Notas de "GESTÃO DE CARREIRA"

16/06/2017

SER COMPETENTE É UM COMPROMISSO ÉTICO



(Publicado em 10/02/2010)



A Professora Maria Teresa Padilha, de Lisboa, Portugal, tem uma frase que eu considero digna de registro: ela afirma que “o primeiro e mais importante compromisso que um profissional tem com a ética profissional é ser competente!” Isso tem tudo a ver com o conceito de construção coletiva da percepção da sociedade em relação à Profissão e da responsabilidade individual de cada profissional sobre o resultado final.

O seu título profissional de Engenheiro (ou Arquiteto ou Agrônomo) agrega-se às suas características pessoais e passa a fazer parte da sua imagem pública. As pessoas interessam-se pelo desempenho profissional e utilizam essa percepção para ampliar a avaliação pessoal que fazem do indivíduo. Mas não fica só nisso. As pessoas tendem a fazer uma generalização da avaliação do desempenho profissional do indivíduo para toda a categoria.

Assim, se um engenheiro faz alguma coisa bem feita ele é bem avaliado, o que é bom. Mas essa avaliação não é apenas individual. Ela é expandida para o coletivo. Qualquer característica, positiva ou negativa, de um indivíduo (profissional) ecoa na categoria como um todo indivisível.

Os cursos universitários de Arquitetura, de Agronomia e de Engenharia dão ao profissional recém-formado um conjunto de conhecimentos e habilidades que o qualifica para iniciar sua carreira. Todos concordam que, nos primeiros anos após a formatura, é necessário ampliar esses conhecimentos e habilidades através de mais estudos e da obtenção de experiência profissional.

Por isso, praticamente todo profissional recém-formado se dedica ao estudo com muito empenho e entusiasmo, nos dois ou três anos que sucedem à formação universitária. O que pouca gente se dá conta, porém, é que esse processo não deve ser encerrado depois de dois ou três anos. Quem escolhe uma profissão cujo resultado tem um componente intelectual tão intenso como é o caso da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia, tem de ter consciência de que “casou com os livros”.
Vai continuar estudando pelo resto da vida. Precisa se manter atualizado. Precisa assinar revistas técnicas, manter uma biblioteca atualizada, participar de cursos, seminários, simpósios e congressos da sua especialidade, visitar feiras, fazer viagens de estudo...

Isto não acaba quando você se forma. É o processo permanente de manutenção da competência profissional. Estudar, estudar e estudar. É isto o que distingue os grandes profissionais daqueles que engrossam as estatísticas dos profissionais “maisomenos”.



ÊNIO PADILHA
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13/06/2017

O DIREITO À IGNORÂNCIA



(Publicado em 05/08/2013)



"Todos nós temos pleno direito à própria ignorância: o problema surge quando a ignoramos como tal, considerando-a sabedoria" (Zuleika dos Reis)

Nas minhas aulas sobre Gestão de Carreira para Arquitetos e Engenheiros e também nas palestras que frequentemente realizo em escolas de Arquitetura e Engenharia eu sempre lembro aos participantes sobre a importância de explorar, na dose certa, um dos recursos que os estudantes e os jovens profissionais recém-formados possuem: o direito à ignorância

Eu explico. Mas, antes, deixa eu esclarecer o porquê dessa conversa: é que eu recebi (como recebo sempre) um e-mail de um estudante de arquitetura (terceiro ano) com seu curriculo e um pedido de estágio.

Evidentemente eu não poderia conceder estágio a um estudante de Arquitetura, já que não sou arquiteto nem tenho um escritório de Arquitetura. Mas entendo que ele tenha enviado o curriculo para o meu e-mail, provavelmente, esperando que eu reenviasse para algum amigo arquiteto. É justo. E poderia funcionar.

Mas acontece que ele enviou o curriculo para mais de cinquenta endereços. No mesmo e-mail. E todos os endereços apareciam no e-mail que eu recebi. Essa é uma prática reprovada por todos os "manuais de boas maneiras na internet" justamente por divulgar endereços eletrônicos de terceiros, expondo-os à ação de spammers. Este foi o primeiro erro detectado.

O segundo erro estava no curriculo propriamente dito: o arquivo com as informações sobre o remetente.
Apesar de eu ter deduzido que o rapaz fosse, provavelmente, um bom estudante e um potencial bom estagiário, seu currículo não conseguia me dizer isso. Tratava-se de um arquivo de texto mal concebido, mal diagramado e com informações desconexas e mal dispostas.

Minha primeira reação ao ver aquilo foi me perguntar "por que esse rapaz não pediu ajuda para alguém? Porque não buscou orientação de um profissional mais velho ou de um professor sobre como elaborar e encaminhar um curriculo?"

Daí lembrei da minha recomendação aos jovens: utilizem e explorem o seu Direito à Ignorância.

As atividades profissionais dos arquitetos e engenheiros são baseadas na capacidade intelectual e nos conhecimentos adquiridos. Um profissional sem conhecimentos (especialmente os conhecimentos técnicos) terá poucas chances nas disputas pelas melhores oportunidades. É natural, portanto, que as pessoas nessas atividades sintam um certo desconforto quando precisam admitir que nao sabem alguma coisa. Afinal, o profissional vale pelo que sabe, pelo que conhece. Admitir a ignorância significa reduzir seu próprio valor como profissional.
Nao deveria ser assim, mas é. E é até aceitável para um profissional veterano.
Se um arquiteto formado há dez anos diz que não sabe o que é a tecnologia BIM, ou que nunca ouviu falar de Zaha Hadid ou Norman Foster, por exemplo, isso não é bom para sua imagem profissional. Soa, no mínimo, como desatualização.

Mas se você for um estudante ou um profissional recém-formado eu tenho uma boa notícia: manifestar a sua ignorância (fazendo perguntas ou admitindo que não sabe) não queima seu filme e não reduz seu valor profissional. Muito pelo contrario: se um estudante faz perguntas, recorre aos professores ou a outros profissionais mais velhos, estes não olham para o estudante como um coitado, desatualizado, que não sabe das coisas e não tem futuro. Eles o vêem como alguém curioso e interessado, dedicado a aprender coisas novas e com um bom futuro pela frente.

Além disso, os veteranos geralmente gostam de poder ajudar com conselhos e recomendações a um jovem estudante ou profissional em inicio de carreira

Nosso colega estudante, antes de enviar seu currículo solicitando vaga como estagiário deveria ter pedido ajuda aos pais, aos tios, aos colegas formandos, aos professores ou a profissionais veteranos no mercado. Alguém haveria de ter dado a ele recomendações preciosas sobre como elaborar um currículo e quais as melhores estratégias para colocar o currículo nas mãos certas.

Ele não fez isso ou porque ficou com vergonha de perguntar para alguém (admitir que nao sabia fazer) ou... O que é pior: por achar que sabia.

Neste caso caiu na armadilha definida por Zuleika Reis, na frase colocada como epígrafe deste artigo: não admitiu a própria ignorância e foi ainda mais longe: considerou-a sabedoria.

Perdeu uma grande oportunidade.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br





REFERÊNCIAS:
1) REIS, Zuleika. Frases. Disponível em http://www.recantodasletras.com.br/pensamentos/2309319 acesso em 03/08/2013




Imagem (fonte): vivendoemverdade.blogspot.com.br



---Artigo2015 ---Administração ---Financeira

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09/06/2017

UMA PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

"Escolher entre seguir uma única estrada ou pegar atalhos 'duvidosos' para alcançar um certo destino, é um problema. A solução eticamente correta, no caso, é sempre uma só: pegar a estrada."
JULIO LOBOS
- PhD pela Cornell University, no livro Ética e Negócios, página 34




TRÊS MINUTOS - Ano 17 - Número 386 (Ênio Padilha, 07/10/2016)



O que eu faria diferente agora, se a minha carreira profissional de engenheiro estivesse começando?

O que eu poderia ter feito para chegar mais rapidamente aos resultados que eu queria? Que pecados eu poderia não ter cometido?

Quantas vezes eu já me fiz estas perguntas? Quantas vezes você já se fez perguntas semelhantes?

O livro “OS PECADOS DE MARKETING NA ENGENHARIA E NA ARQUITETURA” (PADILHA, Ênio. Os pecados de marketing na engenharia e na arquitetura. 3.ed. eletrônica - Balneário Camboriú: OitoNoveTrês Editora, 2013. 102p.) pretende buscar as melhores respostas para essas perguntas. Não que isso resolva o passado. Sabemos que não é possível modificá-lo. Mas, pelo menos, podemos mudar a rota do futuro.

Se não cometermos hoje os pecados de ontem, teremos menos coisas de que nos arrepender amanhã.
E, como sabemos, um dia sem arrependimentos é sempre um dia melhor.

O que fazer para obter o sucesso profissional?
John F. Kennedy, presidente dos Estados Unidos, tinha uma frase que ficou famosa: “O segredo do Sucesso eu não sei qual é. O segredo do fracasso eu sei: é tentar agradar a todo mundo”.

Rolim Adolfo Amaro, saudoso “Comandante”, tinha outra frase interessante, incluída nos 7 mandamentos da TAM: “A melhor maneira de ganhar dinheiro é parar de perder”.

Além de seus significados, altamente instrutivos, essas duas frases têm em comum outra coisa importante: a sua estrutura. Na estrutura as duas frases dizem a mesma a mesma coisa: Nem sempre você precisa saber a maneira correta de fazer alguma coisa. Se você consegue identificar qual é maneira errada, você já está a meio caminho do sucesso”.

Parar de cometer erros pode ser a maneira mais fácil de acertar. Esta é a premissa deste livro



Clique sobre a imagem ao lado e faça o download gratuito do livro “OS PECADOS DE MARKETING NA ENGENHARIA E NA ARQUITETURA”

É gratuito de verdade. Não se preocupe. Não se trata de uma isca de marketing. Você não precisa fornecer seu nome nem e-mail. Ninguém vai ficar mandando insistentes e-mails vendendo algum curso on-line milagroso que ensina a resolver todos os problemas de forma mágica...

Não tem mágica! Não tem truque. Apenas clique e leia o livro, se quiser.

Espero que seja útil. Nos vemos na semana que vem.



ÊNIO PADILHA
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03/05/2017

POSSIBILIDADES NA CARREIRA PARA ENGENHEIROS E ARQUITETOS



Desde 2009 tenho apresentado um curso de 16 horas sobre GESTÃO DE CARREIRA E MARCA PESSOAL (para Arquitetos e Engenheiros), que também é uma aula em curso de pós graduação (que já foi ministrada para mais de 70 turmas).

Um dos tópicos abordados nesta aula discorre sobre as alternativas de exercício profissional que se apresentam aos arquitetos, assim que eles terminam a faculdade. Sempre percebo uma certa surpresa (principalmente dos mais jovens). Eles não imaginam que tem tanto mundo e tantas oportunidades pela frente.

Eu divido a coisa em duas abordagens: (1) o “modelo de negócio” e a especialidade ou área de atuação.

O MODELO DE NEGÓCIO
Por “modelo de negócio” vamos entender a maneira como o profissional se aplicará no exercício profissional, não importando, aqui, em que especialidade ele estará atuando.

O profissional, uma vez formado, poderá…

(1) FAZER UM CONCURSO PARA O SERVIÇO PÚBLICO, nas muitas vagas que existem para engenheiros ou arquitetos e urbanistas nas prefeituras, nos governos estaduais e nas instituições do governo federal.
Para isso ele deverá
• ter uma boa formação universitária;
• ter uma boa cultura geral;
• estudar muito para obter uma boa nota no concurso;
• ter as características necessárias para o exercício profissional no serviço público;

Outras possibilidades são

(2) TRABALHAR EM ALGUMA EMPRESA PRIVADA, escritórios de Arquitetura ou de Engenharia, Construtoras ou qualquer outra empresa comercial ou industrial que empregue engenheiros, arquitetos ou urbanistas.
Para isso ele deverá
• ter uma boa formação universitária;
• ter uma boa cultura geral;
• ter uma boa rede de relacionamentos
• ter um bom marketing pessoal (gestão da imagem pública);
• ter um bom domínio dos conhecimentos técnicos;
• ter conhecimentos e habilidades pessoais diferenciadas

(3) ABRIR, SOZINHO, UM ESCRITÓRIO DE ARQUITETURAOU DE ENGENHARIA
Para isso ele deverá
• ter uma boa formação universitária;
• ter uma boa cultura geral;
• ter uma boa rede de relacionamentos
• ter um bom marketing pessoal (gestão da imagem pública);
• ter um bom domínio dos conhecimentos técnicos;
• ter conhecimentos e habilidades pessoais diferenciadas;
• ter conhecimentos de administração e de gestão
• ter algumas características de empreendedor
• ter diferenciais competitivos profissionais

(4) ABRIR UM ESCRITÓRIO DE ENGENHARIA OU DE ARQUITETURA EM SOCIEDADE COM COLEGAS
Para isso ele deverá
• ter uma boa formação universitária;
• ter uma boa cultura geral;
• ter uma boa rede de relacionamentos
• ter um bom marketing pessoal (gestão da imagem pública);
• ter um bom domínio dos conhecimentos técnicos;
• ter conhecimentos e habilidades pessoais diferenciadas;
• ter conhecimentos de administração e de gestão
• ter algumas características de empreendedor
• ter diferenciais competitivos profissionais
• ter habilidades para se relacionar com pessoas

(5) ABRIR UMA EMPRESA DE CONSTRUÇÕES
Para isso ele deverá
• ter uma boa cultura geral;
• ter uma boa rede de relacionamentos
• ter um bom domínio dos conhecimentos técnicos;
• ter conhecimentos de administração e de gestão
• ter algumas características de empreendedor
• ter diferenciais competitivos para a área de construção civil
• ter habilidades para se relacionar com pessoas

(6) ABRIR UMA FÁBRICA (de materiais de construção, de componentes ou equipamentos, de móveis, lustres ou qualquer outra coisa)
Para isso ele deverá
• ter uma boa cultura geral;
• ter uma boa rede de relacionamentos
• ter um bom domínio dos conhecimentos técnicos;
• ter conhecimentos de administração e de gestão
• ter algumas características de empreendedor
• ter diferenciais competitivos para a área de construção civil
• ter habilidades para se relacionar com pessoas

(7) ABRIR UM ESCRITÓRIO DE ASSESSORIA OU CONSULTORIA TÉCNICA
Para isso ele deverá
• ter uma boa formação universitária;
• ter cursos de especialização, mestrado e doutorado;
• ter uma boa cultura geral;
• ter uma boa rede de relacionamentos
• ter um bom marketing pessoal (gestão da imagem pública);
• ter um bom domínio dos conhecimentos técnicos;
• ter conhecimentos e habilidades pessoais diferenciadas;
• ter conhecimentos de administração e de gestão
• ter algumas características de empreendedor
• ter diferenciais competitivos profissionais
• ter habilidades para se relacionar com pessoas


ESPECIALIDADE OU ÁREA DE ATUAÇÃO PARA ARQUITETOS
Com relação à especialidade ou área de atuação as possibilidade são muitas e variadas. O profissional, uma vez formado, poderá atuar numa das seguintes áreas…

URBANISMO
• Elaboração de Planos Diretores
• Projetos de revitalização
• Estudos de Impacto Urbanístico
• Estudos de Impacto Ambiental
• Projetos de Loteamentos
• Projetos de Paisagismo
• Avaliação e Perícias

CONSTRUÇÃO CIVIL
• Projetos residenciais
• Projetos de Edifícios Residenciais
• Projetos de Edifícios Comerciais
• Projetos de Reforma que incluem
exteriores.
• Avaliação e Perícias
• Administração de obra

ARQUITETURA EFÊMERA
• Vitrines
• Decoração de Shoppings Centers
• Palcos para Shows musicais
• Cenários para Teatro
• Parques de Diversão (itinerantes)

INTERIORES
• Projetos de Lojas
• Projetos de interiores Res.
• Projetos de interiores Com.
• Projetos mobiliários
• Projeto de iluminação
• Aeronaves, Navios, Motor Home
• Administração de obra

ILUMINAÇÃO
• Iluminação comercial
• Iluminação Cênica
• Iluminação de Arquitetura
• Iluminação residencial
• Iluminação Industrial
• Iluminação de Igrejas
• Iluminação de Museus
• Iluminação de Plantas
• Iluminação Pública
• Iluminação Esportiva

ÁREAS ESPECÍFICAS
• Projetos para a Área da Saúde (Hospitais, Clínicas, Consultórios, Ambulatórios, Farmácias, Postos de Saúde...)
• Projetos para a Área de Educação e Cultura (Escolas, Teatros, Centros Culturais, Museus...)
• Restauração
• Magistério
• Pesquisa e Desenvolvimento
• Empreendedorismo
• Segurança no Trabalho
• Avaliação e Perícias


ESPECIALIDADE OU ÁREA DE ATUAÇÃO PARA ENGENHEIROS
Geralmente isto já está vinculado à sua área de formação (Civil, Elétrica, Mecânica, Química, Sanitária, Alimentos, Produção, etc)



Portanto, se você é um jovem engenheiro ou arquiteto recém-formado, em busca de algum destino para a sua formação, ponha "fé em Deus e pé na tábua..." O que não falta é possibilidades.

E é claro que existem ainda outras alternativas que não foram listadas acima. Se você já trabalhou ou trabalha em algo diferente de tudo o que foi descrito ou se conhece alguém que faz alguma coisa que não está na lista deste artigo, por favor, escreva nos comentários, abaixo. no futuro essas informações serão incorporadas ao artigo original.



ÊNIO PADILHA
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---Artigo2015 ---Carreira ---MarcaPessoal



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06/04/2017

QUANTO VALE A SUA MARCA



Você já experimentou fazer a pergunta acima trocando “Fulano de Tal” pelo seu nome Afinal, quanto vale o seu nome? Quanto vale a sua “marca” pessoal?

Esse negócio de que agora cada indivíduo é dono de uma empresa chamada “Você SA”, acredite, é a mais pura verdade. Talvez o termo correto não seja “empresa”. Talvez seja melhor dizer que cada pessoa representa uma entidade. Uma grife. Porque, afinal, “empresa” lembra relação comercial e (embora muita gente esteja) nem todo mundo está no mundo “à negócio”. Existem muitas pessoas, cujos objetivos pessoais passam muito longe das relações de compra-e-venda envolvendo algum tipo de dinheiro.

Mas todo mundo, de uma forma ou de outra, deseja “produzir benefícios” para si ou para os seus. E é aí que entra o conceito de Marca Individual.

Capacidade de “Produzir Benefícios para Terceiros”. Essa parece ser a chave para medir o valor de uma marca individual. O pressuposto é que gerando benefícios para os outros você obterá benefícios legítimos para você.

Faça o seguinte exercício mental: digamos que você comece a dizer (para todas as pessoas que prestam atenção ao que você diz) qual é o supermercado da sua preferência.

O que você acha que vai acontecer? Essas pessoas vão considerar a sua sugestão? Na próxima vez que forem às compras elas vão pensar no que você disse? E as vendas do tal supermercado, vão sentir os efeitos das suas declarações?

Você já deve ter percebido que o valor da marca “Fulano de Tal” está ligado a, pelo menos, três características fundamentais: credibilidade, habilidades de comunicação e acesso a um grande número de potenciais seguidores.

Perceba que o valor de uma pessoa não é, necessariamente, repassado para o valor do seu nome, da sua marca. É preciso que as outras pessoas reconheçam as suas qualidades, suas virtudes, seus conhecimentos e suas habilidades.

Ao reconhecerem as suas características positivas as pessoas atribuirão crédito às suas palavras. Pronto, você já marcou ponto no quesito Credibilidade.

Para que as pessoas ouçam e entendam o que você diz (e se tornem seguidoras) é importante que você domine os códigos, as técnicas de comunicação, a linguagem de cada veículo e as características de cada meio. Isto geralmente requer algum talento natural acrescido de treinamento e exercícios.

Por fim, um diferencial importantíssimo que distingue uma “grife” pessoal de outras é a quantidade de pessoas atingida pelas suas idéias. Mas não se iluda (nem se desespere) pensando que o valor de uma marca pessoal é diretamente proporcional ao número de pessoas atingidas. A qualidade (poder de decisão, poder aquisitivo, nível cultural, influência...) dessas pessoas é fundamental. De nada adianta ter um público enorme se essas pessoas não são capazes de contribuir para nenhuma transformação positiva. Não produzem benefícios.



ÊNIO PADILHA
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---Artigo2006 ---Administração ---Gestão de Carreira

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03/04/2017

EXPERIÊNCIA X CRIATIVIDADE

(Publicado em 09/05/2006)



Se a única coisa importante que você tem para sustentar o seu Curriculum Vitae são muitos anos de experiência profissional... comece a se preocupar.
Em 1986, quando eu me formei engenheiro, o meu grande desafio, a maior dificuldade que eu tinha para enfrentar o mercado, era justamente a falta de experiência profissional. Naquele tempo não ter experiência era quase como não ter um braço.

Oito anos depois, em 1994, em uma palestra para quase duzentos engenheiros (no Congresso Catarinense de Engenharia e Arquitetura, do qual fui coordenador) Décio da Silva, diretor presidente da WEG, foi categórico: "Nos dias de hoje", disse ele, "toda experiência que importa é aquela adquirida nos últimos cinco anos. Qualquer coisa além desse tempo tem importância zero. Porque o que importa hoje é a capacidade que o profissional tem de desaprender. De substituir conhecimentos antigos e ultrapassados por conhecimentos novos e atualizados"

A constatação de Décio da Silva era, sem dúvida, corretíssima. Mas o tempo, a tecnologia e a conseqüente globalização (não apenas da economia, mas da cultura, das artes, de tudo, enfim) trataram de reduzir esses "cinco anos" para quase nada. No mundo de hoje todo conhecimento baseado apenas na experiência conquistada pela repetição da tarefa perdeu valor e perdeu espaço para a inteligência e para a criatividade.

Tentar se manter no emprego ou no mercado apenas repetindo com perfeição receitas e fórmulas que sempre deram certo pode ser (e quase sempre é) o caminho mais curto para o fracasso.

A criatividade, que é a capacidade que uma pessoa tem de abordar um problema ou parte dele de maneira diferente da usual (e, portanto, sem se importar com as experiências anteriores), e a inteligência, que é justamente a capacidade que uma pessoa tem de resolver problemas combinando conhecimentos (sem fazer uso da experiência) são hoje as mais poderosas armas que alguém pode ter na luta pela sobrevivência no emprego, no mercado e na vida.

É importante prestar atenção para os efeitos e consequências dessa transformação: o eixo do poder no mundo está mudando de posição. O lugar que, nas empresas, era ocupado pelo funcionário “cão fiel” e “burro de carga” está sendo conquistado pelo funcionário bem humorado, irreverente e criativo. As lideranças empresariais estão sendo conquistadas, cada vez mais, por pessoas mais jovens, porque é na juventude que a criatividade é mais exposta e a inteligência é mais valorizada.

Nunca é demais lembrar, para os que ainda insistem em defender a experiência como uma coisa muito importante, que os grandes gênios, como Eistein, Isac Newton, Galileu Galilei e tantos outros fizeram suas grandes descobertas quando ainda eram extremamente jovens (vinte e poucos anos) e, portanto, não tinham quase nenhuma experiência.

Tinham, no entanto, juventude, ausência do medo de errar e irreverência frente às “verdades” estabelecidas.



ÊNIO PADILHA
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---Artigo1996 ---Gestão de Carreira

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09/01/2017

RECOMENDAÇÕES AOS RECÉM-FORMADOS

(Publicado em 09/01/2017)



Ano passado (2016) produzi duas novas palestras. Uma delas foi apresentada pela primeira vez no Forum Jovem, durante a SOEAA, em Foz do Iguaçu. Trata-se da palestra EXERCÍCIO PROFISSIONAL, RESPONSABILIDADE E PRODUTIVIDADE.

Nesse trabalho pude contar com a ajuda luxuosa do meu grande amigo, engenheiro e professor em Fortaleza, Sérgio Santos, que aceitou o meu convite e fez 10 desenhos inéditos que foram utilizados como ilustrações dos tópicos da palestra.

Quem ganhou com isso? Os jovens profissionais e estudantes que estiveram participando do evento, claro.
Se é verdade que uma imagem vale por mil palavras, as ilustrações do Sérgio Santos certamente tornaram a minha palestra muito mais interessante e esclarecedora.

Sérgio Santos é o autor das elogiadíssimas ilustrações do livro MANUAL DO ENGENHEIRO RECÉM-FORMADO, um livro que todo estudante e profissional recém-formado (até 2 anos) deveria conhecer

Veja, abaixo, as 10 recomendações para Engenheiros (e arquitetos, e agrônomos) recém-formados:



ÊNIO PADILHA
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ORGANIZE UMA PALESTRA DE ÊNIO PADILHA
NA SUA UNIVERSIDADE



Se você faz parte do Centro Acadêmico da sua faculdade e deseja ter uma palestra do Engenheiro e professor Ênio Padilha na sua Universidade, clique sobre a imagem e veja as facilidades que a OitoNoveTrês Produções oferece para eventos destinados a estudantes e para recém-formados:



---Artigo2016 ---GESTÃO DE CARREIRA


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02/01/2017

ACORDA PRA 17

Não tá fácil pra ninguém. Imagina pra quem entrar nessa de que "o ano só começa, pra valer, depois do carnaval".
Essa pessoa já vai começar 2017 no fim da fila. Quando o fim do ano se aproximar provavelmente estará choramingando picuinhas nas redes sociais.




TRÊS MINUTOS - Ano 18 - Número 395 (Ênio Padilha, 02/01/2017)



Eu já disse algumas vezes e vou repetir: com tantas festas, tanta folga e tantas atividades de lazer, janeiro e fevereiro acabam dando a falsa impressão de que são dois meses de letargia nacional.

Falsa impressão, é bom que se repita.

Em janeiro e fevereiro trabalha-se, e muito. Basta lembrar que todas as pessoas ligadas ao turismo e ao lazer têm no mês de janeiro seu mês de maior atividade. Além disso, muitas empresas industriais e mesmo o governo mantêm atividade intensa nesse mês. Neste ano, com os novos prefeitos assumindo, todas as prefeituras começam janeiro com a corda toda. Muita coisa se decide, muitas obras são iniciadas, muito trabalho importante tem continuidade à todo vapor.

Isso significa o seguinte: se você tem planos, coisas para fazer, projetos para implementar... tire vantagem de janeiro e fevereiro. Comece cedo. Capitalize esses dias e semanas que muita gente considera "perdidos" e... quando março chegar, você já estará "dois meses adiantado" (leia-se: à frente dos concorrentes).

2017 não será EXATAMENTE do jeito que você quer. Mas, se você não fizer nada, ele vai ser do jeito que der, do jeito que vier. Então, para que 2017 não seja apenas "do jeito que quiser" você precisa fazer a sua parte. E deve começar já. Quanto mais tempo você demorar para começar, maior é a possibilidade de que 2017 fique mais distante daquilo que você quer que aconteça.

Seja o que for que você tenha decidido fazer neste ano, a hora de iniciar é agora. Não pode esperar pra depois da primeira semana do ano, pra depois que todo mundo voltar das férias, depois que janeiro terminar, ou depois que o carnaval passar. Se você demorar para começar a fazer o que tem de ser feito, o ano de 2017 pode não realizar o seu destino. Temos 365 dias disponíveis. Apenas 365. alguns desses dias já foram. Faça o melhor possível com os dias que sobraram.

Não se iluda! Tem muita gente aí fora que está fazendo a lição de casa. E não esqueça: quem for mais previdente, fizer o melhor planejamento e começar mais cedo será mais produtivo.

Se você esperar até o carnaval passar já terá desperdiçado 59 dias (dois meses inteiros!). Já imaginou se um dos seus concorrentes escolher o caminho da produtividade e começar a trabalhar hoje.

Acorda pra 17. Março pode ser tarde demais.



ÊNIO PADILHA
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COISAS QUE PODEM SER FEITAS NESSAS PRIMEIRAS SEMANAS DO ANO


• Ler os dois ou três livros (ou normas técnicas, catálogos...) que estão atrasados


• Conceber e executar (ou revisar) a identidade visual do Escritório bem como todos os instrumentos de comunicação direta


• Planejar e Executar (ou revisar) ambientes de trabalho no que diz respeito ao impacto que eles terão na percepção que os clientes podem vir a ter sobre o Escritório e seus produtos


• Elaborar ou atualizar os modelos de propostas comerciais e dos Contratos de Prestação de Serviço


• Conceber estratégias de obtenção de Diferenciais Competitivos
(que terão como decorrência a vantagem competitiva)


• Planejar e executar os impressos de comunicação institucional do Escritório (Cartão de Visitas, Folder, Portifólio, etc).


• Atualizar o cadastro de clientes, fornecedores e parceiros


• Discutir ou aprimorar as estratégias de mercado para o escritório


• Fazer pesquisas sobre novos materiais ou tecnologias


• Desenvolver os Algoritmos (sistematizar os procedimentos de produção)


• Desenvolver os Manuais Internos de Procedimentos Operacionais


• Elaborar protocolos de entrega de serviço


• Estabelecer as estratégias de controle de material de consumo;


• Planejar o plano de cargos, funções e remunerações no escritório


• Planejar e organizar os treinamentos para o pessoal


• Providenciar abertura de alternativas de recebimento (como por exemplo - Cartão de Crédito)


• Fazer atualização nos registros do Controle Financeiro


• Atualizar o inventário patrimonial da empresa


• Determinar (ou atualizar) o Custo Fixo Operacional do Escritório (custo mensal)


• Determinar (ou atualizar) os preços dos serviços oferecidos ao mercado pelo Escritório





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16/12/2016

PUBLICADO NO FACEBOOK DO CREA-SP

(Publicado em 16/12/2016)



O Crea-SP publicou hoje (16/12/2016) na sua página do Facebook esse conjunto de imagens, com o seguinte texto:

O Eng. Ênio Padilha, em suas palestras sobre #carreira na área tecnológica, dá 10 dicas para o recém-formado se dar bem no mercado de trabalho.
Confira agora quais são elas e aproveite para marcar aquela pessoa que acabou de sair da faculdade! ;)

#PraCegoVer: Imagens com fundo de quadro negro, modelos em pose pensativa e o texto 10 dicas para recém-formados, por Eng. Ênio Padilha.
1. Não se deixe influenciar por quem diz que recém-formado não sabe nada ou sabe muito pouco;
2. Faça gestão de sua carreira;
3. Não levar em conta a remuneração na hora de escolher o primeiro emprego;
4. Ampliar a cultura geral e a percepção social;
5. Respeitar a marca engenharia;
6. Ter a ética profissional como guia e mãe de todos os princípios;
7. Dar atenção à aparência. Vestir-se bem. Cuidar do visual e do seu vocabulário;
8. Aprender administração;
9. Associar-se a uma entidade de classe e participar ativamente;
10. Cuidar da saúde.

Imagens: Freepik













ÊNIO PADILHA
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---Artigo2016 ---Gestão de Carreira

15/11/2016

ENTREVISTA (Fragmento)

A edição nº 233 - Agosto de 2016 - da REVISTA TECHNE (a mais importante revista da Engenharia brasileira) traz uma longa entrevista comigo.
Nesta edição do nosso Três Minutos trago duas das perguntas (e respostas) publicadas. Dá uma olhada:




TRÊS MINUTOS - Ano 17 - Número 391 (Ênio Padilha, 15/11/2016)



4) É certo que o papel do engenheiro, além do domínio técnico em sua área, é também o de administrador de pessoas, custos e processos? Essa é uma exigência funcional, profissional ou de nossa sociedade?
A capacidade gerencial e a habilidade de administrar processos, pessoas, e finanças é, na verdade, um recurso residual da formação dos engenheiros. Ao desenvolver o raciocínio lógico e abstrato (com os estudos de matemática, física e química) os engenheiros acabam se apropriando do conhecimento e das habilidades que são a base para a Economia e a Administração. Por isso, engenheiros que gostam da área da Administração costumam se dar muito bem, pois têm muita facilidade de lidar com os fundamentos daquela profissão.

5) A sociedade moderna introduz novas tecnologias, materiais e processos todos os dias. Caso, por exemplo, de materiais concebidos com nanotecnologia, recursos de realidade virtual e aumentada, modelagem de projetos (BIM), IoT (Internet das Coisas) e tantas outras novidades. Como se preparar para tudo isso?
Esse é um dos grandes desafios para o engenheiro que quer construir uma carreira bem sucedida e sustentável: manter-se atualizado sobre o que há de novo em termos de desenvolvimento da ciência e da tecnologia. O engenheiro (qualquer que seja a sua área ou especialidade) deve ter uma sólida cultura tecnológica. Para isso ele não pode perder o fio da meada. Não deve ficar tempo sem ler livros e revistas técnicas, sem participar de congressos ou de cursos de formação continuada. Tem de se manter “em forma”.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




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