TRATAR BEM OS EMPREGADOS E SUBORDINADOS; NÃO EXPLORAR OS FORNECEDORES

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Como todo profissional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia sabe (ou deveria saber), neste ano haverá o 7º Congresso Nacional dos Profissionais (Será realizado em Cuiabá, no mês de agosto).

Centenas de eventos preparatórios (locais, regionais e estaduais) serão realizados no Brasil inteiro, envolvendo todos os profissionais interessados em participar do processo.

O Confea elaborou um caderno com Textos Referenciais relativos aos diversos temas do Congresso (podem ser acessados AQUI). Um desses textos foi escrito por mim, para o Eixo Referencial EXERCÍCIO PROFISSIONAL e tem o título "O EXERCÍCIO PROFISSIONAL E A SUSTENTABILIDADE DAS PROFISSÕES: UMA ABORDAGEM MERCADOLÓGICA" (16 páginas). O tópico 5 deste artigo relaciona "Dez Elementos para o Exercício Profissional Sustentável".

Aqui estão dois deles:
5.6 Tratar bem os empregados e subordinados

A construção de marcas fortes nunca se dá com uma estratégia baseada em poucos movimentos ou ataques a poucos grupos de potenciais interessados. Essa conquista demanda uma estratégia de alcance amplo e a abordagem de múltiplos stakeholders (é todo indivíduo (ou grupo de indivíduos) que tem com a organização uma relação de propriedade ou de interesse. Stakeholder Primário (acionistas, empregados, consumidores e fornecedores); e Stakeholder Secundário (comunidade, governo e sociedade)).

O exercício da profissão de engenheiro, de arquiteto ou de agrônomo, pela sua própria característica, geralmente coloca o profissional na posição de comando, com poderes sobre o espaço de trabalho e autoridade sobre os demais agentes. E todos conhecemos a frase de Abraham Harold Maslow (Aquele mesmo da pirâmide com a hierarquia das necessidades): "Se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder."

Ter poder e autoridade é um desafio. E, no caso de engenheiros, arquitetos e agrônomos, uma responsabilidade. O caráter que o indivíduo deixará vir à tona com suas atitudes no exercício do poder ecoará na percepção coletiva da sociedade sobre o caráter dos engenheiros, dos arquitetos e dos agrônomos em geral.

No caso específico das nossas profissões, no Brasil, temos uma circunstância que torna essa tarefa ainda mais complicada: como já foi dito acima, nosso trabalho decorre do uso intensivo de recursos intelectuais. A ciência e a tecnologia são a fonte primária (matéria prima) do nosso trabalho. Por outro lado, ao contrário de médicos, dentistas e advogados, que concebem e executam pessoalmente seus trabalhos, mantendo total controle do processo produtivo, no nosso caso muitas vezes, assim que sai da nossa mão, a execução passa para as mãos de pessoas com um nível de preparo intelectual muitos degraus abaixo. Por mais que sejamos compreensivos e generosos, fica difícil suportar essa aflição. Especialmente quando (e isso não é raro) a outra parte, além de ignorante é arrogante e resistente. A pressão para a reação explosiva, deselegante e grosseira é real (e compreensível).

Mas é inadmissível! Reconhecer as limitações alheias é parte do nosso trabalho. Além do mais, aquilo que parece “limitação alheia” pode ser simplesmente reflexo da nossa incapacidade de comunicar adequadamente as questões relativas ao trabalho. Se uma parte importante do nosso trabalho precisa ser executado por terceiros então é nossa obrigação desenvolver mecanismos de comunicação que seja eficiente para que essas pessoas possam desempenhar o seu papel à nosso contento. Um engenheiro não pode, simplesmente, colocar as culpas no empregado que não entendeu as instruções. É possível (e muito provável) que as instruções tenham sido dadas de forma equivocada ou com insuficiência de informações.

Empregados e subordinados precisam ser tratados como aliados. Agentes importantes do processo. E, além de tudo, são pessoas. E todas as relações pessoais são objetos do marketing e devem ser do interesse de quem esteja interessado em construir e manter sustentável uma marca.

5.7 Não explorar os fornecedores

Na mentalidade empresarial brasileira o fornecedor sempre foi tratado como extensão da propriedade do cliente. Algo ou alguém que existia apenas para servir, atender, satisfazer as necessidades, anseios, desejos, etc. Tradicionalmente, clientes empresariais sempre se consideraram a parte forte e privilegiada na relação cliente x fornecedor.

Muitos engenheiros, arquitetos e agrônomos se estabelecem no mercado como autônomos ou empresários e assumem essa postura arrogante e prepotente em relação aos seus fornecedores, julgando que eles estejam num degrau hierárquico inferior.

Grande erro!

Hoje sabemos (ou, por outra, precisamos saber) que o fornecedor é algo ou alguém com vida própria. Com seus próprios interesses, com as suas razões. O fornecedor não existe apenas para nos servir. Ele precisa ter resultados. E, para obter esses resultados ele vai ao mercado, analisa, pesquisa e age. Agindo, ele interfere. E assim, muda alguma coisa na nossa vida, mesmo que a ação desse fornecedor não tenha sido diretamente ligada à relação dele com a nossa empresa.

Profissionais e empresas de Engenharia, de Arquitetura e de Agronomia têm muitos fornecedores, ainda que nem percebam. São atendidas por empresas e profissionais de informática, contabilidade, limpeza, propaganda, oficinas mecânicas, além de outros serviços de engenharia e arquitetura. Administrar a relação de tantos interesses interligados não é tarefa fácil. Requer sensibilidade, tino comercial e cultura mercadológica. Errar a mão nessa tarefa não é tão raro. É preciso estar atento.

ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br
(artigo_ep)



(veja o artigo completo, baixando o arquivo abaixo)

[DOC;cnp2010c_marketing_eniopadilha.pdf;O EXERCÍCIO PROFISSIONAL E A SUSTENTABILIDADE DAS PROFISSÕES: UMA ABORDAGEM MERCADOLÓGICA]

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