Notas de "RECOMENDAÇÃO DE LEITURA"

07/07/2020

CURSOS ONLINE (ÊNIO PADILHA) — Plataforma QiSat







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realizado na plataforma da QiSat

01/07/2020

PROJETO E ANÁLISE DA MÁQUINA ELÉTRICA TRIFÁSICA

(Publicado em 17/03/2020)


 


Lançada em novembro de 2018, a obra "Projeto e Análise da Máquina Elétrica Trifásica", de Fredemar Rüncos, é a mais completa obra sobre o assunto produzida no Brasil. Sua segunda edição (NOV/2019) totalmente revisada e ampliada merece a atenção de todos os profissionais que trabalham com motores e geradores elétricos.

Os quatro volumes abordam detalhadamente o universo das Máquinas Assíncronas e Trifásicas:

Volume I - Aspectos Construtivos
Volume II - Harmônicas do Campo Girante e Parâmetros Físicos
Volume III - Perdas
Volume IV - Modelagem e Aplicação

Engenheiros Eletricistas, professores e estudantes de Engenharia Elétrica, esta é uma obra que não pode faltar na sua biblioteca.


 

Para obter mais informações visite www.oitonovetres.com.br/loja

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01/06/2020

O IMPACTO DO ALTAMENTE IMPROVÁVEL



(Publicado em 06/04/2020)



Hoje estava assistindo a uma Live no perfil @fabio.ordones com a participação do querido amigo Ricardo Botelho — @rjbotelho.

Ricardo falou uma coisa muito importante: "nos meus 45 anos de carreira profissional, o que eu mais vi foi a necessidade de lidar com o novo. Sairá melhor desta crise quem tiver mais e melhores capacidades para lidar com o inesperado".
E citou o livro do Nassim Nicolas Taleb.

Eu li este livro em 2010 e escrevi uma resenha. Dá uma olhada:




(Publicado em 14/03/2010)



Pense num sujeito rebugento.
Multiplique por dois... e você terá alguém parecido com Nassim Nicholas Taleb.
Mas tem um detalhe: para ser parecido com esse rabugento, em particular, é preciso ser fluente em inglês, francês, árabe clássico, Italiano e Espanhol e ler textos clássicos em grego, latim e aramaico.



Nassim Taleb é professor de Ciências da Incerteza da Universidade de Massachusetts (Amherst) e também é presidente de uma empresa de investimentos situada em Nova Iorque chamada Empirica. Possui MBA pela Wharton e Ph.D. pela Universidade de Paris.

É autor de pelo menos dois livros muito conhecidos: "Iludidos pelo Acaso" e "A Lógica do Cisne Negro - o impacto do altamente improvável" (editora Best Seller). É deste último livro que falaremos.

Ao contrário de outros autores que tratam desse tipo de assunto (teoria do caos, ciência da incerteza, matemática...) Taleb escreve em primeira pessoa. E inclui no seu livro diversos episódios autobiográficos, nos quais ele aproveita para colocar sua opinião (normalmente crítica e ácida) sobre diversos aspectos da natureza humana.
Interessante!

O paradoxo do cisne negro é bastante conhecido nas ciências sociais e descreve um outlier (em bom português, um "ponto fora da curva"). É um acontecimento que reúne três características: é altamente improvável; produz um enorme impacto; e, após a sua ocorrência, geralmente é elaborada uma explicação que faz com que o acontecido pareça menos aleatório e mais previsível do que aquilo que é na realidade.

Estão nessa categoria os atentados de 11 de Setembro, a ascensão do Google, ou mesmo a criação da internet.

Os cisnes negros não podem ser previstos, e grande parte de seu impacto reside nisso. No entanto, passado algum tempo, naturalmente, construímos explicações que, reconstruindo a história, nos conduzem inevitavelmente a eles, como se fossem coisas óbvias que todos deveriam ter percebido. Essas análises, muitas vezes, alimentam as teorias de conspirações.

Nassim Taleb sustenta que a natureza humana não foi preparada para assimilar os Cisnes Negros. Para que um acontecimento faça sentido, tende-se a "forçar uma ligação lógica", para amarrar fatos, através de "flechas de relacionamento" — pois é mais fácil lembrar de uma sequência de eventos, logicamente encadeados, do que armazenar ocorrências aparentemente sem sentido. Assim são construídos os mitos — que nada mais são que "histórias" que ordenam, e trazem sentido, ao "caos da experiência humana".

No livro ele faz um pequeno tratado sobre dois países imaginários: o Extremistão e o Mediocristão. Esses dois "territórios" foram criados para explicar as diferenças entre as atividades (profissões) escaláveis e não-escaláveis.

No Extremistão as coisas são singulares, acidentais, inéditas, imprevisíveis. Já no Mediocristão vive-se a rotina, o óbvio, o previsível.

A maioria das pessoas prefere viver no Mediocristão. Uma minoria escolhe viver no Extremistão. Acontece que viver no Extremistão requer uma resistência pessoal e intelectual, evidentemente, fora do comum. É a "terra" dos grandes artistas, dos grandes descobridores e dos grandes empreendedores.

Por isto Nassim Taleb parece detestar escolas, em todos os níveis. Para ele as escolas foram criadas para estimular o esforço intelectual e a resposta mais lógica, porém mais lenta, sequencial, e progressiva. E, para viver no Extremistão (e consequentemente tirar proveito de cisnes negros) é preciso estimular a experiência, o ato reflexo, mais rápido, o "raciocínio que corre em paralelo", sem que possamos muitas vezes concebê-lo, e mesmo os erros. E, sobretudo, a intuição.

Engenheiros, principalmente, moram no Mediocristão, cujo Santo Padroeiro é São René Descartes. Mas é preciso, de vez em quando, tirar férias e visitar o Extremistão, para entender melhor o mundo em que se vive. E o livro de Nassim Taleb é, sem dúvida, um excelente guia de viagem.




www.eniopadilha.com.br


TALEB, Nassim Nicolas. A lógica do cisne negro: o impacto do altamente improvável. Rio de Janeiro: Best Seller, 2009




PADILHA, Ênio. 2010



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07/04/2020

SEJA UM CONTRIBUINTE DO NOSSO SITE



Não se preocupe. Não vamos pedir o seu dinheiro.
(mas precisamos da sua ajuda!)


Há mais de 20 anos (VINTE ANOS!) mantemos nosso site no ar. Nosso objetivo sempre foi disponibilizar aos profissionais de Arquitetura, Engenharia, Design e Administração um canal de acesso a informações relevantes para a Gestão de Carreira e Administração dos Negócios.

Temos obtido um relativo sucesso nessa empreitada. Felizmente nosso número de visitantes tem crescido à cada semana, apesar da concorrência pesadíssima das redes sociais.

Mas, como você deve imaginar, manter um site no ar, com atualizações diárias (e uma boa quantidade de conteúdo original) dá bastante trabalho e tem algum custo.

De onde sai esse dinheiro?

Resposta: do nosso principal patrocinador. A OitoNoveTrês Produções uma empresa pequena que tem duas importantes unidades de negócio:
(1) A Editora responsável pela edição e comercialização dos nossos livros (meus e de outros autores) e
(2) a unidade de Eventos que
(a) Organiza e Administra a minha agenda, negociando os cursos e palestras no Brasil inteiro e
(b) Organiza e promove os nossos cursos em diversas cidades do país.

É aqui que você pode ajudar (sem botar a mão no bolso): se você já leu algum dos nossos livros ou já participou de algum de nossos cursos ou palestras e se você gostou... por favor
• Compartilhe com os seus amigos.
• Recomende nossos livros.
• Inclua nas suas listas de presentes nos aniversários, formaturas, Natal...
• Recomende aos seus amigos a participação nos nossos cursos.
• Recomende uma visita ao nosso site.

Pronto!

Você já estará ajudando o nosso site a se manter vivo. E nós poderemos permanecer na linha de frente da resistência ao ataque devastador que as redes sociais fizeram aos blogs e sites de opinião no Brasil nos últimos anos.





• Recomende aos seus amigos a leitura de algum livro nosso que você já conhece. O link para que ele adquira o exemplar está aqui: www.oitonovetres.com.br/loja



• Envie para a sua entidade de classe o link abaixo e sugira a realização de um dos nossos cursos ou palestras na sua cidade.
www.oitonovetres.com.br/palestras-e-cursos



• Se você é estudante de Engenharia ou de Arquitetura, e a sua formatura está se aproximando, mande uma "indireta" para o seu Paraninfo ou Patrono, com esse link: http://www.eniopadilha.com.br/artigo/10909.
Trata-se de um belo presente que ele pode oferecer para cada um dos seus afilhados.




Muito obrigado.




www.eniopadilha.com.br

PADILHA, Ênio. 2016

16/03/2020

O ETERNO DALE CARNEGIE



(Publicado em 16/03/2020)



Minha memória tem uma falha que eu considero uma coisa muito positiva: em muitos casos eu esqueço a história de um filme depois de alguns anos (geralmente 4 ou 5 anos são suficientes). Aí, se eu for ver o filme novamente é quase como se eu estivesse vendo o filme pela primeira vez. Eu consigo me lembrar, por exemplo, que o protagonista resolveu o problema de forma interessante e criativa, mas não consigo me lembrar como foi. Ou seja: diversão em dobro.

Com os livros o tempo não é tão curto. Demoro mais tempo para esquecer uma história que eu li num livro. Mas, para você ter uma ideia, já li Memórias Póstumas de Bras Cubas três vezes, com uma diferença de uns 15 anos cada vez. Eu sempre lembro a essência da história, mas os detalhes eu saboreio como se fosse um banquete de novidades. Acho ótimo.

Li Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas do Dale Carnegie, logo que eu saí da faculdade. Deve ter sido em 1986 ou 87. Portanto, há uns 33 anos.

Lembro que o livro teve um impacto na minha visão de mundo e no meu comportamento, mas, aos poucos, como sempre acontece com muita gente, fui esquecendo a origem das visões e dos comportamentos. Em outras palavras, fui tirando os méritos do Dale Carnegie e atribuindo esses méritos ao meu próprio talento e criatividade. Que feio!

Mas, há algumas semanas, para incluir uma dose de motivação e autoajuda aos engenheiros e arquitetos que participam do PROTOCOLO 89 resolvi re-ler o livro, para ter certeza de que o conteúdo se encaixa nos propósitos da consultoria.

A primeira coisa que eu percebi foi justamente o quanto esse livro me influenciou num dos momentos mais importantes da minha carreira profissional. Quantos comportamentos inadequados eu corrigi (ou tentei corrigir) à partir do que eu li no livro.

A segunda coisa que eu percebi (só agora, na segunda leitura do livro) é porque essa obra chega aos 85 anos (o livro foi lançado em 1936) com mais de 50 milhões exemplares vendidos (segundo consta nas edições mais recentes). O livro é extraordinário. Merece (precisa) ser lido por qualquer pessoa que deseje se tornar uma pessoa melhor no quesito RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS.

Nem tudo o que o autor ensina no livro pode ser aplicado ou resolve o problema na relação com outras pessoas. Nem todos (principalmente nos dias de hoje) se mostram dispostos a abrir mão de suas ideias fixas. Mas (e esta é a minha opinião) se esses ensinamentos ajudarem você a melhorar 10 ou 20% a sua performance nos negócios e na vida pessoal... já não seria um grande progresso?

Dale Carnegie tinha 48 anos quando escreveu o livro. Naquele momento ele já ministrava o curso com o mesmo tema havia 24 anos. É muita experiência. Era um tempo em que não se escrevia e publicava um livro na hora que desse na telha. O conteúdo tinha de ser muito amadurecido.

Carnegie veio de uma família muito humilde em uma cidade no interior do estado de Missoure, nos EUA. Foi um brilhante vendedor, na época de ouro dos vendedores. Pouca gente sabe, mas, entre o final do século XIX e as primeiras décadas do Século XX os vendedores eram os profissionais mais importantes e bem pagos de qualquer empresa.

Tornou-se professor de vendedores e depois de homens e mulheres de negócios de uma maneira geral. Criou a Dale Carnegie Training muito antes de publicar o seu livro e a empresa continua ativa até hoje como uma organização multinacional, líder mundial em treinamentos empresariais.

Dale Carnegie ensinava coisas simples como "A melhor maneira de nos prepararmos para o futuro é concentrar toda a imaginação e entusiasmo na execução perfeita do trabalho de hoje."

"A felicidade não depende do que você é ou do que tem, mas exclusivamente do que você pensa."

"Interessando-nos pelos outros, conseguimos fazer mais amigos em dois meses do que em dois anos a tentar que eles se interessem por nós."

"A única forma de vencer uma discussão é evitá-la."

"Muitas das coisas mais importantes do mundo foram conseguidas por pessoas que continuaram tentando quando parecia não haver mais nenhuma esperança de sucesso."

Ou seja, coisas simples que você pode até achar que descobriu sozinho. Mas que, na época em que ele ensinou, eram, sim, uma grande e revolucionária novidade.




www.eniopadilha.com.br





REFERÊNCIA:
1) CARNEGIE, Dale. Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas. Tradução de Lívia de Almeida. Rio de Janeiro: Sextante, 2019. 256p; 16x23cm



PADILHA, Ênio. 2020



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12/03/2020

DUARTE, CHICO E ESSA GENTE TODA



(Publicado em 12/03/2020)



Não existe hipótese de eu "cancelar" Chico Buarque como compositor ou como autor de livros. Por mais que eu discorde de suas posições políticas. Se ele lançar um livro vou ler, com certeza, sem um segundo de dúvida. Porque é certeza de boa literatura.

Li todos os livros dele. Um melhor do que o outro. Escrevi uma resenha para o livro LEITE DERRAMADO, na minha opinião, o melhor de todos. Sim, melhor até do que ESSA GENTE, o mais recente livro, do qual falaremos agora.

Em Essa Gente Chico Buarque volta a escrever de forma criativamente espiral. Os fatos narrados acontecem em um período de 10 meses — entre novembro de 2018 e setembro de 2019 (com algumas fugas pelas memórias, sonhos e pesadelos do protagonista), através de cartas protocolares, cartas pessoais, bilhetes, telefonemas, conversas e registros em diários reais ou imaginários.

O personagem principal é um escritor decadente, que teve um grande sucesso de crítica e público 20 anos atrás, mas que, desde então tornou-se apenas um arremedo de si mesmo, enquanto sua vida pessoal e financeira degringola ladeira abaixo.

Ao longo dos diálogos e reflexões várias questões sociais e existenciais vão sendo servidas ao leitor, sempre daquele jeito Chico Buarque de escrever. Ou seja, no final da leitura é preciso juntar os pedaços para que o texto faça todo o sentido.

Mas é uma leitura fascinante. Vale as horas gastas com o livro aberto.

Como diz a minha querida Lígia Fascioni, "Chico Buarque pode contradizer a sua genialidade defendendo Fidel Castro, Hugo Chávez e Lula. Ele pode ser incoerente e paradoxal. Ele pode tudo, ele é o Chico Buarque."




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PADILHA, Ênio. 2020



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22/12/2019

OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO

Li este livro (OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO, de Érico Veríssimo) em 1987. Desde então, todo fim de ano utilizo este trecho do livro como uma espécie de Cartão de Natal
Afinal, no fim do ano é quando as pessoas estão mais abertas à reflexão e às boas intenções.
Veja o vídeo e veja se eu não tenho razão:

FELIZ NATAL - FELIZ 2020





VERÍSSIMO, Érico. Olhai os Lírios do Campo. São Paulo: Globo, 2003 [original de 1938] p.149-150. - (trecho do livro - uma das cartas de Olívia para Eugênio)


Este artigo já foi publicado no nosso site muitas vezes, sempre no fim do ano, quando as pessoas estão mais abertas à reflexão e às boas intenções.
Trata-se de um trecho do livro OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO de Érico Veríssimo, e reflete exatamente a nossa maneira de ver o mundo.

Por favor, leia:



"Estive pensando muito na fúria cega com que os homens se atiram na caça de dinheiro. É essa a causa principal dos dramas, das injustiças, da incompetência da nossa época. Eles esquecem o que tem de mais humano e sacrificam o que a vida lhes oferece de melhor: as relações de criatura para criatura. De que serve construir arranha-céus se não há mais almas para morar neles?
(...)
Os homens deviam ler e meditar sobre este trecho (O sermão da Montanha, na Bíblia), principalmente no ponto em que Jesus nos fala dos lírios do campo, que não trabalham nem fiam, e, no entanto nem Salomão em toda sua glória jamais se vestiu como um deles.

Está claro que não devemos tomar as parábolas de Cristo ao pé da letra e ficar deitados à espera de que tudo nos caia do céu. É indispensável trabalhar, pois o mundo de criaturas passivas seria bem triste e sem beleza. Precisamos entretanto, dar um sentido humano as nossas construções. E quando o amor ao dinheiro nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu.

Não penses que estou fazendo o elogio do puro espírito contemplativo e da renúncia, ou de que o povo deva viver narcotizado pela esperança da felicidade na "outra vida". Há na terra um grande trabalho a realizar. É tarefa para seres fortes, para corações corajosos. Não podemos cruzar os braços enquanto os aproveitadores sem escrúpulos engendram os monopólios ambiciosos, as guerras e as intrigas cruéis. Temos que fazer-lhes frente. É indispensável que conquistemos este mundo, não com as armas do ódio e da violência e sim com as armas do amor e da persuasão. Considere a vida de Jesus. Ele foi antes de tudo um homem de ação e não um puro contemplativo.

Quando falo em conquista, quero dizer a conquista de uma situação decente para todas as criaturas humanas, a conquista da paz digna, através do espírito de cooperação.

E quando falo em aceitar a vida não me refiro à aceitação resignada e passiva de todas as desigualdades, malvadezas, absurdos e misérias do mundo. Refiro-me, sim a aceitação da luta necessária, do sofrimento que essa luta nos trará, das horas amargas a que ela forçosamente nos há de levar.

Precisamos, portanto, de criaturas de boa vontade.”



VERÍSSIMO, Érico. Olhai os Lírios do Campo. São Paulo: Globo, 2003 [original de 1938] p.149-150.

02/12/2019

UMA DOSE DE FARLLEY DERZE. RECOMENDO COM FORÇA.

(Publicado em 27/08/2018)



Talvez uma das maiores riquezas e, certamente, o meu principal recurso imaterial é a disponibilidade da inteligência dos meus amigos. Tenho muitos amigos inteligentes. Muito, muito, muito mais inteligentes do que eu (e isso não é, de maneira nenhuma, falsa modéstia). E esses amigos me permitem generosamente aprender com eles muito do que eles ja sabem.





Tem sido assim a vida inteira. Desde que eu era jovem, quando me tornei amigo de alguns dos meus professores. Mais tarde, transformei em meus professores alguns dos meus amigos. Isso tem me enriquecido muito. Tô falando de enriquecimento material mesmo, pois conhecimento é um recurso que pode virar dinheiro em algumas circunstâncias.

Pois bem. Farlley Derze é um desses amigos. Me chegou por acaso. Marido de outra pessoa muito querida (e igualmente inteligente, claro). Conheci-os num café, no aeroporto de Brasília, quando eles foram me convidar para ser professor num curso coordenado pela Jamille. Uma conversa de uma hora e meia que repercutiu por 10 anos (esse encontro se deu em 2008) e eu espero que reverbere por mais algumas décadas. Desde então, tenho tido doses regulares da inteligência desse generoso amigo, lendo seus artigos, ouvindo suas músicas, compartilhando projetos, ou desfrutando de longas conversas sempre iluminadas.

Como eu não sou egoísta, divido com outros amigos parte desse privilégio. Tem muita coisa do Farlley lá no meu site. Pode procurar na gavetinha de busca. E hoje me chegou às mãos outra de suas preciosidades. Um artigo dele foi publicado na Revista Estética e Semiótica — Volume 8 — Número 1 páginas 67 a 74. A publicação é do Programa de Pós Graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília. O título, O ESPÍRITO DA ESTÉTICA, numa publicação acadêmica, dá uma primeira impressão de que teremos pela frente um texto hermético e presunçoso. Mas o que encontramos, já nos primeiros parágrafos é um texto límpido, instrutivo, instigante e… divertido. Ou seja: Farlley Derze em estado puro.

Li o artigo como quem toma um café. Aliás, os personagens do texto também fazem isto enquanto conversam animadamente e discorrem sobre o tema a ser elucidado. No fim, o leitor fica com a sensação de ter visto uma cena de filme de Claude Lelouch ou de Tarantino, dois mestres em produzir cenas grandiosas de diálogos que definem a história que está sendo contada.

Tome você também esse café. Clique AQUI. Tome sua dose de Farlley Derze. Recomendo muito. Recomendo com força.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




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---Padilha, Ênio. 2018

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14/11/2019

DICA DE LEITURA

(Publicado em 14/11/2019)






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PADILHA, Ênio. 2019

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11/10/2019

A RELAÇÃO ENTRE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ESTRATÉGIA

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