Muitas indústrias são dominadas por um pequeno número de grandes empresas ou apenas por um simples monopólio. Deixados sem regulação, esses mercados frequentemente produzem resultados sociais indesejáveis - preços mais
altos do que o dos outros motivados por custos, ou empresas improdutivas que sobrevivem por bloquear a entrada de novas empresas mais produtivas.

JEAN TIROLE

Engenheiro e professor francês, ganhador do Prêmio Nobel de Economia 2014, em entrevista para Real Academia Sueca de Ciências

POR QUE ARQUITETOS DEVEM SER ADMINISTRADORES DE OBRAS

(Publicado em 20/01/2014)



O Arquiteto Iberê M. Campos é um sujeito com múltiplas habilidades e conhecimentos (Veja AQUI).

Ele escreveu o belíssimo artigo "O ARQUITETO COMO ADMINISTRADOR DE OBRA: VAMOS UNIR O ÚTIL AO AGRADÁVEL", publicado no site do IBDA. O artigo é longo, mas vale a pena ler, cada linha.

Vou esperar aqui até você voltar da leitura. É importante que você leia, porque eu não quero ficar aqui repetindo o que o Iberê já falou tão bem. Mas o que ele disse é essencial para entender o que eu vou dizer.

(...)

Muito bem. Já voltou? Ótimo! Vamos continuar.

Iberê Campos esclareceu algumas coisas muito importantes:
• O que levou os arquitetos a abandonar as atividades de construção;
• Porque os clientes valorizam o pedreiro, o mestre de obra e o corretor de imóveis mas não valorizam o engenheiro (e muito menos o arquiteto);
• Como o arquiteto pode (e deve) assumir o seu lugar nas construções, para ficar com uma fatia melhor dos rendimentos e do respeito (leia-se, valorização) na obra.

O que faltou dizer?
Faltou dizer que o estudo das características da prestação de serviços de arquitetura (e de engenharia) já permitem prever essa consequência ruim para os arquitetos (essa dificuldade natural que os clientes têm para entender e valorizar o trabalho do arquiteto)

No capítulo 2 do meu livro MARKETING PARA ENGENHARIA E ARQUITETURA eu apresento as DEZ CARACTERÍSTICAS DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE ENGENHARIA E DE ARQUITETURA.

Cinco dessas características vieram da literatura sobre prestação de serviços (fiz uma breve revisão que está mostrada nas páginas 26 a 30 da minha Dissertação do Mestrado em Administração). As outras cinco foram descobertas que eu fui acrescentando através dos meus próprios estudos de escritórios de Engenharia e de Arquitetura ao longo dos últimos 20 anos:



Pode-se dizer que os arquitetos enfrentam todas as dificuldades típicas da Prestação de Serviços (qualquer serviço):
• Intangibilidade dos produtos;
• Inseparabilidade entre fornecedores e clientes;
• Variabilidade no processo produtivo;
• Inarmazenabilidade da produção;
• Improtegibilidade das tecnologias produzidas;
• Precificação Subjetiva;

E, além disso, ainda enfrentam as dificuldades que são próprias da Prestação de Serviços de Arquitetura (e de Engenharia):
• Produto de Consumo Restrito (muito pouca gente compra, poucas vezes na vida);
• Produto com alto componente intelectual agregado;
• Produto Intermediário (não é produto final, portanto, não desperta interesse imediato do cliente);
• Produto com vantagens e benefícios não evidentes para o cliente. As vantagens e os benefícios da arquitetura não são percebidos pelos clientes (ou, pior, quando percebidos, o mérito tende a ser atribuído a outros agentes.

Observem os dois últimos itens da lista. O que eles nos dizem? Que consequência eles nos trazem?

Observe que o trabalho do arquiteto (o projeto) é realizado muito antes de a obra virar realidade. Isto significa que o resultado do serviço do arquiteto não aparece (na visão do cliente) quando o serviço do arquiteto é realizado. Só aparece muito tempo depois (quando a obra fica pronta) e, frequentemente, passa despercebido, pois está “misturado” com a influência de dezenas de outros fatores envolvidos no produto final.

Esta é uma condição para a qual o profissional precisa estar atento, pois é um obstáculo que precisa ser enfrentado e transposto. Por conta do alto componente intelectual envolvido/agregado nos serviços de Arquitetura muitos profissionais não se dão conta de que coisas que parecem óbvias, na verdade não são tão evidentes assim. No final de uma obra (na hora em que se chega ao produto final) muitos clientes acabam atribuindo aos pedreiros, carpinteiros, azulejistas ou pintores, méritos que deveriam ser creditados ao arquiteto.

Uma das maneiras de superar as dificuldades produzidas pelas características da prestação de serviços (particularmente essas duas últimas) é justamente aproximar mais o trabalho do arquiteto do produto final.

Se é inquestionável o fato de que os clientes valorizam aquilo que está mais proximo dos seus interesses e entendimentos (no caso a obra, não o projeto), taí mais uma razão para que os arquitetos valorizem as atividades de administração de obras.

Mais um ponto para o Iberê Campos. Recomende o artigo dele para os seus colegas arquitetos.





PADILHA, Ênio. 2014

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NOSSAS REGRAS PARA COMENTÁRIOS DO LEITOR

(Essas regras foram estabelecidas em 2006, quando o site começou a receber comentários)



Em 2006 meu site completou 10 anos e teve uma novidade: a possibilidade de os leitores escreverem comentários diretamente na página de cada post (antes isso era feito por e-mail).

Já naquela época havia uma praga na internet que eu não suportava: os anônimos. Sempre tive desprezo por comentaristas anônimos. Eles sempre representaram o que há de pior na internet. Sempre fui da opinião de que se o sujeito não tem coragem de defender suas próprias ideias ele deve ficar quieto.
E nem me venham com conversa de que a pessoa pode ser prejudicada se disser o que pensa com o seu próprio CPF porque pra mim isso é papo de covarde. Eu já cansei de perder contratos e oportunidades porque pessoas não gostam do que eu penso (e escrevo).

Então, para evitar esses dissabores, publiquei no site, e mantenho até hoje, as NOSSAS REGRAS PARA PUBLICAÇÃO DE COMENTÁRIOS DE LEITORES





Imagem de Clker-Free-Vector-Images por Pixabay



Embora a maioria do material publicado seja direcionado aos Administradores, Engenheiros, Arquitetos, Agrônomos e demais profissionais da área tecnológica, todos os leitores são muito bem-vindos ao nosso site.

Desejamos que todos sintam-se em casa e interajam com o site e com os demais leitores.

No entanto, é preciso deixar claro as nossas REGRAS PARA COMENTÁRIOS que são as seguintes:

1. É garantida a livre manifestação de opinião, desde que mantido o devido decoro;

2. É permitido discordar de qualquer material publicado (com ou sem argumentos convincentes);

3. É permitido (e recomendável) que cada comentário leve em consideração não apenas o material publicado como também os comentários anteriores. Portanto, o leitor poderá fazer um comentário sobre um comentário anterior;

4. Não são permitidas ofensas aos colaboradores nem a terceiros, muito menos a autores de outros comentários (os comentários que infringirem esta regra serão parcialmente cortados ou totalmente suprimidos);

5. Não são aceitos comentários de anônimos. O anonimato é uma praga na internet e nós estamos tentando evitar a sua proliferação;

6. O autor escreverá tréplicas...
• Quando entender que é necessária alguma explicação adicional;
• Se algum leitor solicitar alguma explicação;
• Se algum leitor fizer alguma pergunta.






PADILHA, Ênio. 2006

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CALIGRAFIAS DE AFETOS

(Publicado em 23/09/2020)



Eu sempre gostei muito de poesia. Quando jovem (principalmente no tempo da faculdade) lia muitos livros de poemas. De todos os tipos. Tive até uma fase simbolista, com Augusto dos Anjos, Cruz e Souza e Baudelaire... melhor nem lembrar.
Os poetas sempre me encantaram pela capacidade de driblar a lógica e propor uma dança diferente da música que estivesse tocando. Era sempre um exercício de prazer.

Fazia tempo que eu não lia um bom livro de poemas. Então vocês podem imaginar o meu entusiasmo quando o Farlley Derze anunciou a publicação do seu livro Caligrafias de Afetos Fiquei ansioso pela chegada do correio. Chegou nesta semana.





Detalhe da capa do livro de Farlley Derze



Ah, que leitura deliciosa! É claro que eu não sou especialista nem crítico literário. Leio poemas por puro deleite. Mas qualquer coisa escrita pelo gênio do Farlley Derze há de ser fascinante.

Farlley escreve poesia em prosa como poucos. É sutil, envolvente, profundo e, muitas vezes, certeiro e cortante. Mas nunca é chato.

Os poemas estão publicados no livro na ordem cronológica em que vieram à luz. Mas não tente o leitor fazer uma relação entre o que está escrito e o que se passava nessa ou naquela época. Não é assim que funciona a cabeça do poeta.

Ali tem lampejos, insights, trovões, idas e vindas ao passado e à alma da pessoa amada. Em muitos poemas (especialmente nos que vêm depois de 2013) existe um exercício delicioso de vocabulário que encanta o leitor. Não há como não se deliciar com um poema como "Moto Perpétuo", que parece um tornado levantando o leitor no ar e o mantendo girando sem parar, até a exaustão.

Enfim, como eu disse. Não sou crítico literário. Leio poemas por prazer. E eu posso dizer que este livro me deu um prazer imenso. Me fez sentir saudades do tempo em que eu era mais romântico e lia poemas no café-da-manhã.





PADILHA, Ênio. 2020

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MERCADO DE CAPITAIS NÃO É UMA CIÊNCIA EXATA

(Publicado em 12/10/2018)



Em 2013 escrevi uma resenha para o livro OS NÚMEROS DO JOGO, dos autores Cris Anderson e David Sally. Na primeira parte do livro os autores mostram que cada jogo de futebol, isoladamente é muito influenciado pelo fator sorte. Eles jogam um balde de gelo no leitor, afirmando (e demonstrando matematicamente) que muitas partidas poderiam simplesmente ser resolvidas no cara-ou-coroa.




Porém, eles explicam depois que, se uma partida de futebol, isoladamente, é quase uma loteria, resta aos dirigentes, aos treinadores e aos jogadores pensarem em termos de temporada. Ou melhor, temporadas. As estratégias de um time produzem seus resultados no final de uma temporada e não em partidas isoladas.

Ao ler o brilhante
GUIA SUNO DIVIDENDOS — A estratégia para investir na geração de renda passiva dos autores paulistas Tiago Reis e Jean Tosetto, fui sendo tomado à cada novo capítulo, da convicção de que o investimento no mercado financeiro segue o mesmo princípio.

Como dizem os autores, “não existe uma receita fixa para as pessoas alcançarem a independência financeira através de investimentos no mercado de capitais se houvesse, haveria uma cátedra nas universidades para isso. E tantas pessoas teriam acesso a essa receita que os resultados certamente ficariam aquém do esperado”.

O livro é escrito de forma didática e precisa. Aborda cada tema à partir do zero. É, portanto, um trabalho de investidores experientes destinado a investidores de primeira viagem. Apresenta (e esmiúça) conceitos importantíssimos como Dividendos, Juros sobre Capital Próprio, Renda Fixa, Balanço, Demonstração de Resultados, Fluxo de Caixa, Payout, etc. E vai além. Discorre sobre a filosofia e os métodos de importantes investidores brasileiros e de outros países.

O que mais me encantou no livro foi (o que deve ser qualidade de qualquer bom livro) a capacidade de convencimento, a qualidade dos argumentos e das informações apresentadas. Eu sempre recomendei aos meus leitores e aos meus alunos que não se preocupem com investimentos financeiros no mercado de capitais durante aqueles primeiros anos de suas carreiras. Minha posição sempre foi a de que a preocupação com investimentos no mercado de capitais deveria acontecer somente depois que as questões cruciais que afligem os profissionais em início de carreira. Ou seja primeiro se preocupar com a formação continuada, especialização e estabilização profissional. Em outras palavras. De acordo com as minhas orientações, nos primeiros 10 ou 15 anos da carreira (que começa no momento em que se entra na faculdade), nada de investimentos financeiros.

Este livro me fez refletir sobre isso. E me convenceu de que é importante, sim, alterar esse ponto de vista. Ficou claro para mim que os profissionais, mesmo os mais jovens (inclusive os recém-formados), por menores que sejam seus rendimentos, devem, sim, iniciar uma carteira de investimento no mercado de capitais. Ainda que sejam valores mínimos. Estou falando de R$ 30,00 (o mínimo necessário para investir no Tesouro Direto) a R$ 100,00 por mês. Porque, com essa atitude, a pessoa fica ligada, desenvolve a atenção e o conhecimento sobre o funcionamento do mercado financeiro e desenvolve o senso de Poupança.

O volume de investimentos nos primeiros anos, com certeza, não será relevante. Mas, quando chegar a hora em que a condição do profissional já o permita investir valores maiores ele já estará muito bem treinado e conhecerá profundamente o universo dos investimentos.

Ao ler o livro concluí que o Mercado Financeiro não é coisa para principiantes. Empresas como a Suno Research (onde atuam os dois autores) são fundamentais para dar aos não iniciados as melhores orientações para os primeiros passos.

Por ora, acho que um bom primeiro passo é ler esse livro e conhecer melhor o território no qual, em algum momento, todo profissional de Engenharia ou de Arquitetura precisa saber pisar. O mercado de capitais não é uma ciência exata. Portanto, não basta dominar matemática e ter raciocínio lógico para se dar bem nesse campo.





PADILHA, Ênio. 2018

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VALOR E RESPONSABILIDADE DO
ENGENHEIRO E DO ARQUITETO

(Publicado em 11/12/2006)



Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos, no exercício de suas profissões precisam estar atentos para não perder de vista suas imensas responsabilidades. Em última análise, somos responsáveis não apenas pelas obras que fazemos mas também pelas obras que não fazemos (e permitimos, por omissão, que sejam feitas por quem não sabe fazer direito)

Deus nos deu alguns talentos e habilidades. A sociedade nos deu a oportunidade de desenvolvê-los.

Todo Engenheiro, Arquiteto ou Agrônomo tem um compromisso com o mundo.É à sociedade, em última análise, que devemos essa retribuição.
Lembremos sempre das palavras que dissemos no primeiro minuto de nossas carreiras de engenheiro, de arquiteto ou de agrônomo, no nosso juramento:
"Prometo que, no cumprimento do meu dever de Engenheiro, não me deixarei cegar pelo brilho excessivo da tecnologia, de forma a não me esquecer de que trabalho para o bem do Homem e não da máquina. Respeitarei a natureza, evitando projetar ou construir equipamentos que destruam o equilíbrio ecológico ou poluam, além de colocar todo o meu conhecimento científico a serviço do conforto e desenvolvimento da humanidade. Assim sendo, estarei em paz Comigo e com Deus."

A visão universal deve ser a referência para o nosso exercício efetivo da profissão.

Os limites norteadores das nossas ações (e omissões) devem ser o nosso próprio bem, o bem da nossa profissão e o bem da sociedade.

As três condições devem ser atendidas (simultaneamente). É isso que faz do nosso exercício profissional uma contribuição verdadeira para que a profissão seja sustentável e a cidade seja também sustentável.

Por conta disso (para fazer valer nosso juramento) muitas vezes precisamos tomar atitudes que põe em risco o nosso pescoço.

Nós temos para com a sociedade uma dívida que deve ser paga com uma atividade honrada e digna. Com um trabalho que permita passar para os nossos filhos o orgulho da nossa existência.

O Profissional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia precisa ter a consciência de sua verdadeira importância.

Ouvimos freqüentemente a “ladainha” de que somos responsáveis por 70, 80 ou 90% do PIB...

Isso não nos dá a exata dimensão da nossa importância, pois resume apenas à questão econômica.

O valor de uma profissão não pode ser medido apenas pela quantidade de dinheiro que ela consegue movimentar.

Somos importantes porque temos o PODER de mudar o mundo e não porque podemos ajudar pessoas a ficarem mais ricas.

A esse poder está associada uma grande RESPONSABILIDADE: poder é uma coisa que se presta para o bem ou para o mal. Tudo depende do uso que fazemos dele.





PADILHA, Ênio. 2006


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VOTAR OU NÃO VOTAR É DECISÃO SUA.
MAS É UMA ATITUDE QUE PRODUZ CONSEQUÊNCIA!

(Este artigo foi publicado em 03/08/2005. Agora, em 2020, eu apenas atualizei os números)



Cerca de 970 mil profissionais do sistema estão aptos a votar e serão convidados. Menos de 70 mil aceitarão o convite. Trata-se das eleições nas quais serão escolhidos, pelo voto direto, os presidentes dos 27 CREAs e também o presidente do CONFEA.

Esses cerca de 70 mil já decidiram que irão votar (e já decidiram em quem votar). Os outros quase 900 mil estão divididos entre os que já decidiram que não irão votar e os que ainda estão em dúvida.

Aos que já decidiram NÃO VOTAR, não tenho a pretensão de demovê-los. São pessoas adultas, inteligentes, de nível superior. Sabem o que estão fazendo e certamente conhecem as consequências desse ato.

Aos indecisos, no entanto, tenho um comentário a fazer:





Imagem: OitoNoveTrês



A imensa maioria dos profissionais vira as costas para o processo eleitoral por achar que isso enfraquece o sistema e diminui a força dos dirigentes que acabam sendo eleitos.

Triste engano!

Essa baixa participação eleitoral é o que mais interessa aos que querem se eleger e não prestar contas dos seus atos para ninguém.

Eleições no sistema profissional são muito diferentes das eleições comuns (prefeito, governador, presidente da república...) pois não têm apelo popular, não têm atenção da mídia e não têm repercussão duradoura.

Essas eleições (nos CREAs e no CONFEA) acabam sendo decididas, na maioria das vezes, por conchavos de gabinetes, concessões de vantagens aos cabos eleitorais (as chamadas Lideranças Regionais) e articulações políticas eleitoreiras. Essa prática só é possível por causa da baixíssima taxa de participação dos profissionais no processo eleitoral (10 a 20%, na média).

Quem vota (ou busca votos) é quem, na prática, tem poder para fazer cobranças. Com tão baixa participação, fica muito barato arregimentar correligionários e cooptar adversários, pois, no fim das contas, fica tudo no nível da confraria dominante. Os votos que aparecem nas urnas são todos conhecidos. São votos dos sítios particulares dessa ou daquela liderança.

Quem tiver o controle sobre os "líderes" terá o controle sobre as eleições. É isso que garante a inércia do sistema. O sujeito chega lá e nunca mais sai.

Por isso a minha campanha tem sido SEMPRE pelo voto.

CONHEÇA OS CANDIDATOS, LEVANTE-SE DA CADEIRA E VOTE.
Mais do que isso: convença seus amigos para votar também. Vamos encher as urnas com centenas de milhares de votos. Vamos passar de 10 para 30, 40, 60% de votos. Isso dará aos eleitos muito mais responsabilidade. Fará com que, chegando aos cargos de direção, eles sejam menos arrogantes, menos pedantes, e mais preocupados em resolver os verdadeiros problemas dos profissionais e não apenas os problemas do seu grupo de amigos.

VOTE! Convença seus colegas a votar! Não importa em quem. Se um dos candidatos lhe agradar, vote nele; Se todos os candidatos parecerem bons, escolha o que lhe parecer mais confiável. Se nenhum dos candidatos merecer a sua confiança, vote em branco (voto em branco significa "nenhum deles serve")

Votar em branco não é a melhor das opções. É a última opção. É uma forma de mandar um recado aos dirigentes: não somos galinhas mortas. Não somos apenas números nas estatísticas.

Não somos apenas um milhão de otários que pagam a conta!





PADILHA, Ênio. 2020





Leia também: xxxTITULOxxx
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