Notas de "ENGENHARIA"

16/01/2018

PODCAST DO SÉRGIO SANTOS (engTHEcast - número 5)

(Publicado em 16/01/2018)





Engenheiro Sérgio Santos e seu Podcast engTHEcast.

Clique sobre a imagem acima, ou AQUI para ouvir o conteúdo desta semana: Quero ser calculista. Como eu faço?

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15/01/2018

CARNAVAL SEGURO - CREA BAHIA 2018

(Publicado em 15/01/2018)



O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia lançou no dia 08/01/2018 a campanha Carnaval Seguro – edição 2018. Para o evento, que envolve cerca de 300 entidades e 700 horas de música nos circuitos oficiais (Dodô, Osmar e Batatinha), nos bairros e ilhas, o Crea montou uma estrutura que envolve cerca de 20 funcionários, entre fiscais e analistas técnicos, para garantir que toda estrutura (arquibancadas, camarotes, praticáveis etc) e trios elétricos sejam montados/vistoriados por profissionais registrados. A iniciativa se estende até o dia 13 de fevereiro.



Para obter mais informações visite creaba.org


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15/01/2018

CONFEA TEM NOVO PRESIDNETE

(Publicado em 15/01/2018)



Desejamos muito sucesso ao novo presidente do CONFEA Engenheiro civil JOEL KRUGER. Que ele seja realmente o líder que a Engenharia do Brasil anseia e merece.



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11/01/2018

QUE TIPO DE LÍDERES TEMOS
EM NOSSO SISTEMA PROFISSIONAL?

(Publicado no livro Valorização Profissional, página 50)





Uma boa definição de Líder é aquela feita por John C. Lovas e Thomas W. Fryer no livro Leadership in Governance (San Francisco: Jossey-Bass, 1991. 214p): Líder é o indivíduo capaz de fazer com que os outros tenham vontade de fazer algo que ele, o líder, está convencido de que deve ser feito, à serviço da missão da instituição que ele lidera.

Já voltaremos a ela. Antes, porém, uma nota de esclarecimento: o Sistema Confea/Crea e Mútua realiza periódica e sistematicamente alguns eventos, dentre eles os seguintes:

1) CP - Colégio de Presidentes. Acontece três ou quatro vezes por ano. Reúne os presidentes de todos os Creas e da Mútua. É um evento itinerante e é organizado e patrocinado pelo Confea.

2) CDEN - Colégio de Entidades Nacionais. Acontece três ou quatro vezes por ano. Reúne os presidentes de todas as Entidades Nacionais de Engenharia, Arquitetura, Agronomia e demais profissões da área tecnológica. É um evento itinerante e é organizado e patrocinado pelo Confea.

3) Reunião de Coordenadores de Câmaras Especializadas. Acontece duas ou três vezes por ano. Reúne os coordenadores das câmaras especializadas dos Creas. É um evento itinerante e é organizado e patrocinado pelo Confea.

Uma vez por ano, geralmente em fevereiro, o Confea junta todos esses eventos em Brasília, acrescenta uma série de outros eventos e dá a esse evento resultante o apropriado nome de ENCONTRO DE LIDERANÇAS DO SISTEMA CONFEA/CREA E MÚTUA, constituído, geralmente, de sete eventos realizados em apenas cinco dias: Seminários 1 e 2 (realizados na segunda e na terça-feira), Ação Parlamentar, no Congresso Nacional (na quarta-feira), Colégio de Presidentes, CDEN e Reunião dos Coordenadores de Câmaras Especializadas (na quinta e na sexta-feira). Além desses eventos listados ainda acontece, geralmente, algum evento solene na quarta-feira à noite.

O evento é realizado e financiado pelo próprio Confea, com o apoio da Mútua. Trata-se de uma atividade importante, na medida em que otimiza a aplicação de recursos previstos para diversos eventos regulares do sistema e possibilita a reunião dos diversos atores dos processos num único ambiente, possibilitando crescimento pessoal e profissional dos participantes e o desenvolvimento institucional do sistema.
Embora ainda não seja um evento “espetacular”, com potencial para atrair a atenção da mídia externa, os números do ENCONTRO DE LIDERANÇAS são expressivos e impressionantes:

a) Cerca de 500 participantes, incluíndo TODOS os mais importantes postos de lideranças no sistema Confea/Crea. Conselheiros Federais, Presidentes de Creas, Presidentes de Entidades Nacionais, Coordenadores de Câmaras Especializadas de TODOS os Creas... reunidos durante cinco dias (sem que o evento tenha qualquer atrativo ou apelo de turismo, lazer ou compras);

b) Dois seminários importantes propondo e viabilizando a discussão filosófica e prática das questões que importam e implicam as organizações do sistema profissional; 

c) Cerca de 50 horas de trabalho, distribuídos em mais de 20 atividades específicas;

d) Lançamentos de publicações relevantes produzidas pelo Confea.

e) Ação parlamentar cujo objetivo é atingir e mobilizar um percentual expressivo dos senadores e deputados federais (o objetivo é produzir a Agenda Parlamentar mais extensa já montada pelo Confea);


Dito isto, vamos à questão que se apresenta no título deste artigo:  que tipo de líderes nosso sistema reúne em Brasília?

O Confea e as demais organizações do Sistema Confea/Crea, em que pese o considerável nível de rejeição que enfrentam entre os profissionais do sistema, tem a seu favor um fato indiscutível: seus representantes (desde os presidentes das entidades de classe nas cidades do interior até o presidente do Confea) são escolhidos em eleições democráticas às quais qualquer um dos mais de 700 mil profissionais do sistema têm acesso, como eleitor ou como candidato. Portanto, praticamente 100% dos 500 participantes do Encontro de Lideranças estão lá por conta dos votos que receberam dos seus pares em eleições legítimas.

Muitas desses líderes realmente merecem o título, por serem profissionais movidos por ideais e princípios. Pessoas que têm uma visão de país e da posição que cabe à Engenharia, à Arquitetura e à Agronomia no processo histórico.

Além disso, esses Líderes são operários, fazedores. Não ficam esperando convites dourados nem passagens, diárias e outros benefícios para fazerem o que precisa ser feito. Por isso têm legiões de admiradores e seguidores.

Felizmente seria possível citar dúzias de gente assim no sistema.

Outros, porém (os que eu chamo de "líderes", com minúsculas e aspas) infelizmente ainda estão longe disso. Além de serem dirigentes incompetentes, que levam suas entidades ao desprestígio e à indigência, são pessoas movidas por interesses mesquinhos, subalternos ou subterrâneos. Estão sempre nos bastidores, articulando estratégias e negociando apoios e votos. Suas posições pessoais estão sempre acima dos interesses dos seus "liderados".

Nunca sabemos de onde eles surgiram e nem como chegaram àquela posição de liderança. Não têm talentos nem características de líderes ou empreendedores sociais. São, antes de mais nada, alpinistas e sistemeiros. Seus posicionamentos diante das grandes questões nacionais são obscuros e nunca são manifestados aberta e claramente. Trabalham com um universo que atende apenas seus interesses e projetos pessoais.

Infelizmente esses "líderes" existem (e não é privilégio do nosso sistema profissional).

Combatê-los é simples. Está ao alcance de qualquer profissional: basta fazer o seguinte: na próxima vez que houver eleição para Diretoria da sua entidade de classe, para conselheiro do seu Crea, para Conselheiro Federal do seu Estado, para Presidente do Crea, da Mútua ou do Confea... Preste atenção. Veja se o seu voto está sendo creditado para alguém capaz de fazer com que os outros tenham vontade de fazer algo que ele está convencido que deve ser feito e se esse "algo" está, realmente, à serviço da missão da instituição. Ou se é alguém que ganha os votos no cansaço e apostando sempre no quorum mínimo para obter, no futuro, cobrança zero.

Você verá que alguns colegas fazem por merecer o título de Líder. Os outros são apenas aventureiros, oportunistas e, em última análise, estelionatários travestidos de líderes profissionais.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2010





Artigos e ensaios sobre a Valorização Profissional de Engenheiros e Arquitetos

ÊNIO PADILHA
2ª ed. 2014 (IMPORTANTE: na 1ª edição o título deste livro era LER E ESCREVER)
108 páginas
ISBN: 978-85-62689-53-6 - OitoNoveTrês Editora
Apresentação de Maristela Macedo Poleza (Arquiteta)
Prefácio de Sebastião Lauro Nau (Engenheiro)

Clique AQUI e leia as primeiras páginas do livro



Clique sobre a imagem da capa do livro para obter mais informações



---Divulgação






O presidente Joel Kruger já tem (como sempre tiveram todos os presidentes do Confea) uma legião de puxa-sacos e pedintes em volta dele. Não precisa de mais um. Precisa, sim de pessoas livres o bastante para serem honestas com ele e dizer o que precisa ser dito. Sem a intenção de ofender, sem a intenção de destruir. Apenas querendo o bem do Confea e da Engenharia no Brasil.

Leia o artigo CARTA AO RECÉM-ELEITO PRESIDENTE DO CONFEA ENGENHEIRO JOEL KRUGER


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08/01/2018

AS ILUSTRAÇÕES DO MANUAL

(Publicado em 08/01/2018)



Quando escrevi o livro MANUAL DO ENGENHEIRO RECÉM-FORMADO convidei um grande amigo, o engenheiro e professor Sérgio Santos, para fazer as ilustrações.
Funcionava assim: eu escrevia um capítulo e enviava pra ele. Ele lia e depois fazia um desenho que sintetizasse o tema central do capítulo. O resultado ficou sensacional.

Dá só uma olhada:
• Ao lado de cada ilustração estão os tópicos do capítulo correspondente
• Clique sobre a imagem para vê-la em tamanho maior.




TRÊS MINUTOS - Ano 19 - Número 412 (Ênio Padilha, 09/01/2018)



1 O RECÉM FORMADO
Um manual para a gestão da carreira no Século XXI
• Carreira e Exercício Profissional
• O Discurso aos Engenheiros Recém Formados








2 E AGORA, ENGENHEIRO?
A pressa é inimiga da perfeição
• As possibilidades da carreira de engenheiro
• Modelo de atuação profissional
• Especialidades ou áreas de atuação
• As especialidades da Engenharia
• Uma breve discussão sobre especializações na Engenharia do Brasil
• Carreira Profissional — Conceitos
• As fases da carreira de um engenheiro
• A primeira fase da carreira: Formação
• Carta a um Calouro de Engenharia





3 SEGUNDA FASE DA CARREIRA: HOJE
Segunda fase da carreira: Recém-formado
• E aí? Fez a Lição de Casa?
• Segunda Carta a um Engenheiro Recém-Formado
• 10 Recomendações Importantes para o Recém-Formado
■ Elaborar um plano de aprendizagem
■ Aconselhar-se com ex-professores e profissionais veteranos
■ Entender a sua posição na cadeia produtiva
■ Montar uma boa biblioteca
■ Consolidar a fluência em um segundo idioma
■ Associar-se a uma entidade de classe
■ Dedicar-se à obtenção do conhecimento prático
■ Obter uma especialização operacional
■ Não levar em conta a remuneração na hora de escolher o primeiro emprego
■ Não fazer poupança financeira
■ As fases seguintes na carreira do Engenheiro





4 TALENTO ORGANIZAÇÃO E DISCIPLINA
Talento
• Organização
• Disciplina





5 MARKETING PESSOAL
Marketing Pessoal x Autopromoção
• Público





6 IMAGEM PÚBLICA
A metáfora do quebra-cabeças (Lígia Fascioni)
• Elementos que compõem a imagem pública
■ Nome
■ Aparência Física
■ Gestos e Postura
■ Voz e Vocabulário
■ Conhecimentos e habilidades profissionais
■ Conhecimentos e habilidades gerais
■ Marcas de Personalidade
■ Marcas de Caráter
■ Gostos e Preferências
■ Visibilidade e Disponibilidade





7 MARCA PESSOAL
Quanto vale a marca “Fulano de tal”?
• O que é uma marca
• Elementos de sustentação de uma marca pessoal
• Especialização
• Atributos permanentes da marca
• Identidade Visual
• Visibilidade





8 O SISTEMA PROFISSIONAL
Quem é quem e quem faz o quê no Sistema
• Universidades
• Conselhos Profissionais (Crea e Confea)
• Sindicatos
• Entidades de Classe
• Mútua
• Cooperativas de Crédito
• Como um recém-formado pode se beneficiar do sistema profissional de Engenharia





9 DEONTOLOGIA E ÉTICA PROFISSIONAL
A deontologia na prática
• A ética profissional no dia-a-dia
• A responsabilidade técnica, civil e criminal dos profissionais





10 MULHER, ENGENHEIRA E RECÉM-FORMADA
Não é impossível. Apenas um pouco mais difícil
• Alguns bons exemplos de mulheres bem sucedidas na profissão
• De engenheira para engenheira: um artigo de Lígia Fascioni





11 APLICAÇÕES PRÁTICAS E PRESCRIÇÕES
Teste: Potencial de Empregabilidade
• Como preparar o seu currículo
• Como se preparar para uma entrevista de emprego
• Como se vestir para uma entrevista
• Como se comportar numa entrevista de emprego
• O que o empregador espera de um engenheiro recém-formado
• Por que alguns engenheiros recém formados tem mais dificuldade para encontrar oportunidades de trabalho







CONHEÇA SÉRGIO SANTOS



Formado pela UFC, mestre em Engenharia Civil pela mesma universidade, e Doutor pela UFC/University of New Hampshire (USA).
É Professor universitário, lotado no Departamento de Construção Civil do Instituto Federal do Ceará (IFCE) e consultor na área de Engenharia Estrutural.
Começou a desenhar desde criança inspirado pelo renomado artista brasileiro Daniel Azulay. Embora nunca tenha feito do desenho uma carreira, é bastante conhecido entre seus amigos como alguém espirituoso, que consegue induzir outros à reflexão utilizando-se do humor.
Eu pedi que ele lesse o livro e produzisse uma ilustração que servisse de epígrafe para cada capítulo. A ideia era propiciar uma segunda leitura para o texto, mais leve e instigante. O trabalho resultante superou as minhas melhores expectativas.





CONHEÇA O LIVRO



Tudo o que o profissional precisa saber para construir uma carreira bem sucedida.

autor: Ênio Padilha
ilustrações: Sérgio dos Santos
prefácio: Carlos Alberto Kita Xavier
ISBN: 978 85 67657 01 1
Editora: OitoNoveTrês Editora
preço de capa: R$ 45,00

Clique AQUI para ler o primeiro capítulo do livro.

citar:
PADILHA, Ênio. Manual do engenheiro recém-formado. Balneário Camboriú: OitoNoveTrês Editora. 2015. 162p.

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30/12/2017

CARTA AO RECÉM-ELEITO PRESIDENTE DO CONFEA
ENGENHEIRO JOEL KRUGER

(Publicado em 30/12/2017)





O presidente Joel Kruger já tem (como sempre tiveram todos os presidentes do Confea) uma legião de puxa-sacos e pedintes em volta dele. Não precisa de mais um. Precisa, sim de pessoas livres o bastante para serem honestas com ele e dizer o que precisa ser dito. Sem a intenção de ofender, sem a intenção de destruir. Apenas querendo o bem do Confea e da Engenharia no Brasil.




TRÊS MINUTOS - Ano 18 - Número 411 (Ênio Padilha, 30/12/2017)



Prezado Engenheiro Joel Kruger

Parabéns. O senhor venceu as eleições para presidente do CONFEA. Torço para que a sua gestão seja muito produtiva. Mas, sinceramente, se o senhor estiver bem intencionado, como eu acredito que esteja, seus próximos três anos não serão nada fáceis. Há um trabalho muito pesado para ser feito.

Pra começar, o senhor não pode esquecer que foi eleito com os votos de menos de 2% dos profissionais que fazem parte do sistema. Isso não tira a legitimidade do seu mandato, evidentemente. Mas nos remete à discussão inevitável sobre a representatividade do seu cargo.

Afinal de contas, os mais de 360 milhões de reais que o Confea tem em caixa (segundo declarações do ex-presidente José Tadeu) e os mais de 100 milhões que o Confea administra anualmente saem diretamente do bolso de quase um milhão e meio de profissionais espalhados pelo Brasil. É muito dinheiro! E tem alguma coisa errada quando mais de 1 milhão e 300 mil profissionais viram as costas para seu próprio dinheiro, o senhor não concorda?

Na minha modesta opinião, esta é a primeira e a principal tarefa a ser enfrentada nos próximos três anos: dar sentido à existência do Confea. Ligar o Confea aos profissionais a ele vinculados. Talvez, tornar mais democrático o processo eleitoral do seu sucessor, instituindo eleições pela internet daqui a três anos, como já são feitas em inúmeros outros conselhos profissionais.

Nesses últimos vinte anos, presidente Joel, tive o privilégio de apresentar meus cursos e palestras em mais de 170 cidades de TODOS os estados brasileiros. Foram cerca de 750 eventos, com a participação de mais de 20 mil profissionais.

Tem sido uma inestimável oportunidade de conhecer a realidade de muitos profissionais de todas as regiões. Infelizmente, o que tenho visto e sentido (e até mencionei isto, em uma série de artigos que eu escrevi em 2003) é que os profissionais, de uma maneira geral, odeiam o Crea e ignoram completamente o Confea.

Uma imensa legião de engenheiros, de agrônomos, geólogos, geógrafos, tecnólogos e técnicos de nível médio não faz a menor ideia do que é e para o que serve o Confea; E, sinceramente, às vezes eu tenho a impressão de que o Confea nem se importa com isto. Parece-me, às vezes, que a indiferença de um milhão e meio de profissionais interessa ao sistema, pois torna mais fácil e mais barato fazer o que se tem feito.

Nosso sistema profissional tem sido irrelevante no país. Não tem voz nem prestígio. A grande imprensa nacional ignora completamente a existência da instituição. Uma demonstração disso tem sido a “cobertura” da mídia para a SOEA, realizada todos os anos, há 75 anos. Como é que o maior evento de uma categoria potencialmente expressiva como a nossa passa completamente em branco nos grandes veículos de comunicação do país? (jornais, TVs, rádios e revistas e mesmo os portais e blogs da área tecnológica)

Na minha opinião, o Confea merece e precisa ser mais importante no cenário nacional. O presidente do Confea precisa, em nome dos profissionais, ter voz ativa e altiva nas discussões nacionais. O mínimo que eu espero do presidente do Confea é que se estabeleça como interlocutor do mais alto nível na esfera nacional. Não pode mendigar por uma audiência com um ministro ou (como tem sido nos últimos anos) não ser recebido por um presidente da república. Isso precisa mudar!

Tenho, senhor presidente, muito orgulho do trabalho que, no passado, realizei com o apoio do Confea. Sou grato pelas oportunidades. Gosto do Confea, tenho centenas de amigos no Confea e nos Creas. Pelo menos seis ou sete dos presidentes eleitos dos Creas são meus amigos pessoais.

Não sou um inimigo do sistema (e os dirigentes precisam parar com essa coisa pobre de achar que qualquer crítica ao Confea ou ao Crea só pode vir de alguém que quer destruir o sistema). Não, não sou o inimigo. Pelo contrário. Quero (e acho que posso) contribuir. E para isto, presidente, não preciso de cargos, chefias, gerências ou contratos. Não. Não estarei na fila de pedintes que o senhor terá de enfrentar nas próximas semanas.

Mas estarei aqui à disposição para contribuir com os meus conhecimentos e com os meus quase 40 anos de experiência.

Finalizando, engenheiro Joel, tenho certeza que a sua mesa de Presidente do Confea terá, à sua espera, grandes tarefas. Grandes questões nacionais para serem enfrentadas: a crise econômica, a Engenharia pública, a relação com os outros conselhos profissionais da área tecnológica, as questões ambientais, as políticas públicas nacionais, as instituições de ensino, as entidades de classe...

Mas, sinceramente, continuo pensando que a missão de mudar a percepção que a sociedade e os profissionais do sistema têm a respeito do Confea será a grande tarefa a ser enfrentada na sua gestão. Uma questão estratégica e fundamental. Uma questão de vida ou morte, se é que o senhor me entende.

Espero que o senhor seja capaz de ser um líder para todos nós. Não apenas para nós que o contemplamos com o nosso voto. Mas também para os que votaram em outros candidatos e os milhares (centenas de milhares) que não votaram nesta eleição. Seja nosso líder, engenheiro Joel. Seja criativo, seja corajoso, apresente soluções, assuma responsabilidades. Seja, no exercício do mandato, o melhor que um engenheiro pode ser.

Boa sorte, presidente. Torço, sinceramente, para que o senhor tenha um mandato tranqüilo, feliz e, acima de tudo, produtivo.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




a imagem que ilustra este artigo (no topo) foi produzida à partir do material de campanha do candidato Joel Kruger



---Artigo2017







Artigos e ensaios sobre a Valorização Profissional de Engenheiros e Arquitetos

ÊNIO PADILHA
2ª ed. 2014 (IMPORTANTE: na 1ª edição o título deste livro era LER E ESCREVER)
108 páginas
ISBN: 978-85-62689-53-6 - OitoNoveTrês Editora
Apresentação de Maristela Macedo Poleza (Arquiteta)
Prefácio de Sebastião Lauro Nau (Engenheiro)

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---Artigo2018






Joel Kruger, engenheiro paranaense, eleito presidente do Confea (eleição homologada na plenária de ontem, 28/12/2017) não foi apoiado nem pela FISENGE nem pela FNE.
O que isso significa? Não é pouca coisa...

Leia o artigo FINALMENTE, UMA NOVIDADE NO CONFEA


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29/12/2017

FINALMENTE, UMA NOVIDADE NO CONFEA

(Publicado em 29/12/2018)





Joel Kruger, engenheiro paranaense, eleito presidente do Confea (eleição homologada na plenária de ontem, 28/12/2017) não foi apoiado nem pela FISENGE nem pela FNE.

O que isso significa? Não é pouca coisa. Vejamos:

No sistema Confea Crea, nos últimos 25 anos, temos visto uma dança de cadeiras monopolizada por dois "partidos": Fisenge e FNE. Esses dois grupos são, sem dúvida, as duas correntes dominantes (não existem outras correntes expressivas). A maioria das instituições (Mútua, grandes entidades nacionais, Confea e os principais Creas) está de alguma forma alinhada a essas duas frentes.

Fisenge e FNE são federações de sindicatos. Os sindicatos, como se sabe, têm renda própria. Por conta disso eles têm uma relação de maior independência em relação aos Creas e ao Confea. Ou seja: ao contrário das entidades de classe, que, geralmente têm (em relação aos Creas) uma condição de dependência e obediência, os sindicatos estão sempre numa posição de combate ou de aparelhamento.

Desde o final dos anos 1980 os sindicatos têm se esforçado (com relativo sucesso) para colocar gente deles na direção das instituições de Engenharia e de Arquitetura. Principalmente nos Creas.

Na minha opinião (e muita gente com as quais eu converso concorda comigo) existe um erro básico: a regra para definir o número de representantes dos sindicatos nos Conselhos deveria ser modificada, uma vez que os sindicatos não são instituições de filiação voluntária. Eles têm uma relação imensa de contribuintes, que são computados como “associados” e, desta forma, acabam com um número muito grande de Conselheiros nos Creas, distorcendo completamente o sistema e tendo uma dominância política injusta.

Com dinheiro de contribuições compulsórias e grande quantidade de Conselheiros, o domínio fica natural.

E assim, com o poder dos Creas, os sindicatos conquistaram o poder do Confea. E o nosso sistema, nos últimos, sei lá, 25 anos, está dividido entre essas duas vertentes, como forças organizadas. Isto acontece (e eu já disse isso, várias vezes) porque a maioria dos profissionais, como sabemos, está alienada e distante das disputas de poder do sistema em nível nacional. Essa maioria (mais de 90% dos profissionais) não se alinha com nenhuma das duas forças e sempre foi muito difusa, sem uma liderança catalizadora. Essa maioria não aparece e nem consegue concentrar as suas forças.

A FNE e a Fisenge eram, portanto, representantes de uma minoria muito ativa e poderosa. Era praticamente inimaginável que alguém conseguisse chegar à presidência do Confea sem estar ligado ou ser apoiado por uma dessas duas forças

A chegada de Joel Kruger, por uma terceira via, é uma surpresa para muita gente. E é, por que não dizer, uma pontinha de esperança.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2018







O presidente Joel Kruger já tem (como sempre tiveram todos os presidentes do Confea) uma legião de puxa-sacos e pedintes em volta dele. Não precisa de mais um. Precisa, sim de pessoas livres o bastante para serem honestas com ele e dizer o que precisa ser dito. Sem a intenção de ofender, sem a intenção de destruir. Apenas querendo o bem do Confea e da Engenharia no Brasil.

Leia o artigo CARTA AO RECÉM-ELEITO PRESIDENTE DO CONFEA ENGENHEIRO JOEL KRUGER

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14/12/2017

BRASIL JÁ TEM MAIS DE 500 PARQUES EÓLICOS

(Publicado em 14/12/2017)



A ABEEólica, Associação Brasileira de Energia Eólica, contabilizou no início de dezembro a marca de 500 parques eólicos instalados no País. No total, já são 12,64 GW de capacidade instalada, distribuídos em 503 usinas com cerca de 6.500 aerogeradores instalados no Brasil.

“Até 2020, o Brasil terá pelo menos 17 GW instalados, considerando apenas os contratos que já foram firmados em leilões já realizados e também no mercado livre. Na próxima semana, teremos dois leilões (…) e esperamos aumentar mais este valor projetado, já que as eólicas têm se mostrado a fonte mais competitiva em leilões recentes. O ano de 2016 foi muito difícil para a fonte eólica porque não houve leilão e nenhuma nova contratação. Precisamos reverter a situação agora”, explica Elbia Gannoum, presidente executiva da ABEEólica.



Para obter mais informações visite institutodeengenharia

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12/12/2017

INTERNET DAS COISAS (UMA INTRODUÇÃO)
Professor Mauro Faccioni Filho

(Publicado em 12/12/2017)



Palestra do professor Mauro Faccioni Filho, da Unisul, Coordenador do Sisplex. Discussão introdutória sobre a Internet das Coisas, tendências e impactos. Apresentação realizada no evento "Simpósio Novembro Digital", Unisul Virtual - UNISUL, em 28 de novembro de 2017





Internet das Coisas: Tudo novo - outra vez






Clique na imagem ao lado e leia o livro INTERNET DAS COISAS
de Mauro Faccioni Filho

Entre em contato com o professor: mauro.faccioni@unisul.br

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12/12/2017

NÃO COMEMORE AINDA!

(Publicado em 08/12/2017)





A revista Exame publica no seu site, ontem, 07/12/2017) uma notícia com o seguinte título: DECISÃO INÉDITA DA JUSTIÇA BENEFICIA ENGENHEIROS DE TODO BRASIL (sic)

A notícia informa que "um engenheiro eletrônico que fez mestrado em engenharia aeronáutica no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) conseguiu na Justiça o aumento da sua atribuição profissional e terá agora também o título de engenheiro aeronáutico na sua carteira de trabalho.

O profissional precisava do reconhecimento da habilitação em engenharia aeronáutica pelo CREA – AM para ocupar cargo de responsável técnico em uma companhia aérea.

A decisão, concedida em uma ação ordinária com pedido de tutela de urgência (que é uma liminar) que corre na 1ª Vara Federal de Manaus, na verdade só obriga que o CREA – AM cumpra uma norma emitida no ano passado pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia."


Leia a íntegra AQUI

Não sei vocês, mas eu não vi graça nenhuma nisso. E nem sei de onde o jornalista tirou a conclusão de que essa decisão da justiça é boa para os engenheiros de todo o brasil. Acredito que essa notícia não seja tão boa assim.

Na verdade, acho que o juiz federal está equivocado. O título (e as prerrogativas) de Engenheiro Aeronáutico é concedido (deve ser concedido) apenas para quem fez a graduação (cinco anos) em Engenharia Aeronáutica. Nenhuma pós-graduação substitui isso.

Espero que o Crea-AM recorra e que a questão vá para o Supremo, com um advogado melhor para defender a instituição. Esse moço (esse engenheiro eletrônico) está viajando. Chego a ficar com vergonha por ele (e por esse juiz, que foi induzido ao erro pelo advogado de defesa)

Acho que o Confea deve conceder, sim, algumas atribuições e prerrogativas correspontentes a um curso de pós-graduação. Mas tem de se limitar ao que é contemplado na grade do curso (e na avaliação/acreditação do curso).

No caso do mestrado que o moço fez, a grade do curso não contempla nem 20% da grade de um curso de graduação em Engenharia Aeronáutica

Se dependesse desse juiz eu poderia, por exemplo, fazer uma pós-graduação em Engenharia de Estruturas e pedir ao Crea as atribuições de Engenheiro Civil.

Para ficar num exemplo mais concreto: eu, por exemplo, fiz Mestrado em Administração. Mas nem por isso posso (ou me atrevo) me apresentar como ADMINISTRADOR. Nem pedir ao Conselho Regional de Administração que aceite meu registro e me conceda atribuições de Administrador.

Espero que essa situação seja revertida. Pra não virar moda. Pra que ninguém venha obter graduação na justiça, depois de fazer uma pós-graduação.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2017

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