Domingo, 23/07/2017 – Veja todos os posts publicados nesta semana.

ENTRE ASPAS (www.eniopadilha.com.br)

"Diz-se que a imprensa é o 'Quarto Poder'. Mas a imprensa não tem nenhum poder quando lida com homens de bem, que têm a consciência tranquila e atos transparentes."

ROLIM ADOLFO AMARO

(1942 - 2001)
Aviador e Empreendedor Brasileiro, Fundador e Presidente da TAM, em entrevista concedida a Ênio Padilha, em 28/05/1999, parcialmente transcrita no livro "Marketing Pessoal e Imagem Pública" (pág. 102)

ENTRE ASPAS (www.eniopadilha.com.br)

"Uma chave importante para o sucesso é autoconfiança.
Uma chave importante para a autoconfiança é preparação."

ARTHUR ASHE

(1943-1993)
Jogador de tênis conhecido também por seus esforços em causas sociais citado em Grandes Americanos e Heróis Esportivos: 270 das maiores citações sobre esportes de Peggy Anderson e Kyle Miller, página 6

ENTRE ASPAS (www.eniopadilha.com.br)

"O homem que compreende a sua ignorância deu o primeiro
passo para o conhecimento."

MAX HEINDEL

(1865-1919)
Astrólogo, na introdução do livro Conceito Rosacruz do Cosmos

ENTRE ASPAS (www.eniopadilha.com.br)

"Será um erro infeliz de sua parte continuar repisando o fato de que seus conselhos podem ser erroneamente interpretados como interferência em assuntos que não lhe dizem respeito."

NELSON MANDELA

(1918-2013)
Lider Sul-Africano, Prêmio Nobel da Paz em 1993
no livro Conversas que Tive Comigo, página 326

ENTRE ASPAS (www.eniopadilha.com.br)

"Não gosto de milagres que sempre ocorrem em terras distantes, em especial se não têm explicação científica.
Esta história é difícil de acreditar, mesmo que
contada do púlpito."

NELSON MANDELA

(1918-2013)
Lider Sul-Africano, Prêmio Nobel da Paz em 1993
no livro Conversas que Tive Comigo, página 228

ENTRE ASPAS (www.eniopadilha.com.br)

"Existem bons homens e mulheres em todas as comunidades. (...) O dever de um verdadeiro líder é identificar estes bons homens e mulheres e atribuir-lhes tarefas que sirvam à comunidade."

NELSON MANDELA

(1918-2013)
Lider Sul-Africano, Prêmio Nobel da Paz em 1993,
no livro "Conversas que Tive Comigo, de 2010.
Esta é o primeiro dos quatro
Princípios Fundamentais que deveriam motivar todo líder,
enunciados na página 375.

ENTRE ASPAS (www.eniopadilha.com.br)

"Um verdadeiro líder deve trabalhar arduamente para diminuir as tensões, especialmente quando está lidando com questões delicadas e complicadas. Extremistas normalmente vicejam
quando há tensão, e a emoção pura tende a sobrepujar o pensamento racional."

NELSON MANDELA

(1918-2013)
Lider Sul-Africano, Prêmio Nobel da Paz em 1993,
no livro "Conversas que Tive Comigo, de 2010.
Esta é o segundo dos quatro
Princípios Fundamentais que deveriam motivar todo líder,
enunciados na página 375.

ENTRE ASPAS (www.eniopadilha.com.br)

"[Um verdadeiro líder usa todas as questões, por mais sérias e delicadas que sejam, para assegurar que ao fim do debate emerjamos mais fortes e mais unidos do que antes"

NELSON MANDELA

(1918-2013)
Lider Sul-Africano, Prêmio Nobel da Paz em 1993,
no livro "Conversas que Tive Comigo, de 2010.
Esta é o terceiro dos quatro
Princípios Fundamentais que deveriam motivar todo líder,
enunciados na página 375.

ENTRE ASPAS (www.eniopadilha.com.br)

"Em toda disputa finalmente se chega a um ponto em que nenhuma das partes está totalmente certa ou totalmente errada. Em que fazer concessões é a uníca alternativa para aqueles que desejam seriamente a paz e a estabilidade."

NELSON MANDELA

(1918-2013)
Lider Sul-Africano, Prêmio Nobel da Paz em 1993,
no livro "Conversas que Tive Comigo, de 2010.
Esta é o último dos quatro
Princípios Fundamentais que deveriam motivar todo líder,
enunciados na página 375.

ENTRE ASPAS (www.eniopadilha.com.br)

"A educação é a arma mais poderosa que você pode
usar para mudar o mundo."

NELSON MANDELA

(1918-2013)
Lider Sul-Africano, Prêmio Nobel da Paz em 1993
(no livro "Conversas que Tive Comigo", de 2010)

ENTRE ASPAS (www.eniopadilha.com.br)

"Fazer concessões é a arte da liderança e as concessões são feitas ao adversário, não ao seu amigo. "

NELSON MANDELA

(1918-2013)
Lider Sul-Africano, Prêmio Nobel da Paz em 1993
no livro Conversas que Tive Comigo, página 375

ENTRE ASPAS (www.eniopadilha.com.br)

"Na política, há assuntos muito delicados e normalmente as pessoas não querem tomar uma atitude impopular. Se o povo diz 'Temos que partir pra ação', muito pouca gente responde 'Temos recursos pra isso? Estamos suficientemente preparados? Estamos em posição de bancar essa ação?' Alguns querem dar a impressao de ser militantes, e por isso não enfrentam os problemas, principalmente um tipo de problema que pode afetar a popularidade. o sucesso na política exige conquistar a confiança do povo nas suas ideias, divulgando-as com muita clareza, muita muita delicadeza, muita calma, mas ao mesmo tempo, muito abertamente."

NELSON MANDELA

(1918-2013)
Lider Sul-Africano, Prêmio Nobel da Paz em 1993
(no livro "Conversas que Tive Comigo", de 2010. p.44)

ENTRE ASPAS (www.eniopadilha.com.br)

"Somente grandes propósitos despertam grandes energias."

NELSON MANDELA

(1918-2013)
Lider Sul-Africano, Prêmio Nobel da Paz em 1993
no livro Conversas que Tive Comigo, página 63

ENTRE ASPAS (www.eniopadilha.com.br)

"É bom presumir que os outros sejam pessoas íntegras e honradas, porque você tende a atrair integridade e honra se olhar dessa forma para as pessoas com que trabalha."

NELSON MANDELA

(1918-2013)
Lider Sul-Africano, Prêmio Nobel da Paz em 1993 no livro
Conversas que Tive Comigo página 249

ENTRE ASPAS (www.eniopadilha.com.br)

"Com leis ruins e funcionários bons ainda é possível governar. Mas com funcionários ruins as melhores leis não servem para nada."

OTTO VON BISMARCK

(1815-1898)
Estadista alemão no livro Bismarck como Educador,
de J. F. Lehmann, página 284

ALIRUBIT

53 ANOS DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ

(Publicado em 20/07/2017)





Comentários?

ARTIGOS DE ÊNIO PADILHA

VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL

(Publicado em 19/07/2017)



Pense bem e responda: o que é, afinal, Valorização Profissional?
Quantas vezes você já participou, aí na sua entidade de classe, de alguma palestra, seminário, curso ou um outro evento qualquer em que o tema central era a Valorização Profissional? Você sabia que a Valorização Profissional é a segunda principal motivação para a criação ou revitalização de entidades de classe de Engenharia e Arquitetura no Brasil? (a primeira é, ainda, Tabela de Honorários).

Não lhe parece estranho que, com tanta gente querendo, e com tantas entidades se movimentando... a tal da valorização profissional pareça estar cada vez mais distante? Inacessível? Inatingível?

E sabe onde está o "X" da questão? No termo "Valor", embutido na palavra "Valorização".
Infelizmente, para a maioria das pessoas, valorização significa "ganhar mais". Ter mais "valor" significa "valer mais" (em dinheiro). É o famoso "Ter" e "Parecer" sobrepujando o "Ser" e o "Saber". Isso significa transformar conseqüência em objetivo. O meio em fim.

Estive envolvido em um trabalho de Consultoria muito interessante, com uma grande entidade nacional, que reúne os melhores profissionais do país em sua área de atuação. Realizamos seminários de discussão deste tema e eu (como orientador dos debates) propus uma abordagem diferente para o assunto: é preciso ver o clássico objetivo de melhorar a remuneração não mais como um objetivo e sim como uma conseqüência de um processo. Para isso é preciso revisitar o conceito de Valorização Profissional. E entender que, ganhar mais não significa, automaticamente, ser mais valorizado. No entanto, quando se é, realmente, valorizado pelo mercado, ganhar mais é uma conseqüência natural.

Para isso, vamos estabelecer aqui uma simplificação: você é valorizado pelo mercado se você se sente à vontade neste mercado. Se você gosta do que você faz (do jeito que você faz) e se as coisas acontecem como você entende que as coisas devam acontecer. Em outras palavras: você está no comando (ou, pelo menos, está nos degraus superiores da cadeia de comando). Fora disso, não importa o quanto você ganha. Você e seu trabalho não são, definitivamente, valorizados.

Dignidade, Realização, Reconhecimento, Segurança, Perspectivas promissoras... Essas são as cinco condições fundamentais e os principais indicadores da verdadeira valorização profissional.

A Dignidade é determinada pelo respeito que a sua presença impõe. A certeza interior que você tem de que está fazendo o melhor, da melhor maneira possível e que ninguém, em momento algum poderá desestabilizar a sua atuação.

A Realização Profissional se dá quando você consegue ver materializado as suas idéias sem intervenções, sem mutilações, sem comprometimentos. A sensação maravilhosa de ver que o seu trabalho teve princípio, meio e fim.

Aí vem o Reconhecimento Profissional aquela impagável manifestação do mercado (não apenas do cliente) de que o seu trabalho é diferenciado e valioso.

Nenhum profissional poderá se sentir valorizado se estiver se sentindo inseguro na relação com o mercado. A Segurança, portanto, é uma condição absolutamente indispensável para determinar que você tem Valorização Profissional. Se você não se sentir seguro, nunca irá fazer bons negócios. O problema com a segurança é que esse é um sentimento que você precisa conquistar. Não é dado pelos outros.

A Perspectiva Promissora fecha esse nosso pequeno conjunto de indicadores de valorização profissional. Se o seu trabalho não lhe dá perspectiva, você não tem uma vida ligada a esse trabalho. Ele, definitivamente, não vale a pena.

Não tenho dúvidas de que esse tema e esses indicadores precisam ser dissecados com muita atenção. É o que pretendemos fazer neste artigo. O importante é deixar claro que a conquista dessas condições fundamentais (esses indicadores) nos leva diretamente (como conseqüência) para a valorização financeira.

Você pode até ganhar muito dinheiro. Porém, sem Dignidade, Realização, Reconhecimento, Segurança, Perspectivas Promissoras... você terá tudo, menos valorização profissional


DIGNIDADE

Poder! Se você não fizer um esforço para entender as relações de poder (e como as pessoas buscam e exercem poder) terá alguma dificuldade para entender a importância da dignidade para o sentimento de valorização que o profissional quer ter.

Vamos ao dicionário: Dignidade é qualidade moral que infunde respeito; consciência do próprio valor; honra, autoridade, nobreza; qualidade do que é grande, nobre, elevado; modo de alguém proceder ou de se apresentar que inspira respeito; solenidade, gravidade, brio, distinção; respeito aos próprios sentimentos; amor-próprio...

Como eu disse antes, a Dignidade é determinada pelo respeito que a sua presença impõe. A certeza interior que você tem de que está fazendo o melhor, da melhor maneira possível e que nin-guém, em momento algum poderá desestabilizar a sua atuação.
Muita gente tem dificuldade de entender o que é Dignidade porque não sabe se é uma coisa que a pessoa tem ou se é uma coisa concedida a essa pessoa pelas outras.
Pois bem. Vou tentar ser objetivo, correndo o risco de ser simplista:

Dignidade é uma coisa que sempre começa dentro de nós. Ninguém nos tira a Dignidade, a menos que permitamos isto.
Dignidade é um estado de espírito. Uma "aura". Algo que ninguém consegue identificar objetivamente ou medir com algum critério ou instrumento.

É um direito que o indivíduo dá a si mesmo de olhar os outros de frente, de cabeça erguida, sem medos, sem vergonhas, sem constrangimentos.

Esse DIREITO a pessoa se dá, baseada em sua retidão de caráter, na sua firmeza de princípios, nas suas intenções honestas, na sua consciência de que representa algo útil e importante.

Observe essa última frase desse último parágrafo: "sua consciência de que representa algo útil e importante". Esta é a certeza fundamental, sem a qual o processo de construção da Dignidade fica prejudicado. A certeza de que você é útil e importante.

Estou sendo repetitivo? Não. Estou determinando claramente um ponto.
E por que repetir três vezes a mesma coisa? Porque é aí, neste ponto, que somos atacados. E, muitas vezes, é nesse ponto que nossa Dignidade é ferida de morte.

As relações comerciais são, em certa medida, disputas por territórios emocionais. Na prestação de serviços essa característica fica mais evidente, pois as relações são muito mais pessoais e as fortalezas individuais são elementos decisivos no jogo dos negócios.
Muitos clientes, por ignorância ou má-fé, tentam nos enfraquecer emocionalmente minando nossa auto-confiança, nossa auto-estima... nosso sentimento de utilidade e de importância.

Se percebem alguma fragilidade no nosso caráter, na honestidade, na competência (leia-se qualidade do serviço) colocam isso sobre a mesa, de forma sutil ou escancarada (dependendo da conveniência).

Se, porém, o produto tem a qualidade desejada, lançam mão de práticas de exercício de poder como falta de atenção, ausência de respostas, chá de espera, chá de cadeira, exigências descabidas, comentários depreciativos à categoria profissional...

Aí é que entra em cena a necessária Fortaleza Espiritual que o profissional precisa ter para não se deixar levar por esse "jogo" e acabar acreditando que vale pouco ou nada. Não pode perder a Dignidade e se submeter à certas humilhações. Não pode aceitar um trabalho do qual não possa vir a se orgulhar. Não pode aceitar que o cliente o trate como um mal necessário - ou desnecessário.

Não pode viver com medo! Acredite. Na maioria das vezes, basta um olhar para colocar as coisas no devido lugar. Um olhar que diga "Eu sei o que eu sou. E sei quanto eu valho. Se você não tem a capacidade de perceber isso, talvez você não tenha nenhuma utilidade para mim..."

Mas, atenção: não adianta treinar esse discurso. Se utilizar apenas palavras, não vai surtir o mesmo efeito! Tem de vir da alma. A Dignidade está no olhar.


REALIZAÇÃO
A REALIZAÇÃO é parte fundamental do caminho que leva à Valorização Profissional pois quem não realiza não se realiza.
Do que estamos falando? De quem estamos falando?
Dos caneteiros. Dos acobertadores. Assinadores de planta, capachos de desenhistas... Estamos falando dessa raça nefasta de levianos irresponsáveis que desgraça a profissão, jogando lama sobre tantos anos de dedicação e sacrifícios deles próprios e também dos seus colegas.
Esse bando que não realiza nada, nunca. E que, por isso, nunca se realiza profissionalmente. Que não sente orgulho do que faz. Que não tem dignidade profissional.

Me desculpem pelo destempero, mas esse é um tema que me ferve o sangue.
Os acobertadores constituem um pequeno grupo (e têm seus similares em qualquer outra profissão, não há dúvida). Nunca representam mais do que oito ou dez por cento de uma determinada comunidade profissional. Mas o estrago que conseguem fazer é uma coisa descomunal.
São uma praga. Um câncer. Uma desgraça !

É um problema que precisa ser enfrentado com coragem e determinação. Acredito que o sistema profissional (Confea/Crea /Entidades de Classe/Sindicatos...) precisa declarar uma luta sem tréguas a essa causa.
A prática do acobertamento precisa ser considerada falta gravíssima e o castigo precisa ser extremamente severo, pois trata-se de um desvio que leva às mais nocivas consequências para a profissão.

Nenhum estudante de Engenharia, Arquitetura ou Agronomia "sonha" em ser um caneteiro. Nenhum profissional recém-formado quer ser um acobertador... A escolha desse caminho se dá por:
1) Fraqueza de Princípios;
2) Dificuldades Naturais do Mercado;
3) Impunidade Legal;
4) Impunidade Moral.

A Fraqueza de Princípios pode e deve ser combatida durante o processo de formação, com a Inclusão Profissional.
A Inclusão Profissional deve ser promovida pelo sistema (Confea/Crea/Entidades de Classe, Sindicatos...) através de palestras, cursos, seminários, eventos sociais e esportivos cujo objetivo é a transmissão dos preceitos éticos e morais do exercício da profissão.
O Código de Ética profissional precisa ser introduzido nas universidades e sua discussão e prática deve ser permanente. Da festa do calouro ao dia da formatura.
O estudante de Agronomia, de Engenharia, de Arquitetura e das demais profissões do sistema precisa se sentir DENTRO. Precisa sentir-se Engenheiro, Arquiteto e Agrônomo, desde o primeiro dia de aula. Só assim irá desenvolver o necessário sentimento de respeito e ética para com os colegas.
Alguém aí tem coragem de dizer que isso não reduziria consideravelmente o número de caneteiros no mercado ?

As Dificuldades Naturais do Mercado são outra explicação (não justificativa) para o desvio que alguns colegas tomam em direção à prática do acobertamento.
Pode ser combatida com informação, treinamento e preparo empresarial.
Se o profissional não sabe como enfrentar as dificuldades naturais do mercado... dá-lhe cursos de gestão empresarial, marketing, administração de custos, relacionamentos interpessoais... essas coisas que, infelizmente, ainda não temos nas escolas de engenharia, de arquitetura e de agronomia.

É preciso aprender uma coisa simples: ganha-se mais trabalhando direito. E ainda tem a vantagem de que isto nos dá realização profissional e dignidade (leia-se "valorização profissional")

A Impunidade Legal, bem como a Impunidade Moral são responsabilidades do sistema e também nossa. De cada profissional individualmente.

O sistema precisa criar mecanismos para punir com maior RAPIDEZ e RIGOR os casos de acobertamento. Nós, profissionais, precisamos ser menos tolerantes com esse desvio moral.
Não podemos mais fechar os olhos e fazer de conta que não é conosco.

As entidades de classe precisam ter uma comissão permanente de "patrulha" e esclarecimento (o primeiro estágio) para fazer um "policiamento ostensivo" e impedir que um desvio eventual se torne uma prática profissional permanente.

É preciso eliminar a possibilidade de um profissional acobertador sentir-se confortável ou seguro. É preciso dar a ele apenas uma saída. Apenas um caminho. O retorno à prática profissional digna e correta.
Essa luta é de todos. De toda a classe. Não é uma coisa pontual.
Se eu, um engenheiro eletricista, estiver cometendo acobertamento, o meu colega agrônomo, que pensa que não tem nada a ver com isso, estará, também, pagando uma parte da conta.
Valorização profissional é um conceito muito complexo. Difícil de ser obtido.
A maior dificuldade está justamente no fato de que é uma conquista coletiva. Depende de todos e de cada um.


RECONHECIMENTO
O Reconhecimento é talvez o único dos fundamentos da Valorização Profissional que depende muito menos de nós e muito mais dos outros. É, com certeza, uma das coisas mais difíceis de ser obtida.

O Reconhecimento Profissional é aquela impagável manifestação do mercado (não apenas do cliente) de que o seu trabalho é diferenciado e valioso.

Uma das chaves para o reconhecimento profissional é a paciência. Sim, paciência, pois, como já me disse certa vez o colega engenheiro Petrolinces, em Itumbiara, Goiás, "o sucesso é uma coisa que uma pessoa leva uma vida inteira para conseguir de um dia para outro".

O reconhecimento profissional geralmente aparece muitos anos depois que você mesmo já se deu conta de que o seu trabalho tem muito valor.
Daí a importância da paciência. Você precisa entender que as pessoas levam muito tempo para perceber aquilo que, para você, parece óbvio: a excelente qualidade do seu produto.

Outra coisa importante: o reconhecimento profissional começa pelo reconhecimento dos seus colegas de profissão. Isto é, realmente, muito importante. Um profissional que quer ser valorizado pelo mercado precisa ser valorizado pelos seus colegas.
Eu não conheço nenhum caso de um grande profissional reconhecido pelo mercado que não seja reverenciado pelos seus colegas.

Portanto, não esqueça: as estratégias de marketing profissional que você vai por em prática tem de incluir os seus colegas como público alvo. Pois sem o conhecimento e o reconhecimento deles você nunca obterá o conhecimento e o reconhecimento do mercado (o que inclui os seus po-tenciais clientes)


SEGURANÇA
A tão sonhada Valorização Profissional nunca chegará para um profissional que não seja absolutamente seguro quanto ao seu trabalho. Que não tenha certezas profissionais. Que não transpire a convicção da competência.
Um profissional seguro é muito mais respeitado. E um profissional respeitado está a mais de meio caminho da Valorização Plena.

O problema é que Segurança não cai do céu. Segurança é privilégio dos competentes. E competência tem um custo direto muito alto. Nem todos os que gritam por Valorização Profissional estão dispostos a pagar esse preço.

A engenheira e professora universitária em Lisboa, Portugal, Maria Teresa de Barros tem uma frase que é muito apropriada, quando o assunto é ética profissional: “A primeira e principal regra de ética profissional para um engenheiro é ser competente.”

Podemos, sem susto algum, estender esta afirmação também à segurança. E, por decorrência natural, à Valorização Profissional. Todo profissional precisa, todos os dias, perguntar a si próprio: “Em que medida eu estou desenvolvendo as minhas competências profissionais?” “Estou suficientemente atualizado quanto aos conhecimentos da minha profissão?”

FUTURO
Uma profissão só pode ser considerada “Valorizada” se os seus praticantes têm futuro. Se as perspectivas são promissoras.

Como eu já disse na introdução deste ensaio, se o seu trabalho não lhe dá perspectiva, você não tem uma vida ligada a esse trabalho. E, definitivamente, não vale a pena.

Mais uma vez preciso chamar a atenção para o ponto de vista que serve de base para este texto: a Valorização Profissional não pode ser expressa em renda financeira.

Se for assim, teremos que admitir que os estelionatários, aliciadores de prostitutas, os assaltantes e os traficantes de drogas têm profissões muito valorizadas. Afinal, todas essas atividades rendem um bom dinheiro.

Mas veja, leitor, quanta coisa falta a essa gente para que sejam (e se sintam) realmente valorizados.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | ep@eniopadilha.com.br


Leia o artigo completo aqui

ARTIGOS DE ÊNIO PADILHA

NELSON MANDELA É O CARA!
(o cara que os Líderes da Arquitetura e da Engenharia
deveriam conhecer e seguir)

(Publicado em 18/07/2013)





Se você não sabe quem é Nelson Mandela posso afirmar uma coisa: você está prestando atenção nas pessoas erradas.
Nelson Mandela é o cara!

Líder Sul-Africano, Prêmio Nobel da Paz em 1993 e eleito presidente da África do Sul em 1994. Só isso, por enquanto.

Em 1996, quando ele ainda era presidente, publicou sua autobiografia, na qual contou com a colaboração de Ahmed Kathrada (seu companheiro de prisão) e Richard Stengel (editor e escritor). Naquele livro, por razões óbvias, as palavras tinham de ser medidas e nem tudo podia ser dito sem o risco de comprometer as estratégias de um governo ainda frágil e incipiente.

Em 2010, já "livre" do cargo de Presidente, lançou outro livro, "Conversas que Tive Comigo" (com prefácio de Barack Obama).
Neste livro a coisa é diferente. Ele foi concebido com o objetivo de dar aos leitores acesso ao Nelson Mandela por trás da figura pública, a partir do seu arquivo pessoal, composto de escritos e registros de conversas privadas com seus melhores amigos. O resultado são 415 páginas de luzes sobre um personagem do qual muitos conheciam as atitudes e ações mas poucos conheciam as motivações.

Fascinante!

O que Mandela tem de tão especial? Por que ele é tão amado, respeitado, reverenciado por tanta gente no mundo inteiro?
É que ele conseguiu, numa situação de extrema dificuldade, dar forma concreta à belíssima frase do pensador francês Jean-Paul Sartre: "Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim".
O conceito é gigantesco, mas os casos em que ele foi aplicado na prática são muito raros.

Mandela era um advogado, militante e líder de causas sociais e combatente do Apartheid, regime de segregação racial adotado pelos governos da Africa do Sul de 1948 a 1994.
Ele foi preso, em 1962 e mantido preso por 27 anos (sendo que mais de metade desse período em condições desumanas, sofrendo todo tipo de humilhações, restrições físicas e psicológicas).
Ele enfrentou esses duros anos com paciência e sabedoria, sem ter abandonado, em momento algum, suas convicções ou cedido a pressões ou acordos que não garantissem a chegada ao futuro desejado: o fim do Apartheid.

Vencida a luta, extinto o Apartheid, Mandela foi eleito Presidente da África do Sul. Estava agora em posição de dar o troco. Vingar-se de tudo e de todos os que haviam roubado 27 anos da sua juventude. O revide estava servido e Mandela tinha os meios, a força e as justificativas para devolver aos seus opressores todo o sofrimento que lhe fora imposto por quase três décadas...

O que ele fez então é justamente o que o torna grande: ele liderou uma inimaginável transição pacífica na África do Sul. Conteve, com sua ascendência moral, os companheiros belicosos que queriam simplesmente inverter os papéis e impingir aos antigos opressores o gosto da submissão.

Numa região (num continente) em que a maioria dos países vive em constante gerra civil, Mandela garantiu à África do Sul uma caminhada firme em direção ao progresso de TODOS e não apenas dos que estão no poder. Baseado em princípios sólidos e noção clara de que o objetivo não pode ser trocado por pequenas vitórias efêmeras, ele venceu as próprias vaidades e fez da sua vida um grande exemplo de dignidade valor.

O livro de Mandela deveria ser lido por Engenheiros e Arquitetos que estão em posição de liderar seus companheiros nos Creas, no Confea, no Cau e no IAB e nas dezenas de Entidades de Classe de Engenharia, de Arquitetura e de Agronomia.

Os colegas deveriam aprender com Mandela, por exemplo, que "fazer concessões é a arte da liderança e as concessões são feitas ao seu adversário, não ao seu amigo" (página 375); e que "É bom presumir que os outros sejam pessoas íntegras e honradas, porque você tende a atrair integridade e honra se olhar dessa forma para as pessoas com que trabalha." (página 249)

Mais importante: deveriam ler os Princípios Fundamentais que deveriam motivar todo líder (página 375)

a) Existem bons homens e mulheres em todas as comunidades. O dever de um verdadeiro líder é identificar estes bons homens e mulheres e atribuir-lhes tarefas que sirvam à comunidade;

b) Um verdadeiro líder deve trabalhar arduamente para diminuir as tensões, especialmente quando está liderando com questões delicadas e complicadas. Extremistas normalmente vicejam quando há tensão, e a emoção pura tende a sobrepujar o pensamento racional;

c) Um verdadeiro líder usa todas as questões, por mais sérias e delicadas que sejam, para assegurar que, ao fim do debate, emerjamos mais fortes e mais unidos do que antes;

d) Em toda disputa, finalmente se chega a um ponto em que nenhuma das partes está totalmente certa ou totalmente errada. Em que fazer concessões é a única alternativa para aqueles que desejam seriamente a paz e a estabilidade.


Que tal?



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br

Deixe AQUI o seu comentário

ARTIGOS DE ÊNIO PADILHA

VALE A PENA PARTICIPAR DE ENTIDADES DE CLASSE?


ÊNIO PADILHA
professor@eniopadilha.com.br






Em 2010 aconteceu (em Cuiabá) o 7º Congresso Nacional dos Profissionais do Sistema Confea/Crea.

Centenas de eventos preparatórios (locais, regionais e estaduais) foram realizados no Brasil inteiro, envolvendo todos os profissionais interessados em participar do processo. Para orientar as discussões desses eventos preparatórios o Confea elaborou um caderno com Textos Referenciais relativos aos diversos temas do Congresso.

Um desses textos foi escrito por mim, para o Eixo Referencial EXERCÍCIO PROFISSIONAL e tem o título "O EXERCÍCIO PROFISSIONAL E A SUSTENTABILIDADE DAS PROFISSÕES: UMA ABORDAGEM MERCADOLÓGICA" (16 páginas). O tópico 5 deste artigo relaciona "Dez Elementos para o Exercício Profissional Sustentável". E aqui está um desses elementos:


5.3 ENVOLVER-SE NAS ATIVIDADES DAS ORGANIZAÇÕES PROFISSIONAIS

Ninguém questiona o fato de que a valorização profissional e o engrandecimento da marca profissional no mercado passa pelo fortalecimento das Entidades de Classe.

Mas o que é uma Entidade de Classe Forte? Se um dirigente pretende fortalecer as entidades de classe, como podemos avaliar o seu desempenho nessa missão? E por que existe esse consenso de que Entidade de Classe Forte é igual à profissão forte e valorizada?

Vamos por partes. E começamos pela última questão: Entidades de Classe são organizações que, geralmente, são bem acolhidas pela sociedade. Em geral, são vistas como uma manifestação coletiva dos indivíduos que a compõem. Uma espécie de representante do pensamento do grupo na sociedade. Por serem organizações que brotam de dentro pra fora (e de baixo pra cima, fruto da vontade de seus integrantes originais) são, geralmente, consideradas mais legítimas do que organizações que existem para dar suporte a determinações legais (como os conselhos e sindicatos).

Em outras palavras, as entidades de classe são a parte, digamos assim, pura, das organizações do sistema. Ou, pelo menos, é assim que são vistas pela sociedade. Se elas forem fortes e determinantes a profissão que ela representa tende a ser considerado forte e determinante também.

E o que é ser uma entidade forte e determinante? É ser percebida, pela sociedade, como uma instituição que precisa ser ouvida e respeitada nas questões que envolvem o objeto da profissão representada. Se, numa determinada cidade, a prefeitura promove uma discussão sobre saúde pública e dela não participa, de forma determinante, a Associação Médica local, podemos ter certeza de que essa entidade de classe não é forte. Da mesma forma, uma Entidade de Classe de Engenharia, de Arquitetura ou de Agronomia, para ser considerada forte, precisa estar presente, de forma determinante, em todas as discussões da região que envolvem os objetos de interesse dessas profissões (isto significa praticamente toda a atividade social da região).

Por isso, ser presidente, membro da diretoria ou participante ativo da sua entidade de classe é tão interessante e constitui uma contribuição tão relevante para o engrandecimento da categoria e a valorização profissional.

Participar da Entidade de Classe e trabalhar pelo seu funcionamento e crescimento, tarefa que geralmente consome tempo e energia sem nenhuma contrapartida direta é um gesto de desprendimento que caracteriza os profissionais que desejam verdadeiramente que a profissão seja valorizada e que a marca profissional permaneça viva (e forte) na mente das pessoas.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




Para copiar e reproduzir este artigo, conheça nossas REGRAS PARA PUBLICAÇÕES




(veja o artigo completo, baixando o arquivo abaixo)

O EXERCÍCIO PROFISSIONAL E A SUSTENTABILIDADE DAS PROFISSÕES: UMA ABORDAGEM MERCADOLÓGICA
(arquivo .PDF - 15pág)

---ValorizacaoProfissional ---EntidadedeClasse

DEIXE SEUS COMENTÁRIOS

Anotações

MENINAS NA OLIMPÍADA DE MATEMÁTICA

(Publicado em 19/07/2017)



Meninas que representaram Brasil em mundial de matemática contam como é ser exceção em olimpíada.

Pela primeira vez IMO ocorre no Brasil; competição começou no Rio de Janeiro nesta segunda dia 17/07/2017.
Haverá premiação exclusiva às mulheres.



Para obter mais informações visite g1.globo

Comentários

Anotações

MEGACOMPLEXO APPLE PARK

(Publicado em 19/07/2017)



Os mais recentes progressos na construção do megacomplexo Apple Park, localizado em Cupertino, no Estado da Califórnia, EUA.

Veja vídeo, onde é possível observar o avançado estado de execução do complexo que se encontra já parcialmente em funcionamento. Quando finalizado, o complexo será ocupado por mais de 12000 trabalhadores da Apple.



Para obter mais informações visite engenhariacivil

Comentários

Anotações

GOVERNO FEDERAL DETALHA VALORES QUE SERÃO REPASSADOS AOS BENEFICIÁRIOS DO CARTÃO REFORMA

(Publicado em 18/07/2017)



Decreto do Ministério das Cidades publicado na edição do dia 14/07/2017 do Diário Oficial da União informa os valores para o repasse aos beneficiários do Cartão Reforma.

O programa pretende disponibilizar entre R$ 2 mil e R$ 9 mil para famílias de baixa comprar materiais de construção destinados à reforma, à ampliação, à promoção da acessibilidade ou à conclusão de imóveis.



Para obter mais informações visite construcaomercado

Comentários

Anotações

CONCURSOS ABERTOS

(Publicado em 17/07/2017)



Confira lista com 151 concursos e 1.859 vagas na federal, também para arquitetura e engenharia.



Para obter mais informações visite correiobraziliense

Comentários

ARQUITETURA

TELHADO EXTRA DÁ EFICIÊNCIA ENERGÉTICA À CASA

(Publicado em 20/07/2017)



O professor Wen Tong Chong, da Universidade da Malásia, acredita ter encontrado o projeto ideal para uma casa mais ambientalmente correta em regiões tropicais.

Seu objetivo foi obter um equilíbrio entre um "conflito ambiental" que incomoda os arquitetos: como conciliar a crescente demanda de conforto, com seu natural consumo de energia, e a necessidade de reduzir o consumo de energia por conta das mudanças climáticas.

Usar fontes renováveis de energia e aproveitar as variações naturais do clima parece ser uma resposta adequada, mas falar é mais fácil do que fazer.



Para obter mais informações visite institutodeengenharia

Comentários

Concursos de Arquitetura

IAB-RS LANÇA CONCURSO PARA MEMORIAL DAS VÍTIMAS
DA BOATE KISS

(Publicado em 20/07/2017)



O IAB-RS apresentou no dia 10/07/2017, em Santa Maria (RS), o concurso público nacional para a seleção de projetos para a construção do Memorial às Vítimas da Tragédia da Boate Kiss.

Três iniciativas marcaram o evento: a assinatura do termo de desapropriação do imóvel localizado na Rua dos Andradas, no centro de Santa Maria; a apresentação do concurso público nacional de Arquitetos para execução do memorial, organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB RS); e a assinatura de um termo de cooperação entre prefeitura e Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia em Santa Maria (AVTSM), com apoio do IAB RS.

O documento estabelece que o município seja responsável pela contratação e licitação da empresa que fará o projeto do memorial e da empresa que construirá a homenagem.



Para obter mais informações visite iab.org

Comentários

ARQUITETURA

21 CARREIRAS QUE VOCÊ PODE SEGUIR APÓS
SE FORMAR EM ARQUITETURA

(Publicado em 18/07/2017)



Concluir a formação em arquitetura pode ser um processo árduo e longo, mas também muito gratificante. Apesar disso, muitos arquitetos recém-graduados ficam incertos sobre o que querem fazer ou sobre assumir a decisão de não trabalhar com projeto de arquitetura. A seguir, compilamos uma lista de 21 carreiras que você pode seguir com um diploma em arquitetura, que pode ajudar alguns a superar a difícil barreira de começar planejar a vida profissional que os aguarda.



Para obter mais informações visite archdaily

Deixe AQUI o seu comentário

Concursos de Arquitetura

GOVERNO DO CEARÁ LANÇA CONCURSO PARQUE ESTADUAL DO COCÓ

O Governo do Ceará, através da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, lançou o Concurso Nacional de Ideias para o recém-regulamentado Parque Estadual do Cocó no dia 05/07/2017.

Com consultoria do IAB-CE, a competição visa a selecionar a melhor proposta urbanística, paisagística e arquitetônica para as áreas disponíveis. A expectativa é dotar o Cocó de equipamentos de contemplação, lazer, esporte e educação ambiental.



Comentários

ENGENHARIA

LIVRO DE ORDEM DO CONFEA VOLTA A SER OBRIGATÓRIO EM OBRAS DE TODO O PAÍS

(Publicado em 20/07/2017)



A Resolução nº 1.089/17 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) determinou a volta da obrigatoriedade do Livro de Ordem no controle de obras e serviços de engenharia iniciadas a partir de 1º de julho em todo o Brasil.

A medida foi tomada para ajudar na fiscalização das construções após uma solicitação do Tribunal de Contas da União (TCU) e recomendação da Secretaria Federal de Controle Interno do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União.



Para obter mais informações visite techne.pini

Comentários

ENGENHARIA

AUSTRALIANOS CONSTROEM MAIOR EDIFÍCIO COMERCIAL DE MADEIRA

(Publicado em 18/07/2017)



O escritório australiano Tzannes divulgou imagens do International House Sydney, localizada na zona de Barangaroo, no Sul de Sydney. Com sete pisos e 7920 metros quadrados de área interior, o edifício é, de longe, o maior em madeira, a ser construído em solo australiano. A sua estrutura foi executada em madeira maciça estrutural, madeira reciclada e madeira laminada colada cruzada.



Para obter mais informações visite engenhariacivil

Comentários

ENGENHARIA

CURSO COM SÉRGIO SANTOS

(Publicado em 17/07/2017)



Clique sobre a imagem para obter mais informações (data, local, preços, forma de inscrição...)

Deixe AQUI o seu comentário

ADMINISTRAÇÃO - GERAL

VOCÊ TEM FOME DE QUÊ?

(Publicado em 19/07/2017)



THE FOUNDER (FOME DE PODER) - Vi o filme ontem, no Netflix. Eu tinha lido tantas críticas negativas que já estava preocupado. Porém, muitas dessas críticas vinham de gente que se enquadra bem no perfil tratado no meu artigo EXCELÊNCIA APEDREJADA, publicado no meu blog em 2014.





Bom, pra começo de conversa, Ray Kroc (interpretado por Michael Keaton) não é nenhum santo. Mas não é pior do que a maioria dos empreendedores capitalistas de sucesso mundial que conhecemos. É só ler as biografias. Nenhum deles tem uma história intocável.

Richard e Maurice McDonald, fundadores do primeiro restaurante da marca (interpretados por Nick Offerman e John Carrol Lynch) desenvolveram com perfeição um processo produtivo excelente, seguindo cada milímetro da Teoria da Administração Científica de Frederick W. Taylor. É bom lembrar que esses conhecimentos estavam amplamente disseminados nos EUA na primeira metade do Século XX e muitas empresas os utilizavam. Eles foram os primeiros a fazerem isso no ramo de restaurantes. Mas eles não tiveram a visão do valor do que haviam criado. Isto é muito comum: as pessoas têm um produto excelente mas não conseguem transformar isso em um bom negócio. Porque o mundo dos negócios não é um conto de fadas. Não é um jardim de infância.

O grande mérito de Ray Kroc foi ter tido essa visão e ter feito todos os sacrifícios para concretizá-la. Richard e Maurice McDonald jamais teriam feito isso. Seu sistema teria sido copiado por outros concorrentes e certamente eles teriam sido engolidos antes dos anos 1970.

Ray Kroc teve exatamente o que faltava aos irmãos McDonald: visão, coragem, persistência, disposição para assumir riscos e capacidade de liderança.

Ray Kroc deu cotoveladas em adversários, como Pelé. Atirou o carro sobre o concorrente, como fez Ayrton Senna. Deu água batizada aos adversários, como Maradona. Sua biografia poderia não conter esses pecados. Mas esses pecados não definem a sua realização. Uma roseira produz folhas, espinhos e flores. Julgar a roseira apenas pelos espinhos que ela tem é fazer um julgamento limitado, pra dizer o mínimo.

Mas, enfim… é possível aprender algumas coisas com o filme (com a história fascinante desses três personagens):

Com os irmãos McDonald aprendemos que é preciso ter foco: quando eles tinham um restaurante convencional perceberam que 87% das vendas vinham de apenas 3 produtos: hamburguer, fritas e refrigerante. O primeiro “segredo” do sucesso do McDonalds era o portfólio restrito a esses três produtos. É preciso se especializar para alcançar a excelência. E isso foi a primeira coisa que eles fizeram.

Eles também provaram que a sistematização dos processos produtivos pode ser levada ao extremo, seja qual for o seu ramo de negócio. Sistematizar processos significa ganhar tempo, qualidade e produtividade. Mas nenhum restaurante do mundo, até 1948, tinha se dado conta disso. E muitos escritórios de Engenharia ou de Arquitetura ainda acha que isso é impossível de se aplicar ao seu ramo de negócio.

Sua empresa não é apenas uma oficina, um local de trabalho. Ela é um negócio. Essa visão, introduzida por Kroc, foi fundamental para transformar uma ótima idéia em um negócio de sucesso. Controle financeiro, gestão dos recursos humanos e administração do mercado (marketing) são as outras três pernas da mesa chamada NEGÓCIO. O que os irmãos McDonald estavam tentando fazer era administrar uma mesa que só tinha uma perna (ainda que essa perna fosse muito forte).

Pra finalizar: o título original do filme é “The Founder” (o fundador). No Brasil recebeu o enviesado título “Fome de Poder”. Isso diz mais sobre os brasileiros do que sobre o filme (ou sobre Ray Kroc ou a própria McDonald’s.)



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br




A imagem que ilustra este artigo é um detalhe do cartaz oficial do filme, nos EUA.
- http://thefounderfilm.com



---Artigo2017

Deixe AQUI o seu comentário

ADMINISTRAÇÃO - GERAL

VOCÊ PLANEJOU SUA CARREIRA OU APENAS SEGUIU TRABALHANDO, ESPERANDO QUE ALGO ACONTECESSE?
Denilson Giungi

Gerenciamento de carreira não é uma ciência exata e um bom planejamento contribui bastante para conseguir alcançar seu objetivo, além de preparar você para superar eventuais "fracassos"

Tudo em sua vida é sua responsabilidade, inclusive sua carreira!

Você é o que merecer ser!

Você tem o que merece ter!

Você está onde merece estar!

As afirmações acima são duras e, inicialmente, há uma certa resistência em você aceitá-las. Entretanto, se analisar racionalmente, verá que não há do que reclamar. Se planejou e está satisfeito, precisa continuar planejando. Se planejou e os resultados não foram os esperados, precisa rever o planejamento com urgência. Se não planejou, apenas trabalhou contando com a sorte na esperança de que algo acontecesse e precisa começar a planejar com urgência. Nos dois últimos casos, ainda há tempo!

Continue a leitura...



Clique sobre a imagem ou AQUI para obter mais informações no site administradores

Comentários?

ÚLTIMAS INFORMAÇÕES

PUBLICAÇÕES ANTERIORES


Nosso site é atualizado todos os dias à meia noite. As informações de ontem não estão mais na primeira página de hoje.
Para ver o conteúdo publicado nos dias anteriores clique sobre a data, no calendário (abaixo). Ou faça uma busca interna no site, utilizando o buscador (coluna da direita, acima)