Notas de "ALIRUBIT"

18/07/2016

COMO SE RELACIONAR COM O SEU PRINCIPAL CONCORRENTE

Airbus e Boing competem acirradamente, todos os dias, no mundo inteiro, pela produção e comercialização de grandes aeronaves.
Agora a Boing completa 100 anos de existência.

Empregados da Airbus (incluindo membros da alta gerência) gravaram um vídeo com uma mensagem para a concorrente.
Dá uma olhada!





Uma tradução livre seria mais ou menos a seguinte:

"ultimamente temos ouvido falar muito sobre a Boing. Sobre o seu 100º aniversário neste ano.
100 anos é muito tempo. Muitos produtos foram feitos nesses anos. Muitos aviões, muita competição dura no mercado de aeronaves. Muita história.

Isso nos deixou (aqui na Airbus) pensando: Nos da Airbus competimos duro com a Boing, dia sim e dia não, brigando por cada pedido. Trabalhando incansavelmente para conectar e proteger pessoas ao redor do mundo, inovando todos os dias, e fazemos tudo isso na competição com a Boing.

O que teríamos a dizer a Boing? O que poderíamos dizer aos nossos concorrentes no momento em que eles completam 100 anos de bons negócios?

Nós, da Airbus achamos que a resposta é óbvia: todas as 150 mil pessoas no grupo Airbus temos apenas uma coisa para dizer a Boing.

UMA COISA:

Parabéns...
Parabéns...
Parabéns...
Feliz aniversário de 100 anos

Parabéns, Boing. Um brinde pelo que vem pela frente. Um brinde por uma concorrência saudável nos próximos 100 anos. Um brinde ao futuro.

De todos nós da Airbus para todos vocês da Boing

Feliz aniversário Boing. E obrigado pela competição que nos torna melhores.

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13/07/2016

ESTUDANTE DE ENGENHARIA PREPARA LIVRO

(Publicado em 13/07/2016)



Ana Luisa Almeida, estudante de Engenharia Química da UFBA está produzindo o livro "O QUE APRENDI NA ENGENHARIA: muito mais do que limites e derivadas, lições de vida" no qual pretende compartilhar os aprendizados de coaching, programação neurolinguistica, empreendedorismo e produtividade que fazem sentido "na sua jornada como ser humano, universitária, futura engenheira (loading...) e por ai vai".

Para isso, lançou-se na empreitada de um crowdfunding para arrecadar R$10.000,00 e imprimir 500 exemplares do livro, de forma independente.

Clique AQUI, conheça o projeto e faça a sua contribuição.

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08/07/2016

CRISE: NÃO É A PRIMEIRA E NÃO SERÁ A ÚLTIMA

(Publicado em 08/07/2016)



Eu queria dizer uma coisa para os jovens (entre 25 a 35 anos) que estão enfrentando sua primeira grande crise econômica no país: não desesperem nem desanimem. O Brasil, acreditem, já enfrentou coisa pior. E nem faz muito tempo.

Eu vou contar aqui como foi (não se impressione com o tamanho do texto) e depois vou dar algumas sugestões de como lidar com as crises econômicas. Não apenas com esta crise. Mas com todas as que ainda estão por vir.




Este artigo foi publicado no TRÊS MINUTOS - Ano 17 - Número 19 de 07/07/2016



Pois bem: no dia 28 de fevereiro de 1986 (uma sexta-feira, há 30 anos) o Brasil acordou em polvorosa. Os bancos não abriram. O presidente José Sarney anunciou um Plano audacioso de Estabilização Econômica, que logo recebeu o nome de "Plano Cruzado" (porque a moeda mudou de nome -- de Cruzeiro para Cruzado -- e perdeu três zeros).

A economia não vinha bem. Havia uma certa instabilidade política. O país recém saíra de um regime militar que durara 20 anos. Eram novos tempos.

Com o plano econômico daquele 28 de fevereiro, os preços, o câmbio e os salários foram congelados, foi instituído o gatilho salarial e a população foi chamada para defender os novos paradigmas econômicos. Surgiram os "Fiscais do Sarney" (pergunte para o seu pai ou sua mãe. Eles vão lembrar dos Fiscais do Sarney).

O plano foi um sucesso! A inflação (que no ano anterior foi de 235%) recuou e os salários ganharam fôlego... parecia que os problemas do Brasil, finalmente, haviam sido resolvidos. Mas a calmaria durou pouco. Depois de alguns meses os produtos desapareceram do mercado. O país passou a enfrentar o desabastecimento e o Plano Cruzado começou a fazer água.

Eu me formei engenheiro (na UFSC) em julho de 1986. Bem no meio disso tudo. Abri meu escritório de Engenharia, em Rio do Sul, exatamente quando o Plano Cruzado estava afundando e o governo Sarney anunciava o Plano Cruzado 2, em novembro (alguns dias depois das eleições, claro). O novo Plano trazia o fim do congelamento e a elevação dos preços das tarifas públicas.

Não deu certo. O Plano Cruzado 2 também foi um fiasco e consolidou fracasso do já combalido Plano Cruzado. Foi então que, no início de 1987, o então ministro da Fazenda, Dilson Funaro (o pai do Plano Cruzado) deixou o governo. Em seu lugar assumiu Luiz Carlos Bresser-Pereira, que lançaria outro plano, que levava seu nome (o Plano Bresser). Mais uma vez tivemos o congelamento de preços e salários (por 90 dias). Mais uma vez não deu certo. Era um plano muito ruim. Muito burro. E que insistia em fundamentos do já fracassado Plano Cruzado.

E assim, naquele ano de 1987, a inflação atingiu 415,87%.

No Brasil daquela época já estava instituída a cultura dos pacotes econômicos. A sociedade (a população, a imprensa e, principalmente, os empresários) ficavam especulando sobre o próximo plano econômico, enquanto isso a economia estagnava. Ninguém investia, ninguém fazia projetos. Os escritórios de Arquitetura e de Engenharia quebravam um atrás do outro. A década perdida estava fechando com chave de ouro.

A inflação de 1988 ultrapassou a barreira dos quatro dígitos: bateu em 1.037,53%. Por isso, em janeiro de 1989 houve uma nova tentativa: foi lançado o "Plano Verão", capitaneado pelo então ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega. Preços foram congelados, o cruzado perdeu três zeros e passou a se chamar Cruzado Novo.

Novamente, deu tudo errado. E a inflação de 1989 chegou a 1.782.85%. Você leu certo! é isso mesmo: 1.782.85% de inflação num único ano!


UMA ESPERANÇA NO HORIZONTE
Mas em 1989 o Brasil estava cheio de esperanças. Haveria uma eleição para presidente da república. Da disputa entre vários candidatos resultou um segundo turno entre Lula e Fernando Collor. Collor levou a melhor e foi eleito. Tomou posse no dia 15 de março de 1990.

Um dia depois da sua posse Fernando Collor de Mello declarou feriado bancário de dois dias e anunciou seu Plano de Estabilização Econômica. Foi um choque! Estabeleceu-se um pânico na sociedade (especialmente aquela parte da sociedade que produzia riquezas para o país).

O Plano Collor foi, sem dúvida, o mais traumático de todos os planos econômicos, pois promoveu o confisco das poupanças e das contas correntes, além do tabelamento dos preços e da extinção de 24 órgãos do governo. A moeda voltou a se chamar Cruzeiro.

A economia doméstica foi dizimada. Da noite para o dia simplesmente não havia mais dinheiro em circulação pois quem tinha dinheiro em banco (conta corrente ou poupança) simplesmente não poderia utilizá-lo. Foi uma coisa triste demais. Gente que tinha, por exemplo, vendido uma casa para comprar um apartamento, ficou, da noite pro dia, sem a casa e sem o apartamento. Simples assim.

Muita gente sofreu. Casamentos se desfizeram, Pessoas ficaram doentes. Outros, no limite, cometeram suicídio. Era uma coisa terrível!

O Plano Collor, não deu certo. Não venceu a inflação, que, em 1990, chegou a 1.476,71%.

Em janeiro de 1991, a ministra da Fazenda, Zélia Cardoso de Mello, anunciava na TV novas medidas econômicas que congelaram preços, salários e serviços. Era o novo plano econômico do governo Collor. O Plano Collor 2.

O fracasso desse novo plano custou o cargo da ministra que deu lugar a Marcílio Marques Moreira (em maio de 1991). O Brasil inteiro entrou em novo compasso de espera. E vieram novos ajustes na economia. A sucessão de medidas de impacto na economia não foram suficientes: a inflação em 1991 baixou, mas ainda estava em absurdos 480,17%.

O governo Collor começou a afundar com denúncias de corrupção e uma oposição ferrenha exercida principalmente pelo PT, que resultou no pedido de impeachment do presidente. Assim, o programa econômico de Marcílio Marques Moreira, que previa a redução drástica da hiperinflação, foi prejudicado e por fim, suspenso.

Collor acabou caindo, no segundo semestre de 1992. Itamar Franco assumiu o governo e nomeou Gustavo Krause Gonçalves Sobrinho para o Ministério da Fazenda. Krause foi substituído depois por Paulo Roberto Haddad, que logo depois foi substituído por Eliseu Resende. O Brasil trocava mais de Ministro da Fazenda do que os brasileiros trocavam de roupa. E cada ministro novo significava um novo pacote de medidas para a economia. Nada funcionava. Era uma coisa horrorosa ser empresário no Brasil daquela época.

A inflação acumulada de 1992 foi de 1158,0%. Não havia esperanças. Só os loucos empreendiam. Só ganhava dinheiro quem conseguia especular no mercado financeiro, ou seja: quem já tinha dinheiro. Os pobres e os pequenos empresários eram os que mais sofriam.

ITAMAR FRANCO E SEU PLANO FHC
Em maio de 1993 Fernando Henrique Cardoso assumiu o ministério da Fazenda. Logo em seguida, novo pacote de medidas em que o Cruzeiro Real (CR$) substitui o Cruzeiro, que perdeu três zeros (isso era muito comum em tempos de inflação exorbitante).

As primeiras medidas contra a inflação do novo ministro não surtiram grandes resultados. A inflação acumulada do ano de 1993 foi de 2.780,6%. O Brasil bateu no fundo do poço!

A virada começou quando, em fevereiro de 1994 foi lançado um novo programa de estabilização econômica, chamado Plano FHC. O plano criava a URV (Unidade Real de Valor), indexador que seria base para uma nova moeda que seria lançada mais tarde.

Ninguém mais tinha esperança. Por isso ninguém deu muita importância para um plano econômico que não foi apresentado de forma espetacular. Não houve choque econômico, nem congelamento de preços, nem feriado bancário nem surpresas de nenhuma natureza. Haveria apenas uma transição na qual a sociedade haveria de se reacostumar com preços ancorados e redescobrir o real valor das coisas, até estar pronta para a entrada em cena da tal nova moeda (cuja transição seria, também, sem sobressaltos).

O universo inflacionário no qual o Brasil vivia era insano. Havíamos perdido a noção do valor dos produtos. Com a entrada em cena da URV conseguimos perceber que alguns produtos tinham preços que eram simplesmente absurdos. Uma calça jeans, por exemplo, poderia ter o preço de uma TV das grandes. Um cafezinho poderia custar o preço de um corte de cabelo. Um jantar poderia custar o preço de um equipamento de som. Vivíamos em um mundo sem referências.

A nova moeda, o Real, entrou em circulação em julho de 1994, mantendo a paridade de 1 pra 1 com a URV, o que tornou o processo muito transparente e tranquilo. Com o Real, o país finalmente passou a ter crescimento sem inflação.

ENFIM, NOVOS TEMPOS
Com uma moeda forte e com a inflação finalmente sob controle, o Brasil passou a viver um tempo de estabilidade econômica e de prosperidade. A segunda metade da década de 1990 foi marcada pelo desenvolvimento das empresas e pela introdução de novas tecnologias de produção, que levou alguns escritórios de Arquitetura e de Engenharia a experimentar algumas turbulência (leia mais a respeito disso no artigo A DÉCADA EM QUE ESTÁVAMOS PERDIDOS que eu escrevi em 2013). Essas turbulências levaram muita gente a achar (equivocadamente) que a tal crise da década de 1980 ainda não havia acabado.


Mas o Brasil havia vencido a crise, definitivamente. E, no início dos anos 2000 todos os índices econômicos navegavam em mar de almirante. Essa estabilidade só foi quebrada em 2002 com a crescente possibilidade de o PT vencer as eleições. Os mercados, ficaram apreensivos e houve uma forte valorização do dólar e até mesmo algum avanço da inflação. Tudo voltou ao normal logo depois da eleição, quando se viu que Lula manteria os principais pilares da economia estabelecidos no governo anterior. No primeiro governo do presidente Lula a economia do Brasil continuou sua viagem em mar de almirante e céu de brigadeiro.

TEMPESTADE NO HORIZONTE
Se Lula teve um governo repleto de crises políticas (especialmente por conta do processo do chamado Mensalão), pelo menos restava-lhe o desempenho da economia. A política ia mal, mas a economia ia bem. No fim o resultado foi bom e Lula conseguiu eleger seu sucessor: Dilma Roussef

No início dos anos 2000, enquanto usufruia de uma economia em ordem e de uma moeda forte, o presidente Lula e seus aliados não cansavam de reclamar da "herança maldita" deixada pelo governo anterior. Dilma Roussef não teve a mesma sorte. Infelizmente (para ela) o seu antecessor não foi Fernando Henrique Cardoso. Ela teria de lidar com a herança deixada por Lula. A herança econômica era ruim, mas a herança política era ainda pior: uma bomba relógio. Uma bomba atômica!

Enfim... deu no que deu. Os números falam por si: (a) o Brasil está mergulhado numa recessão profunda; (b) o rombo nas contas públicas passa dos 70 bilhões (isto é quase dez vezes o que o governo brasileiro gastou com a Copa do mundo); (c) A taxa de juros está acima de 14%; (d) o Brasil teve sua avaliação rebaixada sistematicamente por diversas agências de risco internacionais (está com o nome no Serasa internacional) e (e) o número mais cruel de todos: 11 milhões de desempregados no país!

RESUMINDO: o Brasil enfrenta hoje uma crise quase do tamanho da que enfrentamos na década de 1980.

Muitos jovens não sabem como lidar com isso. Muitos dos veteranos já esqueceram como foi lidar com aquilo (alguns, inclusive, tentaram, durante muitos anos, apagar da memória aqueles anos horrorosos!).

Mas é importante tentar lembrar o que aprendemos naquela crise e que podemos utilizar na travessia da atual?


A melhor coisa a se fazer, em relação a uma crise econômica, é não ser atingido por ela. O problema é que isso não pode ser feito se a crise já está esmurrando a sua porta. Aí já é tarde demais. É importante não deixar a crise chegar nem perto da sua porta. Isso é uma coisa que se faz, principalmente, em tempos de vacas gordas, através da adoção de estratégias de crescimento, estabilidade e segurança (formação profissional, aperfeiçoamento técnico, domínio de técnicas de administração, crescimento profissional, etc, etc, etc).

Observe que em todas as crises econômicas, e em todos os segmentos, existem aquelas empresas que ou não são atingidas pela crise, que sofrem menos o impacto de sua onda de maldades ou ainda que demoram muito mais do que outras até sofrer alguma consequência da crise. Essas empresas são justamente aquelas que estão melhor posicionadas. As que possuem diferenciais competitivos. São aquelas que estão disputando o campeonato da primeira divisão, como eu falei neste artigo AQUI (vale a pena ler). São as empresas mais criativas e com mais recursos (desenvolvidos ou cultivados durante os tempos bons) e que conseguem encontrar oportunidades na crise (e algumas vezes até se beneficiam dela)

Mas, e se a crise já entrou e já abraçou todo mundo? E se a crise já está na sala e você já está sentindo os seus efeitos? o que fazer?

Duas coisas: primeiro, NÃO SUBESTIME A CRISE. A gente tem, muitas vezes, a esperança de que a coisa vai passar. Que é só uma marolinha. Que não vai fazer estrago considerável. E, no fim, transformamos essa esperança em crença. E acreditamos que está tudo bem.

Não faça isso! Acredite na crise. Se ela já chegou ou se ela já está rondando a casa, fique atento. Comece a fazer ajustes, cortes, adaptações. E comece a tomar cuidados. Coloque em ação o seu plano de contingência (O que? você não tem um plano de contingência? Não tem um "Plano B"? Hmmmm.... Bom, já vamos falar nisso, daqui a pouco).

Segundo, durante a crise, além de sobreviver, você precisa se preparar para emergir. Fique certo de que, durante a crise muitos dos seus concorrentes desaparecerão. Quando a crise passar (crises sempre passam) o mercado estará à disposição dos sobreviventes que estiverem melhor preparados. Portanto, estude, leia os livros que estavam atrasados, faça cursos, leia aqueles artigos nas revistas técnicas que você assina e que estão empilhadas na estande... não desperdice o período da crise apenas com lamentações e queixas. Plante. Cultive seus recursos valiosos. Prepare-se para o que vier depois da crise.

Aproveite o tempo para organizar os processos produtivos, para reescrever os modelos de propostas comerciais, os modelos de contratos. Aproveite para atualizar o cadastro de clientes, fornecedores e parceiros. Reorganize e coloque em dia os controles financeiros, Organize treinamentos para a sua equipe, faça uma lista de tarefas atrasadas, reforme ou reorganize os depósitos, coloque a biblioteca em ordem, enfim... prepare-se para quando chegar o tempo das vacas gordas.

Quando as coisas melhorarem, inclua um objetivo nos seu planejamento estratégico: distanciar-se o máximo possível da zona de risco da próxima crise econômica (a próxima crise econômica é uma certeza. Não é uma questão de "se" e sim uma questão de "quando").

Faça reservas de contingência. E tente desenvolver diferenciais competitivos. São eles que levam seu escritório para longe da zona do epicentro da próxima crise econômica. Se a crise não for muito forte, é provável que o seu escritório nem chegue a ser atingido. Se for muito violenta, pelo menos vai demorar mais tempo até que a tempestade o alcance. E, mesmo que ela seja devastadora... com um bom plano de contingência, o seu escritório será, ainda assim, um dos sobreviventes.

E, no fim das contas, o mundo é dos sobreviventes.

Boa sorte.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




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---Artigo2016 ---Administração ---Crise

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06/07/2016

A HISTÓRIA DE UM VENCEDOR NO ESPORTE E NA VIDA

JOSÉ MARIA NUNES



Se hoje, perto de completar 70 anos, José Maria Nunes ainda fosse o Zeca, morasse num barraco simples, numa fazenda qualquer no interior de Santa Catarina e vivesse com os parcos recursos de uma aposentadoria minguada, enfrentando as dificuldades do analfabetismo e da pobreza absoluta... ele estaria apenas cumprindo o seu destino natural.

Mas ele mudou seu destino aos 18 anos, quando descobriu e foi descoberto pelo atletismo, em pleno Exército Brasileiro. Era então analfabeto e miserável.

As transformações na sua vida foram muitas e importantes. Mas elas não caíram do céu, não foram fáceis nem rápidas e nem foram apenas para ele. As vitórias pessoais de José Maria Nunes foram combustível para transformações na vida de muita gente.

O atleta campeão, o professor renomado e o profissional reverenciado que ele é hoje foi forjado em centenas de batalhas com todos os ingredientes de uma história brasileira, que combina sorte, azar, fama, brigas, política, dinheiro, família, mudanças de cidades e de trabalhos, adversários fortes, amigos importantes, fãs apaixonados, muito talento, muita disciplina… e muita luta.

Mas o que essa história tem de mais extraordinária, além do imenso talento de atleta campeão é a espetacular capacidade de se adaptar, de enfrentar e vencer desafios pessoais, conquistando centenas de medalhas e troféus, uma legião de fãs e seguidores, obtendo conhecimentos e diplomas universitários, conquistando posições de comando e liderança e, finalmente, o respeito de todos os que o conhecem e com ele convivem.

Tudo isso é a receita perfeita para um livro que certamente despertará o interesse de muitos leitores de Santa Catarina e do Brasil. Leitores que, nos anos 1970, não sabiam de onde tinha surgido aquele fenômeno que assombrou as pistas de atletismo. Leitores que hoje se perguntam: o que foi feito dele? O que ele fez, depois que parou de correr? E de muitos outros leitores que conhecerem o Professor Nunes depois de 1990 e que, talvez nem saibam que ele foi um grande campeão no atletismo.

Uma busca feita na internet em outubro de 2015 com o nome “José Maria Nunes” resultava (acredite!) nenhuma página com referências a este que ainda é o atleta vencedor do maior número de medalhas de ouro (atletismo masculino) dos Jogos Abertos de Santa Catarina, a competição mais importante do estado. Durante mais de uma década (de 1968 até 1982) José Maria Nunes imperou absoluto nas pistas e nas corridas de rua. Depois de encerrar a sua carreira de atleta e treinador de atletismo, seguiu sua trajetória de professor, tendo importante participação na implantação do IFTSC, unidade de Jaraguá do Sul. Mais tarde, já aposentado, continuou trabalhando na sua formação em Quiropraxia, com milhares de clientes na sua cidade (Jaraguá do Sul) e no estado de Santa Catarina.

Existe, portanto, uma legião de ex-alunos das escolas técnicas nas quais ele atuou, como professor e diretor, de pacientes da sua clínica de Quiropraxia e de pessoas que o conhecem de outros trabalhos sociais, e que não fazem ideia de que estão tratando de um campeão brasileiro e multi campeão de Santa Catarina. Além disso, não fazem ideia de que ele, aos 19 anos era analfabeto e aos 29 anos estava formado em um curso superior -- Educação Física (e que, depois disso, concluiu outros dois cursos superiores: Pedagogia e Administração Escolar e uma pós graduação em Educação Física).

Por essas razões entendemos que a história de José Maria Nunes, um vencedor, no esporte e na vida, merece ser contada. Merece ser conhecida de todos os catarinenses e brasileiros.

No que depender de mim, essa história será bem contada!

ÊNIO PADILHA
Engenheiro, professor, autor e ex-atleta (atletismo - 1975 a 1984)

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05/07/2016

JOSÉ MARIA NUNES - LANÇAMENTO EM FLORIANÓPOLIS

A música Victory, do grupo Two Steps From Hell parece ser a trilha perfeita para este breve vídeo de divulgação para o livro "JOSÉ MARIA NUNES - a história de um vencedor no esporte e na vida" cujo lançamento em Florianópolis acontecerá nesta quinta-feira, 7 de julho de 2016, no auditório do IEE - Instituto Estadual de Educação.
Atletas, ex-atletas, jornalistas, professores e fãs de atletismo estão convidados.





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20/06/2016

VISITA À OBRA (com o arquiteto Jean Tosetto)

Antes da concretagem das estacas que compõem as fundações de uma construção, é importante fazer a conferência de suas posições com o auxílio do gabarito no canteiro de obra.





Assista o vídeo. Vale a pena.

03/06/2016

CARTA AOS PARENTES E AMIGOS

(Publicado em 8/02/2013)



O texto abaixo é uma sugestão de carta que os Arquitetos e Engenheiros devem escrever e enviar para todos os parentes e melhores amigos para que não haja nenhuma dúvida sobre como serão os negócios entre eles. Dá uma olhada:



"QUERIDOS PARENTES E AMIGOS
Amo vocês, de coração. E agradeço muito pelo apoio e pela torcida de vocês para que eu me formasse arquiteto (engenheiro). Valeu demais.

Mas, gostaria de lembrar a todos que Arquitetura (Engenharia) não é apenas uma atividade humana interessante, cheia de criatividade, energia e desafios.
Arquitetura (Engenharia) é, antes de tudo, um negócio. O meu negócio.

Arquitetura (Engenharia) é o trabalho que eu escolhi para ganhar a vida, crescer, progredir e vencer.

Por isto, neste meu negócio, decidi estabelecer a seguinte regra: PARENTES E AMIGOS PAGAM 20% A MAIS PELOS MEUS SERVIÇOS.

Esta regra tem algumas explicações e justificativas. Aqui vão elas:

1) Parentes e amigos merecem, sempre, um atendimento especial e diferenciado. Não existe essa conversa de que TODOS OS CLIENTES SÃO IGUAIS. Alguns são, definitivamente, mais iguais do que outros. Não tem como fingir que é um trabalho qualquer feito para um cliente comum. Um parente não é um cliente comum. É alguém especial. Em projetos feitos para parentes ou amigos, o erro (por menor que seja) não é uma opção. Tudo precisa ser feito, refeito, conferido e reanalisado para garantir a qualidade total e absoluta. Isso é bom para o parente. Mas é uma dificuldade extra para o arquiteto (engenheiro). Se a dificuldade é maior, nada mais justo do que uma remuneração maior, concordam?

2) Parentes e amigos são, em geral, mais folgados. Isto se dá por conta da proximidade e da intimidade compartilhada. Um parente fica muito mais à vontade para pedir algo além da conta, ultrapassando, algumas vezes, até mesmo a linha do bom senso;

3) Em decorrência do já exposto no item acima, os parentes e amigos também são mais propensos a reclamar com facilidade (e veemência) de qualquer problema. Se fosse um cliente comum eu poderia discutir, brigar, dizer umas verdades, endurecer o jogo. Porém, quando é parente ou amigo é preciso relevar, ter mais paciência, para não aumentar problemas e gerar desconfortos nas festas de Natal, Ano Novo, Páscoa, Aniversários e outros churrascos;

4) O parente (ou amigo) tem mais liberdades comigo. Certamente tem meus contatos pessoais. Vai ligar fora de hora, para falar de um assunto pessoal qualquer e, no meio da conversa vai começar a falar do projeto ou da obra em andamento. Não tem como evitar. Quando eu me der conta já estarei trabalhando, em pleno domingo de manhã.

5) Por último mas não menos importante, os amigos e os parentes são, naturalmente, as pessoas que têm mais interesse no meu progresso. Querem que eu progrida profissionalmente e fique rico logo. Portanto, é natural que eles tenham a disposição e o desejo de me ajudar a alcançar esses objetivos o mais rápido possível.
Se alguém pode me ajudar a crescer como Arquiteto (engenheiro), certamente são meus parentes e amigos. Para pedir descontos eu já tenho todos os outros clientes (os que não são meus parentes, nem meus amigos e, portanto, sentem-se mais à vontade para tentar arrancar a minha pele).

IMPORTANTE: Meus pais, meus irmãos e meus filhos estão isentos desta regra. Para eles é tudo, do bom, do melhor, de graça e para sempre! (porque a recíproca sempre foi e será verdadeira)" (coloque aqui o seu nome e assinatura)



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2016 ---Administração ---Financeira

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19/05/2016

DISCURSO NO LANÇAMENTO DO LIVRO

(Publicado em 19/05/2016)



Transcrevo, abaixo, a integra do meu discurso de 10 minutos ontem, na cerimônia de lançamento do livro JOSÉ MARIA NUNES - a história de um vencedor no esporte e na vida



"Eu hoje estou realizando um sonho. Quem me conhece sabe disso. Eu escrevo profissionalmente (publico o que eu escrevo) há mais de 30 anos. Já tenho nove livros publicados. Este é o décimo. Mas eu sempre quis escrever uma biografia. Eu sempre quis escrever biografias. Histórias de pessoas ou de instituições. E sempre quis, especificamente, escrever a biografia do José Maria Nunes. Há, pelo menos, uns quinze anos que eu tenho dito isto a ele, sempre. Portanto, hoje eu estou realizando um sonho. Um sonho que eu sempre considerei muito importante.

E quando você realiza um sonho importante, como está acontecendo hoje, você tem de se perguntar "a quem eu devo isto? Quem me trouxe até aqui? Quem contribuiu para que eu pudesse estar aqui hoje comemorando essa coisa tão bacana?"

Vou enumerar. Me permitam. Vou começar com a minha família. A Áurea e a Ana Clara que estão presentes, a Maria Helena, que não está presente, mas que participou de tudo isso... agradecer por tudo, pela vida toda de comprometimentos e contribuições. Mas agradecer pelo carinho e pela compreensão, nesse episódio de produção deste livro. Especialmente nos últimos 5 meses, que eu fiquei meio que irreconhecível. Eu não tinha cabeça pra qualquer outra coisa. Eu não falava em outra coisa. Elas, coitadas, eram obrigadas a ler todas as coisas que eu escrevia, porque eu tinha de contar pra alguém cada nova descoberta, cada novidade que aparecia da garimpagem de informações.

Foi uma experiência muito rica a produção desse livro mas contou com a contribuição importantíssima das três. Áurea, Ana Clara, Maria Helena, beijo pra vocês.

Outras pessoas que eu preciso agradecer, porque foram fundamentais nesse processo, são as pessoas com as quais eu entrei em contato, durante a produção do livro. Pessoas que eu entrevistei, que me prestaram informações, algumas dessas pessoas abriram seus corações, contaram histórias, remexeram em arquivos físicos (as caixas de documentos e fotografias antigas) mas também nos seus arquivos emocionais. Tiveram que retornar a histórias, algumas que talvez até nem quisessem mais lembrar, mas fizeram esse esforço e eu tenho de agradecer muito, pela consideração e pelo fato de que essas pessoas perceberam a importância do trabalho que estava sendo feito e me ajudaram muito, muito muito.

Pessoas em situação muito confortável que poderiam perfeitamente ter ignorado os meus pedidos e não ter dado importância ao processo, interromperam suas atividades para me atender. Teve gente que, depois de ser entrevistado, foi procurado muitas outras vezes, para confirmar detalhes ou fornecer novas informações e, ainda assim, mantiveram a boa vontade. (Eu não vou citar nomes pra não ser injusto em caso de esquecimento de alguém, porque todos, sem exceção, foram muito atenciosos).

Quero agradecer também ao IFSC - Campus de Jaraguá do Sul, por nos permitir fazer o primeiro lançamento deste livro numa solenidade tão importante. Na abertura das comemorações dos 22 anos da escola, com a presença dessa Orquestra Sinfônica tão bacana, tão bonita, com um público maravilhoso. Isso é um presente que a escola está dando pra gente e nós agradecemos muito por isso.

Outro importante agradecimento é ao próprio José Maria Nunes. Quando eu fui convidado/designado para escrever o livro eu deixei algumas coisas estabelecidas. Ele não teria direito a interferir no que eu fosse escrever. Eu poderia escrever o que eu quisesse, da maneira que eu quisesse com a abordagem que eu entendesse ser a mais apropriada. Ele poderia, no máximo, vetar alguma coisa. Jamais acrescentar alguma coisa ou impor qualquer tipo de abordagem.

É importante dizer, aqui, que ele, em nenhum momento, pediu ou sugeriu qualquer mudança no texto original. Foi tudo muito tranquilo quanto a isso.
Logo que começaram as entrevistas ele já deve ter percebido "como é que a banda iria tocar". Foram 37 horas de entrevistas gravadas em vídeo (só com o José Maria Nunes) para se construir a história de base, a cronologia dos fatos.
Depois disso veio a pesquisa de documentos, depoimentos de outras pessoas, registros de revistas, jornais, amigos, conhecidos e por aí a fora.

O Nunes, com certeza, quando a gente iniciou o processo, ele não tinha uma noção clara do que seria aquilo nem do nível de profundidade que a coisa iria alcançar. Ele não tinha ideia de como ele teria de remexer nos seus arquivos (físicos e emocionais), de como ele teria de desenterrar histórias antigas. espremer a memória, lembrar os nomes de quem poderia confirmar as datas ou os fatos...

Algumas vezes a mesma história surgia novamente, com muito mais luzes, por conta de algum detalhe recém descoberto (ou desencavado em algum arquivo ou na informação fornecida por algum entrevistado) e isto ia tornando a descrição cada vez mais rica.

É necessário agradecer ao Nunes pelo esforço que ele fez nesse processo todo, para que a pesquisa caminhasse no ritmo necessário. E agradecer, sobretudo, a confiança que ele teve em mim. Por me permitir escrever. E me permitir escrever da forma como eu pude escrever.

Essa confiança que o Nunes teve em mim, eu recebi também da família dele. E quero agradecer aqui, publicamente. O João, o Tião, a Helena as outras irmãs e irmãos, a mãe dele. Eu percebi, eu senti uma confiança imensa no meu trabalho. Eu sentia neles uma certeza de que eu estava fazendo o melhor que podia ser feito para que a história fosse bem contada. Em momento algum nenhum deles fez qualquer comentário que denotasse qualquer nível de dúvida sobre o que estava sendo pesquisado e escrito. E é importante dizer que eu estava contando a história deles também. Seria, portanto, aceitável e razoável qualquer nível de preocupação nesse sentido. A eles o que eu tenho a dizer é "muito obrigado pela confiança. Foi muito importante."

Agora vamos ao livro. Eu sempre achei a história do Nunes uma história espetacular. Uma história fantástica! Uma história que merecia ser contada. Mais do que isso. Eu achava que a história merecia ser bem contada. Porque o Nunes tem múltiplas histórias. Muita gente conhece o Nunes atleta. Muita gente conhece o Nunes professor, muita gente conhece o Nunes da política, outros só o conheceram agora, nas atividades na área da saúde. Muito pouca gente conhece a história toda. Pra conseguir entender as razões que o levaram a tomar essa ou aquela decisão. A assumir este ou aquele comportamento em determinadas circunstâncias.

Alguns atletas, que foram contemporâneos do Nunes, que dividiam a pista com ele, disputando os troféus e as medalhas, muitas vezes não sabiam (e não sabem até hoje) qual é a história por trás daquele atleta campeão. As pessoas que trabalharam até recentemente com ele, na área da educação e que hoje se relacionam com ele, na área da saúde, algumas vezes nem sabem que ele foi um grande campeão. E, quando sabem, não dimensionam corretamente o que isso significa.

A história dele é muito rica. Uma história com muitas revoluções. E a maioria dessas revoluções (e isso, talvez, seja a coisa que mais me fascina) são revoluções pela educação. Ele realmente acredita na educação. Ele é a prova viva de que a educação faz a diferença. Ele conseguiu, de fato, resgatar uma família. Mas muito mais do que isso. Temos aqui, nesse auditório algumas testemunhas (eu sou uma dessas testemunhas) de quantas outras pessoas foram resgatadas e tão ajudadas quanto os seus próprios familiares. No livro eu conto, em duas páginas, o meu caso. De como ele me acolheu na casa dele, num momento em que eu não tinha nenhum valor para ele como atleta ou como o que quer que fosse. Ele não tinha nada a ganhar comigo, naquele momento. Mas me ajudou mesmo assim.

Mais tarde eu vim a descobrir que ele fazia isso sempre, com muita gente. Na minha pesquisa eu descobri inúmeras pessoas que ele levou para morar na casa dele, em momentos de dificuldades. Ele ajudou, ele arrumou casa, ele arrumou emprego, ele ajeitou a vida... centenas de pessoas. Ele tem uma generosidade absurda! Uma vontade de contribuir enorme.

As vezes, pelo ímpeto com que ele se lança aos seus desafios ele pode não ter sido bem compreendido. Mas eu tive a felicidade de perceber, durante as conversas com alguns dos entrevistados que, ao tomarem conhecimento de outros fatos ou tendo sido informados de forma mais clara das circunstâncias em que determinadas coisas aconteceram, buscaram fazer uma reflexão ou fazer uma revisão sobre os pontos de vistas já cristalizados. Achei isso muito bacana.

Muita gente (viu, Nunes?), nesses últimos dois ou três dias, entraram em contato comigo, porque não poderiam estar aqui hoje. Eles diziam, "por favor, diga pro Nunes que, se eu pudesse estaria lá. Diz pra ele que não foi por falta de vontade ou de interesse..." ou seja, essas pessoas queriam mesmo estar aqui hoje. Infelizmente, não foi possível para todos. Mas, certamente haverá outras oportunidades. Pessoas como o Paulo Cesar Zimmer, o Otmar Lothar Welsch, que tiveram passagens marcantes na carreira do Nunes, como atletas, como professores, como treinadores de atletismo e assim, muitas outras pessoas.

Mas nós valorizamos muito as pessoas que puderam estar aqui hoje. Que saÍram do conforto de suas casas e vieram prestigiar esse evento. Agradecemos muito.

Eu espero que vocês gostem do livro. Tenham certeza de que o livro foi escrito com muita paixão, com muita vontade de fazer um texto limpo, certeiro e que, efetivamente contasse a história toda e que contasse cada uma das etapas, cada uma das transformações pelas quais ele passou bem como as consequências que essas transformações tiveram pra ele e para todas as pessoas que tiveram (e têm, ainda) o privilégio de conviver com ele e de usufruir dessa generosidade que ele dispensa ao mundo inteiro.

Muito obrigado"



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2016 ---Administração ---Financeira

22/04/2016

ORDEM DOS ENGENHEIROS DE PORTUGAL TEM NOVO BASTONÁRIO

(Publicado em 22/04/2016)



Carlos Mineiro Aires foi eleito Bastonário da Ordem dos Engenheiros para o triénio 2016-2019.
Mineiro Aires, candidato pela Lista A, venceu com 71,7 por cento dos votos, já Paulo Bispo Vargas, candidato da Lista B, somou 25,4 por cento dos votos. A tomada de posse oficial será no dia 9 de maio.

A acompanhar o novo Bastonário estão Carlos Loureiro e Fernando Almeida Santos, na qualidade de vice-presidentes nacionais.

Também nas Regiões a vitória pertenceu à Lista A. A Região Norte da Ordem dos Engenheiros elegeu para presidente Joaquim Poças Martins. No centro do país foi eleito Armando da Silva Afonso, enquanto os engenheiros do Sul votaram em António Laranjo da Silva.
Os presidentes eleitos na Madeira e nos Açores são, respetivamente, Pedro Jardim Fernandes e Paulo Botelho Moniz.

A Assembleia de Representantes é presidida por Fernando Santo, bastonário da Ordem entre 2004 e 2010, e candidato ao cargo pela mesma Lista.

A Ordem dos Engenheiros apurou 6.333 votos, dos quais mais de 90 por cento foram exercidos por votação eletrónica, seguidos dos votos presenciais e só depois a votação por correspondência.



Para obter mais informações visite www.ordemengenheiros.pt




Colaboração do colega Guilherme Buest, de Portugal.

14/01/2016

ENGENHEIROS E ARQUITETOS DEVERIAM SABER FAZER CONTAS.

(Publicado em 14/01/2016)



Tenho visto muitas manifestações nas redes sociais (no Facebook, principalmente) criticando os investimentos públicos no Carnaval do Rio de Janeiro, num período em que a Saúde padece de importantes dificuldades financeiras.

Compreendo a indignação quando à falta de investimento de recursos na saúde. É uma coisa grave. Mas relacionar uma coisa com a outra NÃO É INTELIGENTE. É coisa de quem não pensa direito (e os colegas engenheiros e arquitetos, depois de tantas aulas de matemática e física, deveriam ter desenvolvido uma boa dose de raciocínio lógico e pensamento organizado).

A primeira pergunta que a pessoa deveria fazer antes de publicar ou compartilhar um post do tipo "TEM DINHEIRO PARA O CARNAVAL MAS NÃO TEM DINHEIRO PARA OS HOSPITAIS" é "Quanto dinheiro a prefeitura do Rio de Janeiro investiu ou irá investir no Carnaval de 2016?"

Bom, até onde eu sei, o investimento alcança valores da ordem de R$ 60 milhões. Esse dinheiro é distribuído entre as escolas do grupo especial e do grupo de acesso, alguns blocos, shows, bailes, estrutura de rua, como decoração, banheiros químicos, chuveiros, energia elétrica, além de impressos, e pessoal extra). Se alguém tiver, de fonte segura, números diferentes, por favor, me esclareça.

E de quanto dinheiro estamos falando quando o assunto são os hospitais públicos do Rio de Janeiro?

Até onde eu sei, o orçamento proposto para a saúde, no Rio de Janeiro, para 2016 é de R$ 79 bilhões (SETENTA E NOVE BILHÕES!). Se descontarmos aí todo o exagero possível e o provável não cumprimento do orçamento proposto (vamos supor que haja um rombo de absurdos 25%) teremos R$ 60 bilhões.

Nesse caso, o investimento no Carnaval corresponde a 0,1% (confere aí, colega? UM MILÉSIMO!)

Além disso, nossos colegas indignados do Facebook não estão considerando que o Carnaval é uma máquina de fazer o Rio de Janeiro ganhar dinheiro. É, provavelmente, o evento mais lucrativo do ano na cidade, todos os anos.

E de quanto dinheiro estamos falando? Até onde eu sei (de ler notícias nos sites de informação) é coisa de 3 bilhões. Dinheiro que entra nos hotéis, nos restaurantes, nas lanchonetes, nos bares, nos clubes, nas agências de viagem, nos transportes coletivos, etc. gerando emprego e renda para muita gente e mais investimentos na cidade ao longo do ano (depois do carnaval)

Portanto, Carnaval é um bom negócio para a cidade. Deixar de fazer o carnaval para investir na saúde seria uma péssima escolha. Com um milésimo a mais de recursos a saúde não sairia de onde está. E a cidade perderia milhares de vantagens e investimentos.

Gostar ou não gostar do carnaval é direito de cada um. Mas não admitir que, no caso específico do Rio de Janeiro, ele é uma coisa boa, não faz sentido.

Colega engenheiro ou arquiteto. Quando o assunto envolve dinheiro e investimentos públicos, cuidado. Não siga a multidão. Pegue uma calculadora antes de sair por aí compartilhando bobagens.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2016 ---Facebook

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