Notas de "VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL"

05/02/2020

DEZ RECOMENDAÇÕES PARA A QUALIDADE E PRODUTIVIDADE
DE UMA ENTIDADE DE CLASSE

(Publicado em 19/08/2019)










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PADILHA, Ênio. 2019

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29/01/2020

VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL ATRAVÉS DAS ENTIDADES DE CLASSE

(Série iniciada em 12/08/2019)



Tenho trabalhado com Entidades de Classe nos últimos 33 anos.
Nos primeiros 12 anos (de 1986 a 1998) fui membro efetivo de diretorias, na AEAVI — Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Alto Vale do Itajaí, em Rio do Sul (SC) e na AEAJS Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Jaraguá do Sul (SC), duas entidades das quais cheguei a ocupar, com muita honra, o cargo de presidente.

Nesses últimos 21 anos, como palestrante e professor, tenho tido o prazer de conviver com dirigentes de entidades de classe do Brasil inteiro, e vejo o empenho, o entusiasmo e a vontade de acertar que esses profissionais demonstram.

As Entidades de Classe são responsáveis pela representação social dos profissionais e contribuem de forma expressiva para a valorização das profissões e dos profissionais.
Seus dirigentes, deixam seus escritórios e suas responsabilidades para conduzir essas entidades, colocando-se à serviço de seus colegas.

E praticamente não existe, no Brasil, literatura para orientar esses profissionais sobre como gerir uma entidade, como torná-la produtiva, como fazer seu marketing, como realizar seus eventos, como
produzir suas publicações ou como se relacionar com
as demais instituições.

Esta é lacuna que pretendemos preencher com esses capítulos curtos e objetivos sobre as entidades e seus dirigentes.



Leia toda a série publicada até aqui:

30/10/2019

DEVAGAR COM O ANDOR!



(Publicado em 21/09/2008)



O assunto é inevitável. É a pauta da hora: está faltando engenheiros no Brasil!

Todos os dias algum veículo da grande mídia traz esse assunto à baila. Engenheiros e estudantes de Engenharia não poderiam estar mais felizes. Tudo parece muito bem.

Eu não quero ser o estraga-festas, mas tenho de falar umas coisinhas. Fazer umas perguntinhas: O que nos levou a isto? O que levou o Brasil a, "de repente" ficar sem engenheiros? Que parcela da responsabilidade cabe aos próprios engenheiros? Como esta questão será resolvida? O que vai acontecer quando essa questão for resolvida? A quem interessa resolver essa questão?

A Engenharia Brasileira, cuja história remonta ao final do século XVIII viveu seu período de ouro entre a década de 1920 e o final da década de 1970. Foi um período marcado pela liderança brasileira no desenvolvimento da tecnologia de concreto armado; de forte desenvolvimento do setor elétrico nacional; de muito investimento em infra-estrutura, especialmente em rodovias, eletricidade, saneamento básico, abastecimento de água e telecomunicações... um período, enfim, de grandes obras de engenharia.

Foi o período em que as entidades de classe da Engenharia cresceram e se fortaleceram econômica e politicamente. Tornar-se engenheiro representava garantir-se na vida. Engenheiros tinham poder econômico e social, que resultava em grande influência política.

Nos últimos dois anos da década de 1970, com o fim daquilo que era chamado de "Milagre Brasileiro", uma crise sem precedentes atingiu o país, com consequências particularmente severas para a Engenharia. Entramos no que se convencionou chamar de "A década Perdida". Engenheiros foram do paraíso ao inferno de uma hora pra outra (nenhuma outra categoria profissional sentiu tanto os efeitos da crise). Acabaram-se os investimentos em obras de infra estrutura; houve o fechamento (desativação) dos grandes escritórios de projetos e consultoria; não havia uma Política Nacional de Desenvolvimento e, como resultado, o engenheiro “Virou Suco”.

No início dos anos 90 a crise já não estava tão severa, mas outros fatores contribuíram para amarrar o processo de renascimento da Engenharia como profissão interessante: entraram em cena os programas de computador (CAD), a Internet e o telefone celular. Três novas tecnologias que obrigavam os profissionais a rever seus métodos de produção e relacionamento com o mercado.

O Marketing, ferramenta indispensável para enfrentar aqueles tempos difíceis ainda era uma prática renegada pelos profissionais e pelas entidades de classe. Iniciou-se um processo de aumento (alguns chamam de proliferação) no número de Escolas de Engenharia e, na virada do século havia um renascimento da Engenharia Brasileira, porém, num mundo completamente desconhecido. Poucas obras, poucos clientes e um número crescente de profissionais novos no mercado. E todo mundo sem experiência mercadológica, pois não haviam referências. Os mais antigos não sabiam lidar com um mundo muito novo e os mais novos não tinham experiência necessária para fazer frente às dificuldades que apareciam.

Resumo da ópera: tivemos uns 25 anos de vacas magras. Vacas muito magras!

Este período não pode ser esquecido. Essa experiência precisa ser analisada para que não se cometa os mesmos erros do passado: por parte dos profissionais, a alienação política, a arrogância com o mercado e o descuido com a qualidade do serviço; por parte das escolas com uma postura encastelada que se isolou do mercado de trabalho e tornou o curso de engenharia completamente desinteressante para os jovens estudantes; por parte dos conselhos e entidades profissionais, porque não tiveram a preocupação de integrar os profissionais às emergentes questões da sociedade.

O Brasil ficou sem engenheiros porque os jovens não são tolos. Quem é que quer fazer um dos cursos mais difíceis da universidade para depois enfrentar um mercado que não dá respostas satisfatórias à esse investimento pessoal? (os cursos de Medicina, Odontologia e Direito por exemplo, estão entre os que menos reprovam alunos nas universidades federais)

Hoje eu vejo dirigentes da Engenharia abordando essa questão da falta de engenheiros no Brasil apenas como uma grande oportunidade. Eu vejo a coisa com um pouco mais de cuidado. Não quero que essa nova geração de engenheiros pratique uma Engenharia insustentável. Uma Engenharia que apenas explora o mercado disponível.

É nossa responsabilidade não apenas explorar mas também (e principalmente) desenvolver o mercado. prepará-lo para a estabilidade, que virá, não tenham dúvidas.

Temos de agir de forma estratégica para tirar o máximo proveito possível dessa circunstância positiva de mercado, que deverá durar ainda alguns anos, mas sem descuidar do futuro. Sem descuidar do mercado de trabalho que deixaremos de herança para os engenheiros que hoje ainda estão nos berçários por este Brasil a fora.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2008 ---Valorização

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21/10/2019

ACOBERTADORES, IRRESPONSÁVEIS E INCOMPETENTES

(Publicado em 18/10/2019)






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PADILHA, Ênio. 2019

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18/10/2019

NO FIM, A CULPA É DO ENGENHEIRO!

(Publicado em 18/01/2018)



Acidentes em obras de Engenharia, como este que ocorreu no dia 15/01/2018 (Ponte em construção desaba e dez pessoas morrem na Colômbia), sempre me deixam com o coração apertado. Essas notícias causam certa angústia. Impossível não pensar, imediatamente, nos profissionais de Engenharia envolvidos na tragédia.

Vai ter gente me enchendo o saco e dizendo que eu deveria, sim, era pensar nas vítimas. Nos operários, nas pessoas que morreram no acidente. Desculpem. Estou sendo sincero. Pensei mesmo (e penso sempre, em casos assim) no drama dos profissionais envolvidos no episódio.





Ninguém sonha com um erro profissional. E os engenheiros sabem que os seus erros profissionais produzem consequências para suas próprias carreiras.

Os médicos raramente são responsabilizados pela morte de seus pacientes que não receberam o melhor tratamento possível. Os advogados não vão presos com seus clientes que não receberam uma boa defesa. Um arquiteto não é condenado porque o prédio que ele projetou ficou feio, ou pega sol de mais ou vento de menos... Mas os engenheiros têm de viver com essa responsabilidade pela consequência. Seus erros são avaliados e medidos de forma OBJETIVA. O prédio ficou de pé, firme, forte? Ótimo! Polegar pra cima!

O Prédio teve rachaduras? inclinou para o lado? A umidade tomou conta? teve vazamento na caixa d'água? Caiu?!? Perdeu!!! Polegar para baixo, como Cesar, no coliseu.

A Engenharia raramente é tema central de um filme, de uma novela ou de uma série de TV. É uma atividade profissional sem glamour, sem sex appeal. Por isto recebi com boa vontade a notícia de que uma série da Rede Globo teria a Engenharia como protagonista.

TREZE DIAS LONGE DO SOL é um trabalho primoroso da O2 Filmes em parceria com os Estúdios Globo. Tem 10 episódios e foi escrita por Elena Soarez e Luciano Moura, com colaboração de Sofia Maldonado. A direção é de Luciano Moura e Isabel Valiente. Os protagonistas são Selton Mello, Carolina Dieckmann, Paulo Vilhena, Lima Duarte, Débora Bloch, Fabrício Boliveira e Enrique Diaz. O primeiro e o último fazem os papéis dos engenheiros Saulo Garcez (executor da obra) e Newton da Nóbrega (calculista estrutural).

A tragédia ocorre já no primeiro capítulo: a estrutura de um edifício em fase final de execução sofre um colapso e desaba produzindo muitas vítimas e alguns sobreviventes soterrados.

A partir daí o drama e o desespero tomam conta de todos os personagens, tanto as vítimas soterradas quanto os que não estavam no prédio, mas que têm alguma relação com o ocorrido.

Existem os dramas pessoais dos familiares das vítimas, as dúvidas dos bombeiros e socorristas e também a angústia dos executivos da construtora, responsáveis pela tragédia e que tentam se livrar da responsabilidade fazendo o que geralmente é feito nesses casos: culpar os engenheiros.

Isso é sempre um bom caminho, porque, por mais que eu me solidarize emocionalmente com o engenheiro de qualquer desastre dessa natureza, não podemos tentar enganar ninguém. Nesse tipo de ocasião (quando uma obra cai) a culpa é, sim, do engenheiro.

A construção de edifícios com estrutura de Aço, Concreto Armado ou Alvenaria Estrutural é tecnologia dominada. Em muitos lugares se projeta e constrói edifícios de 50, 80, 100 andares em regiões sujeitas a terremotos... e os prédios resistem. Portanto, quando um prédio (com menos de 30 andares) cai é porque alguma coisa (básica) não foi feita como deveria ter sido.

O problema pode ter sido na sondagem do solo. O estudo e análise do terreno pode ter sido negligenciado. Erro do Engenheiro ou do Geólogo responsável;

Se a sondagem do terreno foi bem feita e a análise do entorno foi correta, pode ter havido erro no projeto das fundações ou da estrutura do edifício. Erro do Engenheiro responsável!

Se o projeto das fundações foi bem feito e os cálculos estão corretos, pode ter havido erro de execução. As fundações ou as estruturas podem ter sido construídas de forma diferente do que estava no projeto. Erro do Engenheiro responsável pela execução da obra!

A execução da obra pode ter sido feita de acordo com o projeto, porém, utilizando-se materiais diferentes dos que foram especificados. Ou materiais de fornecedores duvidosos, que não estejam certificados por instituições confiáveis. Erro do Engenheiro Responsável!

Pedreiros, carpinteiros, armadores, encanadores, eletricistas, carregadores, ninguém, absolutamente ninguém, além do engenheiro tem responsabilidade sobre o que acontece numa obra. É tudo responsabilidade do Engenheiro. É tudo Culpa do Engenheiro!

No caso do Centro Médico (o edifício que desabou em Treze dias longe do Sol) existem muitos culpados. Mas não é preciso ser gênio pra saber quem, no fim das contas, vai se dar mal.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Padilha, Ênio. 2018




LEIA:



Tudo o que o profissional precisa saber para construir uma carreira bem sucedida.

autor: Ênio Padilha
ilustrações: Sérgio dos Santos
prefácio: Carlos Alberto Kita Xavier
ISBN: 978 85 67657 01 1
Editora: OitoNoveTrês Editora
preço de capa: R$ 45,00

Clique AQUI para ler o primeiro capítulo do livro.

citar:
PADILHA, Ênio. Manual do engenheiro recém-formado. Balneário Camboriú: OitoNoveTrês Editora. 2015. 162p.







O presidente Joel Kruger já tem (como sempre tiveram todos os presidentes do Confea) uma legião de puxa-sacos e pedintes em volta dele. Não precisa de mais um. Precisa, sim de pessoas livres o bastante para serem honestas com ele e dizer o que precisa ser dito. Sem a intenção de ofender, sem a intenção de destruir. Apenas querendo o bem do Confea e da Engenharia no Brasil.

Leia o artigo CARTA AO RECÉM-ELEITO PRESIDENTE DO CONFEA ENGENHEIRO JOEL KRUGER

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14/10/2019

VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL

(Publicado em 19/07/2017)



Pense bem e responda: o que é, afinal, Valorização Profissional?
Quantas vezes você já participou, aí na sua entidade de classe, de alguma palestra, seminário, curso ou um outro evento qualquer em que o tema central era a Valorização Profissional? Você sabia que a Valorização Profissional é a segunda principal motivação para a criação ou revitalização de entidades de classe de Engenharia e Arquitetura no Brasil? (a primeira é, ainda, Tabela de Honorários).

Não lhe parece estranho que, com tanta gente querendo, e com tantas entidades se movimentando... a tal da valorização profissional pareça estar cada vez mais distante? Inacessível? Inatingível?

E sabe onde está o "X" da questão? No termo "Valor", embutido na palavra "Valorização".
Infelizmente, para a maioria das pessoas, valorização significa "ganhar mais". Ter mais "valor" significa "valer mais" (em dinheiro). É o famoso "Ter" e "Parecer" sobrepujando o "Ser" e o "Saber". Isso significa transformar conseqüência em objetivo. O meio em fim.

Estive envolvido em um trabalho de Consultoria muito interessante, com uma grande entidade nacional, que reúne os melhores profissionais do país em sua área de atuação. Realizamos seminários de discussão deste tema e eu (como orientador dos debates) propus uma abordagem diferente para o assunto: é preciso ver o clássico objetivo de melhorar a remuneração não mais como um objetivo e sim como uma conseqüência de um processo. Para isso é preciso revisitar o conceito de Valorização Profissional. E entender que, ganhar mais não significa, automaticamente, ser mais valorizado. No entanto, quando se é, realmente, valorizado pelo mercado, ganhar mais é uma conseqüência natural.

Para isso, vamos estabelecer aqui uma simplificação: você é valorizado pelo mercado se você se sente à vontade neste mercado. Se você gosta do que você faz (do jeito que você faz) e se as coisas acontecem como você entende que as coisas devam acontecer. Em outras palavras: você está no comando (ou, pelo menos, está nos degraus superiores da cadeia de comando). Fora disso, não importa o quanto você ganha. Você e seu trabalho não são, definitivamente, valorizados.

Dignidade, Realização, Reconhecimento, Segurança, Perspectivas promissoras... Essas são as cinco condições fundamentais e os principais indicadores da verdadeira valorização profissional.

A Dignidade é determinada pelo respeito que a sua presença impõe. A certeza interior que você tem de que está fazendo o melhor, da melhor maneira possível e que ninguém, em momento algum poderá desestabilizar a sua atuação.

A Realização Profissional se dá quando você consegue ver materializado as suas idéias sem intervenções, sem mutilações, sem comprometimentos. A sensação maravilhosa de ver que o seu trabalho teve princípio, meio e fim.

Aí vem o Reconhecimento Profissional aquela impagável manifestação do mercado (não apenas do cliente) de que o seu trabalho é diferenciado e valioso.

Nenhum profissional poderá se sentir valorizado se estiver se sentindo inseguro na relação com o mercado. A Segurança, portanto, é uma condição absolutamente indispensável para determinar que você tem Valorização Profissional. Se você não se sentir seguro, nunca irá fazer bons negócios. O problema com a segurança é que esse é um sentimento que você precisa conquistar. Não é dado pelos outros.

A Perspectiva Promissora fecha esse nosso pequeno conjunto de indicadores de valorização profissional. Se o seu trabalho não lhe dá perspectiva, você não tem uma vida ligada a esse trabalho. Ele, definitivamente, não vale a pena.

Não tenho dúvidas de que esse tema e esses indicadores precisam ser dissecados com muita atenção. É o que pretendemos fazer neste artigo. O importante é deixar claro que a conquista dessas condições fundamentais (esses indicadores) nos leva diretamente (como conseqüência) para a valorização financeira.

Você pode até ganhar muito dinheiro. Porém, sem Dignidade, Realização, Reconhecimento, Segurança, Perspectivas Promissoras... você terá tudo, menos valorização profissional


DIGNIDADE

Poder! Se você não fizer um esforço para entender as relações de poder (e como as pessoas buscam e exercem poder) terá alguma dificuldade para entender a importância da dignidade para o sentimento de valorização que o profissional quer ter.

Vamos ao dicionário: Dignidade é qualidade moral que infunde respeito; consciência do próprio valor; honra, autoridade, nobreza; qualidade do que é grande, nobre, elevado; modo de alguém proceder ou de se apresentar que inspira respeito; solenidade, gravidade, brio, distinção; respeito aos próprios sentimentos; amor-próprio...

Como eu disse antes, a Dignidade é determinada pelo respeito que a sua presença impõe. A certeza interior que você tem de que está fazendo o melhor, da melhor maneira possível e que nin-guém, em momento algum poderá desestabilizar a sua atuação.
Muita gente tem dificuldade de entender o que é Dignidade porque não sabe se é uma coisa que a pessoa tem ou se é uma coisa concedida a essa pessoa pelas outras.
Pois bem. Vou tentar ser objetivo, correndo o risco de ser simplista:

Dignidade é uma coisa que sempre começa dentro de nós. Ninguém nos tira a Dignidade, a menos que permitamos isto.
Dignidade é um estado de espírito. Uma "aura". Algo que ninguém consegue identificar objetivamente ou medir com algum critério ou instrumento.

É um direito que o indivíduo dá a si mesmo de olhar os outros de frente, de cabeça erguida, sem medos, sem vergonhas, sem constrangimentos.

Esse DIREITO a pessoa se dá, baseada em sua retidão de caráter, na sua firmeza de princípios, nas suas intenções honestas, na sua consciência de que representa algo útil e importante.

Observe essa última frase desse último parágrafo: "sua consciência de que representa algo útil e importante". Esta é a certeza fundamental, sem a qual o processo de construção da Dignidade fica prejudicado. A certeza de que você é útil e importante.

Estou sendo repetitivo? Não. Estou determinando claramente um ponto.
E por que repetir três vezes a mesma coisa? Porque é aí, neste ponto, que somos atacados. E, muitas vezes, é nesse ponto que nossa Dignidade é ferida de morte.

As relações comerciais são, em certa medida, disputas por territórios emocionais. Na prestação de serviços essa característica fica mais evidente, pois as relações são muito mais pessoais e as fortalezas individuais são elementos decisivos no jogo dos negócios.
Muitos clientes, por ignorância ou má-fé, tentam nos enfraquecer emocionalmente minando nossa auto-confiança, nossa auto-estima... nosso sentimento de utilidade e de importância.

Se percebem alguma fragilidade no nosso caráter, na honestidade, na competência (leia-se qualidade do serviço) colocam isso sobre a mesa, de forma sutil ou escancarada (dependendo da conveniência).

Se, porém, o produto tem a qualidade desejada, lançam mão de práticas de exercício de poder como falta de atenção, ausência de respostas, chá de espera, chá de cadeira, exigências descabidas, comentários depreciativos à categoria profissional...

Aí é que entra em cena a necessária Fortaleza Espiritual que o profissional precisa ter para não se deixar levar por esse "jogo" e acabar acreditando que vale pouco ou nada. Não pode perder a Dignidade e se submeter à certas humilhações. Não pode aceitar um trabalho do qual não possa vir a se orgulhar. Não pode aceitar que o cliente o trate como um mal necessário - ou desnecessário.

Não pode viver com medo! Acredite. Na maioria das vezes, basta um olhar para colocar as coisas no devido lugar. Um olhar que diga "Eu sei o que eu sou. E sei quanto eu valho. Se você não tem a capacidade de perceber isso, talvez você não tenha nenhuma utilidade para mim..."

Mas, atenção: não adianta treinar esse discurso. Se utilizar apenas palavras, não vai surtir o mesmo efeito! Tem de vir da alma. A Dignidade está no olhar.


REALIZAÇÃO
A REALIZAÇÃO é parte fundamental do caminho que leva à Valorização Profissional pois quem não realiza não se realiza.
Do que estamos falando? De quem estamos falando?
Dos caneteiros. Dos acobertadores. Assinadores de planta, capachos de desenhistas... Estamos falando dessa raça nefasta de levianos irresponsáveis que desgraça a profissão, jogando lama sobre tantos anos de dedicação e sacrifícios deles próprios e também dos seus colegas.
Esse bando que não realiza nada, nunca. E que, por isso, nunca se realiza profissionalmente. Que não sente orgulho do que faz. Que não tem dignidade profissional.

Me desculpem pelo destempero, mas esse é um tema que me ferve o sangue.
Os acobertadores constituem um pequeno grupo (e têm seus similares em qualquer outra profissão, não há dúvida). Nunca representam mais do que oito ou dez por cento de uma determinada comunidade profissional. Mas o estrago que conseguem fazer é uma coisa descomunal.
São uma praga. Um câncer. Uma desgraça !

É um problema que precisa ser enfrentado com coragem e determinação. Acredito que o sistema profissional (Confea/Crea /Entidades de Classe/Sindicatos...) precisa declarar uma luta sem tréguas a essa causa.
A prática do acobertamento precisa ser considerada falta gravíssima e o castigo precisa ser extremamente severo, pois trata-se de um desvio que leva às mais nocivas consequências para a profissão.

Nenhum estudante de Engenharia, Arquitetura ou Agronomia "sonha" em ser um caneteiro. Nenhum profissional recém-formado quer ser um acobertador... A escolha desse caminho se dá por:
1) Fraqueza de Princípios;
2) Dificuldades Naturais do Mercado;
3) Impunidade Legal;
4) Impunidade Moral.

A Fraqueza de Princípios pode e deve ser combatida durante o processo de formação, com a Inclusão Profissional.
A Inclusão Profissional deve ser promovida pelo sistema (Confea/Crea/Entidades de Classe, Sindicatos...) através de palestras, cursos, seminários, eventos sociais e esportivos cujo objetivo é a transmissão dos preceitos éticos e morais do exercício da profissão.
O Código de Ética profissional precisa ser introduzido nas universidades e sua discussão e prática deve ser permanente. Da festa do calouro ao dia da formatura.
O estudante de Agronomia, de Engenharia, de Arquitetura e das demais profissões do sistema precisa se sentir DENTRO. Precisa sentir-se Engenheiro, Arquiteto e Agrônomo, desde o primeiro dia de aula. Só assim irá desenvolver o necessário sentimento de respeito e ética para com os colegas.
Alguém aí tem coragem de dizer que isso não reduziria consideravelmente o número de caneteiros no mercado ?

As Dificuldades Naturais do Mercado são outra explicação (não justificativa) para o desvio que alguns colegas tomam em direção à prática do acobertamento.
Pode ser combatida com informação, treinamento e preparo empresarial.
Se o profissional não sabe como enfrentar as dificuldades naturais do mercado... dá-lhe cursos de gestão empresarial, marketing, administração de custos, relacionamentos interpessoais... essas coisas que, infelizmente, ainda não temos nas escolas de engenharia, de arquitetura e de agronomia.

É preciso aprender uma coisa simples: ganha-se mais trabalhando direito. E ainda tem a vantagem de que isto nos dá realização profissional e dignidade (leia-se "valorização profissional")

A Impunidade Legal, bem como a Impunidade Moral são responsabilidades do sistema e também nossa. De cada profissional individualmente.

O sistema precisa criar mecanismos para punir com maior RAPIDEZ e RIGOR os casos de acobertamento. Nós, profissionais, precisamos ser menos tolerantes com esse desvio moral.
Não podemos mais fechar os olhos e fazer de conta que não é conosco.

As entidades de classe precisam ter uma comissão permanente de "patrulha" e esclarecimento (o primeiro estágio) para fazer um "policiamento ostensivo" e impedir que um desvio eventual se torne uma prática profissional permanente.

É preciso eliminar a possibilidade de um profissional acobertador sentir-se confortável ou seguro. É preciso dar a ele apenas uma saída. Apenas um caminho. O retorno à prática profissional digna e correta.
Essa luta é de todos. De toda a classe. Não é uma coisa pontual.
Se eu, um engenheiro eletricista, estiver cometendo acobertamento, o meu colega agrônomo, que pensa que não tem nada a ver com isso, estará, também, pagando uma parte da conta.
Valorização profissional é um conceito muito complexo. Difícil de ser obtido.
A maior dificuldade está justamente no fato de que é uma conquista coletiva. Depende de todos e de cada um.


RECONHECIMENTO
O Reconhecimento é talvez o único dos fundamentos da Valorização Profissional que depende muito menos de nós e muito mais dos outros. É, com certeza, uma das coisas mais difíceis de ser obtida.

O Reconhecimento Profissional é aquela impagável manifestação do mercado (não apenas do cliente) de que o seu trabalho é diferenciado e valioso.

Uma das chaves para o reconhecimento profissional é a paciência. Sim, paciência, pois, como já me disse certa vez o colega engenheiro Petrolinces, em Itumbiara, Goiás, "o sucesso é uma coisa que uma pessoa leva uma vida inteira para conseguir de um dia para outro".

O reconhecimento profissional geralmente aparece muitos anos depois que você mesmo já se deu conta de que o seu trabalho tem muito valor.
Daí a importância da paciência. Você precisa entender que as pessoas levam muito tempo para perceber aquilo que, para você, parece óbvio: a excelente qualidade do seu produto.

Outra coisa importante: o reconhecimento profissional começa pelo reconhecimento dos seus colegas de profissão. Isto é, realmente, muito importante. Um profissional que quer ser valorizado pelo mercado precisa ser valorizado pelos seus colegas.
Eu não conheço nenhum caso de um grande profissional reconhecido pelo mercado que não seja reverenciado pelos seus colegas.

Portanto, não esqueça: as estratégias de marketing profissional que você vai por em prática tem de incluir os seus colegas como público alvo. Pois sem o conhecimento e o reconhecimento deles você nunca obterá o conhecimento e o reconhecimento do mercado (o que inclui os seus po-tenciais clientes)


SEGURANÇA
A tão sonhada Valorização Profissional nunca chegará para um profissional que não seja absolutamente seguro quanto ao seu trabalho. Que não tenha certezas profissionais. Que não transpire a convicção da competência.
Um profissional seguro é muito mais respeitado. E um profissional respeitado está a mais de meio caminho da Valorização Plena.

O problema é que Segurança não cai do céu. Segurança é privilégio dos competentes. E competência tem um custo direto muito alto. Nem todos os que gritam por Valorização Profissional estão dispostos a pagar esse preço.

A engenheira e professora universitária em Lisboa, Portugal, Maria Teresa de Barros tem uma frase que é muito apropriada, quando o assunto é ética profissional: “A primeira e principal regra de ética profissional para um engenheiro é ser competente.”

Podemos, sem susto algum, estender esta afirmação também à segurança. E, por decorrência natural, à Valorização Profissional. Todo profissional precisa, todos os dias, perguntar a si próprio: “Em que medida eu estou desenvolvendo as minhas competências profissionais?” “Estou suficientemente atualizado quanto aos conhecimentos da minha profissão?”

FUTURO
Uma profissão só pode ser considerada “Valorizada” se os seus praticantes têm futuro. Se as perspectivas são promissoras.

Como eu já disse na introdução deste ensaio, se o seu trabalho não lhe dá perspectiva, você não tem uma vida ligada a esse trabalho. E, definitivamente, não vale a pena.

Mais uma vez preciso chamar a atenção para o ponto de vista que serve de base para este texto: a Valorização Profissional não pode ser expressa em renda financeira.

Se for assim, teremos que admitir que os estelionatários, aliciadores de prostitutas, os assaltantes e os traficantes de drogas têm profissões muito valorizadas. Afinal, todas essas atividades rendem um bom dinheiro.

Mas veja, leitor, quanta coisa falta a essa gente para que sejam (e se sintam) realmente valorizados.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | ep@eniopadilha.com.br




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27/09/2019

É SÓ UMA IDÉIA

(Publicado em 03/10/2006)



É só uma idéia. Mas não custa nada tentar levá-la adiante.

É o seguinte: me ocorreu que não se compra uma simples escova de dentes, em um supermercado, sem encontrar um "recado" do tipo "CONSULTE REGULARMENTE O SEU DENTISTA".

As propagandas de remédios, mesmo dos que não precisam de receitas médicas, sempre são acompanhadas de um "NÃO DESAPARECENDO OS SINTOMAS, CONSULTE UM MÉDICO" Isto significa, antes de qualquer outra coisa, que o serviço prestado por médicos e dentistas são reconhecidos e recomendados pelos fabricantes dos produtos relacionados a esses serviços.

Arquitetos e engenheiros, via de regra, fornecem um serviço que não pode ser considerado um "Produto Final". Nosso trabalho, quase sempre, está vinculado (no que diz respeito ao "resultado final") à utilização de outros produtos ou à participação de outras pessoas. O cimento, por exemplo, é um produto cujo uso está fortemente ligado ao serviço de engenheiros e de arquitetos. Assim como pisos, azulejos, tintas... Que tal, então, (aí é que entra a minha idéia) se, em cada saco de cimento comprado nas lojas de material de construção viesse escrito "ANTES DE UTILIZAR ESSE PRODUTO, CONSULTE UM ENGENHEIRO" Ou, nas caixas de pisos ou qualquer tipo de revestimento cerâmico viesse um "PARA MELHOR UTILIZAÇÃO DESTE PRODUTO, CONSULTE UM ARQUITETO".

E se, nas embalagens de produtos agrotóxicos (os defensivos agrícolas) estivesse escrito "ESTE PRODUTO DEVERÁ SER UTILIZADO SOB A SUPERVISÃO DE UM ENGENHEIRO AGRÔNOMO"... Como eu disse, "é só uma idéia".

Mas não custa nada tentar fazê-la ir adiante. Sinceramente, não vejo grandes dificuldades nisso. E não acho que seja necessário criar leis, normas, portarias, decretos obrigando os fabricantes a fazerem isso ou aquilo... Estabelecer multas, punições severas para quem descumprir a lei.

Nomear comissões para controlar o processo todo... Nada disso ! É só conversar.

O Presidente do CONFEA, acompanhado de mais dois ou três presidentes de CREAs, pode, por exemplo, solicitar uma reunião com alguns dos grandes fabricantes de materiais de construção. Explicar a proposta. Convencer da importância disso para o engrandecimento das nossas profissões e também como as marcas "Engenharia", "Arquitetura" e "Agronomia" podem agregar valor ao produto que está sendo vendido. Nem todos os fabricantes topariam "de primeira", é claro. Mas alguns entenderiam e a coisa toda teria início, até virar um padrão de comportamento no mercado.

Esta seria, na minha opinião, um grande exemplo de parceria em que TODOS sairiam ganhando. Ganhariam os profissionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, pois teriam seu trabalho divulgado em uma mídia poderosa; Ganhariam os fabricantes, pois estariam associando as suas marcas às marcas respeitáveis de "Engenharia", "Arquitetura" e "Agronomia"; E, fundamentalmente, ganhariam os consumidores, que seriam melhor orientados e poderiam obter melhores resultados no seu produto final. É só uma idéia. Mas...



ÊNIO PADILHA
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25/09/2019

TOLERÂNCIA

(Publicado em 07/06/2003)



A REALIZAÇÃO é parte fundamental do caminho que leva à Valorização Profissional pois quem não realiza não se realiza.
Do que estamos falando? De quem estamos falando?





Dos caneteiros. Dos acobertadores, assinadores de planta, capachos de desenhistas... Estamos falando dessa raça nefasta de levianos irresponsáveis que desgraça a profissão, jogando lama sobre tantos anos de dedicação e sacrifícios deles próprios e também dos seus colegas.
Esse bando que não realiza nada, nunca. E que, por isso, nunca se realiza profissionalmente. Que não sente orgulho do que faz. Que não tem dignidade profissional.

Me desculpem pelo destempero, mas esse é um tema que me ferve o sangue.
Os acobertadores constituem um pequeno grupo (e têm seus similares em qualquer outra profissão, não há dúvida). Nunca representam mais do que oito ou dez por cento de uma determinada comunidade profissional. Mas o estrago que conseguem fazer é uma coisa descomunal.

São uma praga. Um horror. Uma desgraça!
É um problema que precisa ser enfrentado com coragem e determinação. Acredito que o sistema profissional (Confea/Crea /Entidades de Classe/Sindicatos...) precisa declarar uma luta sem tréguas a essa causa. A prática do acobertamento precisa ser considerada falta gravíssima e o castigo precisa ser extremamente severo, pois trata-se de um desvio que leva às mais nocivas conseqüências para a profissão.

Nenhum estudante de Engenharia, Arquitetura ou Agronomia "sonha" em ser um caneteiro. Nenhum profissional recém-formado quer ser um acobertador... A escolha desse caminho se dá, mais tarde, por:
1) Fraqueza de Princípios;
2) Dificuldades Naturais do Mercado;
3) Impunidade Legal;
4) Impunidade Moral.

A Fraqueza de Princípios pode e deve ser combatida durante o processo de formação, com a Inclusão Profissional.
A Inclusão Profissional deve ser promovida pelo sistema (Confea/Crea/Entidades de Classe, Sindicatos...) através de palestras, cursos, seminários, eventos sociais e esportivos cujo objetivo é a transmissão dos preceitos éticos e morais do exercício da profissão.

O Código de Ética profissional precisa ser introduzido nas universidades e sua discussão e prática deve ser permanente. Da festa do calouro ao dia da formatura.

O estudante de Agronomia, de Engenharia, de Arquitetura e das demais profissões do sistema precisa se sentir DENTRO. Precisa sentir-se Engenheiro, Arquiteto e Agrônomo, desde o primeiro dia de aula. Só assim irá desenvolver o necessário sentimento de respeito e ética para com os colegas.

Alguém aí tem coragem de dizer que isso não reduziria consideravelmente o número de caneteiros no mercado?



COMENTÁRIO ADICIONADO EM 2018
Desde 2003, quando este artigo foi escrito, houve uma modificação considerável nesse quadro, com a expansão dos CreaJr em quase todos os estados e também da maior inserção dos estudantes nos sindicatos e nas entidades de classe. Isto, em princípio, parece ser muito bom e tem produzido, sim, ótimos resultados.

Vejo, porém, com alguma preocupação, esses movimentos jovens em muitos casos adotarem os velhos modelos de comportamento político da turma do CreaSenior. Não estou vendo, ainda, INOVAÇÃO na velha política do Sistema Profissional. Mas mantenho minha fé na moçada e a esperança em alta.



As Dificuldades Naturais do Mercado são outra explicação (não justificativa) para o desvio que alguns colegas tomam em direção à prática do acobertamento.

Pode ser combatida com informação, treinamento e preparo empresarial.

Se o profissional não sabe como enfrentar as dificuldades naturais do mercado... dá-lhe cursos de gestão empresarial, marketing, administração de custos, relacionamentos interpessoais... essas coisas que, infelizmente, ainda não temos nas escolas de engenharia, de arquitetura e de agronomia.

É preciso aprender uma coisa simples: ganha-se mais trabalhando direito. E ainda tem a vantagem de que isto nos dá realização profissional e dignidade (leia-se "valorização profissional")

A Impunidade Legal, bem como a Impunidade Moral são responsabilidades do sistema e também nossa. De cada profissional individualmente.

O sistema precisa criar mecanismos para punir com maior RAPIDEZ e RIGOR os casos de acobertamento.

Nós, profissionais, precisamos ser menos tolerantes com esse desvio moral.
Não podemos mais fechar os olhos e fazer de conta que não é conosco.

As entidades de classe precisam ter uma comissão permanente de "patrulha" e esclarecimento (o primeiro estágio) para fazer um "policiamento ostensivo" e impedir que um desvio eventual se torne uma prática profissional permanente.

É preciso eliminar a possibilidade de um profissional acobertador sentir-se confortável ou seguro.
É preciso dar a ele apenas uma saída. Apenas um caminho. O retorno à prática profissional digna e correta.

Essa luta é de todos. De toda a classe. Não é uma coisa pontual.

Se eu, um engenheiro eletricista, estiver cometendo acobertamento, o meu colega agrônomo, que pensa que não tem nada a ver com isso, estará, também, pagando uma parte da conta.

Valorização profissional é um conceito muito complexo. Difícil de ser obtido.

A maior dificuldade está justamente no fato de que é uma conquista coletiva. Depende de todos e de cada um.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




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---Artigo2003




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19/08/2019

POR QUE NÃO FAZEMOS CONTRATO?

(Publicado em 19/08/2019)







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16/08/2019

ENTIDADES DE CLASSE E SEUS STAKEHOLDERS



(Publicado em 16/08/2019)



No início da década de 1980, Robert Edward Freeman lançou seu livro Strategic Management: A Stakeholder Approach, apresentando a Teoria dos Stakeholders, que ele já desenvolvia em pesquisas e artigos desde a década de 1960.

Segundo essa teoria, o sucesso de uma empresa depende de como ela administra a relação com todos os seus stakeholders (indivíduos ou grupos de indivíduos que tenham, em relação a empresa, níveis relevantes de propriedade, poder, controle ou influência). Seriam stakeholders típicos de uma empresa:
• Os proprietários
• Os acionistas
• Os investidores
• Os empregados
• Os amigos
• Os fornecedores
• Os concorrentes
• Os sindicatos
• As associações empresariais
• A comunidade, os vizinhos
• Os grupos normativos
• O governo municipal
• O governo estadual
• O governo federal
• As ONGs.




Se, na década de 1970 uma empresa era considerada boa, forte e lucrativa quando conseguia produzir coisas que satisfizessem seus clientes, hoje isso não é mais suficiente. De nada adianta produzir a melhor calça jeans do mercado se, no processo de fabricação a empresa poluir o rio que passa no fundo da fábrica.

De nada adianta produzir equipamentos eletrônicos da mais alta qualidade se a empresa utiliza mão de obra infantil. Ou sonega impostos. Ou mantém seus empregados em regime de trabalho escravo.

Não adianta ter um produto que dê total satisfação para os clientes se a empresa não dá lucro. Não remunera os investidores nem traz benefícios aos seus proprietários.

Uma entidade de Classe possui stakeholders importantes que são os seus associados, seus servidores, seus fornecedores, seus parceiros e, principalmente, a sociedade na qual a entidade esteja inserida.
Os profissionais associados são, claramente, os principais stakeholders uma vez que a eles interessa (mais que a qualquer outro grupo) os resultados das estratégias e projetos da Entidade.

A regra de ouro é fazer a melhor gestão possível da empresa com seus stakeholders

A matriz de Poder e Interesse é um dos instrumentos de gestão de stakeholders pois permite classificar e analisar as partes interessadas segundo o poder que detêm sobre a organização e o interesse (não importa se for interesse positivo ou negativo)

A e B Muito poder e muito interesse: Muito importantes. Precisam ser gerenciados de perto, com muita informação e feedback

E e F Muito poder e pouco interesse: Grupo potencialmente perigoso. Precisa ser mantido satisfeito e informado.

J e M Muito interesse e pouco poder: Grupo muito perigoso. Precisam ser mantidos satisfeitos. Informação e feedback

P e R Pouco poder e pouco interesse: Grupo sem potencial de perigo. Cuidar para que não migrem para outro quadrante







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PADILHA, Ênio. 2019

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