Notas de "ALIRUBIT"

24/02/2015

OS PROFISSIONAIS

(Publicado em 01/08/2001)



Responda, amigo leitor: quem são os indivíduos mais perigosos, imprudentes e agressivos no trânsito?

Não é necessário fazer uma pesquisa científica para chegar à resposta: os taxistas, os caminhoneiros e os motoboys (não os motociclistas. Os motoboys!).

O que eles têm em comum (além, é claro, das barbaridades que cometem contra as regras, as leis e o bom senso)?

Resposta: eles são profissionais. Vivem disso. Dirigir no trânsito é o que eles sabem fazer de melhor. Ou, pelo menos, deveria ser.

Não parece absurdo, leitor, que exatamente aqueles que deveriam ser o melhor exemplo de perícia, educação, serenidade e competência sejam precisamente os que mais transgridem as mais simples regras e que mais contribuem para tumultuar e tornar desagradável o seu próprio ambiente de trabalho?

Pode parecer, mas não é tão absurdo assim.

Este artigo pretende discutir essa palavra que muita gente estufa o peito pra falar, mas que nem sempre entende o seu real significado: profissional.

Profissional é aquele que exerce, por profissão, uma determinada atividade. Não é um amador. Alguém que é sério, competente, responsável e aplicado no cumprimento dos seus deveres de ofício. Alguém que respeita o seu trabalho, respeita o seu ambiente de trabalho, respeita seus colegas de profissão e age sempre no sentido de dar dignidade ao seu ofício.

É, acima de tudo, alguém que não quer apenas explorar um mercado, mas fazer parte dele, conferindo-lhe importância e valor, realizando um trabalho com excelência.

Eu nunca aceitei a displicência ou a improvisação no trato das coisas da profissão.

Logo que me formei engenheiro eletricista, fui trabalhar para uma empresa onde havia um eletricista "profissional" com seus 16 anos de profissão e, como ele mesmo dizia, cheio de orgulho, "muitos choques elétricos no peito".

Nunca entendi aquele orgulho besta. E ele, por sua vez, nunca gostou das preleções que eu fazia para os novos eletricistas em fase de aprendizado. Eu dizia: "Pra mim, eletricista profissional é um sujeito que entende de eletricidade. Domina a eletricidade. E não é dominado por ela. Um eletricista profissional, com "P" maiúsculo, é aquele que se aposenta sem nunca ter levado um único choque elétrico. É aquele que venceu a eletricidade."

Durante todos os anos em que eu trabalhei em obras, nunca aceitei subir pelo elevador de cargas, circular sem capacete ou sem um calçado adequado. Em obras sob minha responsabilidade, não permitia (sob nenhuma hipótese) que as ferramentas ou equipamentos utilizados pelos eletricistas fossem ligadas por cabos ou conexões elétricas que não estivessem de acordo com as normas e em bom estado.

Alguns chamam a isso de "frescura", eu prefiro chamar de "profissionalismo".

Um profissional não aceita atalhos. Não se arrisca nem arrisca o patrimônio do seu cliente.

Há uns cinco anos, me inscrevi como participante em um curso de uma renomada fonoaudióloga. Era um curso sobre "O Uso Profissional da Voz", de qualidade absolutamente inquestionável e de uma importância fundamental para quem usa a voz como instrumento de trabalho.

Entre os inscritos, surpresa!, nenhum advogado, nenhum professor, nenhum palestrante ou instrutor, nenhum locutor de rádio, nenhum cantor... Os "profissionais da voz" não apareceram. Já sabem tudo.

No curso aprendemos muitas coisas interessantes sobre o funcionamento dos órgãos que dão origem à voz. Aprendemos exercícios para corrigir problemas, melhorar o desempenho e proteger a saúde. Mas a coisa mais importante que aprendemos é que cuidar da voz (para quem faz uso profissional da voz) é, antes de tudo, uma questão de respeito para com o público. É a busca da excelência profissional, saindo do discurso vazio e alcançando a prática.

Muitos "profissionais da voz", no entanto, preferem continuar acreditando que já sabem tudo. E continuam "aquecendo a voz" com conhaque. Limpando a garganta com um pigarrear muito "elegante" e "profissional". E acreditando que uma "voz de trovão" agrada a todos.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br

Comentário do Ênio Padilha

O mesmo comportamento eu vejo, infelizmente, em alguns "profissionais" de Arquitetura ou de Engenharia:
• Escritórios improvisados
• Computadores meia boca
• Softwares piratas
• Uso intensivo de Tabelas de Fabricantes
• Ausência total de instrumentos de Gestão Empresarial
• Sonegação de impostos
• Empregados sem registro em carteira
• (Esqueci alguma coisa?)

Cada um tem a sua desculpa, mas a verdade é que isso não ajuda a estabelecer uma relação valorizada com os clientes. Eles percebem que estão falando com um profissional sem grandes convicções. E isso é terrível para a Valorização Profissional.

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15/01/2015

OS DIREITOS DO AUTOR E A PIRATARIA NA INTERNET

(Publicado em 15/01/2015)





"Caiu na rede é peixe!”
Este comentário, de um dos meus amigos no facebook, definia, na semana passada, a regra geral dos direitos autorais na internet. Segundo esse meu amigo, uma vez que uma determinada coisa tenha sido publicada na rede, não cabe mais chororô. É de quem chegar primeiro.

Eu disse "ôôôpaaa! Peraí. Não é bem assim”. Eu sei que muita gente realmente pensa que na internet ninguém é de ninguém, mas isso é só impressão. Na verdade, muitas regras do mundo “real” continuam valendo no mundo virtual. A questão dos direitos do autor sobre a propriedade intelectual é uma delas.

O site da Biblioteca Nacional define a PROPRIEDADE INTELECTUAL como algo que "protege as criações intelectuais, facultando aos seus titulares direitos econômicos os quais ditam a forma de comercialização, circulação, utilização e produção dos bens intelectuais ou dos produtos que incorporam tais criações intelectuais.”

O Direito Autoral no Brasil está regulamentado pela Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. O autor de uma obra intelectual tem, basicamente, dois tipos de direito: o Direito Moral e o Direito Patrimonial.

O Direito Moral está relacionado aos créditos da obra, ou seja, o direito que o indivíduo tem de ser reconhecido como o autor bem como a preservação da obra, da forma como foi originalmente criada. Esse direito é irrenunciável. O autor não pode abrir mão dele nem vendê-lo ou transferi-lo. Observe que o autor não pode negar (mesmo que queira) a autoria de uma obra intelectual que efetivamente tenha produzido;

Já o Direito Patrimonial é o que permite (e garante) que o autor utilize, desfrute e disponha da sua criação como melhor entender. Ele pode permitir que terceiros utilizem, traduzam, reproduzam ou façam versões, negociando sua utilização de forma integral ou parcial.

Os Direitos Morais não prescrevem. Sempre pertencerão ao autor. Já os Direitos Patrimoniais valem por um determinado tempo (previsto na lei). No caso de livros, no Brasil, são 70 anos depois da morte do autor.

Na internet o Direito moral é o que garante que ninguém pode se apropriar moralmente de conteúdo produzido por outro. Em outras palavras: se você não criou o conteúdo (imagem, texto, vídeo, etc) faça o favor de citar o autor. É, fundamentalmente, uma questão de educação. Mas também é de lei.

Quanto ao DIREITO PATRIMONIAL a conversa já é outra. É preciso ter estratégias para explorar comercialmente (na internet) os conteúdos produzidos. E essa estratégia deve prever o comportamento dos potenciais usurpadores. Nem tudo o que cai na rede é peixe. Mas muitas pessoas pensam que é. Essas pessoas se acham donas de qualquer coisa que encontram na internet. Geralmente são as pessoas que nunca produzem conteúdo interessante. Não escrevem livros, não compõem músicas, não fazem fotografias profissionais, não produzem vídeos...
Porque quem sabe o quanto custa produzir conteúdo de qualidade (que seja interessante e relevante para outras pessoas) sabe dar valor e respeitar o trabalho dos outros.

Um exemplo: tenho vários amigos que escrevem bem. Que têm visões inteligentes do mundo, com abordagens criativas e que, por isso, são muito queridos e lidos na internet.
Agora imagine se eu colecionar artigos escritos por um desses amigos, publicados no site dele ou no seu perfil de Facebook. E depois publicar um livro e colocar à venda sem dar os créditos de autoria e (obviamente) sem pagar os direitos patrimoniais dos escritos (afinal, estava na internet. Caiu na rede é Peixe). Como é que fica? Fica por isso mesmo? Claro que não. O autor vai buscar, com toda razão, os seus direitos morais e patrimoniais.

Uma coisa que eu escuto muitas vezes é de que a troca de informações é necessária e é uma questão de justiça social. A questão aqui não é de TROCA DE INFORMAÇÕES. Trata-se de pessoas que não têm nenhuma informação para fornecer se apropriando do trabalho dos que produzem conteúdo.

Isso me lembra a história que eu li no livro ORA BOLAS, do Juarez Fonseca (página 126) em que um fulano foi ter com o Mario Quintana e disse: “Seu Mário, vim aqui trocar algumas ideias com o senhor”. Impávido o poeta reagiu: “Não aceito! Certamente vou sair perdendo…”

As pessoas que defendem a “troca de informações” na internet raramente produzem alguma coisa de qualidade verdadeira. Algo que, se posto à venda encontraria alguém disposto a pagar para ter.

Sites de compartilhamento de conteúdo (os Xshare da vida) teoricamente servem para que cada um possa compartilhar O SEU PRÓPRIO TRABALHO na rede. Infelizmente, muitas pessoas se apropriam de trabalhos dos outros e disponibilizam na rede, gratuitamente, sem autorização dos autores e das editoras. E faturam aumentando o número de visitantes do seu site.
Pra mim, o nome disso é PIRATARIA. Que nome você daria?

Imagine que você tivesse publicado um livro. Um livro de qualidade (desses que leva tempo e dá muito trabalho pra produzir). Você coloca o seu livro à venda e começa a recuperar o investimento feito. O que você faria se encontrasse o seu livro sendo disponibilizado gratuitamente (em nome da justiça social) no site de outra pessoa?



ÊNIO PADILHA
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---Artigo2015 ---Valoriza



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25/11/2014

CURSO EM SÃO CAETANO DO SUL



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19/11/2014

NOVO ESTÁDIO DE ATLETISMO DA UFSC

(Publicado em 19/11/2014)




Nesta quarta-feira (19/11/2014) fui dar uma olhada na na obra da nova Pista de Atletismo da Universidade Federal de Santa Catarina, prevista para ser entregue em novembro deste ano, mas que está um pouco atrasada.
Conversei com a engenheira Ana, muito simpática. Ela acredita que a obra fique pronta até o fim do ano. Mas a inauguração deverá mesmo ocorrer no início do período letivo de 2015

A base de concreto está totalmente concluída, a pista externa, para caminhadas e aquecimento (de carvão) já está pronta e o sistema de iluminação ficará pronta ainda nesta semana
O estádio está ficando muito bonito. Estamos aguardando a confirmação da data para a inauguração.

Veja também as imagens das visitas anteriores
Dia 08/08/2014 e dia 17/09/2014

29/10/2014

HOJE É DIA NACIONAL DO LIVRO

(Publicado em 29/10/2014)



O dia 29 de outubro foi escolhido para ser o Dia Nacional do Livro, por ser a data de aniversário da fundação da Biblioteca Nacional, que nasceu com a transferência da Real Biblioteca portuguesa para o Brasil.

A Biblioteca Nacional foi transferida para o Brasil em 29 de outubro de 1810 e essa passou a ser a data oficial de sua fundação.

O Brasil passou a editar livros a partir de 1808 quando D.João VI fundou a Imprensa Régia e o primeiro livro editado foi "Marília de Dirceu", de Tomás Antônio Gonzaga.


Levantamento da ANL aponta que os brasileiros lêem 1,9 livros por ano

o Brasil tem 1 livraria para cada 4.954 habitantes. São 3.095 livrarias, distribuídas da seguinte forma: 4% estão na região Norte; 16% no Nordeste; 6% no Centro-Oeste, incluindo o DF; 55% no Sudeste e 19 % no Sul.

Entre os dez municípios com mais livrarias por habitantes, sete estão no Rio Grande do Sul, dois em Minas Gerais e um em São Paulo.



ÊNIO PADILHA
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Fonte: ANL ---Artigo2014 ---Livros

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23/10/2014

UM BRASILEIRO. E QUE BRASILEIRO!

(Publicado em 23/10/2014)



Você gosta de tênis? da descrição empolgada de jogos e campeonatos? Então você deve ler GUGA - UM BRASILEIRO, biografia do tenista Gustavo Kuerten (Sextante, 2014).

Gosta de bons exemplos de lealdade, ética, e de uma boa coleção de valores e princípios de pessoas de bem? Leia GUGA - UM BRASILEIRO.

Acha que, por ter acompanhado a carreira do fenômeno do tênis brasileiro sabe tudo da vida e carreira do atleta? Que não existe nada que já não tenha sido revelado? Leia GUGA - UM BRASILEIRO.

Uma biografia de uma personalidade contemporânea tem tudo para ser sem graça. Especialmente se o biografado for um exemplo acabado de bom moço, sem histórico de escândalos ou polêmicas, e com uma vida pública pra lá de conhecida.
Resumindo. Só me interessei em ler GUGA - UM BRASILEIRO por ser fã do rapaz. E pelo desejo de rememorar as suas conquistas.

Se você também pensa assim, prepare-se para uma avalanche de fatos novos e descobertas impressionantes sobre a vida desse jovem brasileiro que encantou e tem encantado multidões.

Primeiro, é importante dizer que o livro é uma das biografias mais bem escritas que eu já tive oportunidade de ler. Escrita em primeira pessoa, fica claro, desde o início, que não foi escrito de próprio punho pelo Gustavo Kuerten. Embora seja um depoimento do próprio Guga e apresente, aqui e ali alguma coisa do jeitão manezinho de falar do tenista, de uma maneira geral, dá pra perceber que o texto tem a mão de um escritor tarimbado, tanto no vocabulário quanto na construção do enredo.

Aliás, essa foi a primeira surpresa (posso contar? acho que não é spoiler). Até a metade do livro duas histórias vão sendo contadas em capítulos alternados: a vida do atleta, até aquele glorioso Aberto da França de 1997 (Roland Garros) e a história detalhada do próprio torneio do primeiro ao último jogo. Do primeiro saque à explosão da final. Uma sacada de mestre do autor oculto (Luís Colombini). A segunda metade do livro é a história depois de Roland Garros, incluindo a vida depois do tênis.

Eu acabei de ler o livro. Se for preciso resumir em apenas uma palavra vou ter de escolher entre SENSACIONAL, EMOCIONANTE ou ARREBATADOR.

Em dezembro de 1998, durante o processo de produção do meu segundo livro (Marketing Pessoal & Imagem Pública), tive a oportunidade de fazer uma entrevista exclusiva com Gustavo Kuerten e também com Larri Passos (na academia do Larri, em Camboriú). Desde então, tenho dito sempre que Larri é o gênio por trás da carreira do Guga. Ler o livro só reforçou essa convicção.

Muita gente destaca também a importância da família dele nos seus sucessos. Eu também concordava com isso. Mas nunca imaginei o nível disso. Só lendo o livro pra você entender como é possível dizer, sem sombras de dúvidas, que todos, dona Alice, seu Aldo, a Oma, o Rafael, Gui, Larri, Bete, todos naquela família são campeões, tanto quanto Gustavo Kuerten.

Pense num livro bem escrito. Pense numa história arrepiante, cheia de dramas, dificuldades e glórias. Pense numa familia digna. Melhor: leia o livro. É show!



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23/10/2014

O MAJESTOSO GARAPUVU

(Publicado em 23/10/2014)



Tirei um tempinho para dar uma volta no meu bairro (Barra - Balneário Camboriú - SC) e fazer algumas fotografias dos Garapuvus floridos.

O Garapuvu é a árvore símbolo de Florianópolis, capital de Santa Catarina.
Tem de 20 a 30 metros de altura, 60 a 80 centímetros de diâmetro, flores grandes, vistosas, amarelas. E floresce durante os meses de outubro, novembro e dezembro. Coisa linda! Um espetáculo para os olhos.

Esta é a minha rua (e onde fica também o nosso escritório - 893 Produções e Eventos). O morro que aparece ao fundo faz parte do loteamento e é uma reserva de Mata Atlântica. Ou seja: mata preservada, felizmente.










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16/10/2014

PRÊMIO JABUTI 2014

A Câmara Brasileira do Livro anunciou nesta quinta-feira (16/10/2014) os vencedores da 56ª edição do Prêmio Jabuti. O maior prêmio de literatura brasileira havia listado dez obras finalistas para cada uma das 27 categorias. A cerimônia de premiação está marcada para o dia 18 de novembro de 2014, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo.


Arquitetura e Urbanismo
1º Lugar – Titulo: As Minas de Ouro e a formação das Capitanias do Sul – Autor: Nestor Goulart Reis Filho – Editora: Via das Artes

2º Lugar – Titulo: Preservação e Restauro Urbano: Intervenções em Sítios Históricos Industriais – Autor: Manoela Rossinetti Rufinoni – Editora: Editora Fap-Unifesp

3º Lugar – Titulo: Cidadela da Liberdade: Lina Bo Bardi e o Sesc Pompéia – Autores: Andre Vainer e Marcelo Ferraz – Editora: Edições Sesc SP

In memoriam - Ministério da Educação e Saúde. Ícone urbano da modernidade brasileira – Autor: Roberto Segre – Editora: Romano Guerra


Ciências Exatas, Tecnologia e Informática
1ºLugar – Título: Estrutura atômica, ligações e estereoquímica – Autor: Henrique Eisi Toma – Editora: Editora Edgard Blucher

2ºLugar - Título: O cerne da matéria – A aventura científica que levou à descoberta do bóson de Higgs – Autor: Rogério Rosenfeld – Editora: Companhia Das Letras

3ºLugar - Título: Ciência do futuro e futuro da ciência: redes e políticas de nanociência e nanotecnologia no Brasil – Autor: Jorge Luiz dos Santos Junior – Editora: Editora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro




Clique sobre a imagem ou AQUI para ver todas as 27 categorias no site da Câmara Brasileira do Livro

09/10/2014

QUEM TRIUNFA SEM NOBREZA NÃO PERDE. PERDE-SE

(Publicado em 09/10/2014)



NA MINHA TIME LINE DO FACEBOOK tem gente de todas as cores partidárias. Respeito suas posições e admiro (em muito casos) o empenho, a dedicação e a militância.

Mas tem gente que acha que uma eleição deve ser vencida à qualquer custo, com quaisquer armas. Que os fins justificam os meios.

Um dos dois lados (Aécio ou Dilma) vai perder as eleições. Penso que é necessário saber perder. Agir de tal forma que (mesmo com a derrota) a jornada seja motivo de orgulho.

Armando Nogueira, Cronista esportivo, pioneiro do telejornalismo no Brasil, tinha uma frase que me parece interessante para este momento. dizia ele: "Quem triunfa sem nobreza, não perde, perde-se"

Há quem pense que ele quis dizer "Quem triunfa sem nobreza não GANHA, perde-se", mas eu mesmo vi o Armando Nogueira falando a respeito, numa entrevista e ele disse que a frase quer dizer "Quem triunfa sem nobreza não apenas perde. Perde-se!" (Coisas do Marquês de Xapuri).

Acho que alguns militantes de partidos políticos (dos dois lados) estão caminhando para esse abismo: se perderem a eleição terão perdido não apenas a eleição. Terão perdido o respeito dos seus interlocutores. Terão SE PERDIDO.



ÊNIO PADILHA
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08/10/2014

SOBRE RÓTULOS E FRASES FEITAS

(Publicado em 08/10/2014)



Você sabe que a conversa não vai ser regida pelo bom senso quando o seu interlocutor usa uma dessas palavras ou expressões:
- Petralhas
- Elite Branca
- Esquerdopatas
- Lulopetista
- PIG
- Privataria
- Coxinha
- estadunidense
- Lula é cachaceiro
- Aécio cheira coca
- Dilma é sapatão
- Globo e Folha são de Direita
- Folha e Globo são Petistas
- Quem lê a Veja é idiota
- Quem lê a Carta Capital é imbecil...

Geralmente, quando o sujeito já está no nível de incorporar ao seu vocabulário uma ou algumas das palavras/expressões acima é porque a paixão já começou a corroer o bom senso e qualquer coisa que seja dita ou apresentada será ignorada, amplificada ou distorcida, ao sabor das preferências ideológicas ou partidárias.
E essa doença não escolhe lado ou ideologia.



ÊNIO PADILHA
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---Artigo2014


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