Notas de "VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL"

05/06/2017

O ENGENHEIRO LÍDER

(Publicado em 26/08/2016)



Num artigo intitulado "O EXERCÍCIO PROFISSIONAL E A SUSTENTABILIDADE DAS PROFISSÕES: UMA ABORDAGEM MERCADOLÓGICA" que eu escrevi para o 7º Congresso Nacional de Profissionais, realizado em 2010, chamo a atenção para o fato de que o exercício da profissão de engenheiro, pela sua própria característica, geralmente coloca o profissional na posição de comando, com poderes sobre o espaço de trabalho e autoridade sobre os demais agentes. E todos conhecemos a frase de Abraham Harold Maslow: "Se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder."

Ter poder e autoridade é um desafio. E, no caso de engenheiros, uma responsabilidade. O caráter que o indivíduo deixará vir à tona com suas atitudes no exercício do poder ecoará na percepção coletiva da sociedade sobre o caráter dos engenheiros em geral.

A VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL na Engenharia é, sem dúvida um tema inquietante. Centenas de Encontros, seminários, congressos, fóruns ou debates têm a "valorização profissional" como tema central, paralelo ou transversal. Todo mundo tem alguma opinião a respeito, mas pouca gente consegue organizar as ideias e propor alguma coisa realmente nova ou suficientemente fundamentada. Geralmente a conversa não alcança a profundidade de um pires.

O colega engenheiro Luis Henrique Salatiel, com o seu livro "Engenheiro -- Liderança e Produtividade" consegue fugir do óbvio e dá ao seu leitor uma oportunidade de analisar elementos e visões que enriquecem a questão.

O livro apresenta elementos da valorização profissional com base no exercício da liderança. E consegue identificar os principais obstáculos à liderança eficaz e eficiente dos profissionais no campo do trabalho.

Com uma abordagem objetiva e simples, porém muito bem fundamentada em muita leitura e observação, Salatiel discorre sobre as principais teorias que servem de sustentação para esse tipo de conversa. Não se limita ao bla-bla-blá da autoajuda ou da motivação pessoal (típico nesse tipo de livro) e dá ao leitor elementos realmente consistentes para o desenvolvimento de análises e o planejamento das suas ações no universo profissional.

Lendo o livro só me ocorria uma coisa. Quando eu tiver uma oportunidade, quero ter o prazer de sentar a uma mesa com um bom café (ou talvez uma cerveja) e ter uma longa e produtiva conversa com esse autor (o qual eu não tive ainda o privilégio de conhecer pessoalmente). Acho que é essa a melhor impressão que um autor pode despertar num leitor.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




FICHA TÉCNICA
Título: Engenheiro -- Liderana e Produtividade
Editora: Navegar Editora
Autor: Luis Henrique Salatiel
ISBN: 978-85-79260-56-8
Formato: 16x22,5cm
Nº de páginas: 133
Ano de publicação: 2015
Edição:
Idioma: Português
Encadernação: brochura

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---Artigo2016 ---Valorização Profissional

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19/05/2017

SOBRE A SUA CARREIRA (by Sérgio dos Santos)


SÉRGIO DOS SANTOS
engsergiosantos.tumblr.com





Jovens Engenheiros.
Sigam os conselhos do meu querido amigo Sérgio dos Santos



CUIDEM BEM DO SEU MAIOR PATRIMÔNIO





(clique sobre a imagem para vê-la em tamanho real)





SÉRGIO DOS SANTOS é engenheiro civil formado pela UFC, mestre em Engenharia Civil pela mesma universidade, e Doutor pela UFC/University of New Hampshire-USA.
É Professor universitário, lotado no Departamento de Construção Civil do Instituto Federal do Ceará (IFCE) e consultor na área de Engenharia Estrutural.

Começou a desenhar desde criança inspirado pelo renomado artista brasileiro Daniel Azulay. Embora nunca tenha feito do desenho uma carreira, é bastante conhecido entre seus amigos como alguém espirituoso que conseque induzir outros à reflexão utilizando-se do humor.

Pode ser localizado em Fortaleza pelo telefone 85-3241-7777 ou pelo e-mail: sergio@ifce.edu.br

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24/04/2017

DE UMA CARTA DESPRETENCIOSA A UMA SÉRIE DE LIVROS

(Publicado em 22/08/2016)



É uma longa história de fatos encadeados:

Em 2003 recebi um e-mail de um jovem engenheiro recém formado, pedindo alguns conselhos para o início da sua carreira. Não me fiz de rogado e a minha resposta acabou se tornando a “Carta a um Engenheiro Recém-formado”, um artigo com meia dúzia de recomendações que fizeram um grande sucesso. Tornou-se um dos artigos mais lidos do meu site por muito tempo, além de ter sido replicado em muitos jornais e revistas em todo o país (as redes sociais ainda não existiam para fazer esse trabalho).

Dez anos depois de publicada a carta, em março de 2013, tive o privilégio de ser convidado para ser paraninfo da turma de Engenharia Elétrica da UFSC (no mesmo curso e na mesma universidade onde eu me formei, em 1986). Os alunos chegaram até a mim, entre outras coisas, por terem lido a tal carta e queriam que o meu discurso tivesse aquele tom. Então utilizei a carta como base, acrescentei alguns conselhos e cheguei ao meu “Discurso aos Engenheiros Recém-Formados”, que também foi publicado no site e manteve o interesse de muitos leitores.

Pois bem: no início de 2015, depois de ter lido o discurso, a Associação de Engenheiros e Arquitetos de Maringá (numa parceria com o Crea-PR) me convidou para apresentar uma palestra num evento de Entrega dos Registros Profissionais aos novos engenheiros da região de Maringá. Fiquei muito entusiasmado com o convite e muito motivado. Tanto que acabei produzindo uma palestra nova, inédita, baseada no discurso (que tem a ver com gestão de carreira) e com umas pitadas de administração de negócios.

Nasceu assim a palestra CARREIRA E EXERCÍCIO PROFISSIONAL: RESPONSABILIDADE E PRODUTIVIDADE. (Essa palestra é destinada especialmente a Jovens Engenheiros e Arquitetos com o objetivo de oferecer recomendações úteis para os primeiros passos na carreira profissional. Trata dos conceitos de Carreira e de Exercício Profissional e também apresenta recomendações para que o exercício profissional não apenas propicie o progresso do profissional mas também garanta sua contribuição para a permanente Valorização da Profissão).

A apresentação da palestra em Maringá foi um sucesso. A palestra incorporou-se definitivamente ao meu portifólio e segue sendo apresentada até hoje. A organização do material para aquela palestra despertou a ideia de escrever um livro destinado a esses jovens profissionais que chegam ao mercado. Preparei um projeto e apresentei ao presidente do Crea-SC (Carlos Alberto Kita Xavier) ele ficou entusiasmado com a ideia. Levou a proposta aos conselheiros e obteve a aprovação. E assim, em julho de 2015 foi lançada a primeira edição do livro MANUAL DO ENGENHEIRO RECÉM-FORMADO, cuja primeira edição (especial) foi totalmente adquirida pelo Crea-SC e distribuído em eventos destinados a jovens engenheiros no estado de Santa Catarina.

O sucesso da primeira edição do livro levou a Editora OitoNoveTrês a lançar a segunda edição já em agosto de 2015 e o livro segue o seu curso de bons resultados até agora, cumprindo seu principal objetivo: ser uma âncora para jovens profissionais para que eles possam se orientar e realizar com maiores acertos os primeiros passos no exercício profissional.

Com a repercussão positiva do “Manual” a OitoNoveTrês resolveu investir também na produção de outro livro, destinado aos jovens arquitetos. Para essa empreitada convidei um jovem (40 anos) arquiteto paulista, Jean Tosetto, que mostrou-se um autor de excelente qualidade. Nasceu assim o “ARQUITETO 1.0 - um manual para o profissional recém-formado” um livro com a mesma natureza e finalidade do Manual do Engenheiro Recém-formado, porém, destinado aos arquitetos. Tosetto pode ser considerado o autor principal do livro, uma vez que ele escreveu 8 dos 12 capítulos do livro. O livro foi lançado em dezembro de 2015 e foi o segundo de uma série que seria ampliada no ano seguinte.





Em maio de 2016 três cirurgiãs-dentistas (Clara Padilha, Maria Fernanda Belatto e Camila Kuhnen) lançaram (também pela Editora OitoNoveTrês), o livro #QUASEDENTISTA - manual do cirurgião-dentista recém-formado. Que também tem despertado o interesse de muitos jovens profissionais leitores no Brasil inteiro.

Recentemente fui convidado para apresentar a palestra CARREIRA E EXERCÍCIO PROFISSIONAL: RESPONSABILIDADE E PRODUTIVIDADE no Forum Jovem, evento realizado pelo CreaJr Nacional e que será realizado durante a SOEA, em Foz do Iguaçu (31 de agosto e 01 de setembro de 2016).




Novamente fiquei muito entusiasmado. Resolvi fazer uma revisão na palestra, agora baseada no livro. Faltava alguma coisa: as ilustrações geniais do engenheiro Sérgio Santos, de Fortaleza (que tinha feito um trabalho magnífico para o livro). Fiz o convite e ele, com aquele coração enorme, aceitou. O resultado (dez ilustrações sensacionais) será visto pelos jovens estudantes de Engenharia que estarão presentes ao Fórum Jovem de Foz do Iguaçu. (mas, uma palhinha pode ser vista abaixo:)



Ou seja: aquela despretenciosa “carta a um engenheiro recém-formado” de 2003, produziu muitos e ótimos frutos!



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2016 ---Gestão de Carreira

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16/12/2016

VALOR E RESPONSABILIDADE DO ENGENHEIRO E DO ARQUITETO

(Publicado em 11/12/2006)



Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos, no exercício de suas profissões precisam estar atentos para não perder de vista suas imensas responsabilidades. Em última análise, somos responsáveis não apenas pelas obras que fazemos mas também pelas obras que não fazemos (e permitimos, por omissão, que sejam feitas por quem não sabe fazer direito)

Deus nos deu alguns talentos e habilidades. A sociedade nos deu a oportunidade de desenvolvê-los.

Todo Engenheiro, Arquiteto ou Agrônomo tem um compromisso com o mundo.É à sociedade, em última análise, que devemos essa retribuição.
Lembremos sempre das palavras que dissemos no primeiro minuto de nossas carreiras de engenheiro, de arquiteto ou de agrônomo, no nosso juramento:
"Prometo que, no cumprimento do meu dever de Engenheiro, não me deixarei cegar pelo brilho excessivo da tecnologia, de forma a não me esquecer de que trabalho para o bem do Homem e não da máquina. Respeitarei a natureza, evitando projetar ou construir equipamentos que destruam o equilíbrio ecológico ou poluam, além de colocar todo o meu conhecimento científico a serviço do conforto e desenvolvimento da humanidade. Assim sendo, estarei em paz Comigo e com Deus."

A visão universal deve ser a referência para o nosso exercício efetivo da profissão.

Os limites norteadores das nossas ações (e omissões) devem ser o nosso próprio bem, o bem da nossa profissão e o bem da sociedade.

As três condições devem ser atendidas (simultaneamente). É isso que faz do nosso exercício profissional uma contribuição verdadeira para que a profissão seja sustentável e a cidade seja também sustentável.

Por conta disso (para fazer valer nosso juramento) muitas vezes precisamos tomar atitudes que põe em risco o nosso pescoço.

Nós temos para com a sociedade uma dívida que deve ser paga com uma atividade honrada e digna. Com um trabalho que permita passar para os nossos filhos o orgulho da nossa existência.

O Profissional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia precisa ter a consciência de sua verdadeira importância.

Ouvimos freqüentemente a “ladainha” de que somos responsáveis por 70, 80 ou 90% do PIB...

Isso não nos dá a exata dimensão da nossa importância, pois resume apenas à questão econômica.

O valor de uma profissão não pode ser medido apenas pela quantidade de dinheiro que ela consegue movimentar.

Somos importantes porque temos o PODER de mudar o mundo e não porque podemos ajudar pessoas a ficarem mais ricas.

A esse poder está associada uma grande RESPONSABILIDADE: poder é uma coisa que se presta para o bem ou para o mal. Tudo depende do uso que fazemos dele.



ÊNIO PADILHA
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---Artigo2006

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02/10/2016

SE TOCA, ENGENHEIRA. (by Sérgio Santos)


SÉRGIO DOS SANTOS
engsergiosantos.tumblr.com





Neste Outubro Rosa, faço minhas as palavras do querido amigo Sérgio dos Santos



SE TOCA, ENGENHEIRA





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SÉRGIO DOS SANTOS é engenheiro civil formado pela UFC, mestre em Engenharia Civil pela mesma universidade, e Doutor pela UFC/University of New Hampshire-USA.
É Professor universitário, lotado no Departamento de Construção Civil do Instituto Federal do Ceará (IFCE) e consultor na área de Engenharia Estrutural.

Começou a desenhar desde criança inspirado pelo renomado artista brasileiro Daniel Azulay. Embora nunca tenha feito do desenho uma carreira, é bastante conhecido entre seus amigos como alguém espirituoso que conseque induzir outros à reflexão utilizando-se do humor.

Pode ser localizado em Fortaleza pelo telefone 85-3241-7777 ou pelo e-mail: sergio@ifce.edu.br

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05/09/2016

QUEM TEM MEDO DA ELEIÇÃO VIA INTERNET
NO SISTEMA CONFEA/CREA

(Publicado em 05/09/2016)



No 9º Congresso Nacional dos Profissionais do Sistema Confea/Crea, que acabou de acontecer na cidade de Foz do Iguaçu-PR (1, 2 e 3/09/2016) a proposta de realização das eleições no sistema via internet foi novamente apresentada. E foi, novamente, rechaçada!

Dos oito grupos de trabalho nos quais estavam divididos os quase 800 profissionais participantes, apenas em um deles a proposta foi vencedora. E ainda assim, por uma margem muito pequena.

Sendo assim, o Sistema Confea/Crea continua com sua eleição em cédulas (ou nas tradicionais urnas eletrônicas) enquanto que outros conselhos, como o CAU, a OAB e até mesmo a Enfermagem já adotaram o voto pela Internet. Nosso Conselho, que reúne os profissionais da ciência e tecnologia opta por ficar "na idade da pedra" e fazer valer o ditado popular: "Em casa de ferreiro, espeto de pau".

As desculpas utilizadas pelos que rejeitam a ideia de votação pela internet são de diferentes naturezas, mas a principal delas, vejam só... é justamente "não confiar na tecnologia". Na opinião desses gênios, é possível utilizar a internet para movimentar dinheiro em contas bancárias, fazer todos os registros da sua atividade profissional (via CreaNet) e milhões de outras coisas. Só não pode fazer eleições para presidente de Crea e do Confea!

Não é preciso ser muito inteligente pra desconfiar disso, né não?

Vejamos: cerca de um milhão (UM MILHÃO!) de profissionais registrados nos Creas têm direito a voto no sistema Confea/Crea. Mas, historicamente, no dia da eleição, apenas 10 a 15% deles comparecem às urnas.

A imensa maioria dos profissionais vira as costas para o processo eleitoral porque não se sente suficientemente motivada para largar seus trabalhos ou seus compromissos para ir até a inspetoria mais próxima (que algumas vezes fica a 50 ou 60 km de distância) para exercer o seu direito de eleitor.

Muita gente acha que essa baixa participação enfraquece o sistema e diminui a força dos dirigentes que acabam sendo eleitos. Triste engano! Essa baixa participação eleitoral é o que mais interessa aos que querem se eleger e não prestar contas dos seus atos para ninguém.

Eleições no sistema profissional são muito diferentes das eleições comuns (prefeito, governador, presidente da república...) pois não têm apelo popular, não têm atenção da mídia e não têm repercussão duradoura.

Essas eleições (nos CREAs e no CONFEA) acabam sendo decididas, na maioria das vezes, por conchavos de gabinetes, concessões de vantagens aos cabos eleitorais ("lideranças regionais”) e articulações políticas eleitoreiras. Essa prática só é possível por causa da baixíssima taxa de participação dos profissionais no processo eleitoral.

Os candidatos valorizam não os eleitores mas quem "tem controle sobre os votos" (as chamadas "lideranças regionais" - presidentes de Creas, Conselheiros, Inspetores, presidentes de entidades de classe...) Somente eles, na prática, é que são ouvidos e que têm poder para fazer cobranças.

A perversidade do processo é que, com tão baixa participação, fica muito barato arregimentar correligionários e cooptar adversários, pois, no fim das contas, fica tudo no nível da confraria dominante. Os votos que aparecem nas urnas são todos conhecidos. São votos dos sítios particulares dessa ou daquela "liderança regional".

Quem tiver o controle sobre os "líderes" terá o controle sobre as eleições. É isso que garante a inércia do sistema. O sujeito chega lá e nunca mais sai.

Por isso as "lideranças" se opõem com tanto vigor à eleição pela internet. É óbvio que isso tornaria o voto mais livre e democrático. Muito mais gente votaria. Os votos não estariam mais sob controle de grupos. Seria uma revolução (uma tragédia!) para o status quo.

Ano que vem tem eleição no sistema Confea/Crea. Novamente, sem o uso da Internet. O resultado já é praticamente conhecido. Haverá uma eventual dança de cadeiras, mas, no fim das contas, os sócios do clube não mudarão.

A única mudança possível no Sistema Confea/Crea tem um nome: eleição pela internet. A vitória dessa ideia em UM dos OITO Grupos de Trabalho deste CNP já me dá alguma esperança.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2016 ---Valorização Profissional ---Sistema Confea/Crea

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02/09/2016

É MATURIDADE, SIM, SENHORES.

(Publicado em 02/09/2016)



O CreaJr é, talvez, a melhor coisa que aconteceu no Sistema Confea/Crea nesses últimos 30 anos. Um espaço de participação de estudantes e jovens profissionais que foi, aos poucos, sendo aceito nas estruturas dos Creas e que, desde o ano passado (2015) foi unificado nacionalmente e incorporado definitivamente como parte do Sistema Confea/Crea.



O Fórum Jovem é o acontecimento máximo do CreaJr e acontece todos os anos como parte da programação da SOEA. É ali que se fazem os balanços, os relatórios das atividades de todas as Unidades da Federação. E é ali (no Fórum Jovem) que se faz a eleição do Coordenador Nacional do CreaJr, podendo se candidatar qualquer um dos 27 Coordenadores Regionais.

No ano passado a eleição foi tensa e resultou numa disputa acirradíssima, com protestos de toda ordem e com a intervenção (para esclarecimento e arbitragem) do Departamento Jurídico do Confea. Uma coisa meio triste.

Neste ano de 2016 um fato novo: uma candidatura única foi construída em negociações que antecederam o evento e a eleição foi muito mais tranquila, sem tumultos e sem a tutela dos "mais velhos".

Depois da eleição algumas manifestações identificavam essa situação como uma amostra de maturidade do CreaJr e outras (poucas, é verdade) lamentavam o fato de ter havido uma candidatura única e não ter havido uma disputa, no voto, onde (segundo essa visão) haveria mais discussão e "crescimento"

Honestamente, não vejo como uma eleição num colégio eleitoral de 27 votos pode se beneficiar de uma disputa com dois lados se digladiando pelo poder. Não faz sentido!

Uma instituição democrática com poucos votos (e isso vale também para Entidades de Classe com 150, 200, 300 profissionais) não ganha nada com eleições disputadas no voto, na urna.

Precisamos reaprender a NEGOCIAR. Negociar é fazer concessões. Entender a outra parte, Entender que não é possível ao gestor conduzir a instituição exatamente como ele quer. Entender que algumas coisas e alguns espaços precisam ser cedidos para os que pensam diferente. E que todos os pontos de vista precisam ter espaço permanente no processo de gestão. Isso se perde quando se disputa "no voto" e apenas um dos lados ganha. Aí a instituição será gerida pelo grupo detentor do "ponto de vista" vitorioso, mas pode ocorrer de 30, 40 ou até mesmo 49% dos integrantes da instituição não se sentirem representados por aquela gestão. É um horror!

Tem de haver negociação, sim. E deve-se buscar, no limite do possível, a CANDIDATURA ÚNICA.

Numa instituição de colégio eleitoral reduzido (como é o caso do CreaJr) quando a eleição acaba indo para a disputa no voto é porque os líderes falharam na sua capacidade de negociação. Não foram capazes de aceitar as diferenças. Não souberam fazer concessões. Não aceitaram que algumas coisas não seriam exatamente como eles queriam. E a instituição certamente perderá em dinamismo e participação ativa dos seus membros.

Além disso, ainda corre-se o risco de que boa parte dos líderes da instituição (o grupo que perdeu a eleição) passe a ser uma força de sabotagem ao funcionamento da própria instituição, com o objetivo de enfraquecer o outro lado e obter a vitória na próxima disputa. Este é o método largamente utilizado pelo CreaSr. Espero que não seja copiado pelo CreaJr.

Parabéns ao ex-Coordenador Nacional, Maycon Juan, por ter sido capaz de trazer o CreaJr até este momento de maturidade e sucesso. Parabéns ao novo Coordenador Nacional, Jean Hening, por ter se mostrado capaz de negociar, ceder, conceder e colocar o CreaJr acima de interesses pessoais ou de grupos. Que vocês todos (os 27 CreaJr do Brasil) possam chegar ao Fórum Jovem de 2017 ainda mais fortalecidos.

Nosso sistema Confea/Crea nunca precisou tanto de sangue novo (realmente novo).



ÊNIO PADILHA
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---Artigo2016 ---Sistema Confea/Crea

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02/09/2016

SLIDES DA PALESTRA DO FÓRUM JOVEM

(Publicado em 02/09/2016)



Atendendo pedido da organização do Forum Jovem, disponibilizo abaixo (basta clicar sobre a imagem) os slides da palestra apresentada no evento de Foz do Iguaçu, na tarde do dia 1º/09/2016.

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23/08/2016

VII ENCONTRO ESTADUAL CREA JOVEM SP

23/08/2016

CONGRESSO NACIONAL DE PROFISSIONAIS. MUDA ALGUMA COISA?

(Publicado em 22/08/2016)



Nos dias 1, 2 e 3 de setembro acontece em Foz do Iguaçu a 9ª edição do Congresso Nacional dos Profissionais do Sistema Confea/Crea/Mútua.

E daí? O que é que pode mudar? Que diferença isso vai fazer na vida de quase um milhão de engenheiros, agrônomos e outros profissionais da área tecnológica do Brasil?

Adianto a resposta: não vai mudar nada. Pelo menos, não no curto ou médio prazo.

Mas, então, vale a pena participar? Faz algum sentido?

Sim. Faz sentido e vale a pena participar. Vou tentar explicar (para quem não participa dos eventos do Confea ou dos Creas) como é que a coisa funciona e o que significa o Congresso Nacional de Profissionais.

(1) O Congresso Nacional dos Profissionais do Sistema Confea/Crea é realizado a cada três anos. Estamos na 9ª edição (a primeira edição foi em 1993).

(2) As decisões do Congresso não são soberanas (como deveria ser). A instância soberana do Sistema Confea/Crea continua sendo o Plenário do Conselho (que, atualmente, é composto por 18 conselheiros).

(3) As decisões do CNP servem como orientação para as decisões do Plenário do Confea e, geralmente, os conselheiros (embora tenham o poder de fazê-lo) não deliberam de forma contrária ao que foi DECIDIDO no Congresso.

(4) A participação dos profissionais no Congresso Nacional é amplamente democrática. São realizadas reuniões regionais em centenas de cidades de todo país, nas entidades de classe, nas instituições de ensino e nas inspetorias regionais dos Creas, quando são escolhidos Delegados regionais para os Congressos Estaduais, que são realizados em TODOS as unidades da federação.
Nesses congressos estaduais são escolhidos cerca de 500 Delegados Estaduais, que representam seus estados No Congresso Nacional. Portanto, qualquer profissional, mesmo nos cantos mais remotos do país, certamente teve a oportunidade de participar de uma rodada de discussões perto da sua casa e teve a oportunidade de se candidatar a delegado pela sua região.

(5) O Congresso não é temático, ou seja, discute-se absolutamente TUDO. Isso, na minha opinião, não é bom, pois nada é apresentado ou discutido com a suficiente profundidade.

Ao longo dos eventos preparatórios (citados no item anterior) surgiram mais de 400 propostas que, depois de sistematizadas, estão representadas por 83 propostas que serão analisadas, discutidas e votadas no CNP. É muita coisa.
Insisto. Na minha opinião isso torna a discussão muito estéril e improdutiva.

Neste 9º CNP, por exemplo, haverá 3 grandes "eixos referenciais",
1. Defesa e fortalecimento da Engenharia e da Agronomia junto à sociedade
2. Tecnologia e inovação
3. Carreira e prerrogativas da Engenharia e da Agronomia
Esses eixos referenciais são subdivididos em dezenas de "temas".

(6) Ainda assim, vale a pena participar, inclusive para propor alguma discussão sobre isso. Nunca é demais lembrar: num sistema profissional com as proporções do Confea, as mudanças somente serão possíveis de dentro pra fora.

Portanto, se você também quer mudanças e aprimoramentos para a nossa profissão, acompanhe de perto este processo.
Eu serei Delegado Estadual por Santa Catarina. Quem me conhece já sabe: estarei presente em TODAS as discussões. E publicarei aqui o que for importante.

Nas próximas semanas publicarei aqui várias questões relevantes e algumas resenhas sobre os textos referenciais do Congresso. Aguarde.



ÊNIO PADILHA
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---Artigo2016 ---Valorização Profissional

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