Notas de "GESTÃO DE CARREIRA"

19/10/2016

PARA QUEM SEMPRE DIZ QUE ESTUDAR INGLÊS CUSTA CARO


NÃO TEM DESCULPA!



Nos meus cursos de Gestão de Carreira e Marca Pessoal eu sempre insisto que os profissionais (especialmente os mais jovens) devem saber Inglês. Muitos apresentam as manjadíssimas desculpas de que é muito caro ou que não têm tempo.
Este post tem o objetivo de mostrar que isto, definitivamente, não é aceitável como justificativa. É possível aprender inglês de graça e sem sair de casa. Basta ter um smartfone e uma rede de WiFi disponível.




TRÊS MINUTOS - Ano 17 - Número 388 (Ênio Padilha, 19/10/2016)



Abaixo estou apresentando diversas alternativas disponíveis na internet.
O que há em comum a todas elas? são totalmente gratuitas! Estão a um clique de distância.
Clique sobre a imagem ou no link fornecido e vá direto para o site sugerido.





CANAIS NO YOUTUBE



Nossa primeira parada será nos Canais do YouTube. Especificamente para dois canais que apresentam cursos básicos, para quem está começando do zero.

Vale a pena ver




A primeira sugestão é para iniciantes. Trata-se do canal no YouTube da EDUCAÇÃO ATIVA IDIOMAS

Trata-se de um curso completo para iniciantes, com 50 video-aulas.
Inscreva-se no canal e assista a um vídeo por dia. Vale a pena




A segunda sugestão (esta eu sempre dou, nos meus cursos) é o canal do professor Paulo Barros no YouTube.

Ele viveu, trabalhou e estudou nos USA por quase 10 anos e é fundador do maior Canal de Ensino da Língua inglesa do YouTube no Brasil (Inglês Winner) com quase 500 mil inscritos e mais de 35 Milhões de visualizações. Ainda nos USA desenvolveu um método inovador de ensino e criou um dos maiores cursos de inglês online do Brasil. Mais de 5 mil alunos como você já adquiriram e aprovaram esse método de ensino.

Embora ele tenha cursos nos quais cobra dos alunos, a qualidade do material disponível gratuitamente no YouTube é muito boa e ajuda, sem dúvida, qualquer um a dar os primeiros passos.




PODCASTS



Nossa próxima parada será nos PODCASTS - Canais de áudio disponíveis na internet e que podem ser acessados diretamente nos respectivos websites ou em aplicativos disponíveis nas AppStores.

Se você ainda não sabe lidar com os podcasts no seu celular, é um bom motivo para aprender (como localizar os podcasts, como assinar e como organizá-los para ouvi-los nos melhores momentos).




Uma série de Podcasts muito interessante é a Inglês todos os dias do professor Tim Barret.

Ele faz parte de uma família norte-americana de 2 irmãos e 3 irmãs que vieram para o Brasil em 1976, começaram a ensinar inglês em escolas de idiomas e finalmente abriram a própria escola, em Jundiaí, SP no ano de 1993.

Os podcasts (diários) são muito eficientes, com explicações em português e em inglês muito bem humoradas e úteis.





Outra série de Podcasts muito boa é a Aprenda Inglês com Música com a Teacher Milena.

Trata-se de um projeto muito bacana da professora Milena www.inglesonline.in com publicação de um novo podcast todas as sextas-feiras.





Para quem já estiver num nível melhor de entendimento, a série Learn English - British Council é sensacional.

Trata-se de uma simulação de um programa de rádio, com temática jovem e uma linguagem bem simples (sem gírias e sem phrasal verbs muito elaborados), Portanto, muito mais fácil de entender.

Cada episódio tem, em média, 30 minutos, sendo que os últimos 10 minutos são ocupados com explicações detalhadas sobre detalhes do idioma e da cultura britânica.





Outro podcast para quem já estiver num nível intermediário, é a série English as a Second Language.

São várias linhas de podcasts, tudo em inglês, mas com pronúncia bem pausada, para facilitar o entendimento.






Para quem já estiver num nível acima do iniciante (partindo para o intermediário) recomendo assinar o Podcast CNN Student News. A cada dia é publicado um novo vídeo, geralmente de aproximadamente 10 minutos, com as principais notícias do dia pelo mundo.

Além de se manter atualizado você poderá treinar. Mesmo que tenha alguma dificuldade, no início, com o vocabulário e os sotaques





BLOGS



Pra finalizar, recomendo alguns BLOGS, e, neste caso, são todos direcionados aos engenheiros e aos arquitetos.




Um dos mais importantes sites de arquitetura dos EUA é o Life of an Architect do arquiteto Bob Borson

O autor escreve sobre Arquitetura, Construção, Materiais, Processos e gestão. Vale a pena conhecer.






O web site Practical Money Skills pertence a diversos autores e dedica-se a vários assuntos relevantes para a gestão das finanças pessoais ou do escritório.

O site tem uma versão em português, mas, nesse caso, melhor visitar a versão em inglês e aprender duas vezes.





O web site Archipreneur Publica Artigos, entrevistas, projetos e outros tipos de textos do interesse de arquitetos que são proprietários dos seus próprios escritórios (a maioria dos profissionais, no Brasil).

Os temas são muito interessantes e vale a pena a visita.





Finalmente (mas não menos importante) temos o Engineer Blogs, que pertence a diversos autores e que publica Artigos (geralmente curtos) sobre temas de interesse de engenheiros: educação, tecnologia, negócios, ética, política...

Vale a pena conhecer.







E então? Gostou das sugestões? Viu como é possível aprender inglês sem gastar dinheiro?
Não estou dizendo que é fácil. Mas estou dizendo que a velha desculpa de que é muito caro aprender inglês já não pode ser usada por você.

Abraços



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br








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06/10/2016

UMA PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

"Escolher entre seguir uma única estrada ou pegar atalhos 'duvidosos' para alcançar um certo destino, é um problema. A solução eticamente correta, no caso, é sempre uma só: pegar a estrada."
JULIO LOBOS
- PhD pela Cornell University, no livro Ética e Negócios, página 34




TRÊS MINUTOS - Ano 17 - Número 386 (Ênio Padilha, 07/10/2016)



O que eu faria diferente agora, se a minha carreira profissional de engenheiro estivesse começando?

O que eu poderia ter feito para chegar mais rapidamente aos resultados que eu queria? Que pecados eu poderia não ter cometido?

Quantas vezes eu já me fiz estas perguntas? Quantas vezes você já se fez perguntas semelhantes?

O livro “OS PECADOS DE MARKETING NA ENGENHARIA E NA ARQUITETURA” (PADILHA, Ênio. Os pecados de marketing na engenharia e na arquitetura. 3.ed. eletrônica - Balneário Camboriú: OitoNoveTrês Editora, 2013. 102p.) pretende buscar as melhores respostas para essas perguntas. Não que isso resolva o passado. Sabemos que não é possível modificá-lo. Mas, pelo menos, podemos mudar a rota do futuro.

Se não cometermos hoje os pecados de ontem, teremos menos coisas de que nos arrepender amanhã.
E, como sabemos, um dia sem arrependimentos é sempre um dia melhor.

O que fazer para obter o sucesso profissional?
John F. Kennedy, presidente dos Estados Unidos, tinha uma frase que ficou famosa: “O segredo do Sucesso eu não sei qual é. O segredo do fracasso eu sei: é tentar agradar a todo mundo”.

Rolim Adolfo Amaro, saudoso “Comandante”, tinha outra frase interessante, incluída nos 7 mandamentos da TAM: “A melhor maneira de ganhar dinheiro é parar de perder”.

Além de seus significados, altamente instrutivos, essas duas frases têm em comum outra coisa importante: a sua estrutura. Na estrutura as duas frases dizem a mesma a mesma coisa: Nem sempre você precisa saber a maneira correta de fazer alguma coisa. Se você consegue identificar qual é maneira errada, você já está a meio caminho do sucesso”.

Parar de cometer erros pode ser a maneira mais fácil de acertar. Esta é a premissa deste livro



Clique sobre a imagem ao lado e faça o download gratuito do livro “OS PECADOS DE MARKETING NA ENGENHARIA E NA ARQUITETURA”

É gratuito de verdade. Não se preocupe. Não se trata de uma isca de marketing. Você não precisa fornecer seu nome nem e-mail. Ninguém vai ficar mandando insistentes e-mails vendendo algum curso on-line milagroso que ensina a resolver todos os problemas de forma mágica...

Não tem mágica! Não tem truque. Apenas clique e leia o livro, se quiser.

Espero que seja útil. Nos vemos na semana que vem.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br

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30/09/2016

REVISTA TECHNE - Edição nº 233 - Agosto de 2016



Clique sobre a imagem acima para obter o arquivo com a entrevista completa

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29/07/2016

ATRASO DE VIDA

(Publicado em 25/10/2000)



Quanto dinheiro você já perdeu (ou deixou de ganhar) parado, esperando por alguém que estava atrasado?

Você, talvez não se dê conta disto, mas o volume de perdas (financeiras) decorrentes da “tradicional” impontualidade brasileira chega a valores absurdos.

Tempo é dinheiro. É o que dizem. Na verdade, tempo é um recurso importantíssimo que forma com dinheiro e energia o “tripé” que produz resultados.

Tempo, dinheiro e energia. Sem um pouco (ou muito) de cada uma dessas três coisas não se faz nada importante.

Ninguém joga dinheiro fora. Ninguém desperdiça energia sem ser recriminado. Com o tempo, no entanto, não se tem tanto cuidado.

Eu sou adepto e pregador insistente da pontualidade e do cumprimento dos prazos estabelecidos. Não acredito na reunião marcada para 9 horas para começar (realmente) as 9 e meia. Isso não é coisa de gente séria.

Não consigo aceitar como “natural” nenhum atraso, especialmente em eventos que envolvem muitas pessoas.


Na semana passada* estive em Salvador-BA participando da 57a SOEAA, evento anual reunindo cerca de 2000 profissionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de todo o país. Coube-me a honra de ministrar um mini-curso (Marketing para Engenharia, Arquitetura e Agronomia) com 6 horas de duração, distribuídos em 3 aulas de 2 horas, marcadas para começar às 8 horas da manhã dos dias 19, 20 e 21...

8 horas da manhã? Em Salvador? Na Bahia? No dia seguinte a uma festa de abertura que avançou pela madrugada e culminou com um magnífico show com a cantora Margareth Menezes?

Sim, senhor. 8 horas da manhã. Era o que estava dito na programação dos trabalhos.

Eu, como faço sempre, cheguei ao local com uma hora de antecedência. Fiz os ajustes necessários e fiquei aguardando a chegada do público (havia 200 profissionais inscritos).

Quando deu 8 horas havia uma pessoa na platéia.

Uma única pessoa! Um jovem estudante de engenharia de Salvador.

Eu não tive a menor dúvida: comecei o curso para aquele único aluno. Seria engraçado, se não fosse grave.

Durante 8 a 10 minutos o que se viu foi aquela cena de “teatro de absurdos”: um auditório com 400 lugares. Um único aluno (lá no fundo) e um professor (lá na frente) apresentando a matéria, como se estivesse com “casa cheia”.

Acho que o tal aluno ficou um tanto constrangido. Não deveria. Deveria sentir-se honrado. O que eu fiz (e faço sempre) foi respeitar a quem cumpriu o horário. A quem deixou outras coisas de lado e manifestou consideração pelo curso.

Depois de uns dez minutos os outros começaram a chegar (e a aula seguia, sem interrupções). Aos poucos a platéia começou a tomar corpo. Mas as pessoas chegaram ao longo de todo o período da aula (2 horas). O último a chegar, “bateu o ponto” cinco minutos antes do horário previsto para o fim da aula. A aula, por sinal, encerrou-se pontualmente no horário previsto (este é um outro detalhe muito pouco observado...). No fim chegaram uns 170, dos 200 inscritos.

No dia seguinte, 15 minutos antes de começar a aula já havia gente na platéia. Às 8 horas já estavam ali mais de 100 profissionais e os que ainda chegaram atrasados não perderam mais que meia hora da aula. Vieram mais de 200 pessoas.

No terceiro dia, 200 alunos já estavam no auditório às 8 horas da manhã. Os atrasos não passaram de 10 a 20 minutos. A lotação bateu em 300 pessoas!

O mais importante é que eu não ouvi uma única reclamação, de ninguém, por causa do cumprimento rigoroso dos horários. Pelo contrário, tenho o registro de que muita gente gostou muito disso.

Enfim, conseguimos demonstrar uma coisa: o problema da impontualidade tem muito a ver com uma mentalidade coletiva de aceitação desse defeito como se fosse “natural”. Quando o brasileiro vai para a Inglaterra ou para o Japão não se atreve a chegar atrasado para coisa alguma. A imensa maioria dos alunos que chegaram atrasados para o primeiro dia contavam como absolutamente impossível que a aula fosse começar no horário. Ou seja: tudo o que estava escrito na grade de programação não era para ser levado à sério.

Como diria o apresentador Boris Casoy: “Isto é uma vergonha!!!”. Se queremos construir um país importante. Se queremos ser competitivos e dignos de respeito, precisamos, urgentemente, eliminar do nosso ideário essa história de que, no Brasil, chegar atrasado é coisa natural



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br

(*) este artigo foi publicado em outubro de 2000.



---Artigo2000 ---Gestão de Carreira




a imagem que ilustra este artigo é do blog desfavor.com

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28/07/2016

FOZ DO IGUAÇU, 31 de AGOSTO DE 2016 - 14 horas



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11/07/2016

O DIREITO À IGNORÂNCIA

(Publicado em 05/08/2013)



"Todos nós temos pleno direito à própria ignorância: o problema surge quando a ignoramos como tal, considerando-a sabedoria" (Zuleika dos Reis)

Nas minhas aulas sobre Gestão de Carreira para Arquitetos e Engenheiros e também nas palestras que frequentemente realizo em escolas de Arquitetura e Engenharia eu sempre lembro aos participantes sobre a importância de explorar, na dose certa, um dos recursos que os estudantes e os jovens profissionais recém-formados possuem: o direito à ignorância

Eu explico. Mas, antes, deixa eu esclarecer o porquê dessa conversa: é que eu recebi (como recebo sempre) um e-mail de um estudante de arquitetura (terceiro ano) com seu curriculo e um pedido de estágio.

Evidentemente eu não poderia conceder estágio a um estudante de Arquitetura, já que não sou arquiteto nem tenho um escritório de Arquitetura. Mas entendo que ele tenha enviado o curriculo para o meu e-mail, provavelmente, esperando que eu reenviasse para algum amigo arquiteto. É justo. E poderia funcionar.

Mas acontece que ele enviou o curriculo para mais de cinquenta endereços. No mesmo e-mail. E todos os endereços apareciam no e-mail que eu recebi. Essa é uma prática reprovada por todos os "manuais de boas maneiras na internet" justamente por divulgar endereços eletrônicos de terceiros, expondo-os à ação de spammers. Este foi o primeiro erro detectado.

O segundo erro estava no curriculo propriamente dito: o arquivo com as informações sobre o remetente.
Apesar de eu ter deduzido que o rapaz fosse, provavelmente, um bom estudante e um potencial bom estagiário, seu currículo não conseguia me dizer isso. Tratava-se de um arquivo de texto mal concebido, mal diagramado e com informações desconexas e mal dispostas.

Minha primeira reação ao ver aquilo foi me perguntar "por que esse rapaz não pediu ajuda para alguém? Porque não buscou orientação de um profissional mais velho ou de um professor sobre como elaborar e encaminhar um curriculo?"

Daí lembrei da minha recomendação aos jovens: utilizem e explorem o seu Direito à Ignorância.

As atividades profissionais dos arquitetos e engenheiros são baseadas na capacidade intelectual e nos conhecimentos adquiridos. Um profissional sem conhecimentos (especialmente os conhecimentos técnicos) terá poucas chances nas disputas pelas melhores oportunidades. É natural, portanto, que as pessoas nessas atividades sintam um certo desconforto quando precisam admitir que nao sabem alguma coisa. Afinal, o profissional vale pelo que sabe, pelo que conhece. Admitir a ignorância significa reduzir seu próprio valor como profissional.
Nao deveria ser assim, mas é. E é até aceitável para um profissional veterano.
Se um arquiteto formado há dez anos diz que não sabe o que é a tecnologia BIM, ou que nunca ouviu falar de Zaha Hadid ou Norman Foster, por exemplo, isso não é bom para sua imagem profissional. Soa, no mínimo, como desatualização.

Mas se você for um estudante ou um profissional recém-formado eu tenho uma boa notícia: manifestar a sua ignorância (fazendo perguntas ou admitindo que não sabe) não queima seu filme e não reduz seu valor profissional. Muito pelo contrario: se um estudante faz perguntas, recorre aos professores ou a outros profissionais mais velhos, estes não olham para o estudante como um coitado, desatualizado, que não sabe das coisas e não tem futuro. Eles o vêem como alguém curioso e interessado, dedicado a aprender coisas novas e com um bom futuro pela frente.

Além disso, os veteranos geralmente gostam de poder ajudar com conselhos e recomendações a um jovem estudante ou profissional em inicio de carreira

Nosso colega estudante, antes de enviar seu currículo solicitando vaga como estagiário deveria ter pedido ajuda aos pais, aos tios, aos colegas formandos, aos professores ou a profissionais veteranos no mercado. Alguém haveria de ter dado a ele recomendações preciosas sobre como elaborar um currículo e quais as melhores estratégias para colocar o currículo nas mãos certas.

Ele não fez isso ou porque ficou com vergonha de perguntar para alguém (admitir que nao sabia fazer) ou... O que é pior: por achar que sabia.

Neste caso caiu na armadilha definida por Zuleika Reis, na frase colocada como epígrafe deste artigo: não admitiu a própria ignorância e foi ainda mais longe: considerou-a sabedoria.

Perdeu uma grande oportunidade.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br





REFERÊNCIAS:
1) REIS, Zuleika. Frases. Disponível em http://www.recantodasletras.com.br/pensamentos/2309319 acesso em 03/08/2013




Imagem (fonte): vivendoemverdade.blogspot.com.br



---Artigo2015 ---Administração ---Financeira

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20/06/2016

SER COMPETENTE É UM COMPROMISSO ÉTICO

(Publicado em 10/02/2010)



A Professora Maria Teresa Padilha, de Lisboa, Portugal, tem uma frase que eu considero digna de registro: ela afirma que “o primeiro e mais importante compromisso que um profissional tem com a ética profissional é ser competente!” Isso tem tudo a ver com o conceito de construção coletiva da percepção da sociedade em relação à Profissão e da responsabilidade individual de cada profissional sobre o resultado final.

O seu título profissional de Engenheiro (ou Arquiteto ou Agrônomo) agrega-se às suas características pessoais e passa a fazer parte da sua imagem pública. As pessoas interessam-se pelo desempenho profissional e utilizam essa percepção para ampliar a avaliação pessoal que fazem do indivíduo. Mas não fica só nisso. As pessoas tendem a fazer uma generalização da avaliação do desempenho profissional do indivíduo para toda a categoria.

Assim, se um engenheiro faz alguma coisa bem feita ele é bem avaliado, o que é bom. Mas essa avaliação não é apenas individual. Ela é expandida para o coletivo. Qualquer característica, positiva ou negativa, de um indivíduo (profissional) ecoa na categoria como um todo indivisível.

Os cursos universitários de Arquitetura, de Agronomia e de Engenharia dão ao profissional recém-formado um conjunto de conhecimentos e habilidades que o qualifica para iniciar sua carreira. Todos concordam que, nos primeiros anos após a formatura, é necessário ampliar esses conhecimentos e habilidades através de mais estudos e da obtenção de experiência profissional.

Por isso, praticamente todo profissional recém-formado se dedica ao estudo com muito empenho e entusiasmo, nos dois ou três anos que sucedem à formação universitária. O que pouca gente se dá conta, porém, é que esse processo não deve ser encerrado depois de dois ou três anos. Quem escolhe uma profissão cujo resultado tem um componente intelectual tão intenso como é o caso da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia, tem de ter consciência de que “casou com os livros”.
Vai continuar estudando pelo resto da vida. Precisa se manter atualizado. Precisa assinar revistas técnicas, manter uma biblioteca atualizada, participar de cursos, seminários, simpósios e congressos da sua especialidade, visitar feiras, fazer viagens de estudo...

Isto não acaba quando você se forma. É o processo permanente de manutenção da competência profissional. Estudar, estudar e estudar. É isto o que distingue os grandes profissionais daqueles que engrossam as estatísticas dos profissionais “maisomenos”.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | ep@eniopadilha.com.br



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15/06/2016

IMAGEM PESSOAL E IMAGEM PROFISSIONAL


Se você é advogado (ou engenheiro, arquiteto, médico, dentista, contador, ou coisa parecida) você precisa saber que a imagem pessoal é inseparável da imagem profissional.
Não existe essa coisa de que “a vida pessoal não interfere nas questões profissionais”.

Interfere sim senhor. Um advogado pode ter o melhor desempenho técnico. Seu escritório pode fazer o melhor trabalho, seus clientes conseguem sempre os melhores resultados em função de suas orientações ou intervenções profissionais. Ele pode até ser amável e simpático com os seus clientes. Mas se eles souberem que nos finais de semana este advogado bebe. E que, quando bebe, fica agressivo e bate na mulher e nos filhos... Não tenha dúvida de que a carteira de clientes dele tende a diminuir.

Quem contrata um prestador de serviços está contratando uma pessoa. Está fazendo negócios com uma pessoa. É pessoal. Ponto final.

Ninguém gosta de fazer negócios com pessoas que não tenham valores pessoais positivos. Mesmo que isto não interfira nos resultados do negócio.
O cuidado com a Imagem Pública (que geralmente as pessoas chamam de Marketing Pessoal) é uma disciplina essencial para o exercício comercial das profissões liberais. É uma atividade que concorre fortemente (decisivamente) para a aceitação ou não do seu produto no mercado.

Isso vale para o lado negativo (como o que foi visto acima) mas também vale com as coisas positivas. Muitas ações pessoais positivas podem (e devem) ser incorporadas com o objetivo de cristalizar a sua imagem pessoal. E os mecanismos de transferência de créditos devem ser utilizados para agregar ao marketing empresarial. A melhor alternativa é investir na administração inteligente da sua Imagem Pública e associá-la sempre à imagem do seu trabalho.

Mas não se pode pensar que “fazer marketing pessoal” é aparecer muito. É estar em evidência. É ser visto e ser lembrado por todos, o tempo todo. Nem achar que essas práticas, ensinadas em pequenos manuais de auto-ajuda, ou em palestras e cursos divertidos, podem ser a solução de todos os problemas, na busca incessante e paranóica pelo sucesso. O tal do marketing pessoal não é só estar permanentemente na vitrine. Nem é tão simples.
Se você quer apenas aparecer, vista-se espalhafatosamente, fale alto, agrida as pessoas, provoque um tumulto qualquer... Você vai chamar atenção, com certeza. E, quando todo mundo estiver prestando atenção em você, no que você faz e no que você diz... bom daí pra frente entram em cena outras variáveis como o talento, a criatividade, a disciplina, o caráter, os conhecimentos e as habilidades.

Quanto maior o barulho que você tiver feito para aparecer, maior será a expectativa criada e maiores serão as cobranças do seu “público”.

Talvez você nunca tenha se dado conta, mas a primeira impressão não é a que fica. Ainda bem, porque, se fosse assim, não haveria estratégia eficiente de marketing pessoal, ou seja lá o que fosse, que pudesse consertar uma primeira impressão acidentalmente ruim.

Olhe em sua volta. Veja quantas pessoas que hoje você gosta e admira e que, no primeiro contato causaram uma impressão bem negativa. E veja que o contrário também é verdadeiro.
Observe que essas pessoas alteraram a percepção que você tem delas com coisas bem mais importantes do que técnicas de “aparecer”.

A autopromoção é apenas uma das etapas do marketing pessoal. É uma parte importante do processo, não resta dúvida. Mas não pode ser tomada como o objetivo em si. Uma estratégia inteligente de marketing pessoal não pode dispensar os benefícios de uma eficiente carga de autopromoção.
Mas não se pode achar que apenas aparecer resolve o problema da conquista de espaços ou do sucesso.

Por mais óbvio que pareça, é preciso repetir, pela milésima vez: “não existe marketing eficiente para um produto ruim”. Uma forte carga de autopromoção para alguém que não esteja preparado pode acelerar e tornar irreversível o seu próprio fracasso.

Os interessados na mágica do marketing pessoal precisam saber que o milagre do sucesso, mesmo para pessoas muito talentosas, é sempre resultado de muito trabalho, disciplina e dedicação.
Não existem “segredos” no Marketing Pessoal.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | ep@eniopadilha.com.br

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23/05/2016

REDES DE RELACIONAMENTO PARA ARQUITETOS E ENGENHEIROS

(Publicado em 20/08/2011)



Há algumas semanas publiquei um artigo com o título CARTA A UM CALOURO (DE ARQUITETURA OU DE ENGENHARIA) no qual apresentei alguns "conselhos" para os colegas que estão iniciando suas carreiras (Sim, a carreira profissional começa no primeiro dia da faculdade e não no dia da formatura, como muita gente pensa).
Um dos conselhos (o terceiro) é "Comece a construir a sua rede de relacionamentos.

Muita gente pode não ter entendido.
Apesar de ninguém negar que Rede de Relacionamento é interessante e útil, pouca gente se lembraria de incluí-la como uma das coisas mais importantes para a carreira de um profissional. Normalmente pensariam na capacidade técnica como a coisa que mais importa (muita gente, aliás, considera que a capacidade técnica é a única coisa que importa).
Além disso, quase nenhum professor, mentor ou orientador considera importante recomendar a um estudante de primeiro ano de faculdade que se preocupe com a construção de sua rede de relacionamento.

Daí lembrei da minha pesquisa para o Mestrado (2007) na qual analisei os recursos importantes (valiosos) para Pequenas Empresas de Engenharia.
Recursos, aqui, são definidos como "tudo o que a empresa possui, controla ou tem à sua disposição. Pode ser constituído de conhecimentos, habilidades, capacidades, instalações, equipamentos e outros ativos tangíveis ou intangíveis."

Já os recursos considerados valiosos (e, portanto, capazes de constituir diferencial competitivo) são aqueles que atendem a três condições importantes
1) A sua empresa tem e as empresas concorrentes não têm;
2) As empresas concorrentes não podem adquirir ou desenvolver esse recurso sem investimentos importantes (vultosos) de tempo e dinheiro;
3) Os clientes identificam esse recurso como uma coisa pela qual vale a pena pagar mais caro.

Pode parecer simples, para um leitor desavisado, possuir recursos valiosos (e, portanto, diferenciais competitivos) mas vá dizer isso para os alunos das minhas aulas de pós-graduação (Marketing e Relacionamento com o Cliente) que precisam lidar com esse conceito e identificar seus próprios Recursos Valiosos... É muito complicado! Mais de 70% dos participantes acabam se rendendo ao FATO de que não possuem recursos valiosos e, portanto, não possuem diferenciais competitivos.
Daí a importância da Rede de Relacionamento, pois pode ser construída sem investimento financeiro.

Na minha pesquisa (os detalhes podem ser vistos AQUI) quase trinta tipos de recursos foram relacionados e analisados. Adivinhe qual recurso emergiu como o mais importante (aquele que está mais fortemente relacionado com o sucesso ou fracasso de uma pequena empresa de Engenharia)?

Isso mesmo: Rede de Relacionamento

Rede de relacionamentos parece, à primeira vista, ser um recurso determinante para escritórios de engenharia. Trata-se de um recurso valioso, na medida em que permite obter vantagem competitiva. Não é, necessáriamente raro, mas é imperfeitamente imitável, pelos três motivos possíveis (possui path dependence, tem ambiguidade causal e é socialmente complexo) e é não negociável.

Mas, preste atenção (repito aqui): rede de relacionamento não é rede de pescar. Não é teia de aranha. Não é rede de contatos pra se dar bem ou para ter pra quem pedir coisas, quando precisar. Nada disso!
Uma rede de relacionamentos é um conjunto de conexões consistentes que o indivíduo estabelece com pessoas com as quais ele interage, de forma ativa e generosa. Sim, eu disse GENEROSA! Você precisa se doar, ser útil, contribuir para o crescimento dos indivíduos que fazem parte da sua rede de relacionamentos.

Trocando em miudos: ter uma boa rede de relacionamentos significa possuir um grande patrimônio. Mas é um tipo de patrimônio que não pode ser comprado nem herdado. A rede de relacionamento de um indivíduo é um patrimônio individual (ainda que ele possa colocá-la à disposição dos interesses de filhos, irmãos ou mesmo de sócios da sua empresa). Ela segue o indivíduo. Se ele for o proprietário de uma empresa – de Engenharia ou de Arquitetura, por exemplo – essa rede pode ser considerada como uma rede da própria empresa.

Redes de Relacionamentos realmente importantes são baseadas na confiança. São construídos pela combinação de qualidades individuais, atitudes generosas e tempo. Muito tempo. Pois o tempo é o elemento catalisador da confiança. E a combinação de fidelidade e confiança é essencial à construção e sustentação das redes.

Além disso, a capacidade de lidar com a liderança também é importante. Significa saber liderar e saber ser liderado. Ter pulso firme quando a situação exige decisão e comando e ter humildade e boa vontade quando a situação requer subserviência.Isso, definitivamente, não é uma coisa simples. Mas é absolutamente indispensável para quem quer construir esse valiosíssimo patrimônio.

E por que uma Rede de Relacionamentos é tão importante para empresas de Engenharia/Arquitetura?
Simples: Serviços de Engenharia não são comprados ou consumidos por muitas pessoas, muitas vezes na vida. Portanto, não são de Consumo de Massa. Isso tira do “arsenal de possibilidades” um conjunto muito grande de ferramentas e recursos de gestão tradicional que são, via de regra voltados para produtos de consumo de massa. Um número muito reduzido de pessoas ou empresas são potenciais clientes de engenheiros. Nesse mercado não se pode contar com a experiência do cliente. Por melhor que seja um profissional ou uma empresa, por mais satisfeitos que fiquem os seus clientes, é sempre pouco provável que existam compras ou consumos sucessivos. Além disso, o fato de o produto não ser “de consumo de massa” torna inútil todos os principais recursos de comunicação com o mercado (mídia aberta, recursos de promoção de vendas, etc.), disponíveis para os empresários que trabalham com mercadorias por exemplo. Assim, resta às redes de relacionamento essa posição de recurso capaz de viabilizar estratégias tanto de gestão quanto de comunicação.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




---Artigo2011 ---Gestão de Carreira




Ilustração: http://blog.empregos.com.br/tags/networking

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20/04/2016

QUAL É A SUA DESCULPA?

(Publicado em 16/01/2013)




Falar de atrasos é como falar em corda na casa de enforcado. Ainda mais com a abordagem que eu costumo dar para o tema. Sou curto e grosso: atrasos são inadmissíveis. E, se você chegar atrasado ou não cumprir um prazo a culpa é sua. Ponto Final.

Aí começa a choradeira. "Ah, mas o senhor não conhece o trânsito aqui em Tangaré do Sul, a gente leva 50 minutos pra andar dois quilômetros!"
Justamente. Eu não conheço as dificuldades do trânsito na sua cidade. Mas você conhece. Ou deveria conhecer. Isso também é seu trabalho. Se você sabe que existe uma boa possibilidade de o trânsito estar lento, deve sair mais cedo de casa ou do seu escritório. E não, simplesmente, chegar atrasado e depois dizer que a culpa foi do trânsito.

"Ah, mas às vezes não é a gente que atrasa. Tem trabalho que depende de outros fornecedores. Se eles atrasam a gente acaba atrasando também."
Vou repetir: você tem a obrigação de conhecer as idiossincrasias do seu mercado e ser capaz de fazer previsões profissionais. Se um determinado fornecedor costuma atrasar ou pode vir a atrasar a entrega dele, cabe a você escolher outro ou fazer contratos mais detalhados com cláusulas de punição pelos atrasos. E não simplesmente repassar o problema para o seu cliente.

"Mas se o atraso for causado por um fornecedor que foi contratado pelo próprio cliente..."
Presta atenção, colega! Se você aceitou um contrato em que não tem controle sobre o seu próprio processo produtivo você foi incompetente. E essa resposta já vale para o "ah, mas muitas vezes o próprio cliente é que atrasa o trabalho pois demora demais para decidir ou dar respostas..."

Tudo isso é coisa que pode muito bem ser prevista e incluída no contrato (e, antes disso, na Proposta Comercial). Muitos profissionais escrevem lá no orçamento do serviço, "prazo de entrega: 50 dias após a contratação do serviço". Como assim? Se o cumprimento desse prazo depende de respostas que o cliente tem de dar, de decisões que o cliente precisa tomar, da entrega de outros produtos de outros fornecedores... Prometer que vai cumprir esse prazo de 50 dias é uma irresponsabilidade! Tá pedindo pra se incomodar!

O correto, nesses casos é escrever "prazo de entrega: 50 dias após a aprovação do estudo preliminar" ou "30 dias após a entrega do equipamento x" ou "40 dias após o recebimento das informações x, y e z" ou ainda, "25 dias úteis, descontados os dias de chuva".

Enfim, a sua proposta comercial (a sua promessa de prestação de serviços) deve incluir a previsão de todas aquelas coisas que poderão produzir algum impacto na qualidade do serviço ou no prazo de entrega. E você não pode pressupor que o cliente sabe dessas coisas. É você quem tem a obrigação de saber disso. Não ele.

A cultura da pontualidade e cumprimento de prazos separa os países ricos dos países pobres. E também separa profissionais bem sucedidos de profissionais maisomenos. Você pode ficar brigando com essa realidade ou começar já a sistematizar seus processos produtivos em busca do atraso zero.

Taí um bom projeto (uma boa estratégia) para a diferenciação competitiva do seu escritório.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2013 ---Administração ---Produção



Imagem (fonte): http://vocesa.abril.com.br - blog de Marcelo Miranda

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