Notas de "ADMINISTRAÇÃO - GERAL"

22/06/2016

METÁFORA FUTEBOLÍSTICA (4) - A PREPARAÇÃO FÍSICA

(Publicado em 21/06/2016)



Há alguns anos tive o privilégio de viajar sentado ao lado de um professor de Educação Física que trabalhava com futebol. Ele é preparador físico, com passagens por alguns bons clubes da série A do Brasileiro. Faz parte da comissão técnica de um dos bons técnicos do país (geralmente ele é contratado -- e demitido -- junto com o tal treinador).

Conversamos sobre diversos aspectos da profissão dele e, num determinado momento estávamos falando sobre o fato (natural) de que os jogadores geralmente não gostam do trabalho de preparação física.

Ele concordou comigo, mas aí fez uma ressalva. Ele disse: "isso não é assim em 100% dos casos. Na verdade, quanto maior o clube, menor é a rejeição dos jogadores à preparação física. Na seleção brasileira, o problema praticamente não existe. Na verdade, os grandes jogadores não aceitam bem os exercícios de preparação física porque são grandes jogadores. Eles se tornam grandes jogadores porque aceitam a preparação física como um dos ingredientes necessários para o sucesso profissional, assim como o talento, a concentração, a alimentação e os equipamentos esportivos. Tudo importa. Não se faz um grande atleta só com talento e vontade."

A essas alturas da conversas eu já estava viajando na metáfora. Como eu não tinha pensado naquilo antes? Nos escritórios de Arquitetura e de Engenharia acontece a mesma coisa.

Como você sabe, Engenheiros e Arquitetos gostam é de fazer projeto. Fazer projeto é o nosso "jogar bola". As outras coisas são os "ossos do ofício".

Alguns profissionais entendem logo que os tais ossos do ofício (análise de estratégias, administração dos processos produtivos, recursos humanos, controle financeiro, arquivos, registros, códigos...) são partes importantes do processo de crescimento profissional.

Geralmente esses profissionais procuram ajuda, fazem cursos, leem livros e desenvolvem soluções nessas áreas. E, por conta de terem essas questões bem resolvidas, podem ver seus talentos e suas competências técnicas frutificando com mais vigor.

Outros (infelizmente são muitos) ficam brigando com esta realidade. Ficam negando a importância dessas coisas todas. Só querem saber de atender clientes e fazer projetos. Conduzir a bola, driblar, chutar... (não é isso o que importa?)

Esse povo todo está, infelizmente, condenado à série Z. Disputam um campeonato de várzea. São jogadores de fim de semana.

Eles costumam dizer que não podem investir tempo, dinheiro e energia nessas coisas de administração porque isso só pode ser feito por escritórios grandes, que têm caixa pra isso.

Tolos. Não veem que os grandes escritórios são grandes porque, antes, investiram "nessas coisas de administração".

Assim como os jogadores dos grandes clubes e da seleção brasileira enfrentam os trabalhos de preparação física sem reclamações e malandragens, os profissionais que capitaneiam os grandes escritórios são justamente aqueles que sempre entenderam que um escritório de Arquitetura ou de Engenharia não se resume a fazer projetos e resolver problemas técnicos.

Administração é a chave.
Um jogador talentoso sem um excelente preparo físico pode não ter força ou resistência para suportar a intensidade de um jogo num campeonato de alto nível.
Um arquiteto ou engenheiro, por mais talentoso que seja, se não tiver ao seu dispor uma estrutura operacional minimamente capaz, vai amargar a obscuridade.

Se você duvida, não custa nada lembrar a história da empresa criada por Emílio Baumgart (o mais talentoso e genial calculista de estruturas de concreto armado que existiu no Brasil). A firma construtora que ele fundou em 1923, responsável pela construção do Cine Capitólio, foi um fracasso total: dois anos após a fundação foi levada à falência.

Emílio Henrique Baumgart era um gênio. Não há quem discuta isso. Se nem ele resistiu à falta de uma boa administração, imagina um de nós.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2016 ---Administração ---Metáfora Futebolística




a imagem que ilustra este artigo é de um treinamento físico do Figueirense Futebol Clube, de Florianópolis-SC (Série A do Brasileiro em 2016)

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17/06/2016

NEGÓCIO PRÓPRIO É SONHO DE 67% DOS JOVENS, REVELA PESQUISA

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Sou Mais Jovem, entidade que coordena ações de incentivo e apoio ao empreendedorismo jovem, revela que o jovem brasileiro sonha em empreender, mas não se sente estimulado a ter seu próprio negócio. De acordo com o estudo, 67% de jovens entre 14 e 25 anos desejam ter seu próprio negócio, mas 82% reclamam da falta de estímulo e informações para realizar esse desejo.

Mais da metade entrevistados, 73%, afirma que gostaria de ter aulas sobre empreendedorismo e gestão de negócios nas escolas. Hoje eles dizem buscar informações sobre esses temas principalmente na Internet (82%), veículos especializados (39%) e com pais e conhecidos (27%).

A dificuldade financeira para abrir a empresa, citada por 63%, é a principal preocupação dos jovens no que se refere ao empreendedorismo. Apenas 27% se declararam receosos de não estarem aptos a desenvolver essa tarefa. Já 23% afirma temer os entraves burocráticos e econômicos do Brasil. Demonstrando terem consciência das dificuldades da vida de empreendedor, 52% acreditam que terão que fazer sacrifícios para realização desse sonho, mas 71% acredita que valerá a pena e está disposto a iniciar algum tipo de projeto nos próximos anos.



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09/06/2016

SEGREDO PROFISSIONAL EM ESCRITÓRIOS DE ENGENHARIA E ARQUITETURA

(Publicado em 01/09/1991)



Todo escritório de Engenharia pode ser definido como uma Usina de Processamento de Informações.
Informação, portanto, é a sua matéria prima básica e o tempo é um bem preciosíssimo que precisa ser super-otimizado
O trabalho do Engenheiro consiste em colher informações (do seu cliente ou do sistema) e processar essas informações (organizar, comparar, passar por fórmulas, gráficos, ábacos, tabelas, checar com normas, verificar custos...), apresentando como resultado as soluções necessárias, em forma de relatórios, desenhos, listas de material, etc.
Um trabalho que custa tempo!

Quando um Engenheiro recém-formado instala seu Escritório de Engenharia, as informações que ele dispõe são aquelas colhidas durante o tempo de faculdade: seus livros, cadernos, apostilas e tabelas fornecidas por professores ou colhidas em catálogos de fabricantes.

Não raro, essas informações são inexpressivas, diante das dificuldades dos trabalhos a realizar. Por isso, na fase inicial, o profissional perde muito tempo (leia-se dinheiro) para fazer qualquer projeto.
O profissional passa então a dispensar uma parte do seu tempo para a leitura/estudo e para organização de mais informações.

Elabora tabelas que facilitam o trabalho corriqueiro, separa textos que auxiliam na análise de casos mais comuns, destaca as normas técnicas mais usadas, elabora algoritmos claros para as tarefas repetitivas...

Com isso, nos trabalhos seguintes, ele começa a ganhar tempo (dinheiro) e percebe que aquele trabalho de organizar as coisas foi um ótimo investimento.

Quanto mais o profissional investe na organização do seu escritório, mais eficiência ele obtém para o seu trabalho. Começa a fazer melhor e mais rápido qualquer tarefa.
Na maioria dos casos, um profissional, depois de uns dois ou três anos, consegue fazer em uma semana o que levava três ou quatro, naqueles primeiros meses pós-formatura.

Tudo isto posto à mesa, temos os elementos para avaliar uma questão que é crítica nas relações entre profissionais ou empresas de Engenharia: a questão do intercâmbio de informações.

Num escritório de Engenharia existem duas atividades que demandam organização de informações: o funcionamento do escritório enquanto Empresa (cadastro de clientes, cadastro de fornecedores, controle de pessoal, controle de custos, marketing...) e as tarefas técnicas específicas (elaboração de projetos, estudos, relatórios, desenhos...).

Em ambos os casos, ao longo do tempo, o profissional vai elaborando tabelas, ábacos, planilhas, algoritmos, enfim, ferramentas que objetivam melhorar a qualidade e reduzir o tempo consumido em cada serviço.

Daí se pode concluir que, quanto maior for a quantidade dessas ferramentas disponíveis em um escritório de Engenharia, menor o tempo (dinheiro) gasto para fazer um projeto, ou estudo, ou relatório ou qualquer outro serviço.

O conjunto de informações organizadas que um profissional dispõe pode fazer a diferença entre conseguir ou não realizar determinado serviço; levar mais ou menos tempo para realizá-lo.

Portanto: quando um profissional põe essas ferramentas à disposição de um colega está viabilizando, para esse colega, a redução dos seus custos diretos de produção.
Em última análise, está fornecendo ao seu concorrente, instrumentos para que ele chegue ao resultado com custos menores e, portanto, com maior poder de competição.

O que fazer ?

O comportamento natural parece ser o da "Operação Moita": não passar adiante nada que seja realmente útil. Assim se diminui a possibilidade de ver "colegas" faturando em cima do investimento alheio. E ai fica todo mundo na base do "cada um por si".

Este procedimento é uma faca de dois gumes, pois o engrandecimento coletivo da categoria é muito mais importante do que o enriquecimento individual, ainda que este conceito não pareça tão óbvio.

O indivíduo é sempre muito vulnerável quando isolado.
Neste sentido, ainda que haja riscos, é necessário fortalecer o grupo, fornecendo-lhe elementos que propiciem o enriquecimento.

A concessão de informações (que, como já foi visto, é um bem valioso), pressupõe algumas coisas muito importantes e nem sempre verificadas.
São necessários critérios claros (para ambos os lados) que regulem este processo:

Primeiro: é necessário definir os limites desse intercâmbio:

Segundo: é necessário um certo comprometimento. Uma sintonia filosófica entre quem dá e quem recebe as informações. Quanto maior essa sintonia, maior é o limite do intercâmbio.

Terceiro: É preciso que haja o entendimento entre as partes envolvidas de que a troca de informações tem por objetivo engrandecer a categoria, abrir e desenvolver mercados, fortalecer o conjunto dos profissionais.
Quem recebe uma informação, precisa perceber claramente o fato de que lhe está sendo fornecida uma coisa muito importante e que, por isto, é (no mínimo) uma deselegância utilizar essas informações para "levar vantagem" sobre quem a forneceu.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




RECADO PARA OS MEUS LEITORES.

Este artigo, publicado em 1991, voltou hoje à esta página em virtude da publicação de um artigo brilhante da sempre genial Lígia Fascioni. Leia AQUI



---Artigo2016 ---Administração ---Financeira

Leia o artigo completo (e deixe seus comentários)

08/06/2016

IDENTIDADE EMPRESARIAL (Lígia Fascioni)

Pra quem não conhece ainda, esta é a Lígia Fascioni, falando de Identidade Corporativa e DNA Empresarial.




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02/06/2016

CONSELHOS DE JEAN TOSETTO PARA JOVENS ARQUITETOS

Um dos instrumentos de coleta de dados que eu utilizo nas minhas pesquisas são entrevistas semi-estruturadas e em profundidade.
Geralmente gravadas em vídeo, essas entrevistas costumam ter entre uma hora e meia e duas horas. Um dos entrevistados recentes foi o arquiteto paulista (Paulínia) Jean Tosetto, entrevistado sobre o tema COMO ARQUITETOS GERENCIAM SEUS ESCRITÓRIOS. Uma das perguntas ("Que conselhos você daria a um arquiteto recém-formado?") é respondida neste pequeno trecho.





Trecho (3min45s) da entrevista concedida pelo arquiteto Jean Tosetto para Ênio Padilha, em Americana-SP, no dia 03/12/2014.



E você? Que conselhos daria a um arquiteto
(ou engenheiro) recém-formado?

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26/05/2016

COMO UM SIMPLES CONTROLE FINANCEIRO FAZ A DIFERENÇA
Rodrigo Silva

Nos dias de hoje mediante o cenário político, muitos tem apertado o cinto ou incorporando a sua rotina o controle financeiro, estas pessoas descobrem que um simples controle mensal pode mostrar o que você realmente está gastando de forma detalhada.

São planilhas, aplicativos, sites online, tudo está muito mais versátil e simples com as tecnologias atuais, é só descobrir a que melhor se adapta ao seu estilo e aderir a esta prática de ouro para não ficar no vermelho todos os meses.

Independente do modelo que você escolheu, é importante tornar esta gestão uma prioridade na sua vida, como pagar suas contas, fazer as atividades do seu trabalho, enfim, levar a sério, de nada adianta uma excelente ferramenta de controle se você não atualiza, não analisa e esquece que deve compartilhar com toda a família esta nova forma de encarar seu orçamento mensal.

Se você não tem muita simpatia por estes aplicativos supermodernos, comece com uma planilha simples de excel, com suas rendas, despesas, investimentos, mas tudo bem apontado, afinal, informações erradas, levam a analisar dados errados, o que pode te gerar uma falsa impressão que suas contas estão no azul, e na verdade, você está muito no vermelho.



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11/05/2016

POR QUE ATITUDE É MAIS IMPORTANTE QUE INTELIGÊNCIA?
David Rangel

Quando falamos de sucesso costumamos relacionar isso a inteligência. Nós, geralmente, pensamos que os grandes negócios como Facebook, Netflix, o sucesso da Apple, estão diretamente relacionados a uma grande capacidade cerebral, mas isso sempre esteve em xeque. Uma pesquisa realizada na Universidade de Stanford desmistificou essa ideia e promete mudar sua forma de encarar isso.

Carol Dweck, um psicólogo que passou toda sua carreira estudando atitudes de desempenho, acabou descobrindo duas características fundamentais que mostram que atitudes são mais favoráveis para o sucesso do que a inteligência.

Essas características são denominadas como “mentalidade fixa” e a outra como “mentalidade de crescimento”. Pessoas que tem mentalidade fixa acreditam que não se pode mudar. E isso cria problemas principalmente quando elas são desafiadas a fazer algo que vai “além” das suas capacidades. Isso as bloquea.

Já pessoas com mentalidade de crescimento acreditam que podem melhorar com o esforço. Elas superam as pessoas com mentalidade fixa e seus elevados QIs. Pessoas com mentalidade de crescimento abraçam desafios e oportunidades para aprender algo novo.

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02/05/2016

DECIDIR COM A CABEÇA OU COM O CORAÇÃO? EIS A QUESTÃO
Joseph Neto

Decidir e, sobretudo, decidir bem, se tornou ação fundamental na vida do profissional que não quer ver seus resultados minguarem ou escoarem pelos dedos ao fim de um período laboral. Mas como ser um bom tomador de decisões?



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02/05/2016

10 FRASES DE PETER DRUCKER QUE PODEM MUDAR A SUA PERCEPÇÃO DE MUNDO
André Barholomeu Fernandes

Peter Drucker é não apenas o pai da administração moderna, mas um provocador da cultura empreendedora. Aqui estão 10 frases de Drucker que vão fazer você pensar

Muitos empreendedores e profissionais de marketing sérios são profundos admiradores de Peter Drucker.

Os jovens empreendedores que não estão familiarizados com Drucker fariam bem em estudar seus comentários perspicazes sobre o mundo da gestão.

Mesmo depois de tantos anos, as citações de Peter Drucker abaixo fazem todo o sentido e, deverão fazer para você também.

(1) “Fazer as coisas certas é mais importante do que fazer as coisas direito”

(2) “Se você quer algo novo, você precisa parar de fazer algo velho”

(3) “Não há nada tão inútil quanto fazer com grande eficiência algo que não deveria ser feito”

(4) “O que pode ser medido, pode ser melhorado”

(5) “Os resultados são obtidos através da exploração de oportunidades, não pela solução de problemas”

(6) “Muito do que chamamos de gerenciamento consiste em fazer com que seja difícil para as pessoas trabalharem”

(7) “As pessoas que não correm riscos geralmente cometem cerca de 2 erros por ano. Pessoas que assumem riscos geralmente cometem cerca de 2 grandes erros por ano”

(8) “As reuniões são, por definição, uma concessão a uma organização deficiente. Ou se trabalha, ou faz reuniões. Não dá pra fazer as 2 coisas ao mesmo tempo”

(9) “Planejamento de longo prazo não lida com decisões futuras, mas com um futuro de decisões presentes”

(10) “Administração é fazer as coisas direito. Liderança é fazer as coisas certas”

Essas citações realmente inflamam a imaginação empreendedora, e por isso, você deve prestar atenção nelas.
Qual dessas citações toca você mais profundamente? Compartilhe conosco nos comentários abaixo.

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Este artigo foi adaptado do original, “These 10 Peter Drucker Quotes May Change Your World”, da Entrepreneur.



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28/04/2016

PROCESSO DECISÓRIO E A QUEDA DA CICLOVIA
J.Augusto Wanderley

Processo decisório é a disciplina chave para um administrador, tanto assim que Peter Drucker, o chamado guru dos gurus da Administração, diz que “o produto final do trabalho de um administrador são decisões e ações”. O fato é que, queiramos ou não, estamos sempre decidindo, pois não decidir já é uma decisão. Assim, o que somos hoje é fruto de nossas decisões tomadas no passado e o que seremos amanhã é frutodas decisões que estamos tomando no presente. E é claro, das ações que faremos para implementar as nossas decisões. E toda a decisão é uma escolha entre alternativas e implica numa relação benefício/custo, importando sempre em riscos, pois como disse o Prêmio Nobel Ilya Prigogine, “a era da certeza acabou”, ou seja, só tem certeza de alguma coisa quem estiver muito mal informado. Vivemos num mundo de probabilidades e assim, sempre existem riscos.

E decidir não é fácil, mas os administradores nem sempre tem consciência da importância e das dificuldades inerentes ao processo decisório. Uma pesquisa conduzida por Paul Nutt, professor da Universidade de Ohio, abrangendo um períodode 19 anos com executivos e gerentes de 365 empresas, constatou que mais de 50% das decisões, de uma forma ou de outra, fracassaram. Reforçando este estudo há a constatação da demissão ou da aposentadoria forçada de um número razoável de CEOs. Só em 2000, por exemplo, foram cerca de 40 em empresas da lista da Fortune 500, tais como Compaq, Gillette, Hewlett-Packard, Xerox e Motorola. E podem tercerteza, estas demissões têm a ver com decisões e ações.

A recente queda da ciclovia da Avenida Niemeyer no Rio de Janeiro é, de uma forma dramática, um exemplo de decisão mal tomada. E o que aconteceu com a ciclovia é o que pode acontecer sempre, com pessoas, empresas, instituições e nações, quando são tomadas decisões equivocadas. Assim, há mais tempo foi feito um estudo sobre empresas que um dia figuraram na lista das 500 da Revista Fortune e se constatou que, pelo menos, um terço delas deixou de existir. E veja bem, que eram as maiores empresas.

E se a ciclovia caiu é porque houve uma decisão mal tomada ou com relação ao projeto, ou com relação à implementação do projeto. E um dos pontos básicos é que não se fez análise de risco. E isto vale para tudo.

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