Os nossos conhecimentos são a reunião do raciocínio
e experiência de numerosas mentes.

DANIEL GOLEMAN

(1803-1882)
Escritor e filósofo no livro O Aniversário de Emerson, página 252

ENCANTADOS E LOBOTOMIZADOS

(Publicado em 06/07/2020)



O Brasil está ainda muito longe da luz no fim do túnel.
30% da população acredita bovinamente em tudo o que diz o presidente, os filhos do presidente e o guru deles, lá da Virgínia; Outros 25% são os encantados que acreditam em tudo o que diz o Lula e seus correligionários, gente do nível intelectual de Gleise Hoffmann et caterva.
Não tem perigo de dar certo.





O Brasil perdeu o juízo. Entramos numa espiral de loucuras que não tem fim. Lá atrás o povo escolheu (eu fiz parte disso, me arrependi depois) um partido que prometia acabar "com tudo isso que está aí": a corrupção e a malversação do dinheiro público. Assim que assumiram o poder, a primeira coisa que fizeram foi justamente o contrário: e dê-lhe mensalão, petrolão e outras falcatruas, no melhor estilo anos 1970, 80 e 90. Nada havia mudado, mas havia uma legião de encantados que não abriam os olhos pra nada. Nem se lhes matassem a mãe haveriam de se dar conta do tamanho do problema que haviam escolhido.

Seu líder supremo insistia em dizer que não sabia de nada e que nada do que ele tinha era dele. Era de um amigo.

Por mais deslavadas de fossem as mentiras, os encantados não desconfiavam de nada. Continuavam apoiando, defendendo e votando neles.

E assim, chegamos a 2018. Surgiu outro grande grupo, igualmente alucinado, que acreditou que um sujeito que, em 30 anos como parlamentar, não fez ABSOLUTAMENTE NADA pelo país e tudo o que fez foi criar um império político no qual posicionou seus filhos Zero UM, Zero Dois e Zero Três... enfim, esse povo acreditou (eu não fiz parte disso) que esse sujeito iria salvar o país dos dirigentes corruptos e mentirosos que haviam tomado o poder 16 anos antes.

Até aí, ok. A esperança é a última que morre. Mas, já se passaram 20 meses. A quantidade de absurdos cometidos neste governo já superou qualquer coisa que possamos elencar desde 1985. E nada parece abrir os olhos desses 30%.

Eu poderia dizer que a entrevista do Zero Um para o jornal O Globo é a gota d'água que faltava, mas obviamente, não tenho esse nível de ingenuidade. As coisas que ele disse são os equivalentes perfeitos às desculpas que o Lula dava quando era flagrado usufruindo de alguma coisa cuja origem ele não conseguia explicar: é de um amigo.

Zero Um tem amigos tão bons e prestativos quanto o Lula. Esses amigos pagam as suas contas, assumem seus delitos, matam no peito qualquer coisa. Nenhum dos dois (nem Lula, nem Zero Um) podem reclamar de falta de lealdade canina dos seus amigos. Muito menos da devoção bovina dos seus seguidores que, somados são quase 60% da população do país.

O Brasil perdeu o bom senso. Estamos oscilando vertiginosamente entre loucos e malucos aferrados em crenças e valores muito perigosos.

Vou repetir: não tem perigo de dar certo.





PADILHA, Ênio. 2020





Leia também: UM PAÍS CHAMADO NEGACIONISTÃO (texto que fala desse país, imaginário, com 60 milhões de habitantes, em que a população, entre outras coisas, não acredita na ciência.)


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EMBAIXADINHA NÃO GANHA O CAMPEONATO

(Publicado em 02/04/2020)





Em setembro de 2015 eu escrevi um artigo no meu site com o título ABRE TEU OLHO, COLEGA ARQUITETO no qual eu enumerava considerações sobre uma crescente onda de Consultores/Coaches/Evangelizadores que ensinavam técnicas de manipulação dos clientes, truques baseados na neurolinguística e conceitos como “gatilho mental” para provocar comportamentos ou “isca” para atrair clientes incautos.

Evidentemente meu esforço foi em vão. Cinco anos depois, essas coisas foram espalhadas de tal maneira que agora qualquer recém-formado (e até mesmo alunos de 5º ou 6º período da graduação) já está se apresentando como AUTORIDADE. Ninguém mais é aprendiz.

Os profissionais têm cada vez mais dificuldade para separar o joio do trigo e estabelecer quem, de fato, tem um conhecimento sólido e um conteúdo com valor diferenciado.




Parece que o principal indicador de qualidade utilizado é o número de seguidores no Instagram. Eu não digo que isso não é importante, mas não pode ser o único, nem o mais importante.

Na minha área de conhecimento, eu conseguiria listar uma dúzia de autores experientes, com livros publicados e pesquisas consistentes e que não têm nem 10 mil seguidores. Por outro lado, Seria muito fácil apontar uns 15 ou 20 com mais de 50 mil seguidores no Instagram mas que não conseguiriam escrever um artigo para publicação em uma Revista Nacional B5 (na verdade, a maioria deles nem sabe o que é uma Revista Nacional B5).

Esse parece ser o desafio que se impõe, nos dias de hoje, para aqueles que produzem conteúdo de qualidade: demonstrar que, fazer centenas de embaixadinhas sem deixar a bola cair não faz de ninguém um bom jogador de futebol.

Nessas semanas de quarentena as Lives se multiplicaram quase tanto quanto o próprio coronavírus. Eu tenho visto muitas delas (sempre se pode aprender algumas coisas). Em algumas, porém, eu me sinto como se estivesse vendo um jogo de um campeonato de várzea... em dia de chuva.

E o pior é que os protagonistas acham que estão jogando a Champions League. Chega a ser patético a falta de leitura, de referências e de experiência. Mas não faltam arrogância e pretensão.

Nesta semana eu estava assistindo a apresentação de um jovem engenheiro, formado há três anos e que disse, lá pelas tantas, que estava ali para ensinar os seguidores a serem como ele e a conquistarem a posição que ele conquistou. Não sem antes dizer, claro, que é muito fácil.

(Não consigo imaginar um profissional competente, com 15 ou 20 anos de experiência, dizendo uma barbaridade dessas)

Tenho conversado com colegas de áreas técnicas como Estruturas, Gestão de Projetos e Iluminação, por exemplo, e eles relatam as mesmas coisas. Dizem que está em curso um festival de barbaridades.

No meu caso, em praticamente todas as lives que eu vi, os apresentadores não foram além dos manuais de marketing e vendas. Nenhum pensamento realmente novo. Nenhuma abordagem inovadora. Só o mesmo Bê-a-Bá (ou bla-bla-blá, se preferir). Na maioria dos casos, confundindo conceitos, desconsiderando fundamentos teóricos e realizando tentativas bizarras de redescobrir a roda.

Não estão fazendo mais do que embaixadinhas. E são bons nisso. Atraem a atenção do público e ganham suas moedas. Mas não são úteis para quem pretende ganhar campeonatos e chegar à Série A.

Volto a repetir: abram os olhos, colegas engenheiros e arquitetos.





PADILHA, Ênio. 2020



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COMO ME TORNEI UM ESCRITOR

(Publicado em 26/02/2020)



Tudo começou em 1974. Eu tinha 15 anos e trabalhava, finalmente, num escritório (neste artigo AQUI eu conto como foi que chegamos a isso, depois de três anos trabalhando em madeireira, fundição de ferro, posto de gasolina, fábrica de bala, marcenaria e como servente de carpinteiro... ).

Eu trabalhava na ORCOJUN — Organizações Coelho Júnior de Empreendimentos Sociais Ltda, um nome pomposo para um pequeno escritório comandado pelo Sr. Coelho, que fazia os trabalhos de detetive particular, agência de empregos e publicação de um almanaque semanal com notícias populares e propaganda de todo tipo.

Pois foi nesse jornalzinho que eu vi, pela primeira vez, uma coisa que eu tinha escrito sendo publicada e lida por milhares de pessoas. Foi uma sensação indescritível.





ALGUNS ANOS DEPOIS, já morando em Florianópolis, eu fazia parte da equipe de Atletismo da FME e era o responsável por redigir os boletins com os registros da participação dos atletas nas competições.

Toda segunda-feira, cedinho, o José Maria Nunes levava para seus amigos jornalistas o boletim com o relato do que havia ocorrido nas competições das quais a equipe havia participado. Normalmente esse material era publicado na terça-feira. E eu ficava muito orgulhoso quando percebia que, mesmo em jornais grandes, era publicado exatamente o que eu havia escrito. Muitos editores não faziam correções nem mudavam as palavras dos press releases que a gente produzia.

Até que um dia, no início de 1979, um desses jornalistas, o Aldírio Simões, perguntou para o Nunes "Quem é que escreve esse material que você traz pra gente aqui no jornal?"
O Nunes respondeu "É um rapaz que treina que a gente, lá no atletismo, o Padilha". Aldírio então disse "Manda ele aqui, falar comigo. Vamos arrumar um trabalho pra ele, já que ele escreve bem."

No dia seguinte eu já estava trabalhando na redação do Diário Catarinense, um jornal dos Diários Associados que funcionava no Bairro Saco dos Limões.

Meu primeiro trabalho era como redator. Eu escrevia as matérias à partir das informações colhidas pelos repórteres na rua.

Algumas semanas depois o Aldírio já me colocou na rua para fazer entrevistas e produzir as minhas próprias reportagens. Foi uma experiência fantástica. Entrevistei pessoas importantes, como, por exemplo, o então secretário dos transportes, Esperidião Amin, que havia sido prefeito da cidade e que viria a ser governador do estado.

Fiz reportagens especiais sobre atletismo, natação e até mesmo sobre acupuntura na odontologia (ainda vou publicar aqui o link para esses trabalhos).

Trabalhei nos Diários Associados até janeiro de 1980. Eu passei no vestibular para Engenharia Elétrica na UFSC e me dei conta de que não seria possível conciliar a faculdade, o atletismo e uma atividade tão intensa e de tempo quase integral como era o trabalho de reporter e redator. Mas foi um trabalho do qual eu me orgulho muito até hoje.




NO PRIMEIRO SEMESTRE do curso de Engenharia Elétrica da UFSC (1980) aconteceram duas coisas interessantes: (1) eu conheci um grande amigo (para a vida toda) o Mauro Faccioni Filho, calouro, como eu, mas muito ligado em cultura em geral e, particularmente, literatura e (2) havia uma disciplina, na primeira fase do curso que era Português Instrumental e a professora dessa matéria era a querida Regina Carvalho, um amor de pessoa, lia praticamente um livro por dia e era um poço de conhecimentos.

Somando (1) + (2) e eu já estava no movimento literário da UFSC, conhecia pessoalmente quase todos os autores consagrados de Santa Catarina e estava inscrito no Concurso Literário daquele ano na Universidade.

Em novembro saiu o resultado: 1º lugar na categoria Crônicas. Pensa num guri feliz! Contei pra meio mundo. E ainda tinha um diploma e um prêmio em dinheiro.

Usei o dinheiro para comprar os materiais de desenho que eu ainda não tinha e... uma bola de basquete.

Essas coisas me deram muita autoconfiança e eu passei a escrever com muito mais frequência. E também foi a época que eu lia toda literatura clássica que eu podia, de Maquiavel a Gilberto Freire, de Jorge Amado a Baudelaire (aliás, teve um tempo sombrio que eu me afundei em Augusto dos Anjos, Cruz e Souza e outros simbolistas. Felizmente, passou. Sobrevivi).

Lia todos os cronistas brasileiros conhecidos, de Machado de Assis a Luis Fernando Veríssimo, passando por Rachel de Queiroz, Fernando Sabino e Rubem Braga. Cheguei a ser colunista num caderno dominical do Jornal O Estado (publicando crônicas infantojuvenis); integrei o Grupo Literário Flor de Lis com o Ricardo Sandri e o Wesley de Abreu. Distribuíamos nossa literatura em brochuras (impressas em mimeógrafos) pelas ruas de Florianópolis. A juventude é um presente de Deus...

... Mas veio o tempo negro e a força fez comigo o mal que a força sempre faz...(*) e eu parei de escrever literatura. Isso foi na mesma época que eu deixei o Atletismo. Não tinha mais tempo. A faculdade de Engenharia estava me consumindo e eu tinha de ganhar o pão de cada dia. O escritor que havia dentro de mim dormiu por alguns anos.

Mas o autor de não ficção já mostrava seus dedinhos em alguns trabalhos da faculdade que acabaram se tornando parte do meu acervo, como o texto sobre a DINÂMICA DO FUNCIONAMENTO DO DIODO, um importante trabalho feito para o professor Leon Schmiegelow (Eletrônica) e depois o meu a RELATÓRIO DE ESTÁGIO, que era praticamente um mini livro sobre como funcionava a organização do Laboratório de Eletrônica da empresa na qual fiz estágio.





MENOS DE UM ANO depois de formado, já com o meu escritório de Engenharia em pleno funcionamento em Rio do Sul (interior de Santa Catarina) publiquei o primeiro artigo. Na verdade, não foi bem uma publicação. Eu escrevi, fiz algumas cópias (xerox) e mostrei para muitas pessoas. Mas, no fim das contas, o artigo não chegou a ser publicado. Entenda por que ENGENHEIROS E ENGENHEIROS não podia ser publicado.





RETOMEI O GOSTO POR ESCREVER mas tinha outras coisas mais importantes para fazer. Tinha uma atividade profissional para sustentar e uma família para construir. Mas, de vez em quando eu escrevia alguma coisa que parecia muito boa. Então eu fazia uma cópia, colocava num envelope e enviava para o editor do A NOTÍCIA, um importante jornal que circulava (impresso) em todo o Estado de Santa Catarina. Na maioria das vezes o artigo era publicado alguns dias depois, numa página nobre, com outros 2 artigos selecionados de autores que eram, muitas vezes, bem conhecidos do público leitor. Eu ficava todo orgulhoso. Ser publicado no jornal me deixava muito feliz.

Um dos leitores dos meus artigos publicados em A NOTÍCIA era o jornalista Maurílio de Andrade. Ele era o editor do jornal Correio do Povo o mais importante semanário da região de Jaraguá do Sul, a cidade onde nós moramos entre 1992 e 1999. Então, em janeiro de 1997 ele me convidou para um café, conversamos sobre muitos assuntos, como fazíamos sempre e, no fim da conversa ele perguntou se eu não toparia escrever uma coluna no jornal, sobre temas gerais, no mesmo estilo dos artigos publicados em A Notícia.

Topei na hora. Eu tinha alguns artigos prontos que nunca haviam sido publicados. Outros no rascunho. Não seria problema sustentar um texto por semana no jornal. E assim, já na semana seguinte era publicada a primeira coluna, com o artigo LER E ESCREVER, que havia sido feito dez anos antes, mas que nunca tinha sido publicado.

Nas primeiras 8 ou 10 semanas eu publiquei textos que já estavam prontos ou finalizei artigos que já estavam sendo elaborados havia muito tempo. Mas, finalmente, chegou a semana em que eu percebi que não havia nada mais para publicar. Tudo o que eu havia escrito até ali ou já tinha sido publicado no jornal ou não poderia mais ser publicado por não ser apropriado ou por ser datado (ou seja, só eram interessantes no tempo em que foram escritos).

Foi um drama, pois tive muita dificuldade para encontrar um tema e produzir um texto até a data limite do fechamento do jornal. Cumpri minha tarefa aos 45 do segundo tempo, já entrando na prorrogação.

Nas semanas seguintes a dificuldade continuou, mas, aos poucos fui me ajustando e me acostumando, até que, alguns meses depois eu já tinha me tornado bom naquilo. Escrever um artigo por semana não era mais um drama. Era algo que eu conseguia fazer com tranquilidade.

E ainda havia semanas excepcionais em que o artigo ficava muito bom e era comentado por muita gente na cidade. Pessoas ligavam no meu escritório (Trifase Engenharia) para comentar o artigo. O jornal recebia cartas de leitores. Havia elogios, mas também algumas críticas ou comentários de quem não tinha entendido direito a intenção do texto. Algumas vezes o editor me pedia para publicar uma explicação mas eu sempre me recusava. Se o leitor não havia entendido de primeira era porque o texto era ruim. Simples assim. Paciência.




ESCREVER COM FREQUÊNCIA tornou muito mais fácil pra mim o trabalho de fazer o TCC na Especialização em Marketing Empresarial.

A escolha do tema parecia óbvia: Marketing para Prestadores de Serviços. Imaginei um texto de umas 150 páginas, divididas em capítulos que seguiriam, mais ou menos, os mesmos temas das disciplinas do curso. Eu tinha o assunto, tinha o conteúdo, havia feito algumas pesquisas durante o curso e tinha a minha experiência de 11 anos de gestão do escritório. E sabia escrever. Não haveria de ser difícil.

Quer saber? Não foi mesmo. Comecei a escrever o TCC durante as férias, em Balneário Camboriú (na época a gente ainda morava em Jaraguá do Sul), nas primeiras horas da manhã. Eu acordava bem cedo, por volta de 5 horas (Veja aqui, no vídeo O PROCESSO DE PRODUÇÃO DE UM LIVRO - no minuto 5:34, como isso funciona) e, enquanto a casa ainda estava no mais completo silêncio eu escrevia freneticamente. Escrevia à mão (lapiseira 0,7 em papel almaço pautado), depois isso seria digitado no computador. Escrevia umas 10 ou 12 páginas antes que a turminha acordasse e chegasse a hora do café. Daí pra frente eu ia curtir as férias com as meninas e só retomava o trabalho na madrugada do dia seguinte.

Naturalmente, o TCC não ficou pronto durante as férias. Continuou nas semanas seguintes e só foi concluído no final de fevereiro. Mas ficou muito bom. Entreguei o texto finalizado na instituição de ensino e a professora responsável pela avaliação gostou muito. Deu uma nota 10 (seria com estrelinhas, se ainda estivéssemos no primário, mas...). Enfim, os elogios da professora e de alguns colegas que leram o trabalho me deixaram muito empolgado e eu saí mostrando pra meio mundo.

Muita gente leu. E o texto acabou nas mãos do engenheiro Luiz Roberto Nunes Glavan que era presidente do Crea-SC. Ele me chamou pra uma conversa e perguntou se eu não queria transformar aquilo num livro sobre Marketing para Engenharia, Arquitetura e Agronomia. Eu disse que sim, naturalmente, e então ele levou (e defendeu) a proposta aos conselheiros.
O projeto foi aprovado, eu retomei o trabalho para fazer ajustes no texto e nos exemplos utilizados. E assim, no dia 26 de setembro de 1998, veio à luz a primeira edição do livro MARKETING PARA ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA.

Aquele dia certamente mudou a minha vida e a minha carreira. O livro foi um divisor de águas. Obteve uma receptividade que eu nunca poderia ter esperado. Aquela primeira edição esgotou-se em menos de um ano e, nesse tempo eu já havia escrito e publicado um segundo livro (MARKETING PESSOAL E IMAGEM PÚBLICA) e a coisa já estava evoluindo num ritmo bem diferente.

Daí pra frente já é outra história. E eu havia me tornado um escritor.





PADILHA, Ênio. 2020





(*) Trecho da música Galos, Noites e Quintais de Belchior





Leia também: SOBREVIVI AO TRABALHO INFANTIL. MAS NÃO FOI LEGAL.
COMECEI A TRABALHAR COM 11 ANOS. Não recomendo. Não acho que isso tenha ajudado, de nenhuma maneira na minha formação. Tenho certeza de que aquilo não fez de mim uma pessoa melhor, nem mais honesta ou menos complicada.
Mas aconteceu comigo, como acontecia com quase todos os meninos da minha idade (e classe social, evidentemente). No bairro pobre onde eu morava (bairro Canta Galo, em Rio do Sul, SC) quase todos garotos de 11 ou 12 anos largavam a escola e iam trabalhar em alguma coisa pra ajudar em casa.






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www.eniopadilha.com.br - website do engenheiro e professor Ênio Padilha - versão 7.00 [2020]

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