Notas de "NOTAS AUTOBIOGRÁFICAS"

26/01/2020

ENIO PADILHA, PAI



(Este artigo foi publicado originalmente em 26/01/2011. Atualizado em 26/01/2019.



Quem me conhece apenas como escritor talvez não tenha o registro de que o meu nome completo inclui um Filho depois do Ênio Padilha.
Isto mesmo: Ênio Padilha Filho.

Em 1998, no dia que foi decidida a capa para o meu primeiro livro (Marketing para Engenharia e Arquitetura), resolvi suprimir esse complemento do meu nome, por conta de uma recomendação do marketing pessoal (as pessoas guardam mais facilmente nomes com duas palavras). Mas essas recomendações do marketing pessoal são outro assunto (aliás, tratados no capítulo 6 do livro Manual do Engenheiro Recém-Formado).

O assunto aqui é, justamente, o outro Ênio Padilha. O original. O verdadeiro dono do nome: meu pai, que, se ainda estivesse entre nós, completaria 98 anos neste dia 26 de janeiro de 2020.


Meu pai nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, em 1922. Era o 2º filho do vô Argemiro (— Correia Padilha) e da vó Maria Luiza (— Pires Padilha). Viveu seus primeiros anos no Bairro Bonfim, na capital gaúcha, onde trabalhou como ajudante de padeiro, fazendo entregas com uma carroça. Nesse trabalho sofreu um grave acidente que lhe quebrou as duas pernas. Esse infortúnio o deixou, por toda a vida, com um defeito em uma das pernas, responsável por uma característica que o identificava, mesmo visto de longe, caminhando: era manco.

Na juventude morou por algum tempo em Caxias do Sul, trabalhando com o vô Argemiro, que era calceteiro (trabalhador que calça ruas e outros caminhos com pedras ou paralelepípedos). Lá conheceu Natalina Rodrigues (seis anos mais velha) com quem se casou, em 1941. Tinha, então, 19 anos. O casamento durou 11 anos e resultou, entre outras coisas, em dois filhos: Adão e José Carlos. A essas alturas Ênio Padilha já era, ele próprio, um calceteiro reconhecido e trabalhava por conta própria, prestando serviços para prefeituras de várias cidades.

Com a morte da mãe dele, (a vó Maria Luiza), acompanhou o pai (vô Argemiro) na mudança para Santa Catarina, em 1953. Estabeleceram-se em Rio do Sul, onde Ênio conheceu Mathildes Souza (quatorze anos mais nova) e com ela se casou, em 1954.

Com Mathildes (que virou Dona Ana, por sugestão do sogro, que considerava Mathildes um nome muito complicado), Ênio viveu por 26 anos e teve 7 filhos: Carlos Alberto, Ênio, Edson, Enoína, Eronilde, Eliane e Élcio.

A profissão de calceteiro, na qual iniciou-se aos 18 anos, foi sua ocupação durante toda a vida. Com ela criou seus filhos e tornou-se conhecido, principalmente em Rio do Sul, onde viveu por mais de 30 anos. Em Rio do Sul, foi o responsável pela pavimentação (com paralelepípedos ou lajotas de concreto) das principais ruas e avenidas da cidade. Muitas dessas ruas, como a Rua XV e a Aristiliano Ramos, hoje estão cobertas pelo bem-vindo asfalto.

Tornou-se tão conhecido e querido por tanta gente em Rio do Sul que existe, na cidade, uma rua com o seu nome. Homenagem feita pelos próprios moradores da rua, poucos meses após o seu falecimento, em março de 1989.

Mas os paralelepípedos não foram suas únicas ocupações. Ele também era músico, tocava bateria e pandeiro em bares e casas noturnas de Rio do Sul. Adorava dançar tangos, cantarolar boleros e torcer pelo Internacional de Porto alegre (com o rádio de pilha colado ao ouvido)


Seu Padilha, que hoje anima as festas do céu, ao lado dos irmãos Paulinho e Nelson, músicos e que também já partiram, certamente olha para cá e abençoa os 9 filhos (e muitas noras, genros, netos e bisnetos) que ainda sentem saudades e que se esforçam para cumprir seus sábios conselhos e construir vidas úteis, honestas e felizes.









Imagens:
• Na primeira foto (preto e branco), feita pelo fotógrafo Carlos Marzall, de Rio do Sul, provavelmente na década de 1960, meu pai aparece em primeiro plano, na sua inseparável bicicleta Monark;
• Na segunda foto (feita pela minha amiga Sônia Tomazoni, em 2007) o detalhe da placa da rua Ênio Padilha, no Bairro Taboão - Rio do Sul-SC;
• Na terceira foto (feita por mim) a entrada do nosso escritório, em Balneário Camboriú. Mandei fazer uma ruazinha em paralelepípedos, para homenagear o velho;
• As duas fotos maiores, depois do texto, foram feitas em janeiro de 2013 pelo meu irmão, Carlos Alberto Padilha e mostram algumas das casas da Rua Ênio Padilha.
• As últimas fotos, onde a rua aparece já pavimentada, foram feitas pelo amigo Antônio Celso Silveira, em setembro de 2016.






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01/01/2020

ARTIGOS INÉDITOS PUBLICADOS EM 2019



(Publicado em 06/03/2019)



Pra você que acha que o ano está começando só agora, depois que o carnaval acabou, dá uma olhada nos artigos inéditos que já foram publicados no nosso site nesses primeiros dias de 2019:




 O MUSEU DOS MUSEUS DO FUTEBOL



(#01 - 07/01/2019)



Muitas cidades do mundo mantêm museus do futebol. São Paulo, Rio de Janeiro, Santos, Madri, Barcelona, Buenos Aires, Mexico, Manchester, Milão... Mas nenhum desses museus pode apresentar um item extremamente valioso: o campo do jogo final da primeira Copa do Mundo de Futebol. Esse privilégio cabe ao MUSEU DO FUTEBOL DE MONTEVIDEO, no Uruguai.



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 O CAMINHO DAS PEDRAS PARA A PRODUÇÃO DE UM LIVRO



(#02 - 11/01/2019)



Um livro é um trabalho com algum nível de aprofundamento. Trata-se de enfrentar um assunto (ou tema) e tratar dele por 150 ou 200 páginas (sem ser abandonado pelo leitor antes da página 10). É um trabalho de muita responsabilidade. O autor não pode ser preguiçoso ou negligente. Tem de se aprofundar no assunto e entregar um conteúdo com algum grau de originalidade e relevância. Isso não é fácil. E é por isso que escrever um livro é sempre associado a obter uma vitória significativa sobre um desafio.



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 OS LÍDERES, SEGUNDO O OLHAR DO SISTEMA CONFEA/CREA



(#03 - 22/01/2019)



Antes que você ou alguém possa dizer que eu estou reclamando por mim ou advogando em causa própria, que fique claro: não é por mim. Eu sou um dos poucos profissionais de fora do sistema com amplo acesso e muitos amigos nos Creas de todo o Brasil, nas Entidades de Classe, nos sindicatos e na Mútua. O meu trabalho, até onde eu sei, praticamente não tem rejeição dentro do Sistema Profissional e, não raro, recebe apoios e, eventualmente, patrocínios. Portanto, não estou reclamando por mim, que fique claro.



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 TÁ TUDO CERTO, MAS TEM ALGUMA COISA ERRADA.



(#04 - 25/01/2019)



Eu estava ouvindo o Jornal da Band News FM e num dos intervalos entrou o programa de um minuto produzido pelo Sistema Confea/Crea, uma iniciativa que, por sinal, acho muito positiva.

Fiquei refletindo alguns minutos sobre o que eu acabei de ouvir e pensando sobre o fato de que a maior reclamação da maioria dos profissionais é justamente o fato de que o Crea não fiscaliza direito o exercício profissional da Engenharia, especialmente quando o assunto é o famigerado Acobertamento.



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 O QUE É ESTRATÉGIA E POR QUE ISSO É IMPORTANTE PARA A ENGENHARIA E AGRONOMIA DO BRASIL?



(#05 - 29/01/2019)



A sociedade brasileira não valoriza a sua engenharia. Não é o governo, não são os políticos, não são os empresários, nem os intelectuais... não. É a sociedade, como um todo, a maioria do povo brasileiro, que não valoriza a sua Engenharia.

Nenhuma pesquisa bem feita na sociedade brasileira iria apontar os investimentos em ensino de ciência e tecnologia como uma prioridade do povo, como uma coisa de importância estratégica o bastante para mobilizar pessoas e construir discursos que elegem prefeitos, vereadores, deputados ou senadores. Nenhum candidato se elegeria Presidente do Brasil se estabelecesse (de verdade) como meta principal do seu governo, o Ensino de Engenharia.



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 ESTRATÉGIA (2) — IDENTIDADE



(#06 - 01/02/2019)



O Sistema Confea/Crea decidiu que o tema central do 10º Congresso Nacional de Profissionais (CNP) que será realizado neste ano em Palmas, Tocantins será ESTRATÉGIAS DA ENGENHARIA E DA AGRONOMIA PARA O DESENVOLVIMENTO NACIONAL. Por isso esse tema será muito discutido aqui no Blog Enio Padilha neste ano.

Eu já disse, num artigo inicial (que você pode ler AQUI), que, para que a Engenharia possa propor uma estratégia para o país é necessário que ela (a Engenharia Brasileira) tenha uma estratégia para si própria.



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 A ENGENHARIA E O PROGRESSO DOS PAÍSES



(#07 - 05/02/2019)



O imperio Mongol, construído sob a liderança de Gengis Khan talvez seja um dos únicos exemplos de desenvolvimento e domínio de uma nação sobre outras e que não esteja diretamente ligado à Engenharia.

A estratégia do Gengis Khan não era baseada em ciência nem em tecnologia. Ele aterrorizava seus inimigos. Sua principal estratégia era vencer as batalhas sem ter de lutá-las. Os inimigos se entregavam quando se convenciam (pelo terror e medo) de que a derrota era certa e iminente. Ele usava o tempo, a escuridão e tropas montadas em animais grandes... Naquele idos de 1200 tudo isso era uma grande novidade. Imagine-se o horror. Ninguém queria estar na pele dos inimigos do povo mongol.



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 OS CAMINHOS DE UMA ESTRATÉGIA PARA A ENGENHARIA BRASILEIRA



(#08 - 07/02/2019)



Durante muitas décadas a concepção das estratégias nas organizações foi sustentada pelo paradigma SCP — Structure-Conduct-Performance (Estrutura-Conduta-Desempenho) proveniente da Teoria da Organização Industrial, desenvolvida inicialmente pelo economista norte-americano Edward Sagendorph Mason, que realizou trabalhos importantes na década de 1930 e foi sucedido por Joe Staten Bain, também economista e também norte americano, cujos principais trabalhos são das décadas de 1950 e 60.



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 QUE GRANDE FALTA FARÁ RICARDO BOECHAT



(#09 - 11/02/2019)



Que ano terrível, meu Deus. Que perda horrorosa!

Esta foi a minha primeira reação quando soube, na conexão de São Paulo, vindo para Fortaleza, da trágica morte do jornalista Ricardo Boechat

Nos últimos dois ou três anos, para me manter atualizado e ouvir muitos lados de todas as questões, estou ouvindo muito rádio e acompanhado alguns canais de informação no Youtube. Gente de motivações e abordagens diferentes. Augusto Nunes, Eduardo Bueno, Reinaldo Azevedo, Marco Antônio Villa, Vera Magalhães, Wilian Waak, Carlos Andreazza, Fernando Mitre, Luiz Megali, Mirian Leitão, Alexandre Garcia... e assim, ouvindo todos os lados de cada situação, vou construíndo minha própria opinião.



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 É PRA VALER OU SÓ PRA CONSTAR?



(#10 - 11/02/2019)



No fim, resta a dúvida: o TEMA CENTRAL escolhido pelo Confea para o 10º CNP será mesmo levado à sério? Ou é apenas um rótulo bonito para dar ao evento um lustro de erudição e comprometimento?
O tema será mesmo discutido? Será, efetivamente, objeto dos debates? Será a base das propostas apresentadas? O Congresso Nacional dos Profissionais apresentará uma proposta de Estratégia da Engenharia e da Agronomia para o Brasil?



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 A ENGENHARIA BRASILEIRA NO BANCO DOS RÉUS



(#11 - 11/02/2019)



No excelente artigo ENGENHARIA, A ESPINHA DORSAL PARA O DESENVOLVIMENTO HUMANO, publicado no website do Confea, o presidente, Engenheiro Joel Krüger faz uma observação muito importante. Diz ele:



"Para reverter todo esse quadro é preciso que a Engenharia Nacional volte a ser pensada sobre os quatro pilares fundamentais: planejamento, projeto, execução e manutenção. Não existe Engenharia sem essas fases, que estão diretamente interligadas. Não se faz Engenharia sem planejamento prévio, sem os diversos projetos, do básico ao executivo, sem uma execução minuciosa e, claro, sem a devida manutenção preventiva."



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 30 ANOS DOS LOCH PADILHA



(#12 - 16/02/2019)



Completei 60 anos no final do ano passado. E posso dizer que a minha vida foi dividida em duas metades bem distintas: os primeiros trinta anos e os trinta anos seguintes.

Os primeiros 30 anos eu passei trabalhando, estudando e me praparando para o que viria depois. Depois de Salete, uma pequena cidade no interior de Santa Catarina, onde morei por pouco mais de um ano e meio e encontrei o norte da minha vida.

Tive um novo começo de vida em 1989, quando me casei com a querida Áurea Loch e iniciamos a jornada de construção de uma família absurdamente linda. E esta família completa 30 anos neste 18 de fevereiro.



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 MEMÓRIAS DO ENCONTRO DE LÍDERES REPRESENTANTES



(#13 - 22/02/2019)



Ontem estive em Brasília, participando do segundo dia do ENCONTRO DE LÍDERES REPRESENTANTES DO SISTEMA CONFEA/CREA/MÚTUA. É sempre um grande prazer reencontrar bons amigos e colocar algumas conversas em dia. E já comecei muito bem, encontrando, no aeroporto, o grande parceiro, Engenheiro Líder, Luis Henrique Salatiel



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 O EINSTEIN DE ISAACSON



(#14 - 23/02/2019)



Você sabe que acabou de ler um bom livro quando chega na última página e volta à primeira, como se estivesse procurando por alguma coisa nova ou esperando que uma segunda leitura possa revelar algo inesperado.

Essa sensação eu experimento de vez em quando, e foi o caso com a maravilhosa biografia de Albert Einstein escrita pelo extraordinário Walter Isaacson.



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 MARKETING PARA ENGENHARIA E ARQUITETURA
(10ª edição — 2019)



(#15 - 22/02/2019)



Não. Não estou nem tentando disfarçar o meu orgulho. Afinal, não é todo dia que um autor independente escreve um livro (no Brasil) e vê o danadinho crescer durante 20 anos, em 10 edições sucessivas, com 24 mil exemplares vendidos.
• 20 anos!
• 24 mil exemplares vendidos!
• 10 edições!



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 PARABÉNS, DOUTORA!



(#16 - 27/02/2019)



Hoje, 27/02/2019, não encontro palavras para expressar o meu orgulho e a minha alegria pela minha filha Clara Padilha que conquista, aos 29 anos, o título de DOUTORA EM ODONTOLOGIA.

Por isto fui buscar num bilhete que escrevi para ela no seu aniversário de 14 anos, em 2003. Eu não estava na cidade (estava no Mato Grosso, ministrando um curso). Então deixei encomendado na floricultura umas flores e mandei entregar (com o bilhete) na escola onde ela estudava, no dia 14 de novembro. Dizia o seguinte:



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 ENCONTRO NACIONAL DE ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA E ENGENHARIA — 2019



(#17 - 17/03/2019)



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 SOBRE ENGENHEIROS RESPONSÁVEIS TÉCNICOS POR INSTALADORAS



(#19 - 22/04/2019)



Num grupo de engenheiros no Whatsapp, do qual eu faço parte, surgiu hoje uma acalorada discussão sobre o quanto as empresas pagam mal para os profissionais que assumem a responsabilidade técnica.

Aproveitei para contar a eles uma históris dos idos da década de 1990, quando eu tinha um escritório de Engenharia Elétrica:



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 SOBRE OS CONSELHOS PROFISSIONAIS



(#20 - 22/04/2019)



Um fantasma antigo ganhou força e ronda os conselhos profissionais do Brasil (incluindo o Crea e o Cau). O fim da obrigatoriedade do registro e pagamentos de anuidade e taxas.

Não acredito que os sistemas de conselhos profissionais venham a ser dizimados assim, da noite pro dia, numa canetada. Mas me estranha que não esteja sendo construída nenhuma estratégia para o day after.

Vamos aguardar o tsunami acontecer para depois ver o que se pode fazer?

Já estou preocupado (e tratando desse tema há mais de 30 anos. Dá uma olhada:



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 O PROTOCOLO 89



(#21 - 09/05/2019)



O Protocolo 89 se assemelha mais a um curso intensivo de 26 semanas (aproximadamente 6 meses) no qual o aluno (o cliente):
• Faz um diagnóstico completo da sua empresa;
• Faz uma revisão do Contrato Social;
• Faz uma revisão do organograma e na definião de cargos, funções, tarefas e responsabilidades;
• Desenvolve um Plano de Negócios detalhado;
• Instala, configura e alimenta um completo SIGE (Sistema Integrado de Gestão Empresarial) no escritório, com o qual integra cadastros, negociações, propostas comerciais, sistematização de processos produtivos, recursos humanos e controle financeiro;
• Analisa e desenvolve suas estratégias empresariais (estratégias de produção, estratégias de parcerias, de marketing, financeira, etc)
• Aprende a desenvolver o marketing do seu escritório
• Aprende a negociar e vender os seus serviços
• Aprende técnicas de construção de marcas (pessoal e empresarial)

Enfim, aprende, aprende, aprende... e se desenvolve como gestor do seu negócio. O Protocolo 89 é uma aula particular com duração de 26 semanas e resultados garantidos



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 NA DÉCADA DE 1950 FOI O MARKETING. AGORA É A GESTÃO.



(#22 - 14/05/2019)



QUANDO O MARKETING CHEGOU AO BRASIL, no início da década de 1950, ele foi logo apropriado por professores, autores, consultores e outros senhores que mal tinham lido a orelha de um ou dois livros e já se apresentavam como especialistas no tal do marketing. E foi nessa tocada que o marketing, no Brasil, se resumiu a comunicação, propaganda e publicidade .



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 NÃO É APENAS UMA PAUTA DO FEMINISMO.



(#23 - 18/06/2019)



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 EXTREMISTÃO OU MEDIOCRISTÃO?



(#24 - 19/06/2019)



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 PROGRAMA DE DOMINGO GARANTIDO



(#25 - 20/06/2019)



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 MEIO ANO DISCUTINDO O MAIS ABSOLUTO NADA.



(#26 - 21/06/2019)



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 LIBERTADORES DA AMÉRICA



(#27 - 12/07/2019)



Não, não vou falar de futebol. O assunto aqui é a série de TV realizada com a parceria da TV Caracol da Colômbia e a Netflix: BOLÍVAR: UMA LUTA ADMIRÁVEL.

Depois de assistir os 60 episódios (50 minutos cada um) o que eu posso dizer que não é spoiler:
(1) Que Simón Bolívar nasceu na Venezuela, no final do século XVIII e que era de uma família muito rica (proprietários de terras e escravos);

(2) Que ele foi preparado, desde menino, para ocupar-se dos negócios da família e que, para isso, teve ótimos professores, tutores e que viajou para diversas partes do mundo;

(3) Que casou uma vez mas teve muitas mulheres;

(4) Que liderou, com sucesso, durante muitos anos, campanhas para libertar dos espanhóis vários países do norte da América do Sul (Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia);

(5) Que foi o primeiro presidente da Colômbia…

Não saber essas coisas é o mesmo que não saber que o Titanic afunda no final da história.



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 SOEA 2019 (Palmas, Tocantins)



(#28 - 19/07/2019)



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 VAMOS DEFINIR OS TERMOS?



(#29 - 25/07/2019)



Os meus livros tiveram prefácios de pessoas importantes, que sempre foram escolhidos por um critério específico: eram potenciais leitores do livro.

• Wilson Lang (Presidente do Confea - 1998 e 2000)
• Mauro Faccioni (Engenheiro e professor universitário)
• Comandante Rolim Amaro (Presidente da TAM - 1999)
• Luiz Lanznaster Júnior (Administrador e Comerciante)
• Sebastião Lauro Nau (Engenheiro e professor universitário)
• Osvaldo Pontalti (Arquiteto e Urbanista)
• Francisco Maia Neto (Presidente do IBAPE)
• Manoel Henrique Campos Botelho (autor do clássico “Concreto Armado Eu Te Amo”)
• Rodrigo Bandeira-de-Melo (Engenheiro, professor na FGV)
• Carlos Alberto Kita Xavier (Presidente do Crea-SC)
• Osvaldo José Maba (Professor universitário)



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 VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL ATRAVÉS DAS ENTIDADES DE CLASSE



(#30 - 12/08/2019)



Tenho trabalhado com Entidades de Classe nos últimos 33 anos.
Nos primeiros 12 anos (de 1986 a 1998) fui membro efetivo de diretorias, na AEAVI — Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Alto Vale do Itajaí, em Rio do Sul (SC) e na AEAJS Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Jaraguá do Sul (SC), duas entidades das quais cheguei a ocupar, com muita honra, o cargo de presidente.

Nesses últimos 21 anos, como palestrante e professor, tenho tido o prazer de conviver com dirigentes de entidades de classe do Brasil inteiro, e vejo o empenho, o entusiasmo e a vontade de acertar que esses profissionais demonstram.



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 DEZ RECOMENDAÇÕES PARA A QUALIDADE E PRODUTIVIDADE
DE UMA ENTIDADE DE CLASSE



(#31 - 19/08/2019)



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 POR QUE NÃO FAZEMOS CONTRATO?



(#32 - 19/08/2019)



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 ENTIDADES DE CLASSE E SEUS STAKEHOLDERS



(#33 - 16/08/2019)



Se, na década de 1970 uma empresa era considerada boa, forte e lucrativa quando conseguia produzir coisas que satisfizessem seus clientes, hoje isso não é mais suficiente. De nada adianta produzir a melhor calça jeans do mercado se, no processo de fabricação a empresa poluir o rio que passa no fundo da fábrica.

De nada adianta produzir equipamentos eletrônicos da mais alta qualidade se a empresa utiliza mão de obra infantil. Ou sonega impostos. Ou mantém seus empregados em regime de trabalho escravo.



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 COMO É O PROCESSO DE PRODUÇÃO DAS MINHAS PALESTRAS



(#34 - 28/08/2019)



Não. Não vou apresentar aqui o passo a passo para você criar e apresentar uma palestra. Acho que cada um encontra o seu próprio caminho e ajusta seus próprios processos.

Mas vou contar aqui como é que EU faço para produzir e apresentar as MINHAS palestras:

No meu caso, existem dois tipos de processos: as palestra que já existem como tópicos de cursos ou aulas e as palestras novas



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 O QUE PODEMOS APRENDER COM A HISTÓRIA DA ESCRAVIDÃO?



(#35 - 04/09/2019)



Na primeira página do livro deveria estar escrito, com letras bem grandes: "Antes de entrar, liberte-se de todo e qualquer anacronismo. Não faça qualquer julgamento dos personagens baseado em valores do século XXI. O livro tratará de coisas que aconteceram há quase 600 anos. Os fatos ocorreram nos séculos XV, XVI e XVII (entre 1444 e 1695). Eram outros tempos. Os padrões morais eram outros. O que era aceito como razoável pelas pessoas era diferente.

Dito isto, é importante também um outro alerta, agora aos militantes de toda ordem, que estão esfregando as mãos achando que vão encontrar no livro alimento para as suas próprias convições: os fatos são o que são. É a história. Não importa se vai agradar ou desagradar a igreja, os movimentos de direita, os movimentos negros, os portugueses, os angolanos, paulistas, cariocas ou baianos. É apenas a história. E precisa ser bem contada, ponto.



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 PROFESSOR DE GENTE GRANDE



(#36 - 15/10/2019)



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 SOBRE A TRAGÉDIA DE ONTEM EM FORTALEZA...



(#37 - 16/10/2019)



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 ACOBERTADORES, IRRESPONSÁVEIS E INCOMPETENTES



(#38 - 18/10/2019)



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 SOBRE O BREXIT



(#39 - 20/10/2019)



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 EXPERIÊNCIA NÃO SE OBTÉM APENAS COM O TEMPO



(#40 - 21/10/2019)



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 FUI PROMOVIDO A CEARENCE. AÍ SIM!



(#41 - 28/10/2019)



Um deputado do Piaúi leu, na tribuna da Assembléia Legislativa, um texto de minha autoria, para reforçar os argumentos em defesa do seu Projeto de Lei.
Na leitura acabou fazendo confusão e dizendo que eu sou cearense.
Longe de ficar incomodado, fiquei foi orgulhoso. Se o deputado imagina que eu sou cearence é porque eu devo ser muito bom.



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 HISTÓRIA DA CIÊNCIA



(#42 - 29/10/2019)



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 NÃO SEJA VAMPIRO



(#43 - 31/10/2019)



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 11/DEZ - DIA DO ENGENHEIRO
15/DEZ - DIA DO ARQUITETO



(#44 - 01/11/2019)



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 SUPLETIVO: FAZER OU NÃO



(#45 - 41/11/2019)



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 ENCONTRO OITONOVETRÊS 2020



(#46 - 11/11/2019)



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 ENCONTRO OITONOVETRÊS 2020



(#47 - 14/11/2019)



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 PARABÉNS, FLAMENGUISTAS.



(#48 - 23/11/2019)



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 EMPREENDEDORISMO, ESTRATÉGIA E GESTÃO
EM ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA



(#49 - 12/12/2019)





Durante muitos anos, nos cursos de graduação e de especialização, o arquiteto aprende a dominar a técnica e a arte da profissão.

Mas não existe, em geral, um aprendizado formal para transformar esses conhecimentos em um negócio. Ou melhor ainda: um bom negócio. Um negócio de sucesso.

O CAU/SC, com uma visão inovadora, resolveu dar a sua contribuição para que arquitetos empreendedores possam transformar seus conhecimentos técnicos e sua visão de mundo em negócios lucrativos e sustentáveis.



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12/12/2019

EMPREENDEDORISMO, ESTRATÉGIA E GESTÃO
EM ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA

(Publicado em 12/12/2019)





Durante muitos anos, nos cursos de graduação e de especialização, o arquiteto aprende a dominar a técnica e a arte da profissão.

Mas não existe, em geral, um aprendizado formal para transformar esses conhecimentos em um negócio. Ou melhor ainda: um bom negócio. Um negócio de sucesso.

O CAU/SC, com uma visão inovadora, resolveu dar a sua contribuição para que arquitetos empreendedores possam transformar seus conhecimentos técnicos e sua visão de mundo em negócios lucrativos e sustentáveis.

Este projeto terá 30 semanas sendo uma série de vídeos com conteúdos sobre Empreendedorismo, Estratégia e Gestão para Escritórios de Arquitetura. Tem como objetivo despertar os profissionais para esse rico universo da Administração de empresas, tornando cada escritório mais eficaz, mais eficiente e mais lucrativo na busca do que todos nós queremos: o progresso contínuo e sustentável no mercado.

Também fará parte deste projeto 6 vídeos contendo entrevistas (ou trechos de entrevistas) com profissionais de Arquitetura, sobre temas muito importantes do dia a dia do exercício profissional e da gestão dos seus escritórios. Esses vídeos vão permitir a troca de experiências entre profissionais veteranos com os profissionais mais jovens.

Eu, pessoalmente, me sinto honrado pelo convite. Agradeço o CAU/SC pela confiança depositada no meu trabalho e tenho certeza de que conseguiremos fazer algo no nível do CAU/SC, que sirva aos profissionais e que permita que eles alcancem melhores resultados, depois de terem participado dessa jornada.







EMPREENDER ARQUITETURA — CAU/SC

Temas principais e vídeos correspondentes

EMPREENDEDORISMO E ESTRATÉGIA
#01 EMPREENDEDORISMO NA ARQUITETURA
#02 ESTRATÉGIA EMPRESARIAL PARA ESCRITÓRIOS
#03 MODELO DE NEGÓCIO E PLANO DE NEGÓCIO
#04 CONTRATO SOCIAL
#05 LEGISLAÇÃO

MARKETING
#06 MARKETING DE SERVIÇOS
#07 SERVIÇOS DE ARQUITETURA CARACTERÍSTICAS
#08 COMUNICAÇÃO COM O MERCADO
#09 DIFERENCIAÇÃO COMPETITIVA
#10 NEGOCIAÇÃO 1 (Fundamento de um Arquiteto Vendedor)
#11 NEGOCIAÇÃO 2 (Obstáculos e armadilhas)
#12 NEGOCIAÇÃO 3 (A questão do preço)
#13 NEGOCIAÇÃO 4 (Técnicas e recursos)

PRODUÇÃO
#14 PRODUTOS
#15 TEORIAS DA PRODUTIVIDADE
#16 SISTEMAS E ALGORITMOS
#17 ROTINAS E AGENDA

PESSOAS
#18 CARREIRA e MARCA PESSOAL
#19 MARKETING PESSOAL
#20 GESTÃO DE EQUIPES DE TRABALHO

FINANCEIRO
#21 CUSTOS 1 (Custos invisíveis)
#22 CUSTOS 2 (Custos Empresariais)
#23 PRINCÍPIOS DE PRECIFICAÇÃO
#24 PRECIFICAÇÃO DE SERVIÇOS

PALAVRA DE ARQUITETO
#25 TEMA 1 - TECNOLOGIA BIM
#26 TEMA 2 - REGISTRO E CONTROLE FINANCEIRO
#27 TEMA 3 - ERP - SISTEMA INTEGRADO DE GESTÃO
#28 TEMA 4 - EQUIPE DE TRABALHO
#29 TEMA 5 - NEGOCIAR E VENDER ARQUITETURA
#30 TEMA 6 - A PARTICIPAÇÃO EM ENTIDADES DE CLASSE




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01/11/2019

11/DEZ - DIA DO ENGENHEIRO
15/DEZ - DIA DO ARQUITETO

(Publicado em 01/11/2019)







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28/10/2019

FUI PROMOVIDO A CEARENCE. AÍ SIM!

(Publicado em 28/10/2019)



Um deputado do Piaúi leu, na tribuna da Assembléia Legislativa, um texto de minha autoria, para reforçar os argumentos em defesa do seu Projeto de Lei.
Na leitura acabou fazendo confusão e dizendo que eu sou cearense.
Longe de ficar incomodado, fiquei foi orgulhoso. Se o deputado imagina que eu sou cearence é porque eu devo ser muito bom.


Clique sobre a imagem ao lado para ler a matéria



PADILHA, Ênio. 2019

15/10/2019

PROFESSOR DE GENTE GRANDE

(Publicado em 15/10/2019)










Para copiar e reproduzir este artigo, conheça nossas REGRAS PARA PUBLICAÇÕES




PADILHA, Ênio. 2019

16/09/2019

SOEA 2019 (Palmas, Tocantins)

(Série iniciada em 11/07/2019)






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28/08/2019

COMO É O PROCESSO DE PRODUÇÃO DAS MINHAS PALESTRAS



(Publicado em 28/08/2019)



Não. Não vou apresentar aqui o passo a passo para você criar e apresentar uma palestra. Acho que cada um encontra o seu próprio caminho e ajusta seus próprios processos.

Mas vou contar aqui como é que EU faço para produzir e apresentar as MINHAS palestras:



No meu caso, existem dois tipos de processos: as palestra que já existem como tópicos de cursos ou aulas e as palestras novas

Acontece, algumas vezes de um determinado tópico de uma aula ou curso ser muito interessante e ter um começo, meio e fim num tempo de aproximadamente uma hora, ou seja, pode ser apresentado independentemente do contexto do curso ou da aula em si. Nesse caso é necessário apenas separar aquele material como uma palestra para ser apresentado como conteúdo independente.

É o tipo de palestra fácil de produzir, pois todo o processo de construção do conteúdo e outras preparações já está pronto (já foi feito), inclusive os eventuais problemas de apresentação já foram corrigidos nas inúmeras vezes que aquele tópico já foi apresentado em cursos ou aulas.

O segundo tipo de palestra (o mais difícil) é aquele que surge de uma ideia minha ou da sugestão de algum amigo ou de alguém da OitoNoveTrês sobre um tema que pode ser explorado e que resultaria em uma palestra interessante. Esse tipo de palestra tem um processo produtivo bem diferente, que eu vou contar agora.


A DEFINIÇÃO DO CONTEÚDO
Esse processo é dividido em 5 etapas: a primeira etapa é a definição do conteúdo. Eu penso a respeito daquele tema e me pergunto “o que EU, como espectador, gostaria de saber? Que informações eu gostaria de receber numa palestra sobre o assunto? Que perguntas eu gostaria de ver respondidas numa palestra como essa?”

Aí eu elaboro uma lista de perguntas que vão me orientar durante o processo de busca de informações sobre o tema. E (isso é importante), para cada uma dessas perguntas, é preciso ter uma resposta com certo grau de profundidade. Não pode ser uma resposta rasa, que não resista a uma réplica. Essa primeira etapa define o que eu preciso estudar antes de apresentar a palestra. Nessa etapa eu defino quais livros eu preciso ler e verifico se estão disponíveis na minha biblioteca ou se preciso adquirir ou pedir emprestado de algum amigo. É muito raro uma palestra estar sustentada em apenas um único livro.


A PESQUISA NA LITERATURA
Na segunda etapa, pesquisa na literatura, podem surgir alguns insights e outros tópicos podem ser incluídos no conteúdo da palestra. Esses tópicos são então divididos em 4 grupos (atenção para esse detalhe): todo o conhecimento que será apresentado na palestra é dividido em 4 grupos pois isso facilita o entendimento geral, a memorização e o controle do tempo da palestra.

Acontece, às vezes, nesse processo de pesquisa, de eu entender que preciso conversar com pessoas que são especialistas naquele assunto ou que, de alguma forma podem me ajudar de forma importante. Felizmente eu tenho muitos amigos que são bons em muita coisa e quase sempre consigo me valer deles. Envio e-mail, faço contato pelo whatsapp ou mesmo faço uma visita para uma boa conversa. Esse tipo de “socorro” muitas vezes é fundamental para a qualidade da apresentação.

À medida que eu vou desenvolvendo algumas convicções intermediárias do conteúdo, eu começo a escrever pequenos ensaios, textos curtos de 5 ou 6 mil caracteres. Tipicamente, um artigo desses que eu publico no meu site. Esses artigos poderão ser, mais tarde, incorporados ao texto/roteiro da palestra.


O ROTEIRO DA PALESTRA
Essa segunda etapa (pesquisa na literatura) demora algum tempo, dependendo da complexidade do tema. Geralmente, de 3 a 5 semanas. Termina quando eu me sinto em condições de partir para a terceira fase do processo: elaborar o roteiro para a palestra.

O roteiro é dividido em duas partes: o sumário e o texto propriamente dito. No sumário eu simplesmente divido o conteúdo em tópicos e subtópicos. O texto, evidentemente, é o desenvolvimento desse sumário.

É muito importante definir como será a abertura da palestra, que define a abordagem que darei ao tema. Da mesma forma, o tópico de encerramento é importante, pois define as conclusões que eu pretendo que os espectadores da palestra tenham.

Nessa etapa eu estou produzindo não apenas o texto da palestra mas também, simultaneamente, os slides da apresentação, uma vez que já está muito clara a sequência em que as informações serão colocadas na palestra. Geralmente, tanto para o texto quanto para os slides eu copio a estrutura de uma palestra já existente. Assim não tenho de perder tempo fazendo a formatação dos arquivos.

Minha autoapresentação faz parte da palestra, embora eu não tenha o hábito de contar a história da minha vida na abertura de cada palestra. Muitos palestrantes hoje em dia fazem isso. Eu não acho legal (à menos que a palestra seja biográfica, ou seja, sobre a vida do palestrante). Em alguns casos até pode funcionar, mas é muito raro que a história da vida do palestrante seja realmente mais importante do que o conteúdo que ele se propõe a mostrar. Minha autoapresentação geralmente dura 2 ou três minutos, no máximo.

Evidentemente, a produção do texto da palestra leva em conta o meu principal recurso didático, que é a abordagem conceitual com o uso de metáforas, símbolos e infográficos. Geralmente não utilizo o recurso de contar histórias (storytelling), embora reconheça que é um recurso interessante, quando bem aplicado (o que é raro). O que eu faço é apelar para (e contar com) a inteligência e o raciocínio abstrato da plateia.

Às vezes eu escrevo um texto e crio um slide que apresente aquele conteúdo. E, algumas vezes, eu tenho a ideia de um slide que lida com aquele conteúdo e, a partir do slide eu escrevo o texto. Não existe uma fórmula perfeita e rápida para essa construção.

Quanto aos slides, alguns palestrantes utilizam apenas imagens (ou conjuntos de imagens). Outros utilizam apenas palavras chaves ou frases curtas. Eu não acho que isto seja errado. Mas a construção dos slides das minhas palestras geralmente é feita com infográficos, conceitos ou definições. Na minha concepção, os slides não devem servir apenas para ajudar e orientar a mim (como palestrante) mas também ao espectador. Devem servir para levar conteúdo aos espectadores.

Esse processo de escrever o texto da palestra e os slides leva muito pouco tempo. Geralmente uma semana a 10 dias, trabalhando duas ou três horas por dia nessa tarefa. É bom lembrar que uma boa parte do texto já foi produzida naqueles artigos escritos na fase de pesquisa.


LAPIDAÇÃO
Concluído esse processo, se houver tempo, eu passo pelo menos uma semana sem lidar com essa palestra, sem trabalhar no material (cuidando de outros assuntos). É como se estivesse deixando a massa do pão crescer naturalmente, sossegada.

A quarta fase: a primeira coisa que eu faço ao retomar esse trabalho é LER O TEXTO com o arquivo dos slides aberto. E vou corrigindo qualquer coisa, à medida que apareça. Esse processo (de ler o texto inteiro e alterar alguma coisa, se necessário) eu repito três ou quatro vezes.

Nesse momento eu volto às perguntas que eu anotei lá na primeira fase (definição de conteúdo). Verifico se todas as questões foram abordadas e esclarecidas.

A palestra está pronta! Já poderia ser apresentada, se o tempo é curto ou tem um evento naquela semana. Mas, claro, a palestra ainda está crua. Se eu tiver algum tempo, faço algumas coisas: primeiro, a leitura do texto em voz alta, no ritmo e tom de voz da apresentação, para testar o tempo;

Segundo, se eu tiver oportunidade, fazer uma apresentação piloto para uma, duas ou três pessoas dispostas a ouvir a apresentação. Aí já não mais lendo e sim falando normalmente, com o apoio apenas dos slides no monitor.


A APRESENTAÇÃO DA PALESTRA
Finalmente, a apresentação da palestra para o público. Isso é uma das coisas que mais me dá prazer. Talvez por isso eu me empenhe tanto em produzir a palestra com muito cuidado. Gosto tanto e tenho tanto prazer em me apresentar para uma plateia que não gosto de correr o risco de que algum despreparo atrapalhe esse momento. Geralmente me sinto muito seguro quando pego o microfone para começar uma palestra.

Um detalhe (quem me conhece já sabe disso): eu nunca fico nervoso nem apreensivo diante de uma plateia, seja de 5 ou de 500 pessoas. Me sinto em casa. No entanto, eu fico muito, muito pilhado. Muito concentrado. Algumas vezes no dia seguinte, me dou conta de que não consigo lembrar do que aconteceu nos minutos imediatamente anteriores à palestra começar (isso já acontecia quando eu era atleta. Eu me esquecia completamente dos minutos que antecediam a largada. Essas memórias voltavam somente algumas semanas depois).

Durante a apresentação de uma palestra eu estou atento a várias coisas ao mesmo tempo: presto atenção nas minhas palavras, nos meus gestos, na sequência do conteúdo que está sendo apresentado, no relógio que marca o tempo (na tela do monitor de retorno), nos olhos dos espectadores, nos seus movimentos e nas reações a cada novo conceito apresentado. Esse processo iterativo automático vai ajustando o tom e o ritmo da palestra. É um exercício muito estimulante. Depois de mais de 30 anos apresentando palestras (e eu tive de ler alguns livros sobre o assunto) acho que eu aprendi a ler a plateia, pelo menos o suficiente para evitar incidentes e percalços.

Ainda assim, se eu apresento uma palestra entre 20 e 22 horas, por exemplo, dificilmente vou conseguir dormir antes de 1 hora da manhã. Leva algum tempo pra desligar. E não importa se eu já apresentei aquela mesma palestra 5 ou 50 vezes e nem se o evento é menos ou mais importante. É sempre a mesma coisa.

Essa sensação de euforia e alegria é o que me motiva. Gosto muito disso. E espero produzir e apresentar palestras ainda por muitos anos.







DIVULGAÇÃO



PADILHA, Ênio. 2019

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19/07/2019

FALSA AUTORIA

(Publicado em 18/10/2004)



Tenho sido implacável com alguns amigos que, de vez em quando, com a maior das boas vontades, me enviam textos do Mário Quintana, do Luiz Fernando Veríssimo, de Shakespeare, Jorge Luiz Borges, Carlos Drummond de Andrade, entre outros.
Embora eu não seja especialista em literatura, sou um pouco desconfiado com esses textos que circulam na internet. Boa parte deles é apócrifo, ou seja, circula sem crédito de autoria ou é atribuído indevidamente a este ou àquele autor.

Aí o amigo me manda, com todo o carinho e boa intenção, um texto desses... e recebe, em seguida uma resposta minha, do tipo: "desculpa aí, amigo, mas esse texto não é do Mário Quintana. Na verdade é da Martha Medeiros..." ou "Não é do Luís Fernando Veríssimo. Não sei de quem é, mas não é do LFV."

Foi o que aconteceu recentemente com um texto que circulou intensamente na internet, atribuído ao cantor e compositor Herbert Viana, comentando a busca insensata pela beleza física, evidenciada pela mal sucedida cirurgia de lipo-aspiração de um conhecido cantor popular.

Desconfiei da autoria na hora (e mandei a resposta para o remetente). O texto continuou sendo veiculado na internet, de forma vertiginosa. Duas semanas mais tarde, quando a coisa já estava indo bem longe, com o texto sendo lido, no ar, pelo "jornalista" Cacau Menezes na RBS (A Globo, aqui em Santa Catarina, com alcance de mais de 4 milhões de espectadores), pulei da cadeira. Fui para a internet e pesquisei o verdadeiro autor do texto. Não levei mais que um minuto para encontrá-lo. Na verdade, era uma autora: Rosana Hermann. Que já estava indignada com a evidente má-fé de quem deu início à confusão (veja detalhes no site www.queridoleitor.com.br)

Na semana passada, com a morte do grande Fernando Sabino, decidi que o nosso site faria uma singela homenagem, publicando, no espaço destinado às frases interessantes, alguma coisa dele. Estava inclinado a publicar a famosa frase "No fim dá tudo certo. Se não deu certo ainda é porque não chegou ao fim" uma frase dele (na verdade, do pai dele, relatada em um dos seus livros). Mas à noite, vendo o Jornal Nacional, um outro texto me pareceu mais interessante: um bilhete que Fernando Sabino teria escrito aos nove anos e que ele enviou, no ano passado, ao amigo Moacyr Werneck de Castro

“Quando eu morrer com certeza vou para o céu, o céu é uma cidade de férias, de férias boas que não acabam mais.Assim que eu chegar lá, vou procurar São Francisco de Assis, para ficar amigo dele, amigo mesmo, de verdade, tão amigo, tão íntimo, que ele há de me chamar de Nandinho e eu hei de chamar ele de Chiquinho"

Na mesma hora resolvi que esse seria o texto a ser publicado no nosso site e assim foi feito.

Na sexta-feira o próprio Jornal Nacional (numa atitude, aliás, muito elogiável) corrigiu o engano.
Na verdade, o texto que foi lido na edição de segunda-feira (e que eu, todo animado publiquei no meu site) não é de Fernando Sabino e sim de Álvaro Moreyra. Um poema cujo título é "Projeto", publicado em 1929 no livro "O Circo" e republicado mais tarde em outro livro do mesmo autor, As amargas, não - página 120. (e que não aparece, é claro, em nenhum livro de Fernando Sabino).

O Jornal Nacional não esclareceu quem foi que descobriu o furo, mas acredito que tenha sido um dos milhares de fãs de Fernando Sabino (que estranharam o fato de nunca terem lido nada igual em nenhum dos 50 livros publicados pelo escritor)... ou, o que é mais provável, alguns dos admiradores e estudiosos de Álvaro Moreyra, que reconheceram o poema e devem ter enviados inúmeros e-mails para o JN, pedindo a correção do equívoco.

De qualquer forma, eu, que entrei nessa também (verdade seja dita: o texto tem toda a cara do Fernando Sabino!), peço desculpas aos meus leitores que visitam nosso site todas as semanas. Prometo ficar ainda mais atento no futuro.

Autoria intelectual é coisa muito séria. Eu já disse isso inúmeras vezes.

Uma frase, um texto, uma música, ou qualquer obra intelectual, quando citada, deve sempre vir acompanhada do seu autor e, se possível, da circunstância em que foi produzida. Isso é o que dá graça às citações.

O resto é conversa.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2004

18/06/2019

CONGRESSO ESTADUAL DOS PROFISSIONAIS DO CREA-SC

(Publicado em 18/06/2019)





Com muita honra recebo do Crea-SC esta convocação para participar, como delegado no Congresso Estadual de Profissionais do Crea-SC.

A escolha foi realizada ontem à noite, no Encontro Regional Preparatório que envolveu profissionais das cidades do Litoral Norte de Santa Catarina. Foi um enorme prazer participar, reencontrar grandes amigos e poder contribuir para a construção de um sistema profissional mais unido e forte.





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