Notas de "ALIRUBIT"

20/11/2017

BURITIS NO LAGO PALMAS (TOCANTINS)

(Publicado em 02/05/2014)



Estava procurando nos meus arquivos por imagens para utilizar no cabeçalho do nosso site e me deparei com essas imagens belíssimas!

São fotografias feitas pela minha amiga, arquiteta Luciana Caixeta, de Palmas-TO. Trata-se do que sobrou das árvores que estavam à beira do Rio Tocantins depois da inundação para a formação do Lago Palmas (no lado oposto à cidade de Palmas). Algumas árvores que são só o tronco principal, sem galhos. Eram buritis...






Palmas para Luciana Caixeta!

09/10/2017

OUTUBRO: A SEXTA-FEIRA DO ANO

(Publicado em 15/10/2014)



Sexta-feira não é um dia de folga. Não é um dia em que se trabalha menos do que nos quatro dias anteriores. No entanto, muita gente adora a sexta-feira, provavelmente pelo que ela representa em termos de expectativa: o fim de semana está chegando. O descanso, os amigos, a festa, o namoro, o churrasco, o futebol... Na sexta-feira essas coisas todas estão aparecendo no horizonte. É bom demais.

O mês de outubro também não é um mês diferente dos meses anteriores, a não ser... pelo fato de que ele é o último mês antes dos dois meses considerados como "fim do ano". Outubro é aquele mês em que a correria do fim do ano ainda não está estabelecida, mas você já percebe aquele frescor de "vambora que tá quase chegando".

Outubro é um mês de festas e comemorações que dão o ponto de partida para a confraternização de fim de ano: dia das crianças (12), Nossa Senhora Aparecida (12), Dia dos Agrônomos (12), O Círio de Nazaré, em Belém (segundo domingo), dia do fisioterapêuta (13), dia dos professores (15), dia do médico (18), dia do dentista (25)... isso sem contar no Outubro Rosa, nas eleições e na OktoberFest.

É ou não é um mês porreta!

Outubro é um mês feito para nos dar aquela dose extra de energia para vencermos a reta final. A correria do fim de ano.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2014 ---Meses

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07/08/2017

LANÇAMENTO DO NOVO LIVRO (São Paulo)

(Publicado em 07/08/2007)





Aconteceu nesta terça-feira, dia 07 de agosto, no Instituto de Engenharia, em São Paulo, o LANÇAMENTO NACIONAL do livro "NEGOCIAR E VENDER SERVIÇOS DE ENGENHARIA E ARQUITETURA - os fundamentos das negociações bem sucedidas" novo livro do engenheiro Ênio Padilha.

O evento contou com a participação de profissionais de São Paulo e região, além da presença ilustre de Manoel Henrique Campos Botelho, autor do prefácio, e Maria Clara de Maio, autora da apresentação do livro.

Foi realizada uma palestra de apresentação do tema, pelo engenheiro Ênio Padilha, com as conclusões do livro e considerações sobre a Valorização Profissional.

Manoel Henrique Campos Botelho, em sua fala, ressaltou a coragem do autor em desenvolver um trabalho de repercussão nacional mesmo sem estar baseado em um grande centro como São Paulo ou Rio de Janeiro. E reiterou o que já havia escrito no prefácio, destacando a importância deste trabalho de disseminação (e inseminação) desses conceitos pelo Brasil a fora.

Neste seu 5º livro, o engenheiro e escritor Ênio Padilha aborda uma das principais dificuldades enfrentadas por engenheiros e arquitetos que é a negociação dos serviços. Como nos livros anteriores, mitos e crenças disseminadas pelo senso comum são atacados e desfeitos, à força de esclarecimentos técnicos, e um conjunto de argumentos que podem ser utilizados pelos profissionais no campo.

Baseado nos cursos apresentados desde 1997, e que já contaram com a participação de 15 mil profissionais em 155 cidades de todos os Estados brasileiros, o livro parte de um conjunto de pressupostos intrigantes (e instigantes), como, por exemplo, o de que "os clientes não sabem comprar serviços de Engenharia e Arquitetura, e este deve ser o primeiro problema a ser enfrentado pelos profissionais"; outro pressuposto é o de que "os clientes dos engenheiros e arquitetos não são sensíveis ao preço. A questão do preço não é um problema real. É, antes, o resultado do comportamento dos profissionais nas negociações." Além disso, o livro dedica-se a explorar as diversas particularidades dos serviços de Engenharia e Arquitetura, e as conseqüências que essas características apresentam para o marketing e para as negociações.

O livro aborda os mesmos tópicos do curso homônimo e traz alguns capítulos adicionais, como "Orçamentos e Contratos", que inclui exemplos completos.


Veja, abaixo, fotos do lançamento em São Paulo:





IMAGENS DO EVENTO


Palestra de Apresentação do Livro

Com o grande Manoel Henrique Campos Botelho, autor do prefácio

Com Maria Clara de Maio, autora da apresentação do livro

Com Manoel Botelho e João Ernesto (Diretor do Instituto de Engenharia

Autografando livros para os presentes

Autografando livro para Roseli Coimbra, do Instituto de Engenharia



---Artigo2007





Os fundamentos das negociações bem sucedidas

ÊNIO PADILHA
4ª ed. 2014
176 páginas
ISBN: 978-85-7782-010-8 - OitoNoveTrês Editora
Apresentação de Maria Clara de Maio (editora da Revista Lume Arquitetura – São Paulo)
Prefácio de Manoel Henrique Campos Botelho (Autor do livro “Concreto Armado, Eu te Amo”)

---Divulga_Livro5





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06/08/2017

MUNDIAL DE ATLETISMO - LONDRES 2017



06/08/2017 - Domingo
UMA MARATONA DE IMAGENS - Já faz algum tempo que a transmissão das grandes maratonas do mundo virou um grande espetáculo de imagens. Nova York, Berlin, Boston, Londres, Rio de Janeiro, Amsterdam, Madrid, Tóquio… todas as grandes metrópoles mundiais têm na sua maratona uma grande oportunidade de apresentar ao mundo suas belezas. A corrida importa, para os fãs do esporte, mas o espetáculo pela televisão interessa a muito mais gente.

A Maratona de Londres, parte da programação do Campeonato Mundial de Atletismo #London2017 foi um espetáculo à parte.

Geoffrey Kipkorir Kirui (do Kênia) e Rose Chelimo (do Bahrem) foram os campeões (respectivamente no masculino e no feminino), mas isso, como eu disse, é apenas uma informação que é parte do show.

A largada e chegada, no meio da Tower Bridge (uma das pontes mais famosas do mundo) apenas coroou uma sucessão de imagens espetaculares. Começando pela Torre de Londres, depois, a vista do The Shard (uma pirâmide/arranha-céu, com mais de 300 metros de altura, inaugurada há cinco anos), o Victória Embankment, a London Eye, Parlamento Britânico, a Catedral de São Paulo, Guildhall (uma espécie de prefeitura), o Bank of England, a Royal Exchange… e tudo isso emoldurado pelo onipresente Rio Tâmisa. Ou seja: duas horas e oito minutos de divulgação turística para uma cidade que já recebe mais de 32 milhões de turistas todos os anos (pra ter uma ideia, em 2016, com Jogos Olímpicos e tudo o mais, o Brasil inteiro recebeu 6,6 milhões de turistas).

As maratonas, assim com as grandes provas de ciclismo deixaram de ser apenas espetáculos esportivos e se converteram em importantes veículos de promoção do turismo.


Clique AQUI para ver o percurso da Maratona do Campeonato Mundial London 2017



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



Veja AQUI os resultados de todas as provas já realizadas




04/08/2017 - Sexta-feira
PEÇO DESCULPAS ANTECIPADAMENTE
A maioria dos meus leitores (uns 90% pelo menos) são arquitetos, engenheiros, designers ou administradores. Muitos não me conhecem pessoalmente e não estariam seguindo minhas postagens apenas pra saber dos meus gostos e preferências. Querem saber é de Administração, Marketing ou Gestão de Carreira e Marca Pessoal.
Mas eu tenho uma paixão que muita gente já conhece. Chama-se ATLETISMO. É o meu esporte número um. Fui atleta, entre 16 e 25 anos.

E agora, nos próximos 10 dias, está acontecendo em Londres o Campeonato Mundial de Atletismo. Esta competição (que acontece de dois em dois anos) tem o mesmo nível e importância dos Jogos Olímpicos. É um espetáculo. Recomendo a todos que gostam de eventos competitivos, grandiosos e charmosos, com imagens magníficas.
Será um desfile dos melhores atletas do mundo. E, neste ano, com um detalhe especial: a última competição oficial da carreira de dois superastros: Usain Bolt e Mo Farah

Então, peço desculpas aos meus leitores habituais. Se quiserem, podem bloquear o meu perfil por uma semana (mas por favor, voltem depois do dia 14!)

Mas, se você tiver interesse em discutir sobre atletismo internacional ficarei feliz com a sua companhia. Não sou nenhum especialista. Apenas um torcedor encantado. Adoraria aprender, se você tiver algumas coisas novas sobre o assunto, pra compartilhar.



04/08/2017 - Sexta-feira
O melhor do primeiro dia foi, sem dúvida, a sensacional performance do super campeão MO FARAH na prova dos 10 mil metros. O britânico não se intimidou com o time coordenado de adversários que se uniram para superá-lo na prova. Manteve-se calmo e comandou o desenrolar da prova durante todo o tempo, mesmo não estando na liderança.
As três últimas voltas foram espetaculares e levaram a torcida presente ao delírio. Ele é muito carismático e os ingleses o adoram.
Longa vida ao agora maratonista Mo Farah.





05/08/2017 - Sábado
No segundo dia, quem começou pisando na bola foi o Canal SporTV, que detém os direitos de transmissão do Campeonato no Brasil. Do nada, interromperam a transmissão da seção matutina da competição para a transmissão do jogo de volei entre China e Itália. Não entendi. Afinal, no outro canal da mesma emissora eles estavam transmitindo um VT de um jogo de futebol.
Ainda falta muito para o Brasil aprender a gostar do Atletismo.



05/08/2017 - Sábado
Excelente a performance da corredora Rosângela Silva nas preliminares dos 100 metros. 11,04s é a sua melhor marca da carreira. Isto é sempre uma conquista, para qualquer atleta.



05/08/2017 - Sábado
NINGUÉM ESPERAVA. Ninguém prestou atenção nele, a não ser a torcida britânica, que o elegeu como o vilão do campeonato, vaiando cada aparição sua em cada linha de largada.
Mas o badboy Justin Gatlin não estava morto. Roubou a cena. Venceu a corrida que já estava prometida para Chris Coleman e Usain Bolt.
Bolt, por sua vez, perdeu a corrida mas não perdeu a majestade. Roubou novamente a cena que lhe havia sido roubada segundos antes. O estádio ignorou o campeão e o vice, resignando-se a reverenciar a medalha de bronze.
Mas não era apenas a medalha de bronze que estava sendo festejada. Eram todas as medalhas que Bolt conquistou nesses últimos 10 anos quando passou como um raio (desculpe, foi inevitável) pelo atletismo mundial.
Enfim, foi tudo espetacular! Atletas fazendo o que atletas fazem: encantar pessoas.




06/08/2017 - Domingo
VALE DINHEIRO - O Campeonato Mundial de Atletismo é realizado de dois em dois anos. A sede é decidida geralmente com cinco ou seis anos de antecedência (Londres foi escolhida em 2011). As sedes das próximas duas edições já estão decididas: Doha, no Qatar, em 2019 e Eugene, nos EUA, em 2021.

O evento tem o mesmo nível de organização e promoção do campeonato de atletismo dos Jogos Olímpicos, com um detalhe… a premiação em dinheiro para os atletas vencedores:

1° lugar: US$ 60.000 (R$ 198.000,00)
2° lugar: US$ 30.000 (R$ 99.000,00)
3° lugar: US$ 20.000 (R$ 66.000,00)
4° lugar: US$ 15.000 (R$ 49.500,00)
5º lugar: US$ 10.000 (R$ 33.000,00)
6° lugar: US$ 6.000 (R$ 19.800,00)
7º lugar: US$ 5.000 (R$ 16.500,00)
8° lugar: US$ 4.000 (R$ 13.200,00)



06/08/2017 - Domingo
UMA MARATONA DE IMAGENS - Já faz algum tempo que a transmissão das grandes maratonas do mundo virou um grande espetáculo de imagens. Nova York, Berlin, Boston, Londres, Rio de Janeiro, Amsterdam, Madrid, Tóquio… todas as grandes metrópoles mundiais têm na sua maratona uma grande oportunidade de apresentar ao mundo suas belezas. A corrida importa, para os fãs do esporte, mas o espetáculo pela televisão interessa a muito mais gente.

A Maratona de Londres, parte da programação do Campeonato Mundial de Atletismo #London2017 foi um espetáculo à parte.

Geoffrey Kipkorir Kirui (do Kênia) e Rose Chelimo (do Bahrem) foram os campeões (respectivamente no masculino e no feminino), mas isso, como eu disse, é apenas uma informação que é parte do show.

A largada e chegada, no meio da Tower Bridge (uma das pontes mais famosas do mundo) apenas coroou uma sucessão de imagens espetaculares. Começando pela Torre de Londres, depois, a vista do The Shard (uma pirâmide/arranha-céu, com mais de 300 metros de altura, inaugurada há cinco anos), o Victória Embankment, a London Eye, Parlamento Britânico, a Catedral de São Paulo, Guildhall (uma espécie de prefeitura), o Bank of England, a Royal Exchange… e tudo isso emoldurado pelo onipresente Rio Tâmisa. Ou seja: duas horas e oito minutos de divulgação turística para uma cidade que já recebe mais de 32 milhões de turistas todos os anos (pra ter uma ideia, em 2016, com Jogos Olímpicos e tudo o mais, o Brasil inteiro recebeu 6,6 milhões de turistas).

As maratonas, assim com as grandes provas de ciclismo deixaram de ser apenas espetáculos esportivos e se converteram em importantes veículos de promoção do turismo.


Clique AQUI para ver o percurso da Maratona do Campeonato Mundial London 2017


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04/08/2017

LIÇÕES TRAZIDAS DO ATLETISMO

Durante quase dez anos, na minha juventude, eu pratiquei atletismo. Primeiro na equipe da minha cidade, Rio do Sul, e depois na equipe de atletismo de Florianópolis, uma das mais fortes do Brasil. Eu corria os 800 metros (1min54s21) e os 1.500 metros (3min58s02).
Aprendi muita coisa no atletismo. E tento aplicar tudo, desde 1986, na minha carreira profissional de engenheiro e depois de professor, palestrante, autor de livros e empreendedor.






TRÊS MINUTOS - Ano 18 - Número 397 (Ênio Padilha, 13/01/2017)



(1) Só é possível aplicar treinamento de alto rendimento em atletas que tenham feito um bom treinamento de base. Não dá pra queimar etapas. Se você quer disputar campeonatos importantes precisa, no início da temporada, de um longo trabalho de base para que o corpo esteja preparado para receber a carga de treinamento intenso nos meses que precedem a grande competição.

No trabalho e na vida também é assim. A cada nova temporada (cada novo ano) é preciso refazer o trabalho de base. Ler livros, revistas técnicas, atualizar-se sobre a legislação, conversar com pessoas inteligentes, participar de palestras e cursos... para estar "tinindo" quando os trabalhos importantes começarem a chegar




(2) O repouso, para o atleta, é tão importante quanto o treinamento em si. Se o atleta for muito ansioso (ou indisciplinado) e não cumprir o correto programa de repouso entre os treinos, todo o trabalho pode ser perdido.

Ficar no escritório até muito tarde ou virar noites para concluir um trabalho não é uma atitude de profissional. É coisa de estudante que ainda não aprendeu a organizar e administrar o tempo. É preciso descansar na medida certa, dar o devido repouso para o corpo e, principalmente, para a cabeça. Desligar-se do trabalho durante algumas horas por dia e um ou dois dias na semana.

Durante o repouso o atleta regenera a força e resistência dos seus músculos. Durante o repouso o profissional de Engenharia ou de Arquitetura permite que algumas ideias se acomodem no cérebro, produzindo insights importantes.




(3) Talento não é tudo. Disciplina é essencial. Talento é importante. Os atletas que se destacam são sempre muito talentosos. O talento é um recurso sobre o qual se constrói um campeão. Mas a disciplina e a repetição de gestos e movimentos é fundamental para criar a propriocepção (capacidade em reconhecer a localização espacial do corpo, sua posição e orientação, a força exercida pelos músculos e a posição de cada parte do corpo em relação às demais, sem utilizar a visão).

É melhor treinar pouco todos os dias do que treinar muito apenas uma vez por semana. Esta é uma regra de ouro no esporte. É incrível como tanta gente a transgride no exercício de suas profissões.

Quanto mais criativa for a pessoa, menos ela aceita a ideia de repetir indefinidamente um trabalho ou exercício. Mas é preciso entender que isto é necessário.

Aristóteles dizia que "você é aquilo que você repetidamente faz. Excelência não é um evento. É um hábito". Isso vale para o atletismo (assim como para qualquer esporte). E vale também para o exercício de qualquer profissão. Se você quer ficar (realmente) bom em alguma coisa, se quer atingir o nível de excelência, precisa aceitar o fato de que precisa praticar diariamente. Repetir os gestos e práticas por mais vezes do que o confortável. E preciso ir muito além da zona do prazer. É preciso ter disciplina.




(4) Motivação é importante. Mas dados, informação e conhecimento fazem toda a diferença. Um treinador precisa ser capaz de manter o atleta motivado. O atleta tem de ser capaz de se automotivar para o enfrentamento das dificuldades naturais do treinamento diário. Mas é preciso coletar dados em todos os treinamentos, É preciso coletar dados sobre os adversários, nas competições, é preciso coletar dados biométricos e muitos outros. Depois é preciso transformar esses dados em informação. Organizá-los, colocar em tabelas, planilhas, listas... para, por fim, obter o Conhecimento, o entendimento daquilo tudo e a capacidade de interpretar e antever os resultados de uma competição e "saber quais botões devem ser apertados... e quando".

É o conhecimento, que dá ao conjunto atleta/treinador a sabedoria para tomar as melhores decisões durante os treinamentos e, principalmente, no dia da competição.

Discursos motivadores são tiros de alto impacto e curta distância. É uma bomba de efeito moral. Já o domínio do conhecimento é uma arma de longo alcance e efeitos profundos.




(5) O respeito aos adversários é essencial. É um dos ingredientes mais importantes para fazer a beleza do esporte.

Uma coisa que você aprende muito cedo na prática do esporte é que o seu adversário também treina muito. Também enfrenta as mesmas dificuldades que você tem de enfrentar todos os dias. Também sai do treinamento extenuado e que muitas vezes também tem vontade de desistir de tudo.
Quando você encontra o seu adversário, na pista, não pode supor que ele tem uma vida fácil ou que ele não luta, todos os dias, com os mesmos dragões que você enfrenta. Devemos respeitar e admirar nossos adversários. E agradecê-los por nos conceder a honra de poder enfrentá-los.

Nunca devemos nos esquecer de que é a qualidade dos nossos adversários que determina o valor e a importância das nossas vitórias.

Na vida profissional você também precisa aprender a respeitar e admirar os seus competidores. A carreira esportiva passa. Os negócios passam. Os amigos que você faz e as relações que você constrói no esporte e no trabalho são coisas pra vida toda.




(6) Grandes conquistas nunca ocorrem por acaso. São decorrentes de estratégia, organização, planejamento, concentração, foco, empenho e muita disciplina. São essas forças que transformam talento em sucesso.

Os brasileiros não valorizam o planejamento a organização e o método. Geralmente pessoas que têm esses hábitos são consideradas chatas e inconvenientes. Mas uma competição difícil precisa ser precedida de um longo planejamento, baseado numa estratégia eficaz, com a melhor exploração possível dos recursos disponíveis e com total disciplina dos envolvidos.

Todas as provas têm, no mínimo, três etapas: a largada, o desenvolvimento e a chegada. Nos 100 metros rasos a largada dura 2 segundos. Numa maratona são praticamente três quilômetros. Tudo precisa ser minuciosamente estudado. Nada deve ser decidido na hora. Um bom atleta entra na pista com uma estratégia que sempre contempla um plano B (muitas vezes, até com um plano C).

Por que na vida profissional seria diferente? Na Engenharia e na Arquitetura, o ato de planejar não se limita ao fazer o projeto apenas. É preciso planejar o processo da produção e da abordagem do mercado. E sempre com planos alternativos, para não ter de interromper a marcha enquanto decide o que fazer, no caso de alguma coisa não sair conforme o planejado.




(7) As grandes conquistas não são individuais. Mesmo no atletismo (que é um esporte essencialmente individual) as conquistas não são obtidas por uma única pessoa. Muita gente contribui para que você cruze a linha de chegada em primeiro lugar. O seu treinador, a sua família, a equipe de suporte, o nutricionista, o cozinheiro, a pessoa que limpa o vestiário o cara da manutenção que garante um chuveiro funcionando depois do treino e a pista em perfeitas condições de treino. Todos merecem consideração, respeito e agradecimento. Todos devem fazer parte da página de créditos do seu trabalho.

Em todos os meus trabalhos, desde os primeiros projetos, nos idos de 1986, todas as pessoas do escritório eram citadas numa página de créditos que eu criei na memória descritiva dos projetos.



(8) Ninguém supera seus próprios limites. Embora seja um discurso dominante, essa ideia de que os grandes atletas superam seus limites é apenas uma frase de efeito e sem sentido.

O que o atleta faz é obter uma performance muito próxima do seu limite. Se um maratonista tem condições de correr a prova em duas horas e ele corre a prova em 2h02min (seria o recorde mundial) ele não superou os seus limites. Pelo contrário. ficou até bem longe disso. Limite é o máximo que você pode extrair de um atleta ou de um profissional. Quase todo mundo opera dentro do seu limite. Se um atleta passar do seu limite ele morre na pista. Simples assim. Aliás, a história do esporte está repleta desses casos.

É preciso muito autoconhecimento. Quanto melhor você conhecer o seu próprio potencial mais você saberá o quanto pode forçar o seu corpo ou a sua mente. Com o atletismo eu aprendi a diferença entre uma preguiça, um mal estar, um incômodo, uma dorzinha, uma dor forte ou um princípio de estiramente ou luxação. Não é inteligente seguir adiante num treino se você pisou num buraco e acabou de torcer o tornozelo. Mas você não pode parar apenas porque está se sentindo cansado ou está sentindo dor. No esporte e na vida é importante saber quando dá para ir mais longe, quando é preciso parar ou ceder ou mudar o plano.

Os bons atletas atuam em áreas muito próximas dos seus limites. Porque eles sabem onde esse limite se encontra.




(9) Tão importante quanto reconhecer, admirar e respeitar o seu adversário, é preciso conhecê-lo bem. Essa é uma regra de ouro no esporte e que precisa ser levada para a vida profissional. Não se pode esperar vitórias quando se luta de olhos vendados. Se eu não sei quem é meu adversário, quais as suas qualidades, quais os seus conhecimentos, habilidades e atributos, eu não estou nem de longe preparado para a disputa, por mais bem treinado que eu possa estar.
O conhecimento do concorrente contribui para a autoconfiança e é fator determinante para o estabelecimento de estratégias inteligentes e eficazes.
E, na vida profissional, assim como no esporte, para conhecer bem o adversário é preciso ter proximidade. Ser amigo dele mantê-lo perto o bastante para que você possa ter dele dados e informações que importam.



(10) Na competição você é testado, mas é no treinamento que você se desenvolve. Essa é, talvez a questão mais importante, porque existe uma diferença muito grande entre o esporte e a vida profissional. No esporte a maior parte do tempo o atleta está treinando e as competições são eventos pontuais. Na vida profissional a competição é diária. O tempo inteiro estamos enfrentando as tais horas da verdade. É muito comum que o profissional se esqueça que é preciso tirar tempo para treinar. Se preparar para ficar melhor.

Treinar, nesse caso (nessa analogia) significa ler livros, ler revistas técnicas, participar de palestras, cursos, seminários, congressos, conversar com gente inteligente, desenvolver pesquisas, aprofundar estudos.

Um profissional não pode ser puramente utilitarista. Envolver-se apenas em atividades que geram resultados práticos e imediatos. É preciso desenvolver também as questões mais filosóficas e de fundamentos.




ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br

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02/08/2017

SANTA CRUZ DO SUL E SÃO LEOPOLDO

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20/07/2017

53 ANOS DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ

(Publicado em 20/07/2017)





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26/06/2017

ENIO PADILHA - ENTREVISTA CONCEDIDA AO CASA DECOR
(PROGRAMA DE SISSA SCARPA - CANAL 4 - MARÍLIA-SP)

(Publicado em 26/06/2016)



Programa Casa Decor com Sissa Scarppa -- Entrevista com Engenheiro Eletricista, Palestrante e Escritor Énio Padilha. Programa que foi ao ar no dia 22 de junho de 2017





Bloco 1: Apresentação geral do trabalho. Comentários sobre os gurus da prosperidade. O foco do trabalho.






Bloco 2: Participação da arquiteta Pâmela, comentários sobre o livro Arquiteto 1.0. Apresentação de Jean Tosetto, co-autor do livro. Os "segredos" do marketing. O principal erro cometido pelos profissionais na administração dos seus escritórios. A subvalorização que professores e alunos dão para disciplinas de ciências sociais aplicadas






Bloco 3: marketing - uma das quatro grandes áreas da administração. Comentários sobre o livro Marketing para Engenharia e Arquitetura. A presença dos arquitetos no mercado brasileiro nos últimos 20 anos.

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12/05/2017

DIDI

(Publicado em 12/05/2001)



Eu estava todo animado para contar a novidade ao meu irmão mais velho, Calinho, 8 anos (um ano mais velho do que eu).  Corria o ano de 1966. Era hora do recreio, no meu primeiro dia de aula, e a novidade era mesmo fantástica: "Calinho", fui dizendo, "você sabia que o meu verdadeiro nome é Ênio?"

"Que besteira é essa, Didi? Ênio é o nome do nosso pai. O seu nome é Didi. Tá ficando bobo, só porque entrou na escola?"

(...)

É isso mesmo, o meu nome, para todos os efeitos, era Didi.  E eu só estava descobrindo que o nome "oficial" era "Ênio" ali, naquele dia, na escola.   Em casa, desde pequenininho, todos me chamavam de Didi.

Quando eu nasci recebi o nome do meu pai (Ênio Padilha).  Logo meus tios (tio Nilo e tio Nestor, que moravam com meus pais) perceberam que dois "Ênios" dentro de casa causariam uma certa confusão.  Assim, resolveram que eu, que tinha chegado depois, deveria ter um apelido.

"Didi" era o nome "da hora".  Craque da seleção campeã do mundo, mestre de gênios como Garrincha, Vavá e Pelé, ele era um atleta que despertava paixões e conquistava fãs pelo Brasil a fora.  Meu pai e meus tios eram alguns desses fãs.  Por isso herdei o apelido que me acompanhou por muitos anos.  Ninguém me chamava de Ênio.  Ninguém sequer lembrava que meu nome era Ênio.  Naquela época, crianças de famílias pobres, como a minha, não tinham caderneta de vacina, certidão de nascimento ou coisa parecida.  O único documento que eu tinha era o Certificado de Batismo.

Assim o apelido, Didi, virou nome.  E não havia discussão sobre isso. 

Até hoje minha mãe, meus tios e primos, ainda me chamam de Didi.  Meus irmãos, nem sempre, mas algumas vezes também deixam escapar.  Eu gosto muito, pois tenho muito carinho por este apelido, pelo que ele representa e pelo ídolo que foi "homenageado" com essa escolha.

Por isso fiquei tão triste hoje, quando vi a notícia, na internet: o velho Mestre se foi.

Didi marcou o primeiro gol do Maracanã, em 1950.  Participou de três Copas do Mundo. Foi campeão em duas. Em uma delas foi eleito o melhor jogador.

Inventou, em 1956, a "folha seca", uma forma de chutar a bola de tal maneira que ela muda a trajetória, em pleno ar, enganando o goleiro. Defendeu, como jogador ou treinador, mais de vinte equipes pelo mundo inteiro.  Foi, enfim, um grande atleta e um grande homem.

Eu sempre me orgulhei muito de ter recebido do meu pai e dos meus tios esse apelido que me ligava, de alguma forma, a esse grande ídolo.

Por isso, faço agora essa justa e humilde homenagem a esse brasileiro, que morreu aos 71 anos, depois de viver uma vida heróica e digna.

Vai com Deus, Mestre Didi.   E que a sua gloria continue a enfeitar as nossas memórias.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2001

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03/05/2017

CREAJR-SC MAIS UMA VEZ, DANDO SHOW DE COMPETÊNCIA

(Publicado em 03/05/2017)





Adoro fazer palestra para estudantes e para recém-formados. É uma satisfação poder contribuir com a minha experiência (e com os meus estudos e pesquisas) para a formação desses jovens.

Mas, infelizmente, não posso fazer isso de graça. É o meu trabalho. Dar palestras e cursos é o que eu faço para ganhar meu dinheiro honestamente.

Então, para resolver isso, há uns 8 anos, criamos (aqui na OitoNoveTrês) o Projeto Universidades, que é um conjunto de facilidades oferecidas para estudantes (Centros Acadêmicos ou Coordenações de Curso) para a contratação de nossas palestras.

Existe a possibilidade de contratar as palestras com um bom desconto ou então a possibilidade de receber a palestra de graça mediante a compra de um pacote dos meus livros.

De forma simplificada, funciona assim: o Centro Acadêmico ou a Coordenação do Curso adquire, com um desconto de 10% uma certa quantidade de livros (de 60 a 125 exemplares, dependendo da região do Brasil) e eu faço a palestra sem cobrar honorários.

A vantagem dessa Proposta é que, além de não pagar honorários pela palestra, a Universidade ou o Centro Acadêmico ainda pode recuperar - com lucro - o valor investido, ao vender os livros, pelo preço de capa, para os estudantes, professores e profissionais da comunidade.

Num evento bem administrado, o custo será zero, pois o lucro da venda dos livros poderá ser utilizado até para o pagamento das passagens aéreas do palestrante.

Muitas universidades têm feito essa opção nos últimos anos. E eu tenho tido esse prazer de participar de eventos universitários e de CreasJr em todo o Brasil.

Na última sexta-feira, dia 28/04/2017, aconteceu em Lages, onde a moçada do CreaJr-SC deu um show de competência empreendedora. Além de vender antecipadamente todos os livros adquiridos, ainda me pediu para levar mais alguns livros no dia da viagem e venderam muito mais na hora da palestra.

Venderam para os colegas estudantes, venderam para os professores, venderam para profissionais da região... enfim, fizeram um trabalho bacana e inteligente.

Parabéns ao Michael Douglas Xavier Silva, coordenador regional do CreaJr-SC em Lages. Parabéns a toda a sua equipe.
Parabéns pela organização do evento. Parabéns pela lição de empreendedorismo e competência que o seu time deu a todos os colegas.

E obrigado por me permitir continuar fazendo uma das coisas que eu mais gosto: apresentar palestras para estudantes e jovens profissionais.



ÊNIO PADILHA
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---Artigo2017

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