POR QUE ARQUITETOS E ENGENHEIROS NÃO COBRAM CONSULTA?

(Publicado em 01/04/2006)



Se você fizer essa pergunta (a do título deste artigo) para 10 engenheiros e arquitetos, é provável que receba nove respostas do tipo \"os arquitetos e engenheiros não cobram consulta porque os clientes se recusam a pagar\". Ponto final. Assunto encerrado!

Então vamos fazer outra pergunta: Por que os clientes se recusam a pagar consultas feitas à arquitetos e engenheiros? Bom. Aí a conversa já é outra. Para responder a essa pergunta é preciso tentar entender o que passa na cabeça do cliente. Um bom começo é tentar pensar como um deles: você estaria disposto a pagar para saber se o dia já amanheceu? Pagaria para saber quem ganhou o campeonato de beisebol do Canadá? Quanto você pagaria pela informação sobre o resultado das eleições no Canta Galo Futebol Clube, de Rio do Sul?





Se você ainda não sacou o talão de cheques você já começou a entender o conceito: um cliente só paga por uma informação se ela tem algum valor para ele. Os clientes, via de regra, não aceitam pagar por consultas de engenheiros porque, para eles, essa informação não tem valor.

Mas, veja bem, eu não disse que a informação não tem valor. Eu disse que o cliente acha que a informação não tem valor. É diferente. A questão está no que o cliente pensa. A percepção do cliente é o que importa. É aí que está todo o problema.

Informação é a palavra chave de praticamente todo serviço de engenharia. Você pode dizer que vende projetos, consultorias, assessoramento técnico\", \"administração ou acompanhamento de obras\"... Mas, seja qual for a sua resposta ela pode ser reduzida a uma única palavra: INFORMAÇÃO (na verdade, conhecimento). Empresas de engenharia ou arquitetura, sejam elas do tamanho que forem, são, essencialmente, usinas de processamento de informação. O que nós vendemos para o mercado é informação. O que os clientes querem de nós é informação. Esse é o nosso produto.

Consulta é um serviço muito especial. Trata-se de informação em estado puro. É um serviço de inteligência. É um produto que nós temos para vender. E não podemos DAR a única coisa que temos para VENDER.

A maioria dos profissionais de Engenharia ou de Arquitetura comete o pecado da Consulta Grátis, entre outras coisas por que não sabe o que está fazendo. Isto mesmo. Nós não nos damos conta de que estamos dando de graça exatamente aquilo que temos para vender: INFORMAÇÃO.

Engenheiros e arquitetos não cobram por consultas por, basicamente, três motivos:

1. Medo da rejeição: muitos profissionais acham que se cobrarem (ou ameaçarem cobrar) por consulta técnica serão rejeitados pelos clientes. Isto é um problema de Auto-estima. De autoconfiança. Em outras palavras, o profissional não tem certeza de que o que ele tem a dizer é realmente importante e tem valor comercial

2. Excesso de Zelo: além disso, temos as travas deixadas em nosso subconsciente pela nossa formação (pela faculdade). Estamos sempre em busca da perfeição, da exatidão, da definição perfeita. Com isso, muitas vezes não nos damos conta de que um simples \"SIM ou NÃO\" podem ser muito importantes para o cliente e podem ser vendidos por um bom preço

3. Dificuldade para a precificação: a prestação de serviços apresenta uma natural dificuldade para a precificação. As consultas técnicas têm, ainda, o agravante de serem produtos novos, sem tradição. Isto significa o seguinte: não temos referências de como cobrar por isto.

Arquitetos e engenheiros que queiram começar a cobrar por consultas devem começar por 5 regras básicas:

1. Falar menos. Trata-se de uma ATITUDE importante: Isso vai valorizar as suas conversas. Não fale mais do que o necessário. Deixe que as pessoas (os clientes) queiram ouvir o que você tem a dizer.

2. Deixar claro, desde o início da relação com o cliente, que o seu produto é INFORMAÇÃO (e não projeto, acompanhamento de obra, responsabilidade técnica, etc). Isso já muda a referência psicológica do cliente e prepara terreno para uma negociação mais produtiva.

3. Desenvolver o hábito de avaliar o valor que as suas informações terão para quem as recebe (o cliente). O que ele fará com elas (as informações)? Que lucros obterá? Que prejuízos poderá ter em caso de não receber suas informações? Que prejuízos poderá ter se seguir outras informações (erradas)?

4. Observar qual é o nível de consciência do cliente sobre o que foi visto no item 3. Caso o cliente não tenha esta consciência, converse com ele a respeito. Faça-o ver que ele está querendo/precisando de alguma coisa (que você tem, para vender) que é importante para ele. Pedreiros, carpinteiros, azulejistas eletricistas e encanadores vendem potencial de mão de obra (força física, habilidades específicas...). Você vende informações.

5. Não entregar o ouro. Ser inteligente. Avaliar a situação com os olhos do cliente. Se você fosse ele, quais informações seriam as mais importantes? No que você estaria, realmente, interessado? Quanto valeria a pena pagar por isso?

Nunca perca de vista que Consulta é uma Informação que um especialista fornece a alguém, que, por sua vez, precisa dela (da informação) para resolver um problema qualquer. Uma consulta tem valor para quem recebe a informação. Portanto, precisa ter preço.
Simples assim.



ÊNIO PADILHA
www.eniopadilha.com.br | professor@eniopadilha.com.br










...Este artigo foi reproduzido em diversos outros websites, newsletters, jornais e revistas.
Numa de suas publicações, no site BlogRiodoSul.com, obteve uma repercussão fantástica, tendo recebido 55 comentários, sendo, por algum tempo, um dos dez posts mais comentados do Blog.
Aqui você poderá ler os comentários postados no referido blog (que não existe mais). E deixar também a sua opinião...



Zeca
Terça, 4 de Abril de 2006 as 15:33
Com o perdão de toda a classe, se não cobram é porque são uns tansos! Afinal hoje em dia um dos bens mais valiosos é a informação e os profissionais liberais, além do seu serviço, vendem também informação.
Porém os Arquitetos e Engenheiros precisam justificar essa cobrança através de sua competência em informar corretamente o cliente a respeito das melhores soluções para os diversos projetos e não fazer como uns e outros que andam por aí com o diploma debaixo do braço fazendo as maiores barbaridades imagináveis.

Zico
Terça, 4 de Abril de 2006 as 16:29
Que informações \"relevantes\", além dos projetos, acompanhamento de obras, etc...., podem ser cobradas a título de consulta pelos engenheiros?
Existem informações por estes profissionais que possam ser realizadas sem uma vistoria in loco - que daí poder-se-ia entender pelo deslocamente e os dados técnicos - mas consulta sem qualquer verificação técnica?
Qual relevância?

CARLOS ALBERTO PADILHA.
Terça, 4 de Abril de 2006 as 17:36
Primeiro preciso dizer que sou suspeito.
Segundo, que já recebi estas orientações antes e, posso garantir que melhora em muito, sob todos os aspectos, o desenvolvimento do trabalho do profissional liberal.
Terceiro, que não foram só os arquitetos e engenheiros, (exceto os médicos) que deixaram de cobrar consultas, pelos menos motivos elencados no artigo. Inclusive os dentistas passaram a abrir mão da cobrança pela informação ou consulta prévia.
Minha experiência pessoal: Depois que seguindo as orientações do Escritor, passei a cobrar pelas informações que meus clientes vêm buscar no meu escritório, posso garantir que a coisa mudou. E mudou para melhor. Muitos perguntam à minha secretária se é cobrado consulta. Ela está orientada a dizer que sim e a informar o valor. Quem não estiver disposto a pagar, também não levará a informação de graça e nem tomará meu precioso tempo. (Se for o caso, gasto-o aqui no Blog)
Percebi quem paga pela consulta, normalmente contrata. Dinheiro, não dá em árvore e o nosso cliente sabe disso. E ainda, melhorei em muito a qualidade dos meus clientes. Para não me alongar, digo, que é só uma questão de perder o medo. Só isso. CAP.

Antonio Claudio Naschenweng
Terça, 4 de Abril de 2006 as 18:52
Respondendo ao Zico, que informações relevantes tem um médico a fornecer a não ser diagnosticar a doença do paciente e receitar remédio? Que informação relevante tem um advogado a não ser orientar o cliente a proceder de forma a não ser condenado, ou receber um débito? Que informação relevante tem um agrônomo à não ser orientar o agricultor sobre o plantio de suas sementes? Que informação relevante tem um veterinário à não ser orientar o fazendeiro como tratar os animais? Que informação relevante tem administrador de empresas a não ser orientar os diretores no modo de procederem? Desta forma não entendo o porque Eu sendo engenheiro não posso cobrar sobre as eventuais orientações sobre; tipo de concreto, tipo mais econômico de uma laje, tipo de argamassa, tipo de tijolos, tipo de tubos e conexões, tipo de impermeabilizações... Enfim uma gama de informações que sem elas fatalmente o construtor irá aumentar seus gastos. É uma questão de valorizar o serviço profissional.

cicero fernanders
Terça, 4 de Abril de 2006 as 18:53
O ZICO ....
Que informações \"relevantes\", além dos projetos, acompanhamento de obras, etc...., podem ser cobradas a título de consulta pelos engenheiros?
TU NÃO ENTENDE NADA DE ENGENHARIA ....
Desde quando Engenharia = Obras ...
Engenheiro = Criador de soluções
nos mais diversos campos de atuação.
Concordo com o Zeca ... somos uns tansos mesmo... somos os detentores de um bem extremamente valioso e que resulta em alta rentabilidade aos clientes, a informação.
Parábena ao Enio pelo brilhante texto ....

.... O antonio claudio ai em cima colocou com toda propriedade.
Parábens ....

Fernando Reineher
Terça, 4 de Abril de 2006 as 20:17
Caro Zico, acompanho seus comentários (Se é que é sempre o mesmo Zico), concordo com alguns e discordo de outros como é o caso nesta tua observação.
Penso que estas enganado, provavelmente por seres leigo no assunto, e vou te dar um exemplo muito simples de como a informação de um engenheiro pode ser valiosa, mesmo sem visitas e etc como falaste.
Suponhamos que tu sejas proprietário de um indústria, e que gastes R$10.000,00 com Energia Elétrica, pois bem, tu poderias me enviar por fax tua fatura de energia e através de uma análise nesta, te garanto que no próximo mês ela iria \"baixar\" para mais ou menos R$5.000,00 teus gastos com energia, com certeza não te cobraria a consulta, pois o valor desta estaria embutido no projeto que eu te venderia.
Por isso que é interessante observar a questão da \"tansice\" quando um engenheiro não cobra a consulta, pois normalmente as respostas das consultas tem informações básicas, e a solução verdadeira .... só pagando !
O que é a Engenharia senão a venda de soluções ?
Fernando Reineher
Eng. Eletricista.

Gabriel
Terça, 4 de Abril de 2006 as 21:48
A título de registro, o e-mail não confere com o popular blogueiro Zico Ledra. Estimo que seja outro... Salvo esclarecimento do seu autor.

nidia
Terça, 4 de Abril de 2006 as 23:47
Vou botar minha colher nesse angu.
Como em toda a atividade, o profissional habilitado acaba muitas vezes se condicionando a alguns fatores externos. Meio cultural,concorrência, contexto socio-econõmico,dentre outros.No entanto, como falou o professor do CAP - que eu já me confundi toda porque não sei mais qual dos dois é que eu conheço,trouxe a tona o fato principal que permeia a atividade de todos - profissional possui informações que servem para solucionar problems de clientes.Seja lá um engenheiro,a rquiteto,paisagista,enfermeiro,dentista,advogado,biólogo,turismologo, ou um jornalista assim como outras categorias.
Cobrar pelo seu conhecimento,armazenado através do estudo,pesquisa,especializações é parte do processo.E o legal aí é que as pessoas que estão adotando essa postura profissional estão sacando que são detentoras do grande poder atual - o saber, o conhecimento, a informação técnica mais atualzida, aprimorada,adequada às demandas que levaram a busca do profissional.
é legal também socializar o conhecimento, como fez o professor Enio,porque beneficiou não só os da sua área, como de outros labores.Mas a gente tem que refletir sobre a importãncia e responsabilidade diante de nosso cliente.Após diagnosticar a situação será oferecida a melhor solução.E no caso da engenharia amplio mais ainda a coisa - questões culturais, ambientais, técncias,econômicas,geo-
gráficas precisam ser avaliadas.Chega do povo pensar que engenheiro e arquiteto faz planta ou projetinho...Muita gente que comprou planta, feita por colegas de voces que não assumiram essa postura profissional,hoje estão as voltas com outros problemas...

Amilton Teixeira
Quarta, 5 de Abril de 2006 as 08:03
Conversa X Consulta;
Na devida proporção esta história esta igual aquela propaganda na fila do estádio para compra de um ingresso em que o amigo solicita R$1,00(um real) emprestado, mas devolve imediatamente pois ele acha na carteira, quando de pronto o seu \"amigo\" pede os juros.

maristela macedo poleza
Quarta, 5 de Abril de 2006 as 08:12
...um arquiteto estuda para vender idéias... e vive da venda de suas idéias. O artigo do Enio aborda com propriedade a questão. O cliente que não assimila e considera tal pagamento ao contexto do seu empreendimento já está explorando o profissional.Penso que cabe ao profissional a condução deste esclarecimento.

Ênio Padilha
Quarta, 5 de Abril de 2006 as 08:23
1. Gabriel. Obrigado por esta \"colher de chá\". Fico sempre muito agradecido a quem ajuda a divulgar meus modestos textos.
2. O Zico em questão, com certeza, não é o Zico Ledra. Primeiro porque ele é muito inteligente (já falei dele aqui outro dia). Segundo porque ele conhece o ramo. Sabe muito bem o que é engenharia. Terceiro porque é meu amigo (para meu orgulho, diga-se de passagem). Não iria me sacanear!
3. Fiquei impressionado com a posição dos os comentários até aqui. (positivamente impressionado, é claro). Tenho 20 anos de engenharia e uma convicção cristalina quanto ao valor dessa profissão para a sociedade. E digo o mesmo da Arquitetura e da Agronomia. Fiquei muito feliz em ver que os amigos blogueiros que não são engenheiros nem arquitetos, compartilham desses meus pontos de vista. Agradeço muito.
4. Aos colegas engenheiros Cícero e Fernando e para a querida Maristela. Como dizia meu pai, \"Dez pra vocês\".
5. Gabriel e Aldo. Vocês são fogo!


Zico
Quinta, 6 de Abril de 2006 as 17:16
Pessoal, eu não fiz qualquer afirmação - simplesmente realizei uma pergunta por ser leigo da área e ter ficado curioso com a enquete - na verdade que instigá-los para saber um pouco mais.
Se prestarem atenção virão que existe no final de cada parágrafo sempre o ponto de interrogação.
Gostaria de aproveitar a deixa e dizer-lhes que não entendo absolutamente nada da área de engenharia (por isso que perguntei), mas não sou burro, não conheço da área (como comentado alhures), também não sou amigo do Ênio Padilho - nem o conheço, e não possuo a índole de sacanear as pessoas - não pelo menos no anonimato e que não seja cara a cara!

CARLOS ALBERTO PADILHA.
Quinta, 6 de Abril de 2006 as 18:29
Viram? O que vamos dizer agora para o anônimo?! Que ele não existe? Que a opinião dele não conta?
O anônimo de algum modo existe sim. O Zico, inclusive voltou para se justificar e o fez muito bem. Relendo o seu comentário, realmente percebe-se (pelo menos eu percebo) que realmente não teve intenção de sacanear ninguém. É, como disse, um leigo.
O Zico talvez seja um moço, que nunca precisou fazer uma casa, trabalha e estuda em outra área. Logo, por ser jovem, tem poucas experiências. Então, cumpre a nós, compreender estas circunstâncias e quem sabe, não afastar de nós um futuro cliente, agora sabendo da necessidade de uma consulta prévia, e ainda melhor. Já pensaram se o Zico é um cara com um poder aquisitivo bem forte? Nós não o conhecemos, mas ele nos conhece. Entenderam ? Legal né!!!
Espero sinceramente que me entendam. É que eu sempre procuro fazer a melhor leitura possível da vida. Um abraço a todos. CAP.

Amilton Teixeira
Quinta, 6 de Abril de 2006 as 21:31
Caro CAP!
Polêmica quanto ao assunto é a frase:
A maioria das inovações e invenções baseia-se em idéias que são parte do bem comum da humanidade. Por isso é inaceitável limitar o acesso à informação e ao conhecimento para proteger interesses particulares.
O Texto é antigo, não é meu mas....

Antonio Claudio Naschenweng
Quinta, 6 de Abril de 2006 as 22:29
Prezado Zico, você pos a cara para fora em dia de tiroteio,Parabenizo a sua última manisfestação. Com isto você demomsntra mesmo sem se identificar que tens boa índole. Já subiste muito no meu conceito.Mas se precisares de um serviço de engenharia estamos aí.

CARLOS ALBERTO PADILHA.
Quinta, 6 de Abril de 2006 as 22:39
Amilton, sinceramente, não entendi. Você se importa de ser mais claro?

Amilton Teixeira
Sexta, 7 de Abril de 2006 as 21:16
Não querendo ofender, pense?
\"A MAIORIA DAS INOVAÇÕES E INVENÇÕES BASEIA-SE EM IDÉIAS QUE SÃO PARTE DO BEM COMUM DA HUMANIDADE. POR ISSO É INACEITÁVEL LIMITAR O ACESSO A INFORMAÇÃO E AO CONHECIMENTO PARA PROTEGER INTERESSES PARTICULARES\" Você estudou varios anos seguidos, mas toda a matéria estudada não é de sua autoria, como engenheiro que você o é uma consulta não é um serviço prestado, somente um norte(direcionamento), seu serviço começa quando as partes definem a obra que irá ser executada, e assim começa o trabalho propriamente dito.
Consulta é para quem dá um diagnóstico com o remédio propriamente dito para a cura de um mal (médico, dentista).
Polêmica é isto a que me referi.
Idéias que são bem comum da comunidade:
Ex.quebra de patentes de alguns itens como o remédio para HIV; o inventor da roda não deixar ninguém usá-la por ter sido inventada por ele(onde ficaria o avanço tecnológico).
Porém cada profissional tenta puxar a brasa para sua sardinha.
Por que tem quantidades de salário mínimo para algumas categorias profissionais?
Você acha isso valorização profissional? ou simplismente coorperativismo de classe.

CARLOS ALBERTO PADILHA.
Sábado, 8 de Abril de 2006 as 01:55
Caro Amilton.
Acho muito natural que confundam eu com meu irmão. Aliás, isto acontece seguidamente, desde que éramos pequenos. Sinceramente isto não me incomoda, pelo contrário. Sobre o assunto, eu entendo o seu ponto de vista, porém, não concordo com sua tese. Mas isto é coisa pra outra hora.
Quanto ao seu comentário, penso que deva ser dirigido ao Ênio e não a mim, mesmo que neste particular pensemos iguais. É que o artigo é dele, e vejo que você se dirigiu especificamente a um engenheiro, que a profissão básica de meu irmão. Eu faço outra coisa. Mas está tudo bem. Equívocos acontecem. Um grande abraço. CAP.

Ênio Padilha
Sábado, 8 de Abril de 2006 as 22:34
Prezado Amilton Teixeira, duas coisas:
Primeiro: quando você diz que \"a maioria das inovações e invenções baseia-se em idéias que são parte do bem comum da humanidade\" parece claro que você está confundindo CIÊNCIA com TECNOLOGIA.
A ciência é, de fato, patrimônio da humanidade. Mas a tecnologia não.
E Engenharia não é ciência. É tecnologia. Matemática, física, quimica etc (os conhecimentos científicos) são conhecimentos que estão disponíveis para qualquer cidadão em qualquer lugar do mundo. Para ter acesso a eles basta ter interesse, disposição e capacidade intelectual. Não custa absolutamente nada. E esses conhecimentos são utilizados pela Engenharia como \"matéria prima\".
A Ciência é explicativa. A Tecnologia é prescritiva.
Isto significa o seguinte: a ciência descreve porque as coisas são como são. A tecnologia define o que fazer com o conhecimento científico. Como eles podem ser aplicados à solução dos problemas do dia-a-dia.
Engenharia é isto. Do mesmo modo, Medicina e Odontologia não são ciências. A ciência é a biologia. O resto é tecnologia.
Tecnologias são conhecimentos com propriedade intelectual definida. Quem domina a tecnologia tem direito de cobrar por isso. Você pode até discutir isto, mas aí a discussão já não é comigo pois se trataria de redefinir o jeito como as coisas são, no mundo inteiro, há milhares de anos.
Segundo: uma CONSULTA não é só \"um norte (um direcionamento)\" como você diz. O nome disso é \"palpite\" e está baseado nos achismos de cada um.
Uma consulta é uma RESPOSTA. Quando você consulta um médico existe uma pergunta implícita: \"o que é que eu tenho, doutor?\". Quando você consulta um engenheiro também existe, sempre, uma pergunta implícita. A resposta a essa pergunta é uma SOLUÇÃO. Pode ser até um diagnóstico. Se você vai a um médico e ele conclui que você não tem nada, por acaso você não precisa pagar a consulta? Então.
Se você consulta um engenheiro para saber se vale a pena investir o seu numa determinada construção (ou instalação) e o profissional (baseado nos seus conhecimentos e informações) conclui que não há viabilidade técnica ou financeira naquele empreendimento, é justo que você pague a consulta. Afinal, aquela resposta evitou que você jogasse muito dinheiro fora.
Pense nisto com carinho. E consulte sempre um engenheiro da sua confiança.


CARLOS ALBERTO PADILHA.
Domingo, 9 de Abril de 2006 as 19:13
Pois é!!! Eu disse que tinha ser o “cara” pra responder estas coisas.
Vou me associar à moça Marina, e dizer: “Meu irmão, meu orgulho!”. Beijos... CAP.

Amilton Teixeira
Domingo, 9 de Abril de 2006 as 19:36
Viabilidade técnica concordo, mas viabilidade financeira não é a mais indicada para o exercício da engenharia-econômica, a não ser que você também tenha conhecimentos em Administração, Contábilidade, Econômia, Comércio Exterior ou algo nesta linha, portanto pode ficar tranquilo que quando precisar de viabilidade técnica CONTINUAREI a consultar engenheiros de minha confiança.
Agora lidar com dois irmão é fogo, qualquer deslise de troca de nome de um Padilha por outro é pura bucha.
No nosso caso a matéria é de Ênio Padilha, minha resposta do dia 6/04/06, foi exlusivamente para o autor da matéria; por razões do destino a matéia anterior a minha postada, também dia 06/04/2006; 18:29 hora quem postou foi já o Carlos A. Padilha.De 20 comentários só a família Padilha postou 6, juntamente com a matéria polêmica.
Para ambos recolocarei o postado anteriormente onde me refiro a frase polémica:
\"Polêmica quanto ao assunto é a frase\":
\"A maioria das inovações e invenções baseia-se em idéias que são parte do bem comum da humanidade. Por isso é inaceitável limitar o acesso à informação e ao conhecimento para proteger interesses particulares\".
O TEXTO É ANTIGO MAS NÃO É MEU....

Ênio Padilha
Domingo, 9 de Abril de 2006 as 21:29
Amilton
O texto que você cita nem é tão antigo assim: é de 2001. Trata-se de um artigo de Philippe Quéau, publicado originalmente no Le Monde Diplomatique. Você leu o artigo e deve ter percebido, primeiro, que se trata, fundamentalmente, de uma discussão sobre os abusos cometidos pelos detentores de poder econômico, o que, nos dias de hoje, são os detentores da informação. Assim como no passado eram os detentores do capital, dos equipamentos industriais e, antes, das terras. O controle sobre os abusos é necessário. Sempre foi.
Segundo, que o texto não defende a tese de que não se pode cobrar pela tecnologia desenvolvida (essa frase, pinçada do texto funciona muito mais como uma frase de efeito, utilizada pelos editores, tanto aqui quanto na França para atrair os leitores mais).
O artigo de Quéau reflete, na verdade, uma preocupação muito natural neste século XXI, pois INFORMAÇÃO será a principal fonte de riqueza e poder das próximas décadas. Há quem diga que já é!
Também sou a favor da contenção desses abusos e da definição de critérios justos de remuneração para as tecnologias desenvolvidas.
A produção intelectual, no entanto, precisa ser protegida. Ou você acha que Philippe Queau não cobra direitos autorais sobre o que escreve ou que apresenta suas palestras de graça?

PS. Philippe Quéau é engenheiro (ô, raça!!!)

Ênio Padilha
Domingo, 9 de Abril de 2006 as 21:36
Amilton
Só mais ma palavrinha. A administração foi desenvolvida, no início do século, por dois engenheiros: um americano (Frederick Winslow Taylor) e um francês (Henri Fayol). Portanto, viabilidade financeira é, sim, atribuição de engenheiros. Foram eles que inventaram isso.


Amilton Teixeira
Segunda, 10 de Abril de 2006 as 09:28
Minha colocação \"Administração, Econômia, Contabilidade, Comércio Exterior\"; deu-se no sentido amplo do conjunto das decisões financeiras, pois só tratando-se de econômia o capitalismo radical existe esta prática mais de 150 anos.Não é pelo motivo dos engenheiros desenvolverem a Administração que deveremos atribuir-lhes a função da viabilidade financeira.Continuo a colocar que a egenharia subdivide-se tradicionalmente em 5 áreas principais: civil, mecânica, metalúrgica, química e elétrica.O campo tem se expandido e suas fronteiras estão cada vez menos definidas. Com especializações dos conhecimentos, novas áreas se desenvolveram, como as engenharias aeronáutica, aeroespacial, nuclear, náutica, de produção\"(de onde a confusão de viabilidade financeira, pois, a engenharia de produção se ocupa do controle da produção, racionalização e organização do trabalho, tudo visando sua maior eficiência)\",engenharia da computação e de sistemas. Portanto as funções de engenheiros estão bem definidas.

Em tempo.
O ex. ministro de Estado Antônio Palocci é Médico, quem tomava as decisões de viabilidades financeira era sua \"equipe econômica\".Ou você acha que ele era capaz de tomar as decisões sozinho.
O caso de médico bem sucedido,com mais alguns cursos em seu curriculun cito o Sr. Antônio Ermidio de Moraes. (até talvez por deter o quase monopólio do cimento).

Ênio Padilha
Segunda, 10 de Abril de 2006 as 10:21
Amilton.
O Antônio Ermírio de Moraes é Engenheiro. Aliás, um dos mais respeitados do Brasil


Amilton Teixeira
Segunda, 10 de Abril de 2006 as 21:48
Aos 16 anos, José Ermírio de Moraes embarcou para os Estados Unidos para formar-se engenheiro de minas na Colorado School of Mines.Que era pai de Antônio Ermídio de Moraes.
Em 1945, partiu para o Colorado, nos EUA, para se formar engenheiro metalúrgico na mesma faculdade do patriarca, a Colorado School of Mines.Meu ato falho foi sua militancia Em abril vai completar 34 anos de Beneficência Portuguesa. Já foi da Cruz Vermelha e do Hospital Cruz Verde.

Egydio Hervé Neto, Eng.° Civil - Porto Alegre/RS
Segunda, 10 de Abril de 2006 as 22:55
Prezados amigos: Tenho uma empresa especialisada em concreto, matéria na qual fazemos Consultoria & Treinamento. Vi nas observações dos colegas os dois lados de uma mesma moeda: há quem entenda e defenda o \"valor\" do trabalho do Engenheiro e estimula que deva ser paga qualquer consulta; mas há quem não recebe este \"valor\" e conseqüentemente considera um dinheiro posto fora. Isto acontece com outras profissões: são os maus profissionais. Mas acho que todos concordam que uma consulta bem respondida, com uma solução que resolva o problema do cliente, em se tratando de Engenharia,...não tem preço! Desculpem a paródia mas a propaganda de onde tirei a inspiração é imbatível! Abraços a todos!
Egydio.

CARLOS ALBERTO PADILHA.
Segunda, 10 de Abril de 2006 as 23:36
Caro Sr. Egydio.
A conversa, me parece que é, ou está, entre engenheiros. Mas já que o Senhor disse que isto acontece também em outras profissões, permita-me dizer, que sua frase é ótima como “Frase de efeito”. Porém, sem efeito quando o assunto e solução dos problemas. Principalmente os seus. Sugiro que o Senhor, comece hoje a dar consultoria e solucionar problemas de seus clientes gratuitamente.
No próximo ano, o Senhor entrará no Blog para nos dizer: “Prezados amigos, eu TINHA uma empresa especializada e,.......”
Consulta com solução do problema, têm preço sim. Também tirei isso de uma fonte imbatível. Pode acreditar. Um abraço. CAP.

Ênio Padilha
Terça, 11 de Abril de 2006 as 11:16
Mano, seguinte: eu conheço esse engenheiro Egydio. Trata-se de um profissional dos mais respeitados no País. E um defensor intransigente da valorizaçào profissional.
Quando eu li o comentário dele achei normal.
Depois que li o seu, voltei ao dele e vi que, de fato, ele não foi muito claro.
É que ele está acostumado a falar e escrever para os colegas engenheiros, que já conhecem algumas coisas que ele disse só nas entrelinhas. Quando a discussão é pública essa linguagem talvez não fique suficientemente clara.
Mas eu tenho certeza que ele concorda tanto comigo quanto com você.
E tem mais: ele cobra consulta. E cobra um preço bem salgado.
Beijo pra ti. Não esqueça que domingo tem almoço na casa da mãe.

Ênio Padilha
Terça, 11 de Abril de 2006 as 11:18
Ele mandou um e-mail pra mim, dizendo que tinha visitado o blog.
E veja só o que ele escreveu:
\"Gostei muito da animação do BLOG. Se em todo o Brasil se pudesse discutir assim a Engenharia, diretamente com os usuários, com certeza os \"canetinhas\" não fariam tanto sucesso. P pessoal sabe perfeitamente o que quer e está disposto a pagar por isto! Fica claro que o problema é puro medo da própria competência... É, ser Engenheiro, com \"E\" maiúsculo não é mole não...\"


Aldo
Terça, 11 de Abril de 2006 as 11:29
Registro com muito orgulho a vista e a participação do Engenheiro Civil Egydio Hervé Neto de Porto Alegre/RS.
Ao caro Egydio o nosso abraço e o convite para que volte sempre ao blog. Vem aí a discussão sobre o Plano Diretor e opiniões de técnicos são importantes nessa hora. Um abraço. Aldo

Paulo Aguiar
Terça, 11 de Abril de 2006 as 14:35
Caros amigos e profissionais de Rio do Sul e região, parabéns por participarem em tão importante discussão. Caro Ênio, parabéns pelo artigo e permita minha modesta colaboração com algumas definições que talvez ajude no entendimento da questão. Entendo que profissional de engenharia não dá consulta, mas consultoria que, no meu entender, é a consulta técnica. Observemos a definição do dicionário Aurélio, onde consulta é definida como ato de consutar e consultar é pedir conselho, opinião parecer, instrução, sem definir se é ou não técnica. A Lei 5194/66 não faz referência à consulta ou consultoria, porem quando se refer a serviços sempres complementa com a palavra \"técnicos\". A Resolução 218/73 do Confea, em seu Art. 1º, a Atividade 04 refere-se à \"assistência, assessoria e consultoria\". No glossário da Resolução 1010/05 consultoria está definida como: atividade de prestação de serviços de aconselhamento, mediante exame de questões específicas, e elaboração de pareder ou trabalho TÉCNICO pertinente, devidamente fundamentado. Finalizando, entendo que o profissional de engenharia presta serviço de consultoria e para isso deve cobrar a remuneração com base na hora técnica definida por sua entidade de classe. Um grande abraço.
Paulo Aguiar

Luiz Carlos Carlos Zico Ledra
Terça, 11 de Abril de 2006 as 14:37
Lamentável.... caros Blogueiros!
Para surpresa minha os anônimos continuam criando confusão. Até percebi em alguns comentários a nítida intenção de me atingir. Mas para desconforto de alguns, peco-lhes desculpas. Eu, Zico Ledra ou Luiz Carlos Zico Ledra, como costumo me identificar, estava bem longe.....pena né? Ênio e CAP fico imaginando se o (velho Padilha), grande em todos os sentidos além do coração, poderia imaginar o tamanho orgulho que temos em ser seus amigos. Sabe Enio, cá entre nós, viver como nossos pais, em um mundo de muitas limitações, sonhar com um futuro para os filhos, praticamente era impossível. Mas para alguns em especial, as coisas não tinham limites, podia passar o dia em meio à toneladas de pedras, embaixo de sol, onde mesmo cansado ao final do dia encontrava tempo para pedir por nós em suas orações. O pouco que podiam dar era: cama, comida, trabalho e pouco estudo. Talvez se eu tivesse pago pelos conselhos de teu pai, eu teria dado mais valor as coisa , poderia ter compreendido melhor a vida, quem sabe poder ter sido mais útil. Mas sempre há tempo. Inté....

Zico
Terça, 11 de Abril de 2006 as 15:50
Viram os problemas causados com o não anonimato - ficam com esta \"rasgação de ceda\" e eu que queria aprender alguma coisa da engenharia (pelo menos a necessidade e importância da cobrança da consulta) só observei retóricas e \"elogios\".
Nada contra, mas tudo no seu momento.
Outra coisa, não pretendi me passar por ninguém - nem sabia que existia o Sr. Ledra (desculpe-me pelo mau entendido).
Por oportuno, algum engenheiro civil poderia me dar um exemplo prático da dita consulta. Ainda não visualizei, eis que se estou construindo, consequentemente já existe um profissional da área me assessorando. Acredito que não poderia construir baseado em uma simples consulta? E daí?

Zeca
Terça, 11 de Abril de 2006 as 16:04
Bem, é uma discussão interessante. Particularmente acho que qualquer profissional pode estabelecer qualquer tipo de cobrança, pois isso é um direito de qualquer cidadão. Portanto, cobrar ou não pela consulta, depende, de certa maneira do modo de ser do profissional. Cada um vende o seu peixe na embalagem que melhor convém a ele próprio e ao seu cliente.
Do que já foi dito acima gostaria apenas de citar que a eleboração de um bom projeto, em qualquer área da arquitetura e engenharia, com as melhores especificações de materiais, com as melhores soluções, etc é uma obrigação natural dos arquitetos e engenheiros, portanto, essas coisas eu não considero, em hipótese alguma, que possam ser cobradas a parte. Estas fazem parte do custo do projeto contratado.

Ênio Padilha
Terça, 11 de Abril de 2006 as 16:45
Vamos por partes:
Paulo Aguiar. Obrigado pela sua contribuição à nossa discussão. E você está certo. O termo correto deveria ser (ou é) Consultoria ou consulta técnica.
Zico Ledra. Rasgação de seda ou não, eu sei que você sempre gostou muito do meu pai e sei que seus comentários foram sinceros, embora totalmente exagerados, pelo menos no que diz respeito à você, que sempre foi uma criatura muito útil. É só perguntar aos seus amigos.
Aos demais amigos do blog, vou dar um exemplo de consulta ou consultoria técnica:
Eu tinha meu escritório em Jaraguá do Sul e fui procurado por uma indústria metalúrgica que resolveu contestar na justiça uma cobrança retroativa que a Celesc estava fazendo (coisa de uns 50 mil dólares). O advogado contratado pela empresa resolveu pedir que se consultasse um engenheiro para, literalmente, respondera algumas perguntas sobre o caso, com o objetivo de fundamentar a demanda. E eu fui chamado.
O que eu fiz foi analisar as contas de energia, as correspondências trocadas entre a empresa e a Celesc e olhar as instalações existentes. Este trabalho durou uns dois dias. A conclusão a que eu cheguei foi que a Celesc tinha inteira razão e que aquela briga na justiça iria dar em nada. Só perda de tempo, despesas jurídicas e aumento da dívida. E foi isso que eu disse à empresa, em um Relatório bem detalhado com todos os argumentos bem explicados. Minha recomendação era para que a empresa procurasse negociar com a Celesc e assim conseguisse um bom parcelamento da conta.
Resultado: a empresa pagou (e bem) pela consulta e não entrou com a ação contra a Celesc. O proprietário disse ter ficado muito satisfeito pois estava economizando muito dinheiro e evitando se desgastar à toa. Acredito que a satisfação do cliente era verdadeira, pois ele me contratou muitas outras vezes, para outras consultas e também para projetos.
Imagino que este exemplo seja suficientemente esclarecedor.


Antonio Claudio Naschenweng
Terça, 11 de Abril de 2006 as 17:12
Se voltarem para ler os comentários, verão que muitos estão afirmando o mesmo com palavras e desenvolvimento de raciocínio diferente. Foi dito que profissionais engenheiros e arquitetos têm o direito de cobrar. Eu sendo engenheiro escrevi que tenho a convicção que posso cobrar, não significando em absoluto que seja uma diretriz em todos os serviços que realizo. Os serviços variam uma enormidade, podendo até ser usado o velho termo, cada caso um caso, então sinceramente repetindo o que já escrevi trata-se de valorizar-se como profissional. Se for contratado para responsável técnico pela obra perante o CREA é um custo, se trata de uma simples planilha de área para Prefeitura ou Cartório é outro. Enfim,
depende do serviço executado e porque não dizer do preço previamente combinado.

CARLOS ALBERTO PADILHA.
Terça, 11 de Abril de 2006 as 17:57
A.C.N., a culpa é sua. Viu o puxão de orelhas que eu levei do mano? Você que é engenheiro, poderia ter me avisado que o cara é uma fera no Rio Grande do Sul. Eu não sabia, eu fui me meter a besta. A onde é que tu tava A.C.N, pô! Quando a gente precisa tu some! Agora tu vem com esse papo que a gente tá falando da mesma coisa etc. Se tu me fala isso antes..... Um grande abraço. CAP.

Egydio Hervé Neto, Eng.° Civil - Porto Alegre/RS
Terça, 11 de Abril de 2006 as 17:57
Prezado Carlos Alberto:
Realmente, você não entendeu e reconheço que a expressão não foi clara. Sabe o que eu quis dizer com \"não tem preço!\"? Que deve ser tão cara que nada no mundo consegue pagá-la. As minhas soluções eu cobre e muito bem. São baseadas na premissa de que estas soluções devem fornecer ao meu Cliente uma economia o ganho tal, que ele consiga me pagar com satisfação. Como isto é muito difícil de comprovar no momento da Proposta, geralmente perco muita concorrência. mas os que aceitam minha Proposta estão muito satisfeitos.
Não tome como bronca não, eu realmente acreditei que a frase estava clara mas não estava.
Foi um prazer, grande abraço!
Egydio

CARLOS ALBERTO PADILHA
Terça, 11 de Abril de 2006 as 18:17
Caro Sr. Egydio.
Primeiramente quero formalizar meu pedido de desculpas, se por desventura lhe tenha ofendido, principalmente pelo o exemplo declinado.
Nossa intenção é apenas de participar com trocas de idéias, porém, nem sempre somos felizes. Faz parte do aprendizado, que parece nunca terminar. Repito que não tive intenção de ofende-lo.
Vejo que as honras da casa já lhes foram feitas por quem de direito, e o Ênio, me falou sobre o Senhor aqui no Blog. Resta então nossos votos de ainda mais sucesso em sua empresa e vida longa para aproveita-lo. Um abraço, com reiterado pedido de desculpas.
CARLOS ALBERTO PADILHA.

Antonio Claudio
Terça, 11 de Abril de 2006 as 18:17
He He He... é que as vezes você vai com muita sede ao pote. Quando tem muita gente opinando tem que ter cuidado. Macaco velho não põe a mâo em cumbuca. Quanto ao Engº gaúcho eu não conheço os seus trabalhos portanto nada adiantaria Eu te prevenir. Não fique triste, isso é coisa que passa logo,uma ou duas semanas nem te lembrarás mais.O Cara é legal até explicou mais uma vez, e esta foi só para você. Que Chic, Padilha!

CARLOS ALBERTO PADILHA.
Terça, 11 de Abril de 2006 as 18:26
É verdade A.C.N, é verdade! Valeu...

Ênio Padilha
Terça, 11 de Abril de 2006 as 18:40
ACN. No fundo no fundo, o que aconteceu foi a confirmação daquela máxima: \"amigo que é amigo nem pergunta o que é que tá acontecendo. Já vem dando uma voadora no outro...


Amilton Teixeira
Terça, 11 de Abril de 2006 as 21:19
Dia 05/04/2006; 21:31 horas:
CONVERSA X CONSULTA.
Agora aparece CONSULTA X CONSULTORIA TÉCNICA, estava tentando fazer uma diferenciação para o título. Já nas últimas postagem é muito casulo para fabricação de seda e rasgação da mesma.
Ênio no caso de Jaraguá, você cobrou pela consulta ou pelo seus serviços(consultoria técnica) propriamente ditos? Não ficou claro pois você trabalhou e bastante para fazer Análises de contas estudo de troca de correspondência levantamentos etc.etc. Você afirma que cobrou pela consulta, o que você fez para o seu cliente foi o que?
Veja como é difícil definir as coisas.

Ênio Padilha
Terça, 11 de Abril de 2006 as 22:19
Amilton. O texto \"Por que os engenheiros não cobram consulta?\" que deu origem a este post, quis evidenciar que PROJETOS e ACOMPANHAMENTO DE OBRAS não são os únicos produtos que engenheiros e arquitetos têm para vender. E que os profissionais podem (e devem) cobrar quando fornecem informações aos seus clientes sob outras formas (que não sejam os tradicionais desenhos, planilhas, memórias descritivas e listas de material).
O texto foi escrito tendo como público leitor os próprios engenheiros e arquitetos, justamente porque acreditamos que esta é uma questão que só será resolvida quando os próprios profissionais tiverem consciência do valor das informações que fornecem.
Neste contexto, Amilton, \"Consulta\" ou \"Consultoria Técnica\" significam a mesma coisa. O termo \"Técnica\", à rigor, nesta circunstância, não faz falta, pois toda a informação fornecida por engenheiros ou arquitetos é sempre, em alguma medida, \"técnica\" (inclusive quando se trata de viabilidades econômicas ou financeiras). Evidentemente ninguém busca em um engenheiro respostas para questões psicológicas, amorosas, políticas ou filosóficas. São sempre questões técnicas.
No caso de Jaraguá do Sul, respondendo a sua pergunta, eu cobrei para fazer o que os engenheiros são pagos para fazer: apontar uma solução para o problema. No caso eu estava respondendo a uma consulta, cuja pergunta implícita (veja o comentário de sábado, dia 8 - 22h34) era \"quem tem razão nessa pendenga? nós ou a Celesc?\".
Usei este exemplo para ilustrar o fato que o engenheiro pode prestar um serviço de valor (e ser remunerado por isto) sem ter que fazer desenhos, planilhas, gráficos, listas de material... que é o trabalho tradicionalmente aceito como o trabalho do engenheiro. Às vezes, Amilton, tudo o que o cliente precisa é apenas de uma boa resposta.
E apenas para concluir: ter a humildade de reconhecer o valor dos outros não é rasgação de seda. É boa educação e respeito. Isso é o que fortalece amizades e mantém na cidade os seus melhores filhos.


CARLOS ALBERTO PADILHA.
Terça, 11 de Abril de 2006 as 22:33
Nem que tome outro puxão de orelhas, mas eu vou falar.
Que negócio é esse de falar em rasgação de sedas? Acho que a troca de elogios e gentilezas, mesmos quando se discutem pensamentos diferentes, são apenas demonstrações de educação e urbanidade.
Além do mais, mostra, que pessoas adultas, com boa formação, devem, podem e conseguem trocar idéias em alto nível. Penso que assim é muito melhor que um “barraco”, não acham? CAP.

Zico
Quarta, 12 de Abril de 2006 as 08:25
Tenho certeza que cada coisa no seu lugar - ser objetivo e se deter nos temas é o que interessa, mas tudo bem, até achei bonito essas trocas de elogios - me fez por uns instantes até ter vontade de também fazer parte....
Em suma, consegui os esclarecimentos necessários - o Sr. Amilton está com toda razão - vocês cobram por consultoria, não por consulta. Cada profissão com a sua extrema importância, mais ao contrário do que reptendiam no início desta conversa, consulta como fazem os médicos, advogados entre outros, sem possibilidade.
Era só isso que eu queria esclarecer. Obrigado senhores, valeu manos, tenham um ótimo feriado.

Zico
Quarta, 12 de Abril de 2006 as 08:29
Em tempo: o seda com \"C\" não é erro ortográfico, e´que neste caso está me parecendo que o \"s\" é muito fraco para tanta CEDA desenrolada do casulo.

Amilton Teixeira
Quarta, 12 de Abril de 2006 as 08:48
Ênio!
A matéria postada por você até trata-se quanto a profissão de engenheiros, só que o blog é livre para opiniões, ai podemos botar um pouco de tempero.
Quanto ao CAP concordo com o dito.
Continuo a falar que sempre estamos em desvantagens, pois são dois Padilhas, ficando mais difícil nas respostas como já foi feito confusões entre os dois irmãos até eu mesmo já fiz com comentários de Ênio e CAP.

Ênio Padilha
Quarta, 12 de Abril de 2006 as 09:18
Amilton. Eu não quis dizer que a conversa era pra ficar só entre os engenheiros. Longe disso. Muito pelo contrário.
Como disse o colega Egydio, é muito bom quando esta discussão tem a valiosa contribuição dos que não são engenheiros.
Achei que as suas contribuições foram muito importantes. Ou esclareceram coisas ou deram oportunidade para que os esclarecimentos fossem feitos. Você e todos os não engenheiros serão sempre bem-vindos à discussões dessa natureza.
Em tempo: você tem razão. No meu comentário eu dei margem para que o leitor entendesse isso. Desculpe.


Emanoel Aleluia
Quarta, 12 de Abril de 2006 as 23:49
Acho interessante a discursão, acho inclusive que arquitetos e engenheiros devem se unir nessa causa,se um cobra consulta e o outro não o que cobra ja sai perdendo pois as pessoas gostam de conversa facil, elas não estam interessadas em saber no trabalho que para um profissional desse elaborar um projeto.(porque médicos cobram e arquitetos não podem cobrar?. Um tecnico(TECNICO) de informatica cobra no minimo 60r$ só para ir olha(consulta)...! Então acho nessario a cobrança sim. Sou estudante de arquitetura e pretendo melhorar minha forma de lidar com o cliente,quero que ele me respeite e me veja como se ele estivesse indo a um médico!!

Amilton Teixeira
Quinta, 13 de Abril de 2006 as 09:28
ALELUIA.

APOLO MONTE CARLO CHAGAS
Quinta, 13 de Abril de 2006 as 09:44
ESTE DEBATE SOBRE COBRANÇA OU NÃO DE CONSULTAS SOBRE ENGENHARIA, ACHO EXTREMAMENTE SAUDÁVEL. EU PARTICULARMENTE SOU A FAVOR DA COBRANÇA.





A imagem que ilustra este artigo foi encontrada no site https://www.g13pec.com.br

Comentário #1 — 09/08/2006 19:22

Paulo Coimbra — Eng. civil — Niterói

O CREA e/ou a prefeitura poderia criar uma norma, exigindo do cliente um parecer técnico para execução de quaisquer serviços de reformas, modificação,ampliação e de alteração de projetos. Desta forma, o cliente teria de contratar um profissional para projetar os serviços, pagando ao profissional liberal, como se fosse uma consulta. Seria parecido com aquela consulta para obter um atestado médico
para praticar um esporte. Ou seja, só faz a obra se tiver um parecer do profissional.

Comentário #2 — 14/12/2006 04:32

Antonio Carlo Faggion — Eng. Civil — Ribeirão Preto

Srs. Gostaria de parabeniza-los sobre esta discussão, apeser de uns meses atrasado, ela foi ótima. Concordo com a cobrança de consulta, porém, na minha opinião, a consulta antevém a consultoria, pois entendo que na consulta voce diagnosticaria o problema, o que remeteria a uma segunda fase que seria a solução deste problema (elaboração de projetos, relatórios técnicos etc).
Gostaria de participar deste e de outros assuntos relacionados a nossa área.

Comentário #3 — 15/12/2006 08:52

Ênio Padilha — Engenheiro Eletricista — Balneário Camboriú

Seja bem-vindo, amigo Antônio Carlo.
Esse seu comentário foi muito pertinente. É importante perceber a coisa dessa maneira (e, infelizmente, nem todo mundo o faz).

Volte sempre e deixe seus comentários nos nossos artigos e notas.

Comentário #4 — 16/03/2007 13:09

Sergio Kirinus — Engenheiro Civil — Florianópolis


Com relação a cobrar ou não consultas de clientes, acho que cada situação deve ser estudada com cuidado, e as vezes queremos cobrar mas não temos o jeito certo e oportuno para o fazer. Passei por uma experiencia a alguns anos que me abriu o horizonte e adotei para minha atividade.
Fui a São Paulo buscar informações com um grupo de consultoria americano, a respeito de assunto de construção civil. O engenheiro me recebeu e de início me disse que nosso primeiro encontro seria curto ( meia hora ) pois ele tinha um compromisso ( ??? ), e que poderíamos tratar de forma geral o assunto, e QUE NESSE PRIMEIRO ENCONTRO ELE NÃO LIGARIA O TAXIMETRO. E caso nós fossemos prosseguir nas informações deveríamos agendar novo encontro, e que a partir daí ele deveria ligar o TAXIMETRO, pois as soluções envolveriam despesas iniciais, etc.etc. Achei uma maneira direta e elegante de ser cobrado, sem mágoas e ressentimentos. Adotei nas consultas a palavra LIGAR O TAXIMETRO e deu certo. Sergio Kirinus

Comentário #5 — 18/03/2007 16:19

Ênio Padilha — Engenheiro — Balneário Camboriú

Muito boa essa, Sérgio. Gostei.
E agradeço por você compartilhar essa experiência (e esse conselho). conosco.

Comentário #6 — 27/05/2007 20:32

Marcos R. Benedetti — Eng Eletricista — Florianópolis-SC

Caro AMIGO Ênio !

Em primeiro lugar, parabéns pelo teu artigo, claro e sem rodeios. Concordo com todos os pontos levantados e bem argumentados.
Me diverti muito lendo os comentários, as participações.
Um grande abraço a você e aos seus amigos

Comentário #7 — 27/05/2007 21:45

Ênio Padilha — Engenheiro — Balneário Camboriú - SC

Marcos Benedetti
Grande Amigo. (Quanto tempo!!!)
Que bom tê-lo por aqui. Volte sempre.

Comentário #8 — 25/08/2007 03:14

Emanuel — Funcionário Público — Manaus - AM

Primeira vez que leio estes artigos/posts, e gostei muito do nível intelectualdos envolvidos. Parabéns pelo excelente tema, pois desse modo cada vez mais aprendemos em como aplicar nossos conhecimentos para resolver os problemas da humanidade, sem que para isso tenhamos que ser mercenários, tímidos, incapazes... mas justos. Sou Técnico em Edificações, e estudante de Engenharia Civil.
Abraço a todos

Comentário #9 — 30/03/2009 11:22

Joao R Freire Silva — Arquiteto — Porto Alegre

Quando um torcedor quer muito assistir a uma partida de futebol e decidi ir ao estádio ém cima da hora, o que ele faz ? Acaba comprando ingresso de cambistas (muito mais caro), do contrário teria gasto muito menos se tivesse comprado antecipadamente, porém, para ele o o prazer que irá resultar será o mesmo. Como resolver isto ? O problema é cultural !!!

Comentário #10 — 23/08/2010 19:53

Paulo Sérgio de Jesus Silva — Engenheiro Ambiental — Fernandópolis-SP

Concordo perfeitamente que deveríamos cobrar pelas consultas. Para isso, primeiro temos que parar de dar informações de graça em festinhas, jogos de futebol etc. E nossa classe também deve primeiro aprender a lidar com os \"engenheiros prostitutas\". Tem engenheiro (e geólogos, geógrafos etc) que faz até projeto de graça só para \"atravessar\" outro colega. Ao passar a cobrar consulta, corre-se o risco de algum colega estampar na frente de seu escritório: \"AQUI CONSULTA GRÁTIS\". Mas ainda assim, acredito que vale a pena arriscar.

Comentário #11 — 03/04/2014 16:37

Jean Tosetto — Arquiteto — Paulínia

Há alguns anos adotei a prática de pedir um sinal antes de elaborar uma carta proposta para a realização de projetos. Posso dizer que funciona muito bem como um filtro: quem aceita pagar o sinal valoriza o seu trabalho e o seu tempo, e acaba te contratando na maioria das vezes. Quem não quer pagar o sinal, geralmente não tem o mínimo de compromisso com o profissional e, logo, não será um bom cliente.

Comentário #12 — 24/02/2015 13:38

Alberto Costa — Consultor empresarial — Florianópolis

Meus caros engenheiros e não-engenheiros, esse papo todo está muito bom, devo reconhecer. E o assunto é muito relevante para todo tipo de profissional liberal.

Tenho dito a meus clientes que eu sou consultor - só! Como um médico-consultor (nem todos o são - alguns são cirurgiões, outros são socorristas, etc.), meu trabalho é fazer a anamnese (extrair do cliente uma descrição de sua dor, problema ou necessidade, conforme a percebe), solicitar e analisar exames clínicos (que eu posso fazer ou posso requerer que sejam feitos por especialistas, dependendo da complexidade do exame - uma auditoria, um mapeamento de processos ou de cargos, uma valuation, uma análise de perfis profissiográficos, uma análise de balanços e outros demonstrativos econômico-financeiros, etc.). Após isso, eu emito um diagnóstico e redijo uma série de prescrições.

No caso do médico-consultor, isso pode ser um encaminhamento à farmácia (com uma receita a ser aviada), ao fisioterapeuta, ao cirurgião, ao psiquiatra (eventualmente, pode ser simplesmente uma recomendação a que o sujeito volte ao trabalho e pare de frescura).

No meu caso, pode ser o encaminhamento a uma assessoria jurídica, a uma assessoria contábil-fiscal, a uma assessoria em engenharia, a uma assessoria em desenvolvimento de competências (treinamento, coaching, etc.), a uma assessoria em recuperação financeira, a uma assessoria em abertura de capital, a um headhunter (quando se tratar de contratação de pessoal estratégico), a um fornecedor de ERP, CRM, etc., a um prestador de serviços de engenharia civil (ou elétrica, ou de produção, etc.), a um psicólogo (alguns empresários precisam desesperadamente de um divã), a uma agência de viagens (outras vezes, tudo o que o sujeito precisa é de férias), a um conselheiro de sucessão, etc., etc., etc....

Quem não é consultor, deve evitar de prestar consultoria - fazer diagnóstico não é para todo mundo, assim como costurar o sujeito que foi atropelado por um bi-articulado numa moto 125cc carregada de pizzas não é para oftalmologistas. Cada um no seu quadrado. E tem muita gente chamando-se ou deixando-se chamar consultor sem sê-lo - se você põe a mão na massa para resolver ativamente, enquanto fazendo isso não é consultor. Se você está conduzindo a terapia, mas não foi o responsável pelo diagnóstico, não é consultor.

Agora, se você é cirurgião-ortopedista e seu cunhado lhe faz uma pergunta ao lado da churrasqueira sobre complicações da gravidez de sua irmã e mulher dele, seja honesto: diga o que sabe e mande-o levar a menina ao GO (ginecologista-obstetra) - e não vá cobrar consulta de seu cunhado, porque palpite não é diagnóstico.

Por outro lado, se você é um consultor, não admita sequer receber o cara em seu consultório se ele não apresentar a carteirinha do convênio - ou o cartão de crédito - a sua secretária (a menos que você esteja participando de um mutirão beneficente promovido por sua igreja).

Há, entretanto, situações dúbias: se você é engenheiro e alguém lhe faz uma consulta, cobre a consulta. Se o cara gostar do que você disse a ele e o contratar para elaborar o projeto e tocar a obra, não custa (talvez) descontar o valor da consulta (ou parte dele) dos honorários do trabalho operativo - pode, inclusive, ser um bom argumento de vendas e um jeito de lidar com a concorrência. Mas, se ele lhe consultar e resolver qualquer outra coisa depois, você já terá faturado a consulta.

E vocês pensam que estou falando isto porque é o que tenho feito, né? Não, não é. Acontece que aproveitei essa discussão para elaborar meu pensamento a respeito e orientar meu próprio procedimento futuro - estou cansado de ter meu principal valor (a anamnese e a análise de exames para diagnóstico e prescrição) desvalorizados e de ver clientes insatisfeitos comigo porque eu não estanco hemorragias, não soldo ossos, não extraio dentes e não conduzo sessões de pilates empresarial...

Obrigado a todos pelos insights. Nunca se perde tempo frequentando este blog.

Comentário #13 — 04/02/2016 18:59

Rosan Roberto Prestes — engenheiro eletricista — Curitiba

Depende que o autor entende por consulta.
Consulta com um médico todo mundo entende, mais oque é consulta com engenheiro??
Bom vou falar oque entendo por consulta meu caso (engenheiro):
Consulta é uma conversa previa sobre algum problema ou para entendimento do que o cliente necessita, sempre sem entregar o \"ouro\" que seria a solução ou encaminhamento pra resolver o problema.
Ja consultoria que seria identificação do problema e solução do mesmo, essa é cobrada.

Comentário #14 — 04/03/2017 10:30

Carmen Silva — Engenheiro Silvio — Iaçu BA

Eu comprei um casa pelo banco, e agora o banco ta construindo uma casa no fundo da minha casa só que de lado ao em ves de ser fundo com fundo. O que projudica basrante a minha casa q fica escura e não pega mais sol no quintal. Eu quero saber se isso é legal?

Comentário #15 — 04/03/2017 10:33

Carmen Silva — Engenheiro Silvio — Iaçu BA

Eu comprei um casa pelo banco, e agora o banco ta construindo uma casa no fundo da minha casa só que de lado ao em ves de ser fundo com fundo. O que projudica basrante a minha casa q fica escura e não pega mais sol no quintal. Eu quero saber se isso é legal?

Comentário #16 — 29/08/2017 16:29

Marcelo Tadeu da Mota Pereira — Engenheiro Civil — São Paulo

Gostaria da oportunidade apenas para cumprimentar o Eng. Padilha e complementar o raciocinio sobre a consulta remunerada a um profissional de engenharia. Utilizar a "ferramenta" ciencia para desenvolver tecnologia é o básico das atribuições de um Engenheiro. Todo o calculo , todos os gráficos e os demais exercicios de grau dificilimo que somos obrigados a praticar na Escola de Engenharia, não são apenas ferrramentas a serem utilizadas na execução de projetos e obras. Estes exercicios mentais, durante 5 anos (minimos) de um curso de engenharia "hipertrofiam" nosso ceerebro, nos tornam superpensadores com raciocinio rápido, lógico, que nos proporciona, quando o curso é de alto nivel e o aluno realmente os pratica com seriedade e aplicação, uma capacidade maior que outros proficssionais ou pessoas de outras áreas, de solucionar problemas de diversas ordens, desde construtivas, economicas, cientificas e até sociais. O engenheiro é acima de tudo um pensador, um solucionador de problemas que se aprimora com o passar do tempo e a vivencia profissional e social. Deve cobrar sim, mas desde que se enquadre honestamente num padrão de capacitação que o habilite a aconselhar ou "vender" uma informação para a solução de um problema ou apenas nortear um cliente para tal. A matematica, a fisica e outras ciencias são pequenas ferramentas do egenheiro em ações especificas, não necessariamente resolvem os problemas trazendo uma solução pratica e mais viavel. A maior capacitação do Engenheiro de alto nivel, é a capacidade de ouvir, estudar o caso e achar soluções que nem sempre parecem casos de engenharia, muitas vezes o bom senso e o óbvio estão longe de alguns mas abaixo do nariz do bom engenheiro.

Comentário #17 — 26/02/2020 16:49

ENIO PADILHA FILHO — professor — Balneario Camboriu

teste

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