Notas de "ALIRUBIT"

20/07/2017

53 ANOS DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ

(Publicado em 20/07/2017)





Comentários?

26/06/2017

ENIO PADILHA - ENTREVISTA CONCEDIDA AO CASA DECOR
(PROGRAMA DE SISSA SCARPA - CANAL 4 - MARÍLIA-SP)

(Publicado em 26/06/2016)



Programa Casa Decor com Sissa Scarppa -- Entrevista com Engenheiro Eletricista, Palestrante e Escritor Énio Padilha. Programa que foi ao ar no dia 22 de junho de 2017





Bloco 1: Apresentação geral do trabalho. Comentários sobre os gurus da prosperidade. O foco do trabalho.






Bloco 2: Participação da arquiteta Pâmela, comentários sobre o livro Arquiteto 1.0. Apresentação de Jean Tosetto, co-autor do livro. Os "segredos" do marketing. O principal erro cometido pelos profissionais na administração dos seus escritórios. A subvalorização que professores e alunos dão para disciplinas de ciências sociais aplicadas






Bloco 3: marketing - uma das quatro grandes áreas da administração. Comentários sobre o livro Marketing para Engenharia e Arquitetura. A presença dos arquitetos no mercado brasileiro nos últimos 20 anos.

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12/05/2017

DIDI

(Publicado em 12/05/2001)



Eu estava todo animado para contar a novidade ao meu irmão mais velho, Calinho, 8 anos (um ano mais velho do que eu).  Corria o ano de 1966. Era hora do recreio, no meu primeiro dia de aula, e a novidade era mesmo fantástica: "Calinho", fui dizendo, "você sabia que o meu verdadeiro nome é Ênio?"

"Que besteira é essa, Didi? Ênio é o nome do nosso pai. O seu nome é Didi. Tá ficando bobo, só porque entrou na escola?"

(...)

É isso mesmo, o meu nome, para todos os efeitos, era Didi.  E eu só estava descobrindo que o nome "oficial" era "Ênio" ali, naquele dia, na escola.   Em casa, desde pequenininho, todos me chamavam de Didi.

Quando eu nasci recebi o nome do meu pai (Ênio Padilha).  Logo meus tios (tio Nilo e tio Nestor, que moravam com meus pais) perceberam que dois "Ênios" dentro de casa causariam uma certa confusão.  Assim, resolveram que eu, que tinha chegado depois, deveria ter um apelido.

"Didi" era o nome "da hora".  Craque da seleção campeã do mundo, mestre de gênios como Garrincha, Vavá e Pelé, ele era um atleta que despertava paixões e conquistava fãs pelo Brasil a fora.  Meu pai e meus tios eram alguns desses fãs.  Por isso herdei o apelido que me acompanhou por muitos anos.  Ninguém me chamava de Ênio.  Ninguém sequer lembrava que meu nome era Ênio.  Naquela época, crianças de famílias pobres, como a minha, não tinham caderneta de vacina, certidão de nascimento ou coisa parecida.  O único documento que eu tinha era o Certificado de Batismo.

Assim o apelido, Didi, virou nome.  E não havia discussão sobre isso. 

Até hoje minha mãe, meus tios e primos, ainda me chamam de Didi.  Meus irmãos, nem sempre, mas algumas vezes também deixam escapar.  Eu gosto muito, pois tenho muito carinho por este apelido, pelo que ele representa e pelo ídolo que foi "homenageado" com essa escolha.

Por isso fiquei tão triste hoje, quando vi a notícia, na internet: o velho Mestre se foi.

Didi marcou o primeiro gol do Maracanã, em 1950.  Participou de três Copas do Mundo. Foi campeão em duas. Em uma delas foi eleito o melhor jogador.

Inventou, em 1956, a "folha seca", uma forma de chutar a bola de tal maneira que ela muda a trajetória, em pleno ar, enganando o goleiro. Defendeu, como jogador ou treinador, mais de vinte equipes pelo mundo inteiro.  Foi, enfim, um grande atleta e um grande homem.

Eu sempre me orgulhei muito de ter recebido do meu pai e dos meus tios esse apelido que me ligava, de alguma forma, a esse grande ídolo.

Por isso, faço agora essa justa e humilde homenagem a esse brasileiro, que morreu aos 71 anos, depois de viver uma vida heróica e digna.

Vai com Deus, Mestre Didi.   E que a sua gloria continue a enfeitar as nossas memórias.



ÊNIO PADILHA
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---Artigo2001

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03/05/2017

CREAJR-SC MAIS UMA VEZ, DANDO SHOW DE COMPETÊNCIA

(Publicado em 03/05/2017)





Adoro fazer palestra para estudantes e para recém-formados. É uma satisfação poder contribuir com a minha experiência (e com os meus estudos e pesquisas) para a formação desses jovens.

Mas, infelizmente, não posso fazer isso de graça. É o meu trabalho. Dar palestras e cursos é o que eu faço para ganhar meu dinheiro honestamente.

Então, para resolver isso, há uns 8 anos, criamos (aqui na OitoNoveTrês) o Projeto Universidades, que é um conjunto de facilidades oferecidas para estudantes (Centros Acadêmicos ou Coordenações de Curso) para a contratação de nossas palestras.

Existe a possibilidade de contratar as palestras com um bom desconto ou então a possibilidade de receber a palestra de graça mediante a compra de um pacote dos meus livros.

De forma simplificada, funciona assim: o Centro Acadêmico ou a Coordenação do Curso adquire, com um desconto de 10% uma certa quantidade de livros (de 60 a 125 exemplares, dependendo da região do Brasil) e eu faço a palestra sem cobrar honorários.

A vantagem dessa Proposta é que, além de não pagar honorários pela palestra, a Universidade ou o Centro Acadêmico ainda pode recuperar - com lucro - o valor investido, ao vender os livros, pelo preço de capa, para os estudantes, professores e profissionais da comunidade.

Num evento bem administrado, o custo será zero, pois o lucro da venda dos livros poderá ser utilizado até para o pagamento das passagens aéreas do palestrante.

Muitas universidades têm feito essa opção nos últimos anos. E eu tenho tido esse prazer de participar de eventos universitários e de CreasJr em todo o Brasil.

Na última sexta-feira, dia 28/04/2017, aconteceu em Lages, onde a moçada do CreaJr-SC deu um show de competência empreendedora. Além de vender antecipadamente todos os livros adquiridos, ainda me pediu para levar mais alguns livros no dia da viagem e venderam muito mais na hora da palestra.

Venderam para os colegas estudantes, venderam para os professores, venderam para profissionais da região... enfim, fizeram um trabalho bacana e inteligente.

Parabéns ao Michael Douglas Xavier Silva, coordenador regional do CreaJr-SC em Lages. Parabéns a toda a sua equipe.
Parabéns pela organização do evento. Parabéns pela lição de empreendedorismo e competência que o seu time deu a todos os colegas.

E obrigado por me permitir continuar fazendo uma das coisas que eu mais gosto: apresentar palestras para estudantes e jovens profissionais.



ÊNIO PADILHA
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---Artigo2017

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27/04/2017

ZÉ LEITE E O RÁDIO

(Publicado em 20/07/2002)



Esta história (real) faz parte de um conjunto que eu chamo "DE SEGUNDA MÃO" pois são crônicas feitas sobre histórias contadas ou escritas por outras pessoas.

Eu não invento nem aumento nada. Apenas reescrevo.

Essa quem me contou foi o Zé Leite, que escreveu um livro interessante sobre história da empresa Ypióca, fabricante de uma das mais tradicionais cachaças do Brasil.  Zé Leite trabalha nessa empresa há mais de 50 anos. Quando ele chegou em Maranguape, no Ceará, em 1949, com 22 anos de idade, já tinha participado da 2a Guerra Mundial, servindo à bordo do encouraçado São Paulo, onde tinha feito o curso de Máquinas, Motores e Caldeiras.

Em Maranguape logo ganhou notoriedade como um "Sabe-Tudo".

Consertava coisas, aplicava injeções, explicava o funcionamento das máquinas mais complicadas...

Um dia a mãe da namorada mandou chamar.  A máquina de bordar tinha parado de funcionar.

Zé Leite teve calafrios.  Nunca tinha consertado uma máquina daquelas.  Mas a futura sogra confiava tanto nele que só entregaria a ele tão importante equipamento.

Ele então pegou a mala de ferramentas e se foi, rezando pelo caminho.  Lá chegando, sem saber direito o que fazer, passou a desmontar a máquina, peça por peça.   Depois fez uma boa limpeza e começou a montar tudo direitinho.
Decretou a si próprio que, se não conseguisse montar a máquina e fazê-la funcionar, perderia a própria namorada, porque jamais voltaria àquela casa.

Para seu alívio a máquina de bordar, depois de remontada, funcionou maravilhosamente e ficou então provado que Zé Leite era mesmo um Sabe-Tudo.

Ele transpirava felicidade e autoconfiança.  A namorada sorria orgulhosa.   Tudo corria às mil maravilhas quando dona Angelita (a sogra) entusiasmada com as habilidades e conhecimentos do futuro genro, acabou com a alegria do rapaz.

"Esse meu rádio", disse ela "não anda bom.   Pode pifar de uma hora pra outra.   E vai precisar dos seus cuidados."

Zé leite ficou internamente apavorado.  Aquele rádio era um dos primeiros a serem fabricados no Brasil.  Um monstrengo.  Mais parecia um guarda-roupas.  Funcionava com duas baterias de automóvel (que, naquela época eram muito maiores do que as de hoje em dia).  Daquele "bicho" o Sabe-Tudo só sabia era "Ligar" e "Desligar"...

Por isso, após a "advertência" da sogra, Zé Leite passou a reduzir as visitas à casa da namorada, com medo de que, a qualquer momento, aquele maldito rádio lhe fizesse uma surpresa desagradável.

Nas poucas vezes que ia aquela casa, sentava-se de costas para o rádio, que passou a ser um martírio constante nos seus pensamentos.  Chegava a ter pesadelos, o coitado.  Rezava, pedindo a Deus uma solução para o caso.

Um belo dia chegou um emissário de dona Angelita, dizendo que ela precisava falar com ele e que era urgente.  Zé Leite quis saber do que se tratava e a pessoa respondeu, "não sei bem, mas é algo relacionado a um rádio..."

Pronto.   Tinha chegado o dia.   O dia do fim de tudo.   O juízo final!

Zé leite pegou a mala de ferramentas e seguiu em direção ao sacrifício.  No caminho não disse uma única palavra.  Estava mudo e pensativo.

Pensava na decepção de dona Angelita.  Na vergonha que ele passaria.  No desgosto da namorada...

Quando chegaram a sogra veio recebê-los no terreiro, com a triste notícia: "Levaram o rádio, Zé Leite.  O rádio foi roubado?"

Zé leite teve de se controlar para não abrir um grande sorriso de felicidade.  Mal prestou atenção no apelo da sogra para que ele ajudasse a procurar o ladrão (ou os ladrões).

Mas esse era o trabalho que Zé Leite faria com o maior prazer (e com nenhuma intenção de sucesso, é claro!)

Nunca encontraram o tal rádio.  Mas Zé Leite rezou muito para Deus, agradecendo pela graça alcançada.



ÊNIO PADILHA
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---Artigo2002

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24/04/2017

ANIBAL DE BARBA

(Publicado em 24/04/2002)





A Aníbal de Barba era linda!

Escolas Reunidas Aníbal de Barba, no bairro Canta-Galo em Rio do Sul, Santa Catarina, idos de 1966. Uma construção de madeira, enorme, pintada em um laranja escuro, janelas grandes, portas imensas...(É claro que os superlativos são por conta do que eu achava naquela época. Já adulto, em 1991, fui um dia rever a escola, à época já um prédio abandonado. Nossa, que pequenininha! Parecia tão grande!)

Eram duas salas e, no meio delas, quase um apêndice, “o gabinete”: um escritório “grande” onde ficava a diretora.

A diretora, em 1966, ano em que eu entrei na escola era, se eu não me engano, a dona Irene. A minha professora, essa eu não esqueço, é claro: a dona Alda (no segundo ano foi a dona Rose, no terceiro ano a inesquecível dona Méri e no quarto ano a dona Irene, ainda diretora da escola. A todas eu devo muito e não tenho a menor idéia de como saldar a dívida).

Um ano antes meu irmão mais velho, o Carlos, e todo um grupo de meninos mais ou menos na minha idade haviam entrado na escola. Naquela época e naquelas circunstâncias (bairro pobre, afastado do centro) não havia jardim de infância nem pré-escola. Então entrava-se na escola já com sete ou oito anos. Na primeira série.

Eu passei um ano inteiro (1965) escutando as histórias do Calinho, do Dico (Valdir Mendes) e do Fuminho (Reinaldo Simão) sobre a escola, sobre a professora deles (dona Isaltina, uma espécie de Deusa que eles adoravam mais do que às próprias mães) e sobre as novas brincadeiras que haviam aprendido. Sem contar que eles todos aprenderam a ler.

Meu Deus! Aquilo era o máximo! Eu precisava crescer logo para ir para a Aníbal de Barba também.
Dezembro de 65 e janeiro e fevereiro de 66 foram meses que duraram quase um ano, de tanto que não passavam nunca.

Finalmente o grande e inesquecível dia chegou. O ano de 1966 finalmente começava.
(Escrevi, ano passado, uma historinha sobre esse primeiro dia e de como eu descobri que o meu nome era Ênio e não Didi, que era meu apelido em casa – veja AQUI).

Na Aníbal de Barba eu me sentia em casa. Eu adorava a escola. Tirava notas boas, era paparicado pelas professoras, recitava versos nas homenagens à bandeira, todos os sábados, cantava, contava histórias, carregava bandeira no desfile de sete de setembro, brincava de pegar, de polícia e ladrão, de pular corda, de amarelinha e de quilica (eu adorava jogar quilica)

O pátio da escola era “imenso” a gente corria em volta da escola feito diabinhos, até esgotar as energias. Quando a aula começava (ou recomeçava, depois do recreio) estávamos encharcados de suor e, não raro, com algumas escoriações leves, sempre tratadas pela dona Alda, com mercúrio e merthiolate.

No recreio comíamos a sopa e o pão da dona Lola, zeladora da escola, cozinheira, mãe de todos (esposa do Aníbal de Barba, o patrono da escola) mas, principalmente, mãe do Aníbal de Barba Filho, meu colega de aula. Gordinho, divertido e muito, muito inteligente. Por conta da presença dele, nossa turma tinha um tratamento especial (coisas de mãe, sabe como é).

Tinha também o Gilson (Gilson Schlichting) o meu melhor amigo. Um intelectual, de óculos e tudo. Tirava ótimas notas e tinha respostas para tudo.

Aprendi a ler rapidinho (antes das férias de julho) e a fazer contas também. Mas o grande momento do ano foi a semana da criança, em outubro. A professora levou um toca-discos portátil (daqueles da Sonatta, lembra), à pilha, pois a Aníbal de Barba não tinha luz elétrica. E botou para tocar uma historinha maravilhosa.
E ainda teve “farta” distribuição de pipocas balas e pirulitos, que foram obtidos por doação nas vendas do seu Arnildo e do seu Hermínio.

Ah, que saudade!
Por onde andará essa gente toda?



ÊNIO PADILHA
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Ilustração: Imagem atual (2017) tirada do Google Maps. A porta grandona era da minha sala de aula, no primeiro ano, em 1966.



---Artigo2002

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16/02/2017

TIROU AS PALAVRAS DA MINHA BOCA

(Publicado em 16/02/2017)





Sabe quando você lê um artigo e tem aquela sensação de "era exatamente isso o que eu queria ter dito!"? Pois foi isso o que eu senti quando li o artigo FÓRMULAS, TRUQUES, GURUS E GAVIÕES escrito de forma brilhante por Cristiano Chaussard um jovem autor catarinense o qual eu ainda não tive o prazer de conhecer pessoalmente.

Eu mesmo já havia abordado este tema algumas vezes, como no artigo POR QUE NÃO INCLUO GATILHOS MENTAIS NO CONTEÚDO DOS MEUS CURSOS E PALESTRAS? mas estava faltando uma análise mais precisa, mais didática e mais completa.

Tá aí. Leia! É só clicar sobre a imagem que ilustra este post.




ÊNIO PADILHA
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---Artigo2017

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04/02/2017

400 VEZES!

(Publicado em 04/02/2017)





Mais de 8 mil colegas arquitetos, engenheiros, administradores e estudantes que se inscreveram no nosso site nos últimos 18 anos estão recebendo hoje (e ao longo deste final de semana) o nosso boletim semanal TRÊS MINUTOS de número 400.

Isso mesmo. Desde o primeiro envio, em janeiro de 2000 até hoje já foram 400 edições. As primeiras (acredite) foram por fax.

A ideia é sempre a mesma. Um email com o texto integral de um artigo inédito, sobre administração de escritórios, gestão de carreira, marketing de serviços ou marca pessoal (eventualmente, algum artigo sobre valorização profissional).

Além disso, o Três minutos serve também para informar os leitores sobre a nossa agenda de palestras e cursos.

Se você ainda não recebe o nosso TRÊS MINUTOS toda semana, inscreva-se ali na coluna da direita. É rapidinho. Você só precisa informar o nome, profissão, cidade, estado e o email. Pronto. Na semana que vem você já vai ser o primeiro a saber das coisas.



ÊNIO PADILHA
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---Artigo2017

26/01/2017

DESCULPA AÍ, MAS VOU FALAR
É sobre os rapazes e moças do CreaJr

(Publicado em 26/01/2017)



Todo mundo sabe o empenho que eu tenho em ajudar os movimentos de estudantes e jovens profissionais. Há mais de seis anos criamos aqui o PROJETO UNIVERSIDADES que cria imensas facilidades para que palestras minhas sejam realizadas em Semanas de Engenharia ou em eventos destinados para estudantes ou profissionais recém-formados.

Mas algumas vezes eu tenho visto coisas que me dão nos nervos. Nesta semana aconteceu de novo (e já aconteceu umas oito vezes!): o líder do CreaJr de um estado pediu uma palestra minha num evento da organização local. Por coincidência havia um curso meu programado para a cidade e isto permitiria fazer um aproveitamento de agenda.

O meu cliente do tal evento, que também apoia os movimentos jovens, além de estar bancando as passagens aéreas, resolveu também ceder o espaço físico para a realização do evento dos moços.

Para facilitar ainda mais, resolvi passar para o tal CreaJr apenas um custo simbólico (pra não dizer que a palestra seria totalmente de graça).

Funcionaria assim: eles (o CreaJr) comprariam da minha editora (com 11% de desconto) uma caixa com 30 exemplares do livro MANUAL DO ENGENHEIRO RECÉM-FORMADO. Só isso! E eu apresentaria a palestra, com o maior prazer.

Observem que, para recuperar o dinheiro de volta (com lucro) bastaria vender os 30 exemplares. Pronto. Tava resolvido. Com o lucro eles pagariam uma diária de hotel (que era o único custo extra que eles teriam).

((lembrando que, mesmo pelo PROJETO UNIVERSIDADES, o normal seria eles adquirirem 100 exemplares))

Pois bem. Ontem recebi a resposta: "infelizmente os nossos recursos para essa atividade não esta atendendo a suas solicitações, pois o creajr xx está começando suas atividades com uma nova coordenação, pois gostaríamos muito da sua presença em nossos eventos, peço desculpa pela demora, pois estávamos a procura de patrocinadores para esse workshop."

O que??? Não têm recursos? Como assim? Eu dei a vocês os recursos! Vocês só tinham que tirar a bunda da cadeira e vender 30 livros. Qual é a dificuldade? Os alunos não compram livros? Os amigos não compram livros? Os professores de vocês não compram livros? Vocês não têm amigos engenheiros? 30 livros! (ou vocês entenderam errado, e estavam pensando que eu falei 300 livros?)

Gente, liderança estudantil tem de ter um mínimo de espírito empreendedor. Espírito realizador. Tem de ser ágil, inteligente, articulado. Não é só ficar postando coisas bonitinhas no Facebook não. Tem de se levantar e fazer o trabalho.

Se é verdade que vocês "queriam muito" a minha presença no evento, desculpa aí, mas vocês não fizeram a lição de casa. E, se vocês não conseguem realizar um evento como este, "mamão com açúcar" vocês vão criar uma organização tutelada por provedores de recursos. E vocês sabem muito bem do que eu estou falando

#ProntoFalei!



ÊNIO PADILHA
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---Artigo2017 ---CreaJr

Comentário do Ênio PadilhaTEM GENTE QUE SÓ APRENDE O QUE JÁ SABE
Mais cedo, pela manhã, publiquei aqui um texto sobre a falta de senso empreendedor do CreaJr de um certo estado.

Teve muitos comentários. Muitos à favor e muitos contra. Dos comentários contrários, muitos reclamavam do fato de eu ter generalizado o comportamento para todo o CreaJr.

É verdade. Cometi este erro. Peço desculpas.

Escrevi, depois, em dois comentários, uma correção, que faço questão de repetir aqui: "FELIZMENTE, não é um problema generalizado. Mas ocorre em 30 ou 40% dos casos, o que eu já considero alarmante."

Portanto, no CreaJr da maioria dos estados a coisa vai bem. Existem, sim, lideranças de qualidade e que são, de verdade, empreendedores, líderes, inovadores e operativos.

Mas a maioria desses bons líderes (com ou sem mandato atual) nem se manifestou. Leu, curtiu, entendeu a mensagem e seguiu na vida.

Dentre os que comentário, infelizmente, a maioria passou direto pelo que realmente importava e ocupou-se apenas em atacar o autor, como se isso resolvesse o problema (pior, como se o autor fosse inimigo do CreaJr). Essas pessoas, infelizmente, estão perdendo uma oportunidade de crescer como liderança empreendedora, inovadora e proativa.

Aí lembrei de um artigo que eu publiquei há 10 anos, sobre o mesmo tema, só que tratando das entidades de classe. (preste atenção moçada: os dois textos tratam do mesmo tema)

Naquela época houve o mesmo tipo de reação. Muitos presidentes de entidades ficaram de mal comigo.

O tempo passou. Hoje, dez anos depois, quase todas as entidades de classe, no Brasil inteiro, estão quebradas. Sabe por que? Porque ninguém levou à sério o que eu escrevi. Porque eu escrevi uma coisa que eles não queriam aprender. Porque tem gente que só aprende o que já sabe.

Leia AQUI o texto de 2007

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12/01/2017

  LIÇÕES TRAZIDAS DO ATLETISMO

Durante quase dez anos, na minha juventude, eu pratiquei atletismo. Primeiro na equipe da minha cidade, Rio do Sul, e depois na equipe de atletismo de Florianópolis, uma das mais fortes do Brasil. Eu corria os 800 metros (1min54s21) e os 1.500 metros (3min58s02).
Aprendi muita coisa no atletismo. E tento aplicar tudo, desde 1986, na minha carreira profissional de engenheiro e depois de professor, palestrante, autor de livros e empreendedor.






TRÊS MINUTOS - Ano 18 - Número 397 (Ênio Padilha, 13/01/2017)



(1) Só é possível aplicar treinamento de alto rendimento em atletas que tenham feito um bom treinamento de base. Não dá pra queimar etapas. Se você quer disputar campeonatos importantes precisa, no início da temporada, de um longo trabalho de base para que o corpo esteja preparado para receber a carga de treinamento intenso nos meses que precedem a grande competição.

No trabalho e na vida também é assim. A cada nova temporada (cada novo ano) é preciso refazer o trabalho de base. Ler livros, revistas técnicas, atualizar-se sobre a legislação, conversar com pessoas inteligentes, participar de palestras e cursos... para estar "tinindo" quando os trabalhos importantes começarem a chegar




(2) O repouso, para o atleta, é tão importante quanto o treinamento em si. Se o atleta for muito ansioso (ou indisciplinado) e não cumprir o correto programa de repouso entre os treinos, todo o trabalho pode ser perdido.

Ficar no escritório até muito tarde ou virar noites para concluir um trabalho não é uma atitude de profissional. É coisa de estudante que ainda não aprendeu a organizar e administrar o tempo. É preciso descansar na medida certa, dar o devido repouso para o corpo e, principalmente, para a cabeça. Desligar-se do trabalho durante algumas horas por dia e um ou dois dias na semana.

Durante o repouso o atleta regenera a força e resistência dos seus músculos. Durante o repouso o profissional de Engenharia ou de Arquitetura permite que algumas ideias se acomodem no cérebro, produzindo insights importantes.




(3) Talento não é tudo. Disciplina é essencial. Talento é importante. Os atletas que se destacam são sempre muito talentosos. O talento é um recurso sobre o qual se constrói um campeão. Mas a disciplina e a repetição de gestos e movimentos é fundamental para criar a propriocepção (capacidade em reconhecer a localização espacial do corpo, sua posição e orientação, a força exercida pelos músculos e a posição de cada parte do corpo em relação às demais, sem utilizar a visão).

É melhor treinar pouco todos os dias do que treinar muito apenas uma vez por semana. Esta é uma regra de ouro no esporte. É incrível como tanta gente a transgride no exercício de suas profissões.

Quanto mais criativa for a pessoa, menos ela aceita a ideia de repetir indefinidamente um trabalho ou exercício. Mas é preciso entender que isto é necessário.

Aristóteles dizia que "você é aquilo que você repetidamente faz. Excelência não é um evento. É um hábito". Isso vale para o atletismo (assim como para qualquer esporte). E vale também para o exercício de qualquer profissão. Se você quer ficar (realmente) bom em alguma coisa, se quer atingir o nível de excelência, precisa aceitar o fato de que precisa praticar diariamente. Repetir os gestos e práticas por mais vezes do que o confortável. E preciso ir muito além da zona do prazer. É preciso ter disciplina.




(4) Motivação é importante. Mas dados, informação e conhecimento fazem toda a diferença. Um treinador precisa ser capaz de manter o atleta motivado. O atleta tem de ser capaz de se automotivar para o enfrentamento das dificuldades naturais do treinamento diário. Mas é preciso coletar dados em todos os treinamentos, É preciso coletar dados sobre os adversários, nas competições, é preciso coletar dados biométricos e muitos outros. Depois é preciso transformar esses dados em informação. Organizá-los, colocar em tabelas, planilhas, listas... para, por fim, obter o Conhecimento, o entendimento daquilo tudo e a capacidade de interpretar e antever os resultados de uma competição e "saber quais botões devem ser apertados... e quando".

É o conhecimento, que dá ao conjunto atleta/treinador a sabedoria para tomar as melhores decisões durante os treinamentos e, principalmente, no dia da competição.

Discursos motivadores são tiros de alto impacto e curta distância. É uma bomba de efeito moral. Já o domínio do conhecimento é uma arma de longo alcance e efeitos profundos.




(5) O respeito aos adversários é essencial. É um dos ingredientes mais importantes para fazer a beleza do esporte.

Uma coisa que você aprende muito cedo na prática do esporte é que o seu adversário também treina muito. Também enfrenta as mesmas dificuldades que você tem de enfrentar todos os dias. Também sai do treinamento extenuado e que muitas vezes também tem vontade de desistir de tudo.
Quando você encontra o seu adversário, na pista, não pode supor que ele tem uma vida fácil ou que ele não luta, todos os dias, com os mesmos dragões que você enfrenta. Devemos respeitar e admirar nossos adversários. E agradecê-los por nos conceder a honra de poder enfrentá-los.

Nunca devemos nos esquecer de que é a qualidade dos nossos adversários que determina o valor e a importância das nossas vitórias.

Na vida profissional você também precisa aprender a respeitar e admirar os seus competidores. A carreira esportiva passa. Os negócios passam. Os amigos que você faz e as relações que você constrói no esporte e no trabalho são coisas pra vida toda.




(6) Grandes conquistas nunca ocorrem por acaso. São decorrentes de estratégia, organização, planejamento, concentração, foco, empenho e muita disciplina. São essas forças que transformam talento em sucesso.

Os brasileiros não valorizam o planejamento a organização e o método. Geralmente pessoas que têm esses hábitos são consideradas chatas e inconvenientes. Mas uma competição difícil precisa ser precedida de um longo planejamento, baseado numa estratégia eficaz, com a melhor exploração possível dos recursos disponíveis e com total disciplina dos envolvidos.

Todas as provas têm, no mínimo, três etapas: a largada, o desenvolvimento e a chegada. Nos 100 metros rasos a largada dura 2 segundos. Numa maratona são praticamente três quilômetros. Tudo precisa ser minuciosamente estudado. Nada deve ser decidido na hora. Um bom atleta entra na pista com uma estratégia que sempre contempla um plano B (muitas vezes, até com um plano C).

Por que na vida profissional seria diferente? Na Engenharia e na Arquitetura, o ato de planejar não se limita ao fazer o projeto apenas. É preciso planejar o processo da produção e da abordagem do mercado. E sempre com planos alternativos, para não ter de interromper a marcha enquanto decide o que fazer, no caso de alguma coisa não sair conforme o planejado.




(7) As grandes conquistas não são individuais. Mesmo no atletismo (que é um esporte essencialmente individual) as conquistas não são obtidas por uma única pessoa. Muita gente contribui para que você cruze a linha de chegada em primeiro lugar. O seu treinador, a sua família, a equipe de suporte, o nutricionista, o cozinheiro, a pessoa que limpa o vestiário o cara da manutenção que garante um chuveiro funcionando depois do treino e a pista em perfeitas condições de treino. Todos merecem consideração, respeito e agradecimento. Todos devem fazer parte da página de créditos do seu trabalho.

Em todos os meus trabalhos, desde os primeiros projetos, nos idos de 1986, todas as pessoas do escritório eram citadas numa página de créditos que eu criei na memória descritiva dos projetos.



(8) Ninguém supera seus próprios limites. Embora seja um discurso dominante, essa ideia de que os grandes atletas superam seus limites é apenas uma frase de efeito e sem sentido.

O que o atleta faz é obter uma performance muito próxima do seu limite. Se um maratonista tem condições de correr a prova em duas horas e ele corre a prova em 2h02min (seria o recorde mundial) ele não superou os seus limites. Pelo contrário. ficou até bem longe disso. Limite é o máximo que você pode extrair de um atleta ou de um profissional. Quase todo mundo opera dentro do seu limite. Se um atleta passar do seu limite ele morre na pista. Simples assim. Aliás, a história do esporte está repleta desses casos.

É preciso muito autoconhecimento. Quanto melhor você conhecer o seu próprio potencial mais você saberá o quanto pode forçar o seu corpo ou a sua mente. Com o atletismo eu aprendi a diferença entre uma preguiça, um mal estar, um incômodo, uma dorzinha, uma dor forte ou um princípio de estiramente ou luxação. Não é inteligente seguir adiante num treino se você pisou num buraco e acabou de torcer o tornozelo. Mas você não pode parar apenas porque está se sentindo cansado ou está sentindo dor. No esporte e na vida é importante saber quando dá para ir mais longe, quando é preciso parar ou ceder ou mudar o plano.

Os bons atletas atuam em áreas muito próximas dos seus limites. Porque eles sabem onde esse limite se encontra.




(9) Tão importante quanto reconhecer, admirar e respeitar o seu adversário, é preciso conhecê-lo bem. Essa é uma regra de ouro no esporte e que precisa ser levada para a vida profissional. Não se pode esperar vitórias quando se luta de olhos vendados. Se eu não sei quem é meu adversário, quais as suas qualidades, quais os seus conhecimentos, habilidades e atributos, eu não estou nem de longe preparado para a disputa, por mais bem treinado que eu possa estar.
O conhecimento do concorrente contribui para a autoconfiança e é fator determinante para o estabelecimento de estratégias inteligentes e eficazes.
E, na vida profissional, assim como no esporte, para conhecer bem o adversário é preciso ter proximidade. Ser amigo dele mantê-lo perto o bastante para que você possa ter dele dados e informações que importam.



(10) Na competição você é testado, mas é no treinamento que você se desenvolve. Essa é, talvez a questão mais importante, porque existe uma diferença muito grande entre o esporte e a vida profissional. No esporte a maior parte do tempo o atleta está treinando e as competições são eventos pontuais. Na vida profissional a competição é diária. O tempo inteiro estamos enfrentando as tais horas da verdade. É muito comum que o profissional se esqueça que é preciso tirar tempo para treinar. Se preparar para ficar melhor.

Treinar, nesse caso (nessa analogia) significa ler livros, ler revistas técnicas, participar de palestras, cursos, seminários, congressos, conversar com gente inteligente, desenvolver pesquisas, aprofundar estudos.

Um profissional não pode ser puramente utilitarista. Envolver-se apenas em atividades que geram resultados práticos e imediatos. É preciso desenvolver também as questões mais filosóficas e de fundamentos.




ÊNIO PADILHA
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