Notas de "NA MINHA FRACA OPINIÃO"

27/04/2020

FAKE AUTHORITIES

(Publicado em 27/04/2020)





Uma conversa muito produtiva com a minha querida amiga, Engenheira Micheli Mohr, sobre os influenciadores digitais que vivem de reproduzir conteúdo alheio (sem citar as fontes).












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21/04/2020

AQUI NÃO, CORONAVÍRUS! NO BRASIL O BURACO É MAIS EMBAIXO

(Publicado em 22/04/2020)





Nosso presidente, aliado aos empresários e apoiado pela sua base eleitoral, pesou a mão e conseguiu criar, em boa parte da sociedade brasileira, uma sensação de que a crise sanitária causada pelo novo coronavírus já está chegando ao fim.

Eu dou uma olhada da minha janela e vejo todo mundo indo pra rua e a situação voltando ao normal. Mas, se eu estico o olhar e vejo a Alemanha, por exemplo, o cenário me parece bem diferente.

A Alemanha entrou em regime de isolamento social no início de março, um pouquinho antes do Brasil. Nesta semana, depois de concluir que a situação está sob controle, iniciaram o processo de retomada da normalidade.

Mas (e aí é que está a questão) vejam só: hoje tivemos a notícia de que a Maratona de Berlim e a Oktoberfest, de Munique foram canceladas. E esses dois eventos estavam programados para o final de setembro!

O que é que o virus deles tem que o nosso não tem?




A Oktoberfest é um evento que é realizado há mais de 200 anos (duzentos anos!) e só foi cancelado em casos de guerras. Já a Maratona de Berlim, que é muito mais nova (tem apenas 47 anos) NUNCA havia sido cancelada antes. Os dois eventos rendem milhões (no caso da Oktoberfest, chega ao bilhão) ao turismo da Alemanha. (E estamos falando de Euros, não Reais)

Não lhes parece relevante observar que esses eventos tenham sido cancelados com tanta antecedência? Você acha que uma cidade cancela um evento de um bilhão de euros por histeria? Que os organizadores e patrocinadores cancelam uma maratona Major só por medinho?

E eu nem estou falando aqui dos Jogos Olímpicos, da Champions League, das feiras, exposições, congressos pelo mundo inteiro... Será que está todo mundo errado?

Será que o coronavírus quando entrou em território tupiniquim ficou mais domesticado e sob controle? Será que o brasileiro é mesmo tão especial?

Pelo sim, pelo não, prefiro não entrar na conversa desses gênios da política empresarial brasileira. Se eu estiver errado, pelo menos estarei em numerosa (e qualificada) companhia.




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19/03/2020

NE SUTOR ULTRA CREPIDAM JUDICARET



(Publicado em 19/03/2020)



A frase do título deste artigo é de autoria do pintor grego Apeles (sec. IV a.C). A expressão foi consagrada em latim (apesar de Apeles ser grego) porque quem a citou pela primeira vez foi Valério Máximo (sec. I a.C) autor latino que registrou a fala num dos volumes de “Fatos e Ditos Memoráveis”.

Segundo Valério Máximo, um sapateiro apontou um erro na pintura da sandália de um personagem. Apeles ficou agradecido e corrigiu o quadro. O sapateiro, então, empolgou-se com a importância que lhe foi dada pelo pintor e começou a apontar outros erros que via na pintura, ao que Apeles teria reagido com a famosa frase, NÃO DEVE O SAPATEIRO JULGAR ALÉM DAS SANDÁLIAS.




Eu não espero (e nem estimulo) que nenhum dos meus leitores venham ao meu site em busca de informações sobre o coronavírus. Informações sobre como o vírus atua, como é o contágio, como tratar os doentes, etc, não são da minha especialidade. Não dou (não publico aqui) a minha opinião a respeito desses assuntos pelo simples FATO de que a minha opinião não tem importância alguma. Simples assim.

Temos a sorte de ter em casa uma profissional da área da saúde, com mestrado e doutorado em Saúde Coletiva. Ela, com certeza, tem melhores condições de interpretar as informações que estão sendo divulgadas e filtrar o que é e o que não é relevante. Então, nós, aqui em casa, nos limitamos a seguir as suas orientações e ponto final.

Infelizmente, nem todos tem esse privilégio. Mas todo mundo pode fazer uma coisa simples: parar de acreditar em tudo o que chega no Whatsapp.

Whatsapp não é uma fonte confiável de informação; nem o Facebook, nem o Instagram. A chance de você estar consumindo informação incorreta, incompleta ou maliciosa é muito grande.

Existem muitas fontes confiáveis de informações:
(a) O site oficial da prefeitura da sua cidade;
(b) O site oficial do governo do seu estado;
(c) O site oficial do Ministério da Saúde (AQUI);
(d) Portais de notícias de nível nacional (G1, Terra Notícias, UOL, CNN Brasil, FolhaOnline, etc)

No caso dos portais, entenda que um ou outro pode, eventualmente, publicar uma informação incorreta. Portanto, se a notícia pesquisada estiver publicada em apenas um deles, você ainda não pode acreditar cegamente. Mas... se nenhum deles publicou nada a respeito de uma notícia bombástica que você acabou de receber do seu tio no Whatsapp... provavelmente a notícia não é verdadeira.

POR FAVOR, CONTINUE VOLTANDO AO MEU SITE, todos os dias. Eu sigo escrevendo sobre as sandálias, sapatos e outros acessórios, que estão no campo das minhas especialidades. Eu costumo não dar opinião sobre os assuntos sobre os quais eu nunca estudei ou sobre os quais o Brasil está muito bem servido de analistas e comentaristas.

O tema coronavírus, evidentemente, me interessa. E é provável que eu escreva (como tenho feito) sobre temas correlatos.

A parte que me interessa (e sobre a qual eu posso escrever) é justamente sobre os impactos econômicos, administrativos e profissionais para os Arquitetos e Engenheiros empreendedores.

Espero que eu possa ser útil nesse campo. Seja bem-vindo.




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18/03/2020

TEMPOS DIFÍCEIS. NOSSO PRESIDENTE PRECISA DE AMIGOS MELHORES



(Publicado em 18/03/2020)



Eu tenho uma dúzia de artigos prontos que eu nunca publiquei. Nem pretendo publicar. Eles estão ali, guardados, apenas para me lembrar que, em algum momento, eu tive alguma ideia estúpida. E cheguei a ser tolo o bastante para escrever a respeito.

Mas, como eu não sou um sujeito tolo 100% do tempo, muitas vezes, antes de publicar um artigo com potencial ofensivo eu costumo mostrar o conteúdo para uma, duas ou três pessoas. Peço que esses amigos avaliem se a mensagem ficou clara e se o artigo atende aos meus princípios como autor (ou se é apenas um desabafo desnecessário).

Quase sempre eu recebo carta branca para publicar, mas, às vezes a resposta vem franca e sincera ("isso é uma bobagem"; "Isso é desnecessário"; "Isso não contribui em nada com as suas causas" ou "Esse texto está muito confuso, vai causar mal entendidos"...

Eu tenho amigos. Amigos de muita qualidade. E os meus amigos têm a liberdade de falar coisas que podem me desagradar. Porque sabem que nunca irão me ofender por causa disso.

Será que o nosso presidente não tem amigos como os meus?

O que falta para alguém, próximo ao presidente, sugerir a ele que pare de tratar a crise provocada pelo novo coronavírus como uma "histeria criada pela grande mídia" e que comece a lidar com a questão (ou cuestão, como ele diz) sem tratá-la como uma conspiração internacional para atrapalhar o seu brilhante governo?

Todos os presidentes da república sempre estiveram cercados de acólitos (no pior sentido) e puxa-sacos (no sentido exato). Mas sempre existe espaço para um sensato, que sabe a hora de dizer "opa! Aí não, né?"

Parece que não é o caso, nos dias de hoje. O povo brasileiro está sozinho nessa. Os governadores e prefeitos estão tendo de enfrentar essa crise (a maior crise mundial de saúde pública desde a gripe espanhola, há cem anos) sem contar com o apoio moral do governo federal.

Tristes tempos.




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16/03/2020

O CORONA VÍRUS VAI TE PEGAR. ISSO É CERTO.



(Publicado em 16/03/2020)



Tomara que nem você nem sua família tenha nenhum caso de Covid19. Essa é a nossa torcida.

Mas, em termos de consequências, já era. O Corona vírus já chegou e haverá consequências para você e para mim. E isso é certo. O que nos resta, agora, é reduzir, minimizar os danos.

Primeiro, o momento é de atender as recomendações dos infectologistas e especialistas em saúde coletiva. Pare de achar que grupo de Whatsapp é canal de notícias. Pare de acreditar em qualquer bobagem que lê no na tela do aplicativo ou no grupo do Facebook. As recomendações são simples: reduza ao máximo que puder a sua mobilidade e a presença em locais públicos. Isso já ajuda muito a redução na proliferação da doença.

Segundo: prepare-se para as consequências financeiras. Essa pandemia produzirá uma quebra no faturamento de muitas empresas. As que não forem diretamente afetadas o serão de forma indireta, no médio e no longo prazo.

Pare alguns minutos para refletir sobre a sua cadeia de negócios e avalie o que vai acontecer com quem compra os seus produtos e com quem fornece insumos para que você possa trabalhar.
Prepare-se para o impacto.




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11/03/2020

DIFÍCIL SER FLUXER SE VOCÊ NASCEU NA DÉCADA DE 1950



(Publicado em 12/03/2020)



EU SOU DO TEMPO… quando alguém começa uma frase com essas palavras eu já fico na defensiva. Lá vem aquela lenga-lenga de que "no meu tempo era melhor; As pessoas faziam dessa ou daquela forma… os jovens de hoje em dia não sabem o que é dificuldade…" um monte de bobagens.

Mas, nesta semana eu li o excelente texto QUEM SÃO OS FLUXERS da Lígia Fascioni e comecei a refletir:

Eu sou completamente Fluxer, de acordo com os critérios do artigo. Mas tenho de reconhecer que muita gente da minha geração não é. Não consegue ser, simplesmente porque é muito mais difícil tornar-se Fluxer se a pessoa tem 40, 50 ou mais de 60 anos.

Essas pessoas são de um tempo (lá vem ele!) em que os carros eram 100% eletromecânicos. O tempo em que era possível desmontar um rádio ou um relógio e reconstituir tudo, identificando peça por peça.

Naquele tempo, uma profissão era pra vida toda. A experiência valia ouro, o conhecimento valia prata e a flexibilidade era bronze, no máximo.

Essa gente teve de passar cada uma das transições entre a programação de computador com cartões perfurados até os programa web-based; da lâmpada incandescente ao led azul; do jornal impresso aos canais de notícias multiplataformas; da TV preto e branco aos canais no YouTube.

Nos escritórios de Arquitetura e de Engenharia, a transição do papel vegetal e caneta nanquim para o AutoCad foi brutal. A transição do AutoCad para o BIM não é nada perto daquilo;

Nas salas de aula a transição do giz e quadro negro para o retroprojetor foi impactante. A transição do retroprojetor para o datashow não foi nada;

A transição dos bancos de papel e máquina Facit para caixas eletrônicos foi muito complexa e difícil. A transição dos caixas eletrônicos para os aplicativos de celular não foi nada.

A transição do telefone fixo para o celular mudou tudo. Do celular para o smartfone foi só uma evolução.

A transição do livro impresso para o e-book e os Kindles da vida não é nada.

Não estou dizendo, aqui, que as pessoas "do meu tempo" são melhores ou que "aquele tempo" era melhor ou que as pessoas faziam coisas melhores. O ponto aqui é outro: as pessoas que nasceram há menos de 30 anos viveram transições muito mais suaves. Não viveram nenhuma revolução. Já nasceram num mundo com computador em casa e internet disponível. É preciso ter claro que a história da ciência e da tecnologia não começou na década de 1990.

As pessoas mais jovens têm muito mais facilidades para serem (ou tornarem-se) Fluxers. Mas é preciso entender que as pessoas que não encaram com naturalidade essas mudanças não são pessoas de segunda linha. São pessoas para as quais essas mudanças são muito grandes. Não são apenas alguns passos. São caminhadas gigantescas.

São apenas pessoas que (ainda) não foram suficientemente motivadas a abraçar as novas tecnologias e os novos valores.

O nosso trabalho é convencê-las de que neste lado da força (no mundo dos gadgets, dos aplicativos, das profissões fluidas e das atividades multidisciplinares) a vida tem mais futuro.




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21/02/2020

TROFÉU SEM NOÇÃO 2020



(Publicado em 21/02/2020)



É INACREDITÁVEL! Vejam o que disse o subprocurador da república Nívio de Freitas Silva Filho, Um sangue-suga da nação, que ganha um salário bruto de R$ 42.000,00 (que, com os pinduricalhos todos, chega facilmente na casa dos 70 mil):



"Está nos afligindo, está muito difícil, os vencimentos já não chegam ao final do mês. É uma situação aflitiva. Há uma quebra de paridade. Confesso que estou ficando muito preocupado se tenho condições de me manter no exercício da minha função. Facilmente posso demonstrar para todos como é oneroso para mim o exercício do cargo de subprocurador-geral da República. Tenho que manter aqui residência, todas as despesas e me preocupo profundamente"



Como é que uma pessoa como esse SEM NOÇÃO, sem empatia, sem o menor senso de justiça pode ser um Agente da Justiça no Brasil?

E não se enganem. Não se trata de um caso isolado. Entre os operadores da justiça do Brasil, pagos com o nosso dinheiro, o que não falta é gente desse tipo, que acha que ganhar 24, 30, 50 80 mil reais por mês, sem produzir absolutamente nada de útil para o país é a coisa mais justa do mundo.

Esse povo (procuradores, oficiais de justiça, juizes, desembargadores, ministros...) construiu para si uma bolha de privilégios que os torna absolutamente insensíveis ao que está acontecendo no país. O mundo deles não é o nosso.

Lembram do Leonardo Azeredo dos Santos (o procurador do Miserê)? Esses caras são apenas porta-vozes de muitos "aflitos" e "miseráveis".

Nas mãos desse tipo de gente o Brasil não tem futuro.

Não sei vocês, mas esse tipo de notícia me deixa muito mais indignado e frustrado do que as notícias sobre corrupção. Os corruptos, pelo menos, quando são descobertos, são punidos.




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10/02/2020

O FLA-FLU NÃO É MAIS O MESMO



(Publicado em 10/02/2020)





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06/02/2020

NA CONTRA-MÃO

Segundo matéria publicada no archdaily.com.br, um relatório publicado na Inglaterra dá conta de que "dos 149 empregadores e 580 estudantes e recém formados em arquitetura que participaram da pesquisa, a grande maioria criticou a formação arquitetônica por priorizar o conhecimento teórico em vez da habilidade prática e concorda que a maior parte dos graduandos não são muito bem preparados para trabalhar após saírem da universidade".
Mesmo sabendo que minha opinião não conta muito, EU DISCORDO!



FACULDADE É PRA APRENDER TEORIA


(Publicado em 06/03/2015)



Minha opinião sobre este assunto contraria meio mundo. Ou melhor, contraria quase todo mundo: eu defendo o ensino de mais teoria e menos prática nas faculdades de Engenharia e Arquitetura.

Não. Não pare de ler, por favor. Nem me atire pedras antes de dar um pouquinho de atenção aos meus argumentos.

Henry Ford, o industrial norte americano, dizia que “pensar é o trabalho mais pesado que há. E talvez essa seja a razão para tão poucos se dedicarem a isso”.

O mundo da construção civil e das fábricas (onde atuamos) é o império do conhecimento prático. Tá cheio de práticos. De gente que aprendeu tudo na escola da vida. De gente cheio de experiência. Justamente porque o conhecimento prático é aquele que se obtém da forma mais fácil: aprender fazendo. Por isso mesmo tanta gente tem esse tipo de conhecimento.

Se um engenheiro ou arquiteto quer ser diferenciado ou especial nesse meio, tem de oferecer algo que essas pessoas não têm. E esse algo é justamente o domínio da teoria. Num canteiro de obra um arquiteto ou engenheiro é justamente a reserva de conhecimento teórico necessário para que a coisa não desande.

Mas existe um discurso dominante de desvalorização do conhecimento teórico. É uma espécie sutil de bullying muito semelhante ao que existe nas escolas de ensino fundamental e médio.
Nos canteiros de obra e no chão da fábrica o domínio da prática é supervalorizado como uma forma de dominação e poder. O poder dos que não sabem (ou não gostam de) pensar.

Um engenheiro ou arquiteto que desista de ser um pensador, que desista de buscar soluções teóricas para os problemas que enfrenta, vira um fazedor. Um pesquisador de tabelas, preenchedor de planilha, aplicador de fórmulas, um mero repetidor de tabelas de fabricantes, de catálogos e soluções pré fabricadas… um sujeito útil. E substituível.

O arquiteto ou engenheiro deve reagir a isso. Deve ser bom em conectar conceitos, identificar princípios, avaliar alternativas que estejam ainda no campo da abstração. Isso é difícil. Só sabe fazer isso quem tem experiência… em pensar.
A experiência em pensar é uma coisa que pouca gente tem. E quem não tem não consegue avaliar a sua importância. E, se não consegue avaliar, nunca saberá valorizar.

Quer dizer, então, que, durante a faculdade, o aluno deve desprezar as oportunidades de obter alguma experiência prática de aplicação dos seus conhecimentos teóricos? Claro que não. Pelo amor de Deus! É claro que o estudante de Engenharia ou de Arquitetura deve, durante a sua formação, ter a oportunidade de exercer, na prática, seus conhecimentos. Entender como a coisa funciona no dia-a-dia, no chão da fábrica ou no canteiro de obra.

Como eu já tive oportunidade de dizer em outros artigos, experiência e prática são importantes para o exercício profissional. Mas os estágios curriculares e algumas atividades extra-curriculares são suficientes para que você saia da faculdade pronto para enfrentar o mercado. Mas a verdadeira experiência e o domínio da prática profissional deve ser uma conquista pós-formatura.

O estágio, aliás, é um dos principais problemas da formação de arquitetos e engenheiros no Brasil: os programas de estágios, principalmente em escritórios de projeto, transformaram-se em programas de exploração de mão de obra qualificada e barata, onde estudante é levado a crer que está tendo alguma vantagem (em colocar a mão na massa) mas, na prática, está envolvido em uma atividade que irá acrescentar muito pouco à sua formação de profissional. (Mas isso já é assunto para outro artigo)

O importante aqui é deixar claro a seguinte posição: a faculdade é apenas uma parte do processo de formação de um arquiteto ou de um engenheiro. Nessa fase, o importante é dar a esse estudante exatamente algo que ele nunca mais terá oportunidade de obter depois que iniciar o exercício profissional. Esse algo é justamente o conhecimento teórico.

O conhecimento prático ele poderá obter com certa facilidade depois de formado. Não é dramático nem grave que um profissional recém-formado não tenha (ou tenha pouco) conhecimento prático.

Pessoas que insistem em exigir de um recém formado um conhecimento prático das coisas estão prejudicando esses jovens. Estão fazendo com que eles pulem etapas e busquem se nivelar aos “doutores da prática” abrindo mão da única coisa que pode fazer deles profissionais realmente indispensáveis: a capacidade de saber pensar.

O problema não é ensinar mais teoria e menos prática na faculdade. O problema é não conversar com os jovens sobre isso. É não dar a eles uma noção do quanto importante é o conhecimento teórico. De como utilizar isso para se diferenciar no mercado de trabalho. O problema é ensinar teoria na faculdade e permitir que o estudante se sinta culpado por não dominar a prática. O problema é, muitas vezes, negligenciar a importância da conexão entre a teoria e a prática.




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Comentário do Ênio Padilha

ACRESCENTADO NO DIA 09/03/2015
Não deixe de ler também os comentários deste post. Eles contribuem de tal maneira para a discussão que podem (e devem) ser considerados parte do texto principal.

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20/10/2019

SOBRE O BREXIT

(Publicado em 20/10/2019)






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PADILHA, Ênio. 2019

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