenso, ou mudar logo, e não perder mais tempo..??

Aguardo sua resposta o quanto antes,
MUITO OBRIGADO!

Genivaldo Maranhão | Sorocaba-SP

(Nesta seção, o nome e a cidade são trocados sempre que solicitado pelo leitor)



RESPOSTA:


Prezado Genivaldo

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08/01/2014

SOU DENTISTA. QUERO SER ENGENHEIRO.

(Este artigo foi publicado em 07/01/2014)



Professor. Ênio,

Eu estou com 37, e me formei em Odontologia. Só que desde que me formei, jamais exerci a profissão... Passei os 15 anos que tenho de formado trabalhando na área de Restaurantes...

Bom, apenas para resumir, hoje em dia, acho que a carreira que eu deveria ter seguido era a de engenharia. E quero tentar fazer!

Agora vem o motivo da minha pergunta: Estou fora do colégio há 20 anos, sem ver as matérias que me dariam alguma noção para conseguir seguir num curso de engenharia, que seriam basicamente a matemática e a física...

O Sr. teria alguma dica do que eu preciso estudar, e como, para poder não quebrar a cara em uma faculdade de engenharia?

Andei assistindo a uns cursos on line, de introdução ao Cálculo e à Algebra Linear, de um professor do MIT. Não me lembro de praticamente mais nada!!! Por isso gostaria de resgatar esta base, para poder finalmente cursar a engenharia...

Agradeço qualquer tentativa de ajuda. Me sinto perdido sobre como resgatar esse conhecimento...

Muito obrigado,

Antônio Bahia | Sorocaba-SP

(Nesta seção, o nome e a cidade são trocados sempre que solicitado pelo leitor)

Veja a Resposta do Professor Ênio Padilha
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09/12/2013

GOSTO DE MATEMÁTICA QUAL CURSO DEVO FAZER?

(Publicado em 09/12/2013)

Prezado professor Ênio Padilha.
Minha pergunta é bem simples: gosto muito de Matemática. Qual curso devo escolher?

Aline da Silva | Brotas-SP
(Nesta seção, o nome e a cidade são trocados sempre que solicitado pelo leitor)



RESPOSTA:


Aline. A resposta mais óbvia (e que você, provavelmente, já ouviu de muita gente) é a seguinte: JÁ QUE VOCÊ GOSTA DE MATEMÁTICA, FAÇA ENGENHARIA. Afinal, para fazer engenharia é muito importante gostar de matemática, como já foi dito em outra PERGUNTA DO LEITOR que você poderá ler AQUI.

Mas... cuidado! Essa é uma armadilha na qual muitos jovens caem: escolher o curso em função da matéria que mais gosta.

Gostar de cachorro ou de gato não é motivo suficiente para decidir-se por ser veterinário. Gostar de animais não é suficiente. É preciso gostar do TIPO DE VIDA QUE UM VETERINÁRIO LEVA, que, geralmente, inclui lidar com animais doentes.

Gostar de plantas não é motivo suficiente para fazer Biologia ou Agronomia. É preciso conversar com algum biólogo ou com algum agrônomo e ver como é o dia-a-dia desses profissionais. Que tipo de dificuldade é típica do exercício dessas profissões. Quais são os ossos do ofício.

Cada profissão tem seus fundamentos. Matemática, Física e Química são alguns dos fundamentos da Engenharia; Desenho, Percepção Espacial e Representação Gráfica são fundamentos da Arquitetura; Biologia e Química são fundamentos da Medicina e da Odontologia... portanto, o mínimo que você precisa para escolher uma dessas profissões é gostar dessas matérias.

No entanto, gostar de Desenho, por exemplo, é condição necessária mas não suficiente para ser um bom Arquiteto. É preciso muito mais: é preciso gostar da vida de arquiteto (lidar com pessoas, lidar com pressões de diversas ordens, trabalhar fora de horários convencionais, aceitar críticas...).

No seu caso, gostar de matemática significa que você poderá se dar bem em muitas profissões: Economia, Administração, Contabilidade, Arquitetura, Engenharia, Agronomia e várias outras. Cabe a você investigar os ossos de cada um dessses ofícios.

Só não caia na armadilha de escolher um curso superior (só) por conta da matéria que você mais gosta. Você estará resolvendo o problema dos próximos cinco anos, mas pode não estar preparada para os cinquenta anos seguintes.

Boa sorte!



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | ep@eniopadilha.com.br




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Comentários?

13/11/2013

VALE A PENA O SACRIFÍCIO DE ESTUDAR
NUMA UNIVERSIDADE FEDERAL?

(Publicado em 31/10/2011)

Bom dia Professor Ênio,
Sou Romário Benevidez, estudante do curso de Engenharia Mecânica da UFXX (Universidade Federal de Pernambuco Bahia), estou no quarto semestre e uma dúvida permeia meus pensamentos desde que conversei com um amigo que faz Engenharia Mecânica em uma particular, o mesmo me falou que eu tô perdendo tempo estudando numa federal, visto que tem muitos problemas como as greves e os laboratórios, além da não flexibilidade dos horários, pois meu curso é em tempo integral o que não dá condições de trabalhar durante a graduação, o que do ponto de vista dele fica com pouca experiência,em relação a minha área, pois ele já trabalha na área, ele também me revelou que na hora de apresentar o currículo em grandes e médias empresas, o diploma pouco importa se é de uma particular ou pública! que hoje o que mais conta é se você já tem conhecimento na área ou aquele famoso QI (quem indica!).
Então gostaria de saber do senhor se meu esforço em fazer uma universidade pública federal está sendo em vão? porque aqui se estuda de verdade e somos muito mais exigidos na graduação, se a unica vantagem de fazer uma universidade particular é o status?
Desde já agradeço a atenção

Romário Benevides | xxx
(Nesta seção, o nome e a cidade são trocados sempre que solicitado pelo leitor)




RESPOSTA:


Vamos por partes: primeiro, fique tranquilo, você não está perdendo seu tempo ao fazer uma faculdade de Engenharia que leva você a estudar mais do que você teria de estudar se estivesse numa faculdade menos exigente;

As universidades públicas têm seus problemas, não há dúvidas. Mas a questão é que, mesmo com esses problemas, elas conseguem um desempenho superior em relação à grande maioria das universidades particulares.

Muitas dificuldades impostas aos alunos numa escola federal (por exemplo, a exigência de dedicação quase exclusiva) são, em grande parte, as responsáveis pela qualidade da formação que o profissional acaba recebendo.
Não se iluda! Ter mais flexibilidade nos horários e poder trabalhar durante a faculdade não leva ninguém a se tornar um profissional melhor. Pode ser uma circunstância necessária, às vezes até inevitável... mas não é a melhor alternativa. Disto eu não tenho dúvidas. (eu estudei numa universidade federal... e trabalhei durante todo o curso... e nunca vi nenhuma vantagem nisso! Preferia muito mais ter podido me dedicar integralmente ao meu curso)

E tem mais: as faculdades particulares de renome (como a Getúlio Vargas e a Mackenzie, pra ficar em apenas dois bons exemplos) também impõem aos seus alunos essas mesmas dificuldades encontradas nas públicas.

Quem quiser ter uma boa formação universitária precisa mesmo estar disposto a fazer sacrifícios.

Antes de concluir minha resposta, quero que você veja os SÁBIOS CONSELHOS do engenheiro e professor Sebastião Lauro Nau. Para quem pensa que somente passar pela faculdade resolve o problema o que ele diz aqui é muito importante.
E, só para lembrar: ele é um cara que trabalha numa grande empresa e tem muita influência nos processos de contratação.

Veja também o artigo DIPLOMA PRA QUÊ? da Lígia Fascioni. Ela diz: "o diploma nada mais é do que um comprovante que você teve acesso a um conjunto específico de informações que lhe foram apresentadas de maneira estruturada e com orientação de outros profissionais, supostamente experientes e conhecedores da matéria. Você ganha esse pedaço de papel quando consegue provar para a instituição que o emitiu que conseguiu assimilar essas informações de maneira satisfatória." (meus comentários na conclusão deste artigo, logo abaixo)

Pra fechar, leia o artigo que eu publiquei recentemente com o título PRA QUE ESTUDAR TANTO CÁLCULO E FÍSICA?

Daí chegamos a uma resposta à sua questão: é fato que, do ponto de vista burocrático e legal, o diploma de uma escola fraca vale tanto quanto um diploma de uma faculdade de ponta. A questão é saber se a formação obtida numa boa faculdade e a formação em uma faculdade menos exigente também têm o mesmo valor no mercado de trabalho.
Quem está melhor preparado para disputar processos seletivos? Quem estará melhor preparado para aprender novas tarefas? Quem estará sempre um passo à frente em todas as disputas por espaços e posições? (ou você acredita mesmo que escolas "mais ou menos" conseguem transformar alunos "mais ou menos" em VENCEDORES?)

Boas escolas (sejam escolas de dança, de futebol, de informática ou de engenharia) devem sua reputação à qualidade dos seus alunos formados. O Status conferido aos seus egressos deve-se ao FATO de que, SE ELE PASSOU por aquela escola muito provavelmente ele possui os conhecimentos e o nível de qualidade e profissionalismo que todos os formados naquela escola possuem. Esse é o tipo de conquista que as escolas fracas não conseguem superar (e por isto ficam alimentando esse discursinho vazio de que "diploma é tudo igual").

Quem me conhece já deve ter me ouvido dizer muitas vezes que "qualquer faculdade é melhor do que nenhuma faculdade". Um curso superior sempre melhora o conjunto de capacidades, conhecimentos e habilidades do indivíduo. Qualquer curso, até mesmo os fracos.

Mas não podemos ser cegos ao fato de que existem sim faculdades que são melhores que outras. E são melhores porque formam profissionais melhores. E esse tipo de coisa não acontece por acaso! Depende da qualidade dos alunos, da qualidade dos professores, dos recursos didáticos e, principalmente, do valores e princípios que orientam a instituição. Formar profissionais de qualidade superior implica dar a eles oportunidades de obter conhecimentos e habilidades superiores. E garantir que eles não recebam o diploma sem terem efetivamente alcançado essas proficiências.

Mas tem faculdades que dão o diploma sem ter esse tipo de preocupação. A escolha é sua. A carreira é sua. A vida é sua!



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | ep@eniopadilha.com.br




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Vamos por partes:
Leia a resposta de Ênio Padilha

06/11/2013

FAZER ARQUITETURA É TÃO RUIM ASSIM?

(Publicado em 06/11/2013)


Olá! Sou universitária e pretendo mudar de curso para Arquitetura, pois me identifico!
Porém pesquisando sobre o curso, me preocupa muito depoimentos de alunos ou recém formados que dizem que o mercado é ruim e etc... Nesta minha pesquisa por possíveis profissões a seguir percebo que a desvalorização existe em todos os cursos e a valorização quem faz é o próprio profissional e aluno enquanto estudante (proativo, estudioso, curioso e etc..)

Desejo saber se é necessário nesta área mestrado e doutorado e se for, se isso faz um diferencial. O concurso público é o melhor caminho? Se eu for dedicada e tudo mais, surgirá mercado para mim?
A impressão que tenho é que há uma massificação de profissionais e que serei só mais uma e isso me incomoda bastante!

Como descubro se arquitetura de fato é para mim?

Luciana de Freitas | Recife-PE
(Nesta seção, o nome e a cidade são trocados sempre que solicitado pelo leitor)



RESPOSTA:


Luciana. Eu dou aulas de Gestão de Carreira e Marketing Pessoal para Arquitetos, Engenheiros e Designers em cursos de Pós-Graduação. Uma das recomendações que são feitas para uma correta gestão da Imagem Pública (a imagem que os outros têm de você) é justamente não viver reclamando de tudo.

E esta recomendação é particularmente importante quando a aula é para arquitetos (ou para estudantes de arquitetura). Trata-se do segmento profissional que mais reclama da vida, do trabalho, dos clientes, da sorte injusta... enfim!
Se você tem dúvidas, basta dar uma olhada na sua timeline do Facebook ou do Tweeter, e veja quem está reclamando de tudo (...)

Leia a resposta completa e deixe seus comentários:

01/10/2013

HAVERÁ MERCADO PARA ENGENHEIRO CIVIL
DEPOIS DA COPA E DOS JOGOS OLÍMPICOS?

(Publicado em 01/10/2013)

Olá,
Por favor preciso muito de sua ajuda. Pretendo fazer Engenharia Civil no próximo ano, porém tenho medo que o mercado de trabalho diminua já que as obras da copa e da olimpiadas já estão na reta final e também só me formo daqui a 5 anos...
Será que quando de formar o mercado estará fraco para essa profissão?

obrigada

Michelli Madureira | Guaratinguetá-SP
(Nesta seção, o nome e a cidade são trocados sempre que solicitado pelo leitor)



RESPOSTA:
Prezada Michelli

Já respondo a sua pergunta. Antes, deixa eu dizer uma coisa importante: existem várias questões que você deve levar em conta antes de decidir por este ou aquele curso (nesta ou naquela universidade).

Leia a resposta de Ênio Padilha e os comentários dos leitores

19/04/2013

NÃO GOSTO DE MATEMÁTICA, MAS QUERO SER ENGENHEIRO.

(Este artigo foi publicado em 19/04/2013)




RESPOSTA:
Tamara
Essa sua dúvida tem sido uma das questões recorrentes na minha caixa de e-mails. É fácil entender: com o aquecimento do mercado de trabalho e de oportunidades para a Engenharia é natural que muitos jovens pensem em fazer este curso e abraçar essa carreira. Só que, muitos pensam que ser engenheiro é só uma questão de ter vontade.
Lamento informar que NÃO. NÃO É BEM ASSIM!

Durante os nebulosos anos da Década Perdida (os anos 1980) e da Década em que estávamos perdidos (os anos 1990) esse tipo de questão nunca aparecia. Porque a escolha pela carreira de Engenheiro era sempre motivada por uma vocação muito clara e, obviamente, pelo gosto pelas ciências naturais (especialmente Matemática, Física e Química).

Hoje as motivações para fazer Engenharia muitas vezes são outras: bons empregos, ótimos salários, segurança, status elevado, etc.

E muita gente esquece que a Engenharia, assim como outras atividades profissionais exige de seus praticantes o domínio de fundamentos.

Um FUNDAMENTO é algo que sustenta alguma coisa. É o alicerce sobre o qual algo pode ser construído. O apoio principal.
Num edifício são as estacas e os pilares. Numa residência, as sapatas de fundação.

Geralmente os fundamentos não são percebidos a não ser pelos iniciados.

Saque, recepção, ataque e bloqueio são, por exemplo, FUNDAMENTOS do Voleibol. Significa que são as primeiras coisas que o jogador deve aprender, quando se inicia na atividade. Depois que o atleta está formado essas coisas não serão mais treinadas pois são os fundamentos que servirão de base, de alicerce, de suporte principal para o aprendizado das técnicas e táticas do jogo propriamente dito.

No futebol também existem fundamentos (domínio da bola, passe, condução, chute, cabeceio e drible, por exemplo). Isso é o que se ensina nas escolinhas para garotos de 7, 8 anos. Depois de crescidos os jogadores vão aprimorar a técnica, mas precisam chegar às equipes superiores com os fundamentos dominados.

Nas profissões também existem fundamentos. São as coisas que devem ser desenvolvidos na graduação. São conhecimentos e habilidades que os empregadores esperam não ter de ensinar para um recém-contratado. São aquelas características essenciais que todos os profissionais daquela área devem possuir.

Um dos Fundamentos da Arquitetura é o Desenho.
Se você não gosta de Desenho, não pode querer ser arquiteto (veja bem, eu não disse que você precisa saber desenhar para querer ser arquiteto. Eu disse que você precisa gostar de desenho. Porque desenho é um dos fundamentos da Arquitetura. Portanto, é uma coisa que você vai ter de aprender durante a faculdade. Terá muitas aulas, muitos exercícios, muitas tarefas dependendo desse conhecimento. Se você não curte desenho, primeiro, você vai sofrer muito dentro da faculdade e, segundo, você, muito provavelmente, será um arquiteto fraquinho (pra não dizer incompetente)

Os fundamentos da Engenharia são, basicamente, Matemática, Física, Química e Projeto.

Se você não é bom em matemática, isto não o impede de entrar numa faculdade de Engenharia. Nem impedirá (no futuro) que você seja um bom engenheiro. Você vai estudar muita matemática durante a faculdade e vai desenvolver esse conhecimento.

Importante: "não ser bom" em matemática é muito diferente de "não gostar" de matemática. Quem não é bom pode se esforçar e melhorar até o ponto de ficar bom na matéria. Quem não gosta não terá estímulo nem motivação para fazer algo que é essencial, tanto para Engenharia quanto para Arquitetura: aprender matemática.

RESUMO E CONCLUSÃO: Se você não gosta de Matemática, de Física ou de Química nem pense em ser engenheiro. Você vai sofrer demais durante a faculdade e ainda por cima, sem domínio da Matemática nunca passará de um engenheiro mediano, sem acesso às grandes oportunidades da profissão.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



IMPORTANTE: Na sua pergunta você faz uma observação equivocada. E eu não posso silenciar porque alguns leitores poderiam (com razão) entender como se eu estivesse concordando com você: Tamara, ninguém faz o trabalho do arquiteto melhor do que um arquiteto. Muito menos um engenheiro. Vale aqui uma regra de ouro: Cada um no seu quadrado.




Para mandar a sua pergunta clique AQUI. A pergunta será respondida na seção PERGUNTA DO LEITOR.




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