Notas de "GESTÃO DE CARREIRA"

03/05/2017

POSSIBILIDADES NA CARREIRA PARA ENGENHEIROS E ARQUITETOS



Desde 2009 tenho apresentado um curso de 16 horas sobre GESTÃO DE CARREIRA E MARCA PESSOAL (para Arquitetos e Engenheiros), que também é uma aula em curso de pós graduação (que já foi ministrada para mais de 70 turmas).

Um dos tópicos abordados nesta aula discorre sobre as alternativas de exercício profissional que se apresentam aos arquitetos, assim que eles terminam a faculdade. Sempre percebo uma certa surpresa (principalmente dos mais jovens). Eles não imaginam que tem tanto mundo e tantas oportunidades pela frente.

Eu divido a coisa em duas abordagens: (1) o “modelo de negócio” e a especialidade ou área de atuação.

O MODELO DE NEGÓCIO
Por “modelo de negócio” vamos entender a maneira como o profissional se aplicará no exercício profissional, não importando, aqui, em que especialidade ele estará atuando.

O profissional, uma vez formado, poderá…

(1) FAZER UM CONCURSO PARA O SERVIÇO PÚBLICO, nas muitas vagas que existem para engenheiros ou arquitetos e urbanistas nas prefeituras, nos governos estaduais e nas instituições do governo federal.
Para isso ele deverá
• ter uma boa formação universitária;
• ter uma boa cultura geral;
• estudar muito para obter uma boa nota no concurso;
• ter as características necessárias para o exercício profissional no serviço público;

Outras possibilidades são

(2) TRABALHAR EM ALGUMA EMPRESA PRIVADA, escritórios de Arquitetura ou de Engenharia, Construtoras ou qualquer outra empresa comercial ou industrial que empregue engenheiros, arquitetos ou urbanistas.
Para isso ele deverá
• ter uma boa formação universitária;
• ter uma boa cultura geral;
• ter uma boa rede de relacionamentos
• ter um bom marketing pessoal (gestão da imagem pública);
• ter um bom domínio dos conhecimentos técnicos;
• ter conhecimentos e habilidades pessoais diferenciadas

(3) ABRIR, SOZINHO, UM ESCRITÓRIO DE ARQUITETURAOU DE ENGENHARIA
Para isso ele deverá
• ter uma boa formação universitária;
• ter uma boa cultura geral;
• ter uma boa rede de relacionamentos
• ter um bom marketing pessoal (gestão da imagem pública);
• ter um bom domínio dos conhecimentos técnicos;
• ter conhecimentos e habilidades pessoais diferenciadas;
• ter conhecimentos de administração e de gestão
• ter algumas características de empreendedor
• ter diferenciais competitivos profissionais

(4) ABRIR UM ESCRITÓRIO DE ENGENHARIA OU DE ARQUITETURA EM SOCIEDADE COM COLEGAS
Para isso ele deverá
• ter uma boa formação universitária;
• ter uma boa cultura geral;
• ter uma boa rede de relacionamentos
• ter um bom marketing pessoal (gestão da imagem pública);
• ter um bom domínio dos conhecimentos técnicos;
• ter conhecimentos e habilidades pessoais diferenciadas;
• ter conhecimentos de administração e de gestão
• ter algumas características de empreendedor
• ter diferenciais competitivos profissionais
• ter habilidades para se relacionar com pessoas

(5) ABRIR UMA EMPRESA DE CONSTRUÇÕES
Para isso ele deverá
• ter uma boa cultura geral;
• ter uma boa rede de relacionamentos
• ter um bom domínio dos conhecimentos técnicos;
• ter conhecimentos de administração e de gestão
• ter algumas características de empreendedor
• ter diferenciais competitivos para a área de construção civil
• ter habilidades para se relacionar com pessoas

(6) ABRIR UMA FÁBRICA (de materiais de construção, de componentes ou equipamentos, de móveis, lustres ou qualquer outra coisa)
Para isso ele deverá
• ter uma boa cultura geral;
• ter uma boa rede de relacionamentos
• ter um bom domínio dos conhecimentos técnicos;
• ter conhecimentos de administração e de gestão
• ter algumas características de empreendedor
• ter diferenciais competitivos para a área de construção civil
• ter habilidades para se relacionar com pessoas

(7) ABRIR UM ESCRITÓRIO DE ASSESSORIA OU CONSULTORIA TÉCNICA
Para isso ele deverá
• ter uma boa formação universitária;
• ter cursos de especialização, mestrado e doutorado;
• ter uma boa cultura geral;
• ter uma boa rede de relacionamentos
• ter um bom marketing pessoal (gestão da imagem pública);
• ter um bom domínio dos conhecimentos técnicos;
• ter conhecimentos e habilidades pessoais diferenciadas;
• ter conhecimentos de administração e de gestão
• ter algumas características de empreendedor
• ter diferenciais competitivos profissionais
• ter habilidades para se relacionar com pessoas


ESPECIALIDADE OU ÁREA DE ATUAÇÃO PARA ARQUITETOS
Com relação à especialidade ou área de atuação as possibilidade são muitas e variadas. O profissional, uma vez formado, poderá atuar numa das seguintes áreas…

URBANISMO
• Elaboração de Planos Diretores
• Projetos de revitalização
• Estudos de Impacto Urbanístico
• Estudos de Impacto Ambiental
• Projetos de Loteamentos
• Projetos de Paisagismo
• Avaliação e Perícias

CONSTRUÇÃO CIVIL
• Projetos residenciais
• Projetos de Edifícios Residenciais
• Projetos de Edifícios Comerciais
• Projetos de Reforma que incluem
exteriores.
• Avaliação e Perícias
• Administração de obra

ARQUITETURA EFÊMERA
• Vitrines
• Decoração de Shoppings Centers
• Palcos para Shows musicais
• Cenários para Teatro
• Parques de Diversão (itinerantes)

INTERIORES
• Projetos de Lojas
• Projetos de interiores Res.
• Projetos de interiores Com.
• Projetos mobiliários
• Projeto de iluminação
• Aeronaves, Navios, Motor Home
• Administração de obra

ILUMINAÇÃO
• Iluminação comercial
• Iluminação Cênica
• Iluminação de Arquitetura
• Iluminação residencial
• Iluminação Industrial
• Iluminação de Igrejas
• Iluminação de Museus
• Iluminação de Plantas
• Iluminação Pública
• Iluminação Esportiva

ÁREAS ESPECÍFICAS
• Projetos para a Área da Saúde (Hospitais, Clínicas, Consultórios, Ambulatórios, Farmácias, Postos de Saúde...)
• Projetos para a Área de Educação e Cultura (Escolas, Teatros, Centros Culturais, Museus...)
• Restauração
• Magistério
• Pesquisa e Desenvolvimento
• Empreendedorismo
• Segurança no Trabalho
• Avaliação e Perícias


ESPECIALIDADE OU ÁREA DE ATUAÇÃO PARA ENGENHEIROS
Geralmente isto já está vinculado à sua área de formação (Civil, Elétrica, Mecânica, Química, Sanitária, Alimentos, Produção, etc)



Portanto, se você é um jovem engenheiro ou arquiteto recém-formado, em busca de algum destino para a sua formação, ponha "fé em Deus e pé na tábua..." O que não falta é possibilidades.

E é claro que existem ainda outras alternativas que não foram listadas acima. Se você já trabalhou ou trabalha em algo diferente de tudo o que foi descrito ou se conhece alguém que faz alguma coisa que não está na lista deste artigo, por favor, escreva nos comentários, abaixo. no futuro essas informações serão incorporadas ao artigo original.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




Para copiar e reproduzir este artigo, conheça nossas REGRAS PARA PUBLICAÇÕES




---Artigo2015 ---Carreira ---MarcaPessoal



Deixe AQUI seu comentário:

06/04/2017

QUANTO VALE A SUA MARCA



Você já experimentou fazer a pergunta acima trocando “Fulano de Tal” pelo seu nome Afinal, quanto vale o seu nome? Quanto vale a sua “marca” pessoal?

Esse negócio de que agora cada indivíduo é dono de uma empresa chamada “Você SA”, acredite, é a mais pura verdade. Talvez o termo correto não seja “empresa”. Talvez seja melhor dizer que cada pessoa representa uma entidade. Uma grife. Porque, afinal, “empresa” lembra relação comercial e (embora muita gente esteja) nem todo mundo está no mundo “à negócio”. Existem muitas pessoas, cujos objetivos pessoais passam muito longe das relações de compra-e-venda envolvendo algum tipo de dinheiro.

Mas todo mundo, de uma forma ou de outra, deseja “produzir benefícios” para si ou para os seus. E é aí que entra o conceito de Marca Individual.

Capacidade de “Produzir Benefícios para Terceiros”. Essa parece ser a chave para medir o valor de uma marca individual. O pressuposto é que gerando benefícios para os outros você obterá benefícios legítimos para você.

Faça o seguinte exercício mental: digamos que você comece a dizer (para todas as pessoas que prestam atenção ao que você diz) qual é o supermercado da sua preferência.

O que você acha que vai acontecer? Essas pessoas vão considerar a sua sugestão? Na próxima vez que forem às compras elas vão pensar no que você disse? E as vendas do tal supermercado, vão sentir os efeitos das suas declarações?

Você já deve ter percebido que o valor da marca “Fulano de Tal” está ligado a, pelo menos, três características fundamentais: credibilidade, habilidades de comunicação e acesso a um grande número de potenciais seguidores.

Perceba que o valor de uma pessoa não é, necessariamente, repassado para o valor do seu nome, da sua marca. É preciso que as outras pessoas reconheçam as suas qualidades, suas virtudes, seus conhecimentos e suas habilidades.

Ao reconhecerem as suas características positivas as pessoas atribuirão crédito às suas palavras. Pronto, você já marcou ponto no quesito Credibilidade.

Para que as pessoas ouçam e entendam o que você diz (e se tornem seguidoras) é importante que você domine os códigos, as técnicas de comunicação, a linguagem de cada veículo e as características de cada meio. Isto geralmente requer algum talento natural acrescido de treinamento e exercícios.

Por fim, um diferencial importantíssimo que distingue uma “grife” pessoal de outras é a quantidade de pessoas atingida pelas suas idéias. Mas não se iluda (nem se desespere) pensando que o valor de uma marca pessoal é diretamente proporcional ao número de pessoas atingidas. A qualidade (poder de decisão, poder aquisitivo, nível cultural, influência...) dessas pessoas é fundamental. De nada adianta ter um público enorme se essas pessoas não são capazes de contribuir para nenhuma transformação positiva. Não produzem benefícios.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2006 ---Administração ---Gestão de Carreira

Comentários?

03/04/2017

EXPERIÊNCIA X CRIATIVIDADE

(Publicado em 09/05/2006)



Se a única coisa importante que você tem para sustentar o seu Curriculum Vitae são muitos anos de experiência profissional... comece a se preocupar.
Em 1986, quando eu me formei engenheiro, o meu grande desafio, a maior dificuldade que eu tinha para enfrentar o mercado, era justamente a falta de experiência profissional. Naquele tempo não ter experiência era quase como não ter um braço.

Oito anos depois, em 1994, em uma palestra para quase duzentos engenheiros (no Congresso Catarinense de Engenharia e Arquitetura, do qual fui coordenador) Décio da Silva, diretor presidente da WEG, foi categórico: "Nos dias de hoje", disse ele, "toda experiência que importa é aquela adquirida nos últimos cinco anos. Qualquer coisa além desse tempo tem importância zero. Porque o que importa hoje é a capacidade que o profissional tem de desaprender. De substituir conhecimentos antigos e ultrapassados por conhecimentos novos e atualizados"

A constatação de Décio da Silva era, sem dúvida, corretíssima. Mas o tempo, a tecnologia e a conseqüente globalização (não apenas da economia, mas da cultura, das artes, de tudo, enfim) trataram de reduzir esses "cinco anos" para quase nada. No mundo de hoje todo conhecimento baseado apenas na experiência conquistada pela repetição da tarefa perdeu valor e perdeu espaço para a inteligência e para a criatividade.

Tentar se manter no emprego ou no mercado apenas repetindo com perfeição receitas e fórmulas que sempre deram certo pode ser (e quase sempre é) o caminho mais curto para o fracasso.

A criatividade, que é a capacidade que uma pessoa tem de abordar um problema ou parte dele de maneira diferente da usual (e, portanto, sem se importar com as experiências anteriores), e a inteligência, que é justamente a capacidade que uma pessoa tem de resolver problemas combinando conhecimentos (sem fazer uso da experiência) são hoje as mais poderosas armas que alguém pode ter na luta pela sobrevivência no emprego, no mercado e na vida.

É importante prestar atenção para os efeitos e consequências dessa transformação: o eixo do poder no mundo está mudando de posição. O lugar que, nas empresas, era ocupado pelo funcionário “cão fiel” e “burro de carga” está sendo conquistado pelo funcionário bem humorado, irreverente e criativo. As lideranças empresariais estão sendo conquistadas, cada vez mais, por pessoas mais jovens, porque é na juventude que a criatividade é mais exposta e a inteligência é mais valorizada.

Nunca é demais lembrar, para os que ainda insistem em defender a experiência como uma coisa muito importante, que os grandes gênios, como Eistein, Isac Newton, Galileu Galilei e tantos outros fizeram suas grandes descobertas quando ainda eram extremamente jovens (vinte e poucos anos) e, portanto, não tinham quase nenhuma experiência.

Tinham, no entanto, juventude, ausência do medo de errar e irreverência frente às “verdades” estabelecidas.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo1996 ---Gestão de Carreira

Comentários?

09/01/2017

RECOMENDAÇÕES AOS RECÉM-FORMADOS

(Publicado em 09/01/2017)



Ano passado (2016) produzi duas novas palestras. Uma delas foi apresentada pela primeira vez no Forum Jovem, durante a SOEAA, em Foz do Iguaçu. Trata-se da palestra EXERCÍCIO PROFISSIONAL, RESPONSABILIDADE E PRODUTIVIDADE.

Nesse trabalho pude contar com a ajuda luxuosa do meu grande amigo, engenheiro e professor em Fortaleza, Sérgio Santos, que aceitou o meu convite e fez 10 desenhos inéditos que foram utilizados como ilustrações dos tópicos da palestra.

Quem ganhou com isso? Os jovens profissionais e estudantes que estiveram participando do evento, claro.
Se é verdade que uma imagem vale por mil palavras, as ilustrações do Sérgio Santos certamente tornaram a minha palestra muito mais interessante e esclarecedora.

Sérgio Santos é o autor das elogiadíssimas ilustrações do livro MANUAL DO ENGENHEIRO RECÉM-FORMADO, um livro que todo estudante e profissional recém-formado (até 2 anos) deveria conhecer

Veja, abaixo, as 10 recomendações para Engenheiros (e arquitetos, e agrônomos) recém-formados:



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br


















ORGANIZE UMA PALESTRA DE ÊNIO PADILHA
NA SUA UNIVERSIDADE



Se você faz parte do Centro Acadêmico da sua faculdade e deseja ter uma palestra do Engenheiro e professor Ênio Padilha na sua Universidade, clique sobre a imagem e veja as facilidades que a OitoNoveTrês Produções oferece para eventos destinados a estudantes e para recém-formados:



---Artigo2016 ---GESTÃO DE CARREIRA


Deixe AQUI o seu comentário

02/01/2017

ACORDA PRA 17

Não tá fácil pra ninguém. Imagina pra quem entrar nessa de que "o ano só começa, pra valer, depois do carnaval".
Essa pessoa já vai começar 2017 no fim da fila. Quando o fim do ano se aproximar provavelmente estará choramingando picuinhas nas redes sociais.




TRÊS MINUTOS - Ano 18 - Número 395 (Ênio Padilha, 02/01/2017)



Eu já disse algumas vezes e vou repetir: com tantas festas, tanta folga e tantas atividades de lazer, janeiro e fevereiro acabam dando a falsa impressão de que são dois meses de letargia nacional.

Falsa impressão, é bom que se repita.

Em janeiro e fevereiro trabalha-se, e muito. Basta lembrar que todas as pessoas ligadas ao turismo e ao lazer têm no mês de janeiro seu mês de maior atividade. Além disso, muitas empresas industriais e mesmo o governo mantêm atividade intensa nesse mês. Neste ano, com os novos prefeitos assumindo, todas as prefeituras começam janeiro com a corda toda. Muita coisa se decide, muitas obras são iniciadas, muito trabalho importante tem continuidade à todo vapor.

Isso significa o seguinte: se você tem planos, coisas para fazer, projetos para implementar... tire vantagem de janeiro e fevereiro. Comece cedo. Capitalize esses dias e semanas que muita gente considera "perdidos" e... quando março chegar, você já estará "dois meses adiantado" (leia-se: à frente dos concorrentes).

2017 não será EXATAMENTE do jeito que você quer. Mas, se você não fizer nada, ele vai ser do jeito que der, do jeito que vier. Então, para que 2017 não seja apenas "do jeito que quiser" você precisa fazer a sua parte. E deve começar já. Quanto mais tempo você demorar para começar, maior é a possibilidade de que 2017 fique mais distante daquilo que você quer que aconteça.

Seja o que for que você tenha decidido fazer neste ano, a hora de iniciar é agora. Não pode esperar pra depois da primeira semana do ano, pra depois que todo mundo voltar das férias, depois que janeiro terminar, ou depois que o carnaval passar. Se você demorar para começar a fazer o que tem de ser feito, o ano de 2017 pode não realizar o seu destino. Temos 365 dias disponíveis. Apenas 365. alguns desses dias já foram. Faça o melhor possível com os dias que sobraram.

Não se iluda! Tem muita gente aí fora que está fazendo a lição de casa. E não esqueça: quem for mais previdente, fizer o melhor planejamento e começar mais cedo será mais produtivo.

Se você esperar até o carnaval passar já terá desperdiçado 59 dias (dois meses inteiros!). Já imaginou se um dos seus concorrentes escolher o caminho da produtividade e começar a trabalhar hoje.

Acorda pra 17. Março pode ser tarde demais.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



COISAS QUE PODEM SER FEITAS NESSAS PRIMEIRAS SEMANAS DO ANO


• Ler os dois ou três livros (ou normas técnicas, catálogos...) que estão atrasados


• Conceber e executar (ou revisar) a identidade visual do Escritório bem como todos os instrumentos de comunicação direta


• Planejar e Executar (ou revisar) ambientes de trabalho no que diz respeito ao impacto que eles terão na percepção que os clientes podem vir a ter sobre o Escritório e seus produtos


• Elaborar ou atualizar os modelos de propostas comerciais e dos Contratos de Prestação de Serviço


• Conceber estratégias de obtenção de Diferenciais Competitivos
(que terão como decorrência a vantagem competitiva)


• Planejar e executar os impressos de comunicação institucional do Escritório (Cartão de Visitas, Folder, Portifólio, etc).


• Atualizar o cadastro de clientes, fornecedores e parceiros


• Discutir ou aprimorar as estratégias de mercado para o escritório


• Fazer pesquisas sobre novos materiais ou tecnologias


• Desenvolver os Algoritmos (sistematizar os procedimentos de produção)


• Desenvolver os Manuais Internos de Procedimentos Operacionais


• Elaborar protocolos de entrega de serviço


• Estabelecer as estratégias de controle de material de consumo;


• Planejar o plano de cargos, funções e remunerações no escritório


• Planejar e organizar os treinamentos para o pessoal


• Providenciar abertura de alternativas de recebimento (como por exemplo - Cartão de Crédito)


• Fazer atualização nos registros do Controle Financeiro


• Atualizar o inventário patrimonial da empresa


• Determinar (ou atualizar) o Custo Fixo Operacional do Escritório (custo mensal)


• Determinar (ou atualizar) os preços dos serviços oferecidos ao mercado pelo Escritório





Para copiar e reproduzir este artigo, conheça nossas REGRAS PARA PUBLICAÇÕES


Deixe AQUI o seu comentário

16/12/2016

PUBLICADO NO FACEBOOK DO CREA-SP

(Publicado em 16/12/2016)



O Crea-SP publicou hoje (16/12/2016) na sua página do Facebook esse conjunto de imagens, com o seguinte texto:

O Eng. Ênio Padilha, em suas palestras sobre #carreira na área tecnológica, dá 10 dicas para o recém-formado se dar bem no mercado de trabalho.
Confira agora quais são elas e aproveite para marcar aquela pessoa que acabou de sair da faculdade! ;)

#PraCegoVer: Imagens com fundo de quadro negro, modelos em pose pensativa e o texto 10 dicas para recém-formados, por Eng. Ênio Padilha.
1. Não se deixe influenciar por quem diz que recém-formado não sabe nada ou sabe muito pouco;
2. Faça gestão de sua carreira;
3. Não levar em conta a remuneração na hora de escolher o primeiro emprego;
4. Ampliar a cultura geral e a percepção social;
5. Respeitar a marca engenharia;
6. Ter a ética profissional como guia e mãe de todos os princípios;
7. Dar atenção à aparência. Vestir-se bem. Cuidar do visual e do seu vocabulário;
8. Aprender administração;
9. Associar-se a uma entidade de classe e participar ativamente;
10. Cuidar da saúde.

Imagens: Freepik













ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2016 ---Gestão de Carreira

15/11/2016

ENTREVISTA (Fragmento)

A edição nº 233 - Agosto de 2016 - da REVISTA TECHNE (a mais importante revista da Engenharia brasileira) traz uma longa entrevista comigo.
Nesta edição do nosso Três Minutos trago duas das perguntas (e respostas) publicadas. Dá uma olhada:




TRÊS MINUTOS - Ano 17 - Número 391 (Ênio Padilha, 15/11/2016)



4) É certo que o papel do engenheiro, além do domínio técnico em sua área, é também o de administrador de pessoas, custos e processos? Essa é uma exigência funcional, profissional ou de nossa sociedade?
A capacidade gerencial e a habilidade de administrar processos, pessoas, e finanças é, na verdade, um recurso residual da formação dos engenheiros. Ao desenvolver o raciocínio lógico e abstrato (com os estudos de matemática, física e química) os engenheiros acabam se apropriando do conhecimento e das habilidades que são a base para a Economia e a Administração. Por isso, engenheiros que gostam da área da Administração costumam se dar muito bem, pois têm muita facilidade de lidar com os fundamentos daquela profissão.

5) A sociedade moderna introduz novas tecnologias, materiais e processos todos os dias. Caso, por exemplo, de materiais concebidos com nanotecnologia, recursos de realidade virtual e aumentada, modelagem de projetos (BIM), IoT (Internet das Coisas) e tantas outras novidades. Como se preparar para tudo isso?
Esse é um dos grandes desafios para o engenheiro que quer construir uma carreira bem sucedida e sustentável: manter-se atualizado sobre o que há de novo em termos de desenvolvimento da ciência e da tecnologia. O engenheiro (qualquer que seja a sua área ou especialidade) deve ter uma sólida cultura tecnológica. Para isso ele não pode perder o fio da meada. Não deve ficar tempo sem ler livros e revistas técnicas, sem participar de congressos ou de cursos de formação continuada. Tem de se manter “em forma”.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




(Clique sobre a imagem (acima) para fazer o download da entrevista completa)

Deixe AQUI o seu comentário

07/11/2016

CREDIBILIDADE É UM RECURSO VALIOSO



CREDIBILIDADE é, de fato, um recurso valioso (é raro, é idiossincrático e é percebido pelo cliente como algo positivo). No entanto, é muito difícil para um individuo (ou uma organização) afirmar categoricamente que possui credibilidade, ou que a sua credibilidade é maior do que a dos seus concorrentes à ponto de constituir-se um diferencial competitivo.

Nos meus cursos, por exemplo, quase todos os profissionais afirmam ter dificuldades para convencer seus clientes a fechar os negócios. Mas depois, na hora de fazer o exercício sobre seus próprios recursos e diferenciais competitivos, colocam lá em letras maiúsculas: CREDIBILIDADE.

Eu fico me perguntando: “que tipo de credibilidade é essa, que na hora de fazer a diferença simplesmente não funciona?”

A credibilidade é a característica de quem é digno de ser acreditado. Para negociar e vender serviços é importante (fundamental) a credibilidade, construída pelo comportamento e performance no mercado ao longo dos anos.

Ter credibilidade significa que as suas previsões e promessas são aceitas como verdade pelos seus interlocutores.

Se uma pessoa diz que tem credibilidade mas, na hora de negociar com o cliente não consegue nada, então uma de duas coisas está acontecendo: ou a pessoa não está argumentando corretamente (não esta prometendo ao cliente alguma vantagem diferenciada ou, o que parece ser o mais comum, não tem tanta credibilidade quando acha que tem.

Além do mais, a estatística está contra essa legião de engenheiros e arquitetos que afirmam ter credibilidade no mercado, pois todos os levantamentos feitos junto aos clientes (eu mesmo fiz um, para um trabalho do mestrado) apontam o descumprimento dos prazos como uma das principais reclamações dos clientes em relação aos profissionais.

Ora, um prestador de serviços que não cumpre seus prazos e não tem disciplina para lidar com os seus compromissos (chega atrasado às reuniões, demora um dia a mais para enviar aquele relatório ou proposta, vive dando explicações sobre seus descumprimentos de prazos e horários (trânsito, computador, funcionários, fornecedores....) não consegue passar segurança para seu cliente. Não pode dizer que tem credibilidade.

Credibilidade é conseqüência. A causa é o comportamento profissional no mercado.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




NEGOCIAR E VENDER SERVIÇOS DE ENGENHARIA E ARQUITETURA.
Ênio Padilha
4 ed. 2014
176 páginas
Apresentação de Maria Clara de Maio (editora da Revista Lume Arquitetura – São Paulo)
Prefácio de Manoel Henrique Campos Botelho (Autor do livro “Concreto Armado, Eu te Amo”)

Para adquirir, clique sobre a figura da capa do livro


Deixe AQUI seu comentário:

03/11/2016

ORGULHO E VAIDADE

(Publicado em 01/07/2007)



Implementar estratégias de marketing pessoal, muitas vezes, implica mudar hábitos, costumes, práticas e “tradições pessoais”. Significa, em última análise, romper com alguma crença ou convicção que já faz parte do seu ideário público.

Isso quase nunca é uma coisa fácil. Mudar não é fácil, porque implica aceitar que aquilo que estava sendo feito não estava certo ou podia ser feito de outra forma. É uma coisa do tipo “Eu sempre fiz desta maneira”... Isso bate no orgulho de não admitir que “eu estou errado. Fulano tem razão: alguma coisa precisa ser mudada no meu modo de agir”.

Uma das reações mais bonitas (por ser absolutamente rara) que uma pessoa pode ter é a de, no meio de uma discussão sobre pontos de vista, dizer com sinceridade “É verdade, você tem razão, eu estava errado. Nunca tinha observado esse assunto por esse ângulo que você apresentou.”

A maioria absoluta das pessoas entra em uma discussão (seja sobre política, trabalho, educação, esporte, arte ou comportamento) movida apenas pelo interesse de apresentar e defender seus argumentos. Não têm a menor disposição para aprender ou aceitar novos pontos de vista ou novas alternativas para a sua “maneira de ver as coisas”.

Eu tenho um grande amigo (o engenheiro e professor do CEFET-PR, Marcos Vallim) que é uma dessas raríssimas exceções. Ele é desconcertante. Apesar da inteligência aguda e dos pontos de vista solidamente defendidos “com unhas e dentes”, ele não espera pelo dia seguinte ou pela próxima oportunidade para admitir que está errado ou que está enganado ou desinformado.

Muitas vezes, no meio de uma discussão de alta temperatura, onde as partes apresentam e defendem suas teses, ele interrompe a discussão para admitir, em alto e bom som, que o outro atingiu o ponto. Que o argumento do outro é perfeito. Que o outro está certo e que ele (Marcos) está errado... E não se trata apenas de aceitar o argumento do outro para encerrar a conversa. É uma manifestação sincera de entendimento da razão da outra parte.

Para as outras pessoas, acostumadas a discussões que nunca têm um ponto final com entendimento entre as partes, chega a ser “constrangedor” uma atitude tão humilde que contraria o comportamento comum de “lutar” até o fim para “enfiar na cabeça do outro” o seu ponto de vista.

O seu comportamento, com certeza, deve nos servir de exemplo. Vencer a vaidade e o orgulho é meio caminho para iniciar um processo de renovação. Uma estratégia de marketing pessoal, muitas vezes passa pela necessidade da renovação de conceitos e comportamentos.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2007 ---Gestão de Carreira


Deixe AQUI o seu comentário

31/10/2016

TALENTO, ORGANIZAÇÃO E DISCIPLINA

(Publicado em 16/11/2011)



Há muitos anos tenho insistido, nos meus cursos e palestras, que não existem segredos para o sucesso. Que todos os casos de pessoas bem sucedidas são resultados da combinação adequada de três elementos essenciais: Talento, Organização e Disciplina.

TALENTO é uma habilidade natural para fazer algo melhor do que a maioria das outras pessoas. Essa habilidade pode ser específica, como jogar basquetebol, correr, cantar, desenhar, esculpir, falar em público, pilotar carros de corrida, compor músicas, fazer filmes, calcular... ou genérica como o talento para as artes plásticas, para os esportes, para a música, para línguas ou para a ciência.

Talento é inato. Nasce com a pessoa. E aparece cedo (como que pedindo para ser explorado e desenvolvido).
Não existe maneira de adquirir talento! Por isso é que o termo "Talento Natural" soa como uma redundância, posto que não existe "Talento Artificial"

É importante dizer que são raríssimas as pessoas totalmente desprovidas de qualquer talento. Todos temos algum tipo de talento. É preciso identificá-lo e desenvolvê-lo para que possamos capitalizar o nosso potencial.

Pesquisadores no mundo inteiro, no entanto, concordam que, mesmo as capacidades que dependem de talento podem ser desenvolvidas com a aplicação de técnicas apropriadas (caso haja motivação). Assim, qualquer pessoa está, por exemplo, potencialmente apta a aprender música, desde que tenha vontade e use as técnicas apropriadas ao estudo de música. Mas aí entra em cena um dos outros dois componentes do sucesso: a Organização.

O senso de ORGANIZAÇÃO consiste em ter a capacidade de definir o lugar, o tempo e a maneira de executar tarefas ou guardar coisas.
O processo de organização define um lugar para cada coisa, um momento para cada tarefa, uma ferramenta para cada trabalho.

A organização (da sua mesa de trabalho, da sua casa e até mesmo da sua vida) pode ser obtida com ajuda externa de profissionais específicos, como professores, treinadores, assessores e consultores. O talento é o material de construção; a organização é o projeto; a execução da obra traz ao palco a terceira força capaz de produzir o sucesso: a disciplina!

Aquilo que a maioria das pessoas chama de desorganização tem, em 99% dos casos, outro nome: chama-se indisciplina.
Pense naquele escritório todo bagunçado, com todas as coisas fora de lugar, papel pra todo lado, desordem geral. Nossa primeira reação é dizer "nossa! que escritório desorganizado." Mas, na verdade, em 99% dos casos, se começarmos a perguntar para o proprietário do escritório onde é o lugar daquela caneta que está jogada no chão, daqueles contratos sobre uma cadeira, daqueles livros empilhados num canto ou mesmo dos lixos jogados sobre a mesa... é muito provável que ele saiba dizer o lugar de cada coisa.
Ora, se cada coisa tem um lugar (pré-definido) então já existe organização. E por que as coisas estão fora de lugar? Porque faltou disciplina para a manutenção da ordem.

Assim é na vida!

A DISCIPLINA pode ser definida como a característica de quem é capaz de fazer o que deve ser feito (aquilo que foi definido previamente no processo de organização). Aristóteles dizia que a disciplina é uma qualidade da alma e que é a força que diferencia o homem dos animais, pois a disciplina é a vitória da razão sobre a paixão. Sem a disciplina a vontade de crescer e se desenvolver nunca passará de sonho.

A relação entre essas três forças (Talento, Organização e Disciplinas) tem uma potência incomensurável. Mas é importante observar a seguinte conclusão:

Talento é natural. Não há mérito individual em possuí-lo. Ter talento é um dom que pode ser atribuído ao divino (se você for religioso) ou apenas à genética (se você for mais cético). Mas nunca é algo que, por si só mereça aplausos;

Buscar a organização para capitalizar o talento é resultado da determinação. E a organização pode ser individual, ou obtida por ajuda externa (até mesmo contratada)

A disciplina é, portanto, a grande virtude, capaz de capitalizar o talento e a organização, produzindo o sucesso.

O mundo está cheio de atletas, artistas e profissionais com grandes talentos que nunca chegaram nem nos pedestais do reconhecimento, simplesmente porque nunca se organizaram e nunca estiveram dispostos a pagar o alto preço imposto pela disciplina.

Empresas gastam fortunas organizando seus procedimentos (contratando consultores, comprando softwares e equipamentos) e tudo vai por água abaixo por falta de disciplina dos seus diretores, gerentes e empregados;

Indivíduos talentosos perdem-se pelo caminho não por falta de potencial (talento) ou de oportunidades (a organização) e sim, por falta dessa coisinha simples chamada disciplina, que depende unicamente da determinação individual para fazer a razão vencer as paixões.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2011 ---Administração ---Carreira



Deixe AQUI seu comentário:


1 2 3 4 5 »