Notas de "VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL"

04/06/2020

VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL ATRAVÉS DAS ENTIDADES DE CLASSE

(Série iniciada em 12/08/2019)



Tenho trabalhado com Entidades de Classe nos últimos 33 anos.
Nos primeiros 12 anos (de 1986 a 1998) fui membro efetivo de diretorias, na AEAVI — Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Alto Vale do Itajaí, em Rio do Sul (SC) e na AEAJS Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Jaraguá do Sul (SC), duas entidades das quais cheguei a ocupar, com muita honra, o cargo de presidente.

Nesses últimos 21 anos, como palestrante e professor, tenho tido o prazer de conviver com dirigentes de entidades de classe do Brasil inteiro, e vejo o empenho, o entusiasmo e a vontade de acertar que esses profissionais demonstram.

As Entidades de Classe são responsáveis pela representação social dos profissionais e contribuem de forma expressiva para a valorização das profissões e dos profissionais.
Seus dirigentes, deixam seus escritórios e suas responsabilidades para conduzir essas entidades, colocando-se à serviço de seus colegas.

E praticamente não existe, no Brasil, literatura para orientar esses profissionais sobre como gerir uma entidade, como torná-la produtiva, como fazer seu marketing, como realizar seus eventos, como
produzir suas publicações ou como se relacionar com
as demais instituições.

Esta é lacuna que pretendemos preencher com esses capítulos curtos e objetivos sobre as entidades e seus dirigentes.



Leia toda a série publicada até aqui:

20/03/2020

PRESTÍGIO E REPUTAÇÃO EXISTEM PARA SEREM UTILIZADOS



(Publicado em 20/03/2020)



Alguém poderá dizer que essa é uma atitude demagógica ou eleitoreira (já que ele é candidato à reeleição para a presidência do Crea-CE). Mas eu conheço o engenheiro Emanuel. Conheço o seu pai (o engenheiro Eneas) e acompanhei bem de perto o trabalho que ele fez ao longo desses últimos três anos. Posso afirmar, sem medo de estar enganado: o Emanuel nunca tem atitudes oportunistas e eleitoreiras, muito menos demagógicas. O que ele faz (sempre) é tentar encontrar um jeito de colocar o sistema à serviço dos profissionais. E isso é o mínimo que se pode esperar de uma pessoa como ele num momento como este.




Pois bem: o engenheiro Emanuel Maia Mota, presidente (licenciado) do Crea-CE enviou ontem (19/03/2020) para o Confea três pedidos que, se atendidos, poderão facilitar a vida dos profissionais que serão, certamente, muito afetados pela crise econômica decorrente da Covid19:



(1) Prorrogação do prazo para pagamento das anuidades dos profissionais e das pessoas jurídicas por mais 60 (sessenta) dias;
(2) Prorrogação do prazo para os autos de infração, processos administrativos (inclusive os de defesa), renegociação de dívidas, cobrança de dívida ativa, entre outros de interesse dos profissionais;
(3) Implantação, de forma imediata, do voto eletrônico e via internet para as eleições do sistema Confea/Crea programadas para este ano de 2020.



Emanuel tem se mostrado um líder ativo, com muita criatividade, ousadia e produtividade. Ele tem uma noção muito viva dos problemas que afligem o dia-a-dia dos profissionais no campo e, mais importante: consegue perceber (geralmente muito antes dos outros) o que o Sistema Confea/Crea consegue fazer para ajudar.

A sua gestão à frente do Crea-CE têm sido marcada por atitudes inovadoras como esta e, por isso, o Crea-CE tem hoje uma posição de muita visibilidade no mapa do Sistema Confea/Crea.

Agora ele está gastando um pouco dessa reputação construída para tentar convencer seus pares de que isso (atender a esses três pedidos) é a coisa certa a ser feita.

Tomara que obtenha sucesso




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19/03/2020

O ISOLAMENTO NÃO É TÃO SIMPLES QUANTO PARECE



(Publicado em 19/03/2020)



Não se deve minimizar a dificuldade de ter de se adaptar às novas rotinas impostas pelo Isolamento Social (voluntário ou obrigatório) decorrente do enfrentamento da crise do novo coronavírus.
Fique atento.




A OitoNoveTrês funciona no mesmo prédio onde está a nossa casa. Um espaço físico especialmente projetado para esta finalidade, com acesso direto para a rua, sem necessidade de passar por dentro da residência. Tem uma sala ampla, um banheiro grande, uma copa, com espaço para serviços gerais, uma biblioteca de 10m2 (que eu assumi como o meu local de trabalho) e um depósito (que a gente chama de Espaço Harry Potter, porque fica debaixo de uma escada). E a OitoNoveTrês funciona neste endereço há 19 anos.

Eu já estou, portanto, perfeitamente acostumado a trabalhar sem sair de casa. Já ajustei as rotinas de produtividade já superei os problemas típicos de quem trabalha em casa. Com certeza enfrentarei menos problemas com essa quarentena voluntária na qual nos encontramos há 4 dias.

Mas eu entendo perfeitamente que alguns colegas que normalmente saem de casa para trabalhar e têm uma rotina que envolve visitar obras, visitar clientes, ir a um restaurante para almoçar, uma lanchonete ou padaria para o café da manhã ou da tarde, um barzinho para o happy hour... esses vão sofrer uma justa tristeza. É provável que se sintam deprimidos.

Sem contar que, trabalhar em casa, nesses casos, geralmente implica não dispor de todos os equipamentos e condições ideais de trabalho: internet de qualidade, iluminação, ar condicionado, silêncio ou ruído de fundo com o qual você já está perfeitamente adaptado e os materiais de pesquisa (livros, catálogos, arquivos físicos) à disposição.

Acredite: Não vai ser fácil. Meu conselho (o conselho de um senhor de 61 anos) é que não deixe esse tipo de coisa crescer e afetar a sua produtividade além do que seria razoável (Sim. a produtividade será afetada. Isso será inevitável).

Não tente reproduzir em casa a mesma rotina do dia-a-dia do escritório. Isso irá produzir frustrações desnecessárias. Ajuste um novo horário. Organize o seu dia. Crie uma nova rotina de trabalho.

Inclua nessa rotina um tempo (um bom tempo) para aprender coisas novas, lendo livros, fazendo cursos online e fazendo exercícios. (Por falar exercícios, e como sair para caminhar na rua, ir na academia ou ao clube está completamente fora de cogitação, tente encontrar alguma maneira de se exercitar em casa. Isso também é importante).

Dedique algum tempo para sistematizar processos produtivos do seu trabalho. Incremente o seu Manual Interno de Procedimentos. Melhore o modelo da sua Proposta Comercial, do seu Contrato de Prestação de Serviços.

Faça paradas para ver alguma coisa na TV ou para tomar um café ou chá. Mantenha contato de viva voz (se possível com vídeo) com sua família, seus melhores amigos e colegas do trabalho.

MAS, ATENÇÃO: não deixe para fazer essas coisas quando você já estiver se sentindo mal. Comece agora.




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16/03/2020

ENTIDADES DE CLASSE E SEUS STAKEHOLDERS



(Publicado em 16/08/2019)



No início da década de 1980, Robert Edward Freeman lançou seu livro Strategic Management: A Stakeholder Approach, apresentando a Teoria dos Stakeholders, que ele já desenvolvia em pesquisas e artigos desde a década de 1960.

Segundo essa teoria, o sucesso de uma empresa depende de como ela administra a relação com todos os seus stakeholders (indivíduos ou grupos de indivíduos que tenham, em relação a empresa, níveis relevantes de propriedade, poder, controle ou influência). Seriam stakeholders típicos de uma empresa:
• Os proprietários
• Os acionistas
• Os investidores
• Os empregados
• Os amigos
• Os fornecedores
• Os concorrentes
• Os sindicatos
• As associações empresariais
• A comunidade, os vizinhos
• Os grupos normativos
• O governo municipal
• O governo estadual
• O governo federal
• As ONGs.




Se, na década de 1970 uma empresa era considerada boa, forte e lucrativa quando conseguia produzir coisas que satisfizessem seus clientes, hoje isso não é mais suficiente. De nada adianta produzir a melhor calça jeans do mercado se, no processo de fabricação a empresa poluir o rio que passa no fundo da fábrica.

De nada adianta produzir equipamentos eletrônicos da mais alta qualidade se a empresa utiliza mão de obra infantil. Ou sonega impostos. Ou mantém seus empregados em regime de trabalho escravo.

Não adianta ter um produto que dê total satisfação para os clientes se a empresa não dá lucro. Não remunera os investidores nem traz benefícios aos seus proprietários.

Uma entidade de Classe possui stakeholders importantes que são os seus associados, seus servidores, seus fornecedores, seus parceiros e, principalmente, a sociedade na qual a entidade esteja inserida.
Os profissionais associados são, claramente, os principais stakeholders uma vez que a eles interessa (mais que a qualquer outro grupo) os resultados das estratégias e projetos da Entidade.

A regra de ouro é fazer a melhor gestão possível da empresa com seus stakeholders

A matriz de Poder e Interesse é um dos instrumentos de gestão de stakeholders pois permite classificar e analisar as partes interessadas segundo o poder que detêm sobre a organização e o interesse (não importa se for interesse positivo ou negativo)

A e B Muito poder e muito interesse: Muito importantes. Precisam ser gerenciados de perto, com muita informação e feedback

E e F Muito poder e pouco interesse: Grupo potencialmente perigoso. Precisa ser mantido satisfeito e informado.

J e M Muito interesse e pouco poder: Grupo muito perigoso. Precisam ser mantidos satisfeitos. Informação e feedback

P e R Pouco poder e pouco interesse: Grupo sem potencial de perigo. Cuidar para que não migrem para outro quadrante







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PADILHA, Ênio. 2019

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11/03/2020

SOLENIDADE DE ENTREGA DE REGISTROS AOS NOVOS PROFISSIONAIS EM MARINGÁ/PR

(Publicado em 12/03/2020)


 


Em solenidade realizada na noite desta última segunda-feira 09/03/2020 o Crea-PR, com apoio da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Maringá Júnior – AEAM Júnior, entregaram os Registros Profissionais para mais de 120 formandos dos cursos de Engenharia das instituições de ensino Feitep, Unicesumar e Uningá.

Os novos profissionais receberam o livro “As marcas dos Engenheiros e Arquitetos na História de Maringá” escrito pelos jornalistas Dirceu Herrero Gomes e Regina Daefiol. Os formandos também assistiram a palestra “Carreira e Exercício Profissional: responsabilidade e produtividade”, com o escritor e Engenheiro Eletricista Enio Padilha, Mestre em Administração.


 

Para obter mais informações visite crea-pr

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10/03/2020

QUEM, PARA PRESIDENTE DO CREA-SC?



(Publicado em 10/03/2020)



Nesta semana começou a festa das ELEIÇÕES NO SISTEMA CONFEA/CREA. Dei uma olhada nos candidatos a presidente do Crea-SC. Não temos do que nos queixar. Conheço todos. Posso dizer que tenho a honra de ser amigo de todos eles. O Crea-SC estará em boas mãos, não importa quem vença.

Mas eu vou torcer e apoiar a candidatura do colega Engenheiro Civil Carlos Alberto Kita Xavier. Temos uma amizade muito antiga. Bem anterior ao ingresso dele na política do sistema. Tenho bons motivos para confiar nos seus propósitos e na sua honestidade.

Trata-se de um líder competente e muito produtivo e com uma capacidade de articulação já demonstrada nos diversos cargos que ocupou. Sob seu comando o Crea-SC assumiu um protagonismo inédito em Santa Catarina. Passou a ser um interlocutor efetivo com as mais altas esferas governamentais. Passou a dialogar de igual pra igual com instituições tradicionais e fortes, como, por exemplo, a FIESC.

O Crea-SC tornou-se o mais eficiente entre os Creas do Brasil. Cumpriu 100% das metas estabelecidas. Isso não significa que fez tudo o que podia, mas significa que fez tudo o que prometeu. E, em política, isso é muito importante. Promessas podem fazer o candidato ganhar a eleição. Cumprir as promessas faz o candidato merecer a reeleição.

Kita apoiou de forma efetiva (com a sua presença e envolvimento pessoal) as ações do CDER e do CreaJr-SC, investiu forte na participação do Crea-SC no projeto Santa Catarina que Dá Certo, além de ter conduzido com serenidade e eficiência a transição dos colegas arquitetos para a sua casa própria, o CAU/SC.

Por tudo isso, eu voto no Kita. E sugiro que meus leitores de Santa Catarina parem alguns minutos para ler ou ouvir o que ele tem a dizer na sua campanha. Não será tempo perdido, eu garanto. Pelo menos, não ouvirão promessas que não serão cumpridas.

Boa sorte, meu amigo. Sucesso!




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PADILHA, Ênio. 2020

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02/03/2020

MANUAL DO ENGENHEIRO RECÉM-FORMADO
(Sumário Ilustrado)

(Publicado em 09/03/2020)



Na próxima segunda-feira, dia 09/03/2020 Ênio Padilha estará em Maringá-PR participando como palestrante do já tradicional evento de Entrega das carteirinhas do Crea-PR para os novos profissionais da região.

A palestra tratará de CARREIRA, EXERCÍCIO PROFISSIONAL E MARCA PESSOAL PARA ENGENHEIROS RECÉM-FORMADOS e terá como base o livro MANUAL DO ENGENHEIRO RECÉM-FORMADO
de Ênio Padilha, publicado pela OitoNoveTrês Editora em 2015.

Veja, abaixo, o sumário ilustrado do livro:
































Clique sobre a imagem acima e visite a nossa loja




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PADILHA, Ênio. 2020

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02/03/2020

01/03/2020

DISCURSO AOS ENGENHEIROS RECÉM-FORMADOS

(Este artigo foi publicado em 01/03/2013)




Na sexta-feira, 01/03/2013 tive a imensa honra de ser paraninfo da turma de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Santa Catarina.
No convite que me foi feito ainda no ano anterior, os formandos me pediam que o meu discurso fosse A ÚLTIMA AULA DA GRADUAÇÃO e que, portanto, eu desse a eles alguns conselhos ou recomendações para as suas carreiras profissionais e para as suas vidas. Eis o meu discurso:

Leia também o histórico e a SAUDAÇÃO ÀS AUTORIDADES, AOS CONVIDADOS E HOMENAGEADOS



DISCURSO DE PARANINFO NA FORMATURA DO CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA da UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA - 2012.2
Florianópolis, 01/03/2013





(imagens fornecidas pelo Departamento de Cultura e Eventos da UFSC)



Senhoras engenheiras eletricistas e senhores engenheiros eletricistas recém-formados:
A formatura da graduação é um dos momentos mais importantes da vida de qualquer pessoa. A data de hoje será lembrada por muitos e muitos anos. E eu estou sinceramente muito feliz por fazer parte disto.
No email que vocês me enviaram com o honroso convite para que eu fosse o paraninfo da turma havia uma frase que me deixou muito orgulhoso. Lá diziam vocês, que queriam ouvir de mim alguns conselhos nesta ÚLTIMA AULA da graduação. Fiquei muito honrado. E não vou me fazer de rogado.
Tenho mesmo uns dez conselhos (ou recomendações) que os meus 54 anos de vida, meus 30 anos de Engenharia e pelo menos 15 anos ensinando e dando consultoria a profissionais de todas as idades me permitiram acumular. Aqui vão eles:


Recomendação Numero Um: Não dar ouvidos à conversa mole de que engenheiro recém-formado não sabe nada. Ou que sabe muito pouco.
É verdade que os senhores ainda têm muita coisa para aprender. Mas quem de nós não tem? Eu ainda tenho muita coisa para aprender, sobre a vida e sobre o meu trabalho. Seus professores também ainda continuam aprendendo coisas. Apesar de sermos bem mais velhos que os senhores, não sabemos tudo. Os senhores também não sabem.
Porém, o fato de não sabermos tudo não significa que não sabemos nada ou que o que sabemos é muito pouco.
Ao conceder a cada um dos senhores o grau de engenheiro a Reitora Roselane Neckel, em nome da Universidade, manifesta a convicção de que os senhores estão prontos para Exercício da profissão. Portanto, sabem o suficiente.
Os senhores sabem o suficiente para iniciar com competência e segurança as suas carreiras profissionais numa das áreas mais significativas para o desenvolvimento deste pais. E isto não é pouco.
Portanto, sigam em frente com confiança e com coragem.


Conselho número dois: Fazer Gestão da Carreira Profissional.
Existe uma frase, muito popular que diz "Aquele que não luta para ter o futuro que quer, deve aceitar o futuro que vier". Está corretíssimo.
O estilo Zeca Pagodinho de conduzir a carreira, na base do "deixa a vida me levar" é uma aposta de alto risco quando está em jogo a sua carreira profissional.
A primeira fase na carreira de um profissional é a fase de formação. Ela começa quando o jovem entra na faculdade e não termina com a formatura. Nos próximos dois ou três anos é preciso que os senhores mantenham, como se diz no Facebook, "um relacionamento sério com os livros e com os cursos de especialização e aperfeiçoamento". Isto dará solidez ao conhecimento e trará a segurança necessária para o crescimento profissional;
E os senhores passarão ainda por diversas outras fases da carreira até chegar a tão sonhada Realização Profissional.
Em cada uma dessas fases existem plantações e colheitas. E os senhores colherão de acordo com o que tiverem plantado.
Façam uma boa plantação. Planejem a safra. Tomem as suas carreiras sob seu controle. E os resultados serão positivos, sempre.


Este segundo conselho (o de planejar e tomar conta da própria carreira profissional) nos leva ao terceiro: Não levar em conta a remuneração na hora de escolher primeiro emprego.
Os senhores certamente já receberam, estão recebendo ou receberão propostas de emprego ou de oportunidades profissionais.
Resistam às propostas que resolvem problemas imediatos criando problemas para o futuro. Elas geralmente se apresentam sob a forma de empregos ou oportunidades onde a remuneração é alta e o aprendizado é nulo. São trabalhos onde os senhores terão suas capacidades conhecimentos e habilidades exploradas mas não desenvolvidas e ampliadas.
Neste momento de suas carreiras, senhores e senhoras, aprender mais é o que mais importa. Não caiam na armadilha de se transformar hoje nos desempregados do futuro. Escolham os empregos ou as oportunidades onde o aprendizado seja maior do que o salário. O futuro de cada um dos senhores agradece.


Recomendação numero quatro: Ampliar a cultura geral e a percepção social.
Um engenheiro não pode viver (e trabalhar) como se não existisse vida inteligente fora da Física, da Matemática, da Química e das suas tecnologias. Um engenheiro deve ter olhos para as ciências sociais. Precisa se dedicar a entender as pessoas e suas idiossincrasias. Não pode alimentar preconceitos nem ter o pensamento estreito.

Livros, shows musicais, teatros, museus, exposições e toda sorte de manifestação popular devem ser do nosso interesse. É isso o que nos torna especiais e úteis para a sociedade,

A sociedade sempre espera que o engenheiro tenha respostas. Soluções. E os engenheiros se orgulham disso. Mas as melhores respostas são produzidas pelas pessoas que tem mais horizontes, que enxergam mais longe, que têm uma percepção evoluída.
A cultura geral, o conhecimento das coisas do mundo e da sociedade é um patrimônio valiosíssimo na construção de carreiras vitoriosas.


Conselho número cinco: Respeitar a marca Engenharia.
Hoje, depois de 5 anos de estudos, os senhores finalmente conquistaram o direito à propriedade de uma marca importante: a marca ENGENHARIA. Os senhores poderão utilizar essa marca e explorar suas potencialidades comerciais.
Porém, como diz o personagem Rumplestiltskin, "toda mágica vem com um preço". E o preço de poder utilizar e explorar a marca engenharia é tornar-se um de seus guardiões. A marca é sua. Mas o senhor não é o único proprietário. Existem centenas de colegas engenheiros no Brasil inteiro que são seus sócios. Respeite esses sócios. Cuide para que o seu trabalho não diminua a importância e o valor da sua profissão.
Nunca fale mal nem desmereça a Engenharia. E evite falar mal de colegas engenheiros. Um engenheiro não deve ser o primeiro a jogar pedras num colega profissional. E isso não se chama corporativismo puro e simples. É lealdade. Lealdade àqueles que reconhecemos como iguais. Irmãos de profissão. Sócios.


Numero seis: Ter a ética profissional como guia e mãe de todos os princípios.
Acreditem: mais do que um valor moral e de um conjunto de princípios positivos a ética profissional é bom para os negócios. É bom para a carreira profissional.
Infelizmente as senhoras e os senhores serão, muitas vezes, estimulados a resolver problemas de maneira mais fácil, transgredindo, aqui e ali, as regras da ética profissional.
Essas transgressões produzem, é verdade, facilidades e benefícios imediatos e tentadores.
Mas a transgressão à ética é como o uso de drogas: seus benefícios são de curto prazo. O tipo de vantagem, obtida com esses subterfúgios, produzem um barato momentâneo e contas salgadas para serem pagas adiante. E essa cobrança é representada por grandes dificuldades para seguir avançando nas etapas posteriores e, portanto, nos níveis mais elevados da carreira.


Número sete: Pode não parecer tão importante, mas é: Dar atenção a aparência. Vestir-se bem. Cuidar do visual e do vocabulário.
No inicio da década de 1980 a USTop, uma fabricante brasileira de camisas, usava um slogan que podemos repetir hoje como uma advertência valiosa: "O mundo trata melhor quem se veste bem".
Engenheiros costumam não dar muita importância para este "detalhe" por acreditarem que aparência não importa. Que eles serão reconhecidos e valorizados pela sua inteligência e pelos seus conhecimentos. Isto é verdade, mas só no longo prazo. No curto prazo, no processo da conquista das primeiras oportunidades, acreditem: aparência conta. A boa educação (geralmente representada pelo bom vocabulário) abre portas e colocará os senhores mais próximos das melhores chances de vitoria.


Conselho número oito: Aprender Administração
O conhecimento das técnicas de Administração irá ajudá-los a transformar a atividade profissional de Engenharia em um negócio. Mais do que isso: um bom negócio.
Não importa se o senhor ou a senhora será empregado ou empregador. O conhecimento das ciências que dão suporte à Administração (história, economia, geografia, psicologia, etc) serão úteis à sua carreira e os tornarão ainda mais úteis à sociedade.


Recomendação numero nove: Procurar uma entidade de classe (associação, clube, grêmio...) e ser um associado participante e ativo. O senhor matará três coelhos com uma única cajadada. (UM) contribuirá para o desenvolvimento da profissão; (DOIS) desenvolverá uma excelente atividade social, fará ótimos amigos, talvez até uma boa rede de relacionamentos profissionais; e (TRÊS) será visto, pela sociedade (leia-se "mercado") como um bom profissional, reconhecido entre os seus pares.
E isso é muito bom. Bom para a vida e bom para os seus negócios.


Finalmente, a recomendação número dez: Cuidar da saúde.
Muitos jovens não dão muita importância para este item por acreditarem , primeiro, que a saúde física, típica da juventude, é um bem eterno, que não acaba nunca; e, segundo, acreditam que o sucesso profissional conduz naturalmente à boa saúde.
Mas não é essa a relação de causa e efeito. É importante dizer aqui: a boa saúde não é eterna e é dela que decorre o sucesso. Vocês dependerão da boa saúde para obter tudo o mais.
Portanto, pratiquem esportes, bebam muita água, não exagerem em coisa alguma, alimentem-se bem, durmam o suficiente, façam visitas regulares ao médico e ao dentista, dediquem-se à vida com a família e aos relacionamentos com os amigos... enfim: cuidem-se bem.


Finalizo aqui com as palavras do físico e brilhante pensador Albert Einstein (escritas na página 29 do seu livro COMO VEJO O MUNDO, de 1953) e que eu e meus colegas da turma de 1986, utilizamos como epígrafe do nosso convite de formatura nesta mesma faculdade de Engenharia Elétrica da UFSC.

Diz Einstein: "Não basta ensinar ao homem uma especialidade. Porque se tornará uma máquina utilizável, mas não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento, um senso prático daquilo que vale a pena ser empreendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto.
A não ser assim, ele se assemelhará, com seus conhecimentos profissionais, mais a um cão ensinado do que a uma criatura harmoniosamente desenvolvida. Deve aprender a compreender as motivações do homens, suas quimeras e suas angústias para determinar com exatidão seu lugar exato em relação a seus próximos e à comunidade."


Tenho certeza, senhora Reitora e senhores membros dessa mesa de honra, que o curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Santa Catarina ensinou a esses jovens, que hoje recebem seus diplomas, muito mais do que apenas uma especialidade. Ensinou a eles (como me ensinou, na década de 1980) o valor das coisas realmente importantes. E tenho certeza também de que, no processo de Formação Continuada de cada um deles, que agora é uma decisão pessoal, não faltarão ingredientes de formação social, humanitária e comprometida com o desenvolvimento harmonioso da humanidade.

Muito Obrigado.



ÊNIO PADILHA
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LISTA DOS FORMANDOS (Engenharia Elétrica - 2012-2 - UFSC)
• Alison Freitag
• Allan Miguel Liston Chiapetti
• Bruna Neto Mazzarotto
• Bruno Alves Abou Nouh
• Carlos Cristiano de Jesus Alcântara
• Carolina Takasaki Ahn
• Derick Furquim Pereira
• Eduardo Cassol Dalmolin
• Fabrício Veiga Bernardelli
• Felipe Nalin
• Fernando Wickert Flores
• Filipe Giacomelli
• Gabriel Augusto Buss
• Jonathan Faraco França
• Juan Guedes Pereira
• Kadu Henrique Miranda Lemes
• Kirk Douglas de Souza Bardini
• Lenon Schmitz
• Leonardo Batista Trierveiler
• Lucas Goulart De Carli
• Lucas Manso da Silva
• Marcelo Pereira Mabba
• Maria Regina Kunzler
• Rafael Berti Schmitz
• Raíssa Guedes Cafure
• Ramiro Ribeiro Polla
• Ricardo Luiz Dalbosco
• Rodrigo Alexandre S. Del Menezzi Tessari
• Tiago Auricchio de Miranda
• Tiago Vieira Fernandes
• Vitor Augusto Garcia




Imagens:
• A primeira fotografia que ilustra este artigo foi extraída do convite de formatura da turma 2012.2 do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Santa Catarina;
• A segunda fotografia foi feita pela então estudante de Engenharia Roseane Ramos (ela se formou engenheira civil em 2013) e mostra um grupo de estudantes/jovens engenheiros, em visita às obras de construção de um shopping center, em Parauapebas-PA)

Leia o texto do Discurso aos Engenheiros Recém-Formados:

05/02/2020

DEZ RECOMENDAÇÕES PARA A QUALIDADE E PRODUTIVIDADE
DE UMA ENTIDADE DE CLASSE

(Publicado em 19/08/2019)










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PADILHA, Ênio. 2019

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