Notas de "SISTEMA CONFEA CREA"

15/04/2020

QUEM TEM MEDO DA ELEIÇÃO VIA INTERNET
NO SISTEMA CONFEA/CREA

(Publicado em 13/04/2020)





Tenho visto muitas lives no Instagram e no Facebook e algumas delas envolvendo candidatos aos cargos em disputa nas Eleições do Sistema Confea/Crea/Mutua que será realizada (em princípio) no dia 3 de junho de 2020.

O assunto ELEIÇÕES PELA INTERNET embora já esteja encerrado para esta eleição (pois as regras já foram estabelecidas) sempre aparece. Não existe uma única live no qual o tema não seja discutido.

Quase sempre o que temos é o público, de um lado, pedindo por eleições pela internet e, de outro lado, os candidatos defendendo que tudo continue como está.

A minha opinião a respeito já foi dada, há 4 anos:




(Publicado em 05/09/2016)



No 9º Congresso Nacional dos Profissionais do Sistema Confea/Crea, que acabou de acontecer na cidade de Foz do Iguaçu-PR (1, 2 e 3/09/2016) a proposta de realização das eleições no sistema via internet foi novamente apresentada. E foi, novamente, rechaçada!

Dos oito grupos de trabalho nos quais estavam divididos os quase 800 profissionais participantes, apenas em um deles a proposta foi vencedora. E ainda assim, por uma margem muito pequena.


Sendo assim, o Sistema Confea/Crea continua com sua eleição em cédulas (ou nas tradicionais urnas eletrônicas) enquanto que outros conselhos, como o CAU e até mesmo a Enfermagem já adotaram o voto pela Internet. Nosso Conselho, que reúne os profissionais da ciência e tecnologia opta por ficar "na idade da pedra" e fazer valer o ditado popular: "Em casa de ferreiro, espeto de pau".

As desculpas utilizadas pelos que rejeitam a ideia de votação pela internet são de diferentes naturezas, mas a principal delas, vejam só... é justamente "não confiar na tecnologia". Na opinião desses gênios, é possível utilizar a internet para movimentar dinheiro em contas bancárias, fazer todos os registros da sua atividade profissional (via CreaNet) e milhões de outras coisas. Só não pode fazer eleições para presidente de Crea e do Confea!

Não é preciso ser muito inteligente pra desconfiar disso, né não?

Vejamos: cerca de um milhão (UM MILHÃO!) de profissionais registrados nos Creas têm direito a voto no sistema Confea/Crea. Mas, historicamente, no dia da eleição, apenas 10 a 15% deles comparecem às urnas.

A imensa maioria dos profissionais vira as costas para o processo eleitoral porque não se sente suficientemente motivada para largar seus trabalhos ou seus compromissos para ir até a inspetoria mais próxima (que algumas vezes fica a 50 ou 60 km de distância) para exercer o seu direito de eleitor.

Muita gente acha que essa baixa participação enfraquece o sistema e diminui a força dos dirigentes que acabam sendo eleitos. Triste engano! Essa baixa participação eleitoral é o que mais interessa aos que querem se eleger e não prestar contas dos seus atos para ninguém.

Eleições no sistema profissional são muito diferentes das eleições comuns (prefeito, governador, presidente da república...) pois não têm apelo popular, não têm atenção da mídia e não têm repercussão duradoura.

Essas eleições (nos CREAs e no CONFEA) acabam sendo decididas, na maioria das vezes, por conchavos de gabinetes, concessões de vantagens aos cabos eleitorais ("lideranças regionais”) e articulações políticas eleitoreiras. Essa prática só é possível por causa da baixíssima taxa de participação dos profissionais no processo eleitoral.

Os candidatos valorizam não os eleitores mas quem "tem controle sobre os votos" (as chamadas "lideranças regionais" - presidentes de Creas, Conselheiros, Inspetores, presidentes de entidades de classe...) Somente eles, na prática, é que são ouvidos e que têm poder para fazer cobranças.

A perversidade do processo é que, com tão baixa participação, fica muito barato arregimentar correligionários e cooptar adversários, pois, no fim das contas, fica tudo no nível da confraria dominante. Os votos que aparecem nas urnas são todos conhecidos. São votos dos sítios particulares dessa ou daquela "liderança regional".

Quem tiver o controle sobre os "líderes" terá o controle sobre as eleições. É isso que garante a inércia do sistema. O sujeito chega lá e nunca mais sai.

Por isso as "lideranças" se opõem com tanto vigor à eleição pela internet. É óbvio que isso tornaria o voto mais livre e democrático. Muito mais gente votaria. Os votos não estariam mais sob controle de grupos. Seria uma revolução (uma tragédia!) para o statu quo.

Ano que vem tem eleição no sistema Confea/Crea. Novamente, sem o uso da Internet. O resultado já é praticamente conhecido. Haverá uma eventual dança de cadeiras, mas, no fim das contas, os sócios do clube não mudarão.

A única mudança possível no Sistema Confea/Crea tem um nome: eleição pela internet. A vitória dessa ideia em UM dos OITO Grupos de Trabalho deste CNP já me dá alguma esperança.




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PADILHA, Ênio. 20xx e 2020




(Atualizado em 15/04/2020)



A principal dificuldade apresentada pelos defensores do "deixa como está, que não é tão ruim assim" é a de que não existe uma tecnologia boa o suficiente para garantir a segurança das eleições.
Meu Deus! Como assim?
Se existe (há muito tempo) tecnologia boa o suficiente para que possamos fazer movimentações financeiras em tudo quanto é instituição possível (não existe um único banco, no Brasil que não tenha seu internet bank), como assim, não existe tecnologia para uma eleição segura via internet? Existe tecnologia que permite que possamos confiar nosso dinheiro, mas não existe uma em que possamos confiar um voto para presidente de Crea?

E, afinal, somos ou não somos o Conselho Profissional da área tecnológica? Engenheiros da Computação não fazem parte do Sistema Confea/Crea? O que eles têm a dizer sobre isto?

Além do mais, essa explicação traz em si uma "verdade" tenebrosa: somos uma categoria profissional potencialmente desonesta e fraudadora. Será que é isso mesmo?



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03/03/2020

SISTEMA CONFEA/CREA E MÚTUA REALIZAM SEMINÁRIO ELEITORAL

(Publicado em 03/03/2020)


 

Candidatos e eleitores
Os registros de candidatura aos demais cargos podem ser feitos de de 03 a 06 de março. “Se a o candidato deixar de entregar algum documento obrigatório para o registro, o regulamento permite que seja apresentado até o dia 13 de março”, destacou João Carvalho.

Quem pode votar dia 03 de junho: os profissionais quites com todas as taxas e emolumentos relativos à sua atuação profissional e com registro junto aos Creas.


 

Para obter mais informações visite confea

Comentários

12/02/2020

ENCONTRO DE LIDERANÇAS DO SISTEMA CONFEA/CREA (2020)



(Publicado em 12/02/2020)



Hoje (12), amanhã (13) e sexta-feira (14) estarei em Brasília, participando do ENCONTRO DE LÍDERES REPRESENTANTES DO SISTEMA CONFEA/CREA.

Mas, afinal, o que é que eu estou fazendo aqui?

Fazendo o que eu faço sempre em eventos nacionais como este: aprendendo e me atualizando.
Tem muita gente inteligente e antenada participando e, com certeza, terei conversas importantes para tratar de assuntos estratégicos para os engenheiros empreendedores.
Estou particularmente interessado em perguntar (e ouvir respostas) para três questões importantes:

(1) Que estratégia o Confea e os Creas devem adotar para enfrentar os ataques à existência dos conselhos profissionais?

(2) Como o sistema Confea/Crea pode contribuir objetivamente para melhorar a educação no Brasil? Não apenas a formação de Engenheiros e Agrônomos, mas também, e principalmente, a educação fundamental.

e (3) O que devemos esperar das eleições no sistema profissional, que ocorrerão em junho deste ano?
São três questões importantes. E as duas primeiras certamente terão implicações e impactos na terceira. Eu espero, sinceramente, que os candidatos a presidentes dos Creas e do Confea tenham boas respostas para essas três perguntas.

Bora lá, então. Muitos cafezinhos nos esperam. Reuniões, palestras, encontros e muito conhecimento compartilhado.
E eu vou contando tudo pra vocês aqui no meu site, neste post especialmente dedicado aos “achados e perdidos” do Encontro de Líderes de 2020.





Aguardem as NOTAS que serão publicadas aqui




Começou hoje de manhã o Encontro de líderes representantes.




ESTRATÉGIA
Respondendo à primeira das três questões colocadas no texto de abertura neste post (lá em cima) um colega de dentro do Confea me disse que existe uma estratégia, já em curso, de concentrar esforços de fiscalização em projetos e obras que representam notório interesse social ou riscos à vida humana (hospitais, escolas, pontes, viadutos, barragens...). E não se trata de fazer fiscalização pra inglês ver ou fazer isso só por algum tempo. Trata-se de corrigir o rumo mesmo e colocar o sistema cada vez mais à serviço da sociedade.

A ideia é fazer com que a sociedade se acostume com a ideia de que a fiscalização feita pelo Crea salva vidas e dá garantias ao patrimônio dos clientes e do público em geral.
Me parece uma boa estratégia. O que você acha?





SOEA 2020
Muita expectativa para a SOEA deste ano (que foi lançada na quarta-feira, 12/02/2020). Parece que teremos grandes novidades em termos de projeto e estrutura.

Eu, de minha parte, ainda insisto para que se corrija um dos principais problemas que eu vejo no evento: o fato de a programação ser um mistério que só vem à luz 15 dias antes do evento.

Enquanto isto não for enfrentado, e resolvido, o público presente não irá muito além dos profissionais de sempre: membros do sistema de organização profissional (presidentes de Creas, conselheiros federais, conselheiros regionais, presidentes e diretores de entidades de classe, profissionais ligados à Mútua e sindicatos...) e ninguém do campo de trabalho.

Nenhum profissional vai deixar o seu escritório ou conseguir liberação do seu trabalho na iniciativa privada sem saber o que, afinal, será tratado nas palestras da SOEA.

Infelizmente, nas novidades prometidas, essa questão não foi enfrentada.





EDUCAÇÃO
Conversando com a presidente regional (Santa Catarina) da Associação Brasileira de Engenharia Florestal, Gláucia Gebien, o assunto chegou à questão número 2 (Como o sistema Confea/Crea pode contribuir objetivamente para melhorar a educação no Brasil? Não apenas a formação de Engenheiros e Agrônomos, mas também, e principalmente, a educação fundamental.) e ela, como eu, também defende que o sistema Confea/Crea, sem reinventar a roda, patrocine e apoie efetivamente as iniciativas que já existem para o estímulo ao ensino de ciência e tecnologia no ensino fundamental e médio.

Eventos como as Olimpíadas de Matemática, feiras estudantis de ciências, festivais tecnológicos e muitas outras possibilidades. Muitas dessas competições carecem de apoio mínimo, como, por exemplo, passagens e estadia aos vencedores para participar das etapas seguintes (nacionais ou internacionais).

Não creio que, com um pouco de boa vontade, não se consiga superar eventuais dificuldades legais para fazer esse tipo de investimento. Seria um investimento estratégico no futuro da Engenharia, da agronomia e das geociências do país.





ELEIÇÕES NO SISTEMA CONFEA/CREA
Ainda não será desta vez que as eleições para presidente do Confea e para presidentes dos Creas será realizada pela internet.

Apesar de isso ter sido aprovada no Congresso Nacional de Profissionais realizado no ano passado em Palmas-TO, acho que teremos de esperar (e torcer) para que a coisa aconteça, finalmente, em 2023.






TEORIA x PRÁTICA
De um dos muitos tópicos da nossa conversa ontem de manhã, o professor arquiteto Ricardo Meira, de Brasília, construiu um texto que foi muito além e enriqueceu demais a discussão. Dá uma olhada:

"NUNCA DEIXE CE ESTUDAR TEORIA. A PRÁTICA TRAZ HABILIDADE, A TEORIA TRAZ CONHECIMENTO.
Essa reflexão surgiu da valiosa conversa que tive com meu mestre @enio.padilha hoje cedo.
Arquitetos costumam enfatizar os aspectos práticos da profissão em detrimento da teoria. Talvez por um instinto de sobrevivência, preferem aprender algo que possa ser imediatamente aplicado.

Isso tem gerado uma profusão de vendedores do óbvio, divulgadores de receitas prontas, fornecedores do que já temos, mas não usamos.

O pior que é vende, irmão. E como! É impressionante como a gente sempre espera a próxima tábua da salvação. Estamos numa “Serra Pelada” da informação, esperando a próxima pepita de conhecimento. Assim como na falecida mina, o que mais se encontra é o tal “ouro de tolo”.
Conhecimento e preguiça não combinam. Não existe almoço grátis. Bora ralar, estudar, aprender cada vez mais. O melhor conhecimento é aquele construído, analisado e aí, sim, aplicado. Em qualquer área é assim."


Ricardo Meira — @ricardomeira.arq






SALÁRIO MÍNIMO PROFISSIONAL OU ESTÁGIO
Uma coisa não exclui a outra, evidentemente. Mas, se existe uma questão que merece subir em direção ao topo das prioridades do Confea e dos Creas é a questão do estágio para estudantes de Engenharia e de Agronomia.

Um bom programa de estágio é, normalmente, a primeira conexão efetiva do estudante com o mundo da prática profissional. É a aplicação dos conhecimentos no efetivo trabalho. Se essa oportunidade for desperdiçada em atividades repetitivas e meramente operacionais, perde-se uma grande oportunidade na formação do profissional.

O Confea pode agir sobre essa questão, independentemente do alcance legal ou das questões de jurisdição. O Confea não só pode, mas deve, em nome da Valorização Profissional e em defesa do futuro da Engenharia e da Agronomia.






ESTÁ ABERTA A TEMPORADA DE CAÇA AO SEU VOTO
É claro que os candidatos a presidência dos Creas e ao Confea não se apresentam publicamente (por conta do regulamento eleitoral) mas entramos no que se poderia chamar de "última volta" (não é ainda a reta final) da corrida por esses importantes cargos do nosso Sistema Profissional.
O Encontro de Líderes, realizado em Brasília foi a largada para esta fase final. É hora de todos nós ficarmos atentos.

Que tipo de líderes escolheremos? Votaremos por simpatia? Por interesses pessoais? Ou simplesmente nos omitiremos, fingindo que o problema não é nosso?

Que diferença faz para você (profissional que toca seu escritório ou que trabalha numa empresa ou num órgão público...)?

Que diferença faz se o presidente do seu Crea for Fulano ou Beltrano?

Certamente vamos discutir muito isso por aqui. Aguarde





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PADILHA, Ênio. 2020




IMAGENS DA MINHA PARTICIPAÇÃO NO EVENTO
(clique sobre a imagem para vê-la em tamanho maior)









Anualmente, líderes representantes dos fóruns consultivos do Sistema Confea/Crea se reúnem em Brasília para a realização de suas primeiras reuniões do ano. É durante o “Encontro de Líderes Representantes do Sistema Confea/Crea e Mútua” que o Colégio de Entidades Nacionais, o Colégio de Presidentes e as Coordenadorias de Câmaras Especializadas definem calendários, planos de trabalho e os coordenadores do ano.



(A realização do encontro obedece à Lei nº 5.194/1966, cujo artigo 53 estabelece que os Conselhos Federal e Regionais se reúnam pelo menos uma vez por ano para estudar e estabelecer providências para o aperfeiçoamento da aplicação da Lei. Dispositivos de regulamentação do Encontro de Líderes são encontrados nas Resoluções nº 1.012/2005, 1.056/2014, 1.088/2017 e 1.110/2018.)




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02/05/2019

QUEM É QUEM E QUEM FAZ O QUÊ NO SISTEMA CONFEA/CREA

(Publicado em 02/05/2019)









23/04/2019

SOBRE OS CONSELHOS PROFISSIONAIS



(Publicado em 22/04/2019)



Um fantasma antigo ganhou força e ronda os conselhos profissionais do Brasil (incluindo o Crea e o Cau). O fim da obrigatoriedade do registro e pagamentos de anuidade e taxas.

Não acredito que os sistemas de conselhos profissionais venham a ser dizimados assim, da noite pro dia, numa canetada. Mas me estranha que não esteja sendo construída nenhuma estratégia para o day after.

Vamos aguardar o tsunami acontecer para depois ver o que se pode fazer?

Já estou preocupado (e tratando desse tema há mais de 30 anos. Dá uma olhada:




Publicado no livro MARKETING PARA ENGENHARIA E ARQUITETURA, 10ª edição, Editora OitoNoveTrês, 2019. Páginas 151 a 153. (este texto faz parte do livro desde a sua primeira edição)












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PADILHA, Ênio. 2019

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21/02/2019

OS LÍDERES, SEGUNDO O OLHAR DO SISTEMA CONFEA/CREA



(Publicado em 22/01/2019)



Antes que você ou alguém possa dizer que eu estou reclamando por mim ou advogando em causa própria, que fique claro: não é por mim. Eu sou um dos poucos profissionais de fora do sistema com amplo acesso e muitos amigos nos Creas de todo o Brasil, nas Entidades de Classe, nos sindicatos e na Mútua. O meu trabalho, até onde eu sei, praticamente não tem rejeição dentro do Sistema Profissional e, não raro, recebe apoios e, eventualmente, patrocínios. Portanto, não estou reclamando por mim, que fique claro.





Minha única reclamação é não fazer parte de um grupo definido e reconhecido pelo Sistema Confea/Crea. Ano passado já escrevi sobre isto. Você pode ler AQUI.

Mas vou repetir: participei do Encontro de Lideranças (em 2018) e me incomodou o fato de o evento do Confea ter mudado de número. Deveria ser o evento número 13 e foi divulgado como número 7.

Por que? Eu explico: o evento foi criado no primeiro ano da gestão do ex-presidente Marcos Túlio de Mello (em 2006, portanto). Em 2008, ano em que eu estive no Confea, gerenciando a área de eventos, fui o responsável pela coordenação da 3ª edição do encontro.

O que aconteceu, então? Aconteceu o seguinte: na gestão que sucedeu a de Marcos Túlio (iniciada em 2012) o evento foi rebatizado (deixou de ser "Encontro de Lideranças" e passou a ser “1º Encontro de Líderes Representantes"). Não mudou absolutamente nada na sua essência, mas ganhou nova encarnação, como se fosse uma criação do então novo presidente, numa manobra bem típica dos chefetes da política nacional. Uma vergonha, se apropriar assim da criação alheia!

A atual gestão provavelmente não se deu conta disso. Mas pedi (no ano passado) que se atentassem e que fizessem justiça em 2019. Que o evento receba o número correto: 14º Encontro de Líderes Representantes.

Na verdade, me desculpem, mas eu gostaria de implicar também com esse "representantes". Pra que isso? Quer dizer então que o Sistema Confea Crea não reconhece como Líder alguém que não seja representante? que não esteja em algum cargo de presidente de Crea, presidente de entidade de classe, conselheiro etc? É o cargo que a pessoa ocupa que dá a ela o status de liderança?

Nesse mesmo evento e também na SOEA sempre me encontro com muitos ex-presidentes de Creas, ex-conselheiros, professores, autores, pessoas que hoje estão fora do sistema, tocando seus negócios... Quer dizer que essas pessoas deixaram de ser líderes?

Por mim essa palavra "representantes" deveria ser eliminada do nome do evento. Só está ali para estabelecer uma flagrante discriminação.

O QUE É UM LÍDER
Lígia Fascioni, engenheira brasileira, com mestrado e doutorado em engenharia (e que vive na Alemanha) no livro Atitude Pro Liderança (em parceria com Alberto Costa) apresenta diversas definições de líder, a partir de diversos autores:
“A única definição de líder é alguém que possui seguidores” Peter Drucker
“A essência da liderança é a visão” William Van Dusen Wishard
“A moral da história é clara: para ser líder é necessário saber para onde se vai” Lin Bothwell
“O trabalho do líder é levar as pessoas a bordo de sua visão” John Maeda

E Lígia fascioni conclui: "É claro que você conhece outras, inclusive muitas que apresentam o líder como um chefe, comandante, dirigente, autoridade, alguém que existe para ser respeitado, admirado, até obedecido ou idolatrado. Selecionamos essas aí de cima porque traduzem com ais exatidão a ideia que temos de líder: alguém com uma visão, capaz de compartilhá-la e de inspirar outros a construi-la".


E NO SISTEMA CONFEA/CREA? COMO O LÍDER É VISTO?
O Sistema Confea/Crea/Mútua tem, na minha opinião, uma visão limitada do conceito de lider. O sistema não tem (e deveria ter) um olhar para profissionais que não sejam militantes nas entidades de classe, sindicatos, na Mútua ou nos Creas. O Sistema não consegue enxergar relevância em empreendedores, proprietários de grandes escritórios, professores, autores de livros, coordenadores de cursos de graduação ou de pós-graduação. Gente como Manuel Henrique Campos Botelho (autor de muitos livros, entre eles a consagrada série “Concreto Armado, Eu te Amo”, Osires Silva (o criador da Embraer), o já falecido Eliezer Batista (o criador da Vale), o também já falecido Antônio Ermírio de Morais (do Grupo Votorantim), Nelson Covas (fundador da TQS Informática), Sérgio Santos (professor, coordenador de cursos, autor de livros), Luiz Henrique Salatiel (autor de livros e palestrante), Lígia Fascioni (autora de livros e palestrante)… pra ficar em meia dúzia de nomes… há dezenas, centenas deles. Nenhum deles é reconhecido ou tratado como liderança em eventos do Sistema Confea/Crea.

Esses profissionais não têm interesse e serem influenciadores. Não têm interesse em serem formadores de opinião. Destacam-se por um trabalho incessante pelo engrandecimento e pela valorização da Engenharia. Por que são tão invisíveis e esquecidos pelo sistema?

A minha situação, repito, é um pouco diferente: eu tenho 32 anos de exercício profissional. Nos primeiros 12 anos eu tive um Escritório de Engenharia e atuei no mercado de projetos e instalações elétricas em Santa Catarina e em outros oito estados do Brasil. Naquele período eu tive uma fortíssima atuação no sistema profissional. Fui integrante da diretoria das entidades de classe às quais estava ligado. Fui presidente de duas Associações de Engenheiros e Arquitetos (em Rio do Sul, 1992 e em Jaraguá do Sul, 1994). Naquele período fui também, por muitos anos, inspetor de Engenharia Elétrica do Crea-SC nas duas cidades.

E foi nessa condição de “líder representante” que o meu primeiro livro foi acolhido pelo Crea-SC (que patrocinou o lançamento da primeira edição, em 1998) e depois pelo Confea (que lançou a 2ª, 3ª e 4ª edições, entre 2000 e 2002).

Depois desse período (portanto, nos últimos 20 anos) eu não estive mais diretamente ligado às instituições do Sistema Profissional. Não ocupei cargos políticos nas diretorias de entidades de classe ou no Crea. Mas mantive os amigos que eu tinha e fiz centenas de outros dentro do Sistema.

O meu trabalho seguiu sua trajetória. Hoje a maior parte dos meus cursos, palestras e consultorias têm como clientes as universidades e empresas de Engenharia e Arquitetura. Mais de 80% dos meus leitores no site e dos seguidores nas redes sociais são profissionais que não fazem parte do Sistema Confea/Crea (nem do CAU). Na verdade, eles nem veem com bons olhos essa minha insistência e escrever sobre esse tema (como pode ser visto no artigo A CRUZADA).

Ainda assim, tenho sido, no mais das vezes, reconhecido, apoiado e eventualmente patrocinado em eventos das entidades de classe, dos Creas e mesmo do Confea. Portanto, pra mim está tudo bem. A única coisa que me incomoda, nos eventos do sistema é que todas as lideranças reconhecidas estão em categorias definidas (presidentes de Crea, Conselheiros Federais, Conselheiros Regionais, Presidentes de Entidades de Classe, Líderes de Sindicatos, Membros da Mútua…) eu estou lá apenas como… amigo deles. Um peixe fora d’água, sem função nem utilidade.

Gostaria que o Sistema fizesse uma revisão nessa política. Que abrisse um espaço regular nos seus eventos nacionais para os profissionais que desempenham um papel fundamental para a Valorização Profissional, embora façam isso dirigindo empresas, fazendo projetos, coordenando cursos, dando aulas, escrevendo livros, desenvolvendo softwares, apresentando palestra, desenvolvendo pesquisas… ainda que não sejam representantes oficiais de nenhuma instituição do Sistema.






(*) FASCIONI, Lígia e COSTA, ALBERTO. Atitude Pró Liderança. Belo Horizonte: Editora Letramento, 2016.



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PADILHA, Ênio. 2019

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08/02/2019

É PRA VALER OU SÓ PRA CONSTAR?



(Publicado em 11/02/2019)



No fim, resta a dúvida: o TEMA CENTRAL escolhido pelo Confea para o 10º CNP será mesmo levado à sério? Ou é apenas um rótulo bonito para dar ao evento um lustro de erudição e comprometimento?
O tema será mesmo discutido? Será, efetivamente, objeto dos debates? Será a base das propostas apresentadas? O Congresso Nacional dos Profissionais apresentará uma proposta de Estratégia da Engenharia e da Agronomia para o Brasil?






A cada 3 anos os engenheiros, os agrônomos e demais profissionais ligados ao sistema Confea/Crea se reúnem no CNP - Congresso Nacional de Profissionais.

Os eventos do CNP, de acordo com o Confea (leia AQUI) são realizados ao longo de meses, na seguinte sequência:

1. na consciência individual de cada profissional;

2. nas reuniões preliminares, muitas vezes informais, realizadas nas entidades de classe e nas instituições de ensino, ou até mesmo nas empresas;

3. nas inspetorias, em cujas subjurisdições se localizam essas entidades, instituições e empresas;

4. nas regiões administrativas em que as inspetorias se agrupam;

5. nos Congressos Estaduais, cujas propostas sistematizadas são representativas do pensamento e do posicionamento consensual dos profissionais de cada jurisdição;

6. finalmente, no Congresso Nacional de Profissionais (CNP), onde são discutidas as propostas nacionais sistematizadas, representativas do pensamento e do posicionamento nacionais unificado.

O QUE SIGNIFICA ISTO?
Basicamente, significa que, num ano de CNP, o Tema Central deve ser objeto de reflexão e discussão em cada escritório, cada entidade de classe, inspetoria e sede regional de Crea no Brasil inteiro. Significa que o tema tem de chegar VIVO ao CNP.

Será que isto está realmente acontecendo? Será que isto está sendo estimulado da maneira correta?

Sinceramente, eu não vejo isto acontecer. Eu acompanho o CNP desde sua primeira edição (na verdade, muito antes disso, já que o Crea-SC realizou Congressos Estaduais de Profissionais muito antes de o Confea instituir o CNP). No final, o que eu observo é que as discussões realizadas e as propostas apresentadas não se relacionam absolutamente em nada com o Tema Central do CNP. Repetem-se os mesmos temas de sempre, sem o menor cuidado de associar a discussão ao tema proposto.


E foi por isto que, neste ano de 2019, assim que o Confea anunciou o tema central do 10º CNP (no dia (25/01/2019) eu decidi fazer a minha parte e apresentar a minha contribuição para que o debate possa se realizar de forma mais efetiva.

Resolvi escrever uma série de artigos sobre o tema (Estratégia) e disponibilizar uma palestra especialmente dedicada a essa finalidade, ou seja: discutir o conceito de estratégia e como ele se aplica à realidade da Engenharia Brasileira nesses tempos "estranhos".

Não. Não tenho a ilusão de que os artigos serão lidos por muita gente ou que serão utilizados como base para discussão em reuniões de colegas profissionais pelo país a fora. Como diria o meu pai, "eu conheço o meu eleitorado". Sei como as coisas funcionam.

Mas eu sei que, em alguns lugares, numa ou noutra entidade de classe, num ou noutro Crea essa sementinha poderá germinar. Se a minha série de artigos servir para dar início e produzir resultados efetivos em meia dúzia de grupos de profissionais, me sentirei realizado e terei cumprido o meu dever como Engenheiro neste país.

Meu desejo é que mais gente faça, como eu, a sua parte.







PS.: Para cada edição do Congresso são definidos um Tema Central e os respectivos Eixos Temáticos.

No 10º Congresso Nacional de Profissionais (CNP-2019) que será realizado neste ano em Palmas, Tocantins, o Tema Central será ESTRATÉGIAS DA ENGENHARIA E DA AGRONOMIA PARA O DESENVOLVIMENTO NACIONAL e os Eixos Temáticos serão:

• INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS — Inovações tecnológicas no processo de desenvolvimento econômico sob a ótica da Engenharia e da Agronomia;

• RECURSOS NATURAIS — O papel da Engenharia e da Agronomia na utilização e aproveitamento de recursos naturais com sustentabilidade;

• INFRAESTRUTURA — A governança da política de infraestrutura brasileira sob a ótica da Engenharia;

• ATUAÇÃO PROFISSIONAL — Os rumos da formação profissional da Engenharia e Agronomia brasileiras;

• ATUAÇÃO DAS EMPRESAS DE ENGENHARIA — Governança das empresas de Engenharia e obras públicas.


Let the games begin!






Leia AQUI os artigos que já foram publicados
nesta série sobre Estratégias para a Engenharia do Brasil.





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PADILHA, Ênio. 2019

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08/02/2019

25/01/2019

TÁ TUDO CERTO, MAS TEM ALGUMA COISA ERRADA.



(Publicado em 25/01/2019)



Eu estava ouvindo o Jornal da Band News FM e num dos intervalos entrou o programa de um minuto produzido pelo Sistema Confea/Crea, uma iniciativa que, por sinal, acho muito positiva.

O texto integral do programa, feito à duas vozes (um homem e uma mulher) é o seguinte:



"Está no ar a Rádio Confea/Crea. É a Engenharia e a Agronomia em sintonia com o crescimento do Brasil.
— Eu sou o Beto
— E eu sou a Lu. Ô Beto, hoje vamos falar sobre o que o Sistema Confea/Crea faz pelos profissionais e pela sociedade.
— O importante trabalho de zelar pela profissão e o compromisso com o desenvolvimento sustentável.
— São mais de 300 profissões regulamentadas, garantindo que somente profissionais habilitados exerçam a profissão.
— É, além disso o Sistema Confea/Crea possui mais de 500 inspetorias por todo o país...
— ... fiscalizando obras e serviços de Engenharia, Agronomia e Geociências, fornecendo documentos e coletando informações.
— E é justamente essa fiscalização que valoriza os bons profissionais e garante muito mais segurança e economia para a sociedade.
— Porque, com fiscalização não tem jeitinho, não é?
— E esta edição da Rádio Confea/Crea vai ficando por aqui. Tchau!
(Rádio Confea/Crea — Conselho Federal e Regionais de Engenharia e Agronomia)"


Sabe aquela sensação de que está tudo certo mas tem alguma coisa errada?





Fiquei refletindo alguns minutos sobre o que eu acabei de ouvir e pensando sobre o fato de que a maior reclamação da maioria dos profissionais é justamente o fato de que o Crea não fiscaliza direito o exercício profissional da Engenharia, especialmente quando o assunto é o famigerado Acobertamento.

Muitos estudantes de Engenharia não fazem ideia do que seja o acobertamento. Mas quem está no mercado há mais de dois ou três mêses já foi apresentado a essa praga do exercício profissional. Já falei disso em diversos artigos, especialmente neste aqui: TOLERÂNCIA

Basicamente o ACOBERTAMENTO ocorre quando um profissional é pago apenas para emprestar o seu nome, seu registro profissional e, portanto, sua habilitação, para legalizar um trabalho que tenha sido realizado por uma pessoa não qualificada, não habilitada ou simplesmente, não existente.

Isso mesmo! O acobertamento muitas vezes serve para legalizar burocraticamente um serviço de Engenharia (geralmente um projeto exigido pela legislação) e que simplesmente não tenha sido realizado por ninguém.

Esta é uma forma de acobertamento muito mais comum do que se imagina. Acontece, por exemplo, quando um engenheiro é contratado para fazer os projetos de uma determinada edificação. Ele elabora, efetivamente, o projeto arquitetônico, o hidráulico e o sanitário. E emite uma ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) anotando os códigos de projeto arquitetônico, de projeto hidráulico, de projeto sanitário e... de projeto elétrico e de acompanhamento e fiscalização da obra.

Em muitos casos, esse profissional não elaborou, efetivamente, o projeto elétrico. Em outros, não fez o efetivo acompanhamento e fiscalização da obra. Porém, ao anotar os códigos na ART esse profissional regularizou a obra e resolveu a questão da fiscalização do Crea.

É claro que tem alguma coisa muito errada nisso tudo. O profissional acobertador, nesse caso, não apenas presta um serviço ruim ao seu cliente, deixando de entregar parte do que deveria. Ele também lesa seus colegas engenheiros que vivem de fazer projetos elétricos, por exemplo, ou que trabalham com acompanhamento, execução e fiscalização de obras. Pois, uma vez que ele emite uma ART com o código de um serviço (que ele não está efetivamente entregando) ele elimina uma demanda de mercado, deixando um saldo negativo para a Engenharia como um todo.

Esse tipo de delito o sistema de fiscalização do Crea não consegue detectar (às vezes consegue, mediante denúncia, mas é difícil). Sabe por que? Em primeiro lugar porque, como eu já disse, é difícil detectar o acobertamento; em segundo lugar porque a fiscalização do Crea é meramente burocrática. Investiga apenas se existe uma ART e quais os códigos que estão anotados. E o nosso anti-heroi (o acobertador) é especialista em burocracia. Ele sabe muito bem quais documentos devem ser apresentados, onde vai o carimbo, onde vai a assinatura, e para quem deve ser encaminhada a guia rosa e a guia amarela.

A fiscalização do Crea favorece os especialistas em burocracia. E não ajuda os profissionais que, no campo, se esforçam para se atualizar e melhorar continuamente a qualidade do serviço e do atendimento.

Na última frase do programa do Sistema Confea/Crea a moça diz "com fiscalização não tem jeitinho, não é?" Mas, evidentemente, como vimos aqui, não só tem jeitinhos como é até bastante fácil contorná-la.

Se o Sistema quer realmente que a fiscalização contribua para valorizar a profissão e contribuir para atender a maior demanda dos profissionais, que é abrir mercado profissional para engenheiros, é preciso rever as leis, portarias e práticas internas para garantir que a fiscalização vá um pouco além dos papéis. Tem de garantir que a fiscalização garanta o efetivo exercício da profissão, sem jeitinhos, sem atalhos e sem malandragem.








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PADILHA, Ênio. 2019

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21/08/2018

POR QUE PARTICIPAR DA SOEA

(Publicado em 21/08/2018)



Tenho 38 anos de Engenharia. E uma das melhores coisas que a Engenharia me deu foi uma quantidade enorme de excelentes amigos. Todos os anos tenho a felicidade de encontrar muitos deles em dois eventos do Sistema Confea/Crea. O primeiro é o ENCONTRO DE LIDERANÇAS que geralmente ocorre em fevereiro, em Brasília. O segundo é a SOEA - SEMANA OFICIAL DA ENGENHARIA E DA AGRONOMIA, que acontece todos os anos em uma cidade diferente, geralmente no mês de agosto.





A primeira vez que participei de uma SOEA foi em 1996, quando ela foi realizada em Blumenau, Santa Catarina. Depois disso participei algumas vezes como palestrante (em 2000, 2001, 2002, 2009 e 2015) mas estive presente em quase todas as edições. Muitas vezes fui como convidado do Crea-SC ou do Confea. Mas, se não recebo o convite, vou por minha própria conta mesmo. A satisfação de rever os amigos vale o investimento.

Mas não é só por isso que eu acho que vale a pena participar da SOEA e recomendo sempre aos amigos engenheiros, especialmente aos mais jovens.

O mundo da Engenharia e da Agronomia é formado por muitos campos e camadas. É um universo muito complexo onde existem profissionais, empresas, universidades, sindicatos, entidades de classe, conselhos profissionais e ainda as caixas de assistência e as cooperativas de crédito. Em cada um desses grupos existem interesses, desejos, anseios os mais distintos. Existem, sim algumas pessoas mal intencionadas e até mesmo desonestas em todos esses grupos.

Mas, desculpem se eu pareço ingênuo. No geral, as pessoas empenhadas nas diretorias das entidades de classe, nos sindicatos, nas universidades, nos Creas e no Confea são, sim, bem intencionadas. Se fosse um antro de bandidos eu não me sentiria confortável entre eles.

O primeiro texto da série de artigos que eu publiquei entre 2002 e 2004 (POR QUE ODIAMOS TANTO O CREA) explica um pouco os motivos da rejeição que existe e mostra que isso é, muitas vezes, um sentimento injusto. Mas não é disso que queremos falar aqui. Quero apresentar outros bons motivos (além de reencontrar os amigos) para participar, todos os anos, da SOEA.

• Ficar atualizado sobre os temas efervescentes da Engenharia. Na SOEA você consegue conversar sobre um determinado assunto, com muitas pessoas, dos mais diferentes pontos de vista. Vai ouvir argumentos contra e a favor disso ou daquilo. E vai ter muito mais base e argumentos para tomar posição sobre o tema;

• Saber quem é quem e quem faz o que no universo da Engenharia. Especialmente para os mais jovens, isso é muito importante. Cada grupo tem suas próprias verdades e seus próprios dogmas. Na SOEA você entra em contato com todos eles. Conseguirá saber o que está acontecendo em cada instância e quais são os principais projetos que estão em andamento ou gestação;

• Ver o que está sendo produzido nas universidades do país. No CONTECC - Congresso Técnico Científico da Engenharia e da Agronomia (que faz parte da programação da SOEA) são discutidos os cenários regionais e nacional, e são apresentados exemplos de inovações em empresas, institutos de pesquisa e instituições de Ensino de todo o país. Visitar os painéis, as exposições e os seminários do CONTECC renova o seu alvará de funcionamento no mundo da ciência e tecnologia.

• Assistir palestras com grandes nomes da Engenharia Nacional ou de outras áreas de grande interesse. Na programação da SOEA muitas vezes estão palestras de grande valor para a cultura geral e cultura tecnológica tão importantes para a formação de um engenheiro.

• Enfim.... se você não veio pra Maceió em 2018, comece a se programar desde já para 2019. Reserve uma semana para fazer amigos e se atualizar sobre ciência e tecnologia no Brasil. Participe da SOEA 2019 (pelo que eu soube, será em Palmas, Tocantins).



ÊNIO PADILHA
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---Padilha, Ênio. 2018

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