Notas de "EDUCAÇÃO"

21/10/2016

ENGENHARIA AMBIENTAL E SANITÁRIA DO UNIBAVE APRESENTARÁ TRABALHOS NA CHINA

(Publicado em 21/10/2016)



Dois trabalhos científicos do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária do Centro Universitário Barriga Verde – Unibave serão apresentados no International Conference on Emerging Trends in Environmental Engineering and Pollution Control (Conferência Internacional sobre Tendências Emergentes em Engenharia Ambiental e Controle da Poluição), que será realizado entre os dias 13 e 15 de março de 2017, em Pequim – China.



Para obter mais informações visite crea-sc

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18/10/2016

USP OFERECE VAGA PARA PROFESSOR DE ENGENHEIRA CIVIL

(Publicado em 18/10/2016)



A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) está com uma vaga aberta para docentes com especialidade em Materiais e Componentes de Construção Civil.

A remuneração é de R$ 15.400,48 e a vaga é em Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa (RDIDP).
O processo seletivo realizará três provas, sendo uma o julgamento de títulos, outra oral de erudição e a última será uma prova pública de arguição. As inscrições vão até o dia 16 de dezembro.



Para obter mais informações visite techne.pini

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14/10/2016

PROFESSOR. É O QUE EU SOU.

(Publicado em 14/10/2012)



Eu decidi que seria professor quando tinha 14 anos. Minha inspiração foi uma professora de matemática, Dona Valburga (Escola Estadual Roberto Machado, Rio do Sul - SC, 1974). Ela dava aula de um jeito tão especial e tinha uma didática tão perfeita que eu decidi que queria ser assim, capaz de ensinar coisas para quem não sabe. Ela não era uma professora boazinha. Não era uma professora super querida. Mas era honesta com os alunos. E sabia ensinar. Isso, para mim, era muito importante.

Doze anos depois (em 1986) me formei engenheiro. Trabalhei no campo, fazendo projetos, acompanhando obras... e, eventualmente, dava palestras e cursos. Não era a minha atividade principal. Mas era, com certeza, o que eu mais gostava de fazer.

Em 1998, por conta de um conjunto de circunstâncias muito positivas, pude passar a me dedicar exclusivamente às palestras e cursos. Mas ainda faltava alguma coisa pra eu ser um "professor de verdade". Quando terminei o mestrado, em 2007 realizei, finalmente, o meu sonho. Ser professor em cursos regulares. Em sala de aula.
Hoje posso dizer que atuo profissionalmente na atividade que me dá o maior prazer: dar aulas.

Quando estou numa sala de aula, diante da turma, sinto-me plenamente realizado. Uma aula boa é, sem dúvida, uma das sensações mais agradáveis da vida. Eu adoro ser professor!

Mas sou professor de adultos. É importante dizer isso, pois eu ainda acho que existe uma categoria de professores num degrau acima (nunca chegarei a tanto): os professores de crianças e adolescentes. Esses sim, são especiais e precisam ter qualidades e habilidades superiores, pois eles, além de saber ensinar, precisam criar nos alunos a vontade de aprender.

Como professor de gente crescida, não tenho essa dificuldade. Quem entra na minha sala de aula (cursos promovidos por entidades de classe ou aulas em cursos de pós-graduação) está ali por vontade própria. Já tem (ou deveria ter) a vontade de aprender. Posso então me dar a certos direitos. Posso me dar ao luxo de apenas ensinar. E sustentar meu trabalho naquelas qualidades que eu admirava na professora Valburga: ser honesto com os meus alunos e saber ensinar.

Acredito no magistério. Acredito em ser professor. Acredito que isto me torna útil para as pessoas em particular e para a sociedade em geral. Tenho orgulho de ser professor. Não preciso de títulos mais "politicamente corretos" ou "marketeiramente estimulantes"

Não sou Educador. Quem tem de ser educador é o pai e a mãe e não o professor. Professor tem de ensinar. Não pode se afastar dessa responsabilidade. Quando minhas filhas eram pequenas eu fui educador. Felizmente deu certo. Elas são muito bem educadas. Quanto aos meus alunos, eu espero que eles já tenham recebido uma boa educação. E, se não receberam, não há mais nada que eu possa fazer.

Também não sou facilitador de nada. Não sou mediador de coisa alguma. E nem sou animador de platéias.

Sou professor. Adoro ser professor. Não tenho medo de ensinar e assumo como minha a responsabilidade de transmitir (e estimular o desejo de obter mais) conhecimento. Não me sinto obrigado a ensinar quem não quer aprender. Não assumo como minha a responsabilidade de fazer com que o indivíduo queira aprender. Isso é problema dele. Mas se ele quiser aprender, aí sim, o problema é meu: tenho a obrigação de ensinar. E de encontrar meios para que ele aprenda.

Tenho a obrigação de dar uma aula agradável, mas não tenho a obrigação de manter os alunos intelectualmente confortáveis. Não tenho medo de dizer as coisas com as quais os alunos não concordam. Não posso chover no molhado. Tenho a obrigação de tirar o aluno do conforto psicológico. Fazê-lo questionar suas crenças estabelecidas. Duvidar do que eu digo, duvidar do que ele próprio pensa, duvidar de tudo.

Quando, em sala de aula, um aluno discorda do que eu estou dizendo, não me sinto desconfortável. Pelo contrário. Isso me desafia. Me dá a oportunidade de mostrar se, afinal, eu sou ou não um bom professor. Melhor ainda se eu percebo interesse verdadeiro do aluno pelo tema. Isso é terreno fértil para o ensino. Cabe a mim ter a habilidade de conduzir os argumentos para transformar o conhecimento do aluno e permitir nele a mudança de paradigmas.

Acredito que um bom professor não é, necessariamente, aquele que sabe muito mais do que o aluno. Mas aquele que consegue entender perfeitamente o que está dificultando o acesso do aluno ao argumento correto. Ou seja, o que é que está cegando o aluno para aquele conhecimento.

Não faço dinâmicas de grupo. Não faço dancinhas, não faço joguinhos, não conto piadas... Não estou na sala de aula para distrair nem para divertir ninguém. Quem quer se divertir deve ir a um teatro, um circo, um show ou a um Estádio. Sala de aula é o lugar de outra coisa. Essas atividades, aliás, na minha opinião, são muito importantes para crianças, adolescentes e adultos sem amadurecimento intelectual.

Não quero perder meu tempo desenvolvendo habilidades de entretenimento enquanto poderia estar desenvolvendo capacidade de argumentação e persuasão. Como Professor não posso ter medo das minhas convicções. Devo surpreender o aluno com conhecimentos novos, aprofundados e com quebra constante de modelos mentais.

Acredito que o aluno espera aprender alguma coisa com o professor. E fico feliz em fazer isso



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




Leia também o artigo O TIPO DE PROFESSOR QUE EU NÃO SOU



---Artigo2012 ---Educação

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13/10/2016

ARQUITETURA E URBANISMO DA UNIDAVI - NOTA 4.01

(Publicado em 14/10/2016)



Rio do Sul, no interior de Santa Catarina, é a cidade onde eu nasci e vivi os meus primeiros 18 anos, antes de ir para Florianópolis fazer o ensino médio e a faculdade de Engenharia. Depois de formado, por mais 5 anos, morei na cidade, onde nasceu meu escritório de Engenharia. É, portanto, a cidade que me viu dar os primeiros passos... duas vezes.

Em fevereiro de 2014 eu tive a honra de voltar à cidade para cumprir uma importante missão que me foi confiada por minha amiga arquiteta Maristela Macedo Poleza, Coordenadora do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UNIDAVI - Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí, em Rio do Sul - SC.

A missão era ministrar a AULA INAUGURAL DO CURSO, para 65 calouros de Arquitetura (e mais alguns calouros de Engenharia, convidados para o evento.



A casa estava cheia. Auditório lotado. Jovens ávidos por informações novas e úteis. Espero não ter decepcionado.

A palestra foi sobre Gestão de Carreira & Marketing Pessoal. O objetivo era dar a esses novos universitários uma noção do que a Universidade pode fazer pelo futuro deles (e do que eles deveriam fazer para que a Universidade pudesse cumprir o seu papel).

Pois bem: ontem recebi a notícia de que o curso passou pela avaliação do MEC. E passou muito bem. Veja os detalhes AQUI. O curso recebeu a excelente nota 4.01 (e a primeira turma está ainda no 6º período!)



Fico duplamente feliz, pois neste ano fui convidado (e já aceitei o convite) para ministrar as aulas de Instalações Elétricas para a mesma turma de estudantes para os quais eu fiz aquela animada Aula Inaugural. Vai ser um semestre muito produtivo. Ainda mais agora que todos sabemos que temos um nome a zelar. Na próxima avaliação do curso a nota há de ser ainda melhor. Não podemos deixar essa bola cair.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2016 ---Educação

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12/10/2016

FAU ABRE VAGA PARA PROFESSOR DE ARQUITETURA

(Publicado em 12/10/2016)



A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de São Paulo (USP) está com uma vaga aberta para professor titular, no Departamento de Tecnologia da Arquitetura.

A etapa de seleção contará com três provas: o julgamento de títulos, com peso quatro; uma prova pública oral de erudição, com peso dois e uma prova pública de arguição, com peso quatro.



Para obter mais informações visite au.pini

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11/10/2016

BRASIL NA OLIMPÍADA DE MATEMÁTICA NO CHILE

(Publicado em 11/10/2016)



O Brasil conquistou o primeiro lugar na 31ª Olimpíada Iberoamericana de Matemática que ocorreu em Antofagasta, no Chile, e terminou no dia 1º de outubro. A competição reuniu 22 países e 86 alunos do ensino médio.
A delegação brasileira, formada por quatro alunos, garantiu três medalhas de ouro e uma de prata.



Para obter mais informações visite g1.globo

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23/09/2016

INGLÊS PARA INGLES VER

(Publicado em 06/05/2000)



Ouço um ti-ti-ti que dá como certo que a Secretaria de Educação vai tomar uma atitude séria sobre a questão do ensino de inglês nas escolas públicas de Santa Catarina.

É o seguinte: ao terminar o ensino médio o aluno conclui SETE ANOS de aulas de inglês. Sete anos de investimento do dinheiro público em espaço físico, salário de professores, livros didáticos, etc... E, como sabemos, 99 % dos alunos que concluem o ensino médio na rede pública não consegue pedir um copo d’água em inglês. Não consegue ler nem mesmo um anúncio de revista. Muito menos, escrever um pequeno bilhete.

Em resumo, depois de estudar inglês por sete anos, o aluno não sabe absolutamente nada de inglês. Ou seja: sete anos de dinheiro público jogado no lixo. Uma coisa absurda, que nenhum governo sério pode passar por perto sem prestar atenção.

Um absurdo maior ainda quando se sabe que, em algumas escolas particulares de inglês, com apenas duas aulas por semana, a pessoa aprende a falar, ler e escrever, com razoável fluência, em menos de um ano.

Cabeças poderão rolar. Fala-se inclusive em excluir essa disciplina do currículo, caso este quadro não apresente modificações relevantes. Isto significaria demissão de professores, desativação de salas especiais (laboratórios) e estancamento dessa sangria inútil no bolso dos contribuintes.

Eu, sinceramente, não acredito que se chegue a uma solução tão extrema como esta, principalmente levando-se em conta a real importância do conhecimento de Inglês para o sucesso pessoal e profissional do cidadão em um mundo cada vez mais sem fronteiras.

Mas não deixa de ser importante esta discussão. Afinal, como se diz por aí “dinheiro público não cresce em árvores” e não pode ser usado para financiar atividades que não produzem resultados.

Porém, os professores de inglês, com alguma razão, não irão aceitar, sem reação nenhuma, toda a culpa pelo problema. Haverão de apontar outras causas que contribuem para este fracasso.

Não será possível colocá-los contra a parede nem levá-los para a guilhotina, sem lançar olhares e perguntas para os professores de outras matérias como português, matemática, história, biologia, física, química...

E, quando as luzes forem apontadas para essas disciplinas veremos se os alunos, ao final do ensino médio sabem mesmo escrever corretamente, desenvolveram o hábito da leitura, dominam os rudimentos da matemática, conhecem as leis da física e da química...

Talvez os conhecimentos dessas matérias sejam proporcionais ao conhecimento de Inglês. Apenas a coisa não aparece tanto porque é mais fácil mascarar a ignorância desses assuntos.

Ao contrário do inglês, que está presente no dia-a-dia de todas as pessoas (na informática, nas propagandas, nos termos técnicos em geral...), a física, a química, biologia, história, geografia e até mesmo o português não são tão cobrados no dia-a-dia. Não existe, na sociedade, uma expectativa de performance para o jovem que tenha concluído o ensino médio.

Este assunto precisa, sim, ser discutido amplamente por todos nós. Sem desculpas esfarrapadas, sem saídas pela tangente, sem jogar a culpa na outra parte. As partes (alunos, professores, governo, sociedade...) precisam chegar a um acordo e definir qual é a qualificação (e não apenas a habilitação) desejada para o CIDADÃO que sai da escola pela porta da frente, com um certificado de conclusão do ensino médio.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2000 ---Educação

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05/09/2016

PRATA EM OLIMPÍADA DE MATEMÁTICA GANHA BOLSA EM UNIVERSIDADE DOS EUA

(Publicado em 05/09/2016)



O sonho de estudar fora começou ainda antes da adolescência. "Eu lembro que tinha uns 10 ou 11 anos e ouvi alguém falar de MIT, Harvard e outras universidades, apontando-as como as melhores do mundo. Na época eu virei para os meus pais e disse que eu queria estudar lá e a resposta deles foi simplesmente "Tudo bem filho. Então estude!", comenta.

Daniel conta que o tempo passou, o sonho de criança ficou praticamente esquecido até suas participações em olimpíadas de matemática. "Eu comecei a conhecer alunos mais velhos do que eu e que tinham passado em universidades como Princeton, Yale, Harvard e MIT e descobri que aquele meu sonho de criança não era tão impossível", explica.



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02/09/2016

LIVRO INFANTIL DE ARQUITETURA CASACADABRA

(Publicado em 02/08/2016)



Está marcado para o dia 10 de setembro no Museu da Casa Brasileira (MCB), em São Paulo, o lançamento do livro infantil Casacadabra, das autoras Bianca Antunes e Simone Sayegh. Com brincadeiras, interatividades e exercícios propostos, a obra introduz o leitor a segredos e detalhes da arquitetura, ao mesmo tempo que percebe as casas como espaços lúdicos: uma casa redonda, um dragão que mora no telhado ou a casa em cima da cachoeira.

A publicação foi produzida graças ao financiamento coletivo feito pelo Catarse, que atingiu 143% da meta proposta. Isso fez com que, além da produção do material, fosse possível realizar uma atividade educativa para crianças no dia do lançamento do evento. Ainda serão impressos 500 exemplares a mais para doação a escolas e bibliotecas públicas e ONGs, e as autoras irão presentear os apoiadores do projeto que selecionaram recompensas que incluíam um livro com um pôster da Casa Bola, assinado pelo arquiteto Eduardo Longo.



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11/08/2016

A OLIMPÍADAS QUE ENVERGONHAM O BRASIL

(Publicado em 11/08/2016)



O Movimento Estudantil e algumas entidades de Engenharia e Arquitetura são muito rápidos (e ferozes) para protestar contra questões que envolvem ou impactam os projetos políticos dos partidos aos quais estão atrelados pelos conhecidos mecanismos de aparelhamento.

Mas fazem vistas grossas e um silêncio vergonhoso para coisas que deveriam receber mais atenção e importância, como, por exemplo, o corte absurdo de verbas do governo para apoio à participação de estudantes brasileiros na Olimpíada de Matemática e na Olimpíada de Astronomia e Astronáutica.

O jogo de empurra e a visível má-vontade do governo com uma coisa tão importante dá uma boa noção da falta de visão que se tem sobre o que realmente importa para o futuro do país.

Eu já escrevi várias vezes no meu site batendo na tecla de que o nosso Sistema Profissional (Confea, Creas, CAU) precisa se envolver na luta pela melhoria da qualidade no ensino de ciências no Brasil. Veja três artigos em que tratei desse tema:
ARQUITETURA, ENGENHARIA E A EDUCAÇÃO DE BASE NO BRASIL
COMO ESTIMULAR O ENSINO DE MATEMÁTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO
DESPREZO OLÍMPICO,

A formação de novas gerações de profissionais competentes é um trabalho de todos nós: movimentos estudantis, CreaJr, Confea, Crea, Cau, Sindicatos, Entidades de Classe... É da nossa conta, sim senhor.

Não podemos ver esses jovens estudantes de matemática fazendo vaquinha para comprar passagens para ir representar o Brasil em Olimpíadas de Ciências e achar que isso não é uma vergonha para todos nós (arquitetos e engenheiros).

Onde estão as nossas lideranças?



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2016 ---Educação ---Valorização Profissional

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