Notas de "NOTAS AUTOBIOGRÁFICAS"

27/03/2020

VACAS VERDES E CACHORROS AZUIS



(Publicado em 27/03/2020)



Alguns dos meus amigos queridos estão em quarentena com filhos pequenos em casa. Nem sei o que dizer!

Quando as meninas eram pequenas (3 e 6 anos) a Áurea (que é professora de Educação Física e, na época, trabalhava com educação infantil) cuidava do desenvolvimento social e psicomotor delas com mil e uma atividades lúdicas, uma mais divertida do que a outra.
Mas cabia a mim, todas as noites, contar uma historinha pra elas, antes de dormir.

Era uma tarefa duríssima, porque o meu repertório de historinhas era muito limitado. Então, sabem o que eu fazia... inventava histórias surreais interativas... e elas adoravam:




Era mais ou menos assim: as duas sentadinhas na cama, com os olhinhos brilhando esperando a história começar. Eu, disfarçando meu medo de que, naquela noite, minha farsa seria finalmente descoberta, sentava na cama e começava...

"Era uma vez, numa floresta cheia de árvores amarelas, caminhava saltitando, um cachorrinho azul. Ele passou por uma estradinha de grama bem vermelha e encontrou com uma vaquinha verde. Estão acompanhando? "Sim, sim..." "Que cor era o cachorrinho?" "Azul! Azul!" "Muito bom. Isso mesmo: o cachorrinho era Azul".

"Então... aí a vaquinha verde falou para o cachorrinho azul: 'tenha cuidado com o Leão que mora atrás daquelas árvores brancas!' e o Cachorrinho azul respondeu: "Leão?! Eu nem sabia que tinha leões nesta floresta. Como ele é?' E a vaquinha respondeu: 'Ele é todo roxo, com bolinhas pretas e tem as patinhas marrons'. E o cachorrinho disse: 'Nossa, que medo! Ele come cachorros?' E a vaquinha disse: 'Claro que come. Tome cuidado!'.

As duas cheias de preocupação. Então eu perguntava novamente: "Qual é a cor do Cachorro?" "Azul, Azul!" "E a cor da vaquinha?" "É verde!" "E a cor das patinhas do leão?" "Hein?" "As patinhas do leão? De que cor elas são" "Hummmm deixa eu ver..." Geralmente a Ana Clara que era mais velha já estava mais ligada. "marrom, marrom!" "Isso, isso... continuamos..."

"A tarde começou a cair e o cachorrinho azul precisava voltar pra sua casinha. Mas agora ele estava com medo que o leão o encontrasse. Então ele resolveu pedir ajuda para o urso cor de rosa..." "Urso cor de rosa?!" "Isso, um urso cor de rosa que morava na floresta e que era amigo do cachorrinho azul e da vaquinha. Vocês ainda lembram qual era a cor da vaquinha?" "Verde. A vaquinha era verde" "E a cor da grama na estrada?" "Hein?" "Que cor era a grama?" "..." "???" "Verde?" "Claro que não! Se a grama da estrada fosse verde ninguém poderia enxergar a vaquinha, pois ela era verde também!" "hmmmm" "Ah, lembrei: era vermelha!" "Isso!!! Muito bom"

E assim a história ia se esticando, esticando... e novos personagens iam sendo incluídos, todos com cores estapafúrdias e montando um jogo de memória muito divertido (Pelo menos pra mim. Não sei o que elas pensavam disso) até que eu percebia que tinha vencido o jogo pelo cansaço e elas já estavam ficando com os olhinhos pequenos de sono.

Não. Não estou aqui dando uma dica de como lidar com crianças em casa em tempos de quarentena. Apenas apenas tive essa lembrança feliz e resolvi compartilhar. Deu saudade da minha plateia de ingênuas divertidas.

E, à propósito, meu Kaô nunca foi descoberto. Mantive a farsa por vários anos sem nunca ter sido desmascarado.




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PADILHA, Ênio. 2020

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28/02/2020

O ACERVO DE ÊNIO PADILHA NO SITE

(Publicado em 28/02/2020)



O www.eniopadilha.com.br completa 24 anos em 2020.
Foram mais de 11 mil publicações, a maioria delas sobre Engenharia, Arquitetura e Administração e Gestão de carreira.

Eu não fazia ideia de quantos desses posts eram artigos de minha própria autoria. Para muita gente que perguntava eu respondia que seriam uns 400 artigos, aproximadamente. Me enganei feio.

Neste mês de fevereiro (de 2020) trabalhei duro por algumas semanas para organizar todos os textos de minha autoria que foram publicados no site. Tive o trabalho de encontrar e colocar cada um na sua categoria mais apropriada e assim surgiu esta nova página:





São mais de 900 artigos escritos por mim, sobre temas que vão da Estratégia e Empreendedorismo à Valorização Profissional de Arquitetura e Engenharia (sem esquecer as Notas Autobiográficas e os registros do Turista Acidental).

Esses 900 textos, se publicados em livros, seriam equivalentes a uns 9 ou 10 livros de 170 a 200 páginas. Nada mal.

Clique agora em www.eniopadilha.com.br/acervo, vai lá e divirta-se. Agora ficou mais fácil encontrar o texto que você procura.




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PADILHA, Ênio. 2020



Comentário do Ênio Padilha

Nosso site publica posts inéditos todos os dias, há muitos anos. Existem mais de 11 mil publicações no arquivo. Apenas uma parte disso são textos de minha autoria.

Eu comecei a fazer essa organização porque vou precisar do resultado para o meu próximo (e grande) projeto. Precisava localizar tudo o que eu havia escrito sobre Empreendedorismo, Estratégia, Gestão de marca (empresarial e pessoal) e sobre cada uma das 4 grandes áreas da Administração (Marketing, Produção/Produtividade, Pessoas e Finanças).

Foi preciso selecionar os 900 artigos entre mais de 11 mil postagens e depois organizar por categorias. E não poderia haver ambiguidade. Cada artigo precisava estar em uma (apenas uma) categoria. Embora alguns textos possam contemplar mais de um tema, ele foi definido na categoria do tema central do artigo. Isso, naturalmente, deu alguma dificuldade. Foram 4 semanas de trabalho muito intenso, quase em tempo integral.
Mas valeu a pena.

Além daquelas categorias que estavam na meta do trabalho, encontrei muitos outros textos que ficariam de fora. Então fui criando categorias pra eles, como o NA MINHA FRACA OPINIÃO ou as NOTAS AUTOBIOGRÁFICAS, além da enorme quantidade de textos que eu encontrei sobre futebol, atletismo, Jogos Olímpicos e Copa do Mundo... CONFIRA

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26/02/2020

COMO ME TORNEI UM ESCRITOR



(Publicado em 26/02/2020)



Tudo começou em 1974. Eu tinha 15 anos e trabalhava, finalmente, num escritório (neste artigo AQUI eu conto como foi que chegamos a isso, depois de três anos trabalhando em madeireira, fundição de ferro, posto de gasolina, fábrica de bala, marcenaria e como servente de carpinteiro... ).

Eu trabalhava na ORCOJUN — Organizações Coelho Júnior de Empreendimentos Sociais Ltda, um nome pomposo para um pequeno escritório comandado pelo Sr. Coelho, que fazia os trabalhos de detetive particular, agência de empregos e publicação de um almanaque semanal com notícias populares e propaganda de todo tipo.

Pois foi nesse jornalzinho que eu vi, pela primeira vez, uma coisa que eu tinha escrito sendo publicada e lida por milhares de pessoas. Foi uma sensação indescritível.




ALGUNS ANOS DEPOIS, já morando em Florianópolis, eu fazia parte da equipe de Atletismo da FME e era o responsável por redigir os boletins com os registros da participação dos atletas nas competições.

Toda segunda-feira, cedinho, o José Maria Nunes levava para seus amigos jornalistas o boletim com o relato do que havia ocorrido nas competições das quais a equipe havia participado. Normalmente esse material era publicado na terça-feira. E eu ficava muito orgulhoso quando percebia que, mesmo em jornais grandes, era publicado exatamente o que eu havia escrito. Muitos editores não faziam correções nem mudavam as palavras dos press releases que a gente produzia.

Até que um dia, no início de 1979, um desses jornalistas, o Aldírio Simões, perguntou para o Nunes "Quem é que escreve esse material que você traz pra gente aqui no jornal?"
O Nunes respondeu "É um rapaz que treina que a gente, lá no atletismo, o Padilha". Aldírio então disse "Manda ele aqui, falar comigo. Vamos arrumar um trabalho pra ele, já que ele escreve bem."

No dia seguinte eu já estava trabalhando na redação do Diário Catarinense, um jornal dos Diários Associados que funcionava no Bairro Saco dos Limões.

Meu primeiro trabalho era como redator. Eu escrevia as matérias à partir das informações colhidas pelos repórteres na rua.

Algumas semanas depois o Aldírio já me colocou na rua para fazer entrevistas e produzir as minhas próprias reportagens. Foi uma experiência fantástica. Entrevistei pessoas importantes, como, por exemplo, o então secretário dos transportes, Esperidião Amin, que havia sido prefeito da cidade e que viria a ser governador do estado.

Fiz reportagens especiais sobre atletismo, natação e até mesmo sobre acupuntura na odontologia (ainda vou publicar aqui o link para esses trabalhos).

Trabalhei nos Diários Associados até janeiro de 1980. Eu passei no vestibular para Engenharia Elétrica na UFSC e me dei conta de que não seria possível conciliar a faculdade, o atletismo e uma atividade tão intensa e de tempo quase integral como era o trabalho de reporter e redator. Mas foi um trabalho do qual eu me orgulho muito até hoje.





NO PRIMEIRO SEMESTRE do curso de Engenharia Elétrica da UFSC (1980) aconteceram duas coisas interessantes: (1) eu conheci um grande amigo (para a vida toda) o Mauro Faccioni Filho, calouro, como eu, mas muito ligado em cultura em geral e, particularmente, literatura e (2) havia uma disciplina, na primeira fase do curso que era Português Instrumental e a professora dessa matéria era a querida Regina Carvalho, um amor de pessoa, lia praticamente um livro por dia e era um poço de conhecimentos.

Somando (1) + (2) e eu já estava no movimento literário da UFSC, conhecia pessoalmente quase todos os autores consagrados de Santa Catarina e estava inscrito no Concurso Literário daquele ano na Universidade.

Em novembro saiu o resultado: 1º lugar na categoria Crônicas. Pensa num guri feliz! Contei pra meio mundo. E ainda tinha um diploma e um prêmio em dinheiro.

Usei o dinheiro para comprar os materiais de desenho que eu ainda não tinha e... uma bola de basquete.

Essas coisas me deram muita autoconfiança e eu passei a escrever com muito mais frequência. E também foi a época que eu lia toda literatura clássica que eu podia, de Maquiavel a Gilberto Freire, de Jorge Amado a Baudelaire (aliás, teve um tempo sombrio que eu me afundei em Augusto dos Anjos, Cruz e Souza e outros simbolistas. Felizmente, passou. Sobrevivi).

Lia todos os cronistas brasileiros conhecidos, de Machado de Assis a Luis Fernando Veríssimo, passando por Rachel de Queiroz, Fernando Sabino e Rubem Braga. Cheguei a ser colunista num caderno dominical do Jornal O Estado (publicando crônicas infantojuvenis); integrei o Grupo Literário Flor de Lis com o Ricardo Sandri e o Wesley de Abreu. Distribuíamos nossa literatura em brochuras (impressas em mimeógrafos) pelas ruas de Florianópolis. A juventude é um presente de Deus...

... Mas veio o tempo negro e a força fez comigo o mal que a força sempre faz...(*) e eu parei de escrever literatura. Isso foi na mesma época que eu deixei o Atletismo. Não tinha mais tempo. A faculdade de Engenharia estava me consumindo e eu tinha de ganhar o pão de cada dia. O escritor que havia dentro de mim dormiu por alguns anos.

Mas o autor de não ficção já mostrava seus dedinhos em alguns trabalhos da faculdade que acabaram se tornando parte do meu acervo, como o texto sobre a DINÂMICA DO FUNCIONAMENTO DO DIODO, um importante trabalho feito para o professor Leon Schmiegelow (Eletrônica) e depois o meu a RELATÓRIO DE ESTÁGIO, que era praticamente um mini livro sobre como funcionava a organização do Laboratório de Eletrônica da empresa na qual fiz estágio.






MENOS DE UM ANO depois de formado, já com o meu escritório de Engenharia em pleno funcionamento em Rio do Sul (interior de Santa Catarina) publiquei o primeiro artigo. Na verdade, não foi bem uma publicação. Eu escrevi, fiz algumas cópias (xerox) e mostrei para muitas pessoas. Mas, no fim das contas, o artigo não chegou a ser publicado. Entenda por que ENGENHEIROS E ENGENHEIROS não podia ser publicado.






RETOMEI O GOSTO POR ESCREVER mas tinha outras coisas mais importantes para fazer. Tinha uma atividade profissional para sustentar e uma família para construir. Mas, de vez em quando eu escrevia alguma coisa que parecia muito boa. Então eu fazia uma cópia, colocava num envelope e enviava para o editor do A NOTÍCIA, um importante jornal que circulava (impresso) em todo o Estado de Santa Catarina. Na maioria das vezes o artigo era publicado alguns dias depois, numa página nobre, com outros 2 artigos selecionados de autores que eram, muitas vezes, bem conhecidos do público leitor. Eu ficava todo orgulhoso. Ser publicado no jornal me deixava muito feliz.

Um dos leitores dos meus artigos publicados em A NOTÍCIA era o jornalista Maurílio de Andrade. Ele era o editor do jornal Correio do Povo o mais importante semanário da região de Jaraguá do Sul, a cidade onde nós moramos entre 1992 e 1999. Então, em janeiro de 1997 ele me convidou para um café, conversamos sobre muitos assuntos, como fazíamos sempre e, no fim da conversa ele perguntou se eu não toparia escrever uma coluna no jornal, sobre temas gerais, no mesmo estilo dos artigos publicados em A Notícia.

Topei na hora. Eu tinha alguns artigos prontos que nunca haviam sido publicados. Outros no rascunho. Não seria problema sustentar um texto por semana no jornal. E assim, já na semana seguinte era publicada a primeira coluna, com o artigo LER E ESCREVER, que havia sido feito dez anos antes, mas que nunca tinha sido publicado.

Nas primeiras 8 ou 10 semanas eu publiquei textos que já estavam prontos ou finalizei artigos que já estavam sendo elaborados havia muito tempo. Mas, finalmente, chegou a semana em que eu percebi que não havia nada mais para publicar. Tudo o que eu havia escrito até ali ou já tinha sido publicado no jornal ou não poderia mais ser publicado por não ser apropriado ou por ser datado (ou seja, só eram interessantes no tempo em que foram escritos).

Foi um drama, pois tive muita dificuldade para encontrar um tema e produzir um texto até a data limite do fechamento do jornal. Cumpri minha tarefa aos 45 do segundo tempo, já entrando na prorrogação.

Nas semanas seguintes a dificuldade continuou, mas, aos poucos fui me ajustando e me acostumando, até que, alguns meses depois eu já tinha me tornado bom naquilo. Escrever um artigo por semana não era mais um drama. Era algo que eu conseguia fazer com tranquilidade.

E ainda havia semanas excepcionais em que o artigo ficava muito bom e era comentado por muita gente na cidade. Pessoas ligavam no meu escritório (Trifase Engenharia) para comentar o artigo. O jornal recebia cartas de leitores. Havia elogios, mas também algumas críticas ou comentários de quem não tinha entendido direito a intenção do texto. Algumas vezes o editor me pedia para publicar uma explicação mas eu sempre me recusava. Se o leitor não havia entendido de primeira era porque o texto era ruim. Simples assim. Paciência.





ESCREVER COM FREQUÊNCIA tornou muito mais fácil pra mim o trabalho de fazer o TCC na Especialização em Marketing Empresarial.

A escolha do tema parecia óbvia: Marketing para Prestadores de Serviços. Imaginei um texto de umas 150 páginas, divididas em capítulos que seguiriam, mais ou menos, os mesmos temas das disciplinas do curso. Eu tinha o assunto, tinha o conteúdo, havia feito algumas pesquisas durante o curso e tinha a minha experiência de 11 anos de gestão do escritório. E sabia escrever. Não haveria de ser difícil.

Quer saber? Não foi mesmo. Comecei a escrever o TCC durante as férias, em Balneário Camboriú (na época a gente ainda morava em Jaraguá do Sul), nas primeiras horas da manhã. Eu acordava bem cedo, por volta de 5 horas (Veja aqui, no vídeo O PROCESSO DE PRODUÇÃO DE UM LIVRO - no minuto 5:34, como isso funciona) e, enquanto a casa ainda estava no mais completo silêncio eu escrevia freneticamente. Escrevia à mão (lapiseira 0,7 em papel almaço pautado), depois isso seria digitado no computador. Escrevia umas 10 ou 12 páginas antes que a turminha acordasse e chegasse a hora do café. Daí pra frente eu ia curtir as férias com as meninas e só retomava o trabalho na madrugada do dia seguinte.

Naturalmente, o TCC não ficou pronto durante as férias. Continuou nas semanas seguintes e só foi concluído no final de fevereiro. Mas ficou muito bom. Entreguei o texto finalizado na instituição de ensino e a professora responsável pela avaliação gostou muito. Deu uma nota 10 (seria com estrelinhas, se ainda estivéssemos no primário, mas...). Enfim, os elogios da professora e de alguns colegas que leram o trabalho me deixaram muito empolgado e eu saí mostrando pra meio mundo.

Muita gente leu. E o texto acabou nas mãos do engenheiro Luiz Roberto Nunes Glavan que era presidente do Crea-SC. Ele me chamou pra uma conversa e perguntou se eu não queria transformar aquilo num livro sobre Marketing para Engenharia, Arquitetura e Agronomia. Eu disse que sim, naturalmente, e então ele levou (e defendeu) a proposta aos conselheiros.
O projeto foi aprovado, eu retomei o trabalho para fazer ajustes no texto e nos exemplos utilizados. E assim, no dia 26 de setembro de 1998, veio à luz a primeira edição do livro MARKETING PARA ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA.

Aquele dia certamente mudou a minha vida e a minha carreira. O livro foi um divisor de águas. Obteve uma receptividade que eu nunca poderia ter esperado. Aquela primeira edição esgotou-se em menos de um ano e, nesse tempo eu já havia escrito e publicado um segundo livro (MARKETING PESSOAL E IMAGEM PÚBLICA) e a coisa já estava evoluindo num ritmo bem diferente.

Daí pra frente já é outra história. E eu havia me tornado um escritor.




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PADILHA, Ênio. 2020




(*) Trecho da música Galos, Noites e Quintais de Belchior








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25/02/2020

TEMOS QUE NOS VER MAIS

(Publicado em 17/02/2020)



Vi este vídeo no início de 2019. Foi como um soco no estômago. Chorei bastante. Enviei o link para os meus melhores amigos. Mudei coisas importantes na minha vida.

Meu querido amigo Marcos Vallim, algumas semanas depois, veio passar conosco a nossa comemoração de 30 anos de casamento; A Áurea e eu mudamos o roteiro da nossa viagem de setembro para ir a Bristol, na Inglaterra, ficar alguns dias com outro querido, o Mauro Faccioni; A viagem já incluia rever os queridos Conrado Siebel e Lígia Fascioni, em Berlim... e assim estamos "lidando" com outros amigos queridos. É por isso que eu invisto o meu tempo e dinheiro para participar de eventos como o Encontro de Líderes (semana passada, em Brasília) ou SOEA (em agosto, em Goiânia). É assim que estamos reagindo a essa realidade dura, duríssima, mostrada no vídeo.

No fim do vídeo há o link para a calculadora do tempo restante (https://tenemosquevernosmas.ruavieja.es). Eu confesso que não tive coragem de ir lá e fazer os cálculos. O negócio é aproveitar o máximo que for possível. Simples assim.




TEMOS QUE NOS VER MAIS!




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PADILHA, Ênio. 2020



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26/01/2020

ENIO PADILHA, PAI



(Este artigo foi publicado originalmente em 26/01/2011. Atualizado em 26/01/2019.



Quem me conhece apenas como escritor talvez não tenha o registro de que o meu nome completo inclui um Filho depois do Ênio Padilha.
Isto mesmo: Ênio Padilha Filho.

Em 1998, no dia que foi decidida a capa para o meu primeiro livro (Marketing para Engenharia e Arquitetura), resolvi suprimir esse complemento do meu nome, por conta de uma recomendação do marketing pessoal (as pessoas guardam mais facilmente nomes com duas palavras). Mas essas recomendações do marketing pessoal são outro assunto (aliás, tratados no capítulo 6 do livro Manual do Engenheiro Recém-Formado).

O assunto aqui é, justamente, o outro Ênio Padilha. O original. O verdadeiro dono do nome: meu pai, que, se ainda estivesse entre nós, completaria 98 anos neste dia 26 de janeiro de 2020.


Meu pai nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, em 1922. Era o 2º filho do vô Argemiro (— Correia Padilha) e da vó Maria Luiza (— Pires Padilha). Viveu seus primeiros anos no Bairro Bonfim, na capital gaúcha, onde trabalhou como ajudante de padeiro, fazendo entregas com uma carroça. Nesse trabalho sofreu um grave acidente que lhe quebrou as duas pernas. Esse infortúnio o deixou, por toda a vida, com um defeito em uma das pernas, responsável por uma característica que o identificava, mesmo visto de longe, caminhando: era manco.

Na juventude morou por algum tempo em Caxias do Sul, trabalhando com o vô Argemiro, que era calceteiro (trabalhador que calça ruas e outros caminhos com pedras ou paralelepípedos). Lá conheceu Natalina Rodrigues (seis anos mais velha) com quem se casou, em 1941. Tinha, então, 19 anos. O casamento durou 11 anos e resultou, entre outras coisas, em dois filhos: Adão e José Carlos. A essas alturas Ênio Padilha já era, ele próprio, um calceteiro reconhecido e trabalhava por conta própria, prestando serviços para prefeituras de várias cidades.

Com a morte da mãe dele, (a vó Maria Luiza), acompanhou o pai (vô Argemiro) na mudança para Santa Catarina, em 1953. Estabeleceram-se em Rio do Sul, onde Ênio conheceu Mathildes Souza (quatorze anos mais nova) e com ela se casou, em 1954.

Com Mathildes (que virou Dona Ana, por sugestão do sogro, que considerava Mathildes um nome muito complicado), Ênio viveu por 26 anos e teve 7 filhos: Carlos Alberto, Ênio, Edson, Enoína, Eronilde, Eliane e Élcio.

A profissão de calceteiro, na qual iniciou-se aos 18 anos, foi sua ocupação durante toda a vida. Com ela criou seus filhos e tornou-se conhecido, principalmente em Rio do Sul, onde viveu por mais de 30 anos. Em Rio do Sul, foi o responsável pela pavimentação (com paralelepípedos ou lajotas de concreto) das principais ruas e avenidas da cidade. Muitas dessas ruas, como a Rua XV e a Aristiliano Ramos, hoje estão cobertas pelo bem-vindo asfalto.

Tornou-se tão conhecido e querido por tanta gente em Rio do Sul que existe, na cidade, uma rua com o seu nome. Homenagem feita pelos próprios moradores da rua, poucos meses após o seu falecimento, em março de 1989.

Mas os paralelepípedos não foram suas únicas ocupações. Ele também era músico, tocava bateria e pandeiro em bares e casas noturnas de Rio do Sul. Adorava dançar tangos, cantarolar boleros e torcer pelo Internacional de Porto alegre (com o rádio de pilha colado ao ouvido)


Seu Padilha, que hoje anima as festas do céu, ao lado dos irmãos Paulinho e Nelson, músicos e que também já partiram, certamente olha para cá e abençoa os 9 filhos (e muitas noras, genros, netos e bisnetos) que ainda sentem saudades e que se esforçam para cumprir seus sábios conselhos e construir vidas úteis, honestas e felizes.









Imagens:
• Na primeira foto (preto e branco), feita pelo fotógrafo Carlos Marzall, de Rio do Sul, provavelmente na década de 1960, meu pai aparece em primeiro plano, na sua inseparável bicicleta Monark;
• Na segunda foto (feita pela minha amiga Sônia Tomazoni, em 2007) o detalhe da placa da rua Ênio Padilha, no Bairro Taboão - Rio do Sul-SC;
• Na terceira foto (feita por mim) a entrada do nosso escritório, em Balneário Camboriú. Mandei fazer uma ruazinha em paralelepípedos, para homenagear o velho;
• As duas fotos maiores, depois do texto, foram feitas em janeiro de 2013 pelo meu irmão, Carlos Alberto Padilha e mostram algumas das casas da Rua Ênio Padilha.
• As últimas fotos, onde a rua aparece já pavimentada, foram feitas pelo amigo Antônio Celso Silveira, em setembro de 2016.






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01/01/2020

ARTIGOS INÉDITOS PUBLICADOS EM 2019



(Publicado em 06/03/2019)



Pra você que acha que o ano está começando só agora, depois que o carnaval acabou, dá uma olhada nos artigos inéditos que já foram publicados no nosso site nesses primeiros dias de 2019:




 O MUSEU DOS MUSEUS DO FUTEBOL



(#01 - 07/01/2019)



Muitas cidades do mundo mantêm museus do futebol. São Paulo, Rio de Janeiro, Santos, Madri, Barcelona, Buenos Aires, Mexico, Manchester, Milão... Mas nenhum desses museus pode apresentar um item extremamente valioso: o campo do jogo final da primeira Copa do Mundo de Futebol. Esse privilégio cabe ao MUSEU DO FUTEBOL DE MONTEVIDEO, no Uruguai.



(Ler o texto completo...)





 O CAMINHO DAS PEDRAS PARA A PRODUÇÃO DE UM LIVRO



(#02 - 11/01/2019)



Um livro é um trabalho com algum nível de aprofundamento. Trata-se de enfrentar um assunto (ou tema) e tratar dele por 150 ou 200 páginas (sem ser abandonado pelo leitor antes da página 10). É um trabalho de muita responsabilidade. O autor não pode ser preguiçoso ou negligente. Tem de se aprofundar no assunto e entregar um conteúdo com algum grau de originalidade e relevância. Isso não é fácil. E é por isso que escrever um livro é sempre associado a obter uma vitória significativa sobre um desafio.



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 OS LÍDERES, SEGUNDO O OLHAR DO SISTEMA CONFEA/CREA



(#03 - 22/01/2019)



Antes que você ou alguém possa dizer que eu estou reclamando por mim ou advogando em causa própria, que fique claro: não é por mim. Eu sou um dos poucos profissionais de fora do sistema com amplo acesso e muitos amigos nos Creas de todo o Brasil, nas Entidades de Classe, nos sindicatos e na Mútua. O meu trabalho, até onde eu sei, praticamente não tem rejeição dentro do Sistema Profissional e, não raro, recebe apoios e, eventualmente, patrocínios. Portanto, não estou reclamando por mim, que fique claro.



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 TÁ TUDO CERTO, MAS TEM ALGUMA COISA ERRADA.



(#04 - 25/01/2019)



Eu estava ouvindo o Jornal da Band News FM e num dos intervalos entrou o programa de um minuto produzido pelo Sistema Confea/Crea, uma iniciativa que, por sinal, acho muito positiva.

Fiquei refletindo alguns minutos sobre o que eu acabei de ouvir e pensando sobre o fato de que a maior reclamação da maioria dos profissionais é justamente o fato de que o Crea não fiscaliza direito o exercício profissional da Engenharia, especialmente quando o assunto é o famigerado Acobertamento.



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 O QUE É ESTRATÉGIA E POR QUE ISSO É IMPORTANTE PARA A ENGENHARIA E AGRONOMIA DO BRASIL?



(#05 - 29/01/2019)



A sociedade brasileira não valoriza a sua engenharia. Não é o governo, não são os políticos, não são os empresários, nem os intelectuais... não. É a sociedade, como um todo, a maioria do povo brasileiro, que não valoriza a sua Engenharia.

Nenhuma pesquisa bem feita na sociedade brasileira iria apontar os investimentos em ensino de ciência e tecnologia como uma prioridade do povo, como uma coisa de importância estratégica o bastante para mobilizar pessoas e construir discursos que elegem prefeitos, vereadores, deputados ou senadores. Nenhum candidato se elegeria Presidente do Brasil se estabelecesse (de verdade) como meta principal do seu governo, o Ensino de Engenharia.



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 ESTRATÉGIA (2) — IDENTIDADE



(#06 - 01/02/2019)



O Sistema Confea/Crea decidiu que o tema central do 10º Congresso Nacional de Profissionais (CNP) que será realizado neste ano em Palmas, Tocantins será ESTRATÉGIAS DA ENGENHARIA E DA AGRONOMIA PARA O DESENVOLVIMENTO NACIONAL. Por isso esse tema será muito discutido aqui no Blog Enio Padilha neste ano.

Eu já disse, num artigo inicial (que você pode ler AQUI), que, para que a Engenharia possa propor uma estratégia para o país é necessário que ela (a Engenharia Brasileira) tenha uma estratégia para si própria.



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 A ENGENHARIA E O PROGRESSO DOS PAÍSES



(#07 - 05/02/2019)



O imperio Mongol, construído sob a liderança de Gengis Khan talvez seja um dos únicos exemplos de desenvolvimento e domínio de uma nação sobre outras e que não esteja diretamente ligado à Engenharia.

A estratégia do Gengis Khan não era baseada em ciência nem em tecnologia. Ele aterrorizava seus inimigos. Sua principal estratégia era vencer as batalhas sem ter de lutá-las. Os inimigos se entregavam quando se convenciam (pelo terror e medo) de que a derrota era certa e iminente. Ele usava o tempo, a escuridão e tropas montadas em animais grandes... Naquele idos de 1200 tudo isso era uma grande novidade. Imagine-se o horror. Ninguém queria estar na pele dos inimigos do povo mongol.



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 OS CAMINHOS DE UMA ESTRATÉGIA PARA A ENGENHARIA BRASILEIRA



(#08 - 07/02/2019)



Durante muitas décadas a concepção das estratégias nas organizações foi sustentada pelo paradigma SCP — Structure-Conduct-Performance (Estrutura-Conduta-Desempenho) proveniente da Teoria da Organização Industrial, desenvolvida inicialmente pelo economista norte-americano Edward Sagendorph Mason, que realizou trabalhos importantes na década de 1930 e foi sucedido por Joe Staten Bain, também economista e também norte americano, cujos principais trabalhos são das décadas de 1950 e 60.



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 QUE GRANDE FALTA FARÁ RICARDO BOECHAT



(#09 - 11/02/2019)



Que ano terrível, meu Deus. Que perda horrorosa!

Esta foi a minha primeira reação quando soube, na conexão de São Paulo, vindo para Fortaleza, da trágica morte do jornalista Ricardo Boechat

Nos últimos dois ou três anos, para me manter atualizado e ouvir muitos lados de todas as questões, estou ouvindo muito rádio e acompanhado alguns canais de informação no Youtube. Gente de motivações e abordagens diferentes. Augusto Nunes, Eduardo Bueno, Reinaldo Azevedo, Marco Antônio Villa, Vera Magalhães, Wilian Waak, Carlos Andreazza, Fernando Mitre, Luiz Megali, Mirian Leitão, Alexandre Garcia... e assim, ouvindo todos os lados de cada situação, vou construíndo minha própria opinião.



(Ler o texto completo...)





 É PRA VALER OU SÓ PRA CONSTAR?



(#10 - 11/02/2019)



No fim, resta a dúvida: o TEMA CENTRAL escolhido pelo Confea para o 10º CNP será mesmo levado à sério? Ou é apenas um rótulo bonito para dar ao evento um lustro de erudição e comprometimento?
O tema será mesmo discutido? Será, efetivamente, objeto dos debates? Será a base das propostas apresentadas? O Congresso Nacional dos Profissionais apresentará uma proposta de Estratégia da Engenharia e da Agronomia para o Brasil?



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 A ENGENHARIA BRASILEIRA NO BANCO DOS RÉUS



(#11 - 11/02/2019)



No excelente artigo ENGENHARIA, A ESPINHA DORSAL PARA O DESENVOLVIMENTO HUMANO, publicado no website do Confea, o presidente, Engenheiro Joel Krüger faz uma observação muito importante. Diz ele:



"Para reverter todo esse quadro é preciso que a Engenharia Nacional volte a ser pensada sobre os quatro pilares fundamentais: planejamento, projeto, execução e manutenção. Não existe Engenharia sem essas fases, que estão diretamente interligadas. Não se faz Engenharia sem planejamento prévio, sem os diversos projetos, do básico ao executivo, sem uma execução minuciosa e, claro, sem a devida manutenção preventiva."



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 30 ANOS DOS LOCH PADILHA



(#12 - 16/02/2019)



Completei 60 anos no final do ano passado. E posso dizer que a minha vida foi dividida em duas metades bem distintas: os primeiros trinta anos e os trinta anos seguintes.

Os primeiros 30 anos eu passei trabalhando, estudando e me praparando para o que viria depois. Depois de Salete, uma pequena cidade no interior de Santa Catarina, onde morei por pouco mais de um ano e meio e encontrei o norte da minha vida.

Tive um novo começo de vida em 1989, quando me casei com a querida Áurea Loch e iniciamos a jornada de construção de uma família absurdamente linda. E esta família completa 30 anos neste 18 de fevereiro.



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 MEMÓRIAS DO ENCONTRO DE LÍDERES REPRESENTANTES



(#13 - 22/02/2019)



Ontem estive em Brasília, participando do segundo dia do ENCONTRO DE LÍDERES REPRESENTANTES DO SISTEMA CONFEA/CREA/MÚTUA. É sempre um grande prazer reencontrar bons amigos e colocar algumas conversas em dia. E já comecei muito bem, encontrando, no aeroporto, o grande parceiro, Engenheiro Líder, Luis Henrique Salatiel



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 O EINSTEIN DE ISAACSON



(#14 - 23/02/2019)



Você sabe que acabou de ler um bom livro quando chega na última página e volta à primeira, como se estivesse procurando por alguma coisa nova ou esperando que uma segunda leitura possa revelar algo inesperado.

Essa sensação eu experimento de vez em quando, e foi o caso com a maravilhosa biografia de Albert Einstein escrita pelo extraordinário Walter Isaacson.



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 MARKETING PARA ENGENHARIA E ARQUITETURA
(10ª edição — 2019)



(#15 - 22/02/2019)



Não. Não estou nem tentando disfarçar o meu orgulho. Afinal, não é todo dia que um autor independente escreve um livro (no Brasil) e vê o danadinho crescer durante 20 anos, em 10 edições sucessivas, com 24 mil exemplares vendidos.
• 20 anos!
• 24 mil exemplares vendidos!
• 10 edições!



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 PARABÉNS, DOUTORA!



(#16 - 27/02/2019)



Hoje, 27/02/2019, não encontro palavras para expressar o meu orgulho e a minha alegria pela minha filha Clara Padilha que conquista, aos 29 anos, o título de DOUTORA EM ODONTOLOGIA.

Por isto fui buscar num bilhete que escrevi para ela no seu aniversário de 14 anos, em 2003. Eu não estava na cidade (estava no Mato Grosso, ministrando um curso). Então deixei encomendado na floricultura umas flores e mandei entregar (com o bilhete) na escola onde ela estudava, no dia 14 de novembro. Dizia o seguinte:



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 ENCONTRO NACIONAL DE ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA E ENGENHARIA — 2019



(#17 - 17/03/2019)



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 SOBRE ENGENHEIROS RESPONSÁVEIS TÉCNICOS POR INSTALADORAS



(#19 - 22/04/2019)



Num grupo de engenheiros no Whatsapp, do qual eu faço parte, surgiu hoje uma acalorada discussão sobre o quanto as empresas pagam mal para os profissionais que assumem a responsabilidade técnica.

Aproveitei para contar a eles uma históris dos idos da década de 1990, quando eu tinha um escritório de Engenharia Elétrica:



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 SOBRE OS CONSELHOS PROFISSIONAIS



(#20 - 22/04/2019)



Um fantasma antigo ganhou força e ronda os conselhos profissionais do Brasil (incluindo o Crea e o Cau). O fim da obrigatoriedade do registro e pagamentos de anuidade e taxas.

Não acredito que os sistemas de conselhos profissionais venham a ser dizimados assim, da noite pro dia, numa canetada. Mas me estranha que não esteja sendo construída nenhuma estratégia para o day after.

Vamos aguardar o tsunami acontecer para depois ver o que se pode fazer?

Já estou preocupado (e tratando desse tema há mais de 30 anos. Dá uma olhada:



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 O PROTOCOLO 89



(#21 - 09/05/2019)



O Protocolo 89 se assemelha mais a um curso intensivo de 26 semanas (aproximadamente 6 meses) no qual o aluno (o cliente):
• Faz um diagnóstico completo da sua empresa;
• Faz uma revisão do Contrato Social;
• Faz uma revisão do organograma e na definião de cargos, funções, tarefas e responsabilidades;
• Desenvolve um Plano de Negócios detalhado;
• Instala, configura e alimenta um completo SIGE (Sistema Integrado de Gestão Empresarial) no escritório, com o qual integra cadastros, negociações, propostas comerciais, sistematização de processos produtivos, recursos humanos e controle financeiro;
• Analisa e desenvolve suas estratégias empresariais (estratégias de produção, estratégias de parcerias, de marketing, financeira, etc)
• Aprende a desenvolver o marketing do seu escritório
• Aprende a negociar e vender os seus serviços
• Aprende técnicas de construção de marcas (pessoal e empresarial)

Enfim, aprende, aprende, aprende... e se desenvolve como gestor do seu negócio. O Protocolo 89 é uma aula particular com duração de 26 semanas e resultados garantidos



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 NA DÉCADA DE 1950 FOI O MARKETING. AGORA É A GESTÃO.



(#22 - 14/05/2019)



QUANDO O MARKETING CHEGOU AO BRASIL, no início da década de 1950, ele foi logo apropriado por professores, autores, consultores e outros senhores que mal tinham lido a orelha de um ou dois livros e já se apresentavam como especialistas no tal do marketing. E foi nessa tocada que o marketing, no Brasil, se resumiu a comunicação, propaganda e publicidade .



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 NÃO É APENAS UMA PAUTA DO FEMINISMO.



(#23 - 18/06/2019)



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 EXTREMISTÃO OU MEDIOCRISTÃO?



(#24 - 19/06/2019)



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 PROGRAMA DE DOMINGO GARANTIDO



(#25 - 20/06/2019)



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 MEIO ANO DISCUTINDO O MAIS ABSOLUTO NADA.



(#26 - 21/06/2019)



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 LIBERTADORES DA AMÉRICA



(#27 - 12/07/2019)



Não, não vou falar de futebol. O assunto aqui é a série de TV realizada com a parceria da TV Caracol da Colômbia e a Netflix: BOLÍVAR: UMA LUTA ADMIRÁVEL.

Depois de assistir os 60 episódios (50 minutos cada um) o que eu posso dizer que não é spoiler:
(1) Que Simón Bolívar nasceu na Venezuela, no final do século XVIII e que era de uma família muito rica (proprietários de terras e escravos);

(2) Que ele foi preparado, desde menino, para ocupar-se dos negócios da família e que, para isso, teve ótimos professores, tutores e que viajou para diversas partes do mundo;

(3) Que casou uma vez mas teve muitas mulheres;

(4) Que liderou, com sucesso, durante muitos anos, campanhas para libertar dos espanhóis vários países do norte da América do Sul (Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia);

(5) Que foi o primeiro presidente da Colômbia…

Não saber essas coisas é o mesmo que não saber que o Titanic afunda no final da história.



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 SOEA 2019 (Palmas, Tocantins)



(#28 - 19/07/2019)



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 VAMOS DEFINIR OS TERMOS?



(#29 - 25/07/2019)



Os meus livros tiveram prefácios de pessoas importantes, que sempre foram escolhidos por um critério específico: eram potenciais leitores do livro.

• Wilson Lang (Presidente do Confea - 1998 e 2000)
• Mauro Faccioni (Engenheiro e professor universitário)
• Comandante Rolim Amaro (Presidente da TAM - 1999)
• Luiz Lanznaster Júnior (Administrador e Comerciante)
• Sebastião Lauro Nau (Engenheiro e professor universitário)
• Osvaldo Pontalti (Arquiteto e Urbanista)
• Francisco Maia Neto (Presidente do IBAPE)
• Manoel Henrique Campos Botelho (autor do clássico “Concreto Armado Eu Te Amo”)
• Rodrigo Bandeira-de-Melo (Engenheiro, professor na FGV)
• Carlos Alberto Kita Xavier (Presidente do Crea-SC)
• Osvaldo José Maba (Professor universitário)



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 VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL ATRAVÉS DAS ENTIDADES DE CLASSE



(#30 - 12/08/2019)



Tenho trabalhado com Entidades de Classe nos últimos 33 anos.
Nos primeiros 12 anos (de 1986 a 1998) fui membro efetivo de diretorias, na AEAVI — Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Alto Vale do Itajaí, em Rio do Sul (SC) e na AEAJS Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Jaraguá do Sul (SC), duas entidades das quais cheguei a ocupar, com muita honra, o cargo de presidente.

Nesses últimos 21 anos, como palestrante e professor, tenho tido o prazer de conviver com dirigentes de entidades de classe do Brasil inteiro, e vejo o empenho, o entusiasmo e a vontade de acertar que esses profissionais demonstram.



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 DEZ RECOMENDAÇÕES PARA A QUALIDADE E PRODUTIVIDADE
DE UMA ENTIDADE DE CLASSE



(#31 - 19/08/2019)



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 POR QUE NÃO FAZEMOS CONTRATO?



(#32 - 19/08/2019)



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 ENTIDADES DE CLASSE E SEUS STAKEHOLDERS



(#33 - 16/08/2019)



Se, na década de 1970 uma empresa era considerada boa, forte e lucrativa quando conseguia produzir coisas que satisfizessem seus clientes, hoje isso não é mais suficiente. De nada adianta produzir a melhor calça jeans do mercado se, no processo de fabricação a empresa poluir o rio que passa no fundo da fábrica.

De nada adianta produzir equipamentos eletrônicos da mais alta qualidade se a empresa utiliza mão de obra infantil. Ou sonega impostos. Ou mantém seus empregados em regime de trabalho escravo.



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 COMO É O PROCESSO DE PRODUÇÃO DAS MINHAS PALESTRAS



(#34 - 28/08/2019)



Não. Não vou apresentar aqui o passo a passo para você criar e apresentar uma palestra. Acho que cada um encontra o seu próprio caminho e ajusta seus próprios processos.

Mas vou contar aqui como é que EU faço para produzir e apresentar as MINHAS palestras:

No meu caso, existem dois tipos de processos: as palestra que já existem como tópicos de cursos ou aulas e as palestras novas



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 O QUE PODEMOS APRENDER COM A HISTÓRIA DA ESCRAVIDÃO?



(#35 - 04/09/2019)



Na primeira página do livro deveria estar escrito, com letras bem grandes: "Antes de entrar, liberte-se de todo e qualquer anacronismo. Não faça qualquer julgamento dos personagens baseado em valores do século XXI. O livro tratará de coisas que aconteceram há quase 600 anos. Os fatos ocorreram nos séculos XV, XVI e XVII (entre 1444 e 1695). Eram outros tempos. Os padrões morais eram outros. O que era aceito como razoável pelas pessoas era diferente.

Dito isto, é importante também um outro alerta, agora aos militantes de toda ordem, que estão esfregando as mãos achando que vão encontrar no livro alimento para as suas próprias convições: os fatos são o que são. É a história. Não importa se vai agradar ou desagradar a igreja, os movimentos de direita, os movimentos negros, os portugueses, os angolanos, paulistas, cariocas ou baianos. É apenas a história. E precisa ser bem contada, ponto.



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 PROFESSOR DE GENTE GRANDE



(#36 - 15/10/2019)



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 SOBRE A TRAGÉDIA DE ONTEM EM FORTALEZA...



(#37 - 16/10/2019)



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 ACOBERTADORES, IRRESPONSÁVEIS E INCOMPETENTES



(#38 - 18/10/2019)



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 SOBRE O BREXIT



(#39 - 20/10/2019)



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 EXPERIÊNCIA NÃO SE OBTÉM APENAS COM O TEMPO



(#40 - 21/10/2019)



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 FUI PROMOVIDO A CEARENCE. AÍ SIM!



(#41 - 28/10/2019)



Um deputado do Piaúi leu, na tribuna da Assembléia Legislativa, um texto de minha autoria, para reforçar os argumentos em defesa do seu Projeto de Lei.
Na leitura acabou fazendo confusão e dizendo que eu sou cearense.
Longe de ficar incomodado, fiquei foi orgulhoso. Se o deputado imagina que eu sou cearence é porque eu devo ser muito bom.



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 HISTÓRIA DA CIÊNCIA



(#42 - 29/10/2019)



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 NÃO SEJA VAMPIRO



(#43 - 31/10/2019)



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 11/DEZ - DIA DO ENGENHEIRO
15/DEZ - DIA DO ARQUITETO



(#44 - 01/11/2019)



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 SUPLETIVO: FAZER OU NÃO



(#45 - 41/11/2019)



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 ENCONTRO OITONOVETRÊS 2020



(#46 - 11/11/2019)



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 ENCONTRO OITONOVETRÊS 2020



(#47 - 14/11/2019)



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 PARABÉNS, FLAMENGUISTAS.



(#48 - 23/11/2019)



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 EMPREENDEDORISMO, ESTRATÉGIA E GESTÃO
EM ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA



(#49 - 12/12/2019)





Durante muitos anos, nos cursos de graduação e de especialização, o arquiteto aprende a dominar a técnica e a arte da profissão.

Mas não existe, em geral, um aprendizado formal para transformar esses conhecimentos em um negócio. Ou melhor ainda: um bom negócio. Um negócio de sucesso.

O CAU/SC, com uma visão inovadora, resolveu dar a sua contribuição para que arquitetos empreendedores possam transformar seus conhecimentos técnicos e sua visão de mundo em negócios lucrativos e sustentáveis.



(Ler o texto completo...)




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12/12/2019

EMPREENDEDORISMO, ESTRATÉGIA E GESTÃO
EM ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA

(Publicado em 12/12/2019)





Durante muitos anos, nos cursos de graduação e de especialização, o arquiteto aprende a dominar a técnica e a arte da profissão.

Mas não existe, em geral, um aprendizado formal para transformar esses conhecimentos em um negócio. Ou melhor ainda: um bom negócio. Um negócio de sucesso.

O CAU/SC, com uma visão inovadora, resolveu dar a sua contribuição para que arquitetos empreendedores possam transformar seus conhecimentos técnicos e sua visão de mundo em negócios lucrativos e sustentáveis.

Este projeto terá 30 semanas sendo uma série de vídeos com conteúdos sobre Empreendedorismo, Estratégia e Gestão para Escritórios de Arquitetura. Tem como objetivo despertar os profissionais para esse rico universo da Administração de empresas, tornando cada escritório mais eficaz, mais eficiente e mais lucrativo na busca do que todos nós queremos: o progresso contínuo e sustentável no mercado.

Também fará parte deste projeto 6 vídeos contendo entrevistas (ou trechos de entrevistas) com profissionais de Arquitetura, sobre temas muito importantes do dia a dia do exercício profissional e da gestão dos seus escritórios. Esses vídeos vão permitir a troca de experiências entre profissionais veteranos com os profissionais mais jovens.

Eu, pessoalmente, me sinto honrado pelo convite. Agradeço o CAU/SC pela confiança depositada no meu trabalho e tenho certeza de que conseguiremos fazer algo no nível do CAU/SC, que sirva aos profissionais e que permita que eles alcancem melhores resultados, depois de terem participado dessa jornada.







EMPREENDER ARQUITETURA — CAU/SC

Temas principais e vídeos correspondentes

EMPREENDEDORISMO E ESTRATÉGIA
#01 EMPREENDEDORISMO NA ARQUITETURA
#02 ESTRATÉGIA EMPRESARIAL PARA ESCRITÓRIOS
#03 MODELO DE NEGÓCIO E PLANO DE NEGÓCIO
#04 CONTRATO SOCIAL
#05 LEGISLAÇÃO

MARKETING
#06 MARKETING DE SERVIÇOS
#07 SERVIÇOS DE ARQUITETURA CARACTERÍSTICAS
#08 COMUNICAÇÃO COM O MERCADO
#09 DIFERENCIAÇÃO COMPETITIVA
#10 NEGOCIAÇÃO 1 (Fundamento de um Arquiteto Vendedor)
#11 NEGOCIAÇÃO 2 (Obstáculos e armadilhas)
#12 NEGOCIAÇÃO 3 (A questão do preço)
#13 NEGOCIAÇÃO 4 (Técnicas e recursos)

PRODUÇÃO
#14 PRODUTOS
#15 TEORIAS DA PRODUTIVIDADE
#16 SISTEMAS E ALGORITMOS
#17 ROTINAS E AGENDA

PESSOAS
#18 CARREIRA e MARCA PESSOAL
#19 MARKETING PESSOAL
#20 GESTÃO DE EQUIPES DE TRABALHO

FINANCEIRO
#21 CUSTOS 1 (Custos invisíveis)
#22 CUSTOS 2 (Custos Empresariais)
#23 PRINCÍPIOS DE PRECIFICAÇÃO
#24 PRECIFICAÇÃO DE SERVIÇOS

PALAVRA DE ARQUITETO
#25 TEMA 1 - TECNOLOGIA BIM
#26 TEMA 2 - REGISTRO E CONTROLE FINANCEIRO
#27 TEMA 3 - ERP - SISTEMA INTEGRADO DE GESTÃO
#28 TEMA 4 - EQUIPE DE TRABALHO
#29 TEMA 5 - NEGOCIAR E VENDER ARQUITETURA
#30 TEMA 6 - A PARTICIPAÇÃO EM ENTIDADES DE CLASSE




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01/11/2019

11/DEZ - DIA DO ENGENHEIRO
15/DEZ - DIA DO ARQUITETO

(Publicado em 01/11/2019)







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28/10/2019

FUI PROMOVIDO A CEARENCE. AÍ SIM!

(Publicado em 28/10/2019)



Um deputado do Piaúi leu, na tribuna da Assembléia Legislativa, um texto de minha autoria, para reforçar os argumentos em defesa do seu Projeto de Lei.
Na leitura acabou fazendo confusão e dizendo que eu sou cearense.
Longe de ficar incomodado, fiquei foi orgulhoso. Se o deputado imagina que eu sou cearence é porque eu devo ser muito bom.


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PADILHA, Ênio. 2019

15/10/2019

PROFESSOR DE GENTE GRANDE

(Publicado em 15/10/2019)










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PADILHA, Ênio. 2019


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