Notas de "JOGOS OLÍMPICOS RIO 2016 "

15/07/2016

CONTRA A TOCHA OLÍMPICA, CONTRA OS JOGOS OLÍMPICOS, CONTRA OS FARÓIS ACESOS... CONTRA TUDO ISSO QUE ESTÁ AÍ.

(Publicado em 14/07/2016)



Esse discursinho xumbrega "contra tudo isso que está aí" ajuda a mostrar o nível de indigência intelectual de muitos brasileiros (principalmente os que se manifestam nas redes sociais).

Acham bonito "ser do contra", mas escolhem os alvos errados, por falta de um mínimo de bom senso.

Ser contra a obrigatoriedade de trafegar com faróis acesos nas rodovias (eu dirijo com os faróis acesos, por livre e espontânea vontade, há mais de 15 anos) repete o comportamento dos que eram contra o uso de cinto de segurança e da obrigatoriedade dos air bags. Dá nos nervos.

Ser contra a realização dos Jogos Olímpicos no Brasil é uma coisa tosca, mesquinha e mostra uma visão rasteira do que significa o evento. Mais uma vez, revoltam-se contra o alvo errado. A ideia de fazer os jogos no Brasil é ótima. A relação custo x benefício é excelente.

Muitos problemas do Rio de Janeiro foram discutidos, alguns foram enfrentados. Infelizmente, um grande número desses problemas não foram vencidos. Isso foi uma grande oportunidade perdida. E é isso o que devemos condenar. O que devemos criticar é a maneira como o Rio de Janeiro lidou com a oportunidade de realizar os Jogos Olímpicos. E não a ideia de realizar os jogos que é, em si, muito boa.
A tentativa estúpida de apagar a Tocha Olímpica com um extintor de incêndio, ocorrida ontem (13/07/2016) em Joinville foi um episódio patético que deveria envergonhar a comunidade catarinense. Infelizmente, o cara ainda recebe apoio de muita gente dita "intelectual".

Que bobagem é essa? Tá protestando contra o quê? O percurso da Tocha Olímpica pelo Brasil é 100% patrocinado pela Coca-Cola, pela Nissan e pelo Bradesco (empresas privadas!). Trata-se de um mega-evento que promove um expressivo giro na economia em todas as cidades participantes: hospedagem, alimentação, serviços... Além disso, promove as cidades tornando-as ainda mais conhecidas no país, promovendo o turismo interno.

Muitas celebridades são convidadas a participar dessa jornada (não me consta que recebam nada para isso). E daí que participem? Qual é o problema? Não é assim em todas as jornadas semelhantes em outros países?

O dinheiro gasto nessa festa está sendo desviado da Saúde? da Educação? Esta operação está gerando desemprego? Agravando problemas da economia do país?

Os problemas da Saúde, da Educação e da Segurança no Brasil são históricos. Não foram criados nem agravados pelos Jogos Olímpicos e muito menos pelo evento da Tocha Olímpica. Quer lutar contra isso? Quer lutar pela Saúde, pela Educação e pela Segurança? Então pare de se preocupar com as coisas erradas e concentre-se no que importa. Não tenha preguiça de fazer contas, de fazer pesquisa. Não tenha preguiça de avaliar a relação Custo x Benefício do evento Jogos Olímpicos para o Brasil.

Avalie cuidadosamente as cifras, os números, as proporções e os impactos. Depois pode protestar à vontade.
‪#‎ProntoFalei‬



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



Se tiver interesse, clique AQUI para conhecer os 21 artigos que eu escrevi sobre a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
Quase nenhum deles fala de Futebol. De uma maneira geral os artigos falam da relação nem sempre óbvia do mega evento Copa do Mundo com a Arquitetura e com a Engenharia no Brasil. e com os mais estúpidos erros de avaliação cometidos pelas pessoas em geral e (infelizmente) até por arquitetos e engenheiros.

Dá uma geral. Clique nos títulos. Reveja alguns dos artigos. E deixe seus comentários.



---Artigo2016 ---Jogos Olímpicos

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02/02/2015

LONDRES E RIO DE JANEIRO - METRÓPOLES OLÍMPICAS EM TRANSFORMAÇÃO

O Consulado Geral Britânico, em parceria com o Departamento Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ), promove o seminário “Londres e Rio de Janeiro – Metrópoles Olímpicas em Transformação.” O evento acontece na terça-feira, 3 de fevereiro, a partir das 9h, no auditório do IAB-RJ, no Flamengo, e é aberto ao público. Os interessados devem enviar e-mail para inscricoes@iabrj.org.br para reservar a vaga.

O seminário colocará em debate três temas: eventos esportivos globais e mobilidade urbana; revitalização da frente marítima (waterfront regeneration); e revitalização urbana e habitação social, todos com inspirações em Londres e no Rio de Janeiro. Participarão das discussões arquitetos, planejadores urbanos e gestores públicos brasileiros e britânicos, além de representantes do Royal Institute of British Architects (RIBA).



Clique sobre a imagem ou AQUI para obter mais informações no site iab.org.br

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14/10/2014

RIO DE JANEIRO SE PREPARA PARA RECEBER OS
JOGOS OLÍMPICOS DE 2016

Duas grandes intervenções urbanas estão mudando radicalmente o perfil da cidade do Rio de Janeiro. Ambas têm como meta concluir a implantação de seus projetos até 2016, ano em que a cidade receberá os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. De um lado estão as obras coordenadas pela Empresa Olímpica Municipal (EOM), junto com as secretarias da Casa Civil e de Obras, para atender ao megaevento esportivo. De outro, está a Operação Urbana Porto Maravilha, responsável pela revitalização da região portuária, detentora de grande riqueza histórica e cultural. Além dos equipamentos esportivos e do novo bairro Ilha Pura, que abrigará a Vila dos Atletas, a cidade vem ganhando museus, parques e já começa a ver resgatada sua relação com o mar, interrompida pelo elevado Perimetral, construído entre as décadas de 1950 e 1970 e demolido em etapas, a partir de novembro do ano passado.



Clique sobre a imagem ou AQUI para obter mais informações no site arcoweb

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10/05/2014

JÁ PERDEMOS A COPA DO MUNDO DE 2014
AGORA PERDEMOS OS JOGOS OLÍMPICOS DE 2016

(Este artigo foi publicado em 10/05/2014)




ÊNIO PADILHA
professor@eniopadilha.com.br






No dia 07/01/2014 eu publiquei aqui no site um artigo com o título O BRASIL JÁ PERDEU A COPA DO MUNDO DE 2014, lamentando que o nosso país não tenha tido a competencia de mostrar-se à altura do desafio que é organizar uma Copa do mundo, em função dos sucessivos atrasos e desconformidades não só nas obras dos estádios mas também (e principalmente) nas demais obras de mobilidade urbana e de infraestrutura.

Lamentei também que o nosso governo estivesse tentando associar a conclusão dos estádios a um grito de MISSÃO CUMPRIDA que não faz sentido nem é legítimo. É como dizer que uma festa de aniversário foi um sucesso apenas porque o bolo ficou pronto à tempo de cantar "parabéns pra você". Concluir os estádios é, na minha opinião, a parte mais fácil do trabalho de organizar e realizar uma copa do mundo.

Eu concluí aquele artigo com uma frase de tristeza e esperança: "O Brasil já perdeu a Copa 2014. Resta-nos os Jogos Olímpicos de 2016."

Poisé... Perdemos os Jogos Olimpicos de 2016 também. Que vergonha!

A derrota foi sacramentada com as matérias publicadas na semana passada nos jornais britânicos London Evening Standard e The Telegraph, entre outros. Segundo esses jornais o Comitê Olímpico Internacional fez uma consulta “informal” a Londres para estabelecer um "Plano B" para os Jogos de 2016. Isto porque, "numa fase comparável de planejamento, em 2004 Atenas tinha feito 40% dos preparativos de infraestrutura e estádios; Londres tinha 60%. O Brasil fez apenas 10%".

Além disso teve a entrevista que o executivo britânico MICHAEL PAYNE concedeu ao jornal Folha de São Paulo, na sexta-feira, dia 09/05/2014. Payne foi durante 20 anos o Diretor de Marketing do Comitê Olímpico Internacional e participou da organização de muitos Jogos Olímpicos. Ele disse, textualmente, que o Rio de Janeiro "é de longe, a organização mais atrasada entre todas as Olimpíadas anteriores. O COI enfrenta atualmente sua pior crise operacional nos últimos 30 anos. Não é uma opinião, é algo comentado e compartilhado por muitas pessoas de dentro da própria entidade".

Eu não acredito que os Jogos sejam tirados do Rio de Janeiro e realizados em Londres. Essa possibilidade é, de fato, mínima. Mas, só o fato de o Comitê Olímpico Internacional discutir publicamente um "Plano B" é uma vergonha nacional. Acompanho os jogos olímpicos desde 1968. Nunca vi a sede dos jogos olímpicos sob ameaça de substituição. O Brasil perdeu muito com esse episódio.

No dia que o Rio de Janeiro foi escolhida para ser a sede dos Jogos de 2016 publiquei aqui o artigo RIO DE JANEIRO: DE VOLTA AO PASSADO na qual eu saudava a grande oportunidade de redenção que a cidade estava recebendo.

Eu escrevi que "o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2016 (e, no meio do caminho, a Copa do Mundo, cuja final será realizada no Maracanã) representa, para o Rio de Janeiro uma chance de enfrentar todos os fantasmas que têm assombrado os cariocas e brasileiros nesses últimos 50 anos. Nesses próximos 7 anos o Rio de Janeiro se verá diante de desafios do tamanho que os cariocas merecem. Desafios que motivarão as melhores cabeças da cidade para a ação. Desafios do tamanho que o Rio de Janeiro não enfrentava desde 1950, quando o Brasil foi sede da Copa do Mundo."

Sinto muito: o desafio não foi vencido. Já perdemos essa batalha. Resta-nos agora realizar os jogos "do jeito que der", com correria, com sobressaltos, com superfaturamentos, com improvisações... enfim, com o "Jeitinho Brasileiro".

Só os idiotas acham isso bacana!



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




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---Artigo2014

03/10/2009

RIO DE JANEIRO: DE VOLTA AO PASSADO

(Publicado em 03/10/2009, um dia depois de o Rio de Janeiro ter sido escolhido para sediar os Jogos Olímpicos)



Quando Jucelino Kubitscheck decidiu construir Brasília, na década de 1950, o Brasil vivia um período de grande euforia. Um período de grandes investimentos em obras de infra-estrutura: estradas, pontes, barragens, saneamento básico, redes elétricas... A Engenharia e a Arquitetura brasileiras viviam seu período de ouro!

Quando o governo mudou-se do Rio de Janeiro para o Planalto Central a cidade iniciou um longo período de decadência. Perdeu o status de Capital da República, depois perdeu a sede das principais empresas estatais, perdeu a sede do conselhos profissionais, perdeu o comando das forças armadas. Perdeu uma legião de intelectuais com altíssimo padrão de vida.

Manteve a fama de capital cultural, mas começou a ver esse monopólio dividido com São Paulo, Belo Horizonte e Salvador.
No futebol, onde sempre reinou absoluta, amargou um esvaziamento gradativo até chegar à situação de indigência dos dias atuais.

A irreverência dos cariocas e a idolatria do jeitinho, da marra e da malandragem acabaram produzindo governantes esquisitos ou irresponsáveis (ou as duas coisas), que perderam o controle sobre o espaço urbano e sobre os destinos da cidade.

Assim, de perda em perda, o Rio de Janeiro chegou a esse 2 de outubro de 2009, quando uma conjunção de fatores e acontecimentos acabaram por dar ao Rio de Janeiro um grande presente: a oportunidade de se reinventar. A oportunidade de voltar a ser a cidade que era até a década de 1950.

O direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2016 (e, no meio do caminho, a Copa do Mundo, cuja final será realizada no Maracanã) representa, para o Rio de Janeiro uma chance de enfrentar todos os fantasmas que têm assombrado os cariocas e brasileiros nesses últimos 50 anos.

Nesses próximos 7 anos o Rio de Janeiro se verá diante de desafios do tamanho que os cariocas merecem. Desafios que motivarão as melhores cabeças da cidade para a ação. Desafios do tamanho que o Rio de Janeiro não enfrentava desde 1950, quando o Brasil foi sede da Copa do Mundo.

Parte importante desses desafios são de Engenharia e de Arquitetura.
Engenheiros e arquitetos precisam tomar a frente e a liderança nesse processo. Precisam assumir a posição de elementos pensantes, elaboradores e proponentes das soluções.

A Arquitetura e a Engenharia do Rio de Janeiro e do Brasil não podem ser meros executores das idéias dos outros. Nós, melhor do que muita gente, estamos preparados para esse desafio. Precisamos, como se diz no linguajar do esporte, chamar para nós essa responsabilidade.

Sete anos pode parecer muito tempo. Mas o futuro, para nós, engenheiros e arquitetos, é apenas "matéria prima". É o nosso objeto de estudo e trabalho. Engenheiros e Arquitetos vivem de antever e forjar o futuro. Afinal, como disse o Engenheiro Marcos Túlio, no seu discurso de posse como presidente do Confea, "o que é um projeto técnico senão uma maneira que o homem inventou para criar as condições do futuro desejado?"

E o futuro desejado para o Rio de Janeiro, por paradoxal que seja, é voltar ao passado: um tempo em que a cidade era não apenas maravilhosa. Era acima de tudo rica, respeitada e sustentável.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2009 ---Rio2016

Comentário do Ênio Padilha

Recebido por e-mail
----- Original Message -----
From: Marques Rafael Oliveira
To: Ęnio
Sent: Saturday, October 03, 2009 8:59 AM
Subject: Re: [Tręs Minutos] RIO DE JANEIRO: DE VOLTA AO PASSADO

Prezado Enio,
Muito boa a sua colocação no artigo sobre o Rio de Janeiro e sobre a postura que nós engenheiros e arquitetos temos que tomar.
Parabéns.

Eng. Marques Rafael Oliveira | Araranguá - SC




Li uma coisa interessante do Gustavo Poli, no blog "Coluna Dois":

"Agora que o papel picado já começa a ser recolhido nas ruas, e o sol já se pôs atrás da redentor acima da cidade, é tempo de entender o tamanho do que o Brasil conquistou. Na próxima década, uma planetária lupa se aproximará do país - mais especificamente do Rio de Janeiro. Uma final de Copa do Mundo. Os Jogos Olímpicos. O que o COI fez nesta sexta-feira de outubro em Copenhague foi marcar pênalti a favor do Brasil. Um imenso e impensável pênalti. Um pênalti claríssimo. É esse pênalti que o Brasil tem agora sete anos para cobrar."

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28/07/2007

OBRAS DO PAN RIO 2007 (YouTube)



O PAN DO BRASIL, que ocorre entre 13/07 e 29/07/2007 conta com a participação estimada de 5.500 atletas de 42 países do continente americano, disputando 28 modalidades esportivas.
Essa é uma página especial, destinada às contruções do PAN!
Ela vai agrupar vídeos e fotos sobre obras no PAN-AMERICANO DO RIO 2007 e voltará ao topo do website toda vez que aparecer uma novidade.
Divirtam-se!




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01/06/2007

TOCHA RIO 2007 - PAN-AMERICANO EM SANTA CATARINA


CIDADE DE HOJE: CURITIBA-PR

Ao meio-dia do dia 04 de junho, a Chama Pan-americana foi acesa em cerimônia no México. Templo do Deus Sol na cultura asteca, as Pirâmides de Teotihuacán foram o palco da ascensão da Chama Pan-americana para os Jogos Rio 2007.

Ao cair da noite, um avião da Força Aérea Brasileira levou a Chama para o município de Santa Cruz Cabrália na Bahia onde teve início o Revezamento da Tocha Pan-americana Rio 2007. A Tocha saiu de Cabrália dia 05 e percorrerá todo o território nacional, levando a mensagem de paz e confraternização através do esporte para todos os brasileiros.


"Com a Tocha, os gregos começaram a anunciar a proximidade dos Jogos Olímpicos levando a mensagem de paz a várias cidades de seu território, antecipando o fim de qualquer hostilidade entre os povos, uma vez que a guerra era terminantemente proibida durante a celebração da competição..."


ACOMPANHE O TRAJETO DA TOCHA DO PAN RIO 2007 CLICANDO AQUI




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