Notas de "ATLETISMO"

06/08/2017

MUNDIAL DE ATLETISMO - LONDRES 2017



06/08/2017 - Domingo
UMA MARATONA DE IMAGENS - Já faz algum tempo que a transmissão das grandes maratonas do mundo virou um grande espetáculo de imagens. Nova York, Berlin, Boston, Londres, Rio de Janeiro, Amsterdam, Madrid, Tóquio… todas as grandes metrópoles mundiais têm na sua maratona uma grande oportunidade de apresentar ao mundo suas belezas. A corrida importa, para os fãs do esporte, mas o espetáculo pela televisão interessa a muito mais gente.

A Maratona de Londres, parte da programação do Campeonato Mundial de Atletismo #London2017 foi um espetáculo à parte.

Geoffrey Kipkorir Kirui (do Kênia) e Rose Chelimo (do Bahrem) foram os campeões (respectivamente no masculino e no feminino), mas isso, como eu disse, é apenas uma informação que é parte do show.

A largada e chegada, no meio da Tower Bridge (uma das pontes mais famosas do mundo) apenas coroou uma sucessão de imagens espetaculares. Começando pela Torre de Londres, depois, a vista do The Shard (uma pirâmide/arranha-céu, com mais de 300 metros de altura, inaugurada há cinco anos), o Victória Embankment, a London Eye, Parlamento Britânico, a Catedral de São Paulo, Guildhall (uma espécie de prefeitura), o Bank of England, a Royal Exchange… e tudo isso emoldurado pelo onipresente Rio Tâmisa. Ou seja: duas horas e oito minutos de divulgação turística para uma cidade que já recebe mais de 32 milhões de turistas todos os anos (pra ter uma ideia, em 2016, com Jogos Olímpicos e tudo o mais, o Brasil inteiro recebeu 6,6 milhões de turistas).

As maratonas, assim com as grandes provas de ciclismo deixaram de ser apenas espetáculos esportivos e se converteram em importantes veículos de promoção do turismo.


Clique AQUI para ver o percurso da Maratona do Campeonato Mundial London 2017



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



Veja AQUI os resultados de todas as provas já realizadas




04/08/2017 - Sexta-feira
PEÇO DESCULPAS ANTECIPADAMENTE
A maioria dos meus leitores (uns 90% pelo menos) são arquitetos, engenheiros, designers ou administradores. Muitos não me conhecem pessoalmente e não estariam seguindo minhas postagens apenas pra saber dos meus gostos e preferências. Querem saber é de Administração, Marketing ou Gestão de Carreira e Marca Pessoal.
Mas eu tenho uma paixão que muita gente já conhece. Chama-se ATLETISMO. É o meu esporte número um. Fui atleta, entre 16 e 25 anos.

E agora, nos próximos 10 dias, está acontecendo em Londres o Campeonato Mundial de Atletismo. Esta competição (que acontece de dois em dois anos) tem o mesmo nível e importância dos Jogos Olímpicos. É um espetáculo. Recomendo a todos que gostam de eventos competitivos, grandiosos e charmosos, com imagens magníficas.
Será um desfile dos melhores atletas do mundo. E, neste ano, com um detalhe especial: a última competição oficial da carreira de dois superastros: Usain Bolt e Mo Farah

Então, peço desculpas aos meus leitores habituais. Se quiserem, podem bloquear o meu perfil por uma semana (mas por favor, voltem depois do dia 14!)

Mas, se você tiver interesse em discutir sobre atletismo internacional ficarei feliz com a sua companhia. Não sou nenhum especialista. Apenas um torcedor encantado. Adoraria aprender, se você tiver algumas coisas novas sobre o assunto, pra compartilhar.



04/08/2017 - Sexta-feira
O melhor do primeiro dia foi, sem dúvida, a sensacional performance do super campeão MO FARAH na prova dos 10 mil metros. O britânico não se intimidou com o time coordenado de adversários que se uniram para superá-lo na prova. Manteve-se calmo e comandou o desenrolar da prova durante todo o tempo, mesmo não estando na liderança.
As três últimas voltas foram espetaculares e levaram a torcida presente ao delírio. Ele é muito carismático e os ingleses o adoram.
Longa vida ao agora maratonista Mo Farah.





05/08/2017 - Sábado
No segundo dia, quem começou pisando na bola foi o Canal SporTV, que detém os direitos de transmissão do Campeonato no Brasil. Do nada, interromperam a transmissão da seção matutina da competição para a transmissão do jogo de volei entre China e Itália. Não entendi. Afinal, no outro canal da mesma emissora eles estavam transmitindo um VT de um jogo de futebol.
Ainda falta muito para o Brasil aprender a gostar do Atletismo.



05/08/2017 - Sábado
Excelente a performance da corredora Rosângela Silva nas preliminares dos 100 metros. 11,04s é a sua melhor marca da carreira. Isto é sempre uma conquista, para qualquer atleta.



05/08/2017 - Sábado
NINGUÉM ESPERAVA. Ninguém prestou atenção nele, a não ser a torcida britânica, que o elegeu como o vilão do campeonato, vaiando cada aparição sua em cada linha de largada.
Mas o badboy Justin Gatlin não estava morto. Roubou a cena. Venceu a corrida que já estava prometida para Chris Coleman e Usain Bolt.
Bolt, por sua vez, perdeu a corrida mas não perdeu a majestade. Roubou novamente a cena que lhe havia sido roubada segundos antes. O estádio ignorou o campeão e o vice, resignando-se a reverenciar a medalha de bronze.
Mas não era apenas a medalha de bronze que estava sendo festejada. Eram todas as medalhas que Bolt conquistou nesses últimos 10 anos quando passou como um raio (desculpe, foi inevitável) pelo atletismo mundial.
Enfim, foi tudo espetacular! Atletas fazendo o que atletas fazem: encantar pessoas.




06/08/2017 - Domingo
VALE DINHEIRO - O Campeonato Mundial de Atletismo é realizado de dois em dois anos. A sede é decidida geralmente com cinco ou seis anos de antecedência (Londres foi escolhida em 2011). As sedes das próximas duas edições já estão decididas: Doha, no Qatar, em 2019 e Eugene, nos EUA, em 2021.

O evento tem o mesmo nível de organização e promoção do campeonato de atletismo dos Jogos Olímpicos, com um detalhe… a premiação em dinheiro para os atletas vencedores:

1° lugar: US$ 60.000 (R$ 198.000,00)
2° lugar: US$ 30.000 (R$ 99.000,00)
3° lugar: US$ 20.000 (R$ 66.000,00)
4° lugar: US$ 15.000 (R$ 49.500,00)
5º lugar: US$ 10.000 (R$ 33.000,00)
6° lugar: US$ 6.000 (R$ 19.800,00)
7º lugar: US$ 5.000 (R$ 16.500,00)
8° lugar: US$ 4.000 (R$ 13.200,00)



06/08/2017 - Domingo
UMA MARATONA DE IMAGENS - Já faz algum tempo que a transmissão das grandes maratonas do mundo virou um grande espetáculo de imagens. Nova York, Berlin, Boston, Londres, Rio de Janeiro, Amsterdam, Madrid, Tóquio… todas as grandes metrópoles mundiais têm na sua maratona uma grande oportunidade de apresentar ao mundo suas belezas. A corrida importa, para os fãs do esporte, mas o espetáculo pela televisão interessa a muito mais gente.

A Maratona de Londres, parte da programação do Campeonato Mundial de Atletismo #London2017 foi um espetáculo à parte.

Geoffrey Kipkorir Kirui (do Kênia) e Rose Chelimo (do Bahrem) foram os campeões (respectivamente no masculino e no feminino), mas isso, como eu disse, é apenas uma informação que é parte do show.

A largada e chegada, no meio da Tower Bridge (uma das pontes mais famosas do mundo) apenas coroou uma sucessão de imagens espetaculares. Começando pela Torre de Londres, depois, a vista do The Shard (uma pirâmide/arranha-céu, com mais de 300 metros de altura, inaugurada há cinco anos), o Victória Embankment, a London Eye, Parlamento Britânico, a Catedral de São Paulo, Guildhall (uma espécie de prefeitura), o Bank of England, a Royal Exchange… e tudo isso emoldurado pelo onipresente Rio Tâmisa. Ou seja: duas horas e oito minutos de divulgação turística para uma cidade que já recebe mais de 32 milhões de turistas todos os anos (pra ter uma ideia, em 2016, com Jogos Olímpicos e tudo o mais, o Brasil inteiro recebeu 6,6 milhões de turistas).

As maratonas, assim com as grandes provas de ciclismo deixaram de ser apenas espetáculos esportivos e se converteram em importantes veículos de promoção do turismo.


Clique AQUI para ver o percurso da Maratona do Campeonato Mundial London 2017


Deixe AQUI o seu comentário

19/11/2014

NOVO ESTÁDIO DE ATLETISMO DA UFSC

(Publicado em 19/11/2014)




Nesta quarta-feira (19/11/2014) fui dar uma olhada na na obra da nova Pista de Atletismo da Universidade Federal de Santa Catarina, prevista para ser entregue em novembro deste ano, mas que está um pouco atrasada.
Conversei com a engenheira Ana, muito simpática. Ela acredita que a obra fique pronta até o fim do ano. Mas a inauguração deverá mesmo ocorrer no início do período letivo de 2015

A base de concreto está totalmente concluída, a pista externa, para caminhadas e aquecimento (de carvão) já está pronta e o sistema de iluminação ficará pronta ainda nesta semana
O estádio está ficando muito bonito. Estamos aguardando a confirmação da data para a inauguração.

Veja também as imagens das visitas anteriores
Dia 08/08/2014 e dia 17/09/2014

10/08/2003

ROLHA DE POÇO

(Publicado em 10/08/2003)



Acho que já escrevi, em outro artigo, que eu era da equipe de atletismo de Florianópolis, lá pela primeira metade da década de 1980, corria os 800 metros (1min54s21) e os 1.500 metros (3min58s02). O atletismo foi, durante dez anos, minha grande paixão.

Em 1984, havia uma jovem atleta gordinha que insistia em ser corredora. Ela era uma garota bacana, esforçada e teimosa, mas, francamente, não dava para a coisa. Era baixinha, desengonçada, lerda e (talvez a coisa mais grave) muito gorda. Tanto que os mais maldosos a chamavam pelo maledicente apelido de "Rolha de Poço". Eu, particularmente, que era um "entendido" e raramente errava um diagnóstico ou prognóstico, não tinha nenhuma dúvida: a baixinha não tinha nenhum futuro. E, verdade seja dita, todos (treinadores, professores, atletas experientes...) concordavam comigo, sem pestanejar. A baixinha não levava jeito pra corrida. Cedo ou tarde iria desistir.

Vou encurtar a conversa: no sábado, dia 9 de agosto de 2003, a baixinha ganhou a medalha de ouro na maratona dos Jogos Pan-americanos de Santo Domingo, com a brilhante marca de 2h39min54s.

Sim, senhores. Estamos falando de Márcia Narloch. A catarinense que escreveu seu nome no atletismo do Brasil. Nos últimos quinze anos correu e venceu maratonas no mundo inteiro. Participou de dois jogos Olímpicos (e já está classificada para Atenas em 2004), enquanto nós (os que não acreditamos, em nenhum momento, no seu sucesso) somos ilustres e medíocres desconhecidos.

Como ela conseguiu isso tudo? Fé em si mesma, resistência ao desprezo alheio, disciplina, determinação... e todas as outras virtudes que você puder lembrar.

Nesses últimos dez anos, de vez em quando encontro com amigos, ex-atletas, que presenciaram os primeiros anos de treinamento de Márcia Narloch. É sempre uma cena patética. Nenhum de nós consegue entender direito como é que "aquilo" conseguiu se transformar "nisso".

Mas os que conhecem Márcia mais de perto sabem que ela enfrentou seus dragões com a obstinação dos predestinados e lutou mais (muito mais) que qualquer atleta.

Quando comecei a escrever este artigo, meu objetivo era o de registrar o reconhecimento do meu erro de avaliação em relação a Márcia (um pedido formal de desculpas).

Mas agora vou adiante: conheci muitos atletas olímpicos que nasceram com dons especiais e características naturais para se tornarem grandes campeões. Reverenciamos a esses grandes atletas, mas não podemos deixar de considerar que, nos seus grandes resultados, têm muita coisa que eles já receberam de Deus. Seus corpos já nasceram diamantes. Só precisavam ser lapidados.

Márcia Narloch não nasceu com um diamante. Nasceu com uma pedra ordinária, que ninguém dava nenhum valor. Ela teve de descobrir o valor da pedra e, pela alquimia de muito treinamento e uma determinação inacreditável, transformá-la neste diamante que todos conhecemos agora.

Parabéns, Márcia Narloch, pelas suas medalhas e pelas suas conquistas.

Desculpe a todos nós por não percebermos o valor, que não estava nas suas pernas e sim na sua cabeça e no seu coração.

E muito obrigado por mostrar a todos nós o verdadeiro espírito dos grandes atletas.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




Resultado da Maratona Feminina nos Jogos PanAmericanos de 2003:
1º lugar: Márcia Narloch (BRA) 2h39min54
2º lugar: Mariela González (CUB) 2h42min55
3º lugar: Erika Olivera (CHI) 2h44min52





a imagem que ilustra este artigo é de Rodolfo Lucena




---Artigo2003 ---Carreira


1