Notas de "ADMINISTRAÇÃO - GERAL"

03/11/2016

CONFIRA DICAS PARA SIMPLIFICAR A GESTÃO DA SUA EMPRESA

Para se manter bem no mercado, estar no controle da gestão financeira do seu negócio é essencial. "Regra número 1: nunca perca dinheiro. Regra número 2: não esqueça a regra número 1", já disse Warren Buffet. Para que isso seja verdade, é preciso ter organização e visão de mercado, pois a gestão de capital envolve a decisão de investimento, que é a forma como os recursos serão aplicados, e a de financiamento, que são as estratégias de captação de recursos.

Então, como manter o controle de estoques, entradas, saídas, contas a pagar e a receber, lucros etc, especialmente em pequenas e médias empresas? Elencamos aqui dicas simples mas importantes para economizar tempo e dinheiro na gestão do negócio. Confira:



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31/10/2016

HORA DE INVESTIR EM IMÓVEIS
(Ricardo Amorim)

(Publicado em 31/10/2016)




As vendas e os novos lançamentos de imóveis despencaram e os preços caíram. Em alguns casos, as quedas de preços foram muito expressivas. No entanto, não houve um colapso generalizado de preços



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29/09/2016

A LIDERANÇA RESILIENTE (Lucélia de Souza)

Ser líder tornou-se uma árdua tarefa nos últimos anos. O líder, além da visão sistêmica, necessita estar à frente das tomadas de decisões, precisando lidar com as problemáticas oriundas da gestão de pessoas. E para gerir pessoas, como bem se sabe, não existe fórmula mágica, receita pronta. Lidar com diferentes perfis profissionais, exige do líder um esforço diário e contínuo no que se refere à compreensão do comportamento humano e dos percalços inerentes a isso. Para Hunter (2006), o papel do líder é encorajar as pessoas a partilharem conhecimentos e experiências de forma a funcionarem como uma influência constante e positiva para quem está ao seu redor.



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26/09/2016

SOMOS TODOS VENDEDORES (Renata Klingelfus)

O que vende? A pergunta mais adequada seria: quem vende e como vende?

Seja serviço ou produto, virtual ou físico, depende de quem e como vende. Muitas empresas, pessoas, chefes, setores e departamentos dizem que o comercial ou o vendedor é o responsável pelas vendas. E, por isso ele normalmente tem metas, um salário fixo e um variável, dependendo dos resultados atingidos.

Penso um pouco diferente. Na minha concepção ou todo mundo vende ou nada, nem ninguém, vende. É um trabalho absolutamente coletivo, envolvendo várias etapas e processos imperceptíveis e subliminares ou claros e diretos. A venda começa pela imagem da empresa e credibilidade ou ausência dela no mercado. A pesquisa – informação, consulta de preços e comparação de qualidade e custo benefício – está disponível e acessível a todos os potenciais clientes e compradores. Um produto considerado bem comercializado por uma empresa de baixa credibilidade tem menos chances de venda independente de seu vendedor. E há que se considerar que tudo que é vendido costuma ter um ou inúmeros concorrentes. Então, por que comprar isso de você, da sua equipe ou da sua empresa?

Vende quem acredita no seu produto ou serviço. Você venderia bem algo que você mesmo não acredita ou não compraria para você ou para sua família?

Mesmo quem não vende, precisa vender. Para arrumar um emprego você vende seu perfil, suas competências. Para conseguir uma promoção, você vende seus resultados. Para namorar e casar você vende a sua imagem, as suas qualidades. Para que aprovem seu projeto você descreve e vende as características. Para comprar um produto você negocia. Você e sua imagem se vendem ou não o tempo todo. Você pode amar ou odiar vendas e vendedores, mas querendo ou não você também faz parte disso. Somos todos vendedores.

Venda tem a ver com confiança em gênero, número e grau. Confiança em si mesmo, na sua equipe, no seu taco, na sua empresa, no setor de entrega. É como estar no topo de uma montanha, com o vento batendo, fechar os olhos, tomar coragem e saltar, sabendo que tem um time que preparou seu equipamento de segurança, outro que checou e um último que estará lá embaixo para te segurar caso as etapas anteriores tenham falhado. Vender e ter a certeza que seu time não te deixará vendido. Você compra algo de alguém que não te inspira confiança?



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22/07/2016

NEGÓCIOS SÃO PESSOAS

A galera está empolgada, a quantidade de informações no mundo para você melhorar no mundo dos negócios é imensa. Toda a hora surgem novas e novas técnicas para ter processos melhores, aumentar vendas, indicadores e por ai vai.

É realmente animador tudo o que podemos fazer e como podemos caprichar ainda mais nosso trabalho, mas noto algo na base que às vezes é muito esquecido.

Negócio são pessoas.

O que isso quer dizer?

Ora, não adianta você ter o melhor processo de atendimento ao cliente do mundo se você não está constantemente melhorando sua forma de lidar com as pessoas.

Veja bem, não falei apenas saber lidar, falei, constantemente melhorando.

O primeiro erro é que muitos apenas pensam fazer um produto e um serviço, vender e ganhar dinheiro. Esquecem que terão que se comunicar com aqueles que estarão juntos na jornada, e as vezes não tem as mesmas inspirações e crenças. Vai ser completamente necessário lidar com pessoas.

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18/07/2016

COMO A CIÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO PODE CONTRIBUIR COM O SEU SUCESSO NA VIDA PESSOAL
Leandro Abranches

Na Administração há diversas ferramentas de gestão utilizadas para gerar ideias, analisar pontos fortes e fracos, para definir prioridades, para gerar planos de ação, enfim, para gerar resultados. Assim sendo, o que acha de usar algumas delas para gerar resultado na sua vida pessoal?



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14/07/2016

O BURACO É MAIS EM CIMA

(Publicado em 08/05/2007)



Há muito tempo que essa constatação me incomoda. Na verdade, quem leu meu primeiro livro (Marketing para Engenharia e Arquitetura) deve ter visto, já na primeira edição, de 1998, no último capítulo, algo a respeito. O assunto foi abordado em todas as edições seguintes e nas últimas quatro (6ª, 7ª, 8ª e 9ª) de forma bastante explícita:




TRÊS MINUTOS - Ano 17 - Número 389 (Ênio Padilha, 29/10/2016)



Tem alguma coisa errada com essa afirmação de que o marketing é uma coisa capaz de solucionar os problemas mercadológicos dos engenheiros e arquitetos. O marketing não tem essa capacidade porque ele não consegue se aplicar a empresas sem que haja uma base na qual ele possa se sustentar. Essa base se chama Administração.

Então o problema (ou a solução) não está no Marketing?
Não. Está um pouco mais acima: na Administração.

As empresas de Engenharia e de Arquitetura são mal administradas. Os profissionais desconhecem aspectos primários das Teorias de Administração e das Teorias Organizacionais. Desconhecem Taylor, Fayol, Max Weber, Elton Mayo e as coisas que decorrem do que esses pensadores estudaram.

Com isso, estamos administrando nossas empresas na base do chute. Com práticas gerenciais tiradas do senso comum, muitas vezes sem nenhum fundamento (o que explica os fracassos empresariais tão comuns).

Não deixa de ser irônico o fato de que Taylor e Fayol (os precursores das Teorias da Administração), eram engenheiros e que a Administração, enquanto ciência aplicada, tenha nascido da engenharia. Os criadores abandonaram a própria criatura. As escolas de engenharia, de uma maneira geral, nunca deram suficiente atenção aos aspectos técnicos da administração empresarial nas atividades profissionais, por mais evidente que se torne a cada dia o fato de que as habilidades de relacionamento social são mais relevantes (determinantes) para o sucesso profissional do que as habilidades e conhecimentos técnicos (que são fatores mínimos obrigatórios e, portanto, commodities).

A maioria dos cursos de Engenharia e de Arquitetura ainda jogam todas as fichas na capacitação técnica dos seus alunos. E eu não sou totalmente contrário a isso. Acho até que faz sentido. Afinal o curso é de Engenharia (ou Arquitetura) e não de Administração.

É razoável que o ensino se concentre em temas que digam respeito à Engenharia propriamente dita, ou seja, às questões técnicas, científicas e tecnológicas. O erro, na minha opinião, está na visão de mundo que é transmitida pelas escolas aos seus alunos. Eles passam cinco anos recebendo, de forma objetiva ou subliminar, a informação de que o conhecimento das técnicas é condição necessária e suficiente para o sucesso profissional.

Aí é que está o erro! O conhecimento da técnica (ser um bom engenheiro ou arquiteto, do ponto de vista técnico) é sim, condição necessária.

Porém, não é condição suficiente. Longe disso. A história da Engenharia no Brasil está cheia de exemplos que demonstram isso. O mais eloqüente talvez seja o do engenheiro Emílio Baumgart, um gênio da Engenharia, considerado o pai do concreto armado no Brasil e que foi, entre 1920 e 1940, um dos maiores nomes do cálculo estrutural no mundo. Mas apesar dessa qualidade técnica inquestionável, a empresa que ele fundou, logo depois de se formar, FALIU em menos de dois anos.

O erro não está em não ensinar Administração aos estudantes de Engenharia. O erro está em não ensinar a eles que saber administrar é um pouco mais do que fundamental: é fator determinante do sucesso. Os estudantes de Engenharia chegam à Universidade com pouca ou nenhuma disposição/paciência para qualquer disciplina que não seja matemática, física, química ou matérias de aplicação tecnológica. Eles precisam ser estimulados para dar atenção a esses assuntos.

É função dos professores (ou antes, dos coordenadores) dos cursos fazê-los ver que conhecer história econômica, português, fundamentos de administração e contabilidade, noções gerais de direito e de economia não são apenas “perfumarias” do curso. São, antes, questões de vida ou morte (empresarialmente falando). Os diretores, coordenadores e professores dos cursos de Engenharia e Arquitetura precisam se dar conta de que não estão formando apenas engenheiros ou arquitetos. Estão formando pessoas que precisam estar aptas para realizar seus sonhos de progresso e felicidade.

E este objetivo está muito além da Matemática, da Física e das disciplinas técnicas.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




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---Artigo2007 ---Administração

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22/06/2016

METÁFORA FUTEBOLÍSTICA (4) - A PREPARAÇÃO FÍSICA

(Publicado em 21/06/2016)



Há alguns anos tive o privilégio de viajar sentado ao lado de um professor de Educação Física que trabalhava com futebol. Ele é preparador físico, com passagens por alguns bons clubes da série A do Brasileiro. Faz parte da comissão técnica de um dos bons técnicos do país (geralmente ele é contratado -- e demitido -- junto com o tal treinador).

Conversamos sobre diversos aspectos da profissão dele e, num determinado momento estávamos falando sobre o fato (natural) de que os jogadores geralmente não gostam do trabalho de preparação física.

Ele concordou comigo, mas aí fez uma ressalva. Ele disse: "isso não é assim em 100% dos casos. Na verdade, quanto maior o clube, menor é a rejeição dos jogadores à preparação física. Na seleção brasileira, o problema praticamente não existe. Na verdade, os grandes jogadores não aceitam bem os exercícios de preparação física porque são grandes jogadores. Eles se tornam grandes jogadores porque aceitam a preparação física como um dos ingredientes necessários para o sucesso profissional, assim como o talento, a concentração, a alimentação e os equipamentos esportivos. Tudo importa. Não se faz um grande atleta só com talento e vontade."

A essas alturas da conversas eu já estava viajando na metáfora. Como eu não tinha pensado naquilo antes? Nos escritórios de Arquitetura e de Engenharia acontece a mesma coisa.

Como você sabe, Engenheiros e Arquitetos gostam é de fazer projeto. Fazer projeto é o nosso "jogar bola". As outras coisas são os "ossos do ofício".

Alguns profissionais entendem logo que os tais ossos do ofício (análise de estratégias, administração dos processos produtivos, recursos humanos, controle financeiro, arquivos, registros, códigos...) são partes importantes do processo de crescimento profissional.

Geralmente esses profissionais procuram ajuda, fazem cursos, leem livros e desenvolvem soluções nessas áreas. E, por conta de terem essas questões bem resolvidas, podem ver seus talentos e suas competências técnicas frutificando com mais vigor.

Outros (infelizmente são muitos) ficam brigando com esta realidade. Ficam negando a importância dessas coisas todas. Só querem saber de atender clientes e fazer projetos. Conduzir a bola, driblar, chutar... (não é isso o que importa?)

Esse povo todo está, infelizmente, condenado à série Z. Disputam um campeonato de várzea. São jogadores de fim de semana.

Eles costumam dizer que não podem investir tempo, dinheiro e energia nessas coisas de administração porque isso só pode ser feito por escritórios grandes, que têm caixa pra isso.

Tolos. Não veem que os grandes escritórios são grandes porque, antes, investiram "nessas coisas de administração".

Assim como os jogadores dos grandes clubes e da seleção brasileira enfrentam os trabalhos de preparação física sem reclamações e malandragens, os profissionais que capitaneiam os grandes escritórios são justamente aqueles que sempre entenderam que um escritório de Arquitetura ou de Engenharia não se resume a fazer projetos e resolver problemas técnicos.

Administração é a chave.
Um jogador talentoso sem um excelente preparo físico pode não ter força ou resistência para suportar a intensidade de um jogo num campeonato de alto nível.
Um arquiteto ou engenheiro, por mais talentoso que seja, se não tiver ao seu dispor uma estrutura operacional minimamente capaz, vai amargar a obscuridade.

Se você duvida, não custa nada lembrar a história da empresa criada por Emílio Baumgart (o mais talentoso e genial calculista de estruturas de concreto armado que existiu no Brasil). A firma construtora que ele fundou em 1923, responsável pela construção do Cine Capitólio, foi um fracasso total: dois anos após a fundação foi levada à falência.

Emílio Henrique Baumgart era um gênio. Não há quem discuta isso. Se nem ele resistiu à falta de uma boa administração, imagina um de nós.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2016 ---Administração ---Metáfora Futebolística




a imagem que ilustra este artigo é de um treinamento físico do Figueirense Futebol Clube, de Florianópolis-SC (Série A do Brasileiro em 2016)

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17/06/2016

NEGÓCIO PRÓPRIO É SONHO DE 67% DOS JOVENS, REVELA PESQUISA

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Sou Mais Jovem, entidade que coordena ações de incentivo e apoio ao empreendedorismo jovem, revela que o jovem brasileiro sonha em empreender, mas não se sente estimulado a ter seu próprio negócio. De acordo com o estudo, 67% de jovens entre 14 e 25 anos desejam ter seu próprio negócio, mas 82% reclamam da falta de estímulo e informações para realizar esse desejo.

Mais da metade entrevistados, 73%, afirma que gostaria de ter aulas sobre empreendedorismo e gestão de negócios nas escolas. Hoje eles dizem buscar informações sobre esses temas principalmente na Internet (82%), veículos especializados (39%) e com pais e conhecidos (27%).

A dificuldade financeira para abrir a empresa, citada por 63%, é a principal preocupação dos jovens no que se refere ao empreendedorismo. Apenas 27% se declararam receosos de não estarem aptos a desenvolver essa tarefa. Já 23% afirma temer os entraves burocráticos e econômicos do Brasil. Demonstrando terem consciência das dificuldades da vida de empreendedor, 52% acreditam que terão que fazer sacrifícios para realização desse sonho, mas 71% acredita que valerá a pena e está disposto a iniciar algum tipo de projeto nos próximos anos.



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09/06/2016

SEGREDO PROFISSIONAL EM ESCRITÓRIOS DE ENGENHARIA E ARQUITETURA

(Publicado em 01/09/1991)



Todo escritório de Engenharia pode ser definido como uma Usina de Processamento de Informações.
Informação, portanto, é a sua matéria prima básica e o tempo é um bem preciosíssimo que precisa ser super-otimizado
O trabalho do Engenheiro consiste em colher informações (do seu cliente ou do sistema) e processar essas informações (organizar, comparar, passar por fórmulas, gráficos, ábacos, tabelas, checar com normas, verificar custos...), apresentando como resultado as soluções necessárias, em forma de relatórios, desenhos, listas de material, etc.
Um trabalho que custa tempo!

Quando um Engenheiro recém-formado instala seu Escritório de Engenharia, as informações que ele dispõe são aquelas colhidas durante o tempo de faculdade: seus livros, cadernos, apostilas e tabelas fornecidas por professores ou colhidas em catálogos de fabricantes.

Não raro, essas informações são inexpressivas, diante das dificuldades dos trabalhos a realizar. Por isso, na fase inicial, o profissional perde muito tempo (leia-se dinheiro) para fazer qualquer projeto.
O profissional passa então a dispensar uma parte do seu tempo para a leitura/estudo e para organização de mais informações.

Elabora tabelas que facilitam o trabalho corriqueiro, separa textos que auxiliam na análise de casos mais comuns, destaca as normas técnicas mais usadas, elabora algoritmos claros para as tarefas repetitivas...

Com isso, nos trabalhos seguintes, ele começa a ganhar tempo (dinheiro) e percebe que aquele trabalho de organizar as coisas foi um ótimo investimento.

Quanto mais o profissional investe na organização do seu escritório, mais eficiência ele obtém para o seu trabalho. Começa a fazer melhor e mais rápido qualquer tarefa.
Na maioria dos casos, um profissional, depois de uns dois ou três anos, consegue fazer em uma semana o que levava três ou quatro, naqueles primeiros meses pós-formatura.

Tudo isto posto à mesa, temos os elementos para avaliar uma questão que é crítica nas relações entre profissionais ou empresas de Engenharia: a questão do intercâmbio de informações.

Num escritório de Engenharia existem duas atividades que demandam organização de informações: o funcionamento do escritório enquanto Empresa (cadastro de clientes, cadastro de fornecedores, controle de pessoal, controle de custos, marketing...) e as tarefas técnicas específicas (elaboração de projetos, estudos, relatórios, desenhos...).

Em ambos os casos, ao longo do tempo, o profissional vai elaborando tabelas, ábacos, planilhas, algoritmos, enfim, ferramentas que objetivam melhorar a qualidade e reduzir o tempo consumido em cada serviço.

Daí se pode concluir que, quanto maior for a quantidade dessas ferramentas disponíveis em um escritório de Engenharia, menor o tempo (dinheiro) gasto para fazer um projeto, ou estudo, ou relatório ou qualquer outro serviço.

O conjunto de informações organizadas que um profissional dispõe pode fazer a diferença entre conseguir ou não realizar determinado serviço; levar mais ou menos tempo para realizá-lo.

Portanto: quando um profissional põe essas ferramentas à disposição de um colega está viabilizando, para esse colega, a redução dos seus custos diretos de produção.
Em última análise, está fornecendo ao seu concorrente, instrumentos para que ele chegue ao resultado com custos menores e, portanto, com maior poder de competição.

O que fazer ?

O comportamento natural parece ser o da "Operação Moita": não passar adiante nada que seja realmente útil. Assim se diminui a possibilidade de ver "colegas" faturando em cima do investimento alheio. E ai fica todo mundo na base do "cada um por si".

Este procedimento é uma faca de dois gumes, pois o engrandecimento coletivo da categoria é muito mais importante do que o enriquecimento individual, ainda que este conceito não pareça tão óbvio.

O indivíduo é sempre muito vulnerável quando isolado.
Neste sentido, ainda que haja riscos, é necessário fortalecer o grupo, fornecendo-lhe elementos que propiciem o enriquecimento.

A concessão de informações (que, como já foi visto, é um bem valioso), pressupõe algumas coisas muito importantes e nem sempre verificadas.
São necessários critérios claros (para ambos os lados) que regulem este processo:

Primeiro: é necessário definir os limites desse intercâmbio:

Segundo: é necessário um certo comprometimento. Uma sintonia filosófica entre quem dá e quem recebe as informações. Quanto maior essa sintonia, maior é o limite do intercâmbio.

Terceiro: É preciso que haja o entendimento entre as partes envolvidas de que a troca de informações tem por objetivo engrandecer a categoria, abrir e desenvolver mercados, fortalecer o conjunto dos profissionais.
Quem recebe uma informação, precisa perceber claramente o fato de que lhe está sendo fornecida uma coisa muito importante e que, por isto, é (no mínimo) uma deselegância utilizar essas informações para "levar vantagem" sobre quem a forneceu.



ÊNIO PADILHA
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RECADO PARA OS MEUS LEITORES.

Este artigo, publicado em 1991, voltou hoje à esta página em virtude da publicação de um artigo brilhante da sempre genial Lígia Fascioni. Leia AQUI



---Artigo2016 ---Administração ---Financeira

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