Notas de "ALIRUBIT"

28/04/2015

RECORD MUNDIAL DO CUBO MÁGICO

No sábado (25/04/2015) Collin Burns, um jovem americano, quebrou o recorde mundial que pertencia a ao holandês Mats Valks desde 2013 (5,55s) de resolução do Cubo Mágico, durante uma competição escolar. Ele resolveu um cubo mágico tradicional, com dimensões de 3x3x3, em apenas 5,25 segundos. A façanha foi realizada no estado da Pennsylvania, Estados Unidos.

A nova marca foi estabelecida em uma competição oficial da Associação Mundial de Cubo Mágico, com um cubo embaralhado por um árbitro da organização. A entidade confirmou que este é o novo recorde mundial.

Veja o vídeo, abaixo





Um robô feito com Lego conseguiu o mesmo feito em 3,253 segundos, em 2014. Estamos chegando lá.

Comentários?

21/04/2015

HOMENAGEM AOS AMIGOS BRASILIENSES


ALBERTO RUY
albertofoco@gmail.com





ALBERTO RUY é fotografo profissional desde 1999. Trabalhou e trabalha com orgãos públicos, autarquias, agencias de noticias e de publicidade. Faz fotos institucionais, sociais, fotojornalismo e da natureza.

Além de excepcional profissional da fotografia, Alberto Ruy é ex-jogador profissional de futebol (foi goleiro do São Paulo Futebol Clube) e hoje é um Tri-Atleta, preparando-se para o Ironman 2015, em Florianópolis.



PALÁCIO DO PLANALTO - BRASÍLIA-DF
(01/10) 14/08/2014



TORRE DE TV - BRASÍLIA-DF
02/10) 21/08/2014



CATEDRAL METROPOLITANA DE BRÁSILIA - BRASÍLIA-DF
(03/10) 28/08/2014



PONTE JK - BRASÍLIA-DF
(04/10) 04/09/2014



TORRE DE TV DIGITAL - BRASÍLIA-DF
(05/10) 11/09/2014



PALÁCIO ITAMARATY - BRASÍLIA-DF
(06/10) 18/09/2014



CANDANGOS - BRASÍLIA-DF
(07/10)25/09/2014



PALÁCIO DO PLANALTO - BRASÍLIA-DF
(08/10) 02/10/2014



PRAÇA DOS CRISTAIS - BRASÍLIA-DF
(09/10) 09/10/2014



ESTÁDIO MANÉ GARRINCHA - BRASÍLIA-DF
(10/10) 16/10/2014


15/04/2015

OS CONGRESSOS VIRTUAIS

(Publicado em 15/04/2015)



Em 1996 eu dirigia o meu escritório de Engenharia Elétrica em Jaraguá do Sul-SC e estava envolvido numa negociação de um projeto elétrico para um edifício grande a ser construído na cidade. O cliente, uma importante construtora da região, tinha um negociador duro cujo objetivo, evidentemente, era baixar o meu preço de qualquer maneira.

Esgotada a "série básica" de argumentos ele começou a tentar me convencer de que fazer aquele projeto (importante) seria muito bom para o marketing da minha empresa e que a divulgação obtida deveria ser entendida como parte do meu pagamento.

Respondi: entendo perfeitamente seu ponto de vista. Mas, infelizmente, essa sua proposta chega com dez anos de atraso.
— Como assim? Por que “dez anos”?, perguntou ele.
— Porque há dez anos eu estava abrindo meu escritório. Eu era um desconhecido e meu escritório não tinha nenhum cliente. Em 1986 uma proposta como essa seria muito bem vinda e eu, certamente teria de considerar.
— Sim, entendo, retrucou ele, mas publicidade nunca é demais. Ou você acha que pode dispensar a visibilidade positiva que uma obra deste porte pode lhe dar?
— Sr. Osmar, de fato, publicidade nunca é demais. Porém, haveria alguma coisa muito errada comigo e com a minha empresa se, depois de 10 anos de atividade, eu ainda estivesse aceitando trabalhar em troca de publicidade para o meu trabalho, o senhor não acha? Essa fase já passou. Foram os primeiros dois ou três anos da empresa. Agora já construímos uma certa reputação e podemos trabalhar por dinheiro. Que tal?

Corta para 2015. Fui convidado para participar de um CONGRESSO VIRTUAL DE ENGENHARIA, tipo de evento que está virando uma febre na internet. Já participei de um desses congressos no ano passado. Acho a ideia muito bacana.

Nesse tipo de evento o palestrante prepara o conteúdo da palestra, grava um vídeo exclusivo, no qual recomenda-se não fazer divulgação de nenhum produto do autor. O vídeo é então entregue ao coordenador do evento que o inclui na programação do congresso e a transmissão é feita, na data estabelecida para a audiência de interessados (inscritos no congresso). No caso desse congresso virtual (e de outros que eu sei) não existe pagamento de honorários para o palestrante.

Até aí, tudo bem, estava considerando aceitável despender meu tempo para produzir o vídeo e disponibilizar o conteúdo para o público do congresso tendo como contrapartida a divulgação do meu trabalho.

O problema apareceu quando chegou no meu e-mail o TERMO DE CESSÃO DE DIREITOS que eu teria de assinar para participar DE GRAÇA no tal Congresso: pelos termos do documento o autor teria de ceder, de forma gratuita (além da palestra), "o direito de uso do nome, imagem e voz, conjunta ou separadamente, bem como os direitos sobre o conteúdo, que poderá ser reproduzido em texto ou quaisquer outras formas, captadas durante encontros, entrevistas ou similares concedidas ao evento ou seus substabelecidos representantes, para criação de aulas e cursos educativos ou similares, com ou sem fins lucrativos, com divulgação por internet e quaisquer outros meios, a exemplo de DVD, Blu-Ray, bem assim quaisquer outros formatos de mídias e veículos de comunicação, impressas ou eletrônicas, que existam ou que venham a existir, incluindo-se marketing e publicidade, e por números indeterminados de vezes”.

Minha primeira reação foi, “o quê?” “que brincadeira é essa?” Pensei comigo, “o cara recebeu isso do Departamento Jurídico e nem leu direito. Simplesmente repassou sem se dar conta do absurdo que está propondo”.

Na verdade, esses congressos costumam ter uma série de produtos (CDs, DVDs e outras publicações) associados à eles, utilizando os conteúdos apresentados no evento e que são vendidos aos participantes depois que o evento termina. Essa é, no fim das contas, a principal fonte de receita desses congressos.

Não há nada de errado nisso, exceto o fato de que, nesse processo, existe uma apropriação, por parte dos donos do evento, do conteúdo produzido pelos palestrantes. No meu entender, isso já é outro negócio. Deve haver outro contrato para esses produtos.

Então resolvi preparar um Termo de Cessão mais razoável e mandei pra ele, reforçando meu interesse em participar do evento, mas deixando claro que os termos propostos são completamente fora de propósito.

Surpresa: o próprio coordenador do evento entrou em contato comigo (pelo skype) para defender os termos do documento original, sob os argumentos de que (1) este é o modelo de negócio desse tipo de congresso e que não haveria como abrir mão; (2) Eu tinha de considerar a divulgação que o meu trabalho teria e que isso justificaria abrir mão, de forma totalmente gratuita e por tempo indeterminado de um conteúdo produzido por mim.

Lembrei do seu Osmar e da sua proposta de 1996. E repeti a resposta. Eu disse claramente. NÃO EXISTE A MENOR POSSIBILIDADE DE EU ASSINAR UM DOCUMENTO NESSES TERMOS. E tenho certeza de que um autor/palestrante só assinaria este documento se (a) for muito desatento ou descuidado dos seus direitos ou (b) se não tiver a menor noção do valor do seu produto.

Existe, claro, uma terceira alternativa: (c) um palestrante que seja tão novato, inexperiente e desconhecido que avalie como interessante fazer esse tipo de negócio. Eu disse: "eu não tenho dúvidas de que o Sr. haverá de encontrar muitos. Só não sei se isso é sustentável, do ponto de vista do valor do Congresso no médio e longo prazo. Eu, de minha parte. Tô fora".

Mas, sinceramente, eu não sei o que me incomoda mais. Se é (1) existir gente que faz esse tipo de proposta, ou se é (2) ter autor/palestrante que aceita ou ainda (3) o fato de que, para a maioria dos participantes do congresso, tanto faz.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



PS.: Dei mais sorte em 1996. Naquele dia fechei o negócio do projeto com a construtora.




---Artigo2015 ---Valorização Profissional

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13/04/2015

MARKETING X ÉTICA

(Publicado em 12/05/2006)



Você gostaria que sua filha casasse com um homem de marketing?
A pergunta acima é o título de um artigo publicado por R. N. Farmer no Journal of Marketing, em janeiro de 1967. Nesse artigo o autor identificava as duas principais acusações às quais o marketing estava submetido: falta de ética e irrelevância.

A pergunta reflete a desconfiança que existia e que ainda existe na cabeça de muita gente sobre os objetivos do marketing e as intenções de quem o pratica. Deriva daí uma série de outras perguntas que freqüentemente são feitas com maior ou menor grau de explicitação: existirá compatibilidade entre marketing e ética? É possível ter um bom marketing e, ao mesmo tempo, ter um bom produto, que atenda as necessidades e desejos do cliente e não apenas as necessidades e desejos de quem produz e vende? Ter um bom marketing não seria um indicativo de que o produto tem algum defeito e que precisa, de alguma forma, ser mascarado?

O artigo ÉTICA NO MARKETING E NOS NEGÓCIOS, produzido como material de apoio aos meus alunos nos cursos de pós-graduação, talvez consiga esclarecer algumas dessas questões.
(clique sobre o link, acima, e baixe o arquivo .PDF)



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br

08/04/2015

OS INOVADORES (livro de Walter Isaacson)

(Publicado em 06/04/2015)



"Muita gente que celebra as artes e humanidades, que aplaude com entusiasmo os tributos à importância dessas áreas em nossas escolas declararia sem pudor (alguns até gracejando) que não entende nada de matemática nem de física. Essas pessoas exaltam as virtudes de saber latim, mas não têm a menor ideia de como escrever um algoritmo ou como distinguir BASIC de C++, Python de Pascal. Consideram Filisteus os que não distinguem Hamlet de Macbeth, mas admitem alegremente não saber a diferença entre um gene e um cromossomo, entre um transistor e um capacitor ou entre uma equação integral e uma diferencial.

Esses conceitos podem parecer dificeis. Sim, mas Hamlet também é. E, como Hamlet, cada um desses conceitos é belo. Como uma elegante equação matemática, eles são expressões das glórias do universo"


WALTER ISAACSON, jornalista e escritor norte-americano, autor de biografias de Albert Einstein, Benjamin Franklin, Henry Kissinger e Steve Jobs. A frase acima foi extraída do capítulo final do livro Os Inovadores - Uma biografia da revolução digital (página 501)




UMA BREVE RESENHA DO LIVRO:



Primeiro, é importante dizer que a minha literatura preferida (nos últimos anos) tem sido história econômica e biografias. Só por isso Walter Isaacson já é candidato a meu autor favorito, uma vez que a maior parte dos livros que ele escreve são biografias (veja lista acima).

Neste livro, em particular, o que encontramos é uma coleção completa de biografias encadeadas e unidas por um fio condutor, uma coincidência de interesses: a inovação nas tecnologias que sustentam a ciência da computação. Um prato cheio. Cheio e saboroso, posso garantir.

A primeira surpresa do leitor é o ponto de partida da história. A maioria das pessoas imagina que a história da ciência da computação começa em algum momento nas primeiras décadas do século XX. Isaacson começa a sua jornada cem anos antes, no início do século XIX, com Lord Byron e sua filha, Ada, condessa de Lovelace, que foi contemporânea e parceira intelectual de Charles Babbage. Mas o autor não fez isso apenas por capricho. Ada Lovelace é figura central da história toda, pelo que ela representa do espírito da coisa: a constante interação entre o mundo da ciência e o mundo das artes. Para Isaacson (e eu concordo completamente) as inovações e os avanços ocorrem, sempre, na esquina entre as avenidas da Ciência e das Humanidades.

A viagem que começa com a Máquina Analítica de Babbage, faz paradas em cada novo avanço, descrevendo as circunstâncias e seus agentes. Assim somos apresentados a dezenas de cientistas, inventores, pensadores e empreendedores, com uma riqueza de detalhes nunca antes reunida numa única história. Grandes nomes como Alan Turing, Vannevar Bush, Grace Hopper, Robert Noyce e Gordon Moore, Bill Gates, Steve Jobs e Wosniak, Tim Berners-Lee, Justin Hall, Larry Page e Sergey Brin têm suas histórias pessoais apresentadas ao mesmo tempo em que conceitos, ideias e produtos são apresentados com a mesma profundidade.

Vemos, assim, o surgimento e desenvolvimento dos primeiros computadores mecânicos, dos primeiros computadores analógicos eletromecânicos, das válvulas termiônicas, do transístor, dos circuitos integrados, dos softwares, dos sistemas operacionais, dos computadores pessoais, da internet, dos blogs, dos sistemas colaborativos e dos sistemas de busca.

E Walter Isaacson faz isso com a preocupação de manter em primeiro plano o ser humano que existe em cada um dos protagonistas. Embora consiga descrever e dimensionar com clareza a genialidade e a inteligência diferenciada de alguns dos inovadores, os aspectos pessoais, as disputas e as idiossincrasias que servem de pano de fundo para as relações que iam se estabelecendo nunca ficam em segundo plano. Por isto o livro mantém aceso o interesse do leitor e permite entender melhor os desdobramentos descritos.

Duas coisas importantes a serem destacadas no livro: a primeira é que os inovadores são sempre pessoas com um pé no mundo das artes e humanidades. Seja por terem habilidades ou talentos artísticos ou pelo convívio intenso com artistas ou cientistas sociais. São pessoas que buscam "vida inteligente" em todas as partes e não apenas em volta dos seus interesses centrais; a segunda é que eles são sempre pessoas com um elevado senso de colaboração. As inovações ocorrem quando pessoas de diferentes talentos unem forças em equipes de trabalho supereficientes. Como disse o autor, em uma de suas entrevistas de divulgação do livro, "Um grande time é aquele que tem muitos jogadores que sabem jogar em diferentes posições. Se você não tem uma equipe à sua volta acaba ficando pra trás na história".

Na minha modesta opinião, este livro deveria ser leitura obrigatória no primeiro ano de todos os cursos de Engenharia. Serviria para dar ao jovem estudante uma noção real do seu tamanho no universo da tecnologia e também para entender o tamanho da história que existe antes da sua entrada em cena. São quase 250 anos de fatos relevantes e pessoas geniais e dedicadas, que foram construindo, algumas vezes com sacrifícios pessoais, as condições para que o jovem estudante de engenharia possa, hoje, desenvolver sua própria contribuição para esta história que, certamente, ainda está longe do seu ponto final.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




1) ISAACSON, Walter. Os Inovadores - Uma biografia da revolução digital. São Paulo: Cia das Letras, 2014.



---Artigo2015 ---História ---Biografia ---Livro


Comentário do Ênio Padilha

Com relação à frase de Walter Isaacson, destacada no início do post, em 2011 escrevi o seguinte (num artigo publicado aqui no site): "Nosso jovem, na faixa de 15, 17 anos, pode até se sentir um pouco constrangido se não conhece os artistas da hora; pode até não se sentir confortável por não entender ou falar Inglês... mas, quando o assunto é Física, Matemática, Química... parece que sente até um certo orgulho de dizer que não entende nada!
Nossa sociedade vê com a maior naturalidade (e indulgência) a ignorância científica e tecnológica. Isso é um absurdo!"


Veja o artigo completo: ARQUITETURA, ENGENHARIA E A EDUCAÇÃO DE BASE NO BRASIL

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02/03/2015

AGUARDE. VEM NOVIDADE POR AÍ

24/02/2015

OS PROFISSIONAIS

(Publicado em 01/08/2001)



Responda, amigo leitor: quem são os indivíduos mais perigosos, imprudentes e agressivos no trânsito?

Não é necessário fazer uma pesquisa científica para chegar à resposta: os taxistas, os caminhoneiros e os motoboys (não os motociclistas. Os motoboys!).

O que eles têm em comum (além, é claro, das barbaridades que cometem contra as regras, as leis e o bom senso)?

Resposta: eles são profissionais. Vivem disso. Dirigir no trânsito é o que eles sabem fazer de melhor. Ou, pelo menos, deveria ser.

Não parece absurdo, leitor, que exatamente aqueles que deveriam ser o melhor exemplo de perícia, educação, serenidade e competência sejam precisamente os que mais transgridem as mais simples regras e que mais contribuem para tumultuar e tornar desagradável o seu próprio ambiente de trabalho?

Pode parecer, mas não é tão absurdo assim.

Este artigo pretende discutir essa palavra que muita gente estufa o peito pra falar, mas que nem sempre entende o seu real significado: profissional.

Profissional é aquele que exerce, por profissão, uma determinada atividade. Não é um amador. Alguém que é sério, competente, responsável e aplicado no cumprimento dos seus deveres de ofício. Alguém que respeita o seu trabalho, respeita o seu ambiente de trabalho, respeita seus colegas de profissão e age sempre no sentido de dar dignidade ao seu ofício.

É, acima de tudo, alguém que não quer apenas explorar um mercado, mas fazer parte dele, conferindo-lhe importância e valor, realizando um trabalho com excelência.

Eu nunca aceitei a displicência ou a improvisação no trato das coisas da profissão.

Logo que me formei engenheiro eletricista, fui trabalhar para uma empresa onde havia um eletricista "profissional" com seus 16 anos de profissão e, como ele mesmo dizia, cheio de orgulho, "muitos choques elétricos no peito".

Nunca entendi aquele orgulho besta. E ele, por sua vez, nunca gostou das preleções que eu fazia para os novos eletricistas em fase de aprendizado. Eu dizia: "Pra mim, eletricista profissional é um sujeito que entende de eletricidade. Domina a eletricidade. E não é dominado por ela. Um eletricista profissional, com "P" maiúsculo, é aquele que se aposenta sem nunca ter levado um único choque elétrico. É aquele que venceu a eletricidade."

Durante todos os anos em que eu trabalhei em obras, nunca aceitei subir pelo elevador de cargas, circular sem capacete ou sem um calçado adequado. Em obras sob minha responsabilidade, não permitia (sob nenhuma hipótese) que as ferramentas ou equipamentos utilizados pelos eletricistas fossem ligadas por cabos ou conexões elétricas que não estivessem de acordo com as normas e em bom estado.

Alguns chamam a isso de "frescura", eu prefiro chamar de "profissionalismo".

Um profissional não aceita atalhos. Não se arrisca nem arrisca o patrimônio do seu cliente.

Há uns cinco anos, me inscrevi como participante em um curso de uma renomada fonoaudióloga. Era um curso sobre "O Uso Profissional da Voz", de qualidade absolutamente inquestionável e de uma importância fundamental para quem usa a voz como instrumento de trabalho.

Entre os inscritos, surpresa!, nenhum advogado, nenhum professor, nenhum palestrante ou instrutor, nenhum locutor de rádio, nenhum cantor... Os "profissionais da voz" não apareceram. Já sabem tudo.

No curso aprendemos muitas coisas interessantes sobre o funcionamento dos órgãos que dão origem à voz. Aprendemos exercícios para corrigir problemas, melhorar o desempenho e proteger a saúde. Mas a coisa mais importante que aprendemos é que cuidar da voz (para quem faz uso profissional da voz) é, antes de tudo, uma questão de respeito para com o público. É a busca da excelência profissional, saindo do discurso vazio e alcançando a prática.

Muitos "profissionais da voz", no entanto, preferem continuar acreditando que já sabem tudo. E continuam "aquecendo a voz" com conhaque. Limpando a garganta com um pigarrear muito "elegante" e "profissional". E acreditando que uma "voz de trovão" agrada a todos.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br

Comentário do Ênio Padilha

O mesmo comportamento eu vejo, infelizmente, em alguns "profissionais" de Arquitetura ou de Engenharia:
• Escritórios improvisados
• Computadores meia boca
• Softwares piratas
• Uso intensivo de Tabelas de Fabricantes
• Ausência total de instrumentos de Gestão Empresarial
• Sonegação de impostos
• Empregados sem registro em carteira
• (Esqueci alguma coisa?)

Cada um tem a sua desculpa, mas a verdade é que isso não ajuda a estabelecer uma relação valorizada com os clientes. Eles percebem que estão falando com um profissional sem grandes convicções. E isso é terrível para a Valorização Profissional.

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15/01/2015

OS DIREITOS DO AUTOR E A PIRATARIA NA INTERNET

(Publicado em 15/01/2015)





"Caiu na rede é peixe!”
Este comentário, de um dos meus amigos no facebook, definia, na semana passada, a regra geral dos direitos autorais na internet. Segundo esse meu amigo, uma vez que uma determinada coisa tenha sido publicada na rede, não cabe mais chororô. É de quem chegar primeiro.

Eu disse "ôôôpaaa! Peraí. Não é bem assim”. Eu sei que muita gente realmente pensa que na internet ninguém é de ninguém, mas isso é só impressão. Na verdade, muitas regras do mundo “real” continuam valendo no mundo virtual. A questão dos direitos do autor sobre a propriedade intelectual é uma delas.

O site da Biblioteca Nacional define a PROPRIEDADE INTELECTUAL como algo que "protege as criações intelectuais, facultando aos seus titulares direitos econômicos os quais ditam a forma de comercialização, circulação, utilização e produção dos bens intelectuais ou dos produtos que incorporam tais criações intelectuais.”

O Direito Autoral no Brasil está regulamentado pela Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. O autor de uma obra intelectual tem, basicamente, dois tipos de direito: o Direito Moral e o Direito Patrimonial.

O Direito Moral está relacionado aos créditos da obra, ou seja, o direito que o indivíduo tem de ser reconhecido como o autor bem como a preservação da obra, da forma como foi originalmente criada. Esse direito é irrenunciável. O autor não pode abrir mão dele nem vendê-lo ou transferi-lo. Observe que o autor não pode negar (mesmo que queira) a autoria de uma obra intelectual que efetivamente tenha produzido;

Já o Direito Patrimonial é o que permite (e garante) que o autor utilize, desfrute e disponha da sua criação como melhor entender. Ele pode permitir que terceiros utilizem, traduzam, reproduzam ou façam versões, negociando sua utilização de forma integral ou parcial.

Os Direitos Morais não prescrevem. Sempre pertencerão ao autor. Já os Direitos Patrimoniais valem por um determinado tempo (previsto na lei). No caso de livros, no Brasil, são 70 anos depois da morte do autor.

Na internet o Direito moral é o que garante que ninguém pode se apropriar moralmente de conteúdo produzido por outro. Em outras palavras: se você não criou o conteúdo (imagem, texto, vídeo, etc) faça o favor de citar o autor. É, fundamentalmente, uma questão de educação. Mas também é de lei.

Quanto ao DIREITO PATRIMONIAL a conversa já é outra. É preciso ter estratégias para explorar comercialmente (na internet) os conteúdos produzidos. E essa estratégia deve prever o comportamento dos potenciais usurpadores. Nem tudo o que cai na rede é peixe. Mas muitas pessoas pensam que é. Essas pessoas se acham donas de qualquer coisa que encontram na internet. Geralmente são as pessoas que nunca produzem conteúdo interessante. Não escrevem livros, não compõem músicas, não fazem fotografias profissionais, não produzem vídeos...
Porque quem sabe o quanto custa produzir conteúdo de qualidade (que seja interessante e relevante para outras pessoas) sabe dar valor e respeitar o trabalho dos outros.

Um exemplo: tenho vários amigos que escrevem bem. Que têm visões inteligentes do mundo, com abordagens criativas e que, por isso, são muito queridos e lidos na internet.
Agora imagine se eu colecionar artigos escritos por um desses amigos, publicados no site dele ou no seu perfil de Facebook. E depois publicar um livro e colocar à venda sem dar os créditos de autoria e (obviamente) sem pagar os direitos patrimoniais dos escritos (afinal, estava na internet. Caiu na rede é Peixe). Como é que fica? Fica por isso mesmo? Claro que não. O autor vai buscar, com toda razão, os seus direitos morais e patrimoniais.

Uma coisa que eu escuto muitas vezes é de que a troca de informações é necessária e é uma questão de justiça social. A questão aqui não é de TROCA DE INFORMAÇÕES. Trata-se de pessoas que não têm nenhuma informação para fornecer se apropriando do trabalho dos que produzem conteúdo.

Isso me lembra a história que eu li no livro ORA BOLAS, do Juarez Fonseca (página 126) em que um fulano foi ter com o Mario Quintana e disse: “Seu Mário, vim aqui trocar algumas ideias com o senhor”. Impávido o poeta reagiu: “Não aceito! Certamente vou sair perdendo…”

As pessoas que defendem a “troca de informações” na internet raramente produzem alguma coisa de qualidade verdadeira. Algo que, se posto à venda encontraria alguém disposto a pagar para ter.

Sites de compartilhamento de conteúdo (os Xshare da vida) teoricamente servem para que cada um possa compartilhar O SEU PRÓPRIO TRABALHO na rede. Infelizmente, muitas pessoas se apropriam de trabalhos dos outros e disponibilizam na rede, gratuitamente, sem autorização dos autores e das editoras. E faturam aumentando o número de visitantes do seu site.
Pra mim, o nome disso é PIRATARIA. Que nome você daria?

Imagine que você tivesse publicado um livro. Um livro de qualidade (desses que leva tempo e dá muito trabalho pra produzir). Você coloca o seu livro à venda e começa a recuperar o investimento feito. O que você faria se encontrasse o seu livro sendo disponibilizado gratuitamente (em nome da justiça social) no site de outra pessoa?



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br



---Artigo2015 ---Valoriza



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25/11/2014

CURSO EM SÃO CAETANO DO SUL



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19/11/2014

NOVO ESTÁDIO DE ATLETISMO DA UFSC

(Publicado em 19/11/2014)




Nesta quarta-feira (19/11/2014) fui dar uma olhada na na obra da nova Pista de Atletismo da Universidade Federal de Santa Catarina, prevista para ser entregue em novembro deste ano, mas que está um pouco atrasada.
Conversei com a engenheira Ana, muito simpática. Ela acredita que a obra fique pronta até o fim do ano. Mas a inauguração deverá mesmo ocorrer no início do período letivo de 2015

A base de concreto está totalmente concluída, a pista externa, para caminhadas e aquecimento (de carvão) já está pronta e o sistema de iluminação ficará pronta ainda nesta semana
O estádio está ficando muito bonito. Estamos aguardando a confirmação da data para a inauguração.

Veja também as imagens das visitas anteriores
Dia 08/08/2014 e dia 17/09/2014


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